13 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 6


Conjunto número 5 dos candidatos às "7 Maravilhas do concelho de Vila Flor".

22 - Capela de S. Marinha, em Meireles. Esta capela situada no fundo da aldeia, é dedicada a S. Marinha. A esta Santa protectora se faz uma festa a 18 de Junho.

24 - Capela de S. Cruz, no Nabo. Esta capela está ainda bastante distante da aldeia do Nabo. A primeira vez que tentei encontrá-la desisti, mas já lá fui 2 vezes. Não conheço o interior. tem inscrita a data de 1714 e foi reconstruída em 1939. fica no caminho para Godeiros. Á frente da capela existe um cruzeiro medieval ( não visível na fotografia).

30 - Capela de Nossa Senhora de Lurdes, Samões. Fica situada junto à escola Primária, mesmo à entrade de Samões (para quem vai de Vila Flor em direcção a Carrazeda). Tem um pequeno recinto, muito bem cuidado, sendo um dos locais por onde a juventude se passeia nas tardes dos Domingos com sol.

31 - Igreja de S. Brás, em Samões. Trata-se de uma igreja barroca com um frontespício muito belo. Podemos encontrar a cruz de malta em vários locais. No arco da capela-mor encontra-se a inscrição "Este arco mandou fazer o povo a..." e falta a data! Atrás da igreja há um bonito relógio de sol e o que resta de uma bela pia baptismal (de que alguém não gostou).

34 - Capela de Nossa Senhora da Rosa, Sampaio. Encontra-se fora da aldeia, quase junto da Ribeira da Vilariça. Já aí se realizou uma feira franca nos 3 primeiros dias de Maio. É um dos principais pontos de devoção em todo o Vale da Vilariça.

Para votar clique aqui...

Freguesia Mistério 5

Ao fim de um mês de votação na Freguesia Mistério n.º4 chegou a altura de aferirmos os conhecimentos dos votantes.


Votaram 37 pessoas e a distribuição dos votos foi a seguinte:

Assares (2) 5%
Candoso (2) 5%
Carvalho de Egas (1) 3%
Frexiel (2) 5%
Mourão (1) 3%
Nabo (1) 3%
Roios (6) 16%
Samões (1) 3%
Santa Comba de Vilariça (7) 19%
Valtorno (1) 3%
Vale Frechoso (1) 3%
Vila Flor (8) 22%
Vilarinho das Azenhas (4) 11%

As imagens apresentadas encontram-se na bonita igreja de S. João Baptista, em Roios. Esta hipótese recebeu apenas 16% dos votos. Como se pode ver na margem direita da fotografia, lá está Cristo na Cruz.




Na nova Freguesia Mistério coloco mais um Relógio de Sol, bonito, muito "exposto ao sol", bem conservado e que pode ainda ser utilizado para saber as horas.



Em que freguesia se podemos encontrar este Relógio de Sol?


Participem votando...
(Na margem direita do Blog)

12 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 5

Quinto painel da candidatos a "7 Maravilhas do concelho de Vila Flor", este reunindo só capelas e igrejas.

20 - Capela de Santa Maria Madalena, Macedinho. O exterior é muito simples, no interior tem um pequeno altar com talha do séc. XVII.

23 - Igreja de S. João Baptista, Mourão. De construção românica e formas bastante interessantes, tem um belo altar com talha do séc. XVII.

28 - Igreja de S. João Baptista, Roios. É uma igreja barroca reconstruída nos finais do séc. XVIII. Os altares colaterais são mais antigos. É também de realçar o altar-mor e o tecto da capela-mor com caixões pintados, de grande beleza. Foi uma surpresa para mim, esta igreja.

29 - Capela de N. S. do Rosário, Samões. Encontra-se em obras. O cabido foi destruído e encortado em cerca de 80 cm de comprimento porque o carro de recolha do lixo teimava em bater nele! Vamos ver como fica depois das obras... O interior é muito bonito.

Para votar clique aqui...

11 junho 2007

À procura de vestígios arqueológicos no Nabo


No dia 9 de Junho pude partir à descoberta de mais um pouco do concelho de Vila Flor. A opção pela freguesia de Nabo, deve-se essencialmente a dois factores: o primeiro porque, apesar dos votos (no Blog) que o indicam como Próximo Destino, não tem estado muito nos percursos que tenho feito; segundo, porque ao indicar a Godeiros, no Nabo, como candidato a ser uma das “7 Maravilhas de Vila Flor” aguçou o meu apetite em conhecer o local.
Fui de carro. Não porque tenha alterado o meu gosto de contacto próximo com a Natureza, mas porque a Nikon 4300 já está calejada de tanto bater no guiador, mas não arrisco andar com o meu brinquedo novo (Canon 400D) de bicicleta.
Depois de me informar na aldeia sobre a localização de Godeiros e da Pala do Conde, desci ao fundo da aldeia e segui por um caminho rural recentemente arranjado até à Capela de Santa Cruz. A primeira vez que aqui estive (e única) foi quando participei na II Rota da Liberdade, em BTT. Tive pena do automóvel que tem quase duas décadas de idade e continuei a pé. Devido à construção de uma barragem próximo da Vide pela cota dos 200 metros começou a aparecer um largo estradão que seguia na direcção da elevação onde eu pretendia chegar. Os terrenos neste baixa junto ao ribeiro que passa no Nabo, na zona que se pensa venha a ser inundada, estão praticamente abandonados. Um agricultor que lavrava um bonito batatal garantiu-me que as suas terras também já lhe tinham sido compradas! A bacia da futura barragem está limpa de vegetação, optei por seguir por aí e abandonei o caminho. Tentei adivinhar a azáfama que estas terás terão vivido. Lá estão as paredes, os poços, as noras que regavam de farta água uma faixa estreita de hortas ribeiro abaixo. Encontrei mais alguns terrenos cheios de tomate, batateiras e milho, como só nos solos profundos cresce.
Inundado de pensamentos e de suor cheguei à Pala do Conde. A pala, em si, pouco tem de interessante. É uma cavidade natural com alguns metros de profundidade criada por uma laje xistosa. Sobre ela encontra-se algo de interessante. Trata-se de uma sepultura escavada na própria fraga que forma a pala. Esta sepultura, escavada nesta rocha mais resistente, é possível que pertencesse a alguém especial. Assim nasceu a lenda de que se trata da sepultura do Conde, senhor do Castelo de Godeiros. Dei comigo a pensar – Se o Conde foi enterrado aqui, onde descansam os restantes? Parece-me que na limpeza da bacia da barragem, algo mais foi descoberto, falta saber o quê. Resisti à tentação de subir a montanha, à conquista das terras deste conde, optei antes por seguir em frente em direcção ao local onde a barragem começa a ganhar forma.

Mal me desviei um metro do caminho, chamaram-me à atenção alguns pedaços de cerâmica. “Tropecei” nela por acaso, mas não havia dúvida, a concentração de pedaços de cerâmica é enorme. Sem dúvida que existiu aqui um habitat romano. Andei em círculos, a área onde se encontram vestígios, é enorme mas quando me aproximei do Ribeiro Grande que recolhe água do Seixo, Mourão (Valtorno e Carvalho de Egas!), não encontrei mais vestígios. Junto da enorme torre que já se levanta na parte mais funda da futura barragem senti-me minúsculo.
Voltei para trás. De novo no local onde encontrei cerâmica atravessei o caminho e comecei a subir a encosta. Também da parte de cima do caminho há vestígios da zona ter sido habitada. Curiosamente não encontrei nenhum pedaço de barro que me mostrasse terem existido por ali tégulas! Encontrei sim pedaços de barro com diferentes espessuras e graus de finura.
De repente surgiu-me à frente um marco em granito. Não há por aqui granito! Tratava-se de um bloco de granito, com cristais bastante finos, disposto aparentemente como um marco. Na face virada a Sul tem gravadas as letras D. P., não faço a mínima ideia do que significa. Mais curiosas são as marcas que apresenta noutra face. Ou eu estou com visões ou este bloco de pedra fazia parte do umbral de uma porta e não de uma porta recente. Os rasgos serviriam para encaixar a porta que giraria sobre um eixo (não deviam existir dobradiças).

Continuei a subir ao topo do monte conhecido por Godeiros. Comecei a encontrar paredes construídas em círculo, rodeando o monte. Não é muito fácil ter uma visão do conjunto, há muito mato rasteiro e muitos carrascos. Toda a área se encontrava revolvida recentemente. De início pensei que talvez fosse algum javali mas não, foi algum “caçador de tesouros”. Espero que não tenha destruído em vez de preservar. Em termos fotográficos é difícil conseguir algo interessante para mostrar, apenas se podem fotografar pequenos lanços de muros por debaixo da vegetação.
No topo do monte encontram-se vestígios do que poderá ser uma atalaia. As paredes não têm mais de meio metro de altura, a vegetação tomou conta de tudo.
Do alto de monte tem-se uma bonita visão para o Vale da Vilariça, em direcção à Junqueira ou à Horta da Vilariça. Também olhando para Norte de vê o Nabo, espreguiçando-se nas suas ruas alongadas.
Desci a encosta concentrando-me agora na vegetação rasteira. Pequenos tufos de delicadas flores rosadas chamaram-me a atenção. Tratava-se do conhecido fel-da-terra (Centaurium erythraea) usada na medicina popular como tónico digestivo ou para baixar a febre.
Com febre estava eu a ficar, ou seria fome? A hora de almoço há muito que tinha passado, fazia um calor sufocante e a ameaça de chuva concretizou-se antes mesmo de eu chegar ao Nabo.
Fazendo fé no painel de azulejos da Capela da Santa Cruz que diz:
Tendo nascido engegado
De muito longe aqui vim
Tomei banho e bebi água
Com saúde forte vou assim.
Bebi da milagrosa água, antes de partir envolto numa nuvem de pó, em direcção à aldeia. Ainda fiz uma paragem na capela de Nossa Senhora do Carrasco. No cabido exterior penduradas nas colunas de granito havia bonitos ramos de rosas vermelhas a espicaçar a minha criatividade. Com elas dei por encerrada esta minha caminhada “À Descoberta do Nabo”.

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 4


Aqui fica a apresentação do 4.º conjunto de candidatos às 7 "Maravilhas" do concelho de Vila Flor:

13 - O Vinho. Estou certo de que para alguns esta será a maior maravilha de Vila Flor, também não desgosto. Brincadeiras à parte, o concelho de Vila Flor faz parte de uma região de muitos e bons vinhos. Há um bom leque de vinhos já engarrafados, vendidos a preços bastante variáveis, de qualidade mediana a muito boa. Ao colocar o vinho como "candidato" fui demasiado específico, a minha ideia era englobar o "licor" mas não só, também toda a envolvente, como por exemplo as vinhas.

15 - Miradouro da Gralheira, em Folgares. A aldeia de Folgares é toda ela um miradouro, mas este local, um ponto ainda mais elevado, situado mesmo ao lado da mesma, é digno de ser visitado. É um manjar para os olhos toda a paisagem que a dali se avista.

16 - Fonte Romana, Freixiel. Embora nela esteja gravada a data de 1780, a sua construção deve ser anterior. É arcada e talvez medieval. Junto a esta encontra-se a Fonte das Bicas, com água em abundância.

17 - Forca, Freixiel. É constituída por dois pilares de rochas graníticas, numa pequena elevação que domina a aldeia. Tem bons acessos e daí se tem uma magnífica vista sobre o vale e sobre Freixiel.

18 - Insculturas rupestres da Serra, Freixiel. Embora haja outras insculturas do género, em Freixiel, estas são as únicas que conheço. Estão muito próximas do antigo Castro. Trata-se de um bloco de granito, com alguns metros de comprimento, onde se encontram escavadas um grande número de covinhas, feitas algumas delas de forma ordenada, formando conjuntos complexos.

Para votar clique aqui...

10 junho 2007

BTT, o Vale da Vilariça de outro ângulo

Hoje aproveitei para conhecer o Vale da Vilariça, visto do outro lado, do concelho de Alfândega da Fé. Integrado na Feira da Cereja 2007, realizou-se o IV Passeio BTT da Cereja. A minha prática do BTT tem acontecido somente no concelho de Vila Flor (com umas escapadelas a Carrazeda) e com objectivos bem definidos, que ultrapassam o desporto pelo desporto. Hoje, além de poder ver o Vale da Vilariça de outros ângulos contava com a companhia de seis atletas do Clube de Ciclismo de Vila Flor, estando reunidas as condições para uma manhã bem passada.
A concentração foi em frente ao Jardim Público, juntando pouco mais de 3 dezenas de atletas de todas as idades (e pesos). Percorremos alguns quilómetros no interior dos pomares de cerejeiras ainda com alguns frutos vermelhos pendurados, mas em pequena quantidade.
Quando cruzámos a estrada N315 perdi os meus pontos de referência e não sei exactamente por onde passámos, talvez por Vales ou mesmo Sambade, sempre por caminhos rurais. Só quando avistei o Vale da Vilariça, de uma altitude entre os 800 e os 900 metros me senti em casa. Lá abaixo sim, eu conhecia. Pelo menos a margem direita da Ribeira da Vilariça. O céu, ora se carregava de nuvens escuras, ora se abria deixando passar fios de ouro que iluminam pequenos mantos do infindável vale. Foi aí que reencontrei os meus amigos Paulo e Rui Carvalho, preocupados com o meu atraso, mas também fascinado com a beleza do vale, como amante que também é de belas fotografias.
A descida até próximo de Vilares da Vilariça foi rápida (e perigosa). Fiz algumas pausas, não tantas como queria, para registar o Momento. Do outro lado do vale o olhar atente contou, a Trindade, Valbom, Santa Comba da Vilariça, Assares, Lodões e Sampaio cercados de verdes vinhas e olivais.
A pausa para reabastecimento aconteceu em Vilarelhos, a pouco mais de 200 metros de altitude. Depois de saciada a fome, a sede e de algumas conversas bem dispostas, abalámos até Alfandega da Fé. Foi um percurso muito agradável, com algumas subidas íngremes sem nunca tocarmos o alcatrão. Não houve muito tempo para olhar para trás a admirar a paisagem. Quando chegámos a Alfandega, um bátega de água refrescou-nos no último quilómetro.
O almoço foi numa barraquinha, na Feira. A sorte foi termos uma equipa em forma porque tivemos que agarrar na mesa e fugir da chuva que teimava em não nos deixar almoçar em paz!

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 3


Terceiro grupo de candidatos a "Maravilhas" do concelho de Vila Flor:
11 - Biodiversidade do Concelho. A biodiversidade refere-se à Fauna e à Flora do concelho. Na fotografia vemos um casal de Megulhões-de-Crista (Podiceps cristatus) que nidificaram numa albufeira do concelho.

12 - Paisagem do Vale da Vilariça. A paisagem do vale da Vilariça é bela de qualquer ponto que se olhe. De muitas encostas tê-se uma visão lindíssima. Esta fotografia foi tirada do centro do Vale, perto da Ribeira da Vilariça, em direcção à Junqueira.

14 - Fragas das Pinascas em Folgares. Há enormes fragas graníticas à toda a volta de Folgares. Algumas têm formas bastante curiosas.

27 - Capela velha de S. António - Ribeirinha. É uma capela do Séc. XVII, com o interior muito simples.

Para votar clique aqui...

09 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 2

Nesta fotografia figuram os candidatos a "Maravilha" do concelho de Vila Flor:

7 - Fraga do Ovo. Trata-se de uma pedra bolideira, na freguesia de Candoso, mesmo junto à estrada para Carrazeda de Ansiães.

8 - Igreja de Santa Catarina em Carvalho de Egas. É uma igreja barroca, construída em 1772. Ainda não tive oportunidade de visitar o seu interior.

9 - Amendoeiras em Flor. As amendoeiras em flor distribuem-se por um pouco por todo o concelho com maior predominância nas zonas de maior altitude. Este Inverno foi bem visível a quantidade de autocarros cheios de gente que pararam em Vila Flor, arrastados pela beleza dos amendoais floridos. É a maior atracção turística de Vila Flor e arredores.

10 - Azeite. O Azeite é produzido em quantidade e em qualidade por todo o concelho. Se não for a maior riqueza é seguramente uma das mais importantes.

Para votar clique aqui...

08 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 1


Dou inicio hoje à postagem de conjuntos de fotografias candidatas a "Maravilha" do concelho de Vila Flor. A ideia não é centrar a votação nas fotografias e por isso não me preocupo em mostrar imagens de boa qualidade e/ou alta resolução. As fotografias, em pequenos grupos, quase sempre seguindo a ordem alfabética das aldeias, destinam-se mais àqueles que não conhecem bem os locais, ou os conhecem por outras designações (uma vez que eu talvez utilize mais a designação "dos livros" do que a local).
A votação está a decorrer muito bem, tendo votado até ao momento 12 pessoas.
Futuramente vou numerar os candidatos para uma melhor localização.
Na fotografia acima temos:

1 - Ponte do Vieiro sobre o Rio Tua e Linha do Tua. Sobre este candidato, tenho dúvidas se situa no concelho de Vila Flor. A estação do comboio, apesar de estar localizada na margem pertencente ao Vieiro é designada por estação de Abreiro!

2 - Marcos em Alagoa. Este é o marco do Fasquieiro que divide o concelho de Vila Flor com o de Carrazeda. Há mais marcos nos arredores da aldeia.

3 - Capela de S. Lourenço, no Arco. Foi construída em 1777.

6 - Fonte da Mina em Benlhevai. Há outra fonte ainda mais antiga do que esta, a Fonte Limpa.

Para votar clique aqui...

Festa do Corpo de Deus em Fotografias


Durante o dia da Festa do Corpo de Deus acompanhei os acontecimentos em várias freguesias. Reuni um bom conjunto de fotografias que decidi agrupar de forma a fazer 3 painéis: Valtorno, Samões e Vilas Boas.
Nestes painéis tentei dar uma ideia do que se passou, mas é impossível retratar o espírito de grupo e de família que se cria (como os Sendim, em Samões), para encarar com alegria a tarefa de limpar e arranjar as ruas para receberem a procissão. A todos eles dedico estas fotografias cheias de cor.
Foi bom contactar com as pessoas. Pelo facto de ser dia santo, encontrei muita gente nas aldeias que visitei. Fui bem recebido e às vezes reconhecido!

07 junho 2007

Festa do Corpo de Deus


A Festa do Corpo de Deus, realizada sempre a uma Quinta-feira, faz a união entre a a Última Ceia e a Quinta-feira Santa, chegou a Portugal no séc. XIII. No planalto de Carrazeda de Ansiães e Vila Flor limpam-se as ruas e enfeitam-se com passadeiras feitas de verdura e flores de todas as espécies e cores. O objectivo é receber a procissão com o Santíssimo Sacramento, abençoando as ruas das aldeias.
Se nalgumas aldeias já não há homens suficientes para se conseguir organizar a procissão, noutras a procissão ainda se mantém, tal como toda a vivência da decoração da ruas. Durante a manhã, que eu tenha conhecimento, foi possível observar passadeiras belíssimas em Vilas Boas, mas realizaram-se procissões noutras localidades como Mourão. De tarde vai ser possível participar na procissão, ou simplesmente admirar as ruas engalanadas, em Samões, Valtorno e Vila Flor.

Na rota das giesta em flor - Alagoa


No dia 4 de Junho voltei a Valtorno. Desta vez decidi ir pela estrada para evitar gastar todo o tempo distraído a olhar a natureza nos caminhos pelo Concieiro. O percurso que pretendia seguir exigia algum tempo, e, como agora o Sol já queima a pele optei por sair mais tarde de casa. Quando cheguei a Valtorno informei-me da localização do Cabeço Murado e da Capela de Santo Apolinário. Por azar eram em direcções opostas! Reorganizei ali mesmo, em instantes o meu percurso. Iria subir passando pela capela de Santo Apolinário até Alagoa. Depois desceria ao Pendão, Marco Geodésico que se eleva a 737 metros entre Mourão e Valtorno; tentaria passar ainda pela Cabeço Murado e regressaria a Vila Flor.
Pouco me demorei em Valtorno. Subi pela Rua dos Olmos, passei à Rua da Barreira, meti conversa e tive sorte. As pessoas conheciam com exactidão as informações que necessitava. Subi até ao Cruzeito, mesmo no cimo da aldeia e continuei para poente à procura da capela de Santo Apolinário. Quando já estava a perder a esperança ela apareceu à minha frente. Toda a zona circundante está ainda completamente alagada e cheia de giestas ardidas. Não é um cenário muito fotogénico mas ensaiei algumas fotografias. Parti animado em direcção a Alagoa à procura das últimas giestas floridas. À medida que subia fui deixando para trás a área ardida e o cenário foi-se pintando de verde e amarelo.
Tal como previa, as giestas ainda apresentam um grande vigor de floração, vergando-se algumas com o peso das suas maias douradas. Os animais também gostam deste cenário porque pinhais e giestais apresentavam-se cheios de vida com o chilrear de pássaros e outras aves.
Quase sem dar conta, atingi a estrada que segue de Alagoa ao Mogo. Já aqui estive algumas vezes sempre procurei a mesma coisa, os marcos que desde tempos antigos dividiam os concelhos, antigos e actuais porque Alagoa sempre esteve na “fronteira” e assim continua, dividida entre um concelho ao qual pertence, Vila Flor, e um concelho com o qual vive e tem muitas afinidades, Carrazeda de Ansiães.
Ali junto à estrada há umas alminhas. Mais parece uma cabeceira funerária e talvez seja, ou então a indicação de que ali tenha morrido alguém. A cruz gravada por cima das alminhas tem muitas semelhanças com as usadas da delimitação dos territórios. Continuei em direcção ao cruzamento para a Penafria mas quando aí cheguei decidi virar para trás. Não iria conseguir nada sem a ajuda de alguém que conhecesse o local. Subi ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ia subindo e pensando como é pena que deste local, que é o ponto mais elevado do concelho (850 metros de altitude), não se aviste uma bonita paisagem. Desta vez fui compensado. A bonita paisagem estava mesmo à minha frente entre os pinheiros. À sombra dos pinheiros cresceram frondosas giestas que se encontram carregadas de douradas flores em cachos fartos. Verdes fetos completam um cenário de jardim que cresce alheio à confusão de mundo. Quando cheguei junto à Capela do Espírito Santo encontrei alguns habitantes. Foram simpáticos e indicaram-me a localização de um dos tais marcos que tanto desejava encontrar.
Voltei para trás. Dirigi-me a um local conhecido pelo Fasquieiro e, sem dificuldade, descobri o que procurava. Fiquei animado. Mede mais de um metro de altura e tem gravado num dos lados, voltado a Poente, uma bonita cruz.
Voltei à aldeia e segui em direcção ao cemitério e depois segui em direcção a Mourão. Pouco depois de deixar o “Cruzeiro da Sentinela” para trás, abandonei a estrada que me levaria ao Morão e desci por um caminho até ao Marco Geodésico. Este encontra-se espetado no alto de um morro de rocha rija sendo necessário escalá-la. Estes pontos altos sempre me fascinaram, mas este é realmente bonito. O Marco, mais alto que a linha do horizonte, é muito fotogénico, bem com toda a paisagem circundante. Sentei-me nas rochas comendo um económico que levava e duas doces laranjas que me tinham dado em Alagoa. O Silencio em redor começava a fazer-se sentir mas os gemidos das rolas sobressaíam dando mais colorido ao horizonte onde o Sol já preparava a sua cama. Desci o morro precipitadamente em direcção à estrada Valtorno- Mourão, já me restava muito pouco tempo para procurar o tal Cabeço Murado. Atravessei o ribeiro junto a Valtorno e subi ao monte que me tinham indicado. Do sol só já se viam alguns raios dourados filtrados pelas agulhas dos pinheiros. Fiz uma busca rápida mas nada encontrei. Não podia perder mais tempo. Pedalei com força até Carvalho de Egas onde me refresquei com água da fonte. O Passeio estava terminado, havia que voltar a casa o mais rapidamente possível.
Visitei a Capela do Santo Apolinário, um marco em Alagoa, subi ao topo do Pendão, fotografei lindos mantos de giestas floridas que decorarão passadeiras no Corpo de Deus no dia 7 de Junho. Que mais podia querer? Só descanso.

Quilómetros percorridos neste percurso: 35
Total de quilómetros de bicicleta: 1180
Total de fotografias: 24 820