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29 março 2009

Adeus até pro ano

Quando nos despedimos do inverno deixam-nos também as bonitas paisagens cobertas de amendoeiras em flor. Podem vir muitas outras flores, mas, nenhuma desperta a paixão da amendoeira em flor. Este ano não houve muito tempo para grandes percursos, mas não é necessário ir muito longe.
As fotografias que mostrei e mostro foram captadas em Vilas Boas, Sampaio, Seixo e Arco. Ainda pensei que teria tempo para mais um passeio a Valtorno ou Candoso, mas o calor fez-se sentir a as flores desapareceram sem eu me aperceber.
Em termos de procura por parte de turistas, notou-se este ano um grande incremento. Infelizmente Vila Flor ficou fora do circuito das viagens da Amendoeira em Flor organizados pela CP. Foi pena, foram alguns milhares de pessoas que vieram nessas excursões.
O tema - Amendoeiras em Flor - foi o que mais visitantes trouxe ao Blogue, durante os meses de Fevereiro e Março.

06 março 2009

Amendoeiras, no Seixo

Este é o aspecto das amendoeiras em flor no Seixo de Manhoses. Os dias não têm estado muito favoráveis ao turismo pela natureza, mas há percursos muito bonitos que podem ser feitos de carro e que proporcionam paisagens magníficas.

26 dezembro 2008

À Descoberta, em BTT (2)


No dia 21 de Dezembro a Descoberta voltou às duas rodas. Aproveitei o Passeio organizado pelo Clube de Ciclismo de Vila Flor, de que sou sócio, para percorrer mais alguns caminhos, pelo concelho de Vila Flor.
As provas de BTT não são propriamente ocasiões propícias à admiração de bonitas paisagens ou mesmo a tirar boas fotografias. Perder um minuto para fotografar, equivale ficar na cauda do pelotão e nunca mais se recupera o atraso, principalmente para quem, como eu, descobriu as duas rodas já perto dos 40. Mas, tratando-se de um passeio, somente com sócios e amigos, o caso muda de figura.
A concentração aconteceu junto à Câmara Municipal, às 8:30 da manhã. Até o Menino Jesus, no presépio, se afundou na manjedoura, com o frio que fazia. Mas o sol brilhou! Esperava-nos um lindo dia.
Os trilhos percorridos eram meus conhecidos e já aqui tenho falado deles diversas vezes: Barragem Camilo Mendonça; Santuário de Santa Cecília; Valtorno; Seixo de Manhoses; Barragem de novo e Vila Flor.
Ao longo do percurso com aproximadamente 25 quilómetros, apreciei sobretudo um troço que ainda não conhecia, entre o quilómetro 14º e o quilómetro 18º. Já tinha estado em Valtorno, junto dos moinhos, mas não fazia ideia que havia tantos, pelo ribeiro abaixo. O trilho acompanha o ribeiro, a meia encosta, em direcção à Barragem Valtorno-Morão. Não chegámos à barragem, e o pelotão subiu a Seixo de Manhoses. Passámos num local onde se encontram nada menos do que 10 caminhos! Já várias vezes, quando estudava os mapas na Internet, me chamou à atenção esse ponto. Acho que é muito raro que aconteça uma situação destas, tantos caminhos a encontrarem-se todos num ponto! Num dos caminhos há um cruzeiro em granito.
O ritmo calmo e bem disposto imposto ao pelotão permitiu-me muitas pausas, fotografando a paisagem ou mesmo os participantes. De vários locais avistava-se o Vale da Vilariça, parecendo um imenso oceano de algodão doce. Estivemos a poucos metros de lhe tocarmos.
Já depois da uma da tarde foi servido o almoço no restaurante “O Zéquinha”.
Participaram neste passeio muitos jovens de Vila Flor, Carrazeda, Moncorvo e Macedo de Cavaleiros. Praticar BTT é um desporto que tem cada vez mais adeptos e atrai com facilidade os jovens. É saudável, em contacto com a natureza e reveste-se de uma cultura que me agrada muito. Quem bom existir em Vila Flor um clube que facilite este tipo de actividades!

Quilómetros em BTT neste percurso: 25
Total de quilómetros de bicicleta: 1922
Percurso: GPSies - Passeio de Natal

28 setembro 2008

Vila Flor - Seixo - Gavião - Arco


No dia seis de Agosto convidei alguns familiares meus para virem À Descoberta da Vila Flor. O convite incluía uma caminhada por caminhos rurais, seguida de um lanche junto da Barragem do Peneireiro. Concluo dizendo que o lanche foi um sucesso, mas a caminhada não agradou a todos. Alguns preferiram ficar na tranquilidade do bar da piscina, mas, eu e mais 7 pessoas, acabámos por fazer uma caminhada que durou mais de uma hora e meia.

Este pequeno passeio teve a virtude de me levar a pensar em fazer outros percursos, a pé, com uma distância e duração consideráveis. Eu digo muitas vezes que a bicicleta anda depressa demais, por isso só me resta mesmo caminhar.

Hoje (28/09) tracei mentalmente um percurso para fazer a pé: sair de Vila Flor em direcção à barragem do Peneireiro; seguir até ao Seixo de Manhoses; depois até à aldeia abandonada do Gavião; seguir até ao Arco e regressar a Vila Flor.

Quando saí, não fazia uma ideia exacta da distância a percorrer. Conheço bem os caminhos e não me faltavam alternativas para seguir o trajecto escolhido. O ideal seria fazer todo o percurso por caminhos rurais, mas isso iria alongá-lo.
A manhã estava luminosa, o céu sem nuvens e circulava um ar bastante frio. Deixei a Vila pelo Rua dos Louseiros. O caminho foi limpo de silvas e segui encantado com os exuberância do sumagre, que por ali abunda. Mais à frente, o caminho está algo irregular, dá-me ideia de que abriram valas para colocar uma estrutura de tubos para fazer passar cabos de fibra óptica.
A minha vontade era tomar a direcção de Samões e seguir depois até ao Santuário de Santa Cecília, mas, decidi contornar a barragem, seguir cerca de um quilómetro em direcção ao Seixo, e depois meter à direita por uma caminho rural que tanto pode levar ao Seixo, como ao Santuário, como ao marco geodésico do Concieiro.

O principal motivo de atracão nos campos são as videiras carregadas de uvas. Há uma grande quantidade delas, e todas com um excelente aspecto.
Quando dei por mim, já tinha ultrapassado o Seixo. Encontrei a estrada e desci à aldeia para fazer uma visita à Fonte Sangrinho.

Era quase meio dia quando atravessei a aldeia em direcção ao Gavião. O estreito caminho que liga o Seixo ao Gavião está ladeado de vinhas e olivais. Só o som dos meus passos perturbava o silêncio do local. Os figos invadem o caminho, caindo de maduros. Nem aves, nem rebanhos!
Nos poucos minutos que estive no Gavião a vista saciou-se do grandioso, percorrendo o vale e subindo à serra maior, de onde começaram a surgir algumas nuvens brancas.
No caminho que conduz ao Arco, foram os medronheiros que atraíram a minha atenção. As suas folhas verdes, parecem enceradas. Os frutos, raros e pequenos, não mostram ainda toda a sua cor.

À chegada ao Arco foram as hortas que me receberam. Já despidas de muitos dos seus legumes, exibem couves viçosas decoradas com cércias e dálias. Neste canto de paraíso, só o cheiro não é dos mais agradáveis.
Subi a Rua do Fundo do Povo sem que ninguém desse por mim. Nas soleiras das portas os figos secavam ao sol.
No caminho para Vila Flor aproveitei as nuvens brancas para completar o quadro das vinhas repletas de frutos. Muitas amêndoas ainda esperam nas árvores o momento de serem colhidas. Deixei de me preocupar com o tempo, a vila já se via ao longe.
Completei o meu percurso (perto de 16 Km) em cerca de quatro horas. Tenho quase a certeza que vou repeti-lo, noutras alturas, com pequenas variações, a pé, ou de bicicleta. Um ponto de interesse neste passeio de Outono, foram os frutos, em breve serão os cogumelos, a chuva, quem sabe se a neve e depois virão as flores. Nunca sabemos o que nos reserva um olhar atento, num momento sem tempo, numa vontade sem intenção.

07 janeiro 2008

Gala Cantar os Reis (4)

Continuação de: Gala Cantar os Reis (1) Gala Cantar os Reis (2) Gala Cantar os Reis (3)

Entrou a seguir a Escola de Música Zécthoven. Muitas crianças e jovens que frequentam a escola de música do prof. José Cordeiro. Bastante jovens, muitos deles estavam vestidos com trajes tradicionais. Apesar de apenas apresentarem uma canção “Boas Festas”, era um dos grupos mais esperados, principalmente pelos pais que sorriam de contentamento.

Boas Festas
Boas Festas, Boas Festas
Nós aqui viemos dar
A casa destes senhores
Se as quiser aceitar

Vinde dar-nos as janeiras
Se vontade houver de dar
Nós somos de muito longe
Não podemos cá voltar

Alegrai-vos companheiros
Qu´ eu já sinto gente a andar
É a senhora desta casa
Que nos vem a convidar

Despedida, despedida
Temos de continuar
Por esses caminhos fora
Boas Festas vamos dar



Actuou depois o Grupo de Cantares de Seixo de Manhoses, com o seu ramo cheio de laranjas e alheiras. Junto do ramo, colocaram no chão sobre um cobertor de lã, fruta, frutos secos, vinho, azeite. Cantaram “Nasceu a Alegria” e “Os três Reis como eram Santos”.

Nasceu a alegria

Coro

Nasceu a alegria
Não pode haver mais,
Que nasceu Jesus
Bendito Sejais.

Pelo um dia de Janeiro
Quando o dia amanhecia
Baptizaram o Menino
Filho da Virgem Maria.

S. José baixou por pai,
Por padrinho S. João,
Santa Isabel por madrinha,
Que lindos padrinhos são.

Lá do céu vem uma estrela
Formada na maravilha
Lá no meio do caminho
Estava a Virgem Maria.

Quando os Santos Reis souberam
Da vinda de Jesus Cristo
Aceleraram seus cavalos
Foram fazer o serviço.

Que cavaleiros são esses
Que andam à beira do rio,
São aqueles três Reis Magos
Que adoraram o menino.

Que adoraram o Menino
Cada um por sua vez
A cabana era pequena
Não cabiam todos três.

Esta casa é bonita
Forradinha a papelão,
Viva quem nela passeia
Deus lhe dê a Salvação.


Os três Reis como eram Santos
I
Ó de Casa Nobre Gente,
Escutai e ouvireis:
Das Bandas do Oriente,
São chegados os três REIS!

Coro
Os 3 Reis como eram Santos!
Uma Estrela Os Guiou!
Ao Chegarem à Cabana,
A estrela se Baixou.
II
Já os 3 REIS são Chegados,
Das Bandas do Oriente!
Visitar o Deus Menino,
Alto Deus Omnipotente!
III
Viemos dar Boas Festas,
Que são Festa de Alegria!
Já Nasceu o Deus Menino,
Filho da Virgem Maria!
IV
Quem diremos nós que viva,
Entre cravos e mais rosas
Viva o senhor Presidente
Que faz acções generosas.
V
Viemos dar Boas Festas,
Com Alegria e Amor,
Viemos Cantar os REIS,
Às gentes de Vila Flor!
VI
Quem vem aqui de tão longe,
De certo não Vos quer mal.
Viva a Gente que aqui está!
Vivam Todos em Geral!
VII
Senhora que estais lá dentro,
Sentadinha à Lareira,
Deitai a mão ao fumeiro,
E dê p´ra cá uma Alheira!
VIII
Senhora Dona de Casa,
Encostada a um cortiço,
Deite a mão ao seu Fumeiro,
E dê p’ra cá um chouricho!
IX
Senhora que estais lá dentro
Encostada ao talhão
Deitem a mão ao fumeiro.
Dêem para cá um salpicão.
X
Se nos querem dar os REIS,
Não se estejam a demorar,
Nós somos de muito longe,
Temos muito que andar!
XI
Despedida, despedida
Deu a cereja ao ramo,
Boa noite meus senhores,,
Queira Deus que de hoje a um ano.
Continuará...
Gala Cantar os Reis (5)

03 janeiro 2008

Freguesia Mistério 11

A votação na Freguesia Mistério 10 foi um pouco mais concorrida do que a anterior. Houve 38 votos distribuídos da seguinte forma:
Assares (1 voto) 4%
Nabo (4 votos) 14%
Sampaio (1) 4%
Santa Comba de Vilariça (1) 4%
Seixos de Manhoses (6) 21%
Trindade (1) 4%
Vale Frechoso (2) 7%
Vila Flor (2) 7%
Vilarinho das Azenhas (1) 4%
Vilas Boas (9) 32%
Desconheço se existe em Vilas Boas um Cristo Rei semelhante ao que está na fotografia, mas, a fotografia em questão, foi feita no Santuário de Santa Cecília no dia 24 de Novembro de 2007, portanto na freguesia de Seixo de Manhoses.
O novo desafio parece-me mais fácil. Trata-se da fachada de uma capela, que possivelmente é particular. Infelizmente não foi devidamente conservada e o seu valor arquitectónico encontra-se diminuído mas não deixa de ser interessante e está num lugar bem visível. A pergunta é: Em que freguesia podemos encontrar uma capela com esta fachada?
Participe votando.
Na margem direita do Blog

01 dezembro 2007

Freguesia mistério 10


A freguesia mistério, ou era muito difícil, ou não motivou suficientemente os visitantes do Blog para uma maior/melhor votação. Votaram 15 pessoas e apenas uma elegeu a resposta certa. A mó da fotografia, embutida na parede, encontra-se bem no centro antigo de Vila Flor, na Rua Sidónio Pais.
Espero que não percam o entusiasmo e votem na nova Freguesia Mistério (10). A fotografia apresenta uma estátua do Cristo Rei, com quase 2 metros de altura colocada num local público, bem à vista de toda a gente. Em que freguesia se podemos encontrar esta estátua? (Mais uma pista: a estátua foi inaugurada a 5 de Maio de 2002).

A distribuição dos votos da Fregesia Mistério n.º9 foi a seguinte:
Benlhevai (1) 7%
Carvalho de Egas (1) 7%
Freixiel (3) 20%
Nabo (3) 20%
Sampaio (2) 13%
Valtorno (2) 13%
Vila Flor (1) 7%
Vilarinho das Azenhas (2) 13%
Como se pode ver, apenas uma pessoa votou em Vila Flor!

Participe votando.
Na margem direita do Blog

22 outubro 2007

No Vale da Vilariça


"A Rosária já tinha posto na mesa de castanho, preto de velho, os figuitos e a aguardente do mata-bicho e começava a apanhar no Cabanal alguns guiços bem sequinhos para ir adiantando o almoço que, por volta das onze horas, devia levar ao seu homem; e até o Zé, raparigo dos seus sete anos, filho do casal, dava os últimos amanhos às costelas e pescoceiras, untando de cuspo as tranquetas dos sedenhos daqueles e experimentando as molas destas, e verificando se as formigas de ala estavam bem presas e vivas nas grileiras das armadilhas, cevadas de véspera, pois esperava fazer uma boa colheita de tralhões, rabitas, piscos e folecras. E lá vai ele com o pai, que já desce a ladeira, burricos à frente com angarelas, sacos e apetrechos vários sobre as albardas.
As margens do vale são alinhadas e bastante abruptas. Quer dos lados de Vila Flor, quer dos lados de Alfandega da Fé ou Moncorvo, desce-se muito para lá chegar. Segue ao longo da Ribeira, desde os cerros de Bornes até ao rio Douro, onde estronca em esquadria.
...
Aquelas terras são de uma fertilidade extraordinária!
E este ano, especialmente, que houve «rebofa»!
Quem conheceria aquela extensa planura cobertinha de água que transborda, vale acima, do endemoinhado Douro, muito subido pelas chuvas torrenciais de muitos dias?
Aquela água toda, com um rico nateiro de naturais e fortes adubos, dava à Vilariça o grandioso aspecto de um lago, como outrora dizem que foi, e a ubérrima seiva que vicejará nos seus belos e afamados frutos."

Excerto do livro Paisagens do Norte, escrito por Cabral Adão e publicado em 1954.
Fotografia tirada no dia 9 de Outubro, no Marco Geodésico do Navalheiro.

30 agosto 2007

De novo na estrada


De novo na estrada. Esta frase faz-me lembrar ciclismo, a volta a Portugal em bicicleta! Também me faz lembrar os cantores pimba que andam constantemente a falar em estrada. Depois de mais de um mês praticamente parado no que toca aos passeios de bicicleta pelo concelho de Vila Flor, voltei hoje “à estrada”. Não lhe “peguei” com muita convicção, há muitas indefinições quanto ao futuro (profissional), mas o peso acumulado de muitas festas em Agosto, muitos almoços e jantares com familiares e amigos, está bem evidente e exige medidas. Em termos de fotografia não houve pausa, antes pelo contrário.

Mesmo com uma bicicleta emprestada, a minha ainda não recuperou da queda no dia 18 de Julho, parti, a meio da tarde, em direcção a Seixo de Manhoses. Não havia nenhum objectivo em especial, era só mesmo para testar o físico e a bicicleta.
Num mês mudou muita coisa. As vinhas já esperam a vindima. As macieiras, pereiras e figueiras ostentam os seus coloridos frutos convidando a uma dieta mais saudável. As amêndoas já foram quase todas apanhadas, e, neste momento, procede-se ao descasque.
Nas primeiras pedaladas pude admirar o Arco e o Vale da Vilariça com algumas casas do Nabo a espreitarem.
Rapidamente cheguei a Seixo de Manhoses, as sombras já cobriam metade da aldeia. Dei um passeio por algumas das ruas mais estreitas, já minhas conhecidas e subi em direcção ao Santuário de Santa Cecília. É cansativa a subida!

No santuário notavam-se ainda alguns vestígios da festa. Tenho pena de não ter podido estar nela, mas Agosto é pequeno para tantas festas. Procurei algum lugar que me permitisse ver o horizonte em volta, mas o céu estava muito vazio e não me inspirou. Continuei até Carvalho de Egas.
Quando dei por mim, estava a subir a rua que conduz à igreja. Instintivamente escolhi aquele caminho. No altos dos montes, entre fragas nuas e restos de árvores queimadas, fui surpreendido pelo pôr-do-sol. A natureza fez silêncio. Eu, acompanhado de um pequeno pisco, sentei-me nas rochas pintadas a ouro, saboreando o momento. Em momentos como este esquecemos todo o stress que nos atormenta. Quando as sombras começaram a tomar conta dos caminhos, desci calmamente à Vila. Senti-me bem, de novo, na estrada.Quilómetros do percurso: 19
Total de quilómetros de bicicleta: 1407
Total de fotografias: Perdi a conta

22 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 8

Conjunto número 8 de candidatos às "7 Maravilhas do concelho de Vila Flor":

39 - Aldeia abandonada do Gavião, Seixo de Manhoses. Gavião está abandonada já há algumas décadas. As casas estão em ruínas , incluindo a capela. Apenas 4 ou 5 casas têm porta. Da aldeia também se têm um bonita vista para o Nabo e Vale da Vilariça.

40 - Fonte Sangrinho, Seixo de Manhoses. Trata-se duma fonte medieval, arcada situada junto do ribeiro. Apesar dos arranjos do local, tudo poderia ter melhor aspecto com alguma sensibilidade. Há tijolos, cimento e mesmo um poste eléctrico "plantado" sobre a fonte!

41 - Igreja de Santa Bárbara, Seixo de Manhoses. É uma igreja barroca com uma identidade muito própria. Tem uma torre sineira lateral, quadrangular com 4 sinos. Tanto a torre sineira como a frontaria está revestida a azulejo azul e branco. O interior está bem preservado e é muito bonito. Da igreja também se tem uma boa panorâmica de parte da aldeia.

42 - Santuário de Santa Cecília, Seixo de Manhoses. Trata-se de um arejado e espaçoso santuário que até tem um restaurante permanentemente aberto. A capela, no centro do santuário é bonita mas está sempre fechada. Há muitas mesas para merendas, sombra e água potável.

43 - Igreja da Santíssima Trindade, na Trindade. è uma igreja românica com uma bela porta principal e outra lateral. Tem uma torre sineira central de um só sino. Apesar de já me ter deslocado à trindade quase uma dezena de vezes nunca tive oportunidade de entrar na igreja.

Para votar clique aqui...

15 março 2007

Redescobir o Seixo de Manhoses


No dia 12 de Março saí de bicicleta em direcção à Barragem do Peneireiro sem grande convicção. O dia estava muito cinzento, embora quente, mas nada favorável a reportagens fotográficas. Ladeei a barragem pelo lado direito e comecei a subir em direcção ao Seixo de Manhoses por uma estreita estrada. A vida que desperta nos montes, rapidamente me afastaram da estrada. Entrei num caminho à direita e percebi que me levava ao marco geodésico do Concieiro, onde estive há pouco tempo. Logo que pude cortei à esquerda e comecei a descer perto do Ribeiro do Moinho, em direcção ao Seixo onde cheguei rapidamente. No Seixo ia ter um bom desafio fotográfico para conseguir fazer uma fotografia razoável com tantas colinas e ruas que partem em direcções totalmente opostas. O local onde me encontrava não era mau, mas havia muitas árvores e apenas via meia dúzia de casas. Deixei a Rua da Atafona, onde encontrei mais uma Escola Primária abandonada e comecei a descer em direcção pela Rua do Castelo para o centro da aldeia. No Largo de Santo António há sempre gente! Foi a quarta vez que passei no Seixo de bicicleta e vejo sempre aqui um grupo de idosos a “matar” o tempo.
Olhei em volta procurando pontos de onde conseguir uma boa panorâmica da aldeia – Não vai ser fácil. Pensei.

Passei o Lar de Santa Bárbara, edifício de maiores dimensões da aldeia e parei junto à Capela de Nossa Senhora do Rosário que encontro sempre fechada. No Largo da Capela virei à esquerda, pretendia subir a um monte a sudoeste da aldeia. Passei pela direita do Senhor dos Aflitos, pregado na cruz, surpreendido com a minha coragem. O caminho é mesmo inclinado! Em poucos metros estava a mais de 600 metros de altitude e com uma boa visão da maior parte da aldeia. Não se assemelha a nenhuma que fotografei até agora. São ruas muito inclinadas subindo e descendo em várias direcções, distribuídas por uma grande área, ocupando várias colinas. Fiquei por aqui bastante tempo, olhando e fotografando em todas as direcções.
Desci de novo à aldeia. Segui pela Rua Principal até ao Jardim-de-infância e meti pela Rua da Fisga à procura da Fonte do Sangrinho. Trata-se de uma fonte medieval da qual já ouvira falar. O local foi alvo de arranjos recentes e está muito agradável. Fiquei destroçado com um enorme poste eléctrico “plantado” mesmo por cima da fonte! Se a fonte é medieval já devia estar lá quando “plantaram” o poste, bem podiam ter escolhido outra localização.
Regressei ao centro da aldeia e segui para a Igreja. Perto da Rua da Igreja avistei lá ao fundo o que parecia um bonito ribeiro e desci um pouco. Ouvia o som da água corrente e achei que seria um lugar agradável. De facto podia ser. O ribeiro está lá, mas, a partir daquele ponto, os esgotos correm ininterruptamente para ele, descendo em banhos de espuma e lixo, saltitando de pedra em pedra numa alameda de laranjeiras.
Voltei à aldeia e segui para a igreja que estava aberta. Tirei algumas fotografias e continuei em direcção ao cemitério, para chegar ao meu terceiro ponto de observação elevado. Deixei a bicicleta e entre oliveiras e videiras subi ao Monte Grande. Ensaiei novas panorâmicas da aldeia, por entre amendoeiras em flor. Via novas ruas, mas outras tinham-se escondido.
Atrás de mim encontrei algumas ruínas que me intrigaram. Havia amontoados de pedras que mais pareciam muralhas defensivas! O monte é elevado, está a 623 metros de altitude e domina uma grande área em redor. No meio dos valados das videiras comecei a encontrar grandes pedaços de cerâmica. Já não tinha dúvidas, ali existe um antigo castro. Procurei mais evidências mas pouco mais encontrei do que grandes paredões de rochas soltas e muito cerâmica, com várias espessuras e qualidades de barro. Um guia especialista conseguiria ver muito mais.
Depois de muito deambular, voltei atrás buscar a bicicleta e segui para o marco geodésico da Cheira (227 metros de altitude), cuja localização já tinha estudado. Tinha grandes expectativas mas o estado do tempo e o adiantado da hora não estavam à altura e fiquei um pouco desiludido. Avista-se Vila Flor, parte do Arco, o Nabo e uma grande extensão do Vale da Vilariça. Nesta zona há muitas amendoeiras mas as flores já perderam as pétalas dando lugar a novas folhas que já despontam.
Voltei ao caminho e segui até à aldeia abandonada do Gavião, onde estive no meu primeiro passeio em bicicleta, em Vila Flor, a 30 de Outubro do ano passado. Alguém andou a fazer um levantamento topográfico! Será que vamos ter uma revitalização do local?
Tracei com o olhar um percurso para o regresso. Não tinha ideia se ia seguir por “bons caminhos” mas, mais uma vez, arrisquei e mais uma vez a sorte esteve do meu lado. Segui do Gavião, em linha recta em direcção ao Arco onde cheguei mais rapidamente do que eu estava à espera. Também no Arco, junto do ribeiro se situam as fossas sépticas, mas, aqui, pelo menos nesse dia, a água corria cristalina.
Subi a aldeia com a bicicleta à mão sujeitando-me às chalaças de um idoso que me confessou ter ido a Mirandela de bicicleta, ele mais a sua Maria!
Segui para Vila Flor satisfeito com o passeio: consegui meter todo o Seixo numa fotografia; encontrei um castro de desconhecia; subi a mais um marco geodésico; visitei o Gavião; fotografei o Nabo e o Arco e… já me esquecia, “almocei” no Monte Grande num “jardim” de amendoeiras em flor.

Quilómetros percorridos neste percurso: 20
Mapa do percurso
Total de quilómetros de bicicleta: 661
Total de fotografias: 13520

12 março 2007

Seixo de Manhoses ainda em flor

Fotografia: VilaFlor330
Hoje as descobertas foram lá para os lados de Seixo de Manhoses. Procurei as últimas amendoeiras em flor e, como andei por pontos altos, ainda tive tempo de estender o olhar (e objectiva) até Vila Flor, Gavião, Nabo e Arco. Foi uma tarde cheia de emoção e de belas vistas que pretendo recordar brevemente.
Deixo como amostra uma única fotografia, do Seixo de Manhoses (com Mourão – freguesia mistério no alto da serra) tão bonito como alguns residentes possivelmente nunca o viram. Tenho a certeza que se orgulham desta sua aldeia

05 fevereiro 2007

Samões - Carvalho de Egas - Seixo de Manhoses

O último passeio foi no dia 3 de Fevereiro. Não estava um dia muito convidativo, nem para andar de bicicleta, nem para tirar fotografias, mas já aprendi a passar por cima dessas questões.
Parece-me que a única localidade do concelho de Vila Flor onde ainda não estive é Macedinho, essa será a próxima etapa. Entretanto, vamos esperando que o clima melhore, quem sabe até que venha um pouco de neve, para dar novos e originais motivos para fotografar.
Parti em direcção a Samões, dia 3 de Fevereiro é dia de S. Brás, padroeiro desta simpática terra. A animação já tinha começado. Acompanhei a Fanfarra dos Bombeiros de S. João da Pesqueira pelas ruas da aldeia. A igreja, mesmo com vigilância electrónica, estava fechada e não pude ver S. Brás! Já se montava o conjunto musical para o arraial que se adivinhava “quente”. Não me pareceu o melhor dia para fotografar a aldeia. Havia mais carros estacionados do que o normal, o que pioraria as fotografias.
Segui para Carvalho de Egas. Subi a Rua da Igreja. A pequena igreja estava fechada. Alegrou-me a bonita melodia do seu relógio! Nunca tinha ouvido coisa mais bonita! Ladeei a igreja e continuei até à escola de 1.ºCiclo. Está encerrada, mas as campainhas teimam em florir antecipando a Primavera e emprestando alguma vida ao local.
Desci à estrada N214 pela Rua da Escola para voltar a deixá-la pela Rua do Centro. Há muitas casas abandonadas e em ruínas. Descobri a Capela de Nossa Senhora do Rosário e continuei pela Rua dos Bons Caminhos até à Rua da Estalagem Nova que segue para o Seixo.
Poucos minutos depois estava no Santuário de Santa Cecília. Não está muito diferente desde a última vez que por aqui estive, há quase uma década atrás, curiosamente a fotografar o casamento de um familiar.
Continuei para o Seixo de Manhoses. Pouco antes de lá chegar cortei à direita e segui pelo caminho que indica a Barragem Valtorno-Mourão. Ainda segui esse caminho por algum tempo, mas, olhando o relógio, achei melhor voltar para trás. Já não tinha tempo para ir até à barragem.
Desci até ao Seixo de Manhoses. À entrada, cortei à direita pela Rua Principal, e segui depois pelo Largo Senhor dos Aflitos até à capela. Depois de passar o Lar de Santa Bárbara, encontrei no Largo de Santo António um bom grupo de idosos a discutir política. Não é muito frequente encontrar tanta gente nas nossas aldeias!
Subi à igreja. Como quase todas as outras, estava fechada! Aproveitei para fazer algumas fotografias panorâmicas da aldeia. As chaminés já cuspiam fumo, a noite começava a estender o seu manto. Encontrei uma fonte medieval que penso tratar-se da Fonte do Sangrinho. O local está arranjado e da fonte jorra água em grande quantidade.

Continuei a subir a aldeia e tomei a estreita estrada que conduz à Barragem do Peneireiro e às Piscinas Municipais. Já com o fresco da noite a bater-me na cara, pedalei até casa onde cheguei bastante descansado, comparado com os passeios anteriores.

a 1.ª e a 2.ª fotografias são em Samões
a 3.ª, 4.ª, 5.ª e 6.º São em Carvalho de Egas
a 7.º é a Barragem Mourão-Valtorno
A 8.ª é uma panorâmica do Seixo de Manhoses.

Quilómetros percorridos neste percurso: 25
Total de quilómetros de bicicleta: 450
Total de fotografias: 6740