15 maio 2007

Castanheiro-da-india (Aesculus hippocastanum)


As bonitas árvores que se encontram ao longo da Avenida Marechal Carmona são na grande maioria Castanheiros-da-india. É possível nesta altura admirar em plenituda a floração das duas espécies existentes, o Aesculus hippocastanum, de flores brancas, e o híbrido Aesculus x carnea, de flores cor-de-rosa.
Os frutos, castanhas-da-índia, são usadas entre nós contra a traça, colocando-as nos roupeiros, entre as peças de roupa. Nalguns países do Medio Oriente eram utilizadas como alimento para o gado.

14 maio 2007

Das aldeias, Santa Comba...


No dia 12 de Maio pedalei até Santa Comba da Vilariça. Decidi descer de Roios até Lodões, seguir até Santa Comba. O caminho de regresso seria via Trindade, sem grandes voltas ou aventuras.
Quando se visita uma aldeia, ainda mais Santa Comba, não se consegue ver tudo em pouco tempo.
Em 1967, Raul de Sá Correia, enviou para ao Chefe dos Serviços Culturais dos CTT em Lisboa, a seguinte descrição de Santa Comba a fim de ser elaborada a pagela comemorativa da inauguração dos correios na freguesia: “Situada na margem direita da Ribeira da Vilariça, privilegiada por um dom da Natureza, que a situa no afamado Vale da Vilariça, de quem alguém escreveu um dia: “Aldeia tão airosa e bonita, que mais parece um pormenor de um presépio de Machado de Castro” e que o cancioneiro Trasmontano dedicou a popular quadra que correu mundo e reza assim:
Das cidades, o Porto;
Das Vilas Vila Real;
Das aldeias, Santa Comba;
Das quintas a do Carrascal.
Santa Comba da Vilariça, porque pertence ao Concelho de Vila Flor é, também, uma Flor e quem uma vez calcorreou e observou a sua vida, a sua maneira de ser tão particular e simples, jamais a esqueceu.”
Depois de ler palavras tão apaixonadas sobre Santa Comba é impossível abeirarmo-nos dela sem expectativas de uma tarde bem passada.
Como não se trata da minha primeira visita à aldeia, os meus “alvos” preferenciais estavam mais ou menos definidos, mas há sempre coisas que nos surpreendem. A igreja, os cruzeiros medievais e a chaminé da antiga Casa Ochoa são os pontos turísticos mais conhecidos e também aqueles entre os quais me iria movimentar.
Curiosamente Santa Comba tem um Pelourinho classificado como Imóvel de Interesse Público (Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933)! A este respeito, quando o Sr Presidente da Câmara foi questionado em 1968, responde o seu Chefe de Secretaria “ … não existe qualquer Pelourinho, pois, aqueles símbolos de autonomia Municipal, neste concelho, só existem: em Vila Flor, Freixiel, e Vilas Boas…”. Pela a informação a que consegui aceder, sou levado a pensar que o Pelourinho em causa é o Cruzeiro se encontra no entroncamento entre a Avenida Lucinda Oliveira e a continuação da estrada N603 para Vale Frechoso. Não vi outra referência que não aponte nesta possibilidade.
Depois de deixar este cruzeiro para trás, dei comigo no Largo das Eiras. A aldeia tem um conjunto de locais espaçosos, arejados e arranjados, que contrastam com ruas estreitas de casas em rijo granito, entrecruzadas com outras de pedra mais miúda, de origem mais modesta.

O “centro” actual, situa-se um pouco mais adiante. Num espaço agradável, que combina xisto e granito, olhando à volta, encontramos; um banco, o posto do turismo (e GAC), um restaurante, um café, um supermercado e um talho. No centro do espaço uma fonte. Esta singela fonte que me saciou a sede, foi motivo de festa em 1939. “Festa das melhores, festa de que compartilham alegremente, jubilosamente, pobres e ricos – novos e velhos”, escreveu o enviado especial, encarregado de cobrir a inauguração do abastecimento de água à aldeia. O Dr Francisco Guerra acompanhou o Sr Governador Civil, que cavalgando, visitaram a captação situada no Rego do Souto, regressando a tempo para ouvir a Banda de Vila Flor, a Tuna da Casa do Povo de Vale Frechoso e assistirem a uma missa na Igreja Matriz, onde os aguardava uma guarda de honra constituída pelos alunos das escolas feminina e masculina.
Continuei o meu passeio até à igreja. Já conhecia o bonito frontespício com as suas duas colunas, uma de cada lado da porta. Trata-se de uma igreja barroca, datada de 1719.
No seu interior fui surpreendido com esplêndidos altares em talha dourada do século XVIII, recentemente recuperada. Do lado direito do Altar Mor está S. Pedro, padroeiro da freguesia. Perto dele, a imagem de Santa Comba, ligeiramente rodada para o público. Segura o livro na mão esquerda, mas falta-lha a palma na mão direita. Também chamou a minha atenção o brasão que se encontra por cima do Altar Mor.
Demorei-me na igreja, mas ainda tive tempo de subir ao Calvário, ver a chaminé dos Ochoas, visitar a Casa das Rendas e fotografar o último cruzeiro quando saí da aldeia em direcção à Trindade.
O tempo passou sem eu dar por isso! Já era muito tarde. Calculei como hora provável de chegada a Vila Flor, as 21 horas, não me enganei muito.
Não me cansei de Santa Comba. No dia seguinte voltei, de carro, com a família, à descoberta de outros atractivos que aldeia oferece. Deles falarei noutra oportunidade.
Quilómetros percorridos neste percurso: 43
Total de quilómetros de bicicleta: 1093
Total de fotografias: 22 925
Nota: a fotografia VilaFlor496 não é de minha autoria. Trata-se da reprodução de uma existente no Museu Municipal Berta Cabral.

Exposição de Artesanato e Pintura

Na Galeria de Exposições do Centro Cultural de Vila Flor está patente, desde o dia 11 de Maio e até ao dia 4 de Junho de 2007, uma Exposição de Artesanato e Pintura, de Freixiel. A variedade é muita, sendo possível apreciar trabalhos em madeira (imagens de santos, presépios, máscaras, miniatura de alfaias), em ponto de Arraiolos (tapetes, painéis e almofadas), em ponto cruz e rendas. Estão também expostas algumas pinturas.

A maioria dos trabalhos foram executados nos ateliers do Projecto Aldeias Vivas que tem sido desenvolvido na aldeia.

A variedade, o gosto, mas também o facto de se tratar de artesanato do nosso concelho, merece uma com certeza uma visita.

13 maio 2007

Freguesia Mistério 4

Há um mês que se vota na Freguesia Mistério 3. Houve 33 votos e, desta vez, com uma acentuada tendência para a resposta correcta que é Vilas Boas. Na minha opinião, esta tendência, deve-se ao facto de haver bastantes pessoas de Vilas Boas a votar (obrigada).
Curiosamente há votos bastante dispersos. Noutras freguesias também conheço Relógios de Sol, mas poucos. Pode ser que numa outra fotografia Mistério, estes voltem a aparecer.
Os votos distribuíram-se da seguinte forma:
Assares (4) 12%
Benlhevai (1) 3%
Candoso (1) 3%
Frexiel (2) 6%
Lodões (3) 9%
Mourão (1) 3%
Nabo (1) 3%
Samões (1) 3%
Sampaio (2) 6%
Trindade (2) 6%
Vale Frechoso (1) 3%
Vila Flor (1) 3%
Vilarinho das Azenhas (1) 3%
Vilas Boas (12) 36%

A nova Freguesia Mistério está representada numa fotografia tirada na igreja. A fotografia foi tirada já durante o mês de Maio numa bonita igreja do séc. XVIII. Por detrás desta imagens, o Altar Mor é muito belo, dos mais bonitos que já vi pelo concelho. Não se trata de miniaturas, é difícil não reparar nelas. O Cristo na cruz tem mais de 2 metros de altura.
Em que freguesia podemos encontrar a igreja onde estão estas imagens?


Participem votando...
(Na margem direita do Blog)

12 maio 2007

em Santa Comba da Vilariça


Hoje a “viagem” foi a Santa Comba da Vilariça. Pelo caminho aproveitei para fotografar Roios, Lodões e Assares. Também não esqueci os insectos e as pequenas flores que crescem nas valetas e que, pouco a pouco, se despedem de nós, até à próxima Primavera.
O dia esteve bastante nublado e ventoso, mas teve algumas abertas, que deram mais brilho às belezas naturais que encontrei.
Em Santa Comba, visitei a igreja. Preparava-se o andor de Nossa Senhora de Fátima para a procissão das velas do 13 de Maio.

11 maio 2007

Assares

Assares é uma pequena aldeia quer em número de habitantes quer na área que ocupa. A sua pequena dimensão contrasta com a sua antiguidade havendo evidências da presença do homem nestas paragens há milhares de anos. As insculturas na rocha da Cova da Moura ou o Santuário Calcolítico do Cabeço da Mina são evidências conhecidas e importantes até no panorama pré-histórico português.
Situando-se no fértil Vale da Vilariça, somos levados a considerar que este local sempre tenha sido apetecível para a actividade humana.
Da estrada N102 sai a Avenida 25 de Abril, que em linha recta, nos conduz ao centro da aldeia. É perto de um quilómetro, sempre a subir, tendo que se sair da aldeia pelo mesmo caminho. Essa foi talvez uma das razões para eu ainda não ter visitado Assares como ele merece. A minha ideia sempre foi entrar na aldeia, por Oeste, descendo as montanhas em direcção ao vale, à Ribeira da Vilariça. Consultando vários mapas on-line não consegui vislumbrar um trajecto completo. Havia duas alternativas: partir de Roios em direcção a Norte, atravessar algumas quintas e descer depois a Assares, ou partir de Vale Frechoso em direcção a Assares. Optei pela primeira hipótese.
Cheguei a Roios, segui em direcção à igreja e depois cortei à direita um pouco ao acaso. O dia estava agradável, quente, luminoso, com algumas nuvens. É muito agradável passear por estes caminhos nesta altura do ano!
Os meus pontos de referência eram uma pequena barragem perto da Quinta de Santo Estêvão, a Quinta do Prado e o marco geodésico do Fiolho. Parecia-me que poderiam existir algumas quedas de água na ribeira, por cima da Quinta do Prado de Baixo.
Tudo correu bem até atingir a Fraga do Castelo. Atrás de mim, Roios ia ficando pequeno e à minha frente apareceram algumas ravinas agrestes, rochosas. Quando avistei a pequena barragem as coisas complicaram-se. Foi difícil seguir um caminho que me levou à Quinta do Prado e a uma grande mata de eucaliptos. Aqui caminhos não faltam, o difícil é tomar as opções certas. Depois de andar algum tempo aos esses, subi uma íngreme encosta que me levou ao marco geodésico, que se eleva a 503 metros de altitude. Já tinha bebido toda a água que transportava, mas a beleza do vale fez-me esquecer a sede.
Fiquei ali, no alto, fotografando Lodões, Assares, a Trindade e todo o vale em redor, desde a Serra de Bornes, até à Foz.Comecei a descida para o vale em direcção a Assares. O declive é muito acentuado, ainda bem que era a descer. Entrei em Assares pela Rua da Peneda. A primeira coisa que me surpreendeu foi a quantidade de rolas (Streptopelia decaocto) que havia a cantar por toda a aldeia. Contavam-se às dezenas! Procurei uma fonte. Depois de saciar a sede procurei a capela. É muito sóbria e estava fechada. Por cima da porta tem gravado o ano de 1977. Esta capela foi utilizada durante muito tempo como igreja porque esta ultima se encontrava em mau estado de conservação. Actualmente a igreja parece estar recuperada. Pelo menos o espaço circundante está todo calcetado, arranjado e com candeeiros. Não é necessário muito tempo para percorrer todas as ruas de aldeia, voltando sempre à Rua da Praça. O cruzeiro tem a data de 1943. Perto encontra-se também um fontanário e os tanques públicos, no Largo do Fontanário.
Poucas pessoas encontrei pelas ruas com quem pudesse meter conversa. A tarde estava no fim, o sol só já iluminava o outro lado do vale, havia que regressar a casa.
Desci à N102 (IP2) e pedalei rapidamente até Lodões. Aqui todos os cachorros parecem ter raiva de mim! Enquanto subia até Roios, foram descendo as trevas e as raposas já rondavam a aldeia.
Cheguei a casa muito tarde, foi um longo passeio. No essencial cumpri o percurso desejado. Conheci novos caminhos, subi a mais um marco geodésico e visitei Assares. Só faltava um bom banho, o jantar e muita água.

Quilómetros percorridos neste percurso: 34
Total de quilómetros de bicicleta: 1050
Total de fotografias: 22 270

09 maio 2007

Volta completa, com Assares


Hoje a viagem foi até Assares. Apesar de já te passado várias vezes junto Assares, ter subido um pouco em direcção à aldeia, a verdade é que nunca (na minha vida) tinha estado no centro de Assares.
Com esta visita completa-se uma volta ao concelho. Nalguns locais já estive três ou quatro vezes, noutros (poucos) só ainda estive uma vez.
Já somei mais de 1000 quilómetros (só em bicicleta) e mais de 20 mil fotografias.
Escolhi um percurso muito pouco convencional, para não repetir, sempre por caminhos desde Roios até Assares, aproveitando as cores da Primavera de uma tarde algo nublada.
O resultado foi bom, em breve mostrarei mais fotografias.

Benção

Bendito
o sol que beija
o rosto de crianças
nuas em busca do que não tiveram.

Benditas
as montanhas
que fazem cópula com a noite,
e ficam virgens mais belas
que as estrelas quando amanhece...

Benditas
as cumeadas
que dormem
em berços de névoa mansa
com lençóis de neve.

Benditos
os rios, que levam
as serras e os vales,
e benditas as árvores,
a toalha do seu banho...

Bendito
o mar,
fonte de reserva
quando a água na terra se acabar.

Benditas
as florestas
que escondem a liberdade
dos animais...

Bendita
a Natureza
Espelho de beleza
do Criador!

Bendita
a Dor
quando nela há o prazer de um tormento
maior que o Amor...
Benditos...

José Nascimento Fonseca*
Notícias de Mirandela, 25-02-1961

*José do Nascimento Fonseca nasceu no Nabo a 22-12-1940 e morreu a 27-07-1983.
Encontrei alguns poemas seus, que foram publicados em jornais, no museu. Gostei deles. Senti que as suas palavras podem completar(-se com) as minhas fotografias. Será com prazer que os transcreverei para este fórum, também como uma riqueza de Vila Flor.
A fotografia foi tirada em Samões, dia 28 de Abril de 2007.

08 maio 2007

Ribeirinha


Continuação do passeia a Vilarinho das Azenhas (06-05-2007)
Entre Vilarinho das Azenhas e a Ribeirinha há três vias quase paralelas: o rio, o caminho e a linha do comboio (Linha do Tua). Qual delas seguir? Qual delas a mais bonita, a mais viva e colorida? Nem sei se agora passa por aqui algum comboio, depois do que aconteceu há pouco tempo atrás com a composição que caiu ao rio.. Passei por aqui com mais de 30 amigos no dia 25 de Junho de 2006. Comentávamos que poderia ser a nossa última viagem nesta linha. Infelizmente parece que tínhamos razão!
Antes de chegar à Ribeirinha apreciei de novo o espectáculo que está a linha do comboio. Uma caminhada, linha abaixo, até ao Tua seria uma boa aventura…
Junto do rio há muita erva, é muito difícil circular. Concentrei a minha atenção na zona habitacional.

Na primeira viagem não tive oportunidade de visitar as duas capelas, ambas de S. António, tal como a maior festa do lugar, realizada a 13 de Junho.
A Capela Nova, sofreu obras de restauro em 2001, ainda lá está um grande painel publicitário do Estado! O seu interior é muito singelo e parece inacabado. A imagem mais curiosa que vi foi o Menino Jesus de Praga.
Percorri algumas ruas e dei comigo junto à Capela Velha de Santo António. Junto ao sino está gravada a data de 1918. Esta capela nem sempre foi assim. A quando do último restauro foi retirado tudo o que restava do altar. Ficou uma parede muito vazia mas nem por isso deixa de ser acarinhada pelas pessoas da aldeia. Aqui o Santo António ocupa o lugar cimeiro. Em volta da capela há um bonito jardim, cheio de rosas.

Tive ainda oportunidade de conhecer um quase conterrâneo meu, lá dos Folgares, que se mudou para a Ribeirinha há cerca de 50 anos.
À saída da aldeia, em vez de seguir pela estrada decidi subir a um monte sobranceiro explorando novas vistas. Valeu a pena o esforço. A visão que tem da Ribeirinha e de Barcel, com o rio a meio, é muito bonita. O sol estava cada vez mais baixo, criando locais de sombra e transparência nas flores e folhas da vegetação em redor. Até de avista Vilarinho das Azenhas, com o seu santuário!
Vim apanhar de novo a estrada a mais de um quilómetro da aldeia e a já a 317 metros de altitude. Comecei a subida lenta (até a bateria da máquina fotografia acabou!), mas desta vez muito melhor do que em Novembro de 2006.
Cheguei a Vilas Boas quando os últimos raios de Sol, já de um alaranjado muito pálido, batiam na torre da igreja. Com um pouco mais de esforço, cheguei aos 676 metros de altitude e depois foi só pedalar alegremente até Vila Flor.
Quilómetros percorridos neste percurso: 33
Total de quilómetros de bicicleta: 1016
Total de fotografias: 21 110

07 maio 2007

Vilarinho das Azenhas


Desta vez o passeio desceu até ao Rio Tua. Fui à Ribeirinha no dia 22 de Novembro de 2006 e ao Vilarinho das Azenhas no dia 21 de Janeiro de 2007. Nos dois dias, as condições atmosféricas não foram as melhores. Decidi voltar, desta vez tentando cobrir as duas num só passeio. Quase mil quilómetros depois, já não me custa tanto subir da Ribeirinha a Vilas Boas e, em termos de fotografia, também muita coisa mudou.

A viagem não tem história (fotográfica) até começar a descer de Vilas Boas para Vilarinho das Azenhas. Aí o horizonte alarga-se, os olhos soltam-se e apetece fotografar tudo. As maias ladeiam a estrada, criando uma passadeira negra num jardim florido de amarelo. O Faro, sempre vigilante, brinca com algumas nuvens brancas que emprestam mais beleza ao azul do céu.
À entrada da aldeia as hortas estão verdes com morangos brilhando de maduros e batateiras cuja rama quase já cobre a terra.

Fiz o mesmo percurso da primeira visita. Na igreja rezava-se o terço, por isso segui mais rapidamente em direcção ao rio. Perto do rio o ar estava pouco respirável. No ar circulava muito “algodão” do choupo branco. O caudal está maior do que em Janeiro e deliciei-me a fotografar o verde da vegetação contra a prata das águas.

Por todo o lado abundam flores de todas as cores com predominância do amarelo.
Depois de um pequeno passeio à ponte que permite atravessar o Rio Tua para Valverde e Barcel, voltei ao Bairro da Estação. Segui a estrada que sobe paralelamente à aldeia, até chegar à entrada, no mesmo ponto onde tinha começado. Achei que estava na hora de partir. Não encontrei ninguém a quem pedir algumas informações sobre o percurso, mas, por intuição, dirigi-me à igreja e meti por um caminho em direcção a Poente. O caminho deveria acompanhar o rio.
Quando me afastei e olhei para trás, o cenário estava fantástico. A aldeia, rodeada de oliveiras em primeiro plano. Por cima dela erguia-se o cabeço onde se encontra o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. À direita todo o conjunto da Serra do Faro e do Cabeço de S. Sebastião, coroados por algumas nuvens brancas.

O caminho está bom, não fora o vento e teria parado muitas vezes para fotografar toda a espécie de flora que se apresentava cheia de vida.
Onde o caminho cruza a Linha do Tua encontrei um dos cenários mais bonitos do dia. Que pena se esta linha encerrar. Toda esta área que percorri, da ponte de Vilarinho das Azenhas até à Ribeirinha, está coberta de flores como se houvesse um canteiro de jardim de cada lado da linha.

Segui para a Ribeirinha. (continua na Ribeirinha)

05 maio 2007

Na linha


Hoje foi dia de passeio de bicicleta. As localidades escolhidas foram, Vilarinho das Azenhas e Ribeirinha. Um percurso muito bonito, com a linha do comboio, o rio, as montanhas e as flores selvagens. Elementos mais que suficientes para permitirem fotografias bem bonitas.

04 maio 2007

Cheiro a terra humida e ... viva

Termina mais uma semana de trabalho. Esta foi fria, húmida, com bastante chuva, o que é bom para um concelho que tem problemas de água no Verão. Estas condições atmosféricas não ensombraram toda a beleza que rebenta por todo o lado numa mescla de cheiros, formas e cores. Num dia de trabalho, mesmo ao lado de onde estaciono o carro, este é o quadro que me reconforta a alma, que me acalma o stress, que pinta de mais alegria o meu dia-a-dia.