23 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 9

Conjunto número 9 de candidatos a ser uma das "7 Maravilhas do Concelho de Vila Flor".

32 - Águas, em Sampaio
. As águas conhecidas como Águas de Bem-Saúde nascem mesmo junto da aldeia. São águas bicarbonatadas, sódicas, gaso-carbónicas ferruginosas. Actualmente são comercializadas com a marca Frize.

46 - Igreja de S. Lourenço, Vale Frechoso. A igreja de S. Lourenço ocupa aquele espaço desde 1750. O frontespício, bastante interessante, foi recuperado da igreja anterior. Não conheço ainda o interior da igreja.

47 - Fonte Velha, Vale Frechoso. Esta fonte encontra-se à entrada da povoação. Trata-se de uma fonte arcada e medieval.

48 - Capela de N. S. do Rosário, Valtorno. Consta que se tratava de uma capela particular, vinculada a um morgadio, mas actualmente é pública. Está recuperada e o altar tens uma lenda em latim onde se pode ler a data de 1655.

49 - Fonte Paijoana, Valtorno. Fonte arcada, em granito, situada fora da povoação mas a pequena distância. Dela se conta uma lenda muito interessante. É conhecida localmente com o nome de Paijoana, não se percebendo bem a origem deste nome.

50 - Igreja de N. S. do Castanheiro, Valtorno. Trata-se de uma igreja românica tardia com alguns sepulcros embutidos na parede. Dava apoio aos peregrinos que se deslocavam para Santiago de Compostela. No adro existiu uma necrópole medieval.

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22 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 8

Conjunto número 8 de candidatos às "7 Maravilhas do concelho de Vila Flor":

39 - Aldeia abandonada do Gavião, Seixo de Manhoses. Gavião está abandonada já há algumas décadas. As casas estão em ruínas , incluindo a capela. Apenas 4 ou 5 casas têm porta. Da aldeia também se têm um bonita vista para o Nabo e Vale da Vilariça.

40 - Fonte Sangrinho, Seixo de Manhoses. Trata-se duma fonte medieval, arcada situada junto do ribeiro. Apesar dos arranjos do local, tudo poderia ter melhor aspecto com alguma sensibilidade. Há tijolos, cimento e mesmo um poste eléctrico "plantado" sobre a fonte!

41 - Igreja de Santa Bárbara, Seixo de Manhoses. É uma igreja barroca com uma identidade muito própria. Tem uma torre sineira lateral, quadrangular com 4 sinos. Tanto a torre sineira como a frontaria está revestida a azulejo azul e branco. O interior está bem preservado e é muito bonito. Da igreja também se tem uma boa panorâmica de parte da aldeia.

42 - Santuário de Santa Cecília, Seixo de Manhoses. Trata-se de um arejado e espaçoso santuário que até tem um restaurante permanentemente aberto. A capela, no centro do santuário é bonita mas está sempre fechada. Há muitas mesas para merendas, sombra e água potável.

43 - Igreja da Santíssima Trindade, na Trindade. è uma igreja românica com uma bela porta principal e outra lateral. Tem uma torre sineira central de um só sino. Apesar de já me ter deslocado à trindade quase uma dezena de vezes nunca tive oportunidade de entrar na igreja.

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21 junho 2007

Em busca de vestígios arqueológicos em Macedinho


No dia 18 fiz um pequeno passeio a Macedinho. Eu sei que é um pequeno lugar (não há muita gente a votar nele como próxima visita) mas como coloquei o Castelo (em Macedinho) como candidato a uma das 7 Maravilhas do concelho de Vila Flor, achei que tinha de conhecer melhor este lugar, para poder exercer melhor o meu voto.
Como tenho feito perceber, há mais de um mês que o clima está muito incerto. No dia 18 estava um céu azul intenso, com nuvens muito brancas, bonitas, daquelas que me fazem suspirar pelo campo cada vez que, no trabalho, olho pela janela e as vejo. O tempo muda bruscamente, por isso tentei chegar a Macedinho o mais rapidamente possível, mas, a 3 quilómetros de Vila Flor, tive um furo. Como já ando prevenido com tudo o que é necessário, resolvi a situação e segui em frente. Passei pela Trindade. Intriga-me esta aldeia. Sempre deserta e quando se vê uma pessoa, rapidamente desaparece, desconfiada, não percebo bem porquê, sou assim tão mal apresentado?
Depois de mais uma paragem no centro da Trindade (quantas vezes já aqui estive?), decidi seguir pela estrada N578, mesmo com intenção de conhecer o percurso. Por um caminho que desce pela Rua de Macedinho, na Trindade, chegaria a Macedinho mais rapidamente. Ao chegar a Freixeda, já no concelho de Mirandela, cortei à esquerda pela N1096 até Macedinho. Tinha que falar com alguém e perguntar pelo Castelo. Em Sampaio, no dia 13 de Junho, andei uma tarde inteira em busca das Antas e ninguém me soube dizer onde estavam!
No centro da aldeia, onde estive a 6 de Fevereiro, espreitei de novo para a pequena capela de S. António. Desta vez não consegui ver nada. Como o sol entrada directamente pelos vidros da porta colocaram uma cortina que não deixa ver o interior da capela. Por sorte minha vi um habitante que preparava o seu tractor para a lavouro. Tratava-se nem mais nem menos, do mesmo senhor que me orientou no caminho, no dia 6 de Fevereiro, entre Benlhevai e Macedinho! Reconheceu-me, mostrou um sorriso enigmático quando lhe perguntei pelo Castelo. – Está a ver aquele sobreiro lá no alto? Claro que estava a ver,... centenas de sobreiros cobriam toda a encosta. Sem pressas comecei a subir a em direcção ao dito sobreiro, olhando para trás em busca de uma boa panorâmica de Macedinho. O sol começou a aquecer, pelo menos deu-me essa impressão, pelas grossas gotas de suor que escorriam do meu capacete. Aproveitei também para fotografar algumas plantas e animais na berma do caminho.
Depois de passar a mãe-de-água, devo ter escolhido o sobreiro errado, dei comigo no meio de mato com giestas, sargaços e silvas mais altos que eu. Do outro lado da ribeira que escorre entre o Lomba da Veiga e o marco geodésico da Pedra Luz (que espero visitar um dia) vi algumas construções. Será o Castelo? Abandonei a bicicleta, atravessei a ribeira e segui (com muitíssima dificuldade) até ao local. Trata-se de construções mais recentes que deveriam servir de apoio a algumas minas ali por perto. Descobri mesmo um túnel subterrâneo de deveria servir para desviar a água de um pequeno riacho para uma conduta que se destinava provavelmente à lavagem do minério. Se não fosse tão difícil (e perigosa) a deslocação neste local, teria explorado mais. Não me restou outra alternativa, regressei à bicicleta e voltei para trás, este caminho já não era caminho.
Pouco antes da mãe-de-água recomecei a subir. Quase no topo do monte pareceu-me ver restos de uma muralha. Agora sim, estava no Castelo.
As evidências das muralhas tornaram-se cada vez maiores. Encontrei enormes quantidades de pedaços de tégulas, imbrices e outras coisas em barro. Não concordo nada com Virgílio Tavares quando afirma que não devia passar de um pequeno castro. A espessura das muralhas, a sua perfeição e conservação, a extensão do planalto ocupado e a quantidade de vestígios que se encontram evidenciam uma forte presença humana que se prolongou durante décadas ou mesmo mais. Este castro, fortemente fortificado, utilizado também pelos romanos, deve ter servido de apoio à extracção mineira feita nas imediações. Pelo caminho se segui depois encontrei vestígios de grandes minas escavadas nas encostas do Lombo da Veiga e no Carvão.

Os vestígios eram tantos que dei comigo a recolher enormes pedaços de tégulas romanas, a escavar, a apanhar escória, rochas enigmáticas na forma e no tamanho. Este é sem dúvida um local que merecia ser estudado. Tenho a certeza que muito se poderia descobrir procedendo a algumas escavações.
Ao fotografar alguns fragmentos de barro acabou-se-me a bateria da máquina fotográfica. Ainda tinha a HP de recurso, mas já havia pouca luz. Contrafeito, abandonei o local continuando para poente pensando alcançar Benlhevai. Neste percurso deve ter existido uma estrada com alguma importância permitindo o acesso às minas e ao Castelo, mais acessível por Sul do que partindo de Macedinho.
Pressenti estar próximo de do marco Pedra Luz (que nome curioso!) mas já não havia tempo para mais explorações.
Felizmente o caminho entrou numa zona de declive mais suave e levou-me bastante à frente de Benlhevai, quase na Penha do Corvo, já a descair para Vale Frechoso.
O Cabeço já se encontrava envolto num céu laranja com raios de fogo, estava prestes a anoitecer. Mesmo assim não tive pressa. Sentia-me satisfeito. O Castelo de Macedinho tinha-se revelado bastante interessante, bem digno de se candidatar a maravilha de Vila Flor.
Quilómetros percorridos neste percurso: 40
Total de quilómetros de bicicleta: 1320
Total de fotografias: Perdi a conta

20 junho 2007

De novo em Macedinho


Na azáfama do final de mais um ano lectivo, com um clima completamente instável e estranho para a época, arranjei tempo para voltar a Macedinho. Deste vez procurava vestígios arqueológicos. No meio de muito mato, poços de mina e árvores queimadas, descobri também pequenas maravilhas da natureza. Deixo esta fotografia que mais parece uma renda de bilros, estranha e bela, enquanto espero por tempo para poder descrever tudo o que descobri.

16 junho 2007

Mau tempo, para novas descobertas

Com mau tempo, já há alguns dias, hoje aproveitei para ficar em casa, catalogar e fazer cópias de segurança de alguns milhares de fotografias que já enchem o disco rígido do computador. Das mais de 20 000 que vi, escolhi esta. No Santuário de Nossa Senhora da Lapa, em direcção à Serra de Bornes, vê-se Roios aqui ao fundo. E um céu azul. Azul de verdade, de um azul puro, bonito.
A fotografia foi tirada no dia 21 de Março de 2007.

15 junho 2007

Vestida de branco


As cores dos campos de Vila Flor tem sofrido cambiantes fascinantes. Numa altura que começam a notar-se os efeitos da temperatura, olho para trás fascinado com tudo o que consegui registar. Aqui deixo algumas amostras do branco, sempre lindo, sempre puro.

14 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 7


Conjunto número 7 de candidatos às "7 Maravilhas do concelho de Vila Flor":

19 - Fonte Romana, em Lodões. Apesar de conhecida como Fonte Romana, tem a data de 1680. Junto dela está um tanque que servia de bebedouro para animais. está enquadrada num pequeno jardim com bancos com sombra.

35 - Capela de N. S. do Rosário, Sampaio. Esta capela também é conhecida como Igreja Nova ou Capela do Santíssimo. Trata-se de uma capela barroca com um bonito frontespício. Não conheço o seu interior.

36 - Chaminé dos Ochoas, em Santa Comba da Vilariça. A chaminé do Solar da Casa-mãe que deu origem ao Morgadio de Santo António. A chaminé é muito bonita mas com recuperação de casas em redor a visibilidade da mesma é cada vez menor.

37 - Cruzeiros medievais, em Santa Comba. São três os cruzeiros medievais em Santa Comba da Vilariça. São de grande interesse e imóveis de interesse público desde 1933.

38 - Igreja de S. Pedro, Santa Comba da Vilariça. Trata-se de uma igreja barroca começada em 1719. Tem um bonito frostespício e o portal principal é ornado por duas belas colunas torsas. Os altares, em talha dourada, são dos mais belos que encontrei por todo o concelho.

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13 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 6


Conjunto número 5 dos candidatos às "7 Maravilhas do concelho de Vila Flor".

22 - Capela de S. Marinha, em Meireles. Esta capela situada no fundo da aldeia, é dedicada a S. Marinha. A esta Santa protectora se faz uma festa a 18 de Junho.

24 - Capela de S. Cruz, no Nabo. Esta capela está ainda bastante distante da aldeia do Nabo. A primeira vez que tentei encontrá-la desisti, mas já lá fui 2 vezes. Não conheço o interior. tem inscrita a data de 1714 e foi reconstruída em 1939. fica no caminho para Godeiros. Á frente da capela existe um cruzeiro medieval ( não visível na fotografia).

30 - Capela de Nossa Senhora de Lurdes, Samões. Fica situada junto à escola Primária, mesmo à entrade de Samões (para quem vai de Vila Flor em direcção a Carrazeda). Tem um pequeno recinto, muito bem cuidado, sendo um dos locais por onde a juventude se passeia nas tardes dos Domingos com sol.

31 - Igreja de S. Brás, em Samões. Trata-se de uma igreja barroca com um frontespício muito belo. Podemos encontrar a cruz de malta em vários locais. No arco da capela-mor encontra-se a inscrição "Este arco mandou fazer o povo a..." e falta a data! Atrás da igreja há um bonito relógio de sol e o que resta de uma bela pia baptismal (de que alguém não gostou).

34 - Capela de Nossa Senhora da Rosa, Sampaio. Encontra-se fora da aldeia, quase junto da Ribeira da Vilariça. Já aí se realizou uma feira franca nos 3 primeiros dias de Maio. É um dos principais pontos de devoção em todo o Vale da Vilariça.

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Freguesia Mistério 5

Ao fim de um mês de votação na Freguesia Mistério n.º4 chegou a altura de aferirmos os conhecimentos dos votantes.


Votaram 37 pessoas e a distribuição dos votos foi a seguinte:

Assares (2) 5%
Candoso (2) 5%
Carvalho de Egas (1) 3%
Frexiel (2) 5%
Mourão (1) 3%
Nabo (1) 3%
Roios (6) 16%
Samões (1) 3%
Santa Comba de Vilariça (7) 19%
Valtorno (1) 3%
Vale Frechoso (1) 3%
Vila Flor (8) 22%
Vilarinho das Azenhas (4) 11%

As imagens apresentadas encontram-se na bonita igreja de S. João Baptista, em Roios. Esta hipótese recebeu apenas 16% dos votos. Como se pode ver na margem direita da fotografia, lá está Cristo na Cruz.




Na nova Freguesia Mistério coloco mais um Relógio de Sol, bonito, muito "exposto ao sol", bem conservado e que pode ainda ser utilizado para saber as horas.



Em que freguesia se podemos encontrar este Relógio de Sol?


Participem votando...
(Na margem direita do Blog)

12 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 5

Quinto painel da candidatos a "7 Maravilhas do concelho de Vila Flor", este reunindo só capelas e igrejas.

20 - Capela de Santa Maria Madalena, Macedinho. O exterior é muito simples, no interior tem um pequeno altar com talha do séc. XVII.

23 - Igreja de S. João Baptista, Mourão. De construção românica e formas bastante interessantes, tem um belo altar com talha do séc. XVII.

28 - Igreja de S. João Baptista, Roios. É uma igreja barroca reconstruída nos finais do séc. XVIII. Os altares colaterais são mais antigos. É também de realçar o altar-mor e o tecto da capela-mor com caixões pintados, de grande beleza. Foi uma surpresa para mim, esta igreja.

29 - Capela de N. S. do Rosário, Samões. Encontra-se em obras. O cabido foi destruído e encortado em cerca de 80 cm de comprimento porque o carro de recolha do lixo teimava em bater nele! Vamos ver como fica depois das obras... O interior é muito bonito.

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11 junho 2007

À procura de vestígios arqueológicos no Nabo


No dia 9 de Junho pude partir à descoberta de mais um pouco do concelho de Vila Flor. A opção pela freguesia de Nabo, deve-se essencialmente a dois factores: o primeiro porque, apesar dos votos (no Blog) que o indicam como Próximo Destino, não tem estado muito nos percursos que tenho feito; segundo, porque ao indicar a Godeiros, no Nabo, como candidato a ser uma das “7 Maravilhas de Vila Flor” aguçou o meu apetite em conhecer o local.
Fui de carro. Não porque tenha alterado o meu gosto de contacto próximo com a Natureza, mas porque a Nikon 4300 já está calejada de tanto bater no guiador, mas não arrisco andar com o meu brinquedo novo (Canon 400D) de bicicleta.
Depois de me informar na aldeia sobre a localização de Godeiros e da Pala do Conde, desci ao fundo da aldeia e segui por um caminho rural recentemente arranjado até à Capela de Santa Cruz. A primeira vez que aqui estive (e única) foi quando participei na II Rota da Liberdade, em BTT. Tive pena do automóvel que tem quase duas décadas de idade e continuei a pé. Devido à construção de uma barragem próximo da Vide pela cota dos 200 metros começou a aparecer um largo estradão que seguia na direcção da elevação onde eu pretendia chegar. Os terrenos neste baixa junto ao ribeiro que passa no Nabo, na zona que se pensa venha a ser inundada, estão praticamente abandonados. Um agricultor que lavrava um bonito batatal garantiu-me que as suas terras também já lhe tinham sido compradas! A bacia da futura barragem está limpa de vegetação, optei por seguir por aí e abandonei o caminho. Tentei adivinhar a azáfama que estas terás terão vivido. Lá estão as paredes, os poços, as noras que regavam de farta água uma faixa estreita de hortas ribeiro abaixo. Encontrei mais alguns terrenos cheios de tomate, batateiras e milho, como só nos solos profundos cresce.
Inundado de pensamentos e de suor cheguei à Pala do Conde. A pala, em si, pouco tem de interessante. É uma cavidade natural com alguns metros de profundidade criada por uma laje xistosa. Sobre ela encontra-se algo de interessante. Trata-se de uma sepultura escavada na própria fraga que forma a pala. Esta sepultura, escavada nesta rocha mais resistente, é possível que pertencesse a alguém especial. Assim nasceu a lenda de que se trata da sepultura do Conde, senhor do Castelo de Godeiros. Dei comigo a pensar – Se o Conde foi enterrado aqui, onde descansam os restantes? Parece-me que na limpeza da bacia da barragem, algo mais foi descoberto, falta saber o quê. Resisti à tentação de subir a montanha, à conquista das terras deste conde, optei antes por seguir em frente em direcção ao local onde a barragem começa a ganhar forma.

Mal me desviei um metro do caminho, chamaram-me à atenção alguns pedaços de cerâmica. “Tropecei” nela por acaso, mas não havia dúvida, a concentração de pedaços de cerâmica é enorme. Sem dúvida que existiu aqui um habitat romano. Andei em círculos, a área onde se encontram vestígios, é enorme mas quando me aproximei do Ribeiro Grande que recolhe água do Seixo, Mourão (Valtorno e Carvalho de Egas!), não encontrei mais vestígios. Junto da enorme torre que já se levanta na parte mais funda da futura barragem senti-me minúsculo.
Voltei para trás. De novo no local onde encontrei cerâmica atravessei o caminho e comecei a subir a encosta. Também da parte de cima do caminho há vestígios da zona ter sido habitada. Curiosamente não encontrei nenhum pedaço de barro que me mostrasse terem existido por ali tégulas! Encontrei sim pedaços de barro com diferentes espessuras e graus de finura.
De repente surgiu-me à frente um marco em granito. Não há por aqui granito! Tratava-se de um bloco de granito, com cristais bastante finos, disposto aparentemente como um marco. Na face virada a Sul tem gravadas as letras D. P., não faço a mínima ideia do que significa. Mais curiosas são as marcas que apresenta noutra face. Ou eu estou com visões ou este bloco de pedra fazia parte do umbral de uma porta e não de uma porta recente. Os rasgos serviriam para encaixar a porta que giraria sobre um eixo (não deviam existir dobradiças).

Continuei a subir ao topo do monte conhecido por Godeiros. Comecei a encontrar paredes construídas em círculo, rodeando o monte. Não é muito fácil ter uma visão do conjunto, há muito mato rasteiro e muitos carrascos. Toda a área se encontrava revolvida recentemente. De início pensei que talvez fosse algum javali mas não, foi algum “caçador de tesouros”. Espero que não tenha destruído em vez de preservar. Em termos fotográficos é difícil conseguir algo interessante para mostrar, apenas se podem fotografar pequenos lanços de muros por debaixo da vegetação.
No topo do monte encontram-se vestígios do que poderá ser uma atalaia. As paredes não têm mais de meio metro de altura, a vegetação tomou conta de tudo.
Do alto de monte tem-se uma bonita visão para o Vale da Vilariça, em direcção à Junqueira ou à Horta da Vilariça. Também olhando para Norte de vê o Nabo, espreguiçando-se nas suas ruas alongadas.
Desci a encosta concentrando-me agora na vegetação rasteira. Pequenos tufos de delicadas flores rosadas chamaram-me a atenção. Tratava-se do conhecido fel-da-terra (Centaurium erythraea) usada na medicina popular como tónico digestivo ou para baixar a febre.
Com febre estava eu a ficar, ou seria fome? A hora de almoço há muito que tinha passado, fazia um calor sufocante e a ameaça de chuva concretizou-se antes mesmo de eu chegar ao Nabo.
Fazendo fé no painel de azulejos da Capela da Santa Cruz que diz:
Tendo nascido engegado
De muito longe aqui vim
Tomei banho e bebi água
Com saúde forte vou assim.
Bebi da milagrosa água, antes de partir envolto numa nuvem de pó, em direcção à aldeia. Ainda fiz uma paragem na capela de Nossa Senhora do Carrasco. No cabido exterior penduradas nas colunas de granito havia bonitos ramos de rosas vermelhas a espicaçar a minha criatividade. Com elas dei por encerrada esta minha caminhada “À Descoberta do Nabo”.

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 4


Aqui fica a apresentação do 4.º conjunto de candidatos às 7 "Maravilhas" do concelho de Vila Flor:

13 - O Vinho. Estou certo de que para alguns esta será a maior maravilha de Vila Flor, também não desgosto. Brincadeiras à parte, o concelho de Vila Flor faz parte de uma região de muitos e bons vinhos. Há um bom leque de vinhos já engarrafados, vendidos a preços bastante variáveis, de qualidade mediana a muito boa. Ao colocar o vinho como "candidato" fui demasiado específico, a minha ideia era englobar o "licor" mas não só, também toda a envolvente, como por exemplo as vinhas.

15 - Miradouro da Gralheira, em Folgares. A aldeia de Folgares é toda ela um miradouro, mas este local, um ponto ainda mais elevado, situado mesmo ao lado da mesma, é digno de ser visitado. É um manjar para os olhos toda a paisagem que a dali se avista.

16 - Fonte Romana, Freixiel. Embora nela esteja gravada a data de 1780, a sua construção deve ser anterior. É arcada e talvez medieval. Junto a esta encontra-se a Fonte das Bicas, com água em abundância.

17 - Forca, Freixiel. É constituída por dois pilares de rochas graníticas, numa pequena elevação que domina a aldeia. Tem bons acessos e daí se tem uma magnífica vista sobre o vale e sobre Freixiel.

18 - Insculturas rupestres da Serra, Freixiel. Embora haja outras insculturas do género, em Freixiel, estas são as únicas que conheço. Estão muito próximas do antigo Castro. Trata-se de um bloco de granito, com alguns metros de comprimento, onde se encontram escavadas um grande número de covinhas, feitas algumas delas de forma ordenada, formando conjuntos complexos.

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