12 março 2007
Seixo de Manhoses ainda em flor
Deixo como amostra uma única fotografia, do Seixo de Manhoses (com Mourão – freguesia mistério no alto da serra) tão bonito como alguns residentes possivelmente nunca o viram. Tenho a certeza que se orgulham desta sua aldeia
Freguesia mistério 2
Há um mês atrás foi colocado o desafio sobre qual seria a Freguesia Mistério apresentada na fotografia.O desafio era, como disse na altura, muito fácil uma vez que se trata de Mourão e a fotografia foi tirada da estrada que lhe dá acesso sendo portanto um ponto de vista muito frequente.
Apesar disso os resultados da votação foram os seguintes:
| Assares (2) | |
| Benlhevai (0) | |
| Candoso (1) | |
| Carvalho de Egas (0) | |
| Frexiel (0) | |
| Lodões (4) | |
| Mourão (13) | |
| Nabo (3) | |
| Roios (2) | |
| Samões (1) | |
| Sampaio (1) | |
| Santa Comba de Vilariça (0) | |
| Seixos de Manhoses (0) | |
| Trindade (0) | |
| Valetorno (0) | |
| Vale Frechoso (2) | |
| Vila Flor (1) | |
| Vilarinho das Azenhas (1) | |
| Vilas Boas (1) |
Um novo desafio começa hoje: Em que freguesia se encontra este "monumento"? Não sei bem do que se trata, mas tem uma placa metálica que diz "Património do Estado"! Onde o podemos encontrar? Basta a freguesia.
11 março 2007
Noite de Fados
Tal como no dia 7 de Janeiro a afluência de público à noite de Fados foi massiva. Todos os lugares estavam ocupados havendo mesmo gente em pé, ou sentados nas escadas. Talvez um pouco menos de público do que no dia 7, mas pareceu-me normal, amanhã é dia de trabalho. De qualquer forma não deixou de ser surpreendente a ligação que a população de Vila Flor tem com o fado. Em Janeiro tinha ficado o desafio da autarquia conseguir que um par de músicos viesse regularmente a Vila Flor para treinar as bonitas vozes que existem, neste espectáculo foi lançado outro desafio:
a gravação de um CD de fado com os valores da terra.
A presença das vozes locais foi mais numerosa. Notou-se menos sintonia com os músicos, mais hesitação. Foi curioso verificar a forma como os cantantes cresciam à medida que iam ganhando confiança! No meio da canção, já pareciam outras pessoas. verdadeiros profissionais.
O apresentador, o actor Tozé Martinho está perfeitamente à vontade, com o fado e com o público de Vila Flor, havendo muita empatia.
Também o fadista Rui Neiva é um óptimo comunicador puxando pelo público, levando-o a participar e a vibrar com o espectáculo.
No final, juntaram-se no palco todos os participantes, para cantarem “A Minha Saia Velhinha” que parece ter bastante significado para os vilaflorenses.
Grande animação em Vila Flor
Encontrei o hoje o cartaz com o programa de animação "Amendoeiras em Flor 2007". Parece-me que a autarquia não divulga convenientemente as actividades. Se eu que moro em Vila Flor tenho alguma dificuldade em me manter informado, não sei o que se passará com a população que habita nas aldeias. Não percebo para que serve a página web da Câmara Municipal, que pouco mais faz do que divulgar o filme que vai passar! Veja-se Foz Côa. A informação, andou por aí, escrita, com qualidade e em quantidade. Se houver dúvidas, a página web da câmara está para vender o seu "produto", no caso as Amendoeiras em Flor (Um Concelho, Dois Patrimónios Mundiais). Posso afirmar sem me enganar que, muitos visitantes que teve o Blog nas passadas semanas, procuravam informação sobre percursos das Amendoeiras em Flor.Publicidade à parte, os visitantes têm vindo em força a Vila Flor. O Fim de semana passado e este que está a terminar, a afluência de autocarros foi enorme e são também muitos os carros ligeiros que circulam em busca da beleza das amendoeiras em Flor.
Hoje, quatro bandas filarmónicas, Miranda do Douro, Mirandela, Colégio de Poiares e Vila Flor, amimaram a Avenida Marchal Carmona. Esta animação foi aproveitada principalmente pelos locais uma vez que os autocarros que não paravam de passar, não têm espaços para se arrumarem e deixarem os turistas darem um passeio e quem sabe comprarem alguma coisa. Mesmo assim, o movimento na avenida era muito.
A Banda do Colégio de Poiares deu mesmo um pequeno concerto tocando vários géneros de música pouco habituais mas bastante ajustados à juventude dos elementos que a constituem.
Logo à noite, vai decorrer mais uma noite de fados. A apresentação será feita mais uma vez por Tozé Martinho. Os fadistas convidados são Maria João Quadros e Rui Neiva, havendo também lugar para os fadistas locais mostrarem o seu valor. As guitarras estarão a cargo de João Núncio e Mário Estorninho. Pelo que pude escutar no dia 7 de Janeiro, vale a pena ir esta noite ao auditório.
06 março 2007
Samões na rota das amendoeiras

No dia 3 de Março, saí depois de almoço, um pouco ao acaso. Depois de completar a primeira “volta” ao concelho, esmoreceu um pouco o meu entusiasmo na descoberta de novas localidades.
Avancei pelo Baracão até Samões. Havia bastantes nuvens mas o dia estava quente. Depois de passar a aldeia, meti-me pelo meio dos terrenos à procura de uma boa posição para uma fotografia panorâmica.

A certa altura, larguei a bicicleta e subi uma encosta de pouco declive de onde via bem toda a aldeia. As nuvens começaram a diminuir e o céu tornou-se mais azul. Avistei ao longe em direcção a Freixiel um bonito conjunto de amendoeiras em flor.

(Ver a fotografia anterior em tamanho maior )
Caminhei por entre vinhas (já podadas), ladeadas por amendoeiras, oliveiras e figueiras. Segui até um local chamado Carvalhal. Há ali uma elevação com grandes blocos de quartzo rijo. Avista-se uma grande área. É possível acompanhar um caminho que desce, encosta abaixo, até Freixiel. O Cabeço também se vê, altaneiro, sempre visível para onde quer que se vá. Avista-se ao longe a encosta coberta de urze florida que se encontra por cima de Vila Flor.

Samões estava ali à minha frente. Todo o conjunto formava um quadro com motivos infindáveis de fotografia. A vertente fotografia sobrepõe-se cada vez mais ao ciclismo e o tempo voa.

O sol já mostrava algum cansaço e eu sem transpirar a camisola! Arranquei em direcção a Carvalho de Egas com pedaladas rápidas. As sombras já cobriam a aldeia mas já me sentia bastante satisfeito em termos fotográficos.
Subi em direcção ao Seixo de Manhoses e cortei à esquerda antes de chegar ao Santuário de Santa Cecília, em direcção ao campo de futebol de Carvalho de Egas. Já conhecia este caminho, ia segui-lo até à barragem.

Pouco depois do Fieital está o marco geodésico do Concieiro e um reservatório de água. O sol já tinha desaparecido no horizonte, entre Carrazeda e a Senhora da Graça, na Samorinha.
Captei a calma do momento, sentei-me, admirei o horizonte e depois segui, antes que as sombras tomassem conta dos caminhos, até à Barragem do Peneireiro. Há uma zona do caminho cheia de lama onde é muito difícil passar.
Quando cheguei à barragem a noite já tinha chegado. Aproveitei a luz da Lua (antes de começar o eclipse) para seguir até Vila Flor pela estrada.

Cumpri mais uma etapa na Rota das Amendoeiras. Não admira que muitos autocarros cheios de turistas venham de longe para as ver. É um espectáculo maravilhoso, para admirar com calma, com o calor do sol, o cantar dos melros, das cotovias, onde até a velocidade de uma bicicleta é velocidade a mais.

Quilómetros percorridos neste percurso: 19
Mapa do percurso
Total de quilómetros de bicicleta: 641
Total de fotografias: 12646
04 março 2007
Na rota das amendoeiras em flor 3

No dia 1, à tarde, parti sem objectivo definido em direcção ao Barracão. Demorei algum tempo a carregar as baterias e acabei por sair um pouco tarde. Para descer à Ribeirinha ou Vilarinho, ia faltar-me tempo.
Quando seguia pela Avenida Vasco da Gama decidi cortar para o Lugar do Marco. Não fazia ideia onde esse caminho me levava, mas a aventura é mesmo assim.
A primeira ideia era fazer uma fotografia panorâmica de Vila Flor, depois, logo se veria. Passei por alguns troços de caminho com bastante água e lama, não ia desistir logo ali no início! Avistei as primeiras amendoeiras em flor e o entusiasmo começou a subir. Também se avista um enorme depósito de água, numa elevação, de onde se tem uma boa panorâmica de parte de Vila Flor.

Rodando para a esquerda já via Samões, ali abaixo, muito próxima. Hesitei em descer à aldeia, mas optei por continuar a seguir o caminho. Cheguei ao campo de futebol de Samões, cortei a estrada que vai para a barragem e segui em frente. Aqui o espectáculo é fraco. Há por aqui lixo, muito lixo.
Encontrei um amendoal fantástico. O céu emproou-se, vestiu-se de azul e engalanou-se com algumas nuvens bastante brancas. Estava preparado o cenário ideal. Fiquei sem reparar no tempo, esquecido da bicicleta que me olhava de soslaio, enciumada. As pequenas amendoeiras pareciam talhadas e vestidas para a fotografia. Algumas pareciam vergar-se com o peso das flores imitando chorões! Alternavam flores rosa e brancas mas todas muito abertas, provocadoras.

Avistei uma pequena elevação mais à frente, com rochas curiosas. Larguei de novo a bicicleta e subi, na esperança de talvez avistar o complexo da Barragem do Peneireiro. Avista-se Vila Flor, as serras de Vilas Boas, mas mais uma vez a minha atenção centrou-se numa vinha invadida pelo florido das amendoeiras. Também a meus pés havia pequenas flores amarelas que se elevavam a uns míseros dois centímetros do solo. Fotografá-las foi difícil. Isolá-las do chão é um problema técnico bastante comploicado agravado pelo vento que se fazia sentir, abanando mesmo essas frágeis estruturas coladas ao solo.Passei pela Serra de Candoso (e este nome, aqui?!) e já ouvia a alegre música do relógio da pequena igreja de Carvalho de Egas! É verdade. Uma das igrejas mais pequenas do concelho, tem a mais bonita (no mínimo) música para marcar o ritmo do tempo!
Foi mesmo junto à igreja que entrei na aldeia. Desci à estrada nacional que logo abandonei, seguindo pela Rua do Centro, pela Rua dos Bons Caminhos até à Rua da Estalagem Nova. Subi em direcção ao Santuário de Santa Cecília. Pareceu-me cedo para encetar o regresso, antes de chegar ao santuário, cortei à direita, em direcção a Valtorno. Há um caminho bastante agradável, que segue pelo cume de um monte e que vai terminar mesmo em Valtorno. Segui por ele e só parei quando me encontrava a poucos metros da aldeia, quase na estrada que sobe para o Mourão. Decidi voltar para trás. O sol espreitava-me de frente, mesmo por cima de Valtorno e o céu apresentava já alguns tons laranja. Segui o mesmo caminho, forçando um pouco a pedalada.A certa altura, quando passei debaixo de uma linha de alta tensão, cortei à direita em direcção ao Seixo de Manhoses. Foi então que vi, com espanto, dois homens pendurados no alto de um daqueles enormes postes metálicos. Procurei fotografá-los, sem alterar a minha rota.

O céu largou o laranja e vestiu-se de vermelho na altura que em que deixei o Seixo para trás. Pedalei com toda a força para chegar à barragem, não queria perder aquele espectáculo. Cheguei ofegante, mas mesmo a tempo de tirar a mochila e fotografar os reflexos do céu vermelho nas águas já negras. Foi a cereja em cima do bolo, que mais eu podia pedir? Segui calmamente em direcção a Vila Flor, já com os fantasmas a tomarem conta dos caminhos.
Deixei a estrada e cortei em direcção à Quinta de S. Domingos que fotografei de perfil já com noite completa.

Ainda tive vontade de experimentar uma nova técnica fotográfica: coloquei a máquina num ramo de amendoeira, virada para Vila Flor, com o obturador aberto (é a posição Bulb ou B); com a lâmpada de presença da bicicleta “pincelei” alguns ramos floridos da amendoeira, como se estivesse a “pintar” com aguarelas. Achei graça a esta experiência. Recuei mais de 20 anos atrás, em Coimbra, quando uni duas objectivas com fita-cola para fotografar miosótis.O telemóvel tocou, já estavam preocupados comigo. - Estou mesmo aqui na Rua da Pereira! Respondi.

Quilómetros percorridos neste percurso: 21
Mapa do percurso
Total de quilómetros de bicicleta: 622
Total de fotografias: 11720
03 março 2007
Na rota das amendoeiras em flor 2
02 março 2007
Fotografia +
A ideia da votação na Fotografia + (fotografia favorita no Blog) estava com alguns problemas técnicos. Além de permitir votar em fotografias que não existiam, não somava os votos de cada fotografia e não havia uniformidade na escrita do nome+número das fotografias. Pensei numa alternativa que coloquei hoje em funcionamento. Transferi os votos já existentes e tive que alterar as regras. Em cada semana, só é possível votar numa fotografia, mas deixa de ser necessário escrever os nomes+número das mesmas. Basta seleccionar o nome e clicar no botão Votar. É mostrado um resumo das 30 fotografias mais votadas.Basta clicar no botão Retroceder do Web Browser para voltar ao Blog, ou clicar na mensagem por baixo dos comentários que diz Voltar ao Blog "A descoberta de Vila Flor".
Espero que participem. É possível votar numa fotografia todas as semanas.
Os procedimentos para saber o nome+número da fotografias mantêm-se.
As fotografias com mais de 1600 pixels de comprimento são reduzidas automaticamente pelo sistema do Blogger.com. Isso tem alterado o tamanho de todas as fotografias panorâmicas que tenho colocado no Blog!
01 março 2007
O dia 25 foi dia de um passeio especial
Ver a fotografia anterior no tamanho originalO dia 25 foi dia de um passeio especial. Em primeiro lugar porque foi realizado em família, o que, só por si, já é muito agradável, depois porque os locais que visitámos também estiveram à altura de uma excelente tarde de Domingo.
Informei-me junto dos vizinhos, do melhor local para encontrar amendoeiras em flor. Foram unânimes em indicar uma área abrangendo Arco, Gavião e Seixo. Pelo meu conhecimento do terreno optei pelo Arco.Depois de almoço saímos de carro, sem pressas, em direcção ao Complexo de Piscinas e Parque de Campismo da Barragem do Peneireiro. Tomámos um café e demos um passeio. Havia outros grupos de pessoas a aproveitarem aquele espaço verde e o ar puro que ali se respira.

Saímos em direcção a Vila Flor e cortámos para o Arco.
Os poucos quilómetros que percorremos levaram bastante tempo, com paragens constantes. Ali pelo Arquinho, o espectáculo estava digno de se ver. Deixando a estrada (1148-1) e subindo um pouco, pelos 580 metros, tem-se uma boa visão, em direcção a Moncorvo. As amendoeiras em flor exercem atracção e cada uma parece mais bonita que a anterior. Podem ser admiradas em grupo, mas se nos aproximamos mais, fascina-nos o conjunto dos ramos, despidos de folhas, completamente revestidos de branco ou rosa e a delicadeza das flores com pétalas transparentes em contraluz.
(Ver fotografia em tamanho original)Chegados ao Arco, descemos a Rua da Igreja. O objectivo foi subir a Rua do Ribeiro à procura de um ponto elevado com uma boa panorâmica da aldeia. Há amendoeiras floridas por todo o lado, mas a encosta que sobe para o cemitério está magnífica, toda caiada de branco.

Voltámos ao centro da aldeia. Junto à igreja, no Largo de S. Lourenço, um grupo de homens punha a conversa em dia e aproveitava o calor do sol. Cortámos à direita pela Rua da Portela em direcção ao Nabo. O sol, agora mais baixo, fazia brilhar as pétalas das amendoeiras que se encontravam espalhadas encosta abaixo. Mesmo lá longe, no Castedo, manchas brancas brilhavam nas cristas dos montes. Contrastando com o branco, viam-se tufos verde-escuros de zimbros, pinheiros e oliveiras, muitas oliveiras!

Dividi-me no contraste, entre o claro e escuro, entre o perfil do Arco, fosco, em contraluz, e o horizonte largo do Vale da Vilariça que subia até ao alto da Serra do Reboredo que embalava Moncorvo no seu regaço. A minha esposa, voltou ao passado ao apanhar uma bela salada de azedas das paredes. Também teve direito a um belo ramo de flores silvestres oferecido pelo filho mais novo.

A luz começou a ficar mais doce, com tons quentes. Voltámos a Vila Flor. Subimos ao miradouro de S. Bento para apreciarmos o final de tarde admirando a vila e a imensidão de Mundo à nossa volta.Montei a máquina fotográfica num tripé (vim preparado!) e tentei algumas fotografias mais arrojadas. A luz baixa não me facilitou a vida, mas foi um bom desafio técnico.

Acabámos a tarde numa pastelaria, saboreando a alegria de viver, de estarmos juntos e de nos sentirmos bem nesta terra que nos acolheu.

Ver a fotografia anterior no tamanho original


