21 fevereiro 2007

Assares


Assares é uma pequena freguesia do concelho de Vila Flor. Apesar de pequena, o facto de se encontrar junto ao Vale da Vilariça, fez com que o seu povoamento se perca no tempo.

Nos meus passeios já passei várias vezes por Assares mas ainda não lhe fiz a visita que merece. Fica a primeira fotografia desta bonita aldeia.

19 fevereiro 2007

Ao ritmo da natureza



A chuva voltou. Os dias estão cinzentos, não saí à descoberta. Consegui pôr as fotografias em ordem e recuperar as "reportagens" em atraso.

A primeira fotografia de hoje foi tirada na encosta sobranceira a Vila Flor, perto do miradouro, em Janeiro de 2007.

A segunda fotografia foi tirada ontem, pelo meu filho mais novo, perto de Sampaio. Também já foi contagiado com o gosto pela fotografia e pela natureza.

Perdido no Vale da Vilariça


No dia 17 de Fevereiro parti à descoberta do Vale da Vilariça. O dia não estava muito convidativo, ainda mais depois da tempestade que assolou Vila Flor no dia 16 à tarde. Decidi arriscar e desci em direcção a Sampaio. Entrei na aldeia. Não se via ninguém pelas ruas. Dirigi-me ao Largo do Pelourinho, passei pelo Posto do Turismo, um bonito edifício recuperado, parei junto à Capela do Santíssimo. Desviei-me para a esquerda de encontro à Igreja Matriz. Não encontrei nenhum ângulo agradável para fotografar a aldeia, por isso, continuei a descer. Passei pela capela e cheguei à estrada N102. Ali perto erguem-se grandes armazéns das águas Frize. Segui a indicação que aponta existirem em direcção à Ribeira da Vilariça uma Anta e uma Capela Barroca.
Fiz um pequeno desvio para recordar o local onde eram exploradas as Águas de Bem Saúde. Está tudo em ruínas. Recordo o local há 15 anos atrás, estava bem mais agradável!
Não encontrei qualquer indicação e continuei a descer por entre terrenos férteis e lamacentos, com caminhos cheios de água e sem direcção definida. Estava perdido, não havia dúvida. Estava tão próximo da Junqueira que decidi mesmo dirigir-me a essa aldeia, mas, de repente, o caminho termina na Ribeira da Vilariça que ainda tem um bom caudal. Não consegui passar. Desanimado com o caminho seguido, com a lama, com o sol que não queria aparecer, com a chuva que ameaçava, empreendi o regresso a Sampaio.
Mais uma vez decidi arriscar. Abandonei de novo o caminho e segui em direcção à Serra de Bornes pelo vale dentro.

A certa altura o céu abriu-se e um raio de sol bateu numa parede caiada. Era a capela. Larguei a bicicleta e corri para aproveitar aquele momento de luz que evidenciava a pequena capela branca perdida naquele vale bastante escuro. Começaram a cair algumas gotas de água e o arco-íris mostrou-se timidamente. O céu apresentada grandes contrastes com partes de um azul claro, nuvens brancas e outras negras que ameaçavam tempestade.
Segui, agora mais satisfeito, em direcção a Sampaio. Subi a uma estrutura de cimento de onde saem tubos de rega e aproveitei para fazer algumas (muitas) fotografias. Um tripé dava imenso jeito. As fotografias dariam uma boa panorâmica do vale.
Cheguei a Sampaio já o sol se escondia por detrás do monte repleto de eucaliptos. Sabia que ainda era cedo mas estava a anoitecer rapidamente. Dirigi-me para Lodões e comecei a subir em direcção a Roios.
De repente, começou a chover. Hesitei em continuar ou recolher-me numa cabana que encontrei. Como chovia pouco continuei. Mas, um azar nunca vem só… antes de chegar a Roios a roda traseira começou a escorregar, não tinha ar, tinha um furo!
Peguei no telemóvel, havia rede! Telefonei para casa para me irem buscar a Roios e continuei a subida com a bicicleta à mão. Felizmente que já estava perto.
Foi um passeio atribulado. Salvaram-se as fotografias que fiz no centro do vale, em 20 minutos de sol com chuva à mistura. As antas, não as encontrei. Vou informar-me melhor da sua localização e voltarei a Sampaio num dia mais favorável.

Quilómetros percorridos neste percurso: 23
Total de quilómetros de bicicleta: 562
Total de fotografias: 8740

18 fevereiro 2007

Vila Flor - Capital do Mundo

No dia 5 de Fevereiro fui surpreendido com a placa que sinaliza Vila Flor, na Trindade, indicando: VILA FLOR - CAPITAL DO MUNDO, 17 quilómetros. Achei muita piada e registei fotograficamente esta promoção.
Hoje, quando me dirigia para Podence para assistir ao Entrudo dos Chocalheiros, vi de novo a placa.
Tamanha honra não é para todos, não podia deixar de a divulgar!

17 fevereiro 2007

Benlhevai

No dia catorze de Fevereiro parti para uma visita a Benlhevai. A ideia era ir até Benlhevai, descer a Santa Comba, seguir até Lodões e subir até Vila Flor passando por Roios.


O dia estava lindo, algo frio, mas com um céu daqueles que apetece fotografar de cada vez que uma nuvem aparece recortada contra o azul.
Decidi experimentar um percurso alternativo e comecei a subir em direcção ao Facho deixando Vila Flor pela Rua de Angola. Rapidamente se atingem os 700 metros de altitude, com uma maravilhosa vista sobre Vila Flor e toda a área da Vilariça até quase à Foz do Sabor.

Foi demorada a subida. A cada metro o céu parecia mais azul! Por fim comecei a descer até chegar ao local onde se faz descargas de entulho. Apesar do lixo de todo o género a vista para o Vale da Vilariça, mais além de Roios é bonita. Mais à frente encontrei a estrada N213. Não demorei muito a voltar a parar! Encontrei algumas amendoeiras em flor, próximo do Cabeço dos Gaviões, na encosta para Meireles e por ali fiquei mais entusiasmado do que um menino com um brinquedo novo.

Apressado pelo relógio, arranquei e só parei perto do cruzamento para Vale Frechoso. A exposição desta aldeia é boa e tenho feito bastantes fotografias panorâmicas.

Foi desta vez que subi à Penha do Corvo! É um local de fácil acesso. Há um caminho, depois de subir a encosta e antes de começar a descer para Benlhevai. Este pico está a 713 metros de altitude a vale bem a pena o esforço: avista-se o vale do Rio Tua desde o Cachão até quase a Mirandela; têm-se a Serra de Bornes mesmo ali pertinho; avistam-se as serras junto a Mogadouro e ainda se tem uma bela vista do Vale da Vilariça.

Segui até Benlhevai onde estive a 24 de Janeiro. Percorri as principais ruas da aldeia demorando-me mais na Rua do Poço Andrez e Largo 1.º de Maio, onde há uma bonita fonte, a Fonte de Baixo. A igreja estava fechada, aproveitei para entrar num café e pedir uma garrafa de água. Ali ao lado está a Casa Museu da Família Vila Real, rodeada de antiguidades e a convidar a uma visita. Não tinha tempo disponível, acredito que quem junta tantas antiguidades tem também muitas histórias para contar e eu não dispunha de muito tempo para as ouvir. Vou voltar lá para as ouvir.

Depois de subir à Rua da Fonte Nova onde apreciei a Fonte da de Cima, preparei-me para partir em direcção a Santa Comba da Vilariça. Fiquei a saber no café que até há uma estrada alcatroada, embora estreita e com grande declive. De facto, o percurso é muito agradável. Os sobreiros emprestam à paisagem muito verde e muita frescura.

À chegada a Santa Comba pode admirá-la de um ângulo que desconhecia. Ainda percorri algumas ruas e cheguei à conclusão que na primeira visita que lhe fiz a deixei muito por descobrir. Os últimos raios de sol já passavam sobre as casas e projectavam-se na encosta do outro lado do vale. Tinha que me apressar.
Desisti de subir de Lodões até Roios. Mesmo com algum receio, segui até Sampaio e subi pela estrada N608. Além do declive acentuado é uma estrada muito perigosa a evitar. É estreita e tem muito trânsito. Penso que cheguei mais rápido a Vila Flor do que se tivesse seguido por Roios.

Foi um Grande passeio, senti-me muito satisfeito e as fotografias do dia estão fantásticas.

Quilómetros percorridos neste percurso: 36
Total de quilómetros de bicicleta: 539
Total de fotografias: 8151



Exposição: Vila Flor em Memória – Cortejo de Oferendas 1949-1951


Vai abrir no dia 18 de Fevereiro às 15 horas, no centro Cultural de Vila Flor uma exposição evocativa dos grandes desfiles e festas ocorridas entre 1949 e 1951, para angariação de fundos para a construção do Hospital da Santa Casa da Misericórdia. A 30 de Novembro de 1949, no chamado Cortejo de Oferendas, participaram 77 carros alegóricos representando todas as freguesias do concelho. Estiveram presentes muitos Ranchos Folclóricos que provocaram na altura uma grande movimentação frente aos Paços do Concelho que se prolongou pela noite fora. Estiveram presentes muitas personalidades importantes de Vila Flor e do governo, sendo angariados 150 contos.
Em 1951 o cortejo realizou-se a 28 de Outubro. A animação foi a mesma e faria corar de inveja qualquer manifestação que se faça nos tempos que correm.
A exposição é digna de se ver. A riqueza etnográfica da época está bem retratada, e as pessoas mais idosas reconhecem facilmente os bonitos jovens, que com galhardia, representavam a sua aldeia. Junto às fotografias estão as canções que cantaram no desfile, pequenas peças de teatro e a ementa do banquete do dia.

Pelas quinze horas, hora da abertura da exposição haverá exibição de danças tradicionais lembrando o ocorrido em 1949-1951.

Nabo


Depois de uma mensagem emocionada de Antónia Luísa, que queria muito ver aqui uma fotografia da sua terra, o Nabo, não posso resistir a mostrar esta panorâmica com um bom pedaço da aldeia.
Não substitui uma tarde de visita à aldeia que me parece ter muito para descobrir mas é uma boa imagem para "abrir o apetite".
Lá chegaremos...

No Cabeço de S. Cristovão


No dia 12 fiz um pequeno passeio por Vilas Boas. Fiz uma auscultação ao “barómetro” Próximos Passeios e decidi tentar uma subida ao Cabeço de S. Cristóvão junto a Vilas Boas.
O meu físico encontrava-se ainda em recuperação de uma caminhada no dia 10 em Brunhoso, Mogadouro, em busca de locais “perdidos” junto ao Rio Sabor, pelo que não podia fazer um grande esforço. Tentei planear o percurso num novo site que descobri e que parece ser muito bom para esta função, delinear percursos de bicicleta.
A ideia era ir até Vilas Boas, continuar na estrada para Vilarinho das Azenhas e depois gradualmente subir perto da Serra de Faro, rodear toda a cadeia de montanhas, procurar as ruínas da capela de S. Cristóvão e subir depois ao cabeço com o mesmo nome. Já depois de sair de casa alterei o percurso. Tinha que aproveitar as horas de sol e por isso decidi rodear as montanhas pelo lado direito, chegando ao cume mais rapidamente, mas sem nenhuma certeza no caminho a tomar depois da Queijaria Artesanal, em Vilas Boas.
Como noutros passeios, o difícil é avançar. A vontade de fotografar é tanta que é um pára aqui, pára ali e o tempo vai passando. Já à entrada de Vilas Boas encontrei algumas amendoeiras em flor. Aproveitei para fazer algumas fotografias da aldeia e do santuário com flores de amendoeira em primeiro plano.
Desci a aldeia até à escola de 1.ºciclo onde pensava fotografar o “Entrudo” que seria queimado mo desfile de Carnaval, em Vila Flor no dia 16. Afinal era no jardim-de-infância que estava a ser feito e acabei por não ver o “Entrudo”. Segui pela estrada em direcção a Meireles e depois, antes de começar a descer, junto à estátua de São Cristóvão (onde já tinha estado), virei à esquerda em direcção à montanha.
O caminho era agradável com uma bonita vista sobre Meireles e sobre o Cachão. A certa altura apercebi-me que o caminho estava a descer demasiado e estava a afastar-me do objectivo. A solução foi pegar na bicicleta e fazer outro tipo de desporto, subir a montanha com ela às costas. A progressão foi lenta, havia muito mato e a terra desfazia-se dificultando a subida. Felizmente, um pouco mais acima, encontrei um caminho que seguia em direcção ao Cabeço de São Cristóvão. Encontrei facilmente as ruínas da capela. São visíveis paredes com cerca de um metro de altura, algumas pedras trabalhadas da porta e o que julgo ser o suporte de um altar.

Deixei aí a bicicleta e continuei até ao ponto mais alto do meu passeio, o marco geodésico no cabeço de S. Cristóvão. Junto dos rochedos tive de fazer uma pequena escalada mas uma coisa acessível a qualquer pessoa.
Estava à espera de uma bela vista, mas o que vi ultrapassou todas as minhas expectativas. É seguramente o local mais espectacular do concelho. É de perder a respiração. Olha-se à volta e há tanto que admirar que nos sentimos pequenos face a tamanha imensidão. Começando pela posição do sol que já se aproximava de Folgares, encontramos muitas montanhas, umas maiores outras mais pequenas e lá ao fundo o Rio Tua com a Ribeirinha, Barcel e Vilarinho das Azenhas. Mais longe, no horizonte, a Serra dos Passos. Mais à direita ergue-se o cume do Faro que impede que se aviste Mirandela. Continuando a rodar para a direita podem ver-se Frechas, Cachão, Vale da Sancha, e a Serra de Bornes lá ao fundo. Continua-se por Vale Frechoso, Meireles mais Próximo, sobe-se para o Santuário de Nossa Senhora da Assunção e volta a descer-se até Vilas Boas, já meia adormecida com a luz do final de tarde. São 360º de deslumbramento que dificilmente esquecerei.
Só as sombras me conseguiram arrancar daquele lugar. Desci precipitadamente. Apanhei a bicicleta e arranquei pela vertente a Nascente das montanhas. Junto do cume do Faro, o caminho terminou. Não havia tempo para grandes descobertas. Agarrei na bicicleta e comecei a descer (menos mau) em direcção a Vilarinho das Azenhas até que encontrei um caminho que me levou à estrada entre Vilas Boas e o Vilarinho.
Satisfeito com a forma como tudo decorreu e com tudo o que tinha visto e sentido, pedalei calmamente até Vila Flor (não sem antes subir a aldeia de Vilas Boas que me cansa sempre bastante).

Quilómetros percorridos neste percurso: 22
Total de quilómetros de bicicleta: 503
Total de fotografias: 7630

16 fevereiro 2007

Um desfile de Carnaval bem movimentado!


O desfile de Carnaval organizado pelo Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Vila Flor, Câmara Municipal de Vila Flor e Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor teve lugar hoje, pouco depois das 14 horas.
No meio de um colorido impressionante, cedo se percebeu que este desfile não seria um desfile “normal”. Depois de um compasso de espera para se juntarem todas as crianças das escolas de 1.ºciclo, dos jardins-de-infância do concelho e alunos do 2.ºciclo da Escola EB2,3/S de Vila Flor, soaram as batidas nos tambores marcando o passo do desfile. Tinham sido percorridos poucos metros, começaram a cair algumas gotas de água que engrossaram rapidamente e provocaram o caos. Os foliões bem tentaram manter-se na estrada mas os elementos da natureza não estavam dispostos a facilitar a vida nem às caras alegres que queriam mostrar muita alegria e cor, nem às muitas centenas de pessoas que pretendiam ver desfilar o que de melhor têm as gentes de Vila Flor, as crianças.
A autarquia abriu, mesmo a tempo, o espaço no Centro Cultural onde se refugiaram todas as crianças, professores, educadores, auxiliares e muitos, muitos pais que se apressaram a dar apoios aos seus “tesouros”. Abateu-se depois sobre Vila Flor uma forte tempestade, com muita chuva, ventos fortes que arrancaram mesmo algumas telhas do edifício provocando preocupação. A energia eléctrica tinha quebras constantes e, não fora a alegria dos bombos que rufaram sem cessar, muitas crianças teriam entrado em pânico.
Por fim o tempo acalmou. Muitos aproveitaram para trincarem algumas sanduíches antes de voltarem para casa.
Foi pena não poderem ser admirados os bonitos fatos que os vários grupos apresentavam. Estão de parabéns todos os que se esforçaram para este evento.
Desta vez o Entrudo não foi queimado! Será que isto significa que boémia se vai manter até à Páscoa?

14 fevereiro 2007

e aproveitando o Inverno


O Sol despertou. Há grande agitação pelos campos. As aves já foram acordadas pelas mudanças da duração do dia e mostram grande alegria. As primeiras amendoeiras floridas encantam quem passa e tem disposição para parar e olhar, esquecendo por momentos a correria do dia-a-dia.

Lembro-me que há cerca de 15 anos atrás, em Moncorvo, nesta altura, havia uma grande movimentação com centenas de turistas para admirar as amendoeiras em flor. Estive afastado deste "celebração" nos últimos anos mas vou estar atento ao que se vai passar em Vila Flor.

Andam a montar algumas barracas de madeira na Avenida Professor Maximino Correia, em frente ao Centro Regional de Segurança Social, penso que podem relacionar-se com a época da amendoeira em Flor.
A fotografia foi registada próximo de Vilas Boas. Pode ver-se o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, lá ao fundo, na paisagem.

À espera da Primavera ...


Enquanto a Primavera não chega, vamos procurando um pouco (muito) de cor, por vezes entre o nevoeiro, outras vezes com um céu azul (como é o caso desta fotografia).

12 fevereiro 2007

Vilas Boas em grande...


Hoje o passeio foi a Vilas Boas. O tempo estava favorável e cheguei a casa com meio milhar de fotografias algumas bem interessantes.

Prometo, com mais vagar, contar com pormenor o que se passou e mostar um conjunto ilustrativo de fotografias do percurso.

Quero presentear todos os visitantes do Blog, que mais uma vez bateu o record de visualizações e também de comentários às postagens já feitas, com esta vista do Cabeço e da aldeia de Vilas Boas. Obrigado.