Mostrar mensagens com a etiqueta Festas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Festas. Mostrar todas as mensagens

22 setembro 2010

Homenagem ao Dr. Cabral Adão

No fim-de-semana passado decorreu, em Vila Flor, uma homenagem ao vilaflorense Dr. Cabral Adão. Nascido em Vila Flor a 24 de Junho de 1910, partiu para Setúbal em 1938. Formado em medicina, com especialidade em estomatologia, distinguiu-se como médico publicando vários livros na área. Para além da sua actividade profissional nutria uma paixão pela natureza, pelas caminhadas, e uma sensibilidade impar que transparece na sua escrita, quer na prosa, quer na poesia. Publicou vários livros (ver lista aqui) alguns deles dedicados ao seu torrão natal, Vila Flor. Foi na qualidade de homem, vilaflorense, médico e escritor que foi homenageado.

Na sexta-feira realizou-se no centro cultural um espectáculo musical com a banda cubana Son Havanero. O espectáculo esteve previsto para ser realizado em frente ao edifício dos Paços do Concelho, mas, devido ao mau tempo, foi transferido para o auditório do Centro Cultural.
A população aderiu de forma significativa mas não chegou para encher o auditório. O espectáculo teve momentos muito bons, com os músicos a exibirem grandes capacidades de execução. Eu gosto de salsa, boleros, rumba, etc. e adorei o concerto. O som estava demasiado alto e não é música para se ouvir sentado, apetece abanar o corpo, mas penso que ninguém se arrependeu de ter estado presente.
Na Sábado, dia 18 estavam programados três acontecimentos. Pela manhã realizou-se uma pequena cerimónia no auditório do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. A mesa foi constituída pelo Dr. Artur Pimentel, Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, João Cabral Adão, filho do homenageado, pároco Delfim Jorge e o presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, Dr. Abílio Evaristo. Foram relembradas as qualidades humanas de Cabral Adão quer pelo sr. Presidente da Câmara, que com ele privou, quer pelo filho do autor, que se emocionou bastante.
De seguida, em plena escadaria do cabeço, foi descerrada uma placa comemorativa com um soneto de Cabral Adão dedicado a Nossa Senhora da Assunção. Esta placa está colocada ao lado de um bonito painel em azulejo que A representa.
Às 18 horas, já em Vila Flor, foi aberta uma Exposição do Centenário da Vida e Obra do Dr. Cabral Adão. Nesta exposição, que conto visitar de novo, podem ser vistas algumas fotografias da família Cabral Adão, recortes de jornais com artigos escritos pelo autor, os livros que publicou e alguns objectos com ele relacionados.
À noite realizou-se um serão dramático-musical a partir de textos do autor, levado a cabo pela companhia de teatro Filandorra, no Centro Cultural. Foram lidos alguns poemas e dramatizados alguns textos, tudo com fundo musical (música mirandesa) e com projecção simultânea de fotografias (muitas delas de minha autoria). Não fui consultado par a cedência das fotografias, mas até fiquei contente pela sua utilização neste contexto. Foi uma forma indirecta de eu também participar na homenagem do autor que me cativou para a leitura de muitos livros sobre Vila Flor, e/ou escritos por vilaflorenses.
Após o espectáculo usaram da palavra o Dr. Pimentel, Aida Cabral Adão, filha mais nova do homenageado e o Dr. João de Sá, vilaflorense, escritor, amigo do homenageado. Em todos os discursos foram realçadas as qualidades humanas de Cabral Adão e o seu apego a Vila Flor. Apesar de ter sido uma pessoa, marcante, querida, nas terras onde trabalhou e viveu, foi em Vila Flor que quis ser sepultado, desejo que foi respeitado.

Para além de me sentir muito bem a homenagear uma pessoa, que não conheci, mas que transborda dos seus escritos como uma pessoa fantástica, com um coração do tamanho do mundo, uma sensibilidade apurada e uma surpreendente simplicidade, foi também uma oportunidade única para conhecer familiares e os filhos do autor com quem já tinha trocado algumas mensagens. Nos momentos de conversa que mantivemos deu para perceber que herdaram do pai (e penso que também da mãe) as qualidades que os fazem Homens e Mulheres singulares.
Agradeço a sua simpatia mas também a fotografia e os livros que me ofereceram. Um deles vou desfolhá-lo com especial carinho. Trata-se do livro Riquezas e Encantos de Trás-os-Montes, escrito pelo vilaflorense Cristiano de Morais e oferecido (com dedicatória) ao Dr. Cabral Adão por Armindo Morais, irmão do autor, em Junho de 1963.

Os vídeos foram realizados para a LocalVisão e cedidos pela jornalista Carla Dias.

05 setembro 2010

Vilarinho das Azenhas - Festa N. S. dos Remédios

Hoje celebram-se, em Vilarinho das Azenhas, as festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios. Fiz uma longa caminhada, de Vila Flor ao Vilarinho e subi à capela. No silêncio das montanhas recordei alguns dos momentos mais emocionantes que já vivi nos 4 anos do blogue. Faz um ano que estive na procissão e fiz um pequeno vídeo que mostra a aldeia e o desenvolvimento da festa religiosa. São momentos que vale a pena recordar.
Espero que a festa de hoje seja um sucesso.

02 setembro 2010

Recordar - Vila Flor em Festa

Também em Vila Flor se realizaram grandes festas, nos dias 21, 22, 23 e 24 de Agosto. Confesso que não acompanhei de perto o evento, pois praticamente não saí de casa nesses dias, mas as noites estiveram animadas e ainda fiz o gostinho ao pé, no arraial de Sábado.
Com alguns dias de atraso divulgo o vídeo que a LOCALVISÃO fez no primeiro dia das festas.

Recordar - Romaria N. Sra da Assunção

No dia 15 de Agosto encontrava-me bastante longe de Vila Flor e de Vilas Boas, onde se realizou a tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Assunção. Para os que não puderam estar e para os que estiveram mas querem recordar, deixo vídeo feito pela Localvisão sobre a Romaria.

27 agosto 2010

Festas em honra de S. Bartolomeu (2/2)





A procissão tem, de ano para ano, mais dificuldade em percorrer as ruas da vila, tal é a quantidade de automóveis estacionados indiscriminadamente por todo o lado. Parece-me que uma melhor planificação do trânsito na tarde do dia 24 poderia proporcionar uma tarefa bem mais fácil para os que transportam os andores. E porque não proibir o estacionamento em volta do Pelourinho e colocar o som da igreja para o exterior?

25 agosto 2010

Festas em honra de S. Bartolomeu (1/2)

Realizaram-se nos dias 21, 22, 23 e 24, em Vila Flor, as festas festas em honra de S. Bartolomeu. Com um programa diferente do tradicionalmente apresentado, houve uma peça de teatro, lançamento de um livro e espectáculos musicais nos três últimos dias.
No dia 24, dia de S. Bartolomeu, realizou-se a festa religiosa com Eucaristia, às 11 horas e uma majestosa procissão às 18 horas.
Nos próximos dias vou publicar algumas fotografias que recolhi durante a procissão.



19 julho 2010

VIII TerraFlor - 18 de Julho

O quarto e último dia da TerraFlor foi também o mais "longo". As actividades iniciaram-se às sete horas na Zona de Caça Associativa do Nabo, com uma largada de perdizes.
Durante toda a manhã realizaram-se no recinto da feira, em anexo ao espaço ocupado pela TerraFlor, o XX Concurso de Cabra Serrana, o VI Concurso de Ovelha Churra da Terra Quente e o I Concurso de Cão de Gado Transmontano.
Estes concurso trazem a Vila Flor o verdadeiro mundo rural, com pastores e criadores vindos de todo o distrito e até alguns de além Douro. Não sei se foi impressão minha, mas, os criadores do concelho, não se fazem representar em grande número, embora aqueles que o fazem consigam ganhar diversos prémios nos vários concursos.
O I Concurso de Cão de gado Transmontano despertou a minha atenção e foi aquele onde passei mais tempo. Já no ano passado houve uma mostra destes animais para preparar o concurso que se realizou este ano. A norte do distrito estes concursos são frequentes, mas, nos concelhos mais a sul do distrito não. Vila Flor pode ocupar um espaço na promoção desta raça de cães de guarda.
Apesar de corpulentos, são muito dóceis e não houve a mais ligeira escaramuça! Até eu que não sou muito animado para me aproximar destes animais, circulei à vontade por entre eles, sem qualquer receio.
Para a primeira edição do concurso, a adesão foi muito boa, com cerca de 40 animais inscritos nas várias categorias. Foi muito interessante ouvir o Juiz Internacional do Clube Português de Canicultura, Dr. Jorge Rodrigues, a fundamentar as suas pontuações, realçando aspectos positivos e negativos de cada animal. Foi uma boa lição sobre esta raça.
Depois de realizados os concursos, teve lugar o tradicional almoço de criadores e pastores. Tenho que agradecer à organização, na pessoa do Eng. António Neves, que, mais uma vez, me convidou a participar no almoço.
O almoço foi também uma boa oportunidade para conhecer mais de perto os espaços destinados à restauração existentes na TerraFlor. Tenho defendido que deviam ser atribuídos a comerciantes locais, mas, pelos vistos não há candidatos! Mesmo assim, este ano mantiveram-se dois restaurantes locais, o Ti Carlos e o Piri-piri. Na sorte tocou-me almoçar no Ti Carlos, mas não resisti a ir ao espaço do Piri-piri pedir um pratinho de cordeiro para provar. Todos os restaurantes (três) serviram caldeirada de cabrito ou cordeiro. O vinho, garantiram-me, que era da terra, mesmo o do restaurante de Bragança. Assim é que deve ser.
Depois do almoço foram entregues os prémios: taças, diplomas de participação, mas, principalmente, cheques, que alguns criadores coleccionavam todos satisfeitos.
A feira abriu mais cedo, mas só voltei ao recinto depois de jantar. A entrada foi, de novo, gratuita.
A noite musical, designada Noite TerraFlor, tinha um formato já conhecido de anos anteriores. Até os intervenientes foram os mesmos, mas, isso não significa menos interesse. Antes pelo contrário, esteve no recinto um número considerável de pessoas, que foi diminuindo a poucas dezenas, com o aproximar da meia-noite.
A iniciar o espectáculo esteve a Escola de Música Zécthoven, modernamente designada Academia. São muitos os jovens e crianças que aí aprendem os primeiros acordes e ou aperfeiçoam a sua sensibilidade e destreza musical. São muitos, mas todos tiveram lugar no palco, com maior ou menor interversão. O ponto alto da sua actuação foi o medley dos Xutos, animado com a recordação do espectáculo da noite anterior.
Actuou, de seguida, o Rancho Folclórico de Freixiel. Além das suas já habituais danças de roda, das suas vozes sempre afinadas e excelente acompanhamento musical, brindaram-nos com duas danças novas, que muito foram apreciadas.
Seguiu-se no palco a Grupo de Cantares de Vila Flor. Apesar da designação "cantares" é na dança que têm os seus principais trunfos. São presença sempre habitual em todos os eventos que se realizam ao longo do ano, como nos Reis, ou na Amendoeira em Flor.
Este ano houve uma novidade. Alguns elementos deste grupo treinaram  crianças para dançarem as suas tradicionais danças! Foi uma alegria ver os mais pequeninos dançando animadamente no palco, como se já o fizessem há muito tempo.
Houve ainda espaço para poesia, com um jovem a recitar quadras de sua autoria.
Para terminar a festa actuou o Grupo de Musica Tradicional da Associação Cultural de Vila Flor. Já havia poucas pessoas no recinto, mas as poucas que havia, eram animadas e não demorou muito para que começassem a dançar com bastante energia.
Foi também com a actuação deste grupo que aconteceu o mais bonito momento musical do dia, na minha opinião, a interpretação do fado "A Lenda da Fonte".
O último acontecimento da feira foi o sorteio do Cabaz de Produtos Regionais, com valor aproximado de 300 euros.

18 julho 2010

VIII TerraFlor - 17 de Julho

O terceiro dia da TerraFlor estava previsto para ser o must da feira, e foi. Costuma-se dizer que à terceira é de vez, e assim aconteceu.Foi a enchente total.
Só fui ao recinto da feira depois do jantar.Não tinha convite nem livre trânsito, por isso tive que desembolsar 3 € para o bilhete. As aparências à entrada não eram nada animadoras! Eram vinte e uma e trinta e o recinto estava bastante despido.
Os Gigantones de Valtorno já desfilavam pelo recinto da feira. Este grupo é presença habitual, bem como praticamente em todos os eventos organizados pela Câmara Municipal.
Pouco depois, num pequeno palco, num espaço alternativo actuaram algumas escolas musicais do concelho. Primeiramente exibiu-se um grupo de alunos de Freixiel. Primeiro os mais novos e depois os mais adultos. Encantaram o público, principalmente o de Freixiel que costuma deslocar-se em bloco para apoiar os seus grupos, quer seja o rancho folclórico ou outro. Actuaram posteriormente alunos de Vale Frechoso/Benlhevai. Interessou-me o facto de apenas existirem aulas de música nestas freguesias, mas as opiniões que recolhi não foram nada pacíficas e não interessa reproduzi-las aqui.
Todos os jovens (e menos jovens) praticantes se esforçaram e mostraram ter um longo e promissor futuro à sua frente, assim queiram eles continuar a frequentar aulas de música, e as mesmas lhe sejam proporcionadas.
Já antes destas actuações havia um pequeno grupo de jovens que marcava o lugar em frente ao palco principal para desfrutar de um lugar de qualidade no concerto dos Xutos.
Falaram-me de um desfile de moda em determinado local da feira. Percorri todo o recinto e não encontrei nada. Garantiram-me que aconteceu, mas não fazia parte do programa da feira e foi tão rápido que não o consegui localizar!
Já bastante depois das onze da noite é que se ouviram os primeiros acordes dos grandes reis do dia 17, os Xutos e Pontapés. Também eu me tinha aproximado da linha da frente, junto do palco, para melhor conseguir fazer algumas fotografias. Já me doíam os pés e não era o único impaciente porque já se tinham ouvido assobios por duas ou três vezes.
O som dos Xutos invadiu o espaço e as mentes pondo toda a gente a saltar. Confesso que não sou grande apaixonado pela sua música. Nem sei bem porquê, uma vez que acompanhei de perto o nascimento e desenvolvimento do rock em português e conheço bem praticamente todas as suas músicas (e quem não conhece?!). As músicas de que gostamos são aquelas que nos despertam emoções, independentemente de ser música clássica tocada pela mais famosa orquestra sinfónica ou um ritmo de baile tocado pelo organista da aldeia que se sentou connosco nos bancos da escola. Inexplicavelmente há sons que nos tocam, outros não. Mas a música que se fez ouvir tocava fundo a alma de muita gente que gritava, gesticulava e dançava a cada nova interpretação, pedindo sempre mais. A banda em palco, madura, profissional como poucas, correspondia, brincava, fazia parecer que tudo era fácil e  colocou a assistência ao rubro.
Só quando, já depois da meia noite, abandonei o local onde me encontrava deslocando-me para um local mais afastado do recinto, me apercebi que este estava completamente cheio. Havia muitos adolescentes, era o grupo mais numeroso e entusiasta. O seu espírito rebelde deve rever-se nas letras que os Xutos cantam.
A aposta neste grupo foi uma ganha (dizem que foram pagos a preço de ouro). Havia quem afirmasse que nunca nas oito edições da TerraFlor tinha visto tamanha enchente, mas outros comparavam-na à que aconteceu com o concerto do Tony Carreira. A maior que eu tenho memória aconteceu com o Quim Barreiros!
O grupo terminou a sua actuação à uma da madrugada, depois de ter voltado uma primeira e uma segunda vez ao palco. Mesmo assim, ainda se gritava - Contentores!
No final do espectáculo alguns resistentes não arredaram pé até conseguiram um muito desejado autógrafo. Pensei nos visitantes do blogue e, também eu me juntei aos caçadores de autógrafos. A minha admiração ao Zé Pedro pela paciência que teve com todos nós.
Depois da debandada geral a música continuou, noutro palco, com um Dj. Ainda se ouviu durante algumas horas, mas, à hora que vos escrevo, quase cinco da manhã, o silêncio é total. Também ontem houve animação até às quatro da madrugada. Pode haver crise mas o álcool tem sempre uma grande venda e ainda hoje foi necessário chamar a ambulância para levar alguns mais descuidados ao hospital!
Por hoje chega. Espero amanhã (Domingo) acordar a tempo de acompanhar os concursos de Cabra Serrana, Ovelha Churra e Cão de Gado Transmontano.
Amanhã à noite há folclore, da terra ... flor.

17 julho 2010

VIII TerraFlor - 16 de Julho

O acontecimento mais marcante do segundo dia da TerraFlor foram as declarações proferidas pelo senhor ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, no Colóquio realizado no Centro Cultural de Vila Flor (em Vila Flor), às 10 da manhã, com o tema Potencial das Estruturas de Transporte no Desenvolvimento Regional. Não estive presente no colóquio, mas, ao fim da manhã fui surpreendido com uma chuva de notícias no espaço virtual que falavam de Vila Flor! Na resposta a uma questão colocada pelo público o senhor ministro deu a entender que "nós vamos ter que pagar" os milhões que estão a ser gastos na construção do IP2 e no IC5, com o pagamento de portagens (ver notícia no Sol). Já pela tarde veio o desmentido/esclarecimento, mas, com a experiência que temos dos políticos, não sei no que podemos acreditar.
Só fui ao recinto da feira, depois de jantar. Hoje a entrada era paga, mas, mesmo assim havia mais gente que ontem.
A receber os mais novos estava de novo o grupo de teatro Filandorra, com histórias para crianças contadas à moda antiga. Desta vez não fiquei a ouvir as histórias e aproveitei para visitar mais alguns stands da feira e falar com alguns artesãos e produtores do concelho.
Todas as barraquinhas estavam mais recheadas de que ontem, sinal de que estavam preparadas para mais público, o que se verificou. 
A animação musical da noite esteve a cargo do grupo One Vision com um tributo aos Queen. Sou grande apreciador desta banda inglesa, que acompanho já há muitos anos. Embora o grupo tenha perdido parte da sua alma com a morte prematura do seu vocalista carismático Freddy Mercury, continuo a gostar da sua música vendo no seu guitarrista uma sensibilidade invulgar para tocar guitarra e compor música. Isto para dizer que foi a música dos Queen que me levou ao recinto da feira. Levou-me a mim e a algumas centenas de pessoas que se juntaram em frente ao palco para ouvirem a banda. Não sei se chegariam a ser milhares uma vez que as pessoas não paravam muito. Mais uma vez a noite esteve muito fria.
Valeu a pena ir assistir ao concerto. O grupo tocou os maiores sucessos dos Queen com uma qualidade muito boa, quer na execução musical, quer na voz (com o devido respeito ao original, porque não deve haver muitas vozes como as do Freddy Mercury pelo mundo fora). Foi interessante verificar que, para além dos quarentões, como eu, e até gente com mais idade, também há bastantes jovens que apreciam a música dos Queen. Muitas figuras conhecidas da vila estavam lá, a abanar o capacete, sem problemas, com a música a faze-los recuar no tempo.
Verifica-se  que a TerraFlor cresceu do primeiro para o segundo dia, esperando-se que amanhã (Sábado) seja o dia grande, com os Xutos e Pontapés a servirem de chamariz.

16 julho 2010

VIII TerraFlor - 15 de Julho

Chegou ao fim o primeiro dia da VIII edição da feira TerraFlor. Não tive tempo para dar uma volta completa à feira.
Nos discursos habituais há algumas notas interessantes, cheias de entusiasmo e optimismo. Destaco algumas palavras do Senhor Presidente da Câmara que focou o facto de, este ano, haver um novo elemento para ser debatido na feira: as acessibilidades. O Facto do IC5 e do IP2 se cruzarem dentro do espaço do concelho pode ser um factor de desenvolvimento importante, e essa janela tem que ser aproveitada.
Estiveram presentes no acto de abertura da feira o Senhor Governador Civil, Jorge Gomes, o Eng. Ricardo Magalhães, Chefe do Projecto da Estrutura da Missão do Douro, alguns presidentes de câmara de concelhos vizinhos e presidentes de juntas de freguesia. Chamou-me a atenção a presença do ex presidente de câmara de Carrazeda de Ansiães, enquanto o actual não estava, vindo a comparecer mais tarde.
Durante a tarde visitei o pavilhão. Os feirantes habituais estão presentes e há alguns produtores novos. É aqui que são apresentados os reis do certame – o vinho e o azeite. Os produtores de vinho apostam em novas marcas, que apontam como de grande qualidade, mostra que o sector não está tão moribundo como se pensava. O azeite também está presente em força, bem como produtores de fruta de Santa Comba da Vilariça. O queijo também é um produto presente em quantidade e qualidade.
Depois de jantar tive muito pouco tempo e não visitei mais nenhum stand. Quando cheguei ao recinto da feira (a entrada foi gratuita) preparava-se para actuar o grupo Filandorra – Teatro do Nordeste. Sou grande apreciador do seu trabalho e tratei de conseguir lugar na “primeira” fila. Depois de alguns problemas com o vento e com o som, o espectáculo começou. A peça representada foi “A Maior Flor do Mundo”, de José Saramago. Adorei! Confesso que nunca li nada de José Saramago. Foi desamor à primeira vista. O seu ar resmungão afastou-me das suas brilhantes (dizem) obras. Gostei tanto daquela história infantil que estou tentado a dar alguma espreitadela noutro livro do autor.
Finda a peça, começaram os espectáculos musicais. A primeira actuação coube ao Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães. É um grupo onde tenho muitos conhecidos e amigos mas que nunca tinha tido o prazer de escutar. Foi um gosto ouvi-los, dei comigo a trautear algumas canções. Muita alegria, boas vozes e bom acompanhamento musical. Parabéns.
Actuaram de seguida os grupos da associação Mirandanças (Associação Para o Desenvolvimento Integrado das Terras de Miranda), com pauliteiros e danças mistas. O colorido e musicalidade e a riqueza das coreografias encheram o palco. Sou um grande apaixonado pelo folclore do Planalto Mirandês, principalmente das danças mistas. Foi bom reencontrá-los em Vila Flor (ainda no mês passado os tinha visto).
Para o final, parece que já é fadário, ficou a Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Flor. A noite já ia adiantada e fazia muito frio. Mais uma vez, eram mais os elementos da banda do que os assistentes. Mesmo assim, não notei nenhum desalento e foi com prazer que tocaram o seu reportório passando por músicas bastante pop como os Abba ou Santana.
Durante o espectáculo foi também homenageada a equipa juvenil de futsal que se sagrou campeã distrital nesta modalidade.
Não posso afirmar que o recinto esteve cheio, nem sequer composto, mas, em conversa com alguns expositores, parece que o negócio até nem correu mal!
Amanhã há mais novidades.

A Maior Flor do Mundo (vídeo no youtube)
Sítio da associação Mirandanças
Blogue do Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães

14 julho 2010

VIII TerraFlor - Programa

VIII TerraFlor, feira de Produtos e Sabores
de 15 a 18 de Julho de 2010, em Vila Flor.

28 maio 2010

Caminhada pelo Coração (II)

Hoje foram os alunos do 1.º e 2.º Ciclos das escolas do concelho que caminharam pelo coração. A maior parte dos alunos partiu de Vila Flor, mas pequenos grupos saíram de Samões e Seixo de Manhoses para se concentrarem no Estádio Municipal. Aqui desenvolveram-se alguns jogos seguidos de um pequeno lanche.
O regresso a Vila Flor aconteceu perto do meio dia, mesmo a tempo para o almoço e uma tarde normal de aulas.
Estas actividades estavam previstas no Plano Anual do Agrupamento de Escolas de Vila Flor, programadas no âmbito do Projecto de Educação para a Saúde.

23 maio 2010

Caminhada pelo Coração

Realizou-se no dia 22 de Maio, em Vila Flor, a Caminhada Pelo Coração. A organização esteve a cargo do Centro de Saúde de Vila Flor /Núcleo de Doenças Cardiovasculares.
Estive presente na 2.º Caminhada pelo Coração, realizada em 2009, que foi um enorme sucesso e a expectativa era muita para esta terceira edição. O programa estendia-se por toda a manhã e parte da tarde com distribuição do almoço.

Foram muitos os que compareceram para a caminhada, talvez mais de duas centenas. Gente de todas idades, desde poucos meses, ainda em carrinhos de bebé, até a muitos anos de vida, como uma idosa do Mourão com quem conversei durante o percurso, que me confessou ter vindo a pé do Mourão ao Cabeço, na semana passada!
A caminhada é muito pequena e foi feita com várias pausas para posar para a televisão. Fez-me lembrar aquelas cerimónias de casamento em que o fotógrafo é o mais importante. Como participam pessoas com idades muito dispares talvez não pudesse ser mais longa, mas uma volta à barragem Camilo Mendonça seria espectacular.
O dia esteve luminoso e o sol quente, mas às onze horas praticamente toda a gente já tinha chegado ao Estádio Municipal.
Comparativamente com o ano passado, este ano, a organização esteve muito pobre. Basta dar uma vista de olhos ao pequeno vídeo que realizei no ano passado para verificar que havia imensos jogos, para todas as idades, que fizeram as delícias de todos. Este ano tudo se resumiu a alguns exercícios de relaxamento. As pessoas dançaram animadamente, como que a mostrar que estavam com vontade de fazer mais alguma actividade física.
Eu também pousei a mochila e dei algumas voltas ao campo em passo de corrida.
Perto do meio dia foi pedido que todos se sentassem nas bancadas para ser distribuído o almoço. Como não me foi aceite a inscrição fora de prazo, eu não tinha almoço. Por isso voltei a Vila Flor.
No meu regresso, já por caminhos rurais pude apreciar com mais calma o colorido das flores, que, esta Primavera, tem estado qualquer coisa de espectacular. Tenho mesmo que realizar mais algumas caminhadas antes que o sol queime o manto verde que se estende na berma dos caminhos.

28 abril 2010

Recordando - Semana Santa (I)

Procissão "Via Crucis", com os momentos mais marcantes da paixão de Jesus, que se realizou no dia 28 de Março de 2010.