25 fevereiro 2007
24 fevereiro 2007
À procura da luz

Hoje o dia dia não esteve nada agradável, nem para andar de bicicleta, nem para tirar fotografias. Acabei por dar um passeio à procura de um pouco de luz que me permitisse captar alguma coisa nova. A luz foi pouca, mas a suficiente para iluminar o Vale da Vilariça. Eu estava lá no alto, à espera.
Amanhã conto como tudo se passou.
23 fevereiro 2007
Pessegueiro, Sapinha, Feiteira e Serra Tinta

No dia 21 de Fevereiro decidi dar um passeio pela cadeia montanhosa que separa Freixiel do Vieiro. Vasculhei todos os mapas que pude mas não consegui planear um percurso com rigor. Também já me acostumei a mudar de ideias logo quando saio de Vila Flor.
O dia estava bom, com um céu praticamente limpo. Fazia calor, apesar de se verem os cumes das montanhas, em Espanha, cobertos de neve.
Quando cheguei perto da pedreira, quem desce para Freixiel, decidi contorná-la pelo Norte. A área da pedreira está vedada. Não queria ser surpreendido por nenhum rebentamento de dinamite.

O meu objectivo era o marco geodésico do Pessegueiro, a 622 metros de altitude. Naquela zona há muita, mesmo muita, pedra. A paisagem que se avista é esplêndida. Permitiu-me fazer uma primeira avaliação do local que pretendia alcançar, o monte Sapinha. Também dá para admirar o bonito vale onde se encontra encaixada a aldeia de Freixiel.
Desci em direcção a Norte e apanhei a estrada do Vieiro perto da Palhona. Ali perto tinha de começar a subir para a montanha. Junto ao cruzeiro, respirei fundo, comecei a subida. Fiquei surpreendido, não era tão difícil como pensava. Há por ali grandes investimentos na reconversão de vinhas!

Alcancei o topo do monte conhecido por Sapinha, a 563 metros de altitude. O céu estava mais azul, havia mais nuvens e a vegetação natural estava fantástica misturando urze florida, carqueja e muitas outras flores mais pequenas. Freixiel estava ali mesmo a meus pés. Percorri com o olhar todos os locais onde já estive. Foi quase como caminhar num mapa tal é a perspectiva! O sol, a espreitar junto a Folgares, não permitia fotografar a aldeia em condições.
No lado oposto avistava-se Vilas Boas e o seu belo santuário. Olhando para Norte podia seguir-se o vale onde se encontra Vieiro e estender o olhar a uma imensidão de terra do concelho de Mirandela.

Parti pela encosta Norte. Desci um caminho muito agradável a meia encosta até atingir praticamente o Vieiro. Estava a ser fácil demais mas estava a descer e a afastar-me do topo das montanhas, que já tinham ficado para trás, que eram o meu objectivo. Abandonei o caminho e subi pela encosta acima, com a bicicleta pela mão, no que parecia um quebra fogo. O sol iluminava o Vieiro que se estendia preguiçosamente mesmo à minha frente. Resistindo à tentação de ficar por ali a tirar fotografias, fui empurrando a bicicleta até que cheguei ao topo, à Serra Tinta e depois à antena da rede de telemóveis. A partir daqui segui um caminho bastante bom que apenas tive que abandonar para subir ao talefe a 618 metros de altitude. A vista é fantástica mas infelizmente a luz começava a faltar.

Desci precipitadamente o em direcção à estrada do Vieiro não queria que anoitecesse e eu naquela montanha. Tudo correu bem, estava de regresso. A cerca de um quilómetro do cruzamento de Freixiel, ouvi um som estranho. Outra vez?! Não!... Valeu-me o “carro de apoio” que me foi buscar, a câmara-de-ar traseira estava de novo furada.
Foi uma verdadeira aventura! Um percurso que eu imaginava mais de btt do que fotográfico revelou-se uma grande surpresa. Tirei um conjunto de fotografias admiráveis! É assim a aventura de conhecer Vila Flor.

Quilómetros percorridos neste percurso: 22
Total de quilómetros de bicicleta: 584
Total de fotografias: 9686
II Rota da Liberdade - 22 de Abril de 2007

O Clube de Ciclismo de Vila Flor vai realizar a II Rota da Liberdade. Meia Maratona 40 Km e Maratona 60 Km.
As inscrições estão abertas até dia 17 de Abril (após esta data acresce de 2,50 euros).
Inscrição 10 euros,
socios do ccvf 8 euros e
acompanhantes 5 euros.
Inclui: seguro, brindes, reforço alimentar, banhos e almoço.
A concentração será na Escola Secundária de Vila Flor às 8h30m.
Contactos: 965457213, 934657159, 911031129
cc_vilaflor@portugalmail.com
Mais informações no Blog do Clube de Ciclismo de Vila Flor
Horizontes largos
22 fevereiro 2007
Nos pontos mais altos...

Ontem o passeio foi aqui perto. Mesmo assim, a surpresa foi grande. Surpresa na positiva porque, por muito que espere encontrar, muitas vezes, a realidade ultrapassa a imaginação.
Fiz um belo conjunto de fotografias (panorâmicas). Nem tudo correu bem, tive que voltar para casa no "carro de apoio" com mais um furo.
Enquanto arranjo um tempinho para fazer a "reportagem", deixo uma fotografias meia "anónima", para que descubram que lugar é este que me encantou.
21 fevereiro 2007
Assares

Assares é uma pequena freguesia do concelho de Vila Flor. Apesar de pequena, o facto de se encontrar junto ao Vale da Vilariça, fez com que o seu povoamento se perca no tempo.
Nos meus passeios já passei várias vezes por Assares mas ainda não lhe fiz a visita que merece. Fica a primeira fotografia desta bonita aldeia.
19 fevereiro 2007
Ao ritmo da natureza

A chuva voltou. Os dias estão cinzentos, não saí à descoberta. Consegui pôr as fotografias em ordem e recuperar as "reportagens" em atraso.
A primeira fotografia de hoje foi tirada na encosta sobranceira a Vila Flor, perto do miradouro, em Janeiro de 2007.
A segunda fotografia foi tirada ontem, pelo meu filho mais novo, perto de Sampaio. Também já foi contagiado com o gosto pela fotografia e pela natureza.
Perdido no Vale da Vilariça

No dia 17 de Fevereiro parti à descoberta do Vale da Vilariça. O dia não estava muito convidativo, ainda mais depois da tempestade que assolou Vila Flor no dia 16 à tarde. Decidi arriscar e desci em direcção a Sampaio. Entrei na aldeia. Não se via ninguém pelas ruas. Dirigi-me ao Largo do Pelourinho, passei pelo Posto do Turismo, um bonito edifício recuperado, parei junto à Capela do Santíssimo. Desviei-me para a esquerda de encontro à Igreja Matriz. Não encontrei nenhum ângulo agradável para fotografar a aldeia, por isso, continuei a descer. Passei pela capela e cheguei à estrada N102. Ali perto erguem-se grandes armazéns das águas Frize. Segui a indicação que aponta existirem em direcção à Ribeira da Vilariça uma Anta e uma Capela Barroca.
Fiz um pequeno desvio para recordar o local onde eram exploradas as Águas de Bem Saúde. Está tudo em ruínas. Recordo o local há 15 anos atrás, estava bem mais agradável!Não encontrei qualquer indicação e continuei a descer por entre terrenos férteis e lamacentos, com caminhos cheios de água e sem direcção definida. Estava perdido, não havia dúvida. Estava tão próximo da Junqueira que decidi mesmo dirigir-me a essa aldeia, mas, de repente, o caminho termina na Ribeira da Vilariça que ainda tem um bom caudal. Não consegui passar. Desanimado com o caminho seguido, com a lama, com o sol que não queria aparecer, com a chuva que ameaçava, empreendi o regresso a Sampaio.
Mais uma vez decidi arriscar. Abandonei de novo o caminho e segui em direcção à Serra de Bornes pelo vale dentro.

A certa altura o céu abriu-se e um raio de sol bateu numa parede caiada. Era a capela.
Larguei a bicicleta e corri para aproveitar aquele momento de luz que evidenciava a pequena capela branca perdida naquele vale bastante escuro. Começaram a cair algumas gotas de água e o arco-íris mostrou-se timidamente. O céu apresentada grandes contrastes com partes de um azul claro, nuvens brancas e outras negras que ameaçavam tempestade.Segui, agora mais satisfeito, em direcção a Sampaio. Subi a uma estrutura de cimento de onde saem tubos de rega e aproveitei para fazer algumas (muitas) fotografias. Um tripé dava imenso jeito. As fotografias dariam uma boa panorâmica do vale.
Cheguei a Sampaio já o sol se escondia por detrás do monte repleto de eucaliptos. Sabia que ainda era cedo mas estava a anoitecer rapidamente. Dirigi-me para Lodões e comecei a subir em direcção a Roios.
De repente, começou a chover. Hesitei em continuar ou recolher-me numa cabana que encontrei. Como chovia pouco continuei. Mas, um azar nunca vem só… antes de chegar a Roios a roda traseira começou a escorregar, não tinha ar, tinha um furo!Peguei no telemóvel, havia rede! Telefonei para casa para me irem buscar a Roios e continuei a subida com a bicicleta à mão. Felizmente que já estava perto.
Foi um passeio atribulado. Salvaram-se as fotografias que fiz no centro do vale, em 20 minutos de sol com chuva à mistura. As antas, não as encontrei. Vou informar-me melhor da sua localização e voltarei a Sampaio num dia mais favorável.

Quilómetros percorridos neste percurso: 23
Total de quilómetros de bicicleta: 562
Total de fotografias: 8740
18 fevereiro 2007
Vila Flor - Capital do Mundo
No dia 5 de Fevereiro fui surpreendido com a placa que sinaliza Vila Flor, na Trindade, indicando: VILA FLOR - CAPITAL DO MUNDO, 17 quilómetros. Achei muita piada e registei fotograficamente esta promoção.Hoje, quando me dirigia para Podence para assistir ao Entrudo dos Chocalheiros, vi de novo a placa.
Tamanha honra não é para todos, não podia deixar de a divulgar!
17 fevereiro 2007
Benlhevai
No dia catorze de Fevereiro parti para uma visita a Benlhevai. A ideia era ir até Benlhevai, descer a Santa Comba, seguir até Lodões e subir até Vila Flor passando por Roios.
O dia estava lindo, algo frio, mas com um céu daqueles que apetece fotografar de cada vez que uma nuvem aparece recortada contra o azul.
Decidi experimentar um percurso alternativo e comecei a subir em direcção ao Facho deixando Vila Flor pela Rua de Angola. Rapidamente se atingem os 700 metros de altitude, com uma maravilhosa vista sobre Vila Flor e toda a área da Vilariça até quase à Foz do Sabor.

Foi demorada a subida. A cada metro o céu parecia mais azul! Por fim comecei a descer até chegar ao local onde se faz descargas de entulho. Apesar do lixo de todo o género a vista para o Vale da Vilariça, mais além de Roios é bonita. Mais à frente encontrei a estrada N213. Não demorei muito a voltar a parar! Encontrei algumas amendoeiras em flor, próximo do Cabeço dos Gaviões, na encosta para Meireles e por ali fiquei mais entusiasmado do que um menino com um brinquedo novo.
Apressado pelo relógio, arranquei e só parei perto do cruzamento para Vale Frechoso. A exposição desta aldeia é boa e tenho feito bastantes fotografias panorâmicas.

Foi desta vez que subi à Penha do Corvo! É um local de fácil acesso.
Há um caminho, depois de subir a encosta e antes de começar a descer para Benlhevai. Este pico está a 713 metros de altitude a vale bem a pena o esforço: avista-se o vale do Rio Tua desde o Cachão até quase a Mirandela; têm-se a Serra de Bornes mesmo ali pertinho; avistam-se as serras junto a Mogadouro e ainda se tem uma bela vista do Vale da Vilariça.

Segui até Benlhevai onde estive a 24 de Janeiro. Percorri as principais ruas da aldeia demorando-me mais na Rua do Poço Andrez e Largo 1.º de Maio, onde há uma bonita fonte, a Fonte de Baixo. A igreja estava fechada, aproveitei para entrar num café e pedir uma garrafa de água. Ali ao lado está a Casa Museu da Família Vila Real, rodeada de antiguidades e a convidar a uma visita. Não tinha tempo disponível, acredito que quem junta tantas antiguidades tem também muitas histórias para contar e eu não dispunha de muito tempo para as ouvir. Vou voltar lá para as ouvir.
Depois de subir à Rua da Fonte Nova onde apreciei a Fonte da de Cima, preparei-me para partir em direcção a Santa Comba da Vilariça. Fiquei a saber no café que até há uma estrada alcatroada, embora estreita e com grande declive. De facto, o percurso é muito agradável. Os sobreiros emprestam à paisagem muito verde e muita frescura.

À chegada a Santa Comba pode admirá-la de um ângulo que desconhecia.
Ainda percorri algumas ruas e cheguei à conclusão que na primeira visita que lhe fiz a deixei muito por descobrir. Os últimos raios de sol já passavam sobre as casas e projectavam-se na encosta do outro lado do vale. Tinha que me apressar.
Desisti de subir de Lodões até Roios. Mesmo com algum receio, segui até Sampaio e subi pela estrada N608. Além do declive acentuado é uma estrada muito perigosa a evitar. É estreita e tem muito trânsito. Penso que cheguei mais rápido a Vila Flor do que se tivesse seguido por Roios.
Foi um Grande passeio, senti-me muito satisfeito e as fotografias do dia estão fantásticas.
Quilómetros percorridos neste percurso: 36
Total de quilómetros de bicicleta: 539
Total de fotografias: 8151
O dia estava lindo, algo frio, mas com um céu daqueles que apetece fotografar de cada vez que uma nuvem aparece recortada contra o azul.
Foi demorada a subida. A cada metro o céu parecia mais azul! Por fim comecei a descer até chegar ao local onde se faz descargas de entulho. Apesar do lixo de todo o género a vista para o Vale da Vilariça, mais além de Roios é bonita. Mais à frente encontrei a estrada N213. Não demorei muito a voltar a parar! Encontrei algumas amendoeiras em flor, próximo do Cabeço dos Gaviões, na encosta para Meireles e por ali fiquei mais entusiasmado do que um menino com um brinquedo novo.
Apressado pelo relógio, arranquei e só parei perto do cruzamento para Vale Frechoso. A exposição desta aldeia é boa e tenho feito bastantes fotografias panorâmicas.

Foi desta vez que subi à Penha do Corvo! É um local de fácil acesso.
Segui até Benlhevai onde estive a 24 de Janeiro. Percorri as principais ruas da aldeia demorando-me mais na Rua do Poço Andrez e Largo 1.º de Maio, onde há uma bonita fonte, a Fonte de Baixo. A igreja estava fechada, aproveitei para entrar num café e pedir uma garrafa de água. Ali ao lado está a Casa Museu da Família Vila Real, rodeada de antiguidades e a convidar a uma visita. Não tinha tempo disponível, acredito que quem junta tantas antiguidades tem também muitas histórias para contar e eu não dispunha de muito tempo para as ouvir. Vou voltar lá para as ouvir.
Depois de subir à Rua da Fonte Nova onde apreciei a Fonte da de Cima, preparei-me para partir em direcção a Santa Comba da Vilariça. Fiquei a saber no café que até há uma estrada alcatroada, embora estreita e com grande declive. De facto, o percurso é muito agradável. Os sobreiros emprestam à paisagem muito verde e muita frescura.

À chegada a Santa Comba pode admirá-la de um ângulo que desconhecia.
Desisti de subir de Lodões até Roios. Mesmo com algum receio, segui até Sampaio e subi pela estrada N608. Além do declive acentuado é uma estrada muito perigosa a evitar. É estreita e tem muito trânsito. Penso que cheguei mais rápido a Vila Flor do que se tivesse seguido por Roios.
Quilómetros percorridos neste percurso: 36
Total de quilómetros de bicicleta: 539
Total de fotografias: 8151
Exposição: Vila Flor em Memória – Cortejo de Oferendas 1949-1951

Vai abrir no dia 18 de Fevereiro às 15 horas, no centro Cultural de Vila Flor uma exposição evocativa dos grandes desfiles e festas ocorridas entre 1949 e 1951, para angariação de fundos para a construção do Hospital da Santa Casa da Misericórdia. A 30 de Novembro de 1949, no chamado Cortejo de Oferendas, participaram 77 carros alegóricos representando todas as freguesias do concelho. Estiveram presentes muitos Ranchos Folclóricos que provocaram na altura uma grande movimentação frente aos Paços do Concelho que se prolongou pela noite fora. Estiveram presentes muitas personalidades importantes de Vila Flor e do governo, sendo angariados 150 contos.
Em 1951 o cortejo realizou-se a 28 de Outubro. A animação foi a mesma e faria corar de inveja qualquer manifestação que se faça nos tempos que correm.A exposição é digna de se ver. A riqueza etnográfica da época está bem retratada, e as pessoas mais idosas reconhecem facilmente os bonitos jovens, que com galhardia, representavam a sua aldeia. Junto às fotografias estão as canções que cantaram no desfile, pequenas peças de teatro e a ementa do banquete do dia.
Pelas quinze horas, hora da abertura da exposição haverá exibição de danças tradicionais lembrando o ocorrido em 1949-1951.
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