As festas realizadas no Cabeço, em Vilas Boas em honra de Nossa Senhora da Assunção, são das maiores de toda a região. Este ano vão realizar-se entre os dias 02 e 15 de Agosto.
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14 agosto 2009
Romaria de Nossa Senhora da Assunção - Programa
As festas realizadas no Cabeço, em Vilas Boas em honra de Nossa Senhora da Assunção, são das maiores de toda a região. Este ano vão realizar-se entre os dias 02 e 15 de Agosto.
15 julho 2009
Pelos caminhos da serra
Há quase 2 meses que a minha actividade física pelos caminhos do concelho está praticamente parada. Viajar de carro não é a mesma coisa, e, no regresso a casa, há sempre aquela sensação de pouco ter visto. Interessante é viajar a pé ou de bicicleta.
A queda de bicicleta que tive em Abril têm-me levado a descobrir outras coisas, como o sistema de saúde que não existe ou o indiferente atendimento prestado nos hospitais públicos. Não interessa muito falar disso, porque daria um (triste) romance. No Centro de Saúde de Vila Flor fui sempre bem atendido, enquanto andei a fazer curativos ao ombro, o mesmo já não se passou com a médica de família. Depois de esperar um mês e meio pela consulta, quando me atendeu, limitou-se a dizer que o caso não lhe dizia respeito, que consultasse o médico do seguro. Se eu quisesse conselhos jurídicos não ia ao médico! Perece-me que a existência do médico de família pretendia humanizar as relações entre as famílias e os centros de saúde, mas isso não acontece com os médicos que se preocupam demasiado com os seus objectivos estatísticos.
Lamentações à parte, hoje pretendo falar, e mostrar, uma caminhada que realizei no dia 22 do mês passado. Apeteceu-me andar bastante. Algumas horas a ouvir os próprios passos cansa o corpo mas descansa a mente.
Tracei mentalmente o percurso, longo, para durar à volta de seis horas: ir até Samões; descer a Freixiel; passar a serra para o Vieiro; subir a Vilas Boas e regressar a Vila Flor.
Abasteci a mochila com bastante água e alguma fruta e pus-me a caminhar. De início senti algum desânimo, perdi os momentos mais bonitos da Primavera. O que se vê pelos campos é mais um Verão antecipado, com muita, muita falta de água. Aqui, e além, as plantas levam as suas energias ao limite para completarem o ciclo e produzirem as suas sementes.
O caminho é conhecido. Partindo de Vila Flor pela rua do Loureiro atinge-se Samões em poucos minutos entrando na aldeia pela Rua do Cruzeiro, atrás da igreja. Desci ao fundo do povo pela Rua do Salgueiral e segui pelo caminho já tantas vezes percorrido até Freixiel. Os ribeiros estavam secos, os caminhos cheios de pó que mais parecia cinza! Já em Freixiel procurei um bar para me reabastecer de água, mas não antes de mais uma visita à Forca. Estava um calor abrasador. Com a mochila cheia de garrafas de água fresquinha preparei-me para percorrer um troço novo para mim, subir a serra em direcção ao Vieiro. Já estive várias vezes no alto da serra da Feiteira, mas nunca subindo pela vertente virada a Freixiel.
Passei a ribeira da na Ponte do Vieiro. Este nome vem-lhe precisamente por ser a antiga ligação a este lugar, agora praticamente abandonada. Depois de passar o campo de futebol de 11, que não é usado há muito tempo, comecei a compreender a razão porque são poucos os que por aqui passam. A subida é íngreme e esgotante. Valeu-me a sombra de algumas árvores e a água fresca que levava, caso contrário não teria conseguido chegar ao alto da montanha. O caminho pode ser utilizado por tractores ou outros veículos todo o terreno, para bicicleta será um grande desafio. Não é fácil passar dos 340 metros de altitude a mais de 600.
O cansaço não me fez esquecer a razão de estar ali, apreciar a paisagem de Freixiel e e sua evolvente. Não tive coragem de subir ao ponto mais alto, onde se encontra o marco geodésico, mas, mesmo assim, é fantástico tudo o que se avista. São montes e vales cheios de desafios, para outras caminhadas, um nunca acabar de locais interessantes para descobrir.
Do cume a vista alarga-se também para Norte, alcançando outros locais de desafio desde o Faro, o Rio Tua e o olhar perde-se pelo concelho de Mirandela, Macedo quase se conseguindo ver terras de Castela. Mas, mais próximo, quase dormindo de num ninho de giestas e granito está Vieiro. A minha vontade era descer, encosta abaixo, em sua direcção, mas o tempo começava a escassear. Fiz um desvio para Nascente, em direcção à Palhona e à estrada que desce para o Vieiro. Desta forma consegui cortar alguns quilómetros ao percurso e ganhar tempo.
Comecei junto ao enorme cruzeiro que se encontra perto da estrada, um novo troço para mim desconhecido. O objectivo era chegar a Vilas Boas. Não acertei à primeira com o caminho, mas depois de saltar algumas paredes, encontrei finalmente o rumo certo e progredi com facilidade. A certa altura encontrei uma cruz gravada numa pedra. Tenho encontrado vários semelhantes no concelho de Vila Flor e Torre de Moncorvo, mas só dentro das localidades, nas paredes das casas. Despertou-me a curiosidade ver este num local tão descampado. A minha primeira ideia é que tenha algo a ver com o caminho seguido pelos romeiros para o Cabeço. É uma possibilidade. Segui todo o caminho com atenção, mas não consegui encontrar mais nada semelhante.
Eram quase 20 horas quando cheguei a Vilas Boas. Tinha esgotado as minhas reservas de água e de energia. Encontrei um comércio aberto e repus as da água. Lentamente segui pelo caminho que conduz à Fonte de Nossa Senhora. Estavam duas idosas sentadas nos degraus da fonte a repousarem da sua caminhada. Sentei-me junto delas e fiquei a ouvi-las contar recordações de outros tempos, duma época em que a fonte era um dos pontos fulcrais do santuário. A fonte está agora melhor cuidada do que da última vez que ali estive. Incentivado pelas idosas bebi da água milagrosa na esperança que regenerasse as forças para chegar a casa. Já não subi ao santuário. O horizonte já se pintava de ouro quando subi a calçada de granito que nos leva de Vilas Boas. O frontispício da pequena capela parecia ganhar imponência à medida que o sol descia banhando-o com a sua luz cálida.
Guardei a máquina na mochila e concentrei-me no caminho. Já não havia mais luz para fotografias. Junto ao campo de futebol de Vilas Boas encontrei companhia para regressar a Vila Flor. São muitos os que se passeiam de entre Vila Flor e o Barracão, mas alguns chegam mesmo ao Cabeço! Não consegui cumprir todo o percurso que tinha planeado, mas que importa? Foi uma longa tarde de sol.
Percurso:
A queda de bicicleta que tive em Abril têm-me levado a descobrir outras coisas, como o sistema de saúde que não existe ou o indiferente atendimento prestado nos hospitais públicos. Não interessa muito falar disso, porque daria um (triste) romance. No Centro de Saúde de Vila Flor fui sempre bem atendido, enquanto andei a fazer curativos ao ombro, o mesmo já não se passou com a médica de família. Depois de esperar um mês e meio pela consulta, quando me atendeu, limitou-se a dizer que o caso não lhe dizia respeito, que consultasse o médico do seguro. Se eu quisesse conselhos jurídicos não ia ao médico! Perece-me que a existência do médico de família pretendia humanizar as relações entre as famílias e os centros de saúde, mas isso não acontece com os médicos que se preocupam demasiado com os seus objectivos estatísticos.Lamentações à parte, hoje pretendo falar, e mostrar, uma caminhada que realizei no dia 22 do mês passado. Apeteceu-me andar bastante. Algumas horas a ouvir os próprios passos cansa o corpo mas descansa a mente.
Tracei mentalmente o percurso, longo, para durar à volta de seis horas: ir até Samões; descer a Freixiel; passar a serra para o Vieiro; subir a Vilas Boas e regressar a Vila Flor.Abasteci a mochila com bastante água e alguma fruta e pus-me a caminhar. De início senti algum desânimo, perdi os momentos mais bonitos da Primavera. O que se vê pelos campos é mais um Verão antecipado, com muita, muita falta de água. Aqui, e além, as plantas levam as suas energias ao limite para completarem o ciclo e produzirem as suas sementes.
O caminho é conhecido. Partindo de Vila Flor pela rua do Loureiro atinge-se Samões em poucos minutos entrando na aldeia pela Rua do Cruzeiro, atrás da igreja. Desci ao fundo do povo pela Rua do Salgueiral e segui pelo caminho já tantas vezes percorrido até Freixiel. Os ribeiros estavam secos, os caminhos cheios de pó que mais parecia cinza! Já em Freixiel procurei um bar para me reabastecer de água, mas não antes de mais uma visita à Forca. Estava um calor abrasador. Com a mochila cheia de garrafas de água fresquinha preparei-me para percorrer um troço novo para mim, subir a serra em direcção ao Vieiro. Já estive várias vezes no alto da serra da Feiteira, mas nunca subindo pela vertente virada a Freixiel.
Passei a ribeira da na Ponte do Vieiro. Este nome vem-lhe precisamente por ser a antiga ligação a este lugar, agora praticamente abandonada. Depois de passar o campo de futebol de 11, que não é usado há muito tempo, comecei a compreender a razão porque são poucos os que por aqui passam. A subida é íngreme e esgotante. Valeu-me a sombra de algumas árvores e a água fresca que levava, caso contrário não teria conseguido chegar ao alto da montanha. O caminho pode ser utilizado por tractores ou outros veículos todo o terreno, para bicicleta será um grande desafio. Não é fácil passar dos 340 metros de altitude a mais de 600.
O cansaço não me fez esquecer a razão de estar ali, apreciar a paisagem de Freixiel e e sua evolvente. Não tive coragem de subir ao ponto mais alto, onde se encontra o marco geodésico, mas, mesmo assim, é fantástico tudo o que se avista. São montes e vales cheios de desafios, para outras caminhadas, um nunca acabar de locais interessantes para descobrir.Do cume a vista alarga-se também para Norte, alcançando outros locais de desafio desde o Faro, o Rio Tua e o olhar perde-se pelo concelho de Mirandela, Macedo quase se conseguindo ver terras de Castela. Mas, mais próximo, quase dormindo de num ninho de giestas e granito está Vieiro. A minha vontade era descer, encosta abaixo, em sua direcção, mas o tempo começava a escassear. Fiz um desvio para Nascente, em direcção à Palhona e à estrada que desce para o Vieiro. Desta forma consegui cortar alguns quilómetros ao percurso e ganhar tempo.
Comecei junto ao enorme cruzeiro que se encontra perto da estrada, um novo troço para mim desconhecido. O objectivo era chegar a Vilas Boas. Não acertei à primeira com o caminho, mas depois de saltar algumas paredes, encontrei finalmente o rumo certo e progredi com facilidade. A certa altura encontrei uma cruz gravada numa pedra. Tenho encontrado vários semelhantes no concelho de Vila Flor e Torre de Moncorvo, mas só dentro das localidades, nas paredes das casas. Despertou-me a curiosidade ver este num local tão descampado. A minha primeira ideia é que tenha algo a ver com o caminho seguido pelos romeiros para o Cabeço. É uma possibilidade. Segui todo o caminho com atenção, mas não consegui encontrar mais nada semelhante.
Eram quase 20 horas quando cheguei a Vilas Boas. Tinha esgotado as minhas reservas de água e de energia. Encontrei um comércio aberto e repus as da água. Lentamente segui pelo caminho que conduz à Fonte de Nossa Senhora. Estavam duas idosas sentadas nos degraus da fonte a repousarem da sua caminhada. Sentei-me junto delas e fiquei a ouvi-las contar recordações de outros tempos, duma época em que a fonte era um dos pontos fulcrais do santuário. A fonte está agora melhor cuidada do que da última vez que ali estive. Incentivado pelas idosas bebi da água milagrosa na esperança que regenerasse as forças para chegar a casa. Já não subi ao santuário. O horizonte já se pintava de ouro quando subi a calçada de granito que nos leva de Vilas Boas. O frontispício da pequena capela parecia ganhar imponência à medida que o sol descia banhando-o com a sua luz cálida.
Guardei a máquina na mochila e concentrei-me no caminho. Já não havia mais luz para fotografias. Junto ao campo de futebol de Vilas Boas encontrei companhia para regressar a Vila Flor. São muitos os que se passeiam de entre Vila Flor e o Barracão, mas alguns chegam mesmo ao Cabeço! Não consegui cumprir todo o percurso que tinha planeado, mas que importa? Foi uma longa tarde de sol.
Percurso:
03 julho 2009
Cruzeiro - Vilas Boas
Numa das minhas muitas passagens por Vilas Boas fiz esta fotografia de um dos vários cruzeiros que há em Vilas Boas. Este é o cruzeiro de Nossa Senhora do Rosário, da renascença, situado em frente à capela de Nossa Senhora do Rosário.Já fotografei o cruzeiro muitas vezes, mas, nesse dia, o céu estava algo de excepcional.
14 junho 2009
Procissões do dia do Corpo de Deus
Esta já não foi a primeira vez que percorri várias freguesias para fotografar as bonitas passadeiras de flores características das procissões do dia do Corpo de Deus. Não foi fácil porque algumas coincidiram no tempo, principalmente ao fim da tarde, mas, mesmo assim, fiz um bom conjunto de fotografias. Coloquei um conjunto de cada freguesia neste vídeo. Com fundo musical até é mais agradável ver passar as imagens. Está representada Vila Flor, Vilas Boas, Samões e Valtorno.O facto de haver poucas flores selvagens não foi impeditivo para não fazerem as passadeiras. A maior parte delas foi feita com flores de jardim, mas o engelho levou a que fossem utilizados outros material como as favecas das giestas (à falta das maias). Havia de tudo: dedaleiras, fetos, sabugueiro, bucho, alfazema, cedros, heras, pinpilros, serim, etc.
Estas tradições estão mais enraizadas nas aldeias mas também a vila teve a sua procissão, acompanhada com a banda e participadas com algumas dezenas de crianças que há poucos dias fizeram a sua primeira comunhão.
02 maio 2009
Freguesia Mistério 27
A Freguesia Mistério n.º26 esteve em votação durante o mês de Abril. Talvez pareça demasiado pormenor perguntar em que freguesia fica determinado portão, mas este não é um portão qualquer: quer pela sua beleza quer pela sua anormal localização.Houve 35 votações e, desde cedo, a tendência estava certa. O portão encontra-se na freguesia de Vilas Boas, mais concretamente na Quinta da Peça, onde se produz um excelente vinho, a caminho da Ribeirinha.
A votação ficou distribuída da seguinte forma:
Freixiel (1) 3%Lodões (3) 9%
Nabo (3) 9%
Samões (1) 3%
Valtorno (2) 6%
Vila Flor (9) 26%
Vilarinho das Azenhas (2) 6%
Vilas Boas (14) 40%
Este portão talvez fosse a entrada principal da quinta, mas quando foi rasgada a estrada, a entrada mudou, mas o portão ficou e ainda bem. É um cenário pictórico quando se olha o portão em direcção ascendente porque se vê recortado contra o azul do céu. Mas também é fotogénico ao fim da tarde, ou ao pôr-do-sol, recortado contra a imensidão da paisagem com serras sem fim que se sucedem até avistar o Marão. Esta quinta é rica em história, talvez eu possa um dia "descobrir" mais à cerca dela e o dos seus habitantes, já no tempo dos romanos.
A fotografia foi tirada no dia 23 de Fevereiro de 2009, depois de uma caminhada do Cachão à Ribeirinha. Vi as nuvens começarem a aparecer por detrás do Faro, quando ainda estava na Ribeirinha. Senti que ia presenciar um momento único, belo, mágico e subi estrada acima com ansiedade. Valeu a pena. Foi dos momentos fotográficos mais entusiasmantes que vivi nos quase 3 anos À Descoberta de Vila Flor.
O novo desafio é de novo uma capela. Pequena, muito cuidada, tem no centro um bem conhecido santo popular. Pode parecer fácil mas eu andei quase dois anos para a "descobrir"!
Em que freguesia podemos encontrar esta capela? Dê o seu palpite.
15 abril 2009
Papel de Parede (em azul)
Depois de uns dias de pausa, À Descoberta nos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães, estamos de volta ao ritmo normal dos dias em Vila Flor. Eu começo os dias com a cor azul, quando saio de casa e olho o Facho. "Pintei" o Blogue em tons de azul e deixo uma bonita fotografia para usar como papel de parede, enquanto não chega outro mais colorido com as tonalidades da Primavera.A fotografia foi tirada em Fevereiro quando voltava da Ribeirinha, já muito próximo de Vilas Boas.
29 março 2009
Adeus até pro ano
Quando nos despedimos do inverno deixam-nos também as bonitas paisagens cobertas de amendoeiras em flor. Podem vir muitas outras flores, mas, nenhuma desperta a paixão da amendoeira em flor. Este ano não houve muito tempo para grandes percursos, mas não é necessário ir muito longe.
As fotografias que mostrei e mostro foram captadas em Vilas Boas, Sampaio, Seixo e Arco. Ainda pensei que teria tempo para mais um passeio a Valtorno ou Candoso, mas o calor fez-se sentir a as flores desapareceram sem eu me aperceber.
Em termos de procura por parte de turistas, notou-se este ano um grande incremento. Infelizmente Vila Flor ficou fora do circuito das viagens da Amendoeira em Flor organizados pela CP. Foi pena, foram alguns milhares de pessoas que vieram nessas excursões.O tema - Amendoeiras em Flor - foi o que mais visitantes trouxe ao Blogue, durante os meses de Fevereiro e Março.
24 fevereiro 2009
Amendoeiras em flor (1)
Apesar de já haver amendoeiras em flor há mais de uma semana, só hoje tive a paz suficiente para me aproximar delas, sem pressas, para admirar o batalhão de abelhas que trabalham atarefadamente. Em volta de Vila Flor são ainda poucas as amendoeiras em flor, mas nas encostas já se encontram algumas manchas de pés floridos.
Estes exemplares que mostro fotografei-os na freguesia de Vilas Boas, já na descida para a Ribeirinha. Mesmo aqui, só menos de um quarto das amendoeiras é que já se apresenta em flor. Na estrada que desce em Meireles em direcção ao Cachão, já floriram praticamente todas as amendoeiras da beira da estrada. Os exemplares bravos (sem enxertia) são mais precoces na floração.
01 fevereiro 2009
Freguesia Mistério 24
Terminou a votação na Freguesia Mistério n.º23. Este cruzeiro é desconhecido para a maior parte das pessoas. Tentei dar algumas pistas dizendo que era uma freguesia grande e que o cruzeiro se encontrava numa rua de pouco movimento. A freguesia é Vilas Boas e a rua é a Rua da Azinheira. É necessário descer a Rua do Fundo da Vila, em direcção à Ribeirinha, e, quase no final da aldeia, junto a outro grande cruzeiro, cortar à esquerda. Poucas de dezenas de metros à frente aparece este cruzeiro, "plantado" em cima se um bloco granítico num harmonioso conjunto. Na fotografia fiz alguma "limpeza"eliminando fios eléctricos que eram visíveis. Desconheço se o cruzeiro tem algum nome específico.A votação ilustra a dificuldade em identificar este cruzeiro como pertencente à freguesia de Vilas Boas. Os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Freixiel (2) 11%Lodões (1) 6%
Nabo (4) 22%
Roios (1) 6%
Santa Comba de Vilariça (2) 11%
Vale Frechoso (1) 6%
Vila Flor (2) 11%
Vilarinho das Azenhas (1) 6%
Vilas Boas (4) 22%
O desafio da Freguesia Mistério n.º24 prende-se com as ruínas de uma capela. Já várias vezes falei dela aqui no blogue. Está em ruínas e está a ser recuperada, por isso as paredes estão tão bem cuidadas mas não tem chão nem telhado. Em que freguesia podemos encontrar as ruínas da capela que a fotografia documenta?
04 janeiro 2009
Freguesia Mistério 23
A participação na votação na Freguesia Mistério n.º 22 terminou a 31 de Dezembro. Houve 31 votações válidas com uma forte tendência para a resposta correcta. Eu já espera esta tendência, uma vez que noto um número cada vez mais elevados de visitantes do Blogue, ligados a Santa Comba da Vilariça. Essa era a resposta correcta. Aqui fica uma fotografia com a rocha completa, à frente da Junta de Freguesia de Santa Comba da Vilariça. Também fica uma fotografia com o interessante presépio que fizeram na sua cavidade. No dia que visitei Santa Comba, não havia condições atmosféricas para uma fotografia melhor, porque estava muito gelo e nevoeiro, mas, junto do presépio havia também uma grande árvore de Natal.
A votação ficou distribuída da seguinte forma:Candoso (1) 3%
Carvalho de Egas (1) 3%
Freixiel (3) 10%
Lodões (3) 10%
Nabo (1) 3%
Samões (2) 6%
Santa Comba de Vilariça (9) 29%Seixos de Manhoses (1) 3%
Trindade (3) 10%
Vila Flor (5) 16%
Vilarinho das Azenhas (1) 3%
Vilas Boas (1) 3%
O próximo desafio, Freguesia Mistério n.º23, é mais um cruzeiro. Pelo aspecto é bem antigo e está numa das maiores freguesias do concelho. Talvez pouco o conheçam, porque está numa rua de pouco movimento. Este desafio é já o anúncio de uma ideia que pretendo desenvolver em 2009. fazer um levantamento do maior número possível de cruzeiros, nichos e alminhas, existentes no concelho.
Participem votando.
13 outubro 2008
na Alquitarra, em Vilas Boas
O ciclo do vinho não ficava completo sem uma visita a um alambique de água ardente. Visitei no dia 4 de Outubro a Alquitarra, em Vilas Boas. Já tinha assistido à destilação do bagaço, mas de uma forma mais artesanal. Embora o princípio seja o mesmo, este alambique, em Vilas Boas, funciona já numa escala industrial.
Com licença para laborar durante dois meses a partir do dia um de Outubro, recebe bagaço do concelho de Vila Flor e de alguns concelhos vizinhos. O custo é de 12 euros por “potada”.O senhor Daniel Fraga foi muito atencioso e explicou-me todo o funcionamento da Alquitarra. O aquecimento é feito com casca de amêndoa, um combustível local mas nem assim barato. Muitos dos processos estão automatizados, à excepção do carregamento dos potes que é feito manualmente.
A água corre para as vasilhas verdes, é mesmo ardente, disso tirei a prova! No início é mais alcoólica mas depois a quantidade de álcool vai diminuindo. Controlando a quantidade de água é possível controlar o teor alcoólico final.
08 outubro 2008
No lagar

Nesta época de vindimas, não me tem chegado o tempo para ir ajudar ninguém. Felizmente os amigos e vizinhos, mais prestáveis do que eu, fazem com que não me tenham faltado as uvas em casa. Muitas e docinhas.

Depois da vindima, grande parte das uvas são entregues para a produção de vinhos nas adegas cooperativas, de Vila Flor e outras nos concelhos circundantes. Muitos pequenos agricultores continuam a tratar as uvas de forma tradicional, em pequenos lagares. Em Vilas Boas pude ver vários lagares desses, com uvas recém esmagadas. Apesar de esmagadas à máquina, acabam por ser trabalhadas, com pessoas a entrarem no lagar acelerando o processo.
A quantidade colhida parece não ser tanta como eu julgava, mas os agricultores estão esperançosos que a qualidade seja elevada.
07 outubro 2008
Vindimas

Este rancho vai cantar
Este rancho vai cantar
Vai para vinha vindimar
Os belos cachos dourados
Vila Flor ó linda terra
De vinhos tão afamados
O nosso vinho de mesa
É um vinho sem rival
É bem certo com certeza
Ó cachopa no Douro
Não há igual
A canção é do Rancho de Vila Flor.As fotografias foram tiradas no Sábado passado, em Vilas Boas.
01 setembro 2008
Freguesia Mistério 19
Durante o mês de Agosto foi possível fazer palpites sobre a Freguesia Mistério n.º18. Creio que não é difícil para qualquer natural do concelho de Vila Flor identificar no painel de azulejos o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. No entanto, a pergunta não era o que o painel representava, mas sim onde o podemos encontrar.Houve 51 pessoas a participarem e as escolhas ficaram distribuidas da seguinte forma:
Candoso (1) 2%
Freixiel (4) 8%
Lodões (1) 2%
Mourão (1) 2%
Nabo (2) 4%
Samões (1) 2%
Santa Comba de Vilariça (2) 4%
Seixos de Manhoses (2) 4%
Trindade (1) 2%
Vila Flor (14) 27%
Vilas Boas (22) 43%
Já percebi que muitas pessoas escolhem a sua freguesia, outras talvez não tenham percebido bem a pergunta. Embora o painel represente o santuário em Vilas Boas, o painel de azulejos pode ser encontrado numa fonte junto ao jardim de Santa Luzia, perto do final da Avenida Marechal Carmona, em Vila Flor. Não coloco a fotografia da fonte completa, porque nunca a consegui fotografar sem ter carros estacionados à frente.
O novo desafio, é mais complicado. É também um painel de azulejos, simples, mas com uma mensagem bonita.Está na rua de uma das maiores freguesias do concelho.
12 agosto 2008
Festa de Nossa Senhora da Assunção
Dia 15 de Agosto realiza-se no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, a grandiosa festa da Assunção de Nossa Senhora. Não conheço o programa das festas, mas, de acordo com a Agenda Cultural de Vila Flor, a procissão terá lugar às 17:30, à qual se seguirá possivelmente, a Eucaristia, já no santuário (como documenta a fotografia tirada em 2007). Às 24 horas do dia 15 haverá um espectáculo pirotécnico, que marcará o encerramento das festividades.Além das cerimónias do dia 15, há outras que que interessa conhecer e talvez participar: no primeiro domingo de Agosto realizou-se uma procissão com a imagem de Nossa Senhora da Assunção, do Santuário, para Vilas Boas; durante nove dias realiza-se uma novena; no dia 13, ocorre o encerramento da novena, percorrendo dois lugares da aparição (Fonte do Ribeiral e lugar do Cruzeirinho), locais praticamente desconhecidos da maior parte dos romeiros actuais.
Reportagem das festas 2007.
16 julho 2008
No Cabeço

No dia 15 de Julho fiz um curto passeio de bicicleta, juntamente com o meu filho, ao cabeço de Nossa Senhora da Assunção. Curiosamente dia 15, um mês antes do grande acontecimento que é a Festa da Senhora da Assunção, a 15 de Agosto, venerada neste santuário.
Mesmo ao fim da tarde, o calor era muito. Estávamos no alto do cabeço quando chegou aquilo a que eu chamo a hora mágica. É um momento de nostalgia, de cores quentes e grandes silêncios.
Quase dava para ouvir as abelhas que continuavam no seu trabalho infindável, acompanhadas por um batalhão de outros insectos.
Tivemos também tempo para espiar os coelhos que saíram das suas tocas e que corriam, aos grupos, em todas as direcções. Nunca vi tanto coelho na minha vida!

De regresso a casa, ainda demos mais uma espreitadela num caso raro de adaptação dos animais ao homem. Trata-se de um ninho de uma pequena ave, alvéola-branca (Motacilla alba), construído num lugar incrível! Num púcaro, pendurado numa concha, que por sua vez está também pendurada. Tudo isto num equilíbrio muito frágil, mas onde o milagre da vida já aconteceu. Os filhotes estão cada vez mais desenvolvidos e, espero, que nos próximos dias abandonem o ninho. Isto porque, estão muito acessíveis a uma série de animais predadores e até ao homem, que nem sempre tem um comportamento civilizado, em situações semelhantes.
Deixo uma fotografia do ninho, mais tarde poderei revelar o local.

Quando chegámos a casa, o céu revestiu-se de cores de oiro, realmente fantástico. Apeteceu-nos sair de novo, para admirar os tons frágeis e momentâneos com que o horizonte se pintava.
Quilómetros percorridos em BTT: 14
Total de quilómetros de bicicleta: 1848
03 julho 2008
Freguesia Mistério 17
Está na hora de desvendar a Freguesia Mistério n.º16. A votação terminou no fim do mês de Junho tendo participado, 32 pessoas. O indicador da freguesia é uma fonte. Não encontrei nenhuma referência a esta fonte, por isso, fiquei surpreendido quando por ali passei e a vi. Não é nenhuma fonte romana, mas deve ter uma idade próxima de algumas que assim são apelidadas.Esta fonte está situada junto da estrada N1156, à saída de Vilas Boas, em direcção a Meireles, pouco depois da escola do 1.ºciclo. É uma fonte arcada, em granito, com a entrada parcialmente também em granito. A metade direita da entrada vedada com uma porta de chapa pintada de verde. Nunca vi o interior. Está num nível inferior à estrada e quase passa desapercebida a quem passa de carro.
Há muitos visitantes desta página, com origem de Vilas Boas. Essa é a razão porque 25% dos votos estavam correctos. a distribuição dos votos foi a seguinte:
Assares (4) 13%Lodões (1)3%
Mourão (1)3%
Nabo (5)16%
Samões (2)6%
Sampaio (2)6%
Santa Comba de Vilariça (1) 3%
Seixos de Manhoses (2)6%
Vale Frechoso (1) 3%
Vila Flor (4) 13%
Vilarinho das Azenhas (1) 3%
Vilas Boas (8) 25%
O desafio número 17, desta série Freguesia Mistério, está representada por umas alminhas. Há muitas pelo concelho, mas todas são diferentes! Em que freguesia podemos encontrar estas alminhas? Mais uma pista: também estão junto a uma estrada nacional.
Participe votando.
Na margem direita do Blog
09 junho 2008
Olhar... e mais nada

Há momentos em que as palavras estão a mais. Basta olhar... mais nada.
Vilas Boas, 3 de Junho de 2008 (16:15)
01 junho 2008
Freguesia Mistério 16
A Freguesia Mistério 15, do mês de Maio, chegou ao fim. Foram contabilizados 35 votos distribuídos da seguinte forma:Assares (1) 3%
Benlhevai (1) 3%
Candoso (3) 9%
Freixiel (3) 9%
Lodões (3) 9%
Mourão (12) 34%
Nabo (4) 11%
Samões (3) 9%
Sampaio (1) 3%
Vila Flor (4) 11%
Apesar de desde muito cedo a tendência ter sido para a resposta certa, Mourão, verifica-se que apenas atingiu a percentagem de 34%. Mesmo assim, fiquei surpreendido com o número de respostas certas, visto Mourão ser bastante afastado das principais vias de comunicação do concelho.
O desafio que se segue é mais uma fonte.
Está praticamente ao nível do solo e é possível que passe despercebida a quem ao lado dela circula.Em que freguesia podemos encontrar esta fonte?
Participe votando.
Na margem direita do Blog
28 maio 2008
Desafiando as alturas e as estações
(27-05-2008) Já há alguns dias que não fazia um passeio em Vila Flor. As condições climatéricas não têm sido as mais favoráveis e também houve uma série de solicitações que me afastaram da Descoberta de Vila Flor.Hoje tive tempo e coragem, para desafiar o clima e as alturas, num passeio arriscado mas cheio de emoção.
Já fez um ano desde a minha primeira subida ao Cabeço de S. Cristóvão e à Serra do Faro, situados na freguesia de Vilarinho das Azenhas. Este conjunto de cabeços são, sem sombras de dúvidas, os locais mais agrestes e mais inacessíveis do concelho (além de serem os de maior altitude, só ultrapassados pelo Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa). Objectivo era apanhar um pouco de ar fresco, apreciar a paisagem das alturas e arejar a mente.
O tempo nem estava mau quando cheguei a Vilas Boas! Fiz um curto passeio pelo Largo da Lamela, para apreciar o pelourinho e dirigi-me, pela Rua da Nora em direcção a Vilarinho das Azenhas. Desta vez fui de carro. Além de chegar mais rápido ao local, posso levar a reflex digital, à qual já me habituei e que me custa dispensar.A menos de um quilómetrode deixar a aldeia, deixei o automóvel e comecei a subida a pé. Dispunha de três alternativas: a primeira era partir da Vilas Boas pelo caminho junto à queijaria e ladear as montanhas pelo lado nascente; a segunda seria apanhar a estrada de Vilarinho das Azenhas e seguir o caminho, a meia encosta, a poente dos montes; a terceira seria seguir mais ou menos o eixo Sul-Norte, atravessando sucessivamente cada um dos cabeços. Como já percorri a primeira e a segunda hipóteses, optei pela terceira, de longe a mais difícil e arriscada de todas.

O céu apresentava algumas nuvens mas havia boas abertas com sol. À medida que subia, a aldeia foi ganhando outra dimensão e o cabeço de Nossa Senhora da Assunção ficando mais próximo. Estamos na Primavera, não consigo ficar indiferente ao colorido das flores. Deixei o olival e entrei no monte que apresentava vestígios de ter sido cultivado. Havia oliveiras, amendoeiras e até algumas figueiras. Curiosamente também havia grande quantidade de alecrim! Tenho encontrado alecrim em estado selvagem ao longo do Rio Sabor, mas, em Vila Flor, foi a primeira vez que o encontrei. Encontrei também muita urze, estevas, sargaços, pinheiros, carrascos e alguns sobreiros. Quando cheguei junto da escarpa, achei que era dificuldade a mais para mim e optei por procurar uma passagem mais fácil, ladeando o cume por Poente.

Aqui encontrei grande quantidade de Gladiolus italicus. Não sei como são conhecidos em Vila Flor mas a nível nacional são conhecidas como cristas-de-galo, espadana-das-searas, calças-de-cuco ou simplesmente gladíolo. Já perderam a sua pujança máxima. Fiquei muito entusiasmado quando encontrei esta espécie pela primeira vez, em Santa Comba da Vilariça. Este ano, quando fiz a descida da Linha do Tua a pé, encontrei extensos “canteiros” de gladíolos floridos, com uma beleza rara.
Depois da primeira “escalada”, para espanto meu, o Cabeço de S. Cristóvão estava ainda mais a cima, desafiando-me com altivez. Esta montanha tem um conjunto de pelo menos cinco montes alinhados: o primeiro, sobranceiro a Vilas Boas tem 762 metros de altitude; o segundo, conhecido pelo Cabeço de S. Cristóvão, eleva-se a 792 metros; o terceiro, onde nunca estive, tem 778 metros de altitude; o quarto atinge 757 metros; o último, o maior de todos, tem 822 metros de altitude e é conhecido pela Serra do Faro.

Mesmo com bom tempo, é um grande desafio subir ao alto destes colossos rochosos. Não sabia o que me esperava, ainda estava no início dos meus tormentos. Antes que começasse a subir ao segundo cabeço, voltou a chuva. Procurei abrigo nos rochedos e pouco tempo depois a chuva parou. Recomecei a subida. A vegetação molhada depressa me encharcou a roupa e as botas e os rochedos pareciam ter sabão.
Na primeira vez que subi ao alto do Cabeço de S. Cristóvão (17-02-2007), escrevi que este era o lugar mais fantástico onde já tinha estado, em todos os meus passeios por Vila Flor. Mantenho o que disse. Mesmo com condições atmosféricas adversas, o que se avista deste ponto, é algo de cortar a respiração. Apesar de não ser o mais alto dos cabeços, são 360 graus de paisagem que vale a pena admirar.

Ali mesmo aos meus pés descobri um ninho. Pensei tratar-se de melro das rochas, mas não, era mesmo de melro comum (Tordus merula). Não foi fácil conseguir fotografá-lo.
Segui para o terceiro cabeço. Recomeçou a chover. À primeira vista achei que não conseguiria subir ao alto deste monte. É muito íngreme, com rochas nuas e extensas. Comecei a subida pelo Poente mas tive que contornar todo o monte acabando por escalá-lo por Norte. Afinal era fácil, só que eu não conhecia o local.

A minha roupa estava encharcada e a máquina fotográfica embaciada. Mantive-me no alto do cabeço a receber alguns raios de sol, que a espaços, conseguiam romper a espessa camada de nuvens. Apareceu o arco-íris sobre Meireles. Saído do Cachão, um conjunto de nuvens começou a subir o vale, passou sobre Meireles e veio enroscar-se em volta do Cabeço de Nossa Senhora da Assunção.
Pareceu-me avistar algumas ruínas encostadas a enormes blocos de rochas, desci do cabeço e dirigi-me para esse local. De facto encontrei ruínas de uma habitação com várias divisões. As paredes eram muito largas e ainda têm mais de um metro de altura. Não sei se seria um ponto de apoio para alguma prospecção mineira ou se representam algo mais antigo.

Passei ao lado do quarto cabeço. Já era muito tarde e o céu estava escuríssimo, chovia torrencialmente na Ribeirinha.
O quinto cabeço, o maior de todos é já meu conhecido. Contornei-o pelo Poente e subi facilmente ao topo, onde está um enorme marco geodésico. O nome de Faro pode significar a utilização humana para sinalização e defesa. Ali podemos encontrar paredes derrubadas, que atestam a existência de um castro. O local é perfeito: é de difícil acesso; tem no topo uma pequena plataforma, bastante regular, onde caberia um povoado de consideráveis dimensões. O problema seria: onde é que estes seres das montanhas iam buscar a água?!
Numa carqueija, encontrei mais um ninho, desta vez de uma escrevedeira (Embezina cia).Começou de novo a escurecer. Preparava-se a pior tormenta de todas. Comecei a descida lenta, porque o perigo de escorregar era muito, em direcção a Vilarinho das Azenhas. A distância até encontrar um caminho pareceu-me infinita. É extremamente difícil caminhar neste terreno mesmo quando está seco. Há muitas rochas, silvas, estevas queimadas, tudo a dificultar a progressão.
A meio da encosta tive que parar. Era impossível fazer a descida a chover daquela forma. Há um refúgio debaixo de uma enorme rocha, onde cabem várias pessoas de pé, foi aí que me abriguei. Quando a chuva diminuiu um pouco, continuei a descida. A noite aproximava-se e depois seria impossível descer.

Quando atingi o caminho recuperei a calma. Agora já sabia o rumo a tomar. Mesmo completamente encharcado e gelado, ainda tive entusiasmo para tirar algumas fotografias ao pôr-do-sol.
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