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28 abril 2009

À Descoberta, na IV Rota da Liberdade

No dia 26 de Abril saí mais uma vez à descoberta do concelho em BTT. Desta vez acompanhado de centenas de ciclistas e alguns caminhantes (que o amigo Rui Guerra fez questão de acompanhar). A minha palavra de maior apreço vai para o Clube de Ciclismo de Vila Flor que, mais uma vez, trouxe a Vila Flor centenas de pessoas levando-as à descoberta das nossos trilhos, das nossas paisagens, da nossa gastronomia e da nossa simpatia. Há provas bem evidentes, nos comentários que os participantes fazem quer no blogue do Clube quer noutros fóruns dedicados ao BTT.
Mesmo sem andar muito “rodado” nas duas rodas, não quis perder a oportunidade, até porque nas duas edições anteriores em que participei percorri locais fantásticos e descobri outros caminhos para conhecer o concelho sem ser à pressa, pelas estradas de asfalto.
E foi assim que desbravei outros caminhos pelo Seixo, Candoso, Carvalho de Egas, Samões e Vila Flor. Não me aventurei a descer a Freixiel. Próximo dos 70 quilómetros neste tipo de terreno e a este ritmo, já é demais para mim!
Fiz o meu percurso sem pressas, com paragens constantes para fotografar os atletas. Destes, alguns tinham alguma ânsia de chegarem à meta, outros rolaram tranquilamente, em pequenos grupos, apreciando as paisagens e o dia luminoso e bastante fresco, o que ajudou bastante.

Já a poucos quilómetros da meta, quis o destino que uma distracção e um abuso de confiança, me provocassem uma queda bastante aparatosa. Fui levado ao hospital distrital de Bragança para fazer algumas radiografias a um ombro e à caixa torácica. Apesar de muitas dores, não estava nada partido e regressei a casa com um braço ao peito e a recomendação de um longo período de descanso. O que mais me dói, é que não posso mover o braço direito para tirar fotografias, por isso os visitantes do Blogue vão ter que se contentar com as que tenho em arquivo.

18 abril 2009

O rio Tua na Ribeirinha

Hoje fui visitar o Rio Tua à Ribeirinha. O dia não estava muito bom, mas a fotografia até nem ficou mal.
Está a decorrer este fim de semana o 1.º Festival de Canoagem da Terra Quente e o rio está cheio de animação e cor. Foi pena que não vi nenhuma representação do concelho (onde até há clubes a praticarem canoagem). Amanhã, domingo as actividades decorrem mais a jusante já nos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó.

27 março 2009

BTT - IV Rota da Liberdade

O Clube de Ciclismo de Vila Flor vai organizar no dia 26 de Abril, a IV Rota da Liberdade. Há diferentes provas, diferentes percursos, com graus de dificuldade também variáveis.
Dado o sucesso das provas dos anos anteriores, é de esperar que este ano haja mais participantes e, pelo menos a maratona, seja muito, muito competitiva. Os percursos são muito interessantes, passando próximo de Carvalho de Egas, Freixiel, Vilas Boas, Valtorno, Candoso, Seixo de Manhoses, etc. quase sempre por trilhos com excelentes paisagens. Há também um passeio pedestre para os acompanhantes que não sejam adeptos do BTT.
O concelho de Vila Flor oferece um colorido muito especial durante os meses de Primavera.

Mais informações sobre este evento podem ser encontradas nos Blogues:

Reportagens de eventos anteriores:

14 março 2009

Antes que a magia se acabe

Continuam as amendoeiras em flor no concelho de Vila Flor. Apesar de já não haver flores nos vales e encostas mais quentes do concelho, há ainda muitas amendoeiras em flor em Vila Flor e nas freguesias de maior altitude, como Samões, Carvalho de Egas, Valtorno, Candoso, etc. Ainda na quinta-feira fui ao Vieiro e fiquei surpreendido por ainda encontrar muitas amendoeiras em flor, quase junto ao rio Tua.
No dia 15 de Março, às 14 horas, haverá actuação de dois ranchos folclóricos em frente à Câmara Municipal, para animação dos turistas, mas que os residentes também gostam muito de ver e ouvir.

23 fevereiro 2009

Programa das Amendoeiras em Flor 2009


Cartaz em tamanho maior, em PDF, para imprimir.

27 janeiro 2009

Barragem de Foz-Tua - Avaliação de Impacte Ambiental


A Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua encontra-se em consulta pública até 18 de Fevereiro.
O estudo apresenta 3 cenários consoante a cota que se pretende atingir com a água da barragem.
Este estudo está disponível para consulta nas câmaras municipais e juntas de freguesia dos concelhos afectados pela construção da futura barragem, nomeadamente Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães, Mirandela e Vila Flor, assim como na Agência Portuguesa do Ambiente e na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
Pode ser consultado também na página web da EDP (aqui). Está dividido em vários ficheiros PDF totalizando quase 90 MB. Recomendo o Resumo Não Técnico que tal como o nome indica é um resumo, escrito em linguagem mais acessível para poder ser consultado pelo grande público.
O Resumo Técnico tem mais de 800 páginas!


A apresentação com fundo musical mostra uma "viagem" de Foz Tua a Mirandela durante os meses de Verão.

07 janeiro 2009

Reconstrução do Centro de Arte Graça Morais a concurso


A Câmara Municipal de Vila Flor, com Apoio Técnico da Ordem dos Arquitectos - Secção Regional Norte, lançou o Concurso Público, para trabalhos de concepção, de uma fase, sujeito a anonimato, para a reconstrução do edifício centro de arte Graça Morais.

Segundo a informação disponibilizada no site da Ordem dos Arquitectos, o concurso está aberto a profissionais independentes, pessoas colectivas constituídas ao abrigo do Código das Sociedades Comerciais e empresários em nome individual, habilitados a exercerem a actividade de estudos e projectos de Arquitectura. Para o efeito deverão ser constituídas equipas projectistas, coordenadas por um Arquitecto, que será o autor do Projecto Geral.

Fonte : Ordem dos Arquitectos (*)

05 janeiro 2009

Gala Cantar dos Reis 2009 (7)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis 2009 (6); Cantar dos Reis(5); Cantar dos Reis (4); Cantar dos Reis (3); Cantar dos Reis (2); Cantar dos Reis (1)

Para terminar a Gala de Cantar dos Reis 2009, actuou o Grupo de Gigantones de Valtorno. Esta aldeia apresentou, nos dois anos anteriores, grupos bastante interessantes e canções bem bonitas, por isso, foi pena que este ano se limitassem à apresentação dos gigantones.
O sr. Presidente da Câmara subiu ao palco, acompanhado da Dr.ª Gracinda e do actor Joaquim Nicolau (Zé bento, na telenovela A Outra). Desejou a todos os presentes um Bom Ano, apesar das notícias muitas vezes exageradas que aparecem nas televisões.

Foram entregues os prémios do concurso de Presépios e do concurso de montras. Com pena minha, à excepção do presépio da Junta de Freguesia de Valtorno, todos eram do meu desconhecimento. Continuo a achar que a Câmara Municipal deveria ter um processo de dar a conhecer os candidatos nos concursos, à população em geral, seria uma boa forma de ajudar na sua divulgação, e, quem sabe, fomentar o comércio local.
Quer nos presépios, quer nas montas, na iluminação de rua, ou na própria gala de Cantar dos Reis, parece-me ter havido alguma contenção. Talvez seja da crise!

Mais uma vez, embora sem artistas convidados, a Gala de Cantar dos Reis foi um sucesso. Juntou centenas de pessoas numa tarde bem passada. Pela minha parte, tenho que agradecer a todos os grupos, que já se habituaram a facultarem-me a letra das canções dos Reis, sabendo mesmo que serão divulgadas. O meu agradecimento também às apresentadoras Eulália Moreira e Susana Silva, pelos dados fornecidos e parabéns pelo seu excelente trabalho.
Esperamos que a organização, para o ano, nos brinde com uma tarde igual (talvez melhorando o som).

Gala Cantar dos Reis 2009 (6)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis 2009 (5)

O sexto grupo a actuar na Gala "Cantar dos Reis" 2009 foi o grupo Cantar para Vila Flor, que agora se apresenta com o nome Danças e Cantares de Vila Flor. Este grupo teve a iniciativa de se deslocar a algumas aldeias do concelho a cantar os reis, uma iniciativa louvável, sem dúvida.
Apresentaram um presépio vivo, com a chegada dos Reis Magos, para adorarem o menino. O colorido e a representação cuidada, colheram o entusiasmo do público.

Cantaram: Nós andámos toda a noite

Boa noite meus senhores
Boa noite vimos dar
Vimos vos dar Boas Festas
E um bom ano desejar

Guiados por uma estrela
Nós seguimos o caminho
Vimos vos dar a notícia
Que nasceu o deus menino

Refrão
Nós andamos toda a noite
Toda a noite e todo o dia
A ver quem chega primeiro
Aos pés da Virgem Maria

É tradição nesta noite
Nós vos vimos visitar
Venham ver a noite é bela
Com estrelas a brilhar

Como os reis do oriente
Nós seguimos a Belém
Adorar o Deus Menino
S. José e sua mãe

Refrão

Vamos chegar ao destino
E adorar o redentor
Espalhar a boa nova
Jesus Cristo Salvador

Nós também somos pastores
Muitas serras percorremos
Nesta noite linda e fria
A janta agradecemos

Refrão

Queiram saber meus senhores
Que não vimos por dinheiro
Vimos ao vinho da pipa
Ao chouriço do fumeiro.

Nós somos de Vila Flor
Com grande satisfação
Vimos vos cantar os reis
Para manter a tradição

Refrão

Nossos Reis já terminámos
Muito temos que andar
Pedimos para todos nós
P’ró ano poder voltar

Refrão (bis)
Nós andamos toda a noite
Toda a noite e todo o dia
A ver quem chega primeiro
Aos pés da Virgem Maria

Este grupo com apenas 4 anos de existência, é posto por 25 elementos e apresenta-se muito promissor. Tem um bom suporte instrumental e vocal.

Para terminar cantaram: Os três reis do Oriente

Ó da casa, nobre gente
Escutai e ouvireis:
Das bandas do Oriente
São chegados os três reis

Refrão
Nesta noite linda e fria
Só com a luz do luar
São chegados os três reis
Boas festas vimos dar

Guiados por uma estrela
Que lhe deu tanta alegria
Foram ver o deus menino
Dar parabéns a Maria

Os três reis como eram santos
Uma estrela os guiou
No cimo duma cabana
Linda estrela pousou

A cabana era pequena
Não cabiam todos os três
Adoraram deus menino
Cada um por sua vez

Quem diremos nós que viva
No meio de um laranjal
Vivam todos que aqui estão
Vivam todos em geral

Se nos querem dar os reis
Venham nos dar de beber
Para nos matar a sede
E o coração aquecer

As janeiras já cantamos
Com amor e devoção
Como é belo recordar
Esta linda tradição

Vamos dar a despedida
Como a cereja ao ramo
Pedimos a Deus para todos
Voltarmos daqui a um ano

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (7)

Gala Cantar dos Reis 2009 (5)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis 2009 (4)

O quarto grupo a actuar na Gala Cantar dos Reis 2009 representou Freixiel. Tratou-se do grupo "Os Pelões", que tem por base a Rancho Folclórico de Freixiel. Colocaram em palco vários "quadros" vivos representativos da quadra natalícia de outros tempos: crianças a jogaram ao rapa; uma mulher fazia na meia; outra mulher fiava linho com a sua roca; uma terceira mulher cuidava do seu bebé que deitado no razão, admirava a plateia com o mesmo espanto com que era olhado. Tudo isto à volta de uma "fogueira" onde se preparava a ceia.
Interpretaram:

De madrugada ao luar

1- Freixiel aqui presente / de madrugada ao luar
Os reis vimos a cantar / de madrugada ao luar
E o povo desta terra / de madrugada ao luar
Queremos cumprimentar / de madrugada ao luar

2- Ainda agora aqui cheguei / de madrugada ao luar
Pus o pé nesta escada / de madrugada ao luar
Logo o meu coração disse / de madrugada ao luar
Aqui mora gente honrada / de madrugada ao luar

3- Quem diremos nós que viva / de madrugada ao luar
Na casca da noz que é forte / de madrugada ao luar
Vivam todos nesta sala / de madrugada ao luar
Que Deus vos dê boa sorte / de madrugada ao luar

4- Já que aqui nós estamos / de madrugada ao luar
E como Jesus nos diz / de madrugada ao luar
Tudo o que nós desejamos / de madrugada ao luar
Que o mundo seja feliz / de madrugada ao luar

5- E vamo-nos despedir / de madrugada ao luar
Desta terra com humor / de madrugada ao luar
A todos vós desejamos / de madrugada ao luar
Saúde, paz e amor / de madrugada ao luar

O seu trajar, o seu suporte musical e a sua forma alegre e afinada de cantar, fizeram da sua actuação um dos pontos altos do espectáculo.
Interpretaram, para terminar:

Aqui Vimos Aqui Estamos

Refrão: Aqui vimos, aqui estamos
Meus senhores bem o sabeis,
Vimos dar as boas festas
E também cantar os reis.

1 - Aqui vimos aqui estamos
Hoje é noite de alegria
Vivam os senhores desta casa
E a sua companhia.

2 - Os três reis do oriente
Foram seguindo uma luz,
Ela os guiou ao presépio
O Rei dos reis é Jesus.

3 - Aqui vimos aqui estamos
Hoje é noite de alegria
Já nasceu o Deus menino
Filho da Virgem Maria

4 - Vamos dar a despedida
Terminou nosso cantar,
A oferta que nos derem
Muito nos vem alegrar.

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (6)

04 janeiro 2009

Gala Cantar dos Reis 2009 (4)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis 2009 (3)

A gala de "Cantar dos Reis" 2009 continuou com a actuação de um grupo que representava Vale Frechoso. Esta aldeia tem aderido, ano após ano, a esta iniciativa. Neste não apresentou qualquer suporte instrumental, mas a afinação com que cantaram, fez esquecer essa lacuna.
Começaram por cantar "Um pastor vindo de longe".

Um Pastor vindo de longe

I
Um pastor vindo de longe
À nossa porta bateu
Trouxe recados que dizem
O Deus menino nasceu

II
Este recado tivemos
Já meia-noite seria
Estrelas do céu lá vamos
Dar parabéns a Maria

III
Vamos ter com os mais pastores
Não se percam no caminho
Vamos todos e depressa
Visitar o Deus Menino

IV
Ai, que formoso menino
Ai, que tanta graça tem
Ai, que tanto se parece
Com sua Senhora Mãe.

V
Entrai pastores, entrai
Por este portal sagrado
Vinde adorar o menino
Numas palhinhas deitado

VI
Pastorinhos do deserto
Todos correm para o ver
Trazem mil e um presentes
Para o menino comer

VII
Ó meu Menino Jesus
Convosco é que eu estou bem
Nada deste mundo quero
Nada me parece bem

VIII
Alegrem-se céu e terra
Cantemos com alegria
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

IX
Deus menino já nasceu
Nadai ver o Rei dos Reis
Ele é quem governa o céu
Quer que vós o adoreis

X
Ah meu menino Jesus
Que lindo amor-perfeito
Se vem muito cansadinho
Vem descansar em meu peito

XI
Vamos dar a despedida
Pró ano cá estaremos
Podem contar connosco
Convosco nós contaremos.

Finalizaram a sua contribuição com Cantar os Reis.

I
Ainda agora aqui cheguei
Pus o pé nesta escada
Logo o meu coração disse
Aqui mora gente honrada

II
Aqui vêem os três reizinhos
Quatro ou cinco ou seis
Se os senhores nos dão licença
Vimos-lhes cantar os reis

III
Os três reis do Oriente
Já chegaram a Belém
Visitar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem

IV
O menino já no berço
Coberto c’o cobertor
Os Anjos estão cantando
Louvado seja o Senhor

V
O Senhor por ser Senhor
Nasceu nos tristes palheiros
Deixou cravos deixou rosas
Deixou lindos travesseiros

VI
Também deixou a abelhinha
Abelhinha com seu mel
Para fazer um docinho
Ao divino Emanuel

VII
Se nos querem dar os reis
Não se estejam demorar
Nós somos de muito longe
Temos jornada p’r' andar

VII
Despedida, despedida
Dá a cereja ao ramo
Boa noite meus senhores
Queira Deus que de hoje a um ano

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (5)

Gala Cantar dos Reis 2009 (3)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis 2009 (2)

O terceiro grupo a actuar na Gala de "Cantar dos Reis" representava a escola de música Zecthoven. Quase duas dezenas de jovens tocaram, cantaram e interpretaram algumas cenas do viver de outros tempos. Fizeram-se acompanhar de alguns objectos tradicionais como aros e uma froncela, um crivo, uma panela de ferro, ferro de passar a brasas e várias vasilhas.
Era grande o leque de instrumentos que tocaram, desde a bateria à guitarra eléctrica, passando por cavaquinhos, violas, pandeiretas, etc.
A presença das crianças, muitas trajando vestuário a que estão muito pouco habituados, é um bom indício de que a tradição não se perde nos próximos anos. Também é interessante verificar que este grupo tem "engrossado" de ano para ano.
Interpretaram a tão conhecida canção de Zeca Afonso, Natal dos Simples e Vimos dar as Boas Festas. O professor de música Zé Cordeiro, coordenou e dirigiu todo o grupo.
Vimos dar as Boas Festas

Vimos dar as Boas Festas
Boas Festas vimos dar
Que nasceu o Deus Menino
Nas palhinhas ao luar

Boas Festas, Boas Festas
Aqui haja neste dia
Já Nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

Ò que família tão pura
Nós viemos encontrar
Tenha a bênção do menino
Que nasceu para nos salvar.

Ficamos agradecidos
Pela nossa gentileza
Boa tarde até ao ano
Voltaremos com certeza.

Andamos de casa em casa
Por atalhos e caminhos
Os corações sempre em brasa
Como outrora os pastorinhos.

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (4)

Gala Cantar dos Reis 2009 (2)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis (1)

O segundo grupo a actual na gala "Cantar dos Reis" foi o Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor. Este grupo, constituído por 12 elementos, tem feito um grande esforço na divulgação da música portuguesa, representando Vila Flor em vários locais do país e no estrangeiro.
Iniciaram a sua actuação descendo no anfiteatro executando Cantamos à hora da ceia, uma adaptação de uma cantiga de 1940.

Refrão
Sai fumo na chaminé
Já nos cheira a salpicão
Ponham a caneca ao lume
Nós damos animação.


I
Venham ouvir-nos cantar
Trazemos recordações
Canção de reis para alegrar
Revivemos tradições

II
Vimos à hora da ceia
Pouco antes de deitar
O petróleo na candeia
Pouco mais há-de durar

III
Quem somos ides saber
Mas somos gente de bem
Abri queremos dizer
Cantai connosco também

IV
Votos que o vosso lar
Seja um ninho d'amor
Cantamos p'ra desejar
Um ano novo melhor

V
Alegres vamos cantar
Valores saem de dentro
Aos novos vamos deixar
Tradições no nosso tempo

VI
Cansados de caminhar
P'ra vos trazer alegria
Com saudades de cantar
Cantar-vos os reis neste dia

VII
A cantar vimos pedir
P'ra nós o fundamental
Um obrigado a sorrir
Um abraço fraternal
Interpretaram também "Pastores da Serra", uma canção muito ritmada, muito conhecida destas galas de Cantar dos Reis, mas que entusiasma sempre a plateia.

Pastores da Serra

I
Somos um grupo d'amigos
Nossa voz, alto ouvireis
De amor, somos mendigos
Em troca cantamos reis

Refrão
Pastores da serra, vinde ouvir cantar
Já nasceu Jesus, para o mundo salvar.

II
Pinheiro de abas tortas
Tua rama está a cair
Venham, abram vossas portas
Para os nossos reis ouvir.

III
P'rá aquecer e caminhar
Da pipa ou garrafão.
Um peguilho a acompanhar
Um copo de carrascão.

IV
Somos gente sem abrigo
Em noite fria de reis
Vem cantar, e sê amigo
Como nós então direis

V
Trazemos viva na alma
Cultura e tradição
Lê-se nas linhas da palma
O que sente o coração

VI
Caminhamos ao relento
Nas trevas, à chuva fria
Às escuras. Mas cá dentro
Há uma estrela que nos guia

VII
Com archotes e fogueiras
Por entre vales e a serra
Vimos cantar as janeiras
Tradição da nossa terra

VIII
Vimos cantar boas festas
Haja alegria no povo
O nosso grupo deseja, muita paz
Bom ano novo

IX
Vimos dar a despedida
Desejar, paz e amor
Boas festas, toda a vida
São votos, de Vila Flor

Como já é habitual neste grupo etnográfico transportou para o palco um quadro de uma cozinha tradicional repleto de objectos doutros tempos, não faltando também alguns prátos típicos: rojões, milhos, feijão cicharro com batatas e couves tudo acompanhado por um bom vinho, azeite e ao de Vila Flor.

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (3)

Gala Cantar dos Reis 2009 (1)


Realizou-se no dia 4 de Janeiro, no Auditório Adelina Campos, do Centro Cultural, em Vila Flor, pelas 14:30, mais uma gala dedicada a "Cantar dos Reis". Tratou-se de um evento já com tradição, organizado pela Câmara Municipal de Vila Flor e da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor.
Na introdução ao espectáculo foi lembrada a tradição de cantar os reis, mas também a ligação de Vila Flor a um rei em particular, D. Dinis, que baptizou a então Póvoa de Além Sabor como Vila Flor. Foram também lembrados nomes de vilaflorenses que têm contribuído para engrandecer o nome da vila e torná-la conhecida pelo mundo fora: Graça Morais, Raul Sá Correia, Modesto Navarro, João de Sá, Dr. Vaz, dos mais recentes, Maximino Correia, Berta Cabal, Eduardo Cabral, Júlia d’Almendra, Trigo de Morais, Adelina Campos, dos mais antigos.
O espaço disponível foi-se compondo e, quando a Banda de Música da A. C. R. de Vila Flor ocupou o palco, o espaço estava completamente cheio. A banda, que se mantém com grande dinamismo já há 26 anos, interpretou dois temas: On Christmas Night e Noite Mágica.
O grupo, constituído por gente muito jovem, também cantou os Reis!

Boas Festas vimos dar
A esta terra de amor
Bom dia de Reis desejar
Ao Povo de Vila Flor

Terra humilde e obreira
Generosa e de louvor
Tem como sua mensageira
A Banda de Vila Flor.

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (2)

13 dezembro 2008

Notícias de Vila Flor


Não sou o único a notar que a comunicação social regional dá muito pouca importância ao que se passa em Vila Flor. Todos sabemos que se trata de um pequeno concelho; todos sabemos que as notícias negativas são mais mediáticas, mas não custa tentar.
Peguei nas notas do meu post sobre o Cinquentenário do Museu Berta Cabral, resumi-as num pequeno texto a que juntei duas fotografias e enviei o conjunto, por email, para dois jornais editados no distrito.
Fiquei satisfeito quando vi que o texto foi publicado no Jornal Nordeste, do dia 9 de Dezembro. Estranhamente, não é feita qualquer indicação de quem é o autor e o texto foi “cozinhado” por quem não colocou os pés no evento, cometendo alguns erros. Na frase “Ambos os escritores são filhos da terra e, através do trabalho de poesia “Vila à Flor dos Montes”, João de Sá descreve “quadros” dos anos 40 e 50, que guardou na memória quando foi viver para Lisboa”, fizeram um caldo do escritor João de Sá e do livro “Vila Flor – Memórias de um outro tempo”, da autoria de António Meireles. Neste último é que são visitados locais e recordadas personagens dos anos 40 e 50.
Devo acrescentar que já escrevi à direcção do jornal, mas não recebi qualquer explicação.
Para cúmulo, esta não é a segunda nem a terceira vez que estas coisas acontecem, tendo até em casos anteriores, doutros jornais, os artigos sido assinados por jornalistas depois de serem quase copiados letra a letra deste blogue e a fotografias adulteradas para apagar o meu nome.
Este procedimento vindo de profissionais, não dignifica os respectivos órgãos de comunicação social e retiram muito do entusiasmo a quem despende muito da sua vida para construir este “cantinho” agradável.

Notas:
  • O primeiro artigo digitalizado tem o texto (adulterado) que enviei por email e a fotografia que coloquei no post do dia 1 de Dezembro "50 anos - Museu Drª Berta Cabral"
  • O segundo artigo digitalizado foi publicado no Mensageiro. Foi escrito com base na minha reportagem aqui no Blog que pode ser lida aqui. Também a fotografia pode ser vista aqui, foi habilmente recortada.
  • O terceiro artigo (não sei em que jornal saiu, só o descobri há poucos dias), foi redigido com base naquilo que escrevi no Blog do Clube de Ciclismo de Vila Flor, que pode ser lido aqui. A fotografia também é minha, tem o meu nome e pode ser vista aqui.

04 dezembro 2008

Inauguração do Estádio Municipal de Vila Flor

Vai ter lugar no dia 7 de Dezembro a inauguração do Estádio Municipal de Vila Flor, com a presença do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Dr. Laurentino Dias.
A cerimónia terá lugar no próprio estádio, às 15 horas.

01 dezembro 2008

50 anos - Museu Drª Berta Cabral

Comemoram-se no dia 30 de Novembro de 2008, os 50 anos do museu Dr.ª Berta Cabral. As baixas temperaturas que se fizeram sentir, obrigaram a alterações no seguimento do programa previsto, mas não afastaram aqueles que quiseram estar presentes.
O descerrar da lápide comemorativa acabou por ter lugar durante a manhã e a animação levada a cabo pela Companhia Profissional de Teatro Filandorra teve lugar no auditório do Centro Cultural e não no Largo do Museu, como estava previsto.
A animação foi desenvolvida em duas partes: numa foi feita uma dramatização representando Raul de Sá Correia, na outra, mais carregada de humor, foi representado um texto de Pires Cabral, baseado na história da sopa de pedra.
Na primeira parte foi lido o texto “Os arquivos da memória”, de Batista Bastos, publicado no Expresso em 1992. Num palco decorado com objectos trazidos do museu, dois actores deram vida a Raul de Sá Correia e Maria José, sua esposa.
“Vai a tarde a caminhar para a noite. Numa distinção sóbria e altiva, este homem que parece atribuir aos objectos inanimados uma dimensão móvel, com alma, comportamento e existência - este homem que conferiu a uma espécie particular de trabalho a divisão do afecto, recusando o acaso, manifesta-me a memória das coisas e diz que tudo que possui um secreto e sempre indecifrável significado: "Aquilo que nos rodeia dispõe de uma função diferenciada. E o nosso diálogo é sempre com Deus". Desce a rua antiquíssima, bengala à frente, braço com braço na mulher, e, delicadamente, entra no solar do século XVII, onde mora, onde vive - onde acredita.”

Na segunda parte, o “frade”, arrancou verdadeiras gargalhadas na plateia enquanto ia juntando os ingredientes para o seu caldo de pedra.
Chegado o momento do lançamento dos livros "Vila à Flor dos Montes", de João de Sá e “Vila Flor – Memórias de um outro tempo” de António Meireles, o sr. presidente Artur Pimentel tomou a palavra. Agradeceu ao director do grupo Filandorra por ter feito uma dramatização de um quadro da vida de Raul Sá Correia, dado que o mesmo se funde com o museu. O museu sempre foi e será um ex-libris de Vila Flor. O museu está bem como está, deve ele próprio ser museu. Recolocar as peças, remodelar o espaço, equivale a perder a identidade, uma vez que todos os vilaflorenses conhecem os objectos, sabem onde estão e revêem-se neles. “O museu está hoje como há 50 anos. Mudam-se as janelas, pintam-se as paredes, mas o essencial mantém-se”. Esta tem sido a filosofia de sucessivos presidentes da Câmara.
Para a mesa convidou Alfredo Ramalho, ex presidente da Câmara, Dr. João de Sá, escritor, autor do livro Vila à Flor dos Montes, a Dr. Fátima Meireles, esposa do Dr. António Meireles, autor de do livros Vila Flor – Memórias de um outro tempo, já falecido.
A meio da mesa ficou uma cadeira vazia. O presidente da edilidade esclareceu que a cadeira seria daquele que presidiria às cerimónias, caso estivesse vivo, Raul de Sá Correia.
Realçou a última oferta ao museu, uma grande colecção de miniaturas de automóveis doadas por um habitante de Vilas Boas e o impacto da telenovela “A Outra”, que trouxe uma grande quantidade de visitantes a Vila Flor e ao Museu. Com um número médio anual de 1000 visitantes, soma já cerca de 8000 em 2008.
Tomou depois a palavra a Dr. Fátima Meireles. Emocionada, agradeceu à Câmara Municipal por tornar possível a leitura dos textos do seu marido a todos os vilaflorenses. O Dr. António Meireles, escreveu sobre a Vila Flor do seu tempo (anos 40 e 50), primeiro ao ritmo de um texto por ano, depois, dando conta que o tempos se lhe esgotava, acelerou o ritmo, mas morreu deixando apenas com uma página o texto que tinha em mãos dedicado ao Dr. Cabral Adão.
A actriz Cecília Guimarães (que privou com Adelina Campos), presente na sala, subiu ao palco para ler alguns poemas do livro “Vila à Flor dos Montes”.
O Dr. João de Sá dividiu a sua intervenção em duas partes: numa primeira, falou sobre o museu e sobre Raul de Sá Correia, seu tio, na segunda teceu algumas considerações sobre o livro que estava a ser lançado. Realçou o caracter de seu tio, que com habilitações literárias muito básicas, conseguiu deixar obra de grandeza excepcional: biblioteca, arquivo e museu. Sonhou colocar Vila Flor a ler, não uma literatura qualquer, mas sim literatura universal.
Chamou a atenção para a importância do arquivo, onde se guarda a história de todos e da cada vilaflorense, concordando também com a ideia defendida pelo sr. Presidente da Câmara de "um museu dentro do museu". Lembrou que os objectos quando entram no museu ganham um significado que não tinham enquanto objectos, mas para isso necessitam de espaço, talvez por isso, o museu necessite de mais espaço. Cada objecto é um símbolo que transcende o próprio objecto.
Para terminar as suas flexões sobre o museu, louvou o empenho e dedicação de quem cuida da organização e funcionamento do museu na actualidade, o sr. Rogério Fernandes.
Referindo-se ao seu livro, começou por agradecer a Vila Flor. Apesar de apenas aqui ter vivido um quarto da sua vida, Vila Flor moldou-lhe o carácter, com o vento, a luz, a neve e o tempo.
Agradeceu ao Dr. Pimentel, à Dr.ª Gracinda e a todos os que fizeram com que o livro fosse possível. Descreveu o livro como a “memória do tempo”, um aceno aos desenraizados que talvez com ele vislumbrem, ao longe, um caminho de regresso à leira nativa.
Depois de autografados os livros, gentilmente oferecidos pela Câmara Municipal a todos os presentes, os mais resistentes rumaram para o museu, a fim de assinarem o livro de honra.
Às vinte e uma horas o auditório do Centro Cultural abriu-se de novo para se ouvir fado de Coimbra, interpretado pelo grupo Capas Negras. A afluência foi grande, com mais de 200 pessoas que quase encheram o auditório.
Todas as músicas interpretadas foram seguidas com muita atenção, mas o público entregou-se mais no acompanhamento da “Samaritana” e da “Balada da Despedida”. Também a interpretação de dois fados de Xabregas, marcante fadista de Coimbra, nascido em Samões, foi efusivamente aplaudida.

30 novembro 2008

Raul Alexandre de Sá Correia

O museu Berta Cabral vai comemorar amanhã (dia 30 de Novembro) os seus 50 anos existência. A proximidade deste acontecimento levou-me a fazer algumas reflexões sobre uma pessoa que ficará para sempre ligada à história deste museu, Raul Alexandre de Sá Correia.
Raul Sá Correia nasceu em Vila Flor a 22 de Maio de 1900. Fez a sua instrução em vários locais mas volta a Vila Flor, com 12 anos de idade começando a trabalhar num estabelecimento comercial. Poucos anos depois radica-se em Lisboa, voltando a Trás-os-Montes para cumprir o serviço militar. Em 1924 parte para Angola e em 1926 para o Brasil, depois de ter regressado de Angola. Em 1930, tendo já 30 anos, regressa a Vila Flor sendo nomeado chefe da secretaria de Câmara Municipal de Vila Flor. Mantém-se nessas funções até 1970, altura em que cessa funções, por limite de idade.
Morre a 8 de Dezembro de 1993, em Lisboa, sendo sepultado em Vila Flor, no dia seguinte.
A ideia da criação de uma biblioteca municipal de leitura domiciliária começa a ganhar forma em 1947, e em 1954 inicia-se o restauro do edifício dos antigos donatários de Vila Flor, do séc. XIII, a fim de ser adaptado a biblioteca e museu. A biblioteca foi fundada em 1946 e o museu em 1957.
Se é reconhecido por todos os vilaflorenses o seu seu papel na criação e manutenção da biblioteca e do museu, pouco se tem dito do seu desempenho enquanto chefe de secretaria da Câmara Municipal. A este respeito, afirmava Guilherme Miller Guerra, em 1970, aquando da cessação de funções de Raul Sá Correia: “Quero ainda lembrar uma frase tantas vezes dita por meu pai: com colaboradores como o Raul, custa bem pouco ser presidente”.
Nesse mesmo ano renunciou à gratificação de 600$00 mensais que lhe foi atribuída, em complemento à sua reforma, pelo desempenho de director do museu. Esta gratificação tinha sido autorizada pelo Conselho de Ministros, sob proposta da Câmara Municipal de Vila Flor.
A biblioteca é pouco utilizada, apesar dos mais de 22 mil livros. Eu já recorri a ela, encontrando um grande número de livros sobre Vila Flor ou escritos por vilaflorenses, que não consegui encontrar em mais lugar nenhum. Na era da tecnologia, em que as bibliotecas deram lugar a mediatecas e ludotecas, são os dois computadores existentes no museu e com ligação à Internet, que têm uma utilização quase ininterrupta.
Quanto ao museu, são mais de 2 mil objectos, distribuídos por várias salas, tendo uma o nome de Raul de Sá Correia. Curiosamente, o acervo talvez mais valioso, e aquele que mais orgulhava Raul de Sá Correia, não está visível numa simples visita. Trata-se do arquivo da Biblioteca-Museu. Na década de 30 começou a organizar “dossiers” sobre os habitantes de Vila Flor, ascendência e descendência. Em Junho de 1946 oferece à Biblioteca Municipal mais de mil recortes de jornal que diziam respeito ao concelho de Vila Flor e suas gentes, que foi juntando desde 1931. A oferta tinha uma condição: a Câmara Municipal ficava obrigada a dar-lhe continuidade, adquirindo jornais e outras publicações que permitissem continuar o enriquecimento do conjunto.
Durante sessenta anos que Raul de Sá Correia passou a juntar "papeis", os arquivos foram alargados, novas pastas foram acrescentadas. Estão lá representados todos os vilaflorenses ilustres (com uma grande colecção de pastas para Cabral Adão), mas também políticos, escritores, intelectuais, jornalistas, actores, artistas plásticos, etc. Também lá estão pastas dedicadas a todas as freguesias do concelho e muitas dedicadas a freguesias de concelhos vizinhos, como por exemplo o de Carrazeda de Ansiães.
Este manancial de informação, embora não visível ao público, está disponível para consulta, tendo já sido utilizado por muitos estudiosos e alguns curiosos em busca da história da sua própria família. Eu tenho utilizado bastante estes arquivos na pesquisa de informação e o acesso sempre me foi facilitado. A actualização destes “dossiers” continua a fazer-se e além da pequena sala repleta de pastas, há outras arquivadas no rés-do-chão, permitindo um sem número de motivos de interesse.
Raul de Sá Correia era um homem de fé. Por isso, deve estar orgulhoso daquilo que conseguiu fazer com dedicação sem limites, até ao momento da sua morte, mas também satisfeito com a crescimento e vida patente no número de visitantes e de utilizadores que a Biblioteca-Museu continua a ter.