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30 agosto 2010
Quadros singelos
Numa casa humilde em Roios fui encontrar este bonito arranjo. Quem é pobre também tem sensibilidade, por vezes muita.
02 julho 2010
Roios - Pastor
Uma das pessoas que encontrei no passeio em Roios no dia 10 de Abril, foi um pastor de um rebanho de cabras, com quem conversei demoradamente. É sempre bom conversar com estes conhecedores profundos dos caminhos de cada freguesia. Com eles descubro muitas vezes caminhos alternativos para os meus passeios seguintes.
01 julho 2010
Um pequeno passeio de bicicleta
Alguns estranharão os meus longos passeios de bicicleta pelas aldeias do concelho, certo é que, desde há um ano para cá, não andei de bicicleta, ou melhor, andei apenas uma vez, dia 10 de Abril. O objectivo foi fazer um teste físico e, por isso, escolhi um percurso bastante fácil: ir a Roios e voltar, por estrada.
Quase mecanicamente meti uma pequena máquina fotográfica no bolso. Não fazia a mínima ideia de como ia correr o passeio, mas sempre daria para tirar algumas fotografias.
Em pleno início de Abril os olivais ganharam um tapete multicolor, com a base verde e decorado a amarelo e branco. Esse foi o espectáculo que encontrei mal deixei as primeiras casas da vila em direcção a Roios. Após algumas paragens deixei-me levar tranquilamente até à aldeia. Não senti dores e isso deu-me segurança para ir mais longe. Percorri as principais ruas da aldeia e conversei um pouco com algumas pessoas. Entusiasmado decidi subir o caminho que passa perto do marco geodésico do Maragato, e depois vai à estrada nacional, que segue para Vale Frechoso. A subida é acentuada, mas sentia-me bem. A meio da subida encontrei um agricultor de Roios, que voltava da lavoura. Mais alguns dedos de conversa e continuei. A vegetação estava exuberante e não resisti a deixar a bicicleta, por alguns instantes e seguir pelos lameiros onde corria um pequeno riacho.
Pouco depois acabou-se a bateria da máquina fotográfica. Foi o momento de me concentrar de novo no pedal. Segui pela estrada até ao Baracão, mas senti-me tão entusiasmado que segui até Samões e depois para a barragem Camilo Mendonça. São muitas as pessoas que procuram este lugar para queimarem algumas calorias ao fim da tarde. Eu também já fui até lá duas ou três vezes, mas caminhar em círculo, à volta da barragem, não faz muito meu género.
Satisfeito com o percurso feito, regressei a casa. Percorri 23 quilómetros quase sem querer, o que me abriu boas perspectivas de “voltar à estrada” em bicicleta. Também fiz algumas fotografias interessantes, apesar de cada vez mais estar habituado a transportar uma máquina fotográfica muito melhor do que a que levei no bolso.
Quase mecanicamente meti uma pequena máquina fotográfica no bolso. Não fazia a mínima ideia de como ia correr o passeio, mas sempre daria para tirar algumas fotografias.
Em pleno início de Abril os olivais ganharam um tapete multicolor, com a base verde e decorado a amarelo e branco. Esse foi o espectáculo que encontrei mal deixei as primeiras casas da vila em direcção a Roios. Após algumas paragens deixei-me levar tranquilamente até à aldeia. Não senti dores e isso deu-me segurança para ir mais longe. Percorri as principais ruas da aldeia e conversei um pouco com algumas pessoas. Entusiasmado decidi subir o caminho que passa perto do marco geodésico do Maragato, e depois vai à estrada nacional, que segue para Vale Frechoso. A subida é acentuada, mas sentia-me bem. A meio da subida encontrei um agricultor de Roios, que voltava da lavoura. Mais alguns dedos de conversa e continuei. A vegetação estava exuberante e não resisti a deixar a bicicleta, por alguns instantes e seguir pelos lameiros onde corria um pequeno riacho.
Pouco depois acabou-se a bateria da máquina fotográfica. Foi o momento de me concentrar de novo no pedal. Segui pela estrada até ao Baracão, mas senti-me tão entusiasmado que segui até Samões e depois para a barragem Camilo Mendonça. São muitas as pessoas que procuram este lugar para queimarem algumas calorias ao fim da tarde. Eu também já fui até lá duas ou três vezes, mas caminhar em círculo, à volta da barragem, não faz muito meu género.
Satisfeito com o percurso feito, regressei a casa. Percorri 23 quilómetros quase sem querer, o que me abriu boas perspectivas de “voltar à estrada” em bicicleta. Também fiz algumas fotografias interessantes, apesar de cada vez mais estar habituado a transportar uma máquina fotográfica muito melhor do que a que levei no bolso.
28 novembro 2009
Flor do Mês - Outubro de 2009
Estamos praticamente no final de Novembro e eu ainda não seleccionei a flor para representar o mês de Outubro. A minha escolha recaiu mais uma vez numa pequena flor, pouco vistosa mas que quase toda a gente conhece o nome: açafrão.
O açafrão é uma planta bolbosa, da família das Iridáceas, da qual se extrai o uma especiaria tão apreciada como cara. Para a obtenção de um quilo de açafrão são necessárias mais de 100 mil flores das quais apenas se aproveita os estigmas e estiletes.
Esta flor, de cores e aromas tão delicados, tinha que habitar este concelho que é Flor. É endémica em toda a Península Ibérica. A espécie que pode ser encontrada em flor, um pouco por todo o concelho, durante os meses de Outono é a Crocus sativus que eu tenho visto na beira dos caminhos, na bordadura de alguns lameiros ou bosques.
As fotografias foram obtidas em Roios a 17 de Outubro de 2009.
O açafrão é uma planta bolbosa, da família das Iridáceas, da qual se extrai o uma especiaria tão apreciada como cara. Para a obtenção de um quilo de açafrão são necessárias mais de 100 mil flores das quais apenas se aproveita os estigmas e estiletes.
Esta flor, de cores e aromas tão delicados, tinha que habitar este concelho que é Flor. É endémica em toda a Península Ibérica. A espécie que pode ser encontrada em flor, um pouco por todo o concelho, durante os meses de Outono é a Crocus sativus que eu tenho visto na beira dos caminhos, na bordadura de alguns lameiros ou bosques.
As fotografias foram obtidas em Roios a 17 de Outubro de 2009.
05 novembro 2009
Diospiros
No concelho de Vila Flor há alguma produção de diospiros, nomeadamente na vila onde há um pomar bastante extenso, com uma produção considerável, principalmente enquanto as geadas não têm efeitos.
A planta foi introduzida na Europa no séc. XVIII, vinda da China e do Japão. Também é conhecido por cáqui, caque ou dióspiro.
As árvores da família do diospiro são conhecidas por terem uma madeira muito dura como é o caso do ébano.
Encontrei algumas plantações de dispospiros nos arredores de Roios. As plantas ainda são jovens mas já estão carregadinhas de frutos. Foi aí que fiz algumas fotografias destes doces frutos.
A planta foi introduzida na Europa no séc. XVIII, vinda da China e do Japão. Também é conhecido por cáqui, caque ou dióspiro.
As árvores da família do diospiro são conhecidas por terem uma madeira muito dura como é o caso do ébano.
Encontrei algumas plantações de dispospiros nos arredores de Roios. As plantas ainda são jovens mas já estão carregadinhas de frutos. Foi aí que fiz algumas fotografias destes doces frutos.
04 agosto 2009
A caminhar por trás-da-serra...
No dia 28 de Julho fiz mais um passeio pedestre, desta vez em direcção a Roios. Saí pelas quatro da tarde em direcção ao alto do Facho, pela Rua do Carriço.
O dia estava quente e foi muito saboroso sentir o ar fresco do alto do monte. Nunca cansa olhar Vila Flor deste ponto alto e deixar descansar os olhos em toda a paisagem em redor. Não fui o único a pensar assim, no miradouro havia vários grupos de jovens.Depois de alguns minutos de pausa, desci às Capelas. Uma que nunca me esqueço de visitar é onde está Santo Bernardino. Até um pisco-de-peito-ruivo gosta de descansar na companhia do santo.
Apanhei o caminho que desce pelo meio do pinhal até Roios. A descer todos os santos ajudam e a frescura da sombra dos pinheiros estava bastante agradável.
Percorri, em vários sentidos, as principais ruas de Roios. Mesmo quando passo várias vezes no mesmo sítio há sempre pormenores que despertam a minha atenção. Roios é uma aldeia que gosta de se alindar e eu gosto de a ver assim, cheia de flores, mesmo em pleno Verão. Também é interessante que, quando todas as aldeias estão a abandonar os seus fontanários, em Roios tenham construído mais dois, e, ao que sei, com água de uma nascente.O meu passeio estava praticamente no início e por isso segui por um caminho que parte dos tanques de lavar a roupa em direcção ao nascente. Sempre que tenho seguido essa direcção, volto a casa com as pernas todas arranhadas pelas estevas. É difícil encontrar seguimento nos caminhos. Desta vez decidi arriscar pouco e ao fim de caminhar durante algum tempo desci à estrada que segue para Lodões.
Cortei depois à direita por um caminho que segue para o Cabeço de Santa Cruz e para Sampaio.
Pelas 18:30 estava junto ao Ribeiro de Roios, tinha percorrido 9 quilómetros e Vila Flor estava cada vez mais distante. Desisti da ideia de chegar a Sampaio e comecei a subida, de pouco mais de 200 metros de altitude, até aos 570, em Vila Flor. Escolhi um caminho totalmente desconhecido, cheio de declive. É o estradão que existe a circundar a floresta de eucaliptos que se estende até à Quinta do Caniço. Foi uma subida esgotante, em passo rápido com medo que anoitecesse e eu ainda sem atingir o Alto da Caroça. Optei por não seguir até esse ponto mais elevado e, a certa altura, desviei-me em direcção à estrada de Roios, que fui encontrar junto à Quinta de Valongo.
Já eram poucos os raios de sol que conseguiam passar pela Porta do Sol, quando cheguei a Vila Flor!Vídeo do percurso feito em Roios
Percurso
03 agosto 2009
Um passeio por Roios
Roios esteve em festa este fim-de-semana! Já que não fotografei a festa, deixo um pequeno vídeo feito com fotografias da aldeia, num passeio pedestre, que realizei no dia 28 de Julho.
Nota: Parece que a Agenda Cultural, me enganou quanto à festa que será só no próximo fim-de-semana!
31 dezembro 2008
Flor do Mês - Dezembro de 08
Em nenhum mês tive tanto trabalho em descobrir a Flor do Mês, como em Dezembro! E, ainda bem que assim foi, porque acabei por escolher a flor que não existe ou seja a não flor. Passo a explicar: para quem como eu acredita na evolução das espécies, compreende com facilidade que há milhares de anos atrás nenhum ser vivo seria como é hoje. Acontece que a flor, tal qual a conhecemos hoje, é uma adaptação altamente especializada das folhas das plantas tendo em vista a reprodução. Os meus alunos riem em surdina quando lhes digo que quando estamos a cheirar ou a cortar uma flor, estamos a cortar os órgãos sexuais das plantas. É que as flores também têm sexo, a maior parte delas tem os dois sexos!
Há milhares de anos as plantas não possuíam certamente a complexidade que hoje têm, nem ao nível da reprodução, nem ao nível do próprio sistema vascular. As plantas vulgarmente designadas Plantas sem flor, não podem ter flores mas isso não impede que a sua reprodução seja sexuada. É precisamente aqui que entra a curiosidade da escolha destas plantas no mês de Dezembro.Estas plantas chamadas cientificamente de briófitas (bryon, quer dizer musgo em grego), não têm vasos condutores de seiva, por isso não podem crescer muito. O transporte de substâncias dá-se por difusão entre as células.
Explicar a fecundação é impossível sem recorrer a uma série de “palavrões”, vou tentar ser simples, é sempre bom aprender.
Basicamente os musgos têm duas gerações, numa delas ocorre a reprodução. A parte mais verde do musgo, ou seja aquilo que normalmente estamos habituados a ver é o gametófito e aquela a que um leigo poderia chamar “flores” são os esporófitos. No topo do esporófito está uma cápsula (anterídio), que tem dentro anterozóides. É precisamente a água que faz com que essa cápsula se rompa e permitem também aos anterozoides, que são flagelados (têm um “rabinho” como os espermatozóides!) consigam nadar até à oosfera fecundando-a (os arquegônios crescem também no gametófito e cada um produz uma oosfera). A água é imprescindível neste processo, por isso a reprodução acontece no Inverno e os musgos vivem em locais sombrios, nas rochas, no chão ou nos troncos das árvores.
As fotografias foram tiradas num dia geladíssimo, 27 de Dezembro, atrás da serra e junto dos ribeiros de Roios. Estão representados quatro espécies de musgo distintas. Foi um grande desafio e fiquei muito contente com o resultado.
28 dezembro 2008
Presépio - Roios
À semelhança do ano passado, na freguesia de Roios fizeram um belíssimo presépio. Ainda pode ser admirado, junto à igreja matriz.
13 novembro 2008
Caminhada até Roios
Tenho andado tão “distraído” com algumas bilhós que têm rebentado por aí que deixo passar as minhas “reportagens” sem ao menos mostrar uma ou duas fotografias de alguns dos passeios pelo concelho.
Já lá vais mais de um mês que fiz uma larga caminhada pela serra, que se prolongou para lá de Roios, admirando uma zona bastante agreste e pouco conhecida da maioria das pessoas. Foi no dia 5 de Outubro e começou ao início da manhã. A subida ao Facho, partindo da Rua do Carriço, é um bom exercício de aquecimento. É uma boa oportunidade para apreciar o céu azul em contraste com o verde das agulhas dos pinheiros.

Depois de atingir o alto, a descida nas costas da serra, olhando Bornes é um percurso sossegado, onde o barulho da civilização pouco se faz ouvir. Pensei talvez fotografar as vinhas, ainda com uvas, mas não havia já nada por vindimar.

Contornei a aldeia de Roios, por norte, não chegando a entrar nela. Havia vários caminhos alternativos e quase ao acaso, optei por um. Conduziu-me a lado nenhum. Veio-me à memoria um dos percursos mais difíceis que já fiz por estas paragens, a 9 de Maio de 2007, quando atravessei várias quintas, acabando por chegar a Assares.

As dificuldades em seguir em frente eram mais do que muitas. Após subir a um morro para admirar as quintas em frente, bem como o Vale da Vilariça com Lodões a espreguiçar-se ao sol, decidi apanhar um caminho que me levou a Roios. A aldeia estava tranquila, possivelmente todos estavam em volta do almoço e eu também já lhe tinha vontade.

Optei por seguir o caminho mais curto para chegar a Vila Flor. Nos livros de João de Sá é muitas vezes referido o caminho que liga Vila Flor a Roios, passando pelas capelas. Nunca segui esse caminho, mas penso fazê-lo numa próxima oportunidade. Desta vez segui mesmo em linha recta, por debaixo de um linha eléctrica, onde tinham limpo o mato. É um percurso íngreme e extenuante, mas fez-me chegar às capelinhas mais rapidamente.

Para completar o percurso, subi ao miradouro e desci à Rua do Carriço, ainda a tempo de me recompor com um bom almoço.

24 outubro 2008
08 março 2008
Amendoeiras em Flor 3

Para quem se questiona se ainda vale a pena vir a Vila Flor ver as amendoeiras em flor, a minha resposta é 100% afirmativa. Este ano a floração foi bastante faseada e ainda há bonitas manchas de amendoeiras floridas no concelho e fora dele.
No fim-de-semana passado tive oportunidade de numa deslocação a Carrazeda verificar que há ainda muitas amendoeiras floridas, principalmente nas localidades de maior altitude. Também em Vila Flor e arredores há muitas flores para apreciar.

Hoje à tarde pude comprovar tirando algumas fotografias cheias de cor. O céu estava fantástico e o sol brilhante, apesar de o ar estar bastante frio. Neste momento já não são só as amendoeiras que dão perfume ao nordeste trasmontano. São também as urzes, as ameixeiras, os pessegueiros, etc. A Primavera não se contém a ameaça chegar antes da hora prevista.
A primeira e a terceira fotografia foram tiradas hoje, perto de Roios. A segunda foi tirada no dia 02 de Março, próximo do Arco.Dedico esta última fotografia a todas as mulheres, fortes e delicadas, eternas lutadoras.
28 fevereiro 2008
Alteração no programa das amendoeiras em flor

Dado o mau tempo que se verificou no passado fim-de-semana, as actividades previstas para para o dia 24 de Fevereiro foram canceladas.
O programa foi reajustado, havendo alterações quase em todos os fins-de-semana. No dia 2 de Março haverá actuação de vários grupos de dança e cantares do concelho. Uma boa manifestação de folclore que costuma cativar muita gente.Também consta no novo cartaz um passeio de cicloturismo - Amendoeiras em Flor, que apesar de já estar previsto, não aparecia no antigo cartaz afixado.
Sobre as amendoeiras em flor, apenas digo que é pena que as condições climatéricas não tenham estado mais favoráveis para se apreciar o espectáculo. Hoje fiz um passeio até Roios e muitas flores já estão a perder as pétalas. Aproveitem este fim-de-semana! Parece-me que que o pico da floração já foi atingido e há manchas de amendoeiras com um colorido muito bonito. Hoje, de tarde, o céu abriu-se. Contemplar o branco das pétalas contra o azul do céu foi como ler um soneto de Cabral Adão.
23 fevereiro 2008
Amendoeiras em Flor, em Vila Flor - Percurso 2
Receoso de que não estivesse a dar a informação correcta aos turistas que visitam a Vila Flor “na rota das amendoeiras” seguindo as indicações que eu dei, hoje fiz um dos percursos que indiquei no dia 12 de Fevereiro. Agora já há muitas amendoeiras em flor, mas, infelizmente, depois de alguns dias com um clima espectacular, o fim-de-semana adivinha-se cinzento.Já passava das quatro quando saí de casa, por isso optei Percurso 2, com 31 quilómetros, que levaria também ao Vale da Vilariça. Imprimi um mapa, peguei numa caneta florescente e saí (de carro) em direcção ao Barracão. As primeiras amendoeiras em flor apareceram na N213 logo depois de passar o cruzamento para Mirandela.
A floração ainda não está no máximo da sua pujança. Em linhas gerais, parece-me que nesta zona, a floração está pelos 30% enquanto no Vale da Vilariça já andará pelos 60%. Quando cheguei ao cruzamento para Roios, deixei aí o carro e segui a pé por um caminho à esquerda. Tal como previ, encontrei aí um bom conjunto de amendoeiras floridas. As condições climatéricas não eram as melhores, mas esforcei-me por conseguir algumas fotografias para ilustrar o passeio. Encontrei um casal que apanhava vides e passei com eles bastante tempo, conversando sobre as agruras da vida de agricultor.Voltei ao carro. Esta pequena estrada que desce até Roios não vem nos mapas. Há amendoeiras em flor até à aldeia e mesmo dentro dela. Fiz uma curta paragem junto à capela de Nossa Senhora da Graça e continuei a minha descida até Lodões. Aqui e além há bonitos exemplares de amendoeiras em flor. São pequenos ramalhetes agarradas à terra, um quase nada que cobre as rochas, alguns centímetros mais abaixo. Parece incrível que tanta beleza brote de um solo tão agreste!
Lodões deve ser das freguesias do concelho que tem mais amendoeiras. A Norte da aldeia há muitos amendoais, infelizmente quase todos abandonados. Mas, mesmo assim, as amendoeiras teimam em cobrir de pétalas brancas perfume as colinas circundantes. Também em Lodões a amendoeira é nome de rua, Rua da Amendoeira. Parei no início desta rua para fotografar umas alminhas.
Depois de deixar Lodões pela N102 (E802) em direcção a Sampaio, encontrei muitas amendoeiras floridas. Aqui sim, a floração está agora no máximo de beleza. Até Sampaio há bonitas manchas de cor.Depois de passar as Águas Bem-saúde, há alguns exemplares de amendoeira na berma da estrada que gosto de ver, com a Junqueira de fundo. Estão magníficas, mas não pude parar o carro nas curvas da estrada.
Pouco antes da ponte da Junqueira, virei à esquerda, pela N215 até Vila Flor. Há algumas amendoeiras floridas mesmo junto à estrada, mas já não tinha luz suficiente para as fotografar. Pouco antes de chegar a Vila Flor, há também alguns amendoais completamente floridos.
Fiquei satisfeito com o percurso que indiquei e que segui. Para completar a beleza da paisagem e a pureza das flores de amendoeira, só faltou um pouco de Sol e aquele céu azul que tanto gosto de fotografar. Ainda vamos ter mais alguns dias com amendoeiras em flor…
24 janeiro 2008
A matança do porco
Está um ar gelado, um nevoeiro que não deixa ver os horizontes largos que se avistam normalmente nestas paragens. Está um ambiente “de cortar à faca” e não é só na rua!
Estes dias em que só apetece estar à lareira, trazem-me recordações de outros Invernos, até do tempo da minha meninice, em que as estações tinham significado e as datas valor. Uma das recordações que deixei para trás há alguns anos, recuperei-a este ano, trata-se da matança do porco.

Eu sei que (também) este assunto não é pacífico. Já recebi algumas mensagens de pessoas escandalizadas com algumas coisas que escrevi noutros sites web sobre este assunto. Compreendo, eu próprio me afastei desse ritual pelas emoções que me provocava, apesar de a “matança” continuar a ser feita. Curiosamente já assisti este ano a mais do que uma. Apesar de todas as transformações que ocorreram, a tradicional matança do porco ainda se mantém um pouco por todas as aldeias do Nordeste. Isso leva-me a pensar que tudo o que estava a ela associado também ainda se mantém. Estando nós na terra fria (dentro da Terra Quente), não posso deixar de me lembrar da importância que o porco e o fumeiro têm em locais como Vinhais e Montalegre ou Valpaços. Também em Miranda do Douro houve uma forte campanha na adaptação e certificação de cozinhas para a produção de fumeiro com qualidade. Assim se entende que exista uma Feira de Sabores Mirandeses (2,3 e 4 de Fevereiro, que espero visitar).
Mesmo sem pretensões de rivalizar com o azeite e com o vinho, o fumeiro pode ter um papel importante e não só para consumo próprio. Como com alguma frequência alheiras de muito boa qualidade feitas em Vila Flor. Será um bom assunto para uma próxima reportagem.
Estes dias em que só apetece estar à lareira, trazem-me recordações de outros Invernos, até do tempo da minha meninice, em que as estações tinham significado e as datas valor. Uma das recordações que deixei para trás há alguns anos, recuperei-a este ano, trata-se da matança do porco.

Eu sei que (também) este assunto não é pacífico. Já recebi algumas mensagens de pessoas escandalizadas com algumas coisas que escrevi noutros sites web sobre este assunto. Compreendo, eu próprio me afastei desse ritual pelas emoções que me provocava, apesar de a “matança” continuar a ser feita. Curiosamente já assisti este ano a mais do que uma. Apesar de todas as transformações que ocorreram, a tradicional matança do porco ainda se mantém um pouco por todas as aldeias do Nordeste. Isso leva-me a pensar que tudo o que estava a ela associado também ainda se mantém. Estando nós na terra fria (dentro da Terra Quente), não posso deixar de me lembrar da importância que o porco e o fumeiro têm em locais como Vinhais e Montalegre ou Valpaços. Também em Miranda do Douro houve uma forte campanha na adaptação e certificação de cozinhas para a produção de fumeiro com qualidade. Assim se entende que exista uma Feira de Sabores Mirandeses (2,3 e 4 de Fevereiro, que espero visitar).
Mesmo sem pretensões de rivalizar com o azeite e com o vinho, o fumeiro pode ter um papel importante e não só para consumo próprio. Como com alguma frequência alheiras de muito boa qualidade feitas em Vila Flor. Será um bom assunto para uma próxima reportagem.
14 janeiro 2008
Concursos de Montras e Presépios

Tinha prometido falar sobre o concurso de presépios e concurso de montras, mas os dias foram passando e o assunto já não soa muito bem, mas o prometido é devido. Também porque toda a “publicidade” é pouca, para aqueles que se envolvem na construção e decoração de tão maravilhosos quadros.A classificação nos concursos foi a seguinte:
Concurso de Montas
1.ºPrémio – Estabelecimento Belinha- Arte e Deco Floral
2.ºPrémio – Gabinete de Contabilidade de Carlos Manuel Fernandes
2.ºPrémio – Perfumaria e Bijutaria Essência Flor
3.ºPrémio – Associação de Pais e Encarregados de Educação
4.ºPrémio – Salão de Cabeleireira Star
5.ºPrémio – Sapataria Anita

Concurso de Presépios
1.ºPrémio – Jardim-de-Infância de Santa Casa da Misericórdia
2.ºPrémio – Junta de Freguesia de Valtorno
3.ºPrémio – Agrupamento de Escuteiros 1055 S. Bartolomeu
4.ºPrémio – Fábrica da Igreja de S. Bárbara – Seixo de Manhoses
5.ºPrémio – Sementinhas da Vilariça - Assares
5.ºPrémio – Associação Cultural e Desportiva de Benlhevai
Nos dois concursos os prémios variaram entre os 200€ e os 50€. Não tive qualquer informação sobre os concorrentes nos concursos. No dia 30 de Dezembro dei uma volta nocturna pela vila fotografando os presépios e desloquei-me também a algumas aldeias. Numas fiquei alegremente surpreendido, noutras não encontrei nada. Não posso, portanto mostrar todos os vencedores mas somente aqueles que pude admirar.No que toca às montras, posso dizer que vi mesmo pouco, não tendo sequer a informação se aquelas que vi, se tinham inscrito no concurso. Em relação aos presépios, posso dizer que vi alguns. O vencedor já o divulguei no dia 30. Ocupava uma grande área relvada à frente do Jardim-de-infância da Santa Casa da Misericórdia.
O presépio do Agrupamento de Escuteiros também o mostrei na altura. O presépio classificado em segundo lugar, em Valtorno, junto à Igreja de Nossa Senhora do Castanheiro, este ano ainda estava mais bonito de que o ano passado. Parece-me que se esmeraram e foi com algum desalento que receberam o segundo prémio.Não cheguei a ver os presépios em Seixo de Manhoses, Assares e Benlhevai. Há, no entanto, outros presépios que vi e gostei bastante. Não sei se estavam inscritos no concurso. Um pôde ser admirado em Alagoa. As roupas da Sagrada Família e dos Reis Magos em plástico muito colorido dava vida ao presépio. Foi o presépio que mais me surpreendeu.
Em Roios, junto à igreja, também havia um bonito presépio.No que respeita aos concursos, não sei se alguém me “ouve”, mas gostaria de dar duas ideias: a primeira era que fosse divulgada atempadamente, podia ser no site da Câmara, a lista dos concorrentes. Pode ser que houvesse pessoas que não se importassem de passar uma noite pelas aldeias do concelho admirando esses trabalhos magníficos. Visitar os presépios só valorizava o trabalho das pessoas. A outra ideia, foi-me transmitida por um colega no Auditório do Centro Cultural aquando da entrega dos prémios. Não parece que fosse difícil, à medida que foram anunciados os vencedores, ser projectada uma fotografia das respectivas montras e presépios. Ficam estas ideias, para o futuro.
09 outubro 2007
À volta de Roios
Depois de uma subida transpirada ao alto do Facho, voltei atrás, desci a serra em direcção à Lixeira Municipal. Curiosamente alguém aproveitou a lixeira para fazer um circuito para todo o terreno!
Achei caricato os gostos, mas admirei o aproveitamento do espaço. Segui durante pouco tempo pela N214, em direcção à Trindade, mas, pouco depois, cortei pela pequena estrada que liga a Roios. Nunca tinha percorrido esta estrada de bicicleta e, com o clima tão instável, não me apetecia ir muito longe.A descida é muito rápida, mas fiz algumas paragens para saborear o Outono. Algumas vinhas ainda tinham uvas. Na bordadura das mesmas havia árvores carregadas de frutos coloridos. Os castanheiros começam a dobrar-se com o peso dos ouriços que ameaçam estourar a qualquer momento.
Num lameiro seco pelo Verão, já despertaram as tão belas quanto mortíferas flores duma planta do género Colchicum. Não sei bem se se trata da Colchicum lusitanum Brot ou da Colchicum autumnale, parentes muito próximas, ambas da família das Colchicaceae. A luz era pouca para me dedicar à macrofotografia, mas, encostei a bicicleta e deitei-me no lameiro à procura de um ângulo favorável desta beldade, também conhecida como dama-nua.
Não confundir esta planta com o açafrão (Crocus sativus).Continuei até Roios. É sempre agradável passear nesta pequena aldeia. Em muitos recantos há vasos com plantas suspensos emprestando um ar colorido e romântico. Depois de um curto passeio por algumas ruas, decidi continuar a descer em direcção a Lodões. O objectivo era subir por um antigo caminho entre a Quinta do Vale da Cal e a Quinta do Israel, que vem apanhar a estrada de Roios já bem próximo de Vila Flor. Esta parte do percurso ia ser uma verdadeira descoberta. Nunca por aí tinha passado, não fazia a mínima ideia de onde me ia meter.
Antes de chegar à Quinta do Prado de Baixo, pelos 300 metros de altitude, virei à direita. Há um caminho que segue para o Cabeço do Pereiro, por onde já passei e outro que curva para Poente em direcção à Ribeira de Roios. O caminho é bom, devia ser uma via importante há alguns anos atrás. Logo depois da ponte sobre a ribeira, há algumas ruínas. Deviam ser antigas azenhas. Há muitas silvas, é impossível explorar o local. Encontrava-me eu a rodear as construções, quando começou a chover. Aproveitei a ombreira da porta para me proteger da chuva. Passados poucos minutos pude continuar. O caminho que conduz à Quinta de Vale da Cal atravessa uma ribeira que desce desde o Alto da Caroça. É um local paradisíaco, com frondosas árvores, gigantescas, mas que não consegui identificar com exactidão. Uma pareceu-me um plátano mas há outra que merece atenção, pode ser um exemplar digno de referência no concelho e na região.
A partir deste ponto, o caminho sobe muito. Mesmo com um clima instável, a paisagem é fantástica. Em vários pontos, abandonei o caminho, para olhar com mais atenção a ribeira que passa por Vila Flor e desce ao encontro da Ribeira de Roios, saltando de pedra em pedra, em pequenas cascatas, em locais escarpados de difícil acesso. A beleza da ribeira, à distância, pode ser maior. Pelo que conheço deste curso de água, perto da Quinta de S. João, junto a Vila Flor, a água espalha um cheiro muito desagradável.
Não sei até que ponto a ETAR de Vila Flor está a realizar um bom trabalho. Felizmente ao longo do curso da ribeira, a água vai oxigenando e recuperando alguma vida.A Quinta do Israel está completamente votada ao abandono. Muitos hectares de olival reclamam cuidados e as casas, mesmo vistas à distância, ameaçam cair. Quando passo por locais como este, gosto de fazer viagens no tempo, tentando adivinhar como seria a vida nestes locais, há algumas décadas atrás. A subida é longa, deu-me tempo para viajar, saborear o silêncio, fotografar pormenores, expurgar o stress e limpar os poros abertos por enxurradas de suor.
Quando cheguei à estrada N608-1, segui em direcção a Roios durante algum tempo para ver os trabalhos de recuperação da via. Por fim, já com os últimos raios de Sol a passarem pela Porta do Sol, regressei a casa. Além da viagem dos quilómetros, 19 ao todo, houve outra viagem: de observação, sensação e introspecção. Mais do que as palavras, as fotografias mostram essas viagens.
Quilómetros do percurso: 19
Total de quilómetros em bicicleta: 1525
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