21 setembro 2007

Alto do Maragato, em Roios


No dia 10 de Setembro fiz mais uma visita ao monte a Norte de Roios conhecido por Maragato. Na primeira vez que lá estive, a 24 de Fevereiro de 2007, estava um dia assustador: frio, vento, nuvens e alguma chuva. Desta vez o tempo estava excelente, mas, acabei por chegar um pouco mais tarde, assistindo ao pôr-do-sol. A escolha do percurso teve em atenção o mau tempo da primeira visita, a proximidade, pois necessitava pouco tempo, a minha curiosidade pelo local e a beleza da paisagem que se avista.
Este local, a 655 metros de altitude, fica na separação das freguesias de Roios e Vale Frechoso. Na minha primeira visita, detectei sinais da presença humana, há muitos anos atrás. Agora, depois de mais alguma experiência e leitura, compreendo que o local não tem as condições ideais para a instalação de castro, mas não tenho a mínima dúvida que ali existiu uma estrutura. Possivelmente terá sido uma atalaia, da Idade Média. Estas atalaias, tinham por missão vigiar uma grande extensão de terreno em redor e integravam-se numa organização de vigia mais complexa, recorrendo à comunicação através de sinais para uma estrutura mais segura, por exemplo um castelo.

Neste local há uma plataforma elevada com dois afloramentos quartzíticos, não muito extensa, insuficiente para um povoado. Nos pontos de acesso é visível uma grande quantidade de pedras soltas que resultaram do derrube da estrutura defensiva da atalaia.
Apesar de atento a potenciais pormenores arqueológicos, não fiquei indiferente à paisagem, à vegetação e ao pôr-do-sol. Há uma urze rasteira que está agora a florir. Encontrei a mesma variedade de planta florida que tinha encontrado alguns dias antes em Samões!
Os momentos que antecedem o recolher do sol são mágicos. Os sons propagam-se de forma diferente, tudo ganha uma nova dimensão. O marco geodésico foi-se pintando de laranja, entendendo-se um manto escuro do Facho, passando pelo Serra do Reboredo até à Serra de Figueira, perto de Mogadouro. A Serra de Bornes, altiva, conservou durante mais uns minutos os últimos raios de sol. Por fim, rendeu-se. Deixou-se invadir pela melancolia das sombras.
Ver a reportagem da 1.ª visita

19 setembro 2007

Quadros de Setembro

10-09-2007 - O Verão deixou-nos os tons pastel da terra, cheia de restolho, desejando a chuva. Ao fim da tarde respira-se calma, enquanto não chega a azáfama da vindima e o cheiro a mosto.
Algures, a caminho de Vale Frechoso, olhei em direcção ao Norte. Exposto estava um dos quadros que mais admiro e fotografo. Desta vez, as cores lavadas e frias do horizonte, contrastavam com a cor da palha aquecida pelos últimos raios de Sol.
Era a hora de introspecção. Era o local certo.

18 setembro 2007

De Samões a Vilas Boas


Neste início de ano lectivo, tenho vivido um pouco na expectativa. Numa família em que os dois cônjuges são professores e os dois filhos são alunos, a escola é importante nas nossas vidas e fonte dos nossos problemas. Infelizmente, tem sido um centro muito sujeito a monções de mau tempo, muita turbulência, que provoca muitas incertezas.
No dia 17 de Setembro reiniciei a minha actividade lectiva na EB2,3/S de Vila Flor. O horário que me foi distribuído não é tão propício para "a descoberta" como o que tive o ano passado, mas, sempre arranjarei uns espaços temporais para continuar nesta aventura de descobrir e conhecer cantos e recantos deste pequeno concelho.

Neste compasso de espera e de incerteza que antecedeu o início do ano escolar fiz alguns passeios à volta de Vila Flor dos quais ainda não falei.
No dia 5 de Setembro, decidi alongar o passeio que tinha feito no dia 4. Saí em direcção à Barragem; segui em direcção a Samões; virei à esquerda em direcção a Carvalho de Egas mas rapidamente cortei por uma caminho à direita, pelo Carvalhal, que depois desce em direcção a Freixiel. Passei belos momentos por aqui, na altura das amendoeiras em flor!
Antes de chegar à Ribeira do Vimieiro, cortei à direita e subi um pouco. As uvas, por aqui estão quase maduras. Há também por aqui algumas colmeias. Não perdi muito tempo, porque o meu objectivo era ir até Vilas Boas. Em pouco tempo alcancei a estrada de Freixiel. Aqui encontrei, como noutras vezes, o jovem ciclista Hélder Magalhães em mais uma sessão de treino, numa cadência acelerada, não fosse ele um bom trepador. Trocámos algumas palavras e depois procurei um caminho que me permitisse chegar a Vilas Boas. A facilidade apontada por um pastor, pouco por cima da pedreira, não se veio a verificar no terreno e tive alguns contratempos. Depois de saltar algumas paredes e de encher os pneus de picos de silva, consegui encontrar a Quinta do Reboredo, onde se pratica agroturismo. A partir daqui já foi mais fácil. Cheguei a Vilas Boas com os últimos raios de Sol.

Passei por algumas ruas onde nunca tinha estado. Encontrei à entrada da aldeia uma fonte, com água canalizada e já dentro dela um cruzeiro em granito, com aspecto de ser bastante antigo. Não tive tempo de muitas demoras, a subida é grande e em breve seria noite.

Quilómetros do percurso: 24
Total de quilómetros em bicicleta: 1481

16 setembro 2007

Um dia morreu


Maravilha por uns dias
é triste
magoa chamar-lhe destino
ter de dize-lo a cada criança
deixar-lhe verter uma lágrima que lave a sua esperança

A natureza Terra mãe criou-a bela
fê-la sedução
deu-lhe um coração
e tão pouco tempo para ser amada
Deu-lhe uns dias poucos
insuficientes para espalhar a sua ternura
para acariciar todas as flores
para ouvir falar de amores
para desejar fosse sonho
fosse loucura

Em redopio
vive a borboleta
vive o tempo - todo seu
o que sobra das gentes - um dia morreu

Poema de Manuel M. Escovar Triggo, natural do Vieiro, do livro "Acidentais", publicado em 1987 em Coimbra.
Fotografia tirada no Santuário de Nossa Senhora da Lapa a 02-09-2007.

14 setembro 2007

Depois aquele homem vem para a rua...


Toca o burro pela rédea. Chega-o ao tanque (mal acabado e duas torneiras amarelas com pouca água).
Encosta-se à pedra grande, abre as pernas, monta.
O jerico preto tem o pelo liso. Dá-lhe às pernas (é preciso saber...) e pica-o com a vara curta. Já ele mexe as patas e dá ao rabo. Não lhe ficam mal os atafais.
Chega do campo. Mete um copo, parte uma côdea, vem para o largo a comer o resto.
Descalço, o dia foi quente. As calças arregaçadas e os pés tresandam.
Que importa. O ar é comum, não acham?
Senta-se à esquina onde se apagou o ti Zé Borregas, sentado na cadeira, a rir-se como um perdido.
Os grilos cantam. A Lua vem vermelha. Grande. Grande... Hoje não dorme.
Tem que se levantar logo... É tempo de muita luta, é um moiro a trabalhar.

José Nascimento Fonseca*
Publicado no jornal ENIÉ, a 30-07-1975

*José do Nascimento Fonseca nasceu no Nabo a 22-12-1940 e faleceu a 27-07-1983.

Fotografia tirada no Nabo, a 01-09-2007.

12 setembro 2007

Cores de fim de Verão


Pode parecer pelas últimas reportagens que me tornei um “repórter” social, de festas e espectáculos, abandonando os caminhos da natureza, a máquina fotográfica, a bicicleta e a tranquilidade, mas não é verdade.
No dia 4 de Setembro fiz um pequeno percurso de bicicleta. Saí por um caminho em direcção à Barragem do Peneireiro, passei por trás da Quinta de S. Domingos e cheguei a Samões por um caminho que conduz directamente às traseiras da igreja. Este deve ter sido um caminho com grande importância há alguns anos atrás. Pouco tempo depois da saída de Vila Flor, ali perto da Quinta da Conceição, encontrei na borda do caminho umas pequenas flores azuis que chamaram a minha atenção. Não eram mais do que 4 ou 5 de um azul intenso, difícil de fotografar no sol quente do fim da tarde. Não consegui até ao momento identificar a espécie, mas não deixa de ser curioso encontrar flores como estas já no fim do Verão.
Em Samões, optei por descer a aldeia até perto da Capela de Nossa Senhora do Rosário. Tinha que haver um caminho que descesse em direcção a Freixiel. Não foi difícil encontrar o caminho, é praticamente uma estrada! Esta deve mesmo ter sido a principal via de ligação entre Freixiel e Samões. Lembro que Freixiel quis mesmo pertencer a Carrazeda pelo facto de não serem bem recebidos em Samões quando por ali eram obrigados a passar.

Seguia eu absorto nestes pensamentos, quando encontrei as ruínas de uma pequena quinta. As ruínas são robustas, praticamente todas as paredes estão em pé. Além de um forno e um lagar de vinho, já havia uma pia na cozinha, talhada em granito, com um ralo que deixava correr a água para o exterior. Do lado de baixo seguia o antigo caminho. Na parede que o ladeia, cresce um grupo de pilriteiros (ou espinheiros - Crataegus monogyna). Nesta altura do ano estão muito bonitos, cheios de frutos carnudos (pomos) fortemente coloridos de vermelho. Estes frutos dão para fazer vinho! Um dia destes vou falar sobre esta curiosa planta. Encontrava-me à procura do ângulo mais bonito dos pilriteiros quando chamaram a minha atenção umas pequenas flores sobre uma rocha. Saídas directamente da terra ressequida, um cacho de pequenas flores resistiam ao Verão. Espantado procurei outros exemplares. Havia pelo menos uma meia dúzia de plantas destacando-se sobre a erva seca. Apresentavam uma inflorescência em espiga, mas nem sinal de folhas. Tinha que registar uma terceira “raridade” botânica na mesma tarde!
O Sol estava cada vez mais baixo. Continuei a descer o caminho até ao ribeiro no lugar das Olgas. Um pouco por intuição, segui um caminho tentando alcançar a estrada de Freixiel. Tive sorte. Mesmo com o Sol a brilhar de ouro sobre Folgares, encontrei a estrada de Freixiel um pouco abaixo da pedreira. Não tinha tempo para outras divagações, tentei chegar a casa o mais rapidamente possível.

Museu - Tombo dos Condes de Sampaio

Uma das peças que podemos encontrar no Museu Drª Berta Cabral, em Vila Flor, é o Tombo dos Condes de Sampaio (São Payo). Este registo de propriedades da família Sampaio, feita pelo juiz de fora Francisco de Paula e Carvalho, a pedido do Conde de São Payo, António de São Payo, foi começado em Março de 1764 e foi terminado a 15 de Junho de 1766. Encadernado em pasta, coberta de carneira com molduras douradas por folhas, tem 1225 folhas e pesa 19,5 quilogramas. A escrita é lindíssima e regista pormenores por exemplo, da Casa do Paço, comprada por João Pedro Miller, Quinta de S. Gonçalo, Quinta do Prado, Quinta do Carrascal, Casas Amarelas da Rua do Saco, ou a Capela do Espírito Santo que já não existe mas se pensa ter sido localizada atrás da igreja, entre outras propriedades no termo da Vila, pertencentes à família Sampaio.
Junto deste Tombo, podem ser admiradas algumas pinturas e ilustrações sobre esta família, de importância impar no concelho de Vila Flor.

11 setembro 2007

Verde seco


Sente-se
geme mesmo quando se não julga sentir
ruge mudo
quando torce - antes que partir

Ramo giesta esgarçado
torcido embancelhado
Bancelho
Chamiça
de tudo apertado
escolhido
murchou o verde
secou - ausência
não falou
decepado da giesta
ao torcer
torceu

À sombra ao sol secou
secou o verde sentido
e o esforço de não sentir

De torcido o bancelho
o bancelho resiste
no molho - no cerco

No alto do monte
xisto granito pinhos carquejas - a giesta assiste
ao dorir do verde seco
esgarçado antes de florir

Poema de Manuel M. Escovar Triggo, natural do Vieiro, do livro "Acidentais", publicado em 1987 em Coimbra.

Fotografia tirada a 20 de Fevereiro de 2007, na Serra do Vieiro.

10 setembro 2007

Vieiro - Festas em honra de Stª Bárbara


No dia 9 de Setembro terminaram as festas em honra de Santa Bárbara, no Vieiro. O último dia das festas foi o principal, realizando-se também uma Majestosa Procissão.
Eu cheguei ao Vieiro pouco depois das 16 horas e tenho pena de já não ter assistido à animação feita pelos Zingaros de Carrazeda de Ansiães que demonstram agora ter recuperado a pujança de alguns anos atrás.
A Banda de Musica de Vila Flor fez a habitual arruada pela aldeia, que, pouco a pouco se foi enchendo de gente. As ruas encontravam-se enfeitadas, grande parte delas com as tradicionais bandeiras de todas as cores, recortadas em papel e coladas em fio de sisal. As colchas coloridas e de renda também foram aparecendo nas janelas engalanando as ruas para a procissão.

Em frente da igreja já se encontravam preparados sete andores ricamente decorados por um armador, entre os quais o de Santa Bárbara, muito venerada no Vieiro (e em todo o Trás-dos-Montes).
Depois de celebrada a Eucaristia, preparou-se a procissão que desceu a estrada nacional, para depois subir de novo ao cimo do povo, antes de regressar à igreja.
Algum tempo mais tarde acompanhei a colocação da imagem de Santa Bárbara na pequena capela onde se encontra habitualmente, que aproveitei para visitar. Noutra altura falarei um pouco desta capela.
Quando abandonei o Vieiro, o grupo Arcádia já se encontrava a afinar os instrumentos para aquela que prometia ser uma animada noite de arraial.
Registo também o grande impacto que a Internet está a ter nesta pequena aldeia, onde já há vários Blogues. Aqui ficam eles:

O Som das Musas - Masterclass com os elementos do Quarteto de Clarinetes de Lisboa

Tal como consta no programa do ciclo de concertos "O Som das Musas", realizou-se dia 9 de Setembro, às 15 horas, no auditório do Centro Cultural de Vila Flor um encontro entre jovens interpretes da Banda de Musica de Vila Flor e os elementos do Quarteto de Clarinetes de Lisboa.
Duas dezenas a de jovens assistiu num ambiente de descontracção à execução de peças musicais e a explicações de quem sabe manobrar os instrumentos mas também sabe ensinar. Nas explicações preciosas que os elementos do Quarteto foram dando, notava-se muito saber mas também um grande à vontade para falar com os jovens num registo totalmente ao seu nível. A importância da respiração, o funcionamento do diafragma, a postura correcta do corpo e mãos, a intensidade e o controlo do sopro, foram alguns dos temas abordados.
Mostraram aos jovens como é possível utilizar os clarinetes para produzir sons completamente "estranhos" a este instrumento e como se conseguem músicas agradáveis recorrendo a eles. A certa altura, sentímo-nos a viajar no fundo do mar, visitando as estrelas ou assistindo a uma luta entre dois animais selvagens, tudo isto com os clarinetistas a correrem pelo palco (e até saindo dele) na mais completa improvisação.
Senti pena de não ter estado dia 8, no concerto que o Quarteto de Clarinetes de Lisboa deu na Igreja de Vilas Boas.
Nota: Na fotografia podemos ver os elementos que integram o Quarteto de Clarinetes de Lisboa e Pedro Caldeira Cabral, mentor deste ciclo de concertos "O Som das Musas".
Visitar o Website do Quarteto

09 setembro 2007

Festa a Nossa Senhora do Castanheiro, em Valtorno


No dia 8 de Setembro comemorou-se em Valtorno o dia da Natividade da Nossa Senhora do Castanheiro. A bonita igreja da aldeia, abriu as suas portas para receber as celebrações e as orações de quantos se quiseram deslocar a Valtorno. Também o espaço circundante se encontrava engalanado para a festa. Bandeiras, lâmpadas de várias cores e, como noutros tempos, uma vendedora de tremoços e bolos económicos à porta da igreja.
Numa visita ao velho castanheiro, um idoso da terra aproximou-se de mim e contou-me que aquele não era um vulgar castanheiro. Produzia ultimamente 9 castanhas, mas se uma delas fosse colocada numa fogueira para ser assada, a fogueira apagava-se. Também as folhas verdes eram usadas nas malas de roupa para evitar a o bicho da traça. Mostrou-me o lugar onde apareceu a imagem comentando que, com o tempo, o tronco foi-se desfazendo perdendo alguma da imponência de outrora. Apresenta ainda algumas folhas verdes, mas poucas. Ao lado cresce já um outro castanheiro.
Toda a área envolvente foi usada como cemitério. Eram ali enterradas pessoas de aldeias longínquas, de uma área que se estendia até Torre de Moncorvo. Os caixões vinham em cima de animais de carga que saiam bem cedo das aldeias em direcção a Valtorno.
Às 10:30 partiu da aldeia a pequena procissão com o andor de Nossa Senhora do Castanheiro. Os mais idosos já se tinham adiantado, muitos já se encontravam no santuário. Depois de uma volta à igreja e de lançados os foguetes da praxe que anunciam a chagada da procissão, celebrou-se a Eucaristia.

À noite o grupo musical J.F. fez de tudo para animar os presentes. As músicas eram bem convidativas mas o largo é grande e as pessoas poucas. Os emigrantes já regressaram aos países de trabalho mas o jogo de futebol da Selecção Nacional também deve ter afastado do recinto alguns adeptos mais ferrenhos. A noite estava muito agradável.

08 setembro 2007

Tempus - Quarteto de Cordas, em Santa Comba da Vilariça

A música invadiu a bonita igreja de Santa Comba da Vilariça! Perto de uma centena de pessoa assistiu no dia 7 de Setembro, às 21:30 a um concerto do Tempus - Quarteto de Cordas, nesta igreja. No grupo de pessoas que assistiram ao concerto, havia aquelas que se deslocaram a Santa Comba propositadamente e aqueles que foram tomados pela curiosidade de saber o que de novo se estava a passar na sua igreja. Gente de todas as idades e estratos sociais, mas na hora de aplaudir todos se renderam aos encantos da mesma música.
O concerto teve uma primeira parte dedicada a a um reportório mais clássico e uma segunda mais arrojada navegando nos mares do jazz. Na primeira parte os dois violinos, a viola de arco e o violoncelo encheram plenamente a igreja encantando toda a gente. Na segunda parte, sobressairam as capacidades individuais, arrancando os diferentes elementos do quarteto sons e ritmos encantadores, levando as capacidades dos instrumentos ao limite. Compreende-se porque é que Pedro Caldeira Cabral atribui a este grupo o eixo da juventude, no conjunto dos concertos, e os apelida de "jovens virtuosos".
Embora a primeira parte me parecesse mais melodiosa e fácil para o público (eu gostei mais), os aplausos não mostraram isso, subindo de intensidade a cada novo arranjo tocado.
Foi um bom início para este ciclo d "O Som das Musas"! Não percam os próximos espectáculos.