05 julho 2007

Finalmente o calor...

Bastam uns dias de sol para que a paisagem (e o ritmo da vida) mude completamente. A piscina coberta (aquecida?) já encerrou. Agora toda a gente se desloca para as piscinas junto ao Parque de Campismo. Há muito movimento, e com razão, é um espaço fantástico, bem agradável passar umas tardes.
Para intercalar com os banhos na piscina, nada como umas caminhadas pela Natureza. Tal como uma que fiz no dia 30 de Junho, à tarde. Fui até Vale de Sancha, no concelho de Mirandela , de carro e subi a pé a um cabeço chamado Pedra Luz (685 metros de altitude), de onde se avista uma esplêndida paisagem. Aqui se faz a separação entre os concelhos de Vila Flor e de Mirandela.
A vegetação rasteira está como a imagem mostra. São as cores do Verão que vão chegando rapidamente.

04 julho 2007

As 7 maravilhas de Vila Flor


Entramos na fase final da eleição das 7 Maravilhas de Vila Flor. Para quem já votou, o meu obrigada, quem não votou, está ainda a tempo de o fazer.
Como o número de visitantes do Blog é razoável, mas poucos são aqueles que fazem algum esforço de participação, alterei as regras e todos têm, até ao final do dia 6, uma nova oportunidade de votar.
Já estão disponíveis fotografias de todos os candidatos, por vezes duas ou três. Embora não sejam as fotografias que contam, sempre é bom, para os que estão longe, recordar todas estas maravilhas.

Em busca de vestígios arquológicos em Valtorno


No dia 28 de Junho fiz um pequeno passeio a Valtorno. Interessava-me visitar de novo o pequeno cabeço onde se situa o marco geodésico chamado Pendão (737 metros). O meu interesse neste pequeno monte, recentemente ardido, prende-se com o facto de aí ter descoberto algumas espécies vegetais bastante surpreendentes, que não tinha visto em mais nenhum ponto do concelho, e outras que desconhecia por completo.
O dia estava muito quente e só saí depois da dezassete horas. Tentei chegar a Valtorno o mais rapidamente possível e por isso fui mesmo pela estrada. Ao chegar, entrei na aldeia e lembrei-me da Capela de Nossa Senhora da Luz. Nunca a tinha visto, apesar dos vários passeios que já fiz por toda a aldeia! Procurei a sua localização junto de alguns residentes. Fica mesmo por trás do Centro de Dia e rapidamente a encontrei. Pelas fotografias que já tinha visto não estava à espera de grande coisa, mas, quando vi a pequena capela rodeada de rosas vermelhas com o campanário recortado no céu azul, fiquei encantado. Não quis perder o cenário e procurei um ângulo que me satisfizesse. Não é fácil, há muitos ferros e arames à volta.
A Capela de Nossa Senhora da Luz foi construída no séc. XVI ou XVII aparecendo referenciada em 1758. Pertenceu à família dos Sequeiras e depois à família Teixeira de Almeida . O seu campanário é elaborado e bonito, destacando-se nele uma grande flor. Está encimado por uma cruz que tem aguentado décadas de abandono. Tirando o pórtico e o campanário, a capela é feita de granito miúdo. Curiosamente existe à volta um pequeno adro, o que leva alguns autores a questionarem a origem privada da capela.
Entrei, já não havia porta. Outra surpresa. Nas paredes mal tratadas, que ameaçam ruir a todo o momento, sobrevivem ainda alguns vestígios das pinturas que devem ter coberto a quase totalidade das paredes. Tentei registar toda a sua delicadeza tirando algumas fotografias, sem flash. O suporte do altar ainda lá está, aguentando anos de uso como palheiro e talvez como corte de animais. Não vi qualquer evidência da existência de sepulturas nas suas paredes embora estejam referenciadas. No silêncio e no abandono do local, recordei a airosa Capela de Nossa Senhora da Luz, junto à fronteira, em Constantim, Miranda do Douro, que visitei, de bicicleta, em 13 de Maio de 2006.
Desci a aldeia, passei pela Capela de Santo Cristo e segui pela estrada em direcção ao Mourão. Na berma reencontrei uma das curiosidades que pretendia ver. Podem acreditar que esta foi a quarta vez que aqui estive a ver as Esporas-bravas ou silvestres (Linária Triornithophora). Não sei se existem noutros locais do concelho, parecem ser abundantes em todo o Norte de Portugal. Aqui encontrei uma área cheia delas (embora agora já se vejam poucas floridas). Esta flor é muito curiosa e fotogénica, adquirindo várias tonalidades de roxo e apresentando algumas duas manchinhas amarelas. As folhas são verticiladas em grupos de quatro, sem recorte e lanciformes.
Quando as sombras cobriram o brilho das flores, olhei em frente. Na outra margem da ribeira devia estar o Cabeço Murado (Cabeça Murada para os de Valtorno), que eu já tinha procurado mas em vão. Pedalei até à Fonte Paijoana e recomecei as buscas aí. Saltei de rocha em rocha até chegar ao topo do cabeço, nem rasto de muralhas. De repente, duas pedras sobrepostas, mais duas logo a seguir. Comecei a acompanhar o percurso e logo à frente encontrei uma verdadeira parede. Segui a parede durante algumas centenas de metros e encontrei outras paredes. Já não tinha dúvida, estava no lugar certo. Parece-me existirem vários níveis de muros concêntricos em volta do monte. Descaindo um pouco para Sul, encontrei um pequeno vale onde outrora deve ter corrido um ribeiro. Nessa zona, mais fresca e abrigada, há restos de casas e muralhas à sombra de pinheiros e carvalhos. Segui essa linha de água e vim parar mesmo por detrás da Fonte Paijoana. Muito havia por ali para eu explorar, mas, o sol estava baixo, já não podia fotografar. Saí a toda a pressa. Calculei a minha chegada a Vila Flor, pouco depois das vinte e uma horas. A saída tardia de casa, limitou-me o tempo, mas, mesmo assim, foi uma grande tarde “À Descoberta”.
Quilómetros percorridos neste percurso: 25
Total de quilómetros de bicicleta: 1345
Total de fotografias: Perdi a conta

03 julho 2007

TerraFlor - Programa e Cartaz

A minha ansiedade quanto ao programa do certame TerraFlor já está controlada. Graças a uma frequentadora do Blog, chegou até mim, não só o programa, mas todos os convites, cartazes e programas num total de 9 (obrigada, Marisa)!
Dou a conhecer desde já o Cartaz e o Programa que me surpreendeu positivamente. Espectáculos, provas, exposições, colóquios, animação, tudo isto indo além do recinto da feira, estendendo-se ao Santuários de Nossa Senhora da Assunção e de Nossa Senhora da Lapa, Nabo, Carvalho de Egas e Samões. Confesso que fiquei interessado.
Volto a referir que nunca estive presente no evento e por isso não tenho muitas referências para comparação. Pelo que pude ver ao longo deste ano lectivo, a população adere com facilidade a todas as iniciativas, a verdade é que a população é cada vez menos. Prometo estar presente na maior quantidade de eventos que for possível (uma vez que os dias do certame coincidem com os Exames de Equivalência, onde vou estar de serviço :( )
Não está muito claro o que nos reserva o último dia da feira com "Noite TerraFlor". Será animação com artistas da terra? O grupo Cantares por Vila Flor tem andado com ensaios intensivos.

Dias 12, 13, 14 e 15 toda a gente vai visitar Vila Flor.

Nota: a fotografia do placard acima, é montagem, fica só como sugestão.

Perdido no Vale da Vilariça III


Neste final de ano lectivo, não tive possibilidade de seguir com o mesmo ritmo que mantive todo o ano. Exames, reuniões, enfim… trabalho. Consegui, no entanto, continuar com novas Descobertas que irei recordando à medida que for possível. Um dos pontos altos, foi sem dúvida um passeio que fiz ao Vale da Vilariça, perto de Assares, no dia 23 de Junho.
Subi ao centro de Assares. Para mim, Cabeço da Mina só podia ser nas serras, por cima da aldeia. Erro meu. O lugar chamado Cabeço da Mina é mesmo junto à Ribeira da Vilariça, perto da Cova da Moura, outro dos locais que queria visitar. A primeira pessoa com quem falei conhecia os locais. Apontou-me com precisão um ponto mesmo em frente da Av. 25 de Abril, junto à Ribeira, lá para os lados da Eucísia.
Avancei de carro por um estradão mas estava a desviar-me para Sul, quase em frente a Lodões. Decidi que de carro não era possível, estacionei e comecei a subir pela margem da ribeira, para montante. Sabia estar no lugar certo mas, é como procurar uma agulha num palheiro, não encontrei qualquer vestígio do Cabeço da Mina. Sinceramente não sabia bem o que procurava. Este desânimo já o tinha sentido, um pouco mais abaixo, quando busquei as Antas, em Sampaio.

Não podia desperdiçar a “viagem” fotográfica. Os campos já estão ressequidos. Aqui e além resistem algumas flores selvagens, assaltadas por bandos de insectos que delas se alimentam. Bastava-me a vontade e a opção de subir ao alto da Capela de N. senhora dos Anúncios. Faltava ainda um bom pedaço de caminho, mas de certeza que a visão lá do alto ia valer a pena. Quando me aproximei da ribeira encontrei uma grande poça de água. Junto dela estava um bloco de xisto com alguma coisa gravada. Encontrei-a, é a Cova da Moura! Estava compensado o meu esforço. O sol baixo, sobre os montes que guardam Assares, criava relevos bizarros na superfície xistosa. Aqui e além, pequenos sois raiados, emergiam do conjunto de gravações mais difusas, onde se viam também rectas paralelas, círculos com pequenas pocinhas no meio e outras figuras menos definidas. Tinha milénios de história sob os meus pés! Que susto apanhei quando olhei a rocha do lado oposto! Alguém arrancou grandes pedaços dela com uma retroescavadora! Juntos das gravações com milénios estão os riscos dos dentes da pá!
Não sei se o nome Cova da Moura foi dado à rocha com as gravuras, se à depressão no leito da ribeira que formava um pequeno lago.
Mais animado, atravessei a ribeira e segui “À Descoberta”, já no concelho de Alfândega da Fé. Desfeito em suor, cheguei à capela. A Senhora dos Anúncios estava do meu lado. O Bar estava aberto e pude beber uma água fresquinha.

Do alto deste cabeço, com menos de 300 metros de altitude, tem-se mais uma vista única do vale. A Norte, um grande reservatório de água, a Barragem do Salgueiro. Depois dela, Vilarelhos, Vilares da Vilariça e o alto da Serra de Bornes. Deslizando para a esquerda, Trindade, Santa Comba da Vilariça, Assares, Lodões, Sampaio e ainda se avistam lá longe aldeias de Torre de Moncorvo, a caminho da Lousa. Focando a ribeira e subindo por ela, imagina-se a Chã Grande, a Senhora da Rosa e o Cabeço da Mina (algures, aqui bem perto). Mesmo à frente, do outro lado da ribeira, está a Quinta do Barracão, tão adormecida, ao fim da tarde, como a água da sua piscina. Neste vale habitado desde os primórdios da história, a agricultura é rainha. As uvas já têm bagos enormes!
Cheirou-me a churrasco, não estava a sonhar. Já se assavam carnes para a festa de S. João que iria decorrer no local. O mesmo se estava a passar na Praça da República, em Vila Flor. Desci precipitadamente do cabeço, pelo mesmo caminho que tinha seguido. Passei a ribeira junto à Cova da Moura. Uma ave estranha, fascinou-me com o seu canto. Despedi-me da rocha milenar e segui, cabeço abaixo em busca do automóvel.
De caminho ainda passei por Valbom e pela Trindade, mas dessas Descobertas falarei depois.

02 julho 2007

TerraFlor - Programa?

Esta vai ser a primeira vez que vou poder assistir ao certame TerraFlor, daí o meu natural nervosismo e alguma expectativa. Depois de uma busca pelas ruas de Vila Flor à procura do programa da feira, que não encontrei, fiquei ainda mais nervoso e inquieto. À falta de informação decidi recorrer ao mexerico, à conversa de café. Não posso esperar pelo dia 12 para saber do programa!...
Consta que muitos são os expositores e a cultura não vai passar ao lado. Como não há outra Revista com piadas de mau gosto, como incentivo à natalidade no concelho, estarão presentes o Fernando Pereira e o Quim Barreiros. Também consta que já se marcam lugares para assistir aos seminários sobre o azeite e sobre o vinho (não se chamasse o último álbum do Quim Barreiros - Use Álcool!).
Todos já sabemos que o evento vai decorrer de 12 a 15 de Julho, mas nem todos sabem que no último dia as entradas vão ser grátis!
Está certo que, cada vez mais, a TerraFlor, seja uma amostra para fora da região, mas nós, que cá estamos, também merecemos saber o que se vai passar. Como não há programa, deixo o espaço publicitário reservado, logo que o cartaz surja, será divulgado.
Para os mais ansiosos, dirijam-se à Câmara Municipal, ao portal da mesma, na Internet, ou então ao Sítio da Radio Brigantia, onde ficamos a saber que até vamos ter direito a ver um cachecol com 36 quilómetros de "cumprimento" (não seria melhor uns metros de papel para imprimir cartazes?).
Só espero que os Quinta do Bill actuem no dia de entrada gratuita, gostava muito de visitar a feira...

01 julho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Todas as fotografias

No sentido de facilitar uma visita a todas as maravilhas de Vila Flor, estou a fazer uma listagem de um bom conjunto de fotografias, que já foram publicadas no Blog, nestes quase 10 meses de existência. Não é uma listagem exaustiva, mas gostaria de ter pelo menos uma fotografia de cada um dos candidatos a maravilha. Estou a trabalhar para isso, ainda me faltam algumas. Lembro que a votação não deve ser baseada na beleza da fotografia mas sim no significado daquilo que ela representa.

1 _ Ponte sobre o Tua, Vieiro - Foto2
2 _ Marcos, em Alagoa - Foto2
3 _ Capela de S. Lourenço, Arco -
4 _ Cabeço da Mina, Assares
5 _ Cova da Moura, Assares
6 _ Fontes Limpa e da Mina, Benlhevai - Foto2 - Foto3
7 _ Fraga do Ovo, Candoso - Foto2 -
8 _ Igreja de Santa Catarina, Carvalho de Egas - Foto2 -
9 _ Amendoeiras em flor - Foto2 - Foto3 - Foto4 - Foto5
10 _ Azeite - Foto2 - Foto3 - Foto4 -
11 _ Biodiversidade do Concelho - Foto2 - Foto3 - Foto4 - Foto5
12 _ Paisagem do Vale da Vilariça - Foto2 - Foto3 - Foto4 -
13 _ Vinho -
14 _ Fragas das Pinhascas, Folgares
15 _ Miradouro da Gralheira, Folgares - Foto2 - Foto3 - Foto4
16 _ Fonte Romana, Freixiel - Foto2 -
17 _ Forca, em Feixiel - Foto2 -
18 _ Insculturas rupestres da Serra, em Freixiel - Foto2 -
19 _ Fonte Romana, Lodões - Foto2 -
20 _ Capela de S. Maria Madalena, Macedinho - Foto2 -
21 _ Castelo, em Macedinho - Foto2 - Foto3 - Foto4 -
22 _ Capela de S.Marinha, Meireles -
23 _ Igreja de S. João Baptista, Mourão - Foto2 -
24 _ Capela de S. Cruz, Nabo
25 _ Godeiros, no Nabo - Foto2- Foto3 -
26 _ Azenha Nova, na Ribeirinha
27 _ Capela Velha de S. António, Ribeirinha - Foto2 - Foto3 -
28 _ Igreja de S. João Baptista, Roios
29 _ Capela de N. S. do Rosário, Samões - Foto2 - Foto3
30 _ Capela de N. S. dre Lurdes, Samões - Foto2 - Foto3 -
31 _ Igreja de S. Brás, Samões
32 _ Águas, em Sampaio - Foto2 -
33 _ Antas, em Sampaio
34 _ Capela de N. S. da Rosa, Sampaio - Foto2 -
35 _ Capela de N. S. do Rosário, Sampaio - Foto2 -
36 _ Chaminé dos Ochoas, em Santa Comba
37 _ Cruzeiros medievais, em Santa Comba - Foto2 - Foto3 -
38 _ Igreja de S. Pedro, Santa Comba - Foto2 - Foto3 - Foto4 - Foto5
39 _ Aldeia do Gavião - Foto2 - Foto3 - Foto4 - Foto5
40 _ Fonte Sangrinho, Seixo de Manhoses - Foto2 -
41 _ Igreja de Santa Bárbara, Seixo de Manhoses - Foto2 -
42 _ Santuário de Santa Cecília, Seixo
43 _ Igreja da Santíssima Trindade, Trindade - Foto2 - Foto3 - Foto4 -
44 _ Barragem da Burga, Valbom- Foto2 -
45 _ Fonte da Almoinha, Valbom
46 _ Igreja de S. Lourenço, Vale Frechoso
47 _ Fonte Velha, Vale Frechoso
48 _ Capela de N. S. do Rosário, Valtorno - Foto2 -
49 _ Fonte Paijoana, Valtorno - Foto2 -
50 _ Igeja de N. S. do Castanheiro, Valtorno - Foto2 - Foto3 -
51 _ Regadio do Pausadinho, Vieiro - Foto1 - Foto2 - Foto3 -
52 _ Capela Nova de S. Tomé, Vieiro - Foto2 -
53 _ Arco de D. Dinis, Vila Flor - Foto2 - Foto3 -
54 _ Centro Cultural de Vila Flor - Foto2 - Foto3
55 _ Complexo da Barragem do Peneireiro - Foto2 - Foto3 - Foto4
56 _ Fonte Romana, Vila Flor - Foto2 - Foto3 -
57 _ Igreja Matriz de Vila Flor - Foto2 - Foto3 -
58 _ Museu Berta Cabral - Foto2 - Foto3 - Foto4 - Foto5 -
59 _ Paisagem vista do miradouro de Vila Flor - Foto2 -
60 _ Pelourinho de Vila Flor - Photo2 - Photo3 -
61 _ Santuário de Nossa Senhora da Lapa, Vila Flor - Foto2 - Foto3 -
62 _ Zona antiga de Vila Flor - Foto2 - Foto3 - Foto4 -
63 _ Ponte sobre o Tua, Vilarinho das Azenhas
64 _ Pelourinho de Vilas Boas - Foto2 -
65 _ Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas - Foto1 - Foto2 - Foto3

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30 junho 2007

Barragem Camilo Mendonça


A chegada de uma máquina nova e a passagem do multicolorido da Primavera à predominância da cor de palha do Verão, tenho-me concentrado muito em pormenores: aves, flores, insectos, etc. Não posso negar os meus gostos e recordo que esta é a "minha" descoberta de Vila Flor.
Claro que a colocação de fotografias no fórum não consegue acompanhar o meu ritmo de "disparo". Em traços largos, coloco no fórum, uma em cada 150 fotografias que registo. Não é fácil para mim a selecção. Muitas da saídas que tenho feito ultimamente não têm sido sequer mostradas no fórum!
Na tarde do dia 06 de Junho de 2007, fui com o meu filho mais novo, dar uma passeio pela barragem. O céu estava divinal, irresistível. Ficaram na gaveta mais de 140 imagens parecidas com esta que hoje partilho. A tranquilidade de um fim de tarde, repousa entre o verde e o azul, num local único, num momento único. A fotografia é fantástica nestes aspecto. Numa só imagem ficam registadas centenas de emoções e consegue despertar outras tantas.

29 junho 2007

Tílias nas ruas de Vila Flor


Quando falamos de Tília dá a impressão que estamos a falar de uma das plantas mais vulgares, pois toda a gente já ouviu falar no chá de Tília. Na verdade, as coisas não são bem assim. Pelo nome de Tília são conhecidas algumas dezenas de espécies. Para simplificar, há duas espécies europeias, a Tília cordata e a T. platiphyllos. Nos nossos jardins podemos encontrar estas ou outras espécies (como a Tilia tomentosa), vindas da Ásia, da Sibéria ou da América. Estas plantas são muito utilizadas em jardins por várias razões: são rústicas não necessitando de muita água; crescem bem isolada; aguentam com facilidades os cortes que lhe são feitos (por vezes verdadeiros assassínios); podem ser orientadas, cruzando os ramos, que com o tempo se unem; deitam folhas abundantes fornecendo uma boa sombra; quando estão floridas espalham um cheiro agradável; formam bonitas alamedas; algumas podem viver quase mil anos; no Inverno perdem a folha permitindo que a pouca luz ilumine melhor os espaços.

As suas folhas alternadas captam com facilidade a luz do sol mas o mais curioso está nas suas flores. Elas agrupam-se em cachos, unidos numa longa bráctea verde clara, difundindo um odor muito agradável. A floração dá-se em Junho e são muito procuradas para secar e posteriormente fazer o famoso chá de Tília, com propriedades a nível do sistema nervoso. Melhora a qualidade do sono. É um calmante natural por excelência.
Em Vila Flor há muitas Tílias, nem todas da mesma espécie. Há-as no Jardim do 7.ºCentenário, na Avenida Marechal Carmona, em volta do Mercado Municipal, na Rua Dr. Oliveira Salazar, junto ao Centro de Saúde e na Praça da República, entre outras. É na Praça da República que se pode admirar o mais belo conjunto, uma vez que há dezenas de Tílias, verdes e floridas, que emprestam ao local uma frescura bem diferente daquela que vivemos durante o Inverno. Foi aí que me encontrei com elas, nesta época de Santos Populares, contrastando com o colorido dos enfeites.

28 junho 2007

Museu - O Berrão


Deu entrada no Museu em 13 de Junho de 1967, dia em que foi encontrado pelos senhores Eng. Nuno Aragão (Alexandre Nuno Alveres Pereira Palha de Aragão Lobo) e o Doutor Orlando de Carvalho (Orlando Elídio de Carvalho, natural do concelho de Carrazeda de Ansiães, Delegado Interino da Comarca, desde 14-03-1966 e efectivo desde 24-02-1967, exercendo desde 30-07-1969), no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, quando procediam a pesquisas arqueológicas.
Ali, numa terra de cereal (distanciada do caminho de acesso ao santuário cerca de 50 metros), pertencente a Francisco Ramos de Vilas Boas, foi encontrada aquela escultura de granito de Grão Médio, que estava fragmentada.
Regressaram, encantado pelo achado, a Vila Flor a fim de arranjarem meio de transporte até ao Museu.
Tempos depois, o Sr. Eng. Nuno Aragão, deslocou-se de novo àquele local, no sentido de saber mais notícias. Encontrou aí o guardador de gado lanígero, José Augusto Trigo, também de Vilas Boas, que interrogado dissera:
a) Que se lembra de, há uns anos, ainda rapaz, ver numa terra de seu irmão, de nome Raul Trigo, (anexa à do citado Francisco Ramos), um “cavalo” em pedra (como lhe chamou, ainda inteiro, pois muitas vezes cavalgou nele);
b) Presume-se pois que pedreiros o tinham fragmentado para fazer cubos de calçada ou pedra para paredes, não o aproveitando, dado a sua configuração, dado que o teriam deitado a rebolar da terra de seu irmão Raul Trigo para a de Francisco Ramos.
Do achado se deu conhecimento ao Sr. Prof. Dr. Santos Júnior, eminente mestre de arqueologia que propositadamente a 28 de referido mês de Junho de 1967, se deslocou para apreciar (posteriormente o Sr. Prof. Visitou-a mais duas vezes), que ao vê-la teve a seguintes apreciações: - É uma maravilha. Peça estupenda, simplesmente estupenda. O Museu de Vila Flor fica com uma peça preciosa, tratem de cola-la.
Em face da avalizada opinião daquele Mestre em Arqueologia, em 10-07-1967, deu-se conta do achado ao Sr. Prof. Dr. Jorge de Alarcão, da Universidade de Coimbra e Instituto de Arqueologia, ao mesmo tempo que se solicitou a indicação de uma cola, destinada a ligar o “Berrão”.
Depois de colado com todo o cuidado, o “Berrão” , de épocas remotas, verdadeira peça de museu, foi colocado na galeria do rés do chão, em 3 de Maio de 1969, assente numa base de granito, serviço esse feito graciosamente, pelo canteiro Vítor Matos.

As medidas daquela bela escultura são:
Comprimento 1,49m
Altura (incluindo a peanha) 1,31m
Distância entre as patas 1,38m
Perímetro retaguarda 1,69m

A fotografia acima foi tirada 13-06-1967 pelo Sr. Dr. Orlando de Carvalho, quando se foi buscar o “Berrão” para o Museu. Dela constam (da esquerda para a direita): João Sobral, Filinto Duarte Félix, Raul de Sá Correia, Eng. Nuno Aragão, Francisco de Soveral Pastor, e Raul António Hortelão.

O texto e a 3.ª fotografia encontram-se no museu numa pasta que contém toda a informação referente ao Berrão. Por isso convido os leitores a uma visita ao museu para verem o Berrão ao vivo e a todas as antiguidades que o rodeiam.

27 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 13

Conjunto n.º13 de candidatos às 7 Maravilhas do Concelho de Vila Flor.

4 - Cabeço da Mina,
Assares. Trata-se de um santuário do calcolítico situado num pequeno cabeço próximo da Ribeira da Vilariça. Embora tenha percorrido o terreno durante várias horas não consegui identificar com exactidão a localização do referido cabeço.

5 - Cova da Moura, Assares. É uma superfície rochosa onde se encontram gravados numerosas insculturas. É possível identificar com clareza várias figuras representando um sol raiado, covas, círculos com covas no centro, linhas paralelas, etc. Situa-se junto à Ribeira da Vilariça.

26 - Azenha Nova, na Ribeirinha. Desloquei-me expressamente à Ribeirinha para fotografar esta azenha. Apesar de já ter estado várias vezes na aldeia, nunca me tinha chamado à atenção qualquer azenha. O local onde situa foi comprado e aí construíram uma casa de férias, não sendo possível o acesso. A fotografia é na Ribeirinha, mas um pouco mais a jusante, no Rio Tua.

45 - Fonte da Almoinha, Valbom. É uma fonte medieval muito antiga e arcada. O local é agradável, de fácil acesso, havendo bancos e um chorão que torna o local bastante fresco. A água não é potável.

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Com este painel completa-se o grupo das 65 candidatos. Desde o dia que decidi avançar com esta votação que me concentrei em conseguir visitar todos os locais indicados. Não foi fácil. Nalguns casos, não foi possível e teria desistido da indicação. Porém, os resultados das votações já feitas até ao momento, mostram que os gostos são o que são e cada um tem as suas Maravilhas.
Na elaboração da lista e como base na pequena descrição que fiz de cada uma delas, está o "Roteiro de Vila Flor" de Cristiano Morais, que o autor gentilmente me ofereceu. Tive a preocupação de incluir todas as aldeias, mesmo as mais pequenas, porque este espaço pretende-se aberto e sem complexos. A listagem está por ordem alfabética das aldeias à excepção de uma.
Votaram até ao momento 33 pessoas. Sem malabarismo informáticos, apenas é possível votar uma vez de cada computador. Do dia 1 ao dia 6 facultarei a todos a possibilidade de votarem de novo, uma vez que agora terão uma ideia mais completa sobre um ou outro candidato que não conheciam bem.

26 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 12


Conjunto n.º 12 de candidatos às 7 Maravilhas do Concelho de Vila Flor:

51 - Regadio do Pausadinho, Vieiro. Trata-se de um regato que fornece água para regar as hortas. O local é fresco e bonito embora não seja cuidado como devia. As rochas apresentam os sinais de séculos de erosão caindo de alguns metros de altura. Há um moinho junto do ribeiro.

52 - Capela Nova de S. Tomé, Vieiro. Trata-se de uma capela muito recente. O interior é muito colorido e bonito. Respira-se no seu interior muita paz, admirando um conjunto de belas imagens.

61 - Santuário de Nossa Senhora da Lapa, Vila Flor. Situado na Serra do Facho é constituído por um conjunto de capelas. Neste local terá existido a capela de Santa Marinha com um ermitão. A ermida da Senhora da Lapa encontra-se encaixada numa espécie de gruta formada por uma enorme rocha xistosa.

63 - Ponte sobre o Tua, Vilarinho das Azenhas. É uma ponte robusta com mais de 100 anos. Aqui se tocam o concelho de Vila Flor e o concelho de Mirandela. Tem-se uma bela visão do rio, quer para montante quer para jusante. É um local muito procurado pelos pescadores de pesca desportiva.

65 - Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas. Ocupa um cabeço onde antigamente existiu um castro. O santuário é constituído por um conjunto da capelas e um longo escadório ladeado de apóstolos e outras imagens. A paisagem é magnífica. É pena o Restaurante que aí existe não colaborar para a divulgação e frequência do espaço.

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