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19 julho 2009

VII TerraFlor; o terceiro dia (18)


O terceiro dia da VII TerraFlor iniciou-se com o colóquio Cooperativismo e adegas do Douro. Apesar do tema ser muito interessante, foram poucos os produtores que fizeram questão de estar presentes. Ainda estou a tentar perceber o que se passa e talvez volte mais tarde a falar deste assunto. Achei o colóquio interessante. Penso que foram apontadas muitas linhas de rumo que a Adega Cooperativa de Vila Flor pode seguir, não sei é se há vontade e coragem para tanto. Este colóquio, que estava previsto para todo o dia, acabou por caber na manhã, terminando perto da uma da tarde.
Às dezassete horas, com o dia muito agradável, ao contrário dos dois últimos dias feira, seria de esperar que houvesse mais gente no recinto da feira, mas os visitantes foram poucos e os expositores presentes ainda menos. Não percebo porque é que a feira abre às dezassete horas se a maioria dos expositores só aparece às dezanove.
Hoje jantei na feira em companhia da família e de um amigo. Escolhemos entrecosto com batata a murro e uma salada mista. Para sobremesa comemos melão. Fomos bem servidos, a comida estava muito saborosa e o vinho ainda mais. Só a simpatia do servente é que deixa muito a desejar (quem é de Vila Flor, sabe de quem estou a falar). O preço não foi exagerado e por isso recomendo a todos que, amanhã, façam uma refeição na feira. Também ouvi gabar um cabrito que se comia noutro restaurante.
Pelas vinte uma horas foi o lançamento do livro do vilaflorense Fernando Silva, “Raiz da Minha Essência”. Tive o prazer de conversar com o autor durante a tarde e tenho já alguns poemas seus, que, a seu tempo, serão publicados no Blogue.
A noite foi-se animando com a chegada de um grupo de bombos da Associação da Tarana. Este grupo não constava do programa!
A noite estava muito agradável e o recinto da feira estava finalmente cheio de gente. Todos os factores se conjugaram para que a noite do dia 18 fosse realmente um sucesso. Quando os Santos e Pecadores subiram ao palco já havia uma multidão à sua frente para os escutar. Estes abriram a sua “Caixa dos Segredos” e encantaram toda a gente. Os Santos e Pecadores são um grupo pop, de grande sucesso, mas não deixa de ser pop. O vocalista, Olavo Bilac, tem realmente uma voz muito peculiar e bonita, que encaixa como uma luva em sucessos como “Fala-me de amor”, “Não voltarei a ser fiel” ou “Momento final”. Estas canções são a voz do Olavo. O público animava-se em cada sucesso e com toda a banda a puxar. A certo momento largaram-se os instrumentos eléctricos, à excepção da viola baixo e o concerto virou-se para o acústico. Criou-se um ambiente mais intimista muito do agrado dos casais de namorados.
O concerto prolongou-se um pouco para além da meia noite, ninguém estava com muita vontade de deixar o recinto. Foi um verdadeiro dia de feira/festa.

Não esquecer a sondagem O que pensa do VII TerraFlor? na margem direita do Blogue.

18 julho 2009

VII TerraFlor; o segundo dia (17)

O segundo dia do TerraFlor teve animação do recinto, esteve a cardo da Companhia de Teatro Filandorra. Montaram numa barraquinha da feira a sua própria banca de venda de barro preto de Bisalhães e não havia "turista" que não fosse torturado para comprar um pote. Gosto muito de ver esta companhia de teatro e ainda me recordo da deus baco que trouxeram à feira TerraFlor em 2007. Desta vez obrigaram as pessoas a rir e a participarem, atirando as peças de barro uns aos outros, sem se partirem.
Depois veio a actuação dos EZ Special. Confesso que o nome não me dizia nada e nem tive a curiosidade de procurar saber alguma coisa. Quando me aproximei do palco verifiquei que, ao contrário do dia anterior, a assistência era muito jovens, quase só constituída por adolescentes. Sabiam as canções do grupo e cantavam-nas animadamente. Algumas músicas soaram-me a conhecidas e o seu som era muito agradável. A sua batida era forte, com o baixo e a bateria muito activas, conseguindo a colaboração do público. Curiosamente um dos ecrãs desapareceu de ontem para hoje.
A noite estava gelaaaada e era muito difícil estar com prazer no recinto. Depois da meia noite regressei a casa sem ainda ter feito uma volta completa à feira. Pode ser que amanhã consiga completar a volta.
Amanhã as actividades começam com um colóquio no Centro Cultural para análise do cooperativismo e adegas do Douro. É um tema importante, dada a situação da Adega Cooperativa de Vila Flor. É às nove da manhã.

17 julho 2009

VII TerraFlor; o primeiro dia (16)

Hoje abriu as portas a VII TerraFlor, Feira de Produtos e Sabores de Vila Flor. Num ano marcado pela crise, em que o consumo se tem retraído, faz ainda mais sentido mostrar produtos, conquistar mercado, procurar novas fontes de rendimento.A cerimónia de abertura teve lugar pelas 18 horas à entrada da feira. O presidente da autarquia, Dr. Artur Pimentel, desta vez sem a presença de qualquer representante do poder central, realçou a "presença" de dois grandes amigos: um, o presidente da câmara de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, companheiro de muitas lutas, presente pela última vez na qualidade de presidente de câmara, uma vez que não se vai recandidatar ao lugar; o outro, Jorge Gomes, exonerado à pouco do cargo de Governador Civil do distrito de Bragança, que não pode comparecer. Regozijou-se também com a presença de um grupo de estudantes vindos de Espanha, em intercâmbio com alunos de Vila Flor.
Foi o próprio presidente da edilidade que destacou o Pavilhão n.º1 como sendo o principal da feira, aquele onde se concentram os produtos e os sabores, principalmente o vinho e o azeite. Foi para esse pavilhão que toda a gente se dirigiu.
Praticamente todos os stands estavam abertos, sendo visíveis algumas diferenças em relação a edições anteriores. Pareceu-me haver mais variedade nos produtos expostos mas menos produtos agrícolas, mesmo azeite e vinho. Também há representantes de várias padarias entre as quais os dois fornos tradicionais de Vila Flor que fazem um excelente pão, a par do folar de carne, da bola de azeite, bola sovada e económicos. Também estão representados os maiores industrias do concelho como a Sousacamp e a Sumol+Compal que comercializam as águas Frize.Numa curta conversa com Luís Martins das Frutas S. Pedro (Santa Comba da Vilariça), deu para perceber que a agricultura pode ser uma actividade rentável, produzir ao mais alto nível e vender grandes mercados a bons preços também pode estar ao alcance dos produtores da região.
Quem animou a noite foi Zézé Fernandes. Este nome era totalmente desconhecido para mim, mas fiz uma busca na Internet e consegui ver alguns vídeos das suas actuações. Por isso já fazia alguma ideia do seu género musical e fiquei com boas expectativas. É a música tradicional portuguesa na sua forma mais popular. Desde viras do Minho até algumas incursões no fado, tudo a um ritmo alucinante com as concertinas e o cavaquinho a animarem a malta. Também o Zézé fez de tudo para animar. Saltou do palco, correu por entre as pessoas, provocou as novas e cantou às velhas. Tem uma potente voz, deve-se dizer, e a sua postura é realmente invulgar não se poupando a representações, jogos com as câmaras e a dançar o vira enquanto canta. Quando cheguei, pouco depois das dez da noite, ainda havia pouca gente no recinto, mas o espectáculo foi crescendo e penso que foi uma noite agradável de folclore.

Para os distraídos, há um novo desafio na margem direita do blogue: O que pensa do VII TerraFlor? Podem ser seleccionados vários itens e, mesmo depois de votar é possível alterar a votação valendo sempre a última. Tentei brincar um pouco com a situação é assim que deve ser entendida.

06 julho 2009

VII TerraFlor | feira de produtos e sabores - Progamação





Agradeço à Câmara Municipal que me fez chegar os cartazes.

TerraFlor 2009

O programa possível da VII TerraFlor | feira de produtos e sabores, cedido pelo restaurante O Galo, ontem ao almoço. Espero que até ao dia 16 circule algo mais detalhado...

24 julho 2008

20 de Julho - Chega de Bois

Terminou mais uma Feira de Produtos e Sabores, TerraFlor, já na VI edição. O acontecimento que chamou mais à atenção, a mim e muitas outras pessoas, foi a Chega de Bois.
Realizou-se no dia 20, no campo de futebol do Vila Flor. A afluência de público foi considerável e esperava-se um bom espectáculo. Realizaram-se 5 lutas de touros, nem todas do agrado do público. Já assisti a eventos semelhantes, no planalto mirandês e sei que estas lutas são bastante imprevisíveis.
Houve alguns momentos entusiasmantes, embora de curta duração. Mesmo a grande distância, registei alguns momentos, em fotografia, que agora partilho neste painel.

11 julho 2008

VI TerraFlor | feira de produtos e sabores

17 a 20 de Julho 2008 em Vila Flor
Preocupado com o meu desconhecimento do programa da VI TerraFlor, alguém teve a amabilidade de me enviar o conjunto completo dos cartazes, salvo os que ainda vão sair no decorrer da feira. Creio que foi o próprio D. Dinis! Como gosto de partilhar, estão disponíveis na margem direita do Blog. Basta clicar neles e abri-los, para que fiquem legíveis.

02 agosto 2007

TerraFlor - o meu balanço

Sempre tive a ideia de fazer uma reflexão pessoal sobre a TerraFlor 2007. Depois de uns dias de descanso, à descoberta de outras paragens, estou de mente liberta para reflectir desinteressadamente sobre o assunto.
A organização do certame coube à Câmara Municipal à DesTaQue (Associação para Desenvolvimento da Terra Quente) e à Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor. Teve ainda como parceiros um vasto conjunto de organismos, uns ligados ao Estado, outros ligados à caça, ao gado bovino e caprino, ao azeite, ao vinho e uma instituição bancária. Curiosamente ficaram de fora, como parceiros, a Adega Cooperativa de Vila Flor e a Cooperativa – Agrícola dos Olivicultores de Vila Flor e Ansiães.

Aguardei algum tempo, para ver o feedback da comunicação social sobre o evento mas não consegui encontrar nada escrito. Calculo que deve ter havido uma reunião da organização com os parceiros, no sentido de fazer o balanço do certame. Desconheço por completo as conclusões. De maneira que, tudo o que eu disser, é meramente uma opinião. A opinião de quem tentou estar presente em todos os eventos, sem pressões, nem comparações em relação a anos anteriores, visto que foi a primeira vez que estive presente.
Calculo que não seja fácil, num meio tão pequeno, organizar um evento que traga multidões. Quem ou o quê, atrai as pessoas? Como feira de produtos e sabores, eu inclinar-me-ia para os Produtos e Sabores como principais atracções. O “cabeça de cartaz” da feira, o azeite, recebeu quanto a mim o merecido destaque. Infelizmente o seminário “O sector olivícola e o Azeite Trás-os-Montes – Novos desafios” não teve a assistência que seria de esperar. É caso para dizer “só se lembram de S. Bárbara quando troveja”. O sector não tem grandes problemas e a questão ambiental não é a principal preocupação dos produtores.
Pelo contrário, o sector vitivinícola não está bem. Prepara-se legislação que pode (ou não) levar o sector ao rubro. Isto esteve patente no seminário sobre a “reforma da COM do sector vitivinícola” com boa afluência e com intervenções acaloradas. Estranhei a postura do orador representante da Adega, que numa atitude muito transmontana mas talvez pouco política, optou por mostrar o seu descontentamento passando a palavra ao orador seguinte. Devia, quanto a mim, ter aproveitado a oportunidade de se fazer ouvir. Também não percebo porque é que a Adega não esteve presente como expositor na feira. Acredito que o factor económico tenha sido importante mas a publicidade não pode ser vista como uma despesa mas como um investimento. O aluguer dos stands, para os locais, devia ser a preços mais reduzidos (ou mesmo gratuitos). Algumas instituições não estiveram presentes por acharem caro.
Calculo que a organização dos concursos de Ovelha Churra e de Cabra Serrana deve ter envolvido verbas substanciais. As despesas estiveram a cargo da organização da feira? Qual foi a participação da ANCRAS e da ANCOTEQ? Esteve presente um grande número de criadores, do concelho e de concelhos limítrofes. O espaço de exposição pareceu-me reduzido para uma boa apreciação dos animais.

A organização dos pavilhões e o aproveitamento do espaço esteve bem, embora gostássemos de ver mais representantes do concelho, principalmente no artesanato. O Vale da Vilariça estava representado em força, mas há outros produtos locais! Não me recordo de ter visto os cogumelos!
A animação musical é sempre uma questão de gosto. Quim Barreiros acabou por atrair mais gente do que o bom espectáculo do Fernando Pereira. Os Quinta do Bill já atraíram mais gente. Têm muitas actuações na região, quer em anos anteriores, quer no corrente ano. A noite do dia 15 esteve muito bem, com a actuação dos Grupos de Cantares, Banda de Música e Grupo de Música Tradicional. Quanto a mim, o local e o ambiente não eram os mais adequados ao fado, mas o desempenho dos fadistas, convidados e da terra, esteve, mais uma vez, impecável. A instalação sonora (áudio e vídeo) esteve fantástica em todos os espectáculos.
A animação do recinto é sempre importante, mas nem sempre notada. Talvez pelo meu espírito jovem e de educador, gostei dos palhaços e malabaristas do dia 12.
As actividades ligadas à caça em que estive presente, correram muito bem. Já manifestei os meus parabéns pela distribuição das diferentes provas por vários locais. A descentralização da feira só pode ser positiva. O meu destaque vai para a corrida de galgos. Muita competição, local adequado, público reduzido, o que se pode fazer?
Uma palavra para as actividades que, por falta de tempo, me passaram completamente ao lado: 1.º TerraFlor Extreme (que pelo que dizem foi um sucesso); Torneio de Tiro aos Pratos e Exposição de cães de caça.
Com o título “Feira de Produtos e Sabores” veio-me imediatamente à ideia - comida. Fiz um almoço e um jantar na feira, e, pelo menos o vinho, era do concelho. A não ser que os Sabores se esgotem no vinho e no azeite, seria de apostar no dia da cabra e do cabrito, no dia da ovelha churra, no fumeiro, na doçaria, no coelho, perdiz, etc. Espero que a promessa, para o próximo ano, de novas instalações para a restauração, venha trazer mais dinamismo a esta vertente, uma vez que de cerveja e tremoços já esteve bem servida.
Para concluir e voltando ao início: a quantidade e variedade de instituições envolvidas, só nos podem levar a pensar que tudo foi feito a pensar na promoção dos Produtos, Sabores e no próprio concelho de Vila Flor; parece-me que a meta a atingir, 20 mil visitantes, deve ter ficado a alguns milhares de distância (pelo menos de visitantes pagantes); a restauração no recinto, e quem sabe da vila, precisa de ser mais envolvida e activa no certame.
Não querendo alongar-me mais em considerações que possivelmente ninguém vai ler, renovo os parabéns pelos 4 dias de Festa. O caminho é para a frente, sempre apostando na amostra e divulgação do que melhor se pode oferecer no/do concelho, de forma a vender, para sustentar uma comunidade de pessoas que dê vida a este pequeno pedaço de terra, cheia de contrastes, de cores e sabores que eu vou continuar A DESCOBRIR.

Notas: Na segunda fotografia vemos o poeta José Navarro que lançou o livro "A luz estava acesa de vermelho", apoiado pela Câmara Municipal, numa sessão de autógrafos. O livro era oferecido aos interessados.
Na terceira fotografia vemos uma panorâmica da exposição fotográfica "Entre Oliveiras - Na Rota do Azeite Trás-os-Montes" que esteve patente no Centro Cultural de Vila Flor durante os 4 dias do certame.

Memórias da TerraFlor

No dia 15 de Julho de 2007, integrada na V TerraFlor - Feira de Produtos e Sabores, o Grupo de Cantares de Vila Flor, participou no espectáculo de encerramento da feira. Das suas canções quase todas dedicadas a Vila Flor, chamou-me à atenção esta letra adaptada à Feira, que simpaticamente o Grupo me fez chegar.
Aqui fica então mais este hino a Vila Flor.

Vila Flor és linda

Refrão
Vila Flor, és linda, gostas da tradição.
Vila Flor, tu brilhas em cada coração.
Vila Flor, menina que brilhas ao Sol-pôr,
Por isso D. Dinis te chamou de Vila Flor.

I
Vila Flor fez florir
Esta feira de sabores,
Mostrando os seus produtos
Também os seus cantores.

Vila Flor acolhedora
Todos sabemos dizer,
Ofereces o azeite
E bom vinho para beber.

Refrão

II
O Vale da Vilariça
É rico em agricultores
Hoje mostram os produtos
Na feira de sabores.

O azeite Vila Flor
É de Fama Mundial
É feito cá na terra
É o melhor de Portugal.

Refrão

16 julho 2007

TerraFlor, o quarto dia (15)


O último dia da Feira TerraFlor também esteve recheado de acontecimentos. Bem cedo rumei ao Nabo (não tão cedo como estava no programa, fui aprendendo...). No largo em frente à igreja, os caçadores matavam o bicho e ouviam algumas recomendações. Depois, todos rumaram para o local da Largada de Perdizes. Eu conhecia o local, é bem próximo do monte Godeiros onde em recentemente andei à procura de vestígios arqueológicos.
Distribuídos os caçadores, quase meia centena, esperava-se com expectativa a largada das primeiras perdizes. Reinava a boa disposição. Percebi de imediato que todos se conheciam à excepção do repórter que enervava alguns no acto de premirem o gatilho. As aves foram sendo libertadas e quase todas mortas. Era difícil passar por aquele muro de canos de caçadeira virados para o ar.
Estava perto de terminar a largada, mas achei que era hora de partir para Vila Flor, onde já deveria ter começado o XVII Concurso de Cabra Serrana e o III Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente.
De facto, o recinto destinado a estes dois concursos já se encontrava cheio de criadores, especialistas e curiosos. Os animais estavam muito concentrados, não havia espaço para a fotografia criativa.
Pouco depois das 12 horas dirigi-me à Tenda 1. O concurso Maratona do Cachecol decorreu das 14 horas do dia 14, até às 12 horas de Domingo (15)! Chegou a altura de verificar qual das concorrentes conseguiu maior dimensão, uma vez que três passaram a noite no local, acompanhadas por um elemento da segurança, tricotando afincadamente. Contas feitas, Lurdes Ferreira tinha conseguido o comprimento de 6,65 metros para somar aos quilómetros já existentes. Também foi eleita a melhor decoração da Ovelha, um concurso para crianças, que consistia em decorar o desenho de uma sorridente ovelhina. O desenho vencedor foi o da Isabel Carvalho, que decorou a sua ovelha com tons e texturas bem femininas.
Aproveitei a hora de almoço, quando todos se dirigiram para os restaurantes existente no recinto da Feira, para tirar algumas fotografias com mais tranquilidade. Os animais colaboraram. Devem ter descoberto o prazer de ser o foco dos flashs!
Almocei na feira. À minha frente estava um pastor de Valtorno e outro da Alagoa. Aproveitei para saber algumas informações úteis sobre o terreno, para os meus passeios À Descoberta.
Durante o almoço começou a chover torrencialmente, durante um curto espaço de tempo. Decidi voltar a casa para descansar um pouco.
À noite o tempo melhorou de novo. A frescura da noite não foi suficiente para atrair muita gente à Feira, mas os artistas locais arrancariam mais aplausos do que durante os anteriores três dias os artistas profissionais.
A noite iniciou-se com o Grupo de Música Tradicional da ACR de Vila Flor, seguindo-se depois o Grupo de Cantares de Vila Flor, o Grupo de Cantares de Freixiel e Banda de Música.
A apresentação esteve a cargo de Tozé Martinho, que com entusiasmo, anunciou que se ia cantar o fado. Os artistas já eram conhecidos, foram os que participaram na Noite de Fados, a 7 de Março.
As vozes afinadas dos fadistas vilaflorenses deliciaram os presentes, que os aplaudiram entusiasticamente, gritando o seu nome.
Por fim subiu ao pouco o sr. Presidente da Câmara, para o sorteio de uma Scooter, e encerrar a Feira.
Embora possa voltar a falar da TerraFlor para mostrar mais algumas das fotografias das quase mil que tirei ao longo dos 4 dias da feira, devo dizer que este acompanhamento foi possível, porque me foi dado livre-trânsito na mesma (tal como o meu amigo Li tinha sugerido). Agradeço à organização na pessoa do Eng. Fernando Barros.
Fiquei surpreendido pela quantidade de pessoas que me “reconhecia”, graças ao “À Descoberta de Vila Flor” e me tratavam com toda a simpatia.

15 julho 2007

TerraFlor, o terceiro dia (14)


O Programa para Sábado, dia 14, prometia. Pelo facto de nos encontrarmos em fim-de-semana, o início das actividades, estava previsto para as sete horas, em Samões com a Prova de Sto Huberto. Digo estava, porque às sete horas só eu compareci em Samões no local da prova, o mesmo sucedendo às 8 e às nove. Face à inexistência de qualquer indicação, vi-me obrigado a regressar a Vila Flor onde encontrei os concorrentes, tranquilos, sem pressas. Perantea tal à-vontade, aproveitei para passar pelo recinto da Feira e saber novidades sobre o 1.ºTerraFlor Extreme, mas também nenhum todo terreno se tinha feito ver por ali. Subi ao alto do miradouro da Srª da Lapa tentando aproveitar o tempo para compensar as horas de sono que me apetecia ter dormido e não dormi.
De novo em Samões, apareceram os primeiros concorrentes. Nunca tinha presenciado uma prova semelhante! Assisti à distribuição das perdizes pela área, preocupado pelo bem-estar das mesmas. Sou muito sensível quando aos animais mas fiz os possíveis por me integrar no espírito do grupo. Afinal descobrir (e matar), cinco perdizes, numa pequena área é uma tarefa bem difícil! O binómio cão, caçador evoluíam no terreno, utilizando todas as suas faculdades indiferentes aos interessantes comentários que os poucos assistentes iam tecendo. Ao todo houve 12 concorrentes e a grande maioria das perdizes teve uma segunda oportunidade conseguindo sobreviver a doze cães, doze caçadores e doze mortíferas caçadeiras!
Ali perto, bem junto ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, já se preparava a pista para a Corrida de Galgos. Este evento sim, estava bem sinalizado, embora fosse fácil encontrar o santuário.
Surpreendeu-me a estrutura montada, mas o número de animais que se encontravam por ali espalhados à sombra das árvores, justificava toda a logística. Também nunca tinha assistido a semelhante prova, pelo que tive de me inteirar do seu funcionamento. Os cães dividiam-se em dois grupos: os cachorros, com 32 inscritos, e os adultos, mais velhos, mais experientes e rápidos, com 29 inscritos. Iriam concorrer separadamente em duas categorias, Honras e Repescagem, estando ainda previstas duas Largadas à Portuguesa. É de salientar que esta prova pontuava para os Campeonatos Nacional e da Associação (Associação Galgueira e Lebreira do Norte). Estranhei a falta de divulgação que houve, face a um evento desta envergadura que movimentava dezenas de animais e seguramente centenas de pessoas Pelo que pude assistir até à uma da tarde, poucas foram as pessoas que se deslocaram ao local para assistirem às corridas, foram muitas menos do que os 61 animais em competição. Este evento teve organização do Clube de Caça e Pesca de Vila Flor, e colaboração da Câmara Municipal De Vila Flor e da Associação Galgueira e Lebreira do Norte.
Da parte de tarde compareci no Centro Cultural Adelina de Campos para participar no seminário Reforma da OCM do sector vitivinícola – A Vitivinicultura no Douro – que Futuro?”. Como oradores podíamos encontrar deputados e representantes do Instituto do Vinho do Douro e Porto, da Casa do Douro, da Adega Cooperativa de Vila Flor e da Associação de Agricultores do Nordeste Trasmontano. Surpreendeu-me o número de participantes no seminário, muito próximo de uma centena e o facto de muitos deles serem produtores de vinho. Deste evento falarei noutra altura.
A noite também se mostrou bastante animada. A companhia de Teatro Filandorra animou o recinto, ao início da noite, encarnando deuses da mitologia grega. Mais tarde, o grupo musical Quinta do Bill puseram toda a juventude a saltar.
Em número de público, arrisco dizer que havia mais gente de que no dia 13, mas a mesma ou menos do que no dia 12.
A expectativa para amanhã é grande, uma vez que a entrada será gratuita.

14 julho 2007

TerraFlor, o segundo dia (13)


As actividades do dia iniciaram-se com o 7.º Seminário temático da Agenda 21 Local do Nordeste Trasmontano, com o tema “Acrescentar valor aos produtos locais – Como inovar e aceder a mercados mais vastos?”.
À semelhança do dia 12, estiveram no Centro Cultural Adelina Campos, meia centena de participantes que assistiram a todas as exposições, apesar de estas se terem prolongado até quase às duas da tarde.
Depois da sessão de abertura pelo Eng. Fernando Barros, um representante do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reflectiu sobre “Marcas e Patentes: como consegui-las?”. Em linguagem simples e sintética, explicou os conceitos de Marca, Marca Colectiva, Logótipo, Denominação de Origem e Indicação Geográfica, recorrendo os exemplos do conhecimento de todos. Explicou também quais a entidades e responsáveis pelo registo das Marcas a nível nacional, europeu ou mundial. Apresentou as vantagens de se fazer registo da marca e reforçou a sua apresentação dizendo “Não basta ter uma boa ideia ou um bom produto, há que saber diferenciar. Não basta distinguir, há que garantir o exclusivo legal”.
O Eng. António Monteiro sobre a “Valorização e promoção dos produtos regionais” voltou a centrar a sua apresentação no azeite. Realçou de novo o potencial da região, criticando a acomodação, o conformismo, a falta de profissionalismo e mesmo a falta de interesse em volta do tema azeite, ilustrando com a pouca bibliografia sobre esta temática, comparando com outros países. Criticou também a venda a granel de azeite, de forma pouco digna para um produto com qualidade e a colocação deste produto nas grandes superfícies apoiando-se na certificação (que não garante a qualidade). Tratando-se de um produto com história, identidade e qualidade, deve ser vendido no mercado adequado, sendo necessária ajuda à produção, formação, qualificação e mesmo informação.
Pedro Lobo desenvolveu o tema “Novas Tecnologias e Mercado Global”. Tendo o cuidado de fugir da linguagem muito técnica e falando muitas vezes da sua experiência pessoal, chamou à atenção sobre a utilização da Internet, quer como montra de produtos, quer como loja virtual. Mostrou as vantagens, os receios dos consumidores e a forma de os minimizar.
O tema “Marketing e promoção: o caso do vinho” foi desenvolvido por Pedro Lobo da Vinko/Vinihold. Orientou a sua apresentação numa perspectiva de acesso ao mercado externo citando um conjunto de pontos favoráveis a Portugal, que o projectam no mundo, mostrando também alguns pontos fracos a necessitarem de ser ultrapassados: falta de uniformidade na denominação das castas, falta de consistência na qualidade, a visão de Portugal como um país produtor de Vinho Verde e Rosé, a produção em pouca escala e a pouca aposta no marketing e na promoção. A produção em pequena escala, direcciona o produto português para nichos de mercado onde a concorrência é elevada. Há necessidade de produzir vinhos com estilo moderno e frutado, com as castas tradicionais, cabendo ao produtor saber o que o mercado quer e adaptando-se, não impondo o seu produto.
João Lomba, do El Corte Inglês, salientou a necessidade da produção com qualidade, produtos que tenham escoamento, não descorando a apresentação. Informou que há uma boa representação de produtos de Trás-os-Montes na loja que representa, cerca de 40 produtos, com especial revelo para os azeites. Informou também quais são os procedimentos que devem ser usados por alguém que queira ver os seus produtos nas prateleiras do El Corte Inglês.
Durante o intervalo para o café, procedeu-se a uma votação em Produtos a Promover e Ideias de Promoção e Marketing do Produto, sugeridas no Seminário. Apesar de número de participantes não permitir grandes conclusões, verificou-se que os produtos a promover mais votados são também os mais representativos na região (à excepção das Compotas.
Os cinco Produtos a Promover mais votados foram: Azeite (33 votos), vinho (17 votos), compotas e queijo (com 9 votos cada) e artesanato (com 6 votos).

Como Ideia de Promoção e Marketing do Produto foram mais votadas as seguintes ideias: Criação da marca “Tas-os-Montes” (para vários produtos, 47 votos); comercialização de produtos regionais em lojas Gourmet (19 votos); criar uma central de recolha, embalagem e distribuição de produtos horto-frutícolas (9 votos); valorizar e promover a qualidade e certificação do azeite (8 votos) e promoção do mercado do vinho apostando na qualidade e exclusividade deste produto, bem como na sua certificação (8 votos).
Durante a tarde procedeu-se a uma visita guiada à V TerraFlor, permitindo o contacto personalizado com os produtores. Nem todos os Stands se encontravam abertos. Alguns deram a provar os bons produtos da terra: azeite e vinho. Pude verificar como estes produtos são originários de locais bem distintos do concelho: Santa Comba da Vilariça, Lodões, Seixo de Manhoses, Samões, Freixiel, Ribeirinha, quintas em volta de Vila Flor, etc. Também vimos frutos do Vale da Vilariça, com predomínio dos de Santa Comba da Vilariça.
Paralelamente à qualidade dos produtos é de realçar a simpatia dos produtores, conscientes das dificuldades mas orgulhosos das suas produções e de bem representarem Vila Flor.
À noite a animação começou com o Grupo de Gigantones de Valtorno, que assustaram verdadeiramente algumas crianças menos afoitas.
Mais tarde começou o espectáculo do Homem Espectáculo, Fernando Pereira. Como verdadeiro profissional que é, soube puxar pela pessoas, "provocando" quanto baste, valendo-se também da sua companhia feminina que animou as hostes masculinas. Curiosamente o recinto estava menos composto do que no dia 12, não aproveitando tudo o que seria possível da passagem deste verdadeiro espectáculo de luz, bom gosto, graça e música por Vila Flor.

Segundo informação do Secretariado da feira, foram vendidos aproximadamente 2500 bilhetes, menos 500 do que na noite anterior. A noite esteve muito agradável.