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03 setembro 2008

O Som das Musas

Nos dias 19 / 20 e 26 / 27 de Setembro vai decorrer em vários pontos do concelho de Vila Flor o 2.º ciclo de Concertos, O Som das Musas.
Os concertos vão ter lugar na Igreja de Freixiel, na Igreja de Seixo de Manhoses, na Igreja Matriz de Vila Flor e no Centro Cultural de Vila Flor.
Mais informação na margem direita do Blog (ou clicar aqui).

24 julho 2008

20 de Julho - Chega de Bois

Terminou mais uma Feira de Produtos e Sabores, TerraFlor, já na VI edição. O acontecimento que chamou mais à atenção, a mim e muitas outras pessoas, foi a Chega de Bois.
Realizou-se no dia 20, no campo de futebol do Vila Flor. A afluência de público foi considerável e esperava-se um bom espectáculo. Realizaram-se 5 lutas de touros, nem todas do agrado do público. Já assisti a eventos semelhantes, no planalto mirandês e sei que estas lutas são bastante imprevisíveis.
Houve alguns momentos entusiasmantes, embora de curta duração. Mesmo a grande distância, registei alguns momentos, em fotografia, que agora partilho neste painel.

02 março 2008

O folclore de/em Vila Flor

Hoje o dia em Vila Flor foi animado. Apesar de as amendoeiras em flor já estarem em fase descendente, foram muitos os autocarros e carros ligeiros que colocaram o concelho na sua rota das amendoeiras em flor. Durante a manhã tive a possibilidade de percorrer algumas estradas secundárias, onde encontrei turistas, admirando a paisagem. Os percursos que indiquei, parecem ter tido algum sucesso, até junto de alguns vilaflorenses, que pouco conhecem do seu pequeno concelho.
À hora de almoço havia muitos autocarros espalhados pela vila. Felizmente alguns descobriram o parque de estacionamento junto à Escola EB2,3/S, desafogando um pouco as ruas.
Pelas catorze horas, em frente à Câmara Municipal, juntaram-se um bom conjunto de turistas misturados com residentes, para apreciarem os ranchos folclóricos com espectáculo agendado.
Em primeiro lugar actuou o Grupo de Cantares para Vila Flor. Apesar do som estar péssimo, o colorido dos trajes e a alegria das canções animaram os presentes.
Refrão
Vila Flor és linda, gostas da tradição
Vila Flor tu brilhas em cada coração
Vila Flor menina que brilhas ao sol-pôr
Por isso D. Dinis te chamou de Vila Flor
I
Vila Flor fez florir em cada coração
Cantigas a florir danças de mão em mão
Há arcos enfeitados onde brilham as estrelas
E rosas perfumadas que para ti são tão belas
II
Vila Flor tu brilhas nesta bela estação
Amendoeiras em flor são grande tradição
À gente que te visita e recebes com calor
A elas desejamos saúde paz e amor.

De entre as suas danças há uma bastante antiga. É a dança das fitas. De um mastro partem fitas de várias cores, tantas como os executantes da dança. À medida que dançam, as fitas vão fazendo um bonito entrançado no mastro. A certa altura inverte-se a dança e a trança é de novo desfeita, voltando as fitas ao estado inicial, completamente soltas. É um estilo de dança usada na Europa, muitas vezes ligada a celebrações da Primavera. Também se dança muito na América Latina.
Entrou depois em palco o Rancho Folclórico de Freixiel. Apresentavam um traje novo, mas antigo no corte, no tecido e no padrão. Este grupo apresenta muita juventude, quer dos executantes quer na alegria com que evoluem no palco. As danças executadas são também bastante variadas, com predominância para danças de roda. Nesta altura já alegria invadia a assistência com várias pessoas a dançarem entre os autocarros estacionados.
Gostei particularmente de uma dança paralela dançada por três pares.
Os problemas sonoros tinham sido resolvidos, ouvindo-se claramente os diferentes instrumentos e as vozes do coro. Com as caras suadas pelo esforço, mas também pelo quente sol que incidia no palco, despediram-se do público, numa altura em que os autocarros começaram a partir.
O Grupo de Música Tradicional da Associação C.R. de Vila Flor ocupou o palco. Surgiram de novo problemas com o som que demoraram algum tempo em serem resolvidos. Por fim fizeram ouvir as suas vozes acompanhadas pelo acordeão, cavaquinhos, guitarra, pandeireta, bombo, etc.
A festa terminou com um vira dançado em plena estrada pelos elementos dos dois ranchos folclóricos juntos, acompanhados por um bom grupo de populares. Foi um final apoteótico, de uma festa de cor e boa música folclórica, onde Vila Flor se mostrou, tal como é - bonita e alegre.

28 fevereiro 2008

Alteração no programa das amendoeiras em flor


Dado o mau tempo que se verificou no passado fim-de-semana, as actividades previstas para para o dia 24 de Fevereiro foram canceladas.
O programa foi reajustado, havendo alterações quase em todos os fins-de-semana. No dia 2 de Março haverá actuação de vários grupos de dança e cantares do concelho. Uma boa manifestação de folclore que costuma cativar muita gente.
Também consta no novo cartaz um passeio de cicloturismo - Amendoeiras em Flor, que apesar de já estar previsto, não aparecia no antigo cartaz afixado.
Sobre as amendoeiras em flor, apenas digo que é pena que as condições climatéricas não tenham estado mais favoráveis para se apreciar o espectáculo. Hoje fiz um passeio até Roios e muitas flores já estão a perder as pétalas. Aproveitem este fim-de-semana! Parece-me que que o pico da floração já foi atingido e há manchas de amendoeiras com um colorido muito bonito. Hoje, de tarde, o céu abriu-se. Contemplar o branco das pétalas contra o azul do céu foi como ler um soneto de Cabral Adão.

14 janeiro 2008

Concursos de Montras e Presépios


Tinha prometido falar sobre o concurso de presépios e concurso de montras, mas os dias foram passando e o assunto já não soa muito bem, mas o prometido é devido. Também porque toda a “publicidade” é pouca, para aqueles que se envolvem na construção e decoração de tão maravilhosos quadros.
A classificação nos concursos foi a seguinte:
Concurso de Montas
1.ºPrémio – Estabelecimento Belinha- Arte e Deco Floral
2.ºPrémio – Gabinete de Contabilidade de Carlos Manuel Fernandes
2.ºPrémio – Perfumaria e Bijutaria Essência Flor
3.ºPrémio – Associação de Pais e Encarregados de Educação
4.ºPrémio – Salão de Cabeleireira Star
5.ºPrémio – Sapataria Anita

Concurso de Presépios
1.ºPrémio – Jardim-de-Infância de Santa Casa da Misericórdia
2.ºPrémio – Junta de Freguesia de Valtorno
3.ºPrémio – Agrupamento de Escuteiros 1055 S. Bartolomeu
4.ºPrémio – Fábrica da Igreja de S. Bárbara – Seixo de Manhoses
5.ºPrémio – Sementinhas da Vilariça - Assares
5.ºPrémio – Associação Cultural e Desportiva de Benlhevai

Nos dois concursos os prémios variaram entre os 200€ e os 50€. Não tive qualquer informação sobre os concorrentes nos concursos. No dia 30 de Dezembro dei uma volta nocturna pela vila fotografando os presépios e desloquei-me também a algumas aldeias. Numas fiquei alegremente surpreendido, noutras não encontrei nada. Não posso, portanto mostrar todos os vencedores mas somente aqueles que pude admirar.
No que toca às montras, posso dizer que vi mesmo pouco, não tendo sequer a informação se aquelas que vi, se tinham inscrito no concurso. Em relação aos presépios, posso dizer que vi alguns. O vencedor já o divulguei no dia 30. Ocupava uma grande área relvada à frente do Jardim-de-infância da Santa Casa da Misericórdia. O presépio do Agrupamento de Escuteiros também o mostrei na altura. O presépio classificado em segundo lugar, em Valtorno, junto à Igreja de Nossa Senhora do Castanheiro, este ano ainda estava mais bonito de que o ano passado. Parece-me que se esmeraram e foi com algum desalento que receberam o segundo prémio.
Não cheguei a ver os presépios em Seixo de Manhoses, Assares e Benlhevai. Há, no entanto, outros presépios que vi e gostei bastante. Não sei se estavam inscritos no concurso. Um pôde ser admirado em Alagoa. As roupas da Sagrada Família e dos Reis Magos em plástico muito colorido dava vida ao presépio. Foi o presépio que mais me surpreendeu.
Em Roios, junto à igreja, também havia um bonito presépio.
No que respeita aos concursos, não sei se alguém me “ouve”, mas gostaria de dar duas ideias: a primeira era que fosse divulgada atempadamente, podia ser no site da Câmara, a lista dos concorrentes. Pode ser que houvesse pessoas que não se importassem de passar uma noite pelas aldeias do concelho admirando esses trabalhos magníficos. Visitar os presépios só valorizava o trabalho das pessoas. A outra ideia, foi-me transmitida por um colega no Auditório do Centro Cultural aquando da entrega dos prémios. Não parece que fosse difícil, à medida que foram anunciados os vencedores, ser projectada uma fotografia das respectivas montras e presépios. Ficam estas ideias, para o futuro.

09 janeiro 2008

Gala Cantar os Reis (6)

Continuação de: Gala Cantar os Reis (1), Gala Cantar os Reis (2), Gala Cantar os Reis (3), Gala Cantar os Reis (4), Gala Cantar os Reis (5)

O sétimo grupo a actuar foi o Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor. Este grupo que já existe há mais de 20 anos, colocou também no palco um cenário muito elaborado representando uma cozinha.

Além das suas canções tradicionais onde mostraram muita alegria, muito colorido musical e vozes encantadoras (não estivessem lá as melhores vozes que cantaram nos outros grupos), não posso deixar de destacar a mesa, capaz de matar a fome ao mais faminto dos agricultores: batatas cozidas com couves e feijão chícharro, uma travessa de rojões, pão caseiro, uma caneca de vinho de Vila Flor e uma almotelia do mais precioso líquido, azeite. Completava o quadro um candeeiro de manga, que funcionava a petróleo.
Na lareira improvisada mas com um bonito trasfogueiro, duas gordas panelas de ferro coziam talvez os os ossos para mais umas dúzias de alheiras como as que pendiam já no fumeiro. Nas lares, sobre a fogueira estava o sobre a lareira estava o caldeiro que aquecia a água ou talvez fervesse a vianda para os recos, que dariam novas alheiras no próximo Inverno.
Pastores da serra
Vinde ouvir cantar
Já nasceu Jesus
P’ro mundo salvar.

Com animação que o grupo mostrou, foi difícil tirá-los do palco!
Depois da actuação dos sete grupos segui-se a entrega do prémios do Concurso de Montras e do Concurso de Presépios de que falarei mais tarde.
Foi dado lugar de novo ao grupo Quina de Copos, que voltou a encantar toda a plateia com a sua música. Este ano o auditório encheu por completo e era visível o contentamento dos responsáveis pela organização e dos responsáveis pelo município. Foi também o sr. presidente da Câmara, Dr. Pimentel que deu a notícia em primeira mão, de que irão decorrer em Vila Flor, filmagens para uma próxima telenovela para a TVI. Ficamos à espera das estrelas.

Para terminar, resta-me agradecer a simpatia dos elementos de diferentes grupos que me toleraram nos bastidores, foram simpáticos comigo e, no final, me entregaram as letras dos Reis que cantaram. Também à apresentadora, Susana Silva, que fez um excelente trabalho, o meu obrigado por me disponibilizar as suas notas. Espero que iniciativas assim se repitam de forma a reviver, manter e mostrar as nossas tradições e a nossa cultura.

Continua: Concurso de Montras e Concurso de Presépios

08 janeiro 2008

Gala Cantar os Reis (5)

Continuação de: Gala Cantar os Reis (1) Gala Cantar os Reis (2) Gala Cantar os Reis (3) Gala Cantar os Reis (4)


Seguiu-se-lhe o grupo que representou Freixiel, constituído por 30 elementos, de todas as idades. Muitos dos elementos fazem parte do Rancho Folclórico de Freixiel. Apresentaram no palco várias cenas do quotidiano: uma mulher a fiar, outra a fazer alheiras e uma criança embalada numa canastra. Interpretaram “Nesta Noite de Reis” e “Barca Brasileira”.

Nesta Noite de Reis
Senhores nós vos trazemos
A mensagem de Belém
Nasceu já o Deus Menino
De Maria sua mãe

Coro
E nesta noite de reis
Como é bom pelo luar
Vir até vos meus senhores
Lindas janeiras cantar
Vinda lá do oriente
Uma estrelinha brilhou
E guiando os três Reis Magos
Sobre o presépio poisou

Coro

Vêm de longe os três Reis Magos
Para adorar o Senhor
Não deixemos nos também
De cantar em seu louvor.

Coro

Nos somos os mensageiros
Não podemos demorar
A boa nova iremos
A outros anunciar.


Barca Brasileira
Coro:
Olha a barca brasileira
À praia vai a chegar
Estamos no ano novo
Os reis viemos cantar.
Os reis viemos cantar
Ao coração de Maria
Os anjos também os cantam
Toda a noite e todo o dia.

Solistas:
1-Freixiel aqui presente
Os reis vimos a cantar
E o povo desta terra
Queremos cumprimentar
Coro:
E o povo desta terra
Queremos cumprimentar.

Solistas:
2- Ainda agora aqui cheguei
Pús o pé nesta escada
Logo o meu coração disse
Aqui mora gente honrada
Coro:
Logo o meu coração disse
Aqui mora gente honrada.

Solistas
3- Quem diremos nós que viva
No raminho do loureiro
Viva o Dr Pimentel
Que é um grande cavalheiro
Coro:
Viva o Dr. Pimentel
Que é um grande cavalheiro

Solistas:
4- Já que aqui nós estamos
E como Jesus nos diz
Tudo o que nós desejamos
Que o mundo seja feliz.
Coro:
Tudo o que nós desejamos
Que o mundo seja feliz.

Solistas:
5- E vamo-nos despedir
Desta sala com humor
A todos vós desejamos
Saúde paz e amor
Coro:
A todos vós desejamos
Saúde paz e amor

Coro:
Olha a barca brasileira
À praia vai a chegar
Estamos no ano novo
Os Reis viemos cantar.
Os Réis viemos cantar
Ao coração de Maria
Os anjos também os cantam
Toda a noite e todo o dia.
Continuará...
Gala Cantar os Reis (6)

07 janeiro 2008

Gala Cantar os Reis (4)

Continuação de: Gala Cantar os Reis (1) Gala Cantar os Reis (2) Gala Cantar os Reis (3)

Entrou a seguir a Escola de Música Zécthoven. Muitas crianças e jovens que frequentam a escola de música do prof. José Cordeiro. Bastante jovens, muitos deles estavam vestidos com trajes tradicionais. Apesar de apenas apresentarem uma canção “Boas Festas”, era um dos grupos mais esperados, principalmente pelos pais que sorriam de contentamento.

Boas Festas
Boas Festas, Boas Festas
Nós aqui viemos dar
A casa destes senhores
Se as quiser aceitar

Vinde dar-nos as janeiras
Se vontade houver de dar
Nós somos de muito longe
Não podemos cá voltar

Alegrai-vos companheiros
Qu´ eu já sinto gente a andar
É a senhora desta casa
Que nos vem a convidar

Despedida, despedida
Temos de continuar
Por esses caminhos fora
Boas Festas vamos dar



Actuou depois o Grupo de Cantares de Seixo de Manhoses, com o seu ramo cheio de laranjas e alheiras. Junto do ramo, colocaram no chão sobre um cobertor de lã, fruta, frutos secos, vinho, azeite. Cantaram “Nasceu a Alegria” e “Os três Reis como eram Santos”.

Nasceu a alegria

Coro

Nasceu a alegria
Não pode haver mais,
Que nasceu Jesus
Bendito Sejais.

Pelo um dia de Janeiro
Quando o dia amanhecia
Baptizaram o Menino
Filho da Virgem Maria.

S. José baixou por pai,
Por padrinho S. João,
Santa Isabel por madrinha,
Que lindos padrinhos são.

Lá do céu vem uma estrela
Formada na maravilha
Lá no meio do caminho
Estava a Virgem Maria.

Quando os Santos Reis souberam
Da vinda de Jesus Cristo
Aceleraram seus cavalos
Foram fazer o serviço.

Que cavaleiros são esses
Que andam à beira do rio,
São aqueles três Reis Magos
Que adoraram o menino.

Que adoraram o Menino
Cada um por sua vez
A cabana era pequena
Não cabiam todos três.

Esta casa é bonita
Forradinha a papelão,
Viva quem nela passeia
Deus lhe dê a Salvação.


Os três Reis como eram Santos
I
Ó de Casa Nobre Gente,
Escutai e ouvireis:
Das Bandas do Oriente,
São chegados os três REIS!

Coro
Os 3 Reis como eram Santos!
Uma Estrela Os Guiou!
Ao Chegarem à Cabana,
A estrela se Baixou.
II
Já os 3 REIS são Chegados,
Das Bandas do Oriente!
Visitar o Deus Menino,
Alto Deus Omnipotente!
III
Viemos dar Boas Festas,
Que são Festa de Alegria!
Já Nasceu o Deus Menino,
Filho da Virgem Maria!
IV
Quem diremos nós que viva,
Entre cravos e mais rosas
Viva o senhor Presidente
Que faz acções generosas.
V
Viemos dar Boas Festas,
Com Alegria e Amor,
Viemos Cantar os REIS,
Às gentes de Vila Flor!
VI
Quem vem aqui de tão longe,
De certo não Vos quer mal.
Viva a Gente que aqui está!
Vivam Todos em Geral!
VII
Senhora que estais lá dentro,
Sentadinha à Lareira,
Deitai a mão ao fumeiro,
E dê p´ra cá uma Alheira!
VIII
Senhora Dona de Casa,
Encostada a um cortiço,
Deite a mão ao seu Fumeiro,
E dê p’ra cá um chouricho!
IX
Senhora que estais lá dentro
Encostada ao talhão
Deitem a mão ao fumeiro.
Dêem para cá um salpicão.
X
Se nos querem dar os REIS,
Não se estejam a demorar,
Nós somos de muito longe,
Temos muito que andar!
XI
Despedida, despedida
Deu a cereja ao ramo,
Boa noite meus senhores,,
Queira Deus que de hoje a um ano.
Continuará...
Gala Cantar os Reis (5)

Gala Cantar os Reis (3)

Continuação de: Gala Cantar os Reis (1) Gala Cantar os Reis (2)


Continuação de: Gala Cantar os Reis (2)

O terceiro grupo a actuar foi o da Associação Cultural e Recreativa de Valtorno. O grupo era constituído por 20 elementos, na maioria homens, coisa rara. Além do instrumento musical que caracteriza o grupo, uma espécie de reco-reco feito de madeira, arames e pirolitas, faziam-se acompanhar também de realejo, bombo, pandeireta, guitarra e dois acordeões. No ano passado, surpreenderam-me com a animação que colocaram em palco. Este ano, cantaram “Cantamos todos, cantamos” e “De Belém vimos”.

Cantamos todos, cantamos

Cantamos todos, cantamos
Cantamos com alegria
Que nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria.

Cantamos todos cantamos
Cantamos pra toda a gente
Nós vimos anunciar
Os três Reis do Oriente.

Os três reis como eram Santos
Uma estrelinha os guiou
Por cima de uma cabana
A estrelinha baixou.

Os três reis já estão chegando
Aquela porta adorada
Encontraram Santa Virgem
Numa pedrinha sentada.

Que estás a fazer ó Virgem
Nessa pedrinha tão fria
Estou à espera do menino
Que me traga a luz do dia.

São José foi buscar lume
Porque a noite estava fria
Para aquecer o menino
Filho da Virgem Maria.

Nós viemos de Valtorno
Em nome do povo inteiro
Temos nossa padroeira
Senhora do Castanheiro.

Nós nos vamos despedir
Do fundo do coração
Desejamos boas festas
A todos que aqui estão.



De Belém vimos

De Belém vimos
Com os pastores
Dar boas Festas
Aos meus Senhores.

Nós vimos cantar os reis
A todos que aqui estão
Trazendo muita alegria
E amor no coração.

Ó senhora minha mãe
Tu és a mãe de Jesus
Dai-nos um ano de amor
E também cheio de luz.

O meu menino Jesus
Deitado nessas palhinhas
Ajudai o mundo inteiro
Pensando nas criancinhas.

Nós estamos a pedir
A este menino jucundo
Para acabar com as guerras
E a fome que à no mundo.

Vou deitar as despedidas
Por cima de verdes giestas
E o povo de Valtorno
Vos deseja Boas Festas.
Continuará ...
Continuação: Gala Cantar os Reis (4)

Gala Cantar os Reis (2)

Continuação de: Gala Cantar os Reis (1)


Continuação de: Gala Cantar os Reis (1)

O segundo grupo a actuar, foi o “Grupo de Cantares de Vale Frechoso”. Também esta aldeia tem presença assídua nestes eventos. Chegaram com os seus cestos cheios de produtos da terra, com os seus trajes tradicionais e alguns artefactos da vida quotidiana.
Cantaram “A Barca Portuguesa” e “Cantar os Reis ao Menino”. É de salientar que quase todas as quadras são criação de Amparo Azevedo e Casimiro Azevedo, membros do grupo.

A Barca Portuguesa
Olha a Barca Portuguesa
À Praia vai a chegar
Chegamos ao Ano Novo
Os Reis vos vimos cantar
II
Os Reis vos vimos cantar
Toda a noite e todo o dia
Os Anjos também os cantam
Ao coração de Maria
III
Ó meu Menino Jesus
Que estás nas palhas deitado
Não tens leira nem beira
Por todos nós adorado
IV
Nós viemos de tão longe
Com grande satisfação
Não queremos que se perca
Esta nossa tradição
V
É neste mês de Janeiro
Que se cantam os Reis
Cantai-os enquanto novos
Que de velhos não podereis
VI
Com paz amor e alegria
Vimos pedir-vos os Reis
Da gente de Vale Frechoso
Em troca o mesmo tereis
VII
Também se fazem pedidos
P’rás obras paroquiais
Todos vão contribuindo
Uns menos e outros mais
VIII
No fim de cantar os Reis
Reúnem-se os presentes
Repartem-se entre todos
Ficamos todos contentes
IX
E no final desta Festa
Acaba-se a brincadeira
Adeus até para o ano
Vamos todos p’rá fogueira
X
Se a saúde não faltar
Pró ano cá estaremos
Eu vos digo meus Senhores I
Os Reis nós vos cantaremos.
XI
Vamos dar a despedida
Desta casa sem igual
É com prazer que cantamos
Neste Centro Cultural.


Cantar os Reis ao Menino
I
Os três Reis do Oriente
Tiveram um sonho profundo
Sonharam que tinha nascido
O salvador deste mundo
II
Correram a procurá-lo
Logo que acordaram
De caminho em caminho
No deserto caminharam
III
Perdidos pelos caminhos
Andaram noite e dia
Os santos Reis já cansados
Sem encontrarem um guia
IV
Fartos de tanto andar
Mas nunca desanimaram
Encontraram o Rei Herodes
Por Ele lhe perguntaram
V
Herodes como malvado
Como perverso maligno
Às avessas ensinou
Aos santos Reis o caminho
VI
Mas eles não desistiram
Continuaram à sorte
Apareceu uma Estrela
Que lhes indicou o Norte
VII
E por eles serem Santos
A estrela os guiou
Ao chegarem à cabana
A Estrela se pousou
VIII
Ouro, incenso e mirra
Traziam-lhe mais presentes
Para darem ao Menino
Ficaram todos contentes
IX
A vaquinha e a burrinha
Com a sua respiração
Aqueceram o Menino
Fizeram a obrigação
X
Viemos cantar os reis
E não nos levem a mal
Cantamo-los ao menino
E a toda a gente em geral
XI
Entre pedras e atoleiros
Andamos na escuridão
Cantamos os Reis antigos
Mantendo a tradição
XII
Senhores que estais lá dentro
Num soalho de algodão
Deitai a mão ao fumeiro
Dai-nos cá um salpicão
XIII
Se o presunto está teso
E a faca não quer cortar
Faça-lhe ferrum-fum-fum
Nas beiças dum alguidar
XIV
Se nos querem dar os Reis
Não se estejam demorar
Nós somos de muito longe
Temos jornada p’rá andar.

Continuará...
Continuação: Gala Cantar os Reis (3)

06 janeiro 2008

Gala Cantar os Reis (1)

Realizou-se hoje, no auditório do Centro Cultural, mais uma gala “Cantar dos Reis”. Este ano a iniciativa foi da Câmara Municipal de Vila Flor e da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor com a colaboração do INATEL (Bragança).
Depois da grande festa que presenciei na gala do ano passado, foi com expectativas altas que fui assistir à gala de hoje. Esta iniciou-se com a exibição dos “Gigantones de Valtorno”, com muita cor e animação à mistura. Antes do primeiro grupo a Cantar os Reis, actuou um grupo convidado, de Alijó, chamado Quina de Copos. Quina, logo se vê, eram 5 músicos, e de copos? Não tive oportunidade de lhes perguntar. Se fossem quina de copas eu mudaria para quina de ouros, porque tocaram realmente muito bem. Do quinteto destacaria o vocalista, João Luís, com uma voz potente e muito agradável e a única presença feminina, a Xana que toca flauta. Em todas as músicas interpretadas havia solos de flauta de fazer arrepiar os pelos. Gostei muito.
O primeiro grupo a actuar foi o “Cantares de Vila Flor”. Com 3 anos de existência e 28 elementos, dedica-se à divulgação dos cantares e danças de terreiro, mas também dos Reis.
Encheram todo o palco com a encenação de uma casa trasmontana: o homem da casa chegou a casa exausto. Sentou-se à lareira. Na mesa posta havia pão, queijo, azeitonas, salpicão e vinho. A vela, num candelabro gasto pelo tempo, espera a noite para ser acesa. Enquanto os rebentos brincavam, a mulher da casa amassava a massa para fazer bolas. Enquanto esta cena evoluía, os restantes elementos do grupo cantaram “Nós Somos Pastores” e “Vimos dar as Boas Festas”.

Nós Somos Pastores
Nesta noite fria
Que nos dá calor
Trazemos na alma
Alegria e cor.

É bom recordar
Com todo o amor
E dar as boas festas
A ti Vila Flor.

Abram-nos as portas
Com muita alegria
Nasceu Deus Menino
Filho da virgem Maria.

Refrão
Nós somos pastores
De cajado na mão
Cantamos os reis
Linda tradição.
Mantemos saudades
Dos nossos avós
Damos Boas Festas
Para todos vós.

Fomos a Belém
Na noite de Natal
Ver o Deus menino
Não há outro igual.

Na noite de Natal
Nasceu pobrezinho
Em palhas deitado
Um ser tão divino.

Refrão

Sem ti meu menino
Não somos ninguém
Abençoa esta casa
Família também.

Os reis que cantamos
São por devoção
Mantemos acesa
Linda tradição.

Refrão

Bom ano desejamos
Nesta noite fria
Janeiras cantamos
Com muita alegria.

Muito Boas festas
É o que temos para dar
Pedimos a Deus
Para o ano voltar

Refrão

Vimos dar as Boas Festas
Nós somos pobres pastores
Andamos de serra em serra
Viemos dar as boas festas
Á gente da nossa terra.

Refrão
Somos pastores
Vimos cantar
As boas festas
Viemos dar,
Somos pastores
Sempre a correr
E os santos reis
Viemos trazer.

Um anjo desceu dos céus
À nossa porta bateu
Veio dar a boa nova
Que Deus Menino nasceu.

Refrão

Linda notícia tivemos
Que nos deu tanta alegria
Por isso nós vamos dar
Os parabéns a Maria

Refrão

Quem diremos nós que viva
No seu bercinho de luz
Viva a gente desta casa
Graças lhe dei-a Jesus.

Refrão

A todos vos desejamos
Saúde, paz e amor
A todos vos oferecemos
Um abraço com calor.

Refrão

Se nos querem dar os reis
Já nos cheira a salpicão
Venha a caneca para o lume
Que nos dá animação.

Refrão

Vamos dar a despedida
Com vontade de ficar
Pedindo a Deus saúde
Pró ano poder voltar

Refrão

Continuará ...
Continuação: Gala Cantar os Reis (2) Gala Cantar os Reis (3) Gala Cantar os Reis (4) Gala Cantar os Reis (5)

10 setembro 2007

O Som das Musas - Masterclass com os elementos do Quarteto de Clarinetes de Lisboa

Tal como consta no programa do ciclo de concertos "O Som das Musas", realizou-se dia 9 de Setembro, às 15 horas, no auditório do Centro Cultural de Vila Flor um encontro entre jovens interpretes da Banda de Musica de Vila Flor e os elementos do Quarteto de Clarinetes de Lisboa.
Duas dezenas a de jovens assistiu num ambiente de descontracção à execução de peças musicais e a explicações de quem sabe manobrar os instrumentos mas também sabe ensinar. Nas explicações preciosas que os elementos do Quarteto foram dando, notava-se muito saber mas também um grande à vontade para falar com os jovens num registo totalmente ao seu nível. A importância da respiração, o funcionamento do diafragma, a postura correcta do corpo e mãos, a intensidade e o controlo do sopro, foram alguns dos temas abordados.
Mostraram aos jovens como é possível utilizar os clarinetes para produzir sons completamente "estranhos" a este instrumento e como se conseguem músicas agradáveis recorrendo a eles. A certa altura, sentímo-nos a viajar no fundo do mar, visitando as estrelas ou assistindo a uma luta entre dois animais selvagens, tudo isto com os clarinetistas a correrem pelo palco (e até saindo dele) na mais completa improvisação.
Senti pena de não ter estado dia 8, no concerto que o Quarteto de Clarinetes de Lisboa deu na Igreja de Vilas Boas.
Nota: Na fotografia podemos ver os elementos que integram o Quarteto de Clarinetes de Lisboa e Pedro Caldeira Cabral, mentor deste ciclo de concertos "O Som das Musas".
Visitar o Website do Quarteto

08 setembro 2007

Tempus - Quarteto de Cordas, em Santa Comba da Vilariça

A música invadiu a bonita igreja de Santa Comba da Vilariça! Perto de uma centena de pessoa assistiu no dia 7 de Setembro, às 21:30 a um concerto do Tempus - Quarteto de Cordas, nesta igreja. No grupo de pessoas que assistiram ao concerto, havia aquelas que se deslocaram a Santa Comba propositadamente e aqueles que foram tomados pela curiosidade de saber o que de novo se estava a passar na sua igreja. Gente de todas as idades e estratos sociais, mas na hora de aplaudir todos se renderam aos encantos da mesma música.
O concerto teve uma primeira parte dedicada a a um reportório mais clássico e uma segunda mais arrojada navegando nos mares do jazz. Na primeira parte os dois violinos, a viola de arco e o violoncelo encheram plenamente a igreja encantando toda a gente. Na segunda parte, sobressairam as capacidades individuais, arrancando os diferentes elementos do quarteto sons e ritmos encantadores, levando as capacidades dos instrumentos ao limite. Compreende-se porque é que Pedro Caldeira Cabral atribui a este grupo o eixo da juventude, no conjunto dos concertos, e os apelida de "jovens virtuosos".
Embora a primeira parte me parecesse mais melodiosa e fácil para o público (eu gostei mais), os aplausos não mostraram isso, subindo de intensidade a cada novo arranjo tocado.
Foi um bom início para este ciclo d "O Som das Musas"! Não percam os próximos espectáculos.

22 agosto 2007

Fernando Tordo nas festas de S. Bartolomeu


Iniciaram-se hoje, em Vila Flor, os festejos em honra de S. Bartolomeu. A vila encontra-se engalanada, com iluminação muito colorida e a Avenida de Marechal Carmona já fervilha de gente que se passeia entre as barraquinhas, comprando um brinquedo, bebendo uma cerveja ou simplesmente passeando ao longo da avenida.
Fiquei contente quando soube que o Fernando Tordo iria actuar no anfiteatro ao ar livre. Há 11 anos atrás estive presente numa comemoração nesse local, não sei se daí para cá foi muito utilizado mas é importante dar vida ao local.
Não sei porque é que a escolha de um artista para a festa, recaiu sobre o Fernando Tordo, mas, para mim, pareceu-me uma grande escolha. Ainda há bem pouco tempo andei a redescobrir as suas canções. São canções cheias de palavras, de significados. Algumas ficaram na história, marcaram uma época política, social e musical, outras, nem por isso menos bonitas, são excelentes poemas para ouvir com calma, num ambiente tranquilo.
Quando cheguei ao local a actuação já tinha começado. Foram muitos os que aproveitaram para ouvir o trovador. As bancadas estavam praticamente lotadas. O cenário, com a igreja matriz ao fundo, estava bonito e noite apesar de fresca, mantinha-se calma. Estavam reunidos todos os ingredientes. A plateia batia palmas, acompanhava o artista cantando o refrão e lançava títulos para o palco, sugerindo algumas canções.

O artista, com muita calma, cabelos bancos ao vento, foi acedendo aos pedidos proporcionando regressos ao passado a alguns dos presentes. Recordo-me de Adeus Tristeza, Cavalo à Solta, O Rato Roeu a Rolha e Tourada. A banda que o acompanhava, composta por quatro músicos, teclas, baixo, bateria e trompete, enchiam as músicas com bonitos floreados de jazz rivalizando com a beleza das palavras.
Foi uma hora fantástica. O artista começou a denotar algum cansaço e o espectáculo terminou. O público ainda gritou o título de alguns temas mas não houve mais música. Eu ficava ali mais algumas horas, recordando velhos temas que não apreciei muito na minha meninice e juventude, mas que vim a descobrir e a adorar mais tarde. Quem não recorda a Tourada, Portugal ressuscitado, Quando um homem quiser, Balada para nossos filhos, Chegam palavras, etc.
Desci ao palco, apertei a mão a Fernando Tordo e agradeci aquela hora de música. Aqui fica o autógrafo dado ao Blog.
Parabéns também à organização da Festa de S. Bartolomeu por este momento musical, esperamos que os restantes dias de festa corram igualmente bem.
Amanhã, 23 de Agosto, a noite será animada pelo grupo musical Arco-Iris.
Para os que ainda não descobriram a beleza das palavras de algumas das canções de Fernando Tordo, deixo uma:

Sou de Outras Coisas.

Sou de outras coisas
pertenço ao tempo que há-de vir sem ser futuro
e sou amante da profunda liberdade
sou parte inteira de uma vida vagabunda
sou evadido da tristeza e da ansiedade

Sou doutras coisas
fiz o meu barco com guitarras e com folhas
e com o vento fiz a vela que me leva
sou pescador de coisas belas, de emoções
sou a maré que sempre sobe e não sossega

Sou das pessoas que me querem e que eu amo
vivo com elas por saber quanto lhes quero
a minha casa é uma ilha é uma pedra
que me entregaram num abraço tão sincero

Sou doutras coisas
sou de pensar que a grandeza está no homem
porque é o homem o mais lindo continente
tanto me faz que a terra seja longa ou curta
tranco-me aqui por ser humano e por ser gente

Sou doutras coisas
sou de entender a dor alheia que é a minha
sou de quem parte com a mágoa de quem fica
mas também sou de querer sonhar o novo dia

16 julho 2007

TerraFlor, o quarto dia (15)


O último dia da Feira TerraFlor também esteve recheado de acontecimentos. Bem cedo rumei ao Nabo (não tão cedo como estava no programa, fui aprendendo...). No largo em frente à igreja, os caçadores matavam o bicho e ouviam algumas recomendações. Depois, todos rumaram para o local da Largada de Perdizes. Eu conhecia o local, é bem próximo do monte Godeiros onde em recentemente andei à procura de vestígios arqueológicos.
Distribuídos os caçadores, quase meia centena, esperava-se com expectativa a largada das primeiras perdizes. Reinava a boa disposição. Percebi de imediato que todos se conheciam à excepção do repórter que enervava alguns no acto de premirem o gatilho. As aves foram sendo libertadas e quase todas mortas. Era difícil passar por aquele muro de canos de caçadeira virados para o ar.
Estava perto de terminar a largada, mas achei que era hora de partir para Vila Flor, onde já deveria ter começado o XVII Concurso de Cabra Serrana e o III Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente.
De facto, o recinto destinado a estes dois concursos já se encontrava cheio de criadores, especialistas e curiosos. Os animais estavam muito concentrados, não havia espaço para a fotografia criativa.
Pouco depois das 12 horas dirigi-me à Tenda 1. O concurso Maratona do Cachecol decorreu das 14 horas do dia 14, até às 12 horas de Domingo (15)! Chegou a altura de verificar qual das concorrentes conseguiu maior dimensão, uma vez que três passaram a noite no local, acompanhadas por um elemento da segurança, tricotando afincadamente. Contas feitas, Lurdes Ferreira tinha conseguido o comprimento de 6,65 metros para somar aos quilómetros já existentes. Também foi eleita a melhor decoração da Ovelha, um concurso para crianças, que consistia em decorar o desenho de uma sorridente ovelhina. O desenho vencedor foi o da Isabel Carvalho, que decorou a sua ovelha com tons e texturas bem femininas.
Aproveitei a hora de almoço, quando todos se dirigiram para os restaurantes existente no recinto da Feira, para tirar algumas fotografias com mais tranquilidade. Os animais colaboraram. Devem ter descoberto o prazer de ser o foco dos flashs!
Almocei na feira. À minha frente estava um pastor de Valtorno e outro da Alagoa. Aproveitei para saber algumas informações úteis sobre o terreno, para os meus passeios À Descoberta.
Durante o almoço começou a chover torrencialmente, durante um curto espaço de tempo. Decidi voltar a casa para descansar um pouco.
À noite o tempo melhorou de novo. A frescura da noite não foi suficiente para atrair muita gente à Feira, mas os artistas locais arrancariam mais aplausos do que durante os anteriores três dias os artistas profissionais.
A noite iniciou-se com o Grupo de Música Tradicional da ACR de Vila Flor, seguindo-se depois o Grupo de Cantares de Vila Flor, o Grupo de Cantares de Freixiel e Banda de Música.
A apresentação esteve a cargo de Tozé Martinho, que com entusiasmo, anunciou que se ia cantar o fado. Os artistas já eram conhecidos, foram os que participaram na Noite de Fados, a 7 de Março.
As vozes afinadas dos fadistas vilaflorenses deliciaram os presentes, que os aplaudiram entusiasticamente, gritando o seu nome.
Por fim subiu ao pouco o sr. Presidente da Câmara, para o sorteio de uma Scooter, e encerrar a Feira.
Embora possa voltar a falar da TerraFlor para mostrar mais algumas das fotografias das quase mil que tirei ao longo dos 4 dias da feira, devo dizer que este acompanhamento foi possível, porque me foi dado livre-trânsito na mesma (tal como o meu amigo Li tinha sugerido). Agradeço à organização na pessoa do Eng. Fernando Barros.
Fiquei surpreendido pela quantidade de pessoas que me “reconhecia”, graças ao “À Descoberta de Vila Flor” e me tratavam com toda a simpatia.

15 julho 2007

TerraFlor, o terceiro dia (14)


O Programa para Sábado, dia 14, prometia. Pelo facto de nos encontrarmos em fim-de-semana, o início das actividades, estava previsto para as sete horas, em Samões com a Prova de Sto Huberto. Digo estava, porque às sete horas só eu compareci em Samões no local da prova, o mesmo sucedendo às 8 e às nove. Face à inexistência de qualquer indicação, vi-me obrigado a regressar a Vila Flor onde encontrei os concorrentes, tranquilos, sem pressas. Perantea tal à-vontade, aproveitei para passar pelo recinto da Feira e saber novidades sobre o 1.ºTerraFlor Extreme, mas também nenhum todo terreno se tinha feito ver por ali. Subi ao alto do miradouro da Srª da Lapa tentando aproveitar o tempo para compensar as horas de sono que me apetecia ter dormido e não dormi.
De novo em Samões, apareceram os primeiros concorrentes. Nunca tinha presenciado uma prova semelhante! Assisti à distribuição das perdizes pela área, preocupado pelo bem-estar das mesmas. Sou muito sensível quando aos animais mas fiz os possíveis por me integrar no espírito do grupo. Afinal descobrir (e matar), cinco perdizes, numa pequena área é uma tarefa bem difícil! O binómio cão, caçador evoluíam no terreno, utilizando todas as suas faculdades indiferentes aos interessantes comentários que os poucos assistentes iam tecendo. Ao todo houve 12 concorrentes e a grande maioria das perdizes teve uma segunda oportunidade conseguindo sobreviver a doze cães, doze caçadores e doze mortíferas caçadeiras!
Ali perto, bem junto ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, já se preparava a pista para a Corrida de Galgos. Este evento sim, estava bem sinalizado, embora fosse fácil encontrar o santuário.
Surpreendeu-me a estrutura montada, mas o número de animais que se encontravam por ali espalhados à sombra das árvores, justificava toda a logística. Também nunca tinha assistido a semelhante prova, pelo que tive de me inteirar do seu funcionamento. Os cães dividiam-se em dois grupos: os cachorros, com 32 inscritos, e os adultos, mais velhos, mais experientes e rápidos, com 29 inscritos. Iriam concorrer separadamente em duas categorias, Honras e Repescagem, estando ainda previstas duas Largadas à Portuguesa. É de salientar que esta prova pontuava para os Campeonatos Nacional e da Associação (Associação Galgueira e Lebreira do Norte). Estranhei a falta de divulgação que houve, face a um evento desta envergadura que movimentava dezenas de animais e seguramente centenas de pessoas Pelo que pude assistir até à uma da tarde, poucas foram as pessoas que se deslocaram ao local para assistirem às corridas, foram muitas menos do que os 61 animais em competição. Este evento teve organização do Clube de Caça e Pesca de Vila Flor, e colaboração da Câmara Municipal De Vila Flor e da Associação Galgueira e Lebreira do Norte.
Da parte de tarde compareci no Centro Cultural Adelina de Campos para participar no seminário Reforma da OCM do sector vitivinícola – A Vitivinicultura no Douro – que Futuro?”. Como oradores podíamos encontrar deputados e representantes do Instituto do Vinho do Douro e Porto, da Casa do Douro, da Adega Cooperativa de Vila Flor e da Associação de Agricultores do Nordeste Trasmontano. Surpreendeu-me o número de participantes no seminário, muito próximo de uma centena e o facto de muitos deles serem produtores de vinho. Deste evento falarei noutra altura.
A noite também se mostrou bastante animada. A companhia de Teatro Filandorra animou o recinto, ao início da noite, encarnando deuses da mitologia grega. Mais tarde, o grupo musical Quinta do Bill puseram toda a juventude a saltar.
Em número de público, arrisco dizer que havia mais gente de que no dia 13, mas a mesma ou menos do que no dia 12.
A expectativa para amanhã é grande, uma vez que a entrada será gratuita.