20 junho 2012

IC5 (2)

Ponte do IC5 sobre a ribeira da Laça. Esta ribeira tem um caudal considerável porque integra quase todo o termo da freguesia de Vale Frechoso. Tem um traçado paralelo à ribeira de Roios e vai juntar.se à ribeira da Vilariça entre Sampaio e Lodões.
Esta ponte é altíssima e bastante longa. Veja-se o tamanho do sobreiro por debaixo dela, como parece minúsculo.

19 junho 2012

A caminho de Lodões

Por entre oliveiras a caminho de Lodões, nos Rilheirões do Vento.

18 junho 2012

Madressilva


Madressilva ou madressilva-das-boticas são as plantas da espécie Lonicera periclymenum, gênero botânico Lonicera, da família das Caprifoliaceae.

A fotografia foi feita em Benlhevai.

14 junho 2012

IC5

 Aspeto do IC5 à passagem por Carvalho de Egas.

13 junho 2012

e de repente é noite (VI)


Fixa a mão o que Junho não foi.
Ou o que foi por ter sido noutro tempo
um mês irrepetível, um eco
de imaculadas lonjuras sequestradas.
Dizê-lo, agora, é conceder às cerdeiras
um vigor que me ascende o entendimento
a um indistinto som de musgo e água.
Uma luz muito alta e forte, cegando.
Sem uma sombra. Nem a de uma casa.
A minha. Dolorosamente. Por de mais vazia.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Sobreiro, em Vilas Boas. 

12 junho 2012

e de repente é noite (VIII)

Não tem nome a barca.
Também o rio é só confusa lembrança.
Há um iodo endurecido, nas margens,
e um vento de cinza dissolvendo as folhas
até uma espessura de hóstia.
Ninguém conhece a extensão da ilha
pois os corvos, espantados,
sempre a ocultam
sob o negro do seu voo.
Só sabemos que vamos a caminho.
E uma vez lá, conheceremos tudo?

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Quinta da Peça, a caminho da Ribeirinha

10 junho 2012

e de repente é noite (XXXVI)


Que o gume das colinas
não rasgue o tegumento do tempo,
semente grávida de mistério.
Ignoremos as cartas
que nos anoitecem as mãos.
Os enigmas só ecoam nos vergéis
onde a luz não chega.
Tenho um corpo para a tua alma,
sob a memória fresca do feno
acabado de segar, tão verdadeiro
como este sol a escavar
silêncios fulvos
nas encostas da tarde.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: alto do Faro, em Vilarinho das Azenhas.

09 junho 2012

Festa do Corpo de Deus em Seixo de Manhoses (2)

 Mais algumas fotografias com o aspeto das ruas de Seixo de Manhoses para a procissão do Corpo de Deus celebrado no dia 7 de Junho de 2012.
 Rua Principal
 Senhor dos Aflitos.
Porta da Igreja Matriz.

08 junho 2012

Festa do Corpo de Deus em Seixo de Manhoses

Apesar da continuidade da manutenção do dia santo no dia da celebração do Corpo de Deus não estar assegurada, sendo possivelmente este o último ano em que tal se verifica, esta festa tem profundas raízes nas celebrações católicas e um grande significado. Embora chamada do Corpo de Deus, a designação mais correta seria Corpo de Cristo, derivada de Corpus Christi. As celebrações tiveram início no séc. XIII, na Bélgica, espalhando-se depois por toda a Europa e mundo Católico. Esta festa está ligada à Páscoa, mais concretamente à Quinta-Feira Santa, daí a festa do Corpo de Deus se celebrar sempre numa quinta-feira. Acontece sempre 60 dias após a Páscoa.
Esta exaltação da presença real do corpo de Cristo na Eucaristia tem como ponto alto a realização de uma procissão, tendo a primeira sido realizada em 1264. Com o corpo de Cristo a ser transportado ao longo das ruas surgiu em Portugal (tendo-se espalhado depois para o Brasil) o hábito de fazer tapetes de flores ao longo das ruas por onde passa a Custódia, com a hóstia consagrada.
Guardo muitas recordações desta prática dos meus tempos de criança, e foi com bastante satisfação que a vim encontrar ainda viva em grande parte das aldeias do concelho de Vila Flor. Já em anos anteriores fiz referência às aldeias de Vilas Boas, Valtorno e Samões e, este ano, desloquei-me a Seixo de Manhoses para acompanhar estas celebrações.
A celebração seguida da procissão teve lugar ao fim da tarde. O dia esteve ventoso o que dificultou a tarefa de fazer o tapete de flores que percorria a maior parte da aldeia. Mesmo assim, as roas apresentavam um colorido admirável, elaborado com um misto de fé e de vaidade, porque há um certo despique para que a sua rua se distinga das restantes pela qualidade das flores e pelo arranjo das mesmas.
Parece que, em tempos, a Comissão Fabriqueira chegou mesmo a distribuir prémios pelas ruas que se distinguissem, mas tal não acorre atualmente, e acho bem, porque poderia desvirtuar o significado do gesto de fazer essas passadeias.
Os materiais para fazer as passadeiras podem ter algumas variações dependendo se a Páscoa ocorre mais cedo ou mais tarde, coincidindo ou não com a época de floração de algumas espécies. Originalmente a força das flores era de origem silvestre, com destaque para as flores das giestas (maias), amarelas, abundantes nas zonas mais frias do concelho. Este ano foi mesmo necessário procurarem-nas em zonas de maior altitude, perto do Mogo de Malta, porque é praticamente o último lugar onde ainda existem em abundância (por ser uma zona mais fria). Reparei que no Seixo não foram usadas as flores das arçâs (rosmaninho), mas noutras localidades são muito utilizadas.
Com algumas nuances de bairro para bairro, são usadas flores, pétalas e uma grande quantidade de verdes: rosas, maias, margaridas, sabugueiro, fetos, heras, funcho, serrim, etc. Em determinados locais foram "desenhados" cálices, custódias ou cruzes, em cores vivas e feitos com muito rigor.
A procissão saiu da igreja Matriz, seguiu pela Rua do Castelo, desceu ao largo de Santo António, Capela de Nossa Senhora do Rosário, Jardim de Infância, virando depois à esquerda para o largo do Senhor dos Aflitos. No cruzeiro que existe nesse local foi feita uma paragem para oração. A procissão regressou à igreja pela rua Principal e depois pela rua da Igreja.
Terminada a celebração é de louvar a mobilização das pessoas que rapidamente procederam à limpeza das ruas impedindo que o vento espalhasse os arranjos, dificultando depois a limpeza.
Esta bonita tradição ainda se mantém bem vida na aldeia de Seixo de Manhoses. Vamos esperar para ver como é que ela vai evoluir com o desaparecimento do Dia Santo.

05 junho 2012

Dia Mundial do Ambiente

Hoje é o Dia Mundial do Ambiente. Num concelho rural como o de Vila Flor podemos pensar que o ambiente não corre perigo, mas não se deixem iludir. Basta percorrer os caminhos rurais, espreitar os ribeiros apos a sua passagem pelas aldeias, verificar o que ainda fazem os lagares de azeite, para chegarmos à triste conclusão de que as pessoas ainda pensam de que o Homem é o centro do universo e de que todas as coisas foram criadas para o servirem.
Estamos em crise e toda a gente parece aflita. O ambiente está em morte lenta e poucos se preocupam.