26 abril 2007

A Fotografia +

Apesar de todos elogios que tenho recebido à cerca de algumas das fotografias que tenho colocado no Blog, a verdade é que a votação na Fotografia + não tem tido muita adesão. Ficaria muito contente se as coisas mudassem um pouco.
Para saber + (mais) sobre a votação na Fotografia + clicar >>>>aqui<<<< Até ao momento as 13 fotografias mais votadas são:
VilaFlor300 (7) 10%
VilaFlor270 (6) 8%

VilaFlor473 (5) 7% (Alterei-lhe o número)

VilaFlor304 (4) 5%

VilaFlor423 (3) 4%

VilaFlor380 (3) 4%

VilaFlor296 (3) 4%


VilaFlor312 (3) 4%


vale-vilari (2) 3%

marinha (2) 3%

sampaio (2) 3%

VilaFlor362 (2) 3%

VilaFlor330 (2)

25 abril 2007

Nossa Senhora da Assunção 2

No dia 23 dei um pequeno passeio ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção. A ideia era ver in locu os locais relatados nalgumas páginas que tenho andado a ler, nomeadamente o santuário (com as obras a decorrer em grande ritmo), um castro e a fonte dos milagres chamada Fonte de Nossa Senhora.
Como tive problemas com a bicicleta, acabei por ir a pé quase a totalidade do caminho. Gostos à parte, a pé é que se anda bem, mas a bicicleta também tem as suas vantagens.
Atravessei os grandes parques de estacionamento do santuário que se encontram atapetados por um manto verde e florido. Que bom seria se estivessem assim a 15 de Agosto! Também têm muitas árvores frondosas. No cruzamento da estrada que desce para Vilas Boas com a que segue para o santuário encontra-se uma olaia (Cercis siliquastrum L.) que é um espectáculo de modelo fotográfico. Retorcida, completamente vestida de flores, ergue-se para os céus marcando uma posição de destaque neste lugar onde os caminhos se cruzam. Infelizmente o chão estava cheio de lixo e ressequido porque tinham aplicado herbicida. Para mim é triste ver tantos campos com este aspecto queimado...

Segui até à Rotunda dos Evangelistas. Possivelmente estes mudarão de lugar após as obras. Em termos estéticos, as estátuas são muito pequenas para aquele local, só o poste eléctrico se destaca.
Logo depois da rotunda, em vez de subir ao santuário, cortei à esquerda e segui em direcção a uma mata de enormes eucaliptos.
Subi aos “púlpitos” de onde era lançado o fogo. Foi aqui que comecei a ensaiar as primeiras fotografias panorâmicas a 8 de Janeiro. Desta vez lavava na mochila um pequeno tripé que a família me ofereceu no meu recente aniversário. Era uma boa ocasião para o experimentar.
Mais à frente encontrei o cruzeiro que parece estar relacionado com as aparições embora na descrição que faz Pinho Leal, o cruzeiro não é focado.
A 4 de Setembro de 1673, estando uma menina de nome Maria, de 10 anos de idade, a lavar roupa no ribeiro, apareceu-lhe uma mulher de grande beleza. Abençoou-a e levou-a a uma ribanceira próxima de onde jorrou água. Depois de lhe lavar a cabeça com a água disse-lhe: - Estás sã do mal que padecias. Disse-lhe também que se chamava Virgem da Assunção e que já a tinha salvo anteriormente. Pediu-lhe para espalhar pelos vizinhos para jejuarem na primeira sexta-feira e para concertarem a sua casa (capela?), porque Ela intercederia por todos.
No dia 7 seguinte, depois do sol-posto, a mesma senhora apareceu de novo. Pediu-lhe para ir à sua capela. A meio da encosta (junto ao cruzeiro?), encontrou de novo a Senhora que lhe entregou uma cruz de madeira e lhe disse: - Vai de novo à vila recomendar de novo a todos que não se esqueçam do jejum – e dá-lhes a beijar esta cruz. A menina deu volta à aldeia seguindo o que a Senhora mandara.
Na manhã seguinte, 8 de Setembro, dia da Natividade da Senhora, quando a menina foi colocar a cruz de onde a tinha levado a Senhora apareceu de novo, pedindo-lhe que a fosse visitar, à capela, todos os Sábados.

A notícia destes acontecimentos espalhou-se rapidamente. De povos vizinhos e doutros mais distantes vinham crentes que pagavam promessas pelas graças concedidas fazendo crescer muito os rendimentos do santuário.
Diz também Pinho Leal no seu livro “Do Portugal Antigo e Moderno”, que havia em 1712, na sacristia, um livro onde estavam registados os milagres feitos por intersecção da Senhora da Assunção. Um dos registos dá conta que Domingos Sil, de Vila Flor, estando coberto de lepra, se lavou na Fonte da Senhora e ficou limpo.
Não subi o Escadório dos Apóstolos. Segui em frente contornando o Santuário por Norte. A paisagem que se avista é fantástica, como sempre.
Subi pelos rochedos até às traseiras da casa dos milagres. Pelo caminho procurei algumas marcas pré-históricas. É muito difícil encontrar algo sem a orientação de alguém que já conheça o local. Encontrei alguns alicerces de paredes, mas, pela perfeição do alinhamento, não devem ser muito antigas. Não pode haver maior evidência da ocupação deste cabeço do que o berrão encontrado, que se encontra agora no Museu de Vila Flor e que o professor Dr. Santos Júnior classificou de maravilha. Eu só consegui encontrar bastante lixo!

No píncaro do monte (como antigamente se dizia), o olhar perde-se de tanto onde pousar, em todas as direcções. Depois de uma volta (demorada) em redor da capela desci pelo escadório para deitar um olho às obras.
Agora sim, já é visível uma grande força de trabalho. Máquinas por todo o lado, terras removidas, novos muros por todo o lado. Não é possível ter uma ideia de como tudo isto vai ficar. Espero que fique com alguns espaços verdes!
Deixei o lugar onde deve vir a nascer uma grande rotunda e comecei a descer as escadas em direcção a Vila Boas, olhando os apóstolos. Todos parecem olhar para o além, só um, Judas Escariote, desvia o olhar para o chão. Mas se Jesus o escolheu com uma missão, o que poderia Judas fazer para contrariar a razão porque tinha sido escolhido?
Depois de uma alameda de gigantes eucaliptos em flor, cheguei à Fonte de Nossa Senhora, estava alagada. Apetecia-me beber, mas não sei se a água que corre na torneira é potável, com tantos herbicidas espalhados aqui à volta. Por cima da actual fonte há uma pequeno jardim e alguns vestígios que podem indicar que já havia ali uma fonte antes da actual. Este lugar é agradável. Fresco, com sombra e há mesmo alguns bancos de pedra espalhados.
Decidi que estava na hora de voltar a casa. Segui por um caminho em direcção a Sul, passando por um lameiro cheio de grilos e flores que fui fotografando pelo caminho. Acelerei o passo. Quando cheguei ao campo de futebol de Vilas Boas, resgatei a bicicleta que ali tinha deixado e regressei a casa a pé.


Quilómetros percorridos neste percurso: 14
Total de quilómetros de bicicleta: 924
Total de fotografias: 19 067

Espargos - Asparagus officinalis

Tenho encontrado espargos selvagens um pouco por todo o concelho. Este foi fotografado próximo da aldeia de Meireles.
São frequentes durante os meses de Março e Abril.
Esta planta, de nome científico Asparagus officinalis é bastante apreciada em Vila Flor, no nordeste trasmontano mas também na cozinha francesa e italiana. A designação officinalis sugere a sua utilização para fins medicinais. De facto os espargos são conhecidos por serem ricos em ácido fólico, responsável pela divisão das células do sistema imunitário. Também lhe é atribuindo um poder diurético e depurativo. O seu consumo pode conferir à urina um cheiro característico o que parece só acontecer com algumas pessoas.
Também devido à configuração dos seus rebentos é-lhes atribuído algum poder afrodisíaco.
Sinceramente nunca comi espargos selvagens, mas tenho visto muitas pessoas a apanhá-los. Fiquei com a ideia de que são consumidos principalmente em omeleta, mas uma busca na Internet abre os horizontes sobre as diferentes maneiras de cozinhar espargos.
Se alguém tiver uma receita típica, feita à base de espargos, agradeço.

23 abril 2007

em peregrinação...


Hoje, para relaxar os músculos decidi ir até a Senhora da Assunção. As coisas não correram lá muito bem com a bicicleta, parece que se ressentiu do esforço de ontem. Não sou pessoa de desistir à primeira. Deixei a bicicleta presa a um poste e fui a pé. Registei bons momentos que conto partilhar com todos.

II Rota da Liberdade em BTT


Realizou-se ontem, dia 22 de Abril, a II Rota da Liberdade em BTT por terras do concelho de Vila Flor. A adesão foi enorme, comparecendo mais de centena e meia de participantes vindos de toda a região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Participaram várias equipas representativas do melhor que há, neste desporto, na região, como a equipa da Quinta da Redonda, de Vila Real. As inscrições online faziam já adivinhar uma elevada participação, foi triplicado o número de participantes em relação à primeira edição da prova!
Um terço dos participantes optou pela Maratona (60 km), fazendo os restantes os 40 quilómetros da meia maratona.
O traçado, cuidadosamente estudado, levou os participantes a visitarem locais privilegiados em termos de beleza paisagística de Vila Flor, ficando também com uma ideia da diversidade de rochas, culturas agrícolas e vegetação espontânea, que se mostra em esplendor nesta época do ano.
Subindo a 711 metros de altitude na Senhora da Lapa, descendo aos 160 metros perto dos limites do concelho, na Junqueira, em pleno coração do Vale da Vilariça, subindo de novo aos 500 metros de altitude, através da Quinta do Caniço, para terminar, calmamente, em Vila Flor. Depois das árvores frondosas que envolvem o complexo da Barragem do Peneireiro, seguiu-se a descida íngreme até à freguesia do Nabo, continuando por quintas, entre vinhas e olivais centenários, que são das principais riquezas de Vila Flor. O Vale da Vilariça, com características de microclima únicas na região, provocou uma enorme sede nos atletas. A organização ajustou-se, criando novos pontos de abastecimento de água, além dos inicialmente previstos, o que foi do agrado de todos. O calor foi mesmo a única queixa ouvida aos participantes, uma vez que a organização colocou no terreno uma equipa de 20 pessoas (contando com elementos da GNR, Bombeiros e mecânicos).
Depois da prova concluída (os melhores tempos foram de 2h 25m na meia maratona e 2h 49m17s na maratona), seguiu-se um bom banho e um farto almoço, servido nas instalações da sede do Agrupamento de Escolas local.
A organização mostrou-se muito satisfeita, com o elevado número de participantes e com a qualidade dos mesmos. Não houve acidentes dignos de registo e o apoio antes, durante e após a prova, esteve excelente.
Para a organização desta prova o Clube de Ciclismo de Vila Flor, teve o apoio do INATEL, da Câmara Municipal de Vila Flor, Juntas de freguesias de Vila Flor e do Nabo, Associação de Caçadores do Nabo, armazéns da Superbok e Vitalis, e Liberty Seguros.

22 abril 2007

À descoberta em BTT


Hoje foi dia de um grande passeio nA Descoberta de Vila Flor. Foi a II Rota da Liberdade organizada pelo Clube de Ciclismo de Vila Flor. Acompanhado por mais de 100 ciclistas, conheci novos caminhos nas Escarbas, no Concieiro, no Cabeço do Cavalo, no Nabo, várias quintas no Vale da Vilariça, etc. Encontrei finalmente a Sra. da Conceição, no Nabo.
Foram mais de 40 quilómetros, num dia quente e com muito pó. Enquanto a máquina fotografia não se cansou, ensaiei algumas fotografias, mas em pleno Vale da Vilariça "apagou-se"! Não foi um passeio calmo, de introspecção, como muitos que tenho feito. Desta vez as fotografias ficaram para segundo plano.
Tive também o prazer de conhecer um bom grupo de atletas do Clube de Ciclismo de Vila Flor, do Ansiães Aventura e amigos de outras paragens que desconhecia serem adeptos de BTT.

Quilómetros percorridos neste percurso: 50
Total de quilómetros de bicicleta: 910
Total de fotografias: 18 456

21 abril 2007

Quinta da Barquinha e outras quintas


Foi numa quarta, mais concretamente a 21 de Março de 2007, que subi ao topo da Fraga do Frade, e, de 654 metros de altitude, fiz estas fotografias. A meus pés estende-se um fértil vale onde se encaixam a Quinta de S. Gonçalo, Quinta de S. João, Quinta da Barquinha, Quinta da Paz, Quinta da Conceição e Quinta dos Lagares.
Nestes terrenos domina a oliveira que cede algum espaço a algumas vinhas. Também por aqui há algumas pereiras, floriram agora em Abril.
Passei uma tarde inteira admirando o quadro harmonioso, pintado em tons de azul e verde, muitas vezes verde azeitona, que se envolve amorosamente com os castanhos da terra. Desde o Marco, próximo de Samões, o olhar perde-se, ora mais próximo, com a Vila a meus pés, ora mais longe, pelo Peneireiro, descendo pelo Gavião, saltando para o Castedo e adormecendo na Foz. Sobe-se o Reboredo até Moncorvo que logo se larga para focar mais próximo a Adeganha e a Junqueira. Já cansados de tanto olhar, baixamos os olhos e do Alto da Caroça até à Sr.ª da Veiga, onde todos descansam. Depois de uns segundo de pausa, redirecciona-se a objectiva, respira-se o ar de urzes e torgas temperado de silêncios, porque o barulho aqui não se faz ouvir.
Quando o astro rei se preparou para dormir e incendiou a Vila, a Poente, impedindo-me de olhar, abandonei o local, andando de vagar, tentando não fazer barulho com os pés, não queria perturbar.
Este quadro de um reino maravinhoso que eu vi, e senti, outros viveram e sentem na saudade. Espero que esta mensagem chegue ao Brasil, à Laura e ao Fernando. Que ela alegre toda a nostalgia de mais de 40 anos de distância.

20 abril 2007

Viagem agitada até Meireles


No dia 18 de Abril parti para uma pequena visita a Meireles. Comecei por me questionar qual o percurso que iria seguir mas não descobri muitas alternativas. Confiei mais uma vez no meu espírito de improvisação.
Subi ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa, passei por Trás-da-Serra, Bairruivo e cheguei a estrada que segue para a Trindade. Apanhei o primeiro caminho, à esquerda, em direcção ao vale onde se encontra Meireles.

O caminho estava bom e conduziu-me a uma pequena quinta abandonada, a Quinta do Velhinho. Junto desta quinta há alguns terrenos cultivados e lameiros, mas, dali para baixo, em direcção ao do Ribeiro da Fragada, em direcção a Meireles, não consegui ver nenhum caminho possível.
Do outro lado da ribeira, onde terminam terrenos da Quinta da Veiguinha já era visível um caminho que parecia seguir em direcção à aldeia.

Decidi arriscar. Parecia um curto espaço de terreno ainda por cima a descer… Foi uma má opção. Havia muito mato, muitas fragas e muitas silvas. Foi o caminho mais difícil que já percorri desde que comecei os meus passeios À Descoberta de Vila Flor.
Antes de chegar à ribeira, já tinha um furo na roda dianteira. Foi um desespero. Não havia nada a fazer quanto à bicicleta. Tenho que comprar uma bomba de ar e levar uma câmara-de-ar comigo para estas eventualidades. Foi já o 4 ou 5 furo que tive!
Continuei “arrastando” a bicicleta e a tirar fotografias. Depois de passar a ribeira, foi mais fácil circular entre olivais e mato de estevas floridas.

Há por aqui muitas ravinas no fundo das quais passam várias ribeiras que se junta na Ribeira de Meireles. Na ribeira que desce da Feiteira estão a ruínas de dois moinhos. Ainda quis entrar nas ruínas mas não foi possível porque havia muito mato. Deixei a ribeira e comecei a subir para a aldeia. Numa pequena elevação encontrei um bom ponto para fazer uma bonita fotografia panorâmica da aldeia mas o Sol estava a ofuscar-me os olhos do alto da Serra do Faro.

Cheguei a Meireles sem muita vontade de tirar fotografias. As pessoas olhavam-me curiosas. Além da roda furada, as minhas pernas estavam num estado lastimável, capazes de causar pena a qualquer um.
Subi preguiçosamente a rua principal até à estrada do Cachão onde procurei um telefone. Esperei pelo “carro de apoio” e pelo “chá” que vinha junto.
Dois dias depois, olhando as fotografias, penso: - tenho que voltar a Meireles. As arranhadelas estão esquecidas mas as fotografias nem estão nada más!


Quilómetros percorridos neste percurso: 15
Total de quilómetros de bicicleta: 860
Total de fotografias: 18 282

Subida à Serra do Faro


No dia 16 de Abril parti com intenção de subir à Serra do Faro. A urze já está com as flores secas mas a carqueja, as estevas, as giestas e muitas outras flores selvagens emprestam um colorido à paisagem, que, nos pontos mais altos, se vai perder em poucos dias.
O céu estava azul e com poucas nuvens. Rumei a Vilas Boas e fiz um rápido passeio pela aldeia. Depois, continuei na estrada em direcção a Vilarinho das Azenhas durante cerca de quilómetro e meio onde deixei a estrada e entrei por um caminho, à direita. Aqui começou a etapa mais bonita do meu percurso. As vegetações estavam luxuriante e flores de todas as cores brotavam de todos os lados. A par desta paleta variada e viva, passeavam-se os olhos por quilómetros de serras que o meu conhecimento não destrinça. Identifiquei a Senhora dos Remédios, lá ao fundo, em Vilarinho das Azenhas. Segui um fio de prata que se entendia contorcido até à Ribeirinha. Era o Rio Tua.

Centrei de novo a minha atenção no caminho, rasgando a encosta. Deixei o Cabeço de S. Cristóvão para trás, seguindo a uma cota de mais ou menos 500 metros, fui contornando todo o conjunto montanhoso por Oeste. Muitas vezes larguei a bicicleta, sentei-me no chão, fotografando pequenos amores-perfeitos, aranhas e outros animais pequenos, deliciados com o sol quente de fim de tarde.
O tempo foi passando e a paisagem mudou. Entrei numa zona que ardeu no Verão passado. A natureza já se esforçou por decorar e rejuvenescer a área mas não se pode comparar com aquela onde tinha seguido até então. Contornar toda a cadeia de montanhas levar-me-ia muito tempo. Não tinha outra alternativa senão subir em linha recta em direcção ao topo! Durante algum tempo consegui progredir sem grande esforço, mas, quanto mais me aproximava do ponto mais alto, mais agreste se tornou o “caminho”, tendo que carregar a bicicleta (como já me tinha acontecido no dia 12 de Fevereiro quando subi ao alto do Cabeço de São Cristóvão). A tarde foi descendo, apareceram algumas nuvens a paisagem foi-se tornando mais esbatida.

É impressionante a imensidão que se avista do Marco Geodésico situado a 822 metros de altitude! Saltei de rocha em rocha (já sem a bicicleta), procurando explorar toda a área em redor. As sombras já cobriam a vertente a Nascente chegando já a Meireles.
Chamaram a minha atenção paredes que parecem ser muralhas de protecção de algum refúgio de povos pré-históricos. Era impossíveis não repararem neste local. Daqui poderiam vigiar uma grande área em redor e, é possível, que este lugar tenha sido utilizado para fazer sinais, integrado num sistema de comunicação. Porquê o nome Faro?!
Com muita pena minha, tive que sair dali rapidamente. Pretendia descer de bicicleta pela encosta a Nascente, mas, pelo que podia avistar, o caminho recuava muito em direcção ao Cachão, era longo e a noite estava próxima. Não parei mais até chegar a Vilas Boas. A reserva de água há muito que se tinha esgotado, refresquei-me numa fonte no centro da aldeia.

Cheguei a Vila Flor, tarde e exausto. Não satisfiz todas as expectativas que tinha de subir ao alto daquela montanha, as condições atmosféricas já não eram as ideais. Por outro lado, o percurso que fiz até chegar ao topo foi fantástico! Cheio de boas imagens e de adrenalina.
Não me importo nada de repetir a experiência.

Quilómetros percorridos neste percurso: 26
Total de quilómetros de bicicleta: 845
Total de fotografias: 17 826