23 fevereiro 2007

Pessegueiro, Sapinha, Feiteira e Serra Tinta


No dia 21 de Fevereiro decidi dar um passeio pela cadeia montanhosa que separa Freixiel do Vieiro. Vasculhei todos os mapas que pude mas não consegui planear um percurso com rigor. Também já me acostumei a mudar de ideias logo quando saio de Vila Flor.
O dia estava bom, com um céu praticamente limpo. Fazia calor, apesar de se verem os cumes das montanhas, em Espanha, cobertos de neve.
Quando cheguei perto da pedreira, quem desce para Freixiel, decidi contorná-la pelo Norte. A área da pedreira está vedada. Não queria ser surpreendido por nenhum rebentamento de dinamite.

O meu objectivo era o marco geodésico do Pessegueiro, a 622 metros de altitude. Naquela zona há muita, mesmo muita, pedra. A paisagem que se avista é esplêndida. Permitiu-me fazer uma primeira avaliação do local que pretendia alcançar, o monte Sapinha. Também dá para admirar o bonito vale onde se encontra encaixada a aldeia de Freixiel.
Desci em direcção a Norte e apanhei a estrada do Vieiro perto da Palhona. Ali perto tinha de começar a subir para a montanha. Junto ao cruzeiro, respirei fundo, comecei a subida. Fiquei surpreendido, não era tão difícil como pensava. Há por ali grandes investimentos na reconversão de vinhas!

Alcancei o topo do monte conhecido por Sapinha, a 563 metros de altitude. O céu estava mais azul, havia mais nuvens e a vegetação natural estava fantástica misturando urze florida, carqueja e muitas outras flores mais pequenas. Freixiel estava ali mesmo a meus pés. Percorri com o olhar todos os locais onde já estive. Foi quase como caminhar num mapa tal é a perspectiva! O sol, a espreitar junto a Folgares, não permitia fotografar a aldeia em condições.
No lado oposto avistava-se Vilas Boas e o seu belo santuário. Olhando para Norte podia seguir-se o vale onde se encontra Vieiro e estender o olhar a uma imensidão de terra do concelho de Mirandela.

Parti pela encosta Norte. Desci um caminho muito agradável a meia encosta até atingir praticamente o Vieiro. Estava a ser fácil demais mas estava a descer e a afastar-me do topo das montanhas, que já tinham ficado para trás, que eram o meu objectivo. Abandonei o caminho e subi pela encosta acima, com a bicicleta pela mão, no que parecia um quebra fogo. O sol iluminava o Vieiro que se estendia preguiçosamente mesmo à minha frente. Resistindo à tentação de ficar por ali a tirar fotografias, fui empurrando a bicicleta até que cheguei ao topo, à Serra Tinta e depois à antena da rede de telemóveis. A partir daqui segui um caminho bastante bom que apenas tive que abandonar para subir ao talefe a 618 metros de altitude. A vista é fantástica mas infelizmente a luz começava a faltar.

Desci precipitadamente o em direcção à estrada do Vieiro não queria que anoitecesse e eu naquela montanha. Tudo correu bem, estava de regresso. A cerca de um quilómetro do cruzamento de Freixiel, ouvi um som estranho. Outra vez?! Não!... Valeu-me o “carro de apoio” que me foi buscar, a câmara-de-ar traseira estava de novo furada.
Foi uma verdadeira aventura! Um percurso que eu imaginava mais de btt do que fotográfico revelou-se uma grande surpresa. Tirei um conjunto de fotografias admiráveis! É assim a aventura de conhecer Vila Flor.


Quilómetros percorridos neste percurso: 22
Total de quilómetros de bicicleta: 584
Total de fotografias: 9686

3 comentários:

Esmeralda disse...

Olá, Aníbal!
(para este grande trabalho da minha querida terra...):
- Grande percurso... que inveja...O pior é que não aguentaria a pedalada...
- Feiteira? Está-se sempre a aprender...
- "Freixiel estava ali mesmo a meus pés". E, aqui, no meu olhar e no meu coração! OBRIGADA! A minha terra é linda!!!!
- O Vieiro tem, também, uma foto deliciosa!
- Uma "palavra" de apreço para a disponibilidade do "carro de apoio"...
- Por último, para onde se mandam os azares (deveria dizer "espíritos", mas como quero brincar, adapto...)? P'rá serra Tinta, amigo!! Ouvi dizer isso muitas à minha mãe.
Um abraço de gratidão.
EL

Joana Morais disse...

Parabéns Aníbal as Fotografias são absolutamente fantástivas, Obrigada por estes momentos de pura beleza,
até breve

Morcego Vermelho disse...

Continuas com fotografias excelentes e o teu trabalho leva a mesma nota. A minha casa é k continua a não aparecer ;-) Um abraço e continua, admiro muito esta tua iniciativa.
João Moutinho