11 março 2007

Grande animação em Vila Flor

Encontrei o hoje o cartaz com o programa de animação "Amendoeiras em Flor 2007". Parece-me que a autarquia não divulga convenientemente as actividades. Se eu que moro em Vila Flor tenho alguma dificuldade em me manter informado, não sei o que se passará com a população que habita nas aldeias. Não percebo para que serve a página web da Câmara Municipal, que pouco mais faz do que divulgar o filme que vai passar! Veja-se Foz Côa. A informação, andou por aí, escrita, com qualidade e em quantidade. Se houver dúvidas, a página web da câmara está para vender o seu "produto", no caso as Amendoeiras em Flor (Um Concelho, Dois Patrimónios Mundiais). Posso afirmar sem me enganar que, muitos visitantes que teve o Blog nas passadas semanas, procuravam informação sobre percursos das Amendoeiras em Flor.
Publicidade à parte, os visitantes têm vindo em força a Vila Flor. O Fim de semana passado e este que está a terminar, a afluência de autocarros foi enorme e são também muitos os carros ligeiros que circulam em busca da beleza das amendoeiras em Flor.
Hoje, quatro bandas filarmónicas, Miranda do Douro, Mirandela, Colégio de Poiares e Vila Flor, amimaram a Avenida Marchal Carmona. Esta animação foi aproveitada principalmente pelos locais uma vez que os autocarros que não paravam de passar, não têm espaços para se arrumarem e deixarem os turistas darem um passeio e quem sabe comprarem alguma coisa. Mesmo assim, o movimento na avenida era muito.
A Banda do Colégio de Poiares deu mesmo um pequeno concerto tocando vários géneros de música pouco habituais mas bastante ajustados à juventude dos elementos que a constituem.
Logo à noite, vai decorrer mais uma noite de fados. A apresentação será feita mais uma vez por Tozé Martinho. Os fadistas convidados são Maria João Quadros e Rui Neiva, havendo também lugar para os fadistas locais mostrarem o seu valor. As guitarras estarão a cargo de João Núncio e Mário Estorninho. Pelo que pude escutar no dia 7 de Janeiro, vale a pena ir esta noite ao auditório.

06 março 2007

Samões na rota das amendoeiras


No dia 3 de Março, saí depois de almoço, um pouco ao acaso. Depois de completar a primeira “volta” ao concelho, esmoreceu um pouco o meu entusiasmo na descoberta de novas localidades.
Avancei pelo Baracão até Samões. Havia bastantes nuvens mas o dia estava quente. Depois de passar a aldeia, meti-me pelo meio dos terrenos à procura de uma boa posição para uma fotografia panorâmica.

A certa altura, larguei a bicicleta e subi uma encosta de pouco declive de onde via bem toda a aldeia. As nuvens começaram a diminuir e o céu tornou-se mais azul. Avistei ao longe em direcção a Freixiel um bonito conjunto de amendoeiras em flor.

(Ver a fotografia anterior em tamanho maior )
Caminhei por entre vinhas (já podadas), ladeadas por amendoeiras, oliveiras e figueiras. Segui até um local chamado Carvalhal. Há ali uma elevação com grandes blocos de quartzo rijo. Avista-se uma grande área. É possível acompanhar um caminho que desce, encosta abaixo, até Freixiel. O Cabeço também se vê, altaneiro, sempre visível para onde quer que se vá. Avista-se ao longe a encosta coberta de urze florida que se encontra por cima de Vila Flor.

Samões estava ali à minha frente. Todo o conjunto formava um quadro com motivos infindáveis de fotografia. A vertente fotografia sobrepõe-se cada vez mais ao ciclismo e o tempo voa.

O sol já mostrava algum cansaço e eu sem transpirar a camisola! Arranquei em direcção a Carvalho de Egas com pedaladas rápidas. As sombras já cobriam a aldeia mas já me sentia bastante satisfeito em termos fotográficos.
Subi em direcção ao Seixo de Manhoses e cortei à esquerda antes de chegar ao Santuário de Santa Cecília, em direcção ao campo de futebol de Carvalho de Egas. Já conhecia este caminho, ia segui-lo até à barragem.

Pouco depois do Fieital está o marco geodésico do Concieiro e um reservatório de água. O sol já tinha desaparecido no horizonte, entre Carrazeda e a Senhora da Graça, na Samorinha.
Captei a calma do momento, sentei-me, admirei o horizonte e depois segui, antes que as sombras tomassem conta dos caminhos, até à Barragem do Peneireiro. Há uma zona do caminho cheia de lama onde é muito difícil passar.
Quando cheguei à barragem a noite já tinha chegado. Aproveitei a luz da Lua (antes de começar o eclipse) para seguir até Vila Flor pela estrada.

Cumpri mais uma etapa na Rota das Amendoeiras. Não admira que muitos autocarros cheios de turistas venham de longe para as ver. É um espectáculo maravilhoso, para admirar com calma, com o calor do sol, o cantar dos melros, das cotovias, onde até a velocidade de uma bicicleta é velocidade a mais.

Quilómetros percorridos neste percurso: 19
Mapa do percurso
Total de quilómetros de bicicleta: 641
Total de fotografias: 12646

04 março 2007

Na rota das amendoeiras em flor 3



No dia 1, à tarde, parti sem objectivo definido em direcção ao Barracão. Demorei algum tempo a carregar as baterias e acabei por sair um pouco tarde. Para descer à Ribeirinha ou Vilarinho, ia faltar-me tempo.
Quando seguia pela Avenida Vasco da Gama decidi cortar para o Lugar do Marco. Não fazia ideia onde esse caminho me levava, mas a aventura é mesmo assim.
A primeira ideia era fazer uma fotografia panorâmica de Vila Flor, depois, logo se veria. Passei por alguns troços de caminho com bastante água e lama, não ia desistir logo ali no início! Avistei as primeiras amendoeiras em flor e o entusiasmo começou a subir. Também se avista um enorme depósito de água, numa elevação, de onde se tem uma boa panorâmica de parte de Vila Flor.



Rodando para a esquerda já via Samões, ali abaixo, muito próxima. Hesitei em descer à aldeia, mas optei por continuar a seguir o caminho. Cheguei ao campo de futebol de Samões, cortei a estrada que vai para a barragem e segui em frente. Aqui o espectáculo é fraco. Há por aqui lixo, muito lixo.
Encontrei um amendoal fantástico. O céu emproou-se, vestiu-se de azul e engalanou-se com algumas nuvens bastante brancas. Estava preparado o cenário ideal. Fiquei sem reparar no tempo, esquecido da bicicleta que me olhava de soslaio, enciumada. As pequenas amendoeiras pareciam talhadas e vestidas para a fotografia. Algumas pareciam vergar-se com o peso das flores imitando chorões! Alternavam flores rosa e brancas mas todas muito abertas, provocadoras.



Avistei uma pequena elevação mais à frente, com rochas curiosas. Larguei de novo a bicicleta e subi, na esperança de talvez avistar o complexo da Barragem do Peneireiro. Avista-se Vila Flor, as serras de Vilas Boas, mas mais uma vez a minha atenção centrou-se numa vinha invadida pelo florido das amendoeiras. Também a meus pés havia pequenas flores amarelas que se elevavam a uns míseros dois centímetros do solo. Fotografá-las foi difícil. Isolá-las do chão é um problema técnico bastante comploicado agravado pelo vento que se fazia sentir, abanando mesmo essas frágeis estruturas coladas ao solo.
Passei pela Serra de Candoso (e este nome, aqui?!) e já ouvia a alegre música do relógio da pequena igreja de Carvalho de Egas! É verdade. Uma das igrejas mais pequenas do concelho, tem a mais bonita (no mínimo) música para marcar o ritmo do tempo!
Foi mesmo junto à igreja que entrei na aldeia. Desci à estrada nacional que logo abandonei, seguindo pela Rua do Centro, pela Rua dos Bons Caminhos até à Rua da Estalagem Nova. Subi em direcção ao Santuário de Santa Cecília. Pareceu-me cedo para encetar o regresso, antes de chegar ao santuário, cortei à direita, em direcção a Valtorno. Há um caminho bastante agradável, que segue pelo cume de um monte e que vai terminar mesmo em Valtorno. Segui por ele e só parei quando me encontrava a poucos metros da aldeia, quase na estrada que sobe para o Mourão. Decidi voltar para trás. O sol espreitava-me de frente, mesmo por cima de Valtorno e o céu apresentava já alguns tons laranja. Segui o mesmo caminho, forçando um pouco a pedalada.
A certa altura, quando passei debaixo de uma linha de alta tensão, cortei à direita em direcção ao Seixo de Manhoses. Foi então que vi, com espanto, dois homens pendurados no alto de um daqueles enormes postes metálicos. Procurei fotografá-los, sem alterar a minha rota.



O céu largou o laranja e vestiu-se de vermelho na altura que em que deixei o Seixo para trás. Pedalei com toda a força para chegar à barragem, não queria perder aquele espectáculo. Cheguei ofegante, mas mesmo a tempo de tirar a mochila e fotografar os reflexos do céu vermelho nas águas já negras. Foi a cereja em cima do bolo, que mais eu podia pedir? Segui calmamente em direcção a Vila Flor, já com os fantasmas a tomarem conta dos caminhos.
Deixei a estrada e cortei em direcção à Quinta de S. Domingos que fotografei de perfil já com noite completa.



Ainda tive vontade de experimentar uma nova técnica fotográfica: coloquei a máquina num ramo de amendoeira, virada para Vila Flor, com o obturador aberto (é a posição Bulb ou B); com a lâmpada de presença da bicicleta “pincelei” alguns ramos floridos da amendoeira, como se estivesse a “pintar” com aguarelas. Achei graça a esta experiência. Recuei mais de 20 anos atrás, em Coimbra, quando uni duas objectivas com fita-cola para fotografar miosótis.
O telemóvel tocou, já estavam preocupados comigo. - Estou mesmo aqui na Rua da Pereira! Respondi.



Quilómetros percorridos neste percurso: 21
Mapa do percurso
Total de quilómetros de bicicleta: 622
Total de fotografias: 11720

03 março 2007

Na rota das amendoeiras em flor 2



Hoje continuei na "rota das amendoeiras em flor". Acho que consegui várias fotografias interessantes que partilharei. O entusiasmo foi tanto que anoiteceu e eu ainda longe de casa. Aproveitei o anoitecer para mais algumas fotografias do anoitecer como esta, em Carvalho de Egas.

02 março 2007

Fotografia +

A ideia da votação na Fotografia + (fotografia favorita no Blog) estava com alguns problemas técnicos. Além de permitir votar em fotografias que não existiam, não somava os votos de cada fotografia e não havia uniformidade na escrita do nome+número das fotografias. Pensei numa alternativa que coloquei hoje em funcionamento. Transferi os votos já existentes e tive que alterar as regras. Em cada semana, só é possível votar numa fotografia, mas deixa de ser necessário escrever os nomes+número das mesmas. Basta seleccionar o nome e clicar no botão Votar. É mostrado um resumo das 30 fotografias mais votadas.
Basta clicar no botão Retroceder do Web Browser para voltar ao Blog, ou clicar na mensagem por baixo dos comentários que diz Voltar ao Blog "A descoberta de Vila Flor".
Espero que participem. É possível votar numa fotografia todas as semanas.
Os procedimentos para saber o nome+número da fotografias mantêm-se.

As fotografias com mais de 1600 pixels de comprimento são reduzidas automaticamente pelo sistema do Blogger.com. Isso tem alterado o tamanho de todas as fotografias panorâmicas que tenho colocado no Blog!

01 março 2007

O dia 25 foi dia de um passeio especial

Ver a fotografia anterior no tamanho original
O dia 25 foi dia de um passeio especial. Em primeiro lugar porque foi realizado em família, o que, só por si, já é muito agradável, depois porque os locais que visitámos também estiveram à altura de uma excelente tarde de Domingo.

Informei-me junto dos vizinhos, do melhor local para encontrar amendoeiras em flor. Foram unânimes em indicar uma área abrangendo Arco, Gavião e Seixo. Pelo meu conhecimento do terreno optei pelo Arco.

Depois de almoço saímos de carro, sem pressas, em direcção ao Complexo de Piscinas e Parque de Campismo da Barragem do Peneireiro. Tomámos um café e demos um passeio. Havia outros grupos de pessoas a aproveitarem aquele espaço verde e o ar puro que ali se respira.


Saímos em direcção a Vila Flor e cortámos para o Arco. Os poucos quilómetros que percorremos levaram bastante tempo, com paragens constantes. Ali pelo Arquinho, o espectáculo estava digno de se ver. Deixando a estrada (1148-1) e subindo um pouco, pelos 580 metros, tem-se uma boa visão, em direcção a Moncorvo. As amendoeiras em flor exercem atracção e cada uma parece mais bonita que a anterior. Podem ser admiradas em grupo, mas se nos aproximamos mais, fascina-nos o conjunto dos ramos, despidos de folhas, completamente revestidos de branco ou rosa e a delicadeza das flores com pétalas transparentes em contraluz.

(Ver fotografia em tamanho original)
Chegados ao Arco, descemos a Rua da Igreja. O objectivo foi subir a Rua do Ribeiro à procura de um ponto elevado com uma boa panorâmica da aldeia. Há amendoeiras floridas por todo o lado, mas a encosta que sobe para o cemitério está magnífica, toda caiada de branco.


Voltámos ao centro da aldeia. Junto à igreja, no Largo de S. Lourenço, um grupo de homens punha a conversa em dia e aproveitava o calor do sol. Cortámos à direita pela Rua da Portela em direcção ao Nabo. O sol, agora mais baixo, fazia brilhar as pétalas das amendoeiras que se encontravam espalhadas encosta abaixo. Mesmo lá longe, no Castedo, manchas brancas brilhavam nas cristas dos montes. Contrastando com o branco, viam-se tufos verde-escuros de zimbros, pinheiros e oliveiras, muitas oliveiras!


Dividi-me no contraste, entre o claro e escuro, entre o perfil do Arco, fosco, em contraluz, e o horizonte largo do Vale da Vilariça que subia até ao alto da Serra do Reboredo que embalava Moncorvo no seu regaço. A minha esposa, voltou ao passado ao apanhar uma bela salada de azedas das paredes. Também teve direito a um belo ramo de flores silvestres oferecido pelo filho mais novo.


A luz começou a ficar mais doce, com tons quentes. Voltámos a Vila Flor. Subimos ao miradouro de S. Bento para apreciarmos o final de tarde admirando a vila e a imensidão de Mundo à nossa volta.
Montei a máquina fotográfica num tripé (vim preparado!) e tentei algumas fotografias mais arrojadas. A luz baixa não me facilitou a vida, mas foi um bom desafio técnico.


Acabámos a tarde numa pastelaria, saboreando a alegria de viver, de estarmos juntos e de nos sentirmos bem nesta terra que nos acolheu.



Ver a fotografia anterior no tamanho original

Entardecer tranquilo


Hoje dei mais um passeio "na rota das amendoeiras em flor". Prolongou-se até tarde e quando passei na Barragem do Peneireiro não resisti a captar o espectáculo que vos apresento nesta fotografia.

Fazer fotografias panorâmicas dá mais trabalho e tem-me ocupado muito mais tempo. Não tenho conseguido fazer as "reportagens" das minhas saídas. As fotografias vão-se acumulando, cada uma melhor que a anterior. Brevemente disponibilizarei mais.

27 fevereiro 2007

Conhecer... outras terras

Embora este assunto pouco tenha a ver com Vila Flor, talvez possa interessar a ocasionais visitadores do Blog, amantes da natureza, da aventura, da fotografia e/ou BTT. Chegaram até mim notícias dos seguintes acontecimentos:

À Descoberta de Ansiães – Passeio BTT Amendoeiras em Flor - Dia 11 de Março em Carrazeda de Ansiães
Percurso: Carrazeda, Marzagão, Linhares, Alto de Luzelos, Carrazeda.
Local da concentração: Zona de lazer da Piscina Municipal descoberta, às 8h
Inscrições até 1 de Março na Câmara Municipal: Telef. 278610200 Fax. 278 616404.

Passeio BTT da Primavera, Alfandega da Fé – Dia 18 de Março.
Concentração às 8h30m no Jardim Municipal.
Contactos: 916790754, 279468121

II Encontro pelo RIO SABOR – Mogadouro/Alfândega da Fé - dias 10 e 11 de Março de 2007
Descida do Rio Sabor em Canoa Kayak ou a pé (da ponte de Remontes a Sto Antão das Barca); Encontros Temáticos; Convívio e Arraial Tradicional.
Organização: Associação Aldeia e Plataforma Sabor Livre

Na rota das amendoeiras em flor


Ver a fotografia em tamanho completo
No Domingo foi dia de partir À Descoberta das amendoeiras em flor. Embora Vila Flor não seja dos concelhos mais floridos, já são visíveis algumas manchas. Não tanto pela quantidade de árvores floridas mas mais pela beleza de alguns exemplares, consegui um bom conjunto de fotografias que aos poucos irei dando a conhecer.

Deixo esta para abrir o "apetite". Foi conseguida no Arco, pouco depois de passar pela aldeia, já na estrada que a liga ao Nabo.

26 fevereiro 2007

A Fotografia +


No sentido de tornar o Blog mais interactivo adicionei mais uma votação - A Fotografia +.
Todas as fotografias do Blog têm o nome de VilaFlor000 sendo 000 o número da fotografia. Passando o ponteiro do rato sobre as fotografias é possível ver o nome+número na Barra de Estado, ou então abrindo a fotografia, ve-se o nome+número no endereço do navegador de Internet.
Para votar basta escrever o número da respectiva fotografia. Podendo votar três vezes ou em três fotografias diferentes, em cada 15 dias!
A votação está na margem lateral direita do Blog, depois da pergunta. Qual é a fotografia que mais gostou no Blog?
Obrigado pela participação.

Descobrir Vila Flor ... em aguarelas



Está patente no Centro Cultural de Vila Flor uma exposição de pintura do pintor Vítor Carneiro. Este pintor nasceu em Santo Tirso, em 1960, pinta já há 20 anos, tendo já realizado várias exposições colectivas e individuais.
Nos últimos anos têm-se dedicado a realização de exposições com aguarelas representando locais, monumentos e paisagens.
Apresenta nesta exposição um conjunto de vinte aguarelas sobre Vila Flor, Igreja Matriz, Fonte Romana, Praça do Rossio, Rua da Misericórdia, Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Praça da República, Arco de D. Dinis, Santuário de Nossa Senhora da Lapa, entre outros.
É um “passeio” agradável por vila Flor com tons claros e leves como só a aguarelas consegue.
Os quadros expostos podem ser adquiridos como também podem ser adquiridos uma colecção de postais e algumas serigrafias reproduzindo os mesmos.A exposição vai manter-se aberta do dia 24 de Fevereiro a 01 de Abril de 2007

25 fevereiro 2007

Marco geodésico do Maragato


No dia 24 de Fevereiro foi dia de passeio de bicicleta. Depois de almoço remendei duas câmaras-de-ar que tinha aqui com furos. Tive alguma dificuldade, não remendava um furo há mais de 20 anos. Depois de algumas frases de troça do agregado familiar, decidi-me a procurar ajuda na net. Lá estava tudo, com fotografias e tudo! Dei uma afinação nos travões e mudanças, aproveitei para lubrificar um pouco a corrente.

O dia estava péssimo. Vento, frio e a ameaçar chover a qualquer momento. Retirei da mochila tudo o que não me parecia muito mecessário, o que não podia molhar-se e saí a pensar se não voltaria para casa rapidamente. Já era um pouco tarde, passava das 15 horas. O percurso que delineei parecia-me rápido: seguiria a estrada N214 em direcção a Benlhevai; antes de chegar ao cruzamento para Vale Frechoso, cortaria à direita; desceria até Roios e depois regressava a Vila Flor (ver percurso).
Apesar do tempo não estar agradável, desde cedo comecei a ter calor. Fiz algumas paragens mas o dia não estava mesmo bom para fotografias. Rapidamente cheguei ao sítio onde teria que cortar para Roios. Pareceu-me demasiado perto, não chovia, decidi continuar.


Subi ao Cabeço dos Gaviões que se eleva a 675 metros, fica junto à estrada. Em condições normais, com um dia mais agradável, a paisagem deve ser bonita.
Voltei à estrada e avancei mais algumas centenas de metros. Encontrei um bom caminho à direita e decidi seguir por ele. Sei agora que conduz à Quinta do Galego. Há por ali bastante floresta plantada com pinheiros e eucaliptos. Também encontrei algumas amendoeiras floridas e urze, muita urze.
Passei a quinta e comecei a descer em direcção a Roios. À minha esquerda surgiu uma elevação bastante íngreme. Deixei a bicicleta e subi a pé. Andei por ali, fotografando algumas flores, olhando a Vilariça e tudo o que era observável em redor. Descobri um talefe num monte em frente e foi para lá que me dirigi. Este marco geodésico está a 655 metros de altitude e chama-se Maragato. O local onde se situa é curioso. Não sei se está sinalizado no local algum castro mas quase jurava que este monte funcionou como local de refúgio aos povos pré-históricos. É de difícil acesso a toda volta. Procurei alguns vestígios da presença humana. Pareceu-me ter encontrado alguma coisa: encontrei muitas pedras que podem ter sido uma protecção no único local onde se pode aceder ao monte. Também encontrei um pedaço de parede de uma pequena construção. Não faço ideia para que serviria.


Andava eu nesta investigação, quando os últimos raios de sol pousaram na Vilariça. Aproveitei-os ao máximo e preparei-me para seguir para Roios.
Junto ao caminho vêem juntar-se várias ribeiras o que reforça a minha ideia de por ali ter vivido gente em tempos remotos.
Curiosamente o caminho em que seguia estava agora calcetado! Este caminho que parece ligar Roios a lado nenhum, já deve ter sido uma estrada com alguma importância, senão, qual a razão de se encontrar tão bem construído e preservado?
Cheguei a Roios já bastante de noite, com pena minha. Não pude tirar nem uma fotografia...
Pedalei até Vila Flor, sem grande dificuldade. O esforço do dia foi muito pouco.

Quilómetros percorridos neste percurso: 17
Total de quilómetros de bicicleta: 601
Total de fotografias: 9947