10 outubro 2006

enQuadro em azul


Hoje não tive tempo para fazer "turismo" por isso tive de recorrer ao arquivo. Não quero dar a ideia que só gosto de coisas antigas, com ar de abandono. Os motivos que fotografo são muito variados embora fotografe pouco as pessoas.
A fotografia de hoje foi conseguida no dia 05 de Outubro, um dia com um céu excepcional, a convidar à fotografia.

09 outubro 2006

A chuva chegou


Hoje o dia esteve quente. Ao cair da noite algumas núvens escuras passaram por aqui despejando alguma água em ritmo acelerado. Também alguns trovões marcaram presença, enquanto na televisão, passava uma reportagem sobre os efeitos da tromba de água em Freixo-de-Espada-à-Cinta há um mês atrás.
Rapidamente as núvens foram embora e a noite está calma e quente.

08 outubro 2006

Vamos ao Zoo


Hoje o passeio foi curto. Ainda sentimos nas pernas os efeitos da caminhada de ontem. Fomos a Carrazeda e na ida passámos pelo complexo turístico do Peneireiro. Tomei um café e demos um curto passeio pelo mini Zoo que, por sinal, está cada vez mais mini. Alguns gamos, um javali (fêmea) e um pavão que parece estar em época de mudança de penas é tudo o que se pode ver.
Sou um apaixonado por aves e já vi noutras alturas algumas espécies neste parque. As pombas são pouco exigentes e reproduzem-se com facilidade habitaram aqui durante muitos anos e eu gostava muito de as ver.
No caminho de regresso de Carrazeda fizemos um desvio por Seixo de Manhoses. Desconhecia a estrada desde o Santuário de Santa Cecília ao Seixo. A aldeia está muito próxima de Vila Flor e vai com certeza receber algumas visitas minhas.

À descoberta da Serra do Facho


Hoje foi o dia da primeira visita pelos espaços naturais de Vila Flor. Depois de almoço saímos a pé em direcção ao Intermarché de Vila Flor onde tomei um café. Seguimos depois por um caminho que parecia levar-nos ao alto da Serra do Facho mas isso não aconteceu. O caminho seguiu paralelamente à estrada, por cima de vinhas muito cuidadas e já sem uvas. Acabámos quase por chegar à Zona Industrial e decidimos subir de qualquer maneira, por caminho ou sem ele numa zona que penso ser a Quinta das Escarbas.
De facto acabámos por chegar ao alto da serra num ponto com 757 metros de altitude. O dia não estava grande coisa para fotografias, mas a vista era magnífica. Encontrámos algumas ruínas mas não deu para perceber do que se tratava. Passeámos os olhos por Samões, mais ao fundo avistava-se um pouco do Santuário da Nossa Senhora do Rosário em Freixiel e tínhamos uma vista perfeita do Santuário de Nossa Senhora da Assunção de Vilas Boas. Rodando para a direita, conseguíamos ver o Cachão, Frechas e um cantinho de Mirandela. Mais para a direita mostrava-se imponente a Serra de Bornes afagada por algumas nuvens. Mais próximo de nós avistava-se Roios e talvez Lodões, com o Vale da Vilariça estendendo-se preguiçosamente até perder de vista para Sul.
Subimos mais um pouco, agora já por um caminho recentemente limpo, até atingir o ponto mais alto da Serra, 767 metros, no marco geodésico do Facho. Aqui também há muitas pedras soltas que parecem indicar algum género de construção. Junto ao marco geodésico há uma cruz de madeira que curiosamente tem incrustados alguns quadrados de vidro espelhado. Talvez a ideia fosse que a cruz reflectisse raios de sol em direcção a Vila Flor. Daqui tem-se uma bela vista. Além da vila é interessante ver as vinhas e oliveiras que a rodeiam e estender o olhar até à Barragem do Peneireiro.
De vez em quando o sol mostrava um pouco da sua graça e aproveitei para fazer algumas fotografias de tudo que a vista alcançava.
Continuámos seguindo o mesmo caminho, pelo cume da serra, aproveitando os rochedos em vários pontos para admirarmos Vila Flor de todos os ângulos possíveis. A garrafa de água que transportávamos foi necessária, começávamos a sentir os efeitos da subida e do relevo acidentado.
Um dos melhores pontos viemos a encontrá-lo pouco antes de chegarmos ao miradouro que existe perto do Santuário da Nossa Senhora da Lapa (S. Bento). O sol estava agora mais descoberto mas já sem força. A iluminação da vila começou a acender-se. Ainda nos sentámos descobrindo pelos telhados das casas pontos nossos conhecidos. “– Aqui é a minha escola, além é a tua.” Foi quando tocou o telemóvel pela primeira vez. A mãe começava a ficar preocupada com a nossa ausência. Qual o melhor percurso para casa? Podíamos continuar, mas a lua já se via lá longe, nasceu em Mogadouro. Decidimos voltar para trás e arriscámos descer por um percurso íngreme que nos levou a uma Cooperativa de azeite com ar abandonado, já em Vila Flor.
Era noite cerrada, os pés estavam cansados. Foram mais de 4 horas a caminhar em terreno muito acidentado, saltando pedras, pisando silvas e carquejas. Este passeio levou-nos a um dos ponto mais alto de Vila Flor, encheu-nos o peito de ar e de coragem para novas descobertas.

06 outubro 2006

Uma tarde calma


Hoje passámos o primeiro feriado em Vila Flor. De tarde descemos ao centro da vila e tomámos um café na esplanada do café O Desportivo. O dia esteve luminoso (nada parecido com o de ontem) e aproveitámos para um passeio pelas avenidas, ruas e becos. O número de fotografias já ultrapassa as 800, em menos de um mês, dá uma boa média diária.
Cada dia, dependendo da disposição, da hora, da luz, as coisas parecem diferentes e sempre com alguma beleza.
As ruas estavam calmas e as lojas fechadas (com algumas excepções). Aqui e ali viam-se pessoas sentadas, principalmente idosos, conversando calmamente.
Seguindo o conselho de um visitante deste Blog, já me desloquei ao museu e fui muito bem recebido. Não o visitei porque pretendo faze-lo na companhia dos meus filhos. Aproveitei para pedir todo o género de panfletos sobre o concelho de Vila Flor uma vez que o Posto de Turismo está encerrado fazendo o museu esse papel.

04 outubro 2006

Carícia Real


Desabrochou a sécia no regaço
Do monte, sobre um plaino de verdura
E logo o Céu Azul, num terno abraço,
Abençoou a flor, vermelha e pura.

Chamou-lhe Póvoa, o Homem deu-lhe um Paço
De abóbada e colunas, deu-lhe altura
Na Lusitânia antiga, deu-lhe espaço.
E a sécia em mil sécias se depura.
A jardineira lua, com luar
As rega, e o vergel, suma delícia,
Recrudesce de graça e de esplendor.

Até que um Rei, poeta singular,
Preso do encanto, fez-lhe uma carícia:
- “Bendita sejas flor das vilas… Flor!”

Cabral Adão

Auto-retrato

02 outubro 2006

Visita... virtual

Enquanto me vou adaptando e procurando o meio de transporte adequado para partir à descoberta de Vila Flor, vou fazendo alguns passeios pela vila, ambientando-me, falando com as pessoas e conhecendo a sua face fotogénica.


Hoje fiz uma visita virtual a todo o concelho de Vila Flor, conhecendo a sua dimensão, a sua história e a suas riquezas.
Nesta visita virtual fui positivamente surpreendido pelo site da Junta de Freguesia e pelo Blog de Vila Flor em Flor, de Jofre de Lima Monteiro Alves. A informação que procurei na Internet é muito genérica: património, pontos de interesse, estrada, etc. que me facilitem a vida numa possível deslocação pelo concelho.
Fica uma listagens dos Sites a visitar, que, de alguma forma, fornecem informação sobre o concelho de Vila Flor.
Se conhecerem outros sites que possam ajudar, agradeço a indicação dos mesmos.

Acrescentados a 04-10-2006
Acrescentados a 24-03-2007

Acrescentado a 21-04-2007
Acrescentados a 23-08-2007

Acrescentado a 10-04-2008
Acrescentados em 2009
Acrescentados em 2010
Acrescentados em 2011

25 setembro 2006

Uma nova vida começa

Este blog não podia ficar pela segunda visita, na minha descoberta de Vila Flor!
Muita coisa já se passou, não vou poder resumir tudo o que aconteceu desde o dia 5 de Setembro, talvez possa referir algumas coisas mais marcantes.
No dia 11 chegámos (toda a família) a Vila Flor ao cair da noite. Dois carros carregados com o que mais de necessário nos pareceu para os primeiros dias. Claro que um computador fazia parte da “mobília” necessária, mas a ligação à Internet não existia. Depois da descarga feita, procurámos um restaurante para jantarmos. O Pala do Conde é aqui perto. Nunca tínhamos lá estado e a primeira impressão foi agradável, se esquecermos o tamanho exagerado das mesas que acaba por afastar as pessoas.
Mesmo cansados, não quisemos voltar a casa sem um pequeno passeio nocturno pela Vila. Era a nossa primeira noite em Vila Flor e nunca mais se ia repetir. Não tínhamos máquina fotográfica connosco, o telemóvel registou alguns momentos.
A noite foi quente e longa, cheia de barulhos dos vizinhos, de sons de cães, galinhas e patos, fazendo-nos sentir num ambiente rural mas, no contexto, desconfortável.
De noite olhei a Vila do alto da marquise. A vista é bonita com a Praça do 7.º Centenário, um lindo jardim, a meus pés, e lá ao fundo, a igreja matriz, iluminada erguendo-se a acima da pequenez das casas. Lá longe, como pirilampos, cintilam as luzes de Moncorvo, terra de recordações, de história, também marco importante na minha (nossa) história.
No desconforto da noite, aproveitei a madrugada para ver o sol nascer, lá para os lados da Senhora da Lapa.
O dia 12 foi de trabalho e pouco vou contar embora também faça parte da minha descoberta de Vila Flor. Vou ser mais ponderado nos julgamentos porque é necessário tempo para descobrir os porquês das coisas numa organização complexa, cheia de interesses, onde caí por capricho de um computador.
Ao fim da tarde senti-me cansado e sem forças para mais descobertas.
No domingo, dia 17, também estivemos por cá. Almoçámos num restaurante novo (para nós) chamado D. Castro. Espaçoso, com muitos clientes, mas com pouco aconchego.
Demos um passeio pela avenida, deserta, mas com um romântico som acordeão de fundo. Não resisti a conhecer o sr. Crisóstomo que vibra inundando algumas ruas da vila com o bonito som do seu acordeão. Foi a melhor coisa que descobri nesse do domingo.

05 setembro 2006

Segunda visita a Vila Flor

No dia 4 de Setembro voltámos a Vila Flor. Digo voltámos porque desta vez foi a família toda, Eulália, Rafael, António e eu.
Apesar de todas as peripécias que têm acompanhado o concurso de professores, a nossa vontade realizou-se e vamos poder manter-nos juntos em Vila Flor (assim esperamos).
Depois da reunião da manhã, mais um passeio pelas ruas da vila a pé (apesar do calor insuportável).
Visitámos velhos conhecidos, a igreja o Fórum (é assim que se chama?) e a rua principal. Procurámos um restaurante novo mas alguns estão encerrados para férias e acabámos por ter que optar pelo Tony. Não tínhamos boas recordações deste restaurante. Afinal as coisas não mudaram assim tanto... saímos do restaurantes descontentes com a comida e com o serviço.
Ao início da tarde aproveitei para mostrar a Escola EB2,3/S ao Rafael uma vez que será esta que irá frequentar no próximo ano.
Sentámo-nos à sombra junto ao pavilhão B. Como as escolas são tranquilas! Sempre gostei de apreciar a vila das salas do 2.ºandar. Um pouco como os alunos, por vezes o meu espírito passava voando pelas janelas e planava sobre a vila. Como será este ano?
Depois de despachados da escola procurámos uma casa/apartamento para alugar. Vimos várias alternativas boas mas bastante dispendiosas e nada ficou decidido.
Voltámos a casa já tarde. O António dormiu os 130 quilómetros percorridos. O cansaço era muito, também tivemos que nos levantar cedo para fazermos a viagem.

Dia da Apresentação em Vila Flor

No dia 01 de Setembro de 2006 apresentei-me na Escola EB2,3/S de Vila Flor onde vou leccionar no ano lectivo de 2006-2007.
Depois de preencher os formulários necessários, sobrou tempo para um pequeno passeio pela Vila, tirando algumas fotografias e comparando a Vila com aquela que deixei há 9 anos atrás quando passei um ano leccionando na mesma escola.
Há alterações bem visíveis. Algumas são positivas, outras nem tanto, mas a vila continua simpática entendida ao sol abrasador destes primeiros dias de Setembro.
Os rostos ainda me pareceram quase todos conhecidos, talvez tenha sido só impressão.
Segunda feira é dia de voltar, quem sabe com a família toda para podermos passar, todos juntos, um ano À DESCOBERTA DE VILA FLOR.