09 abril 2008

A Outra - Fraga Amarela


Na telenovela "A Outra",da TVI, Kiko tirou algumas fotografias fantásticas na Fraga da Pena Amarela, em Vila Flor. Esta referência, que já foi repetida várias vezes, chamou à atenção de alguns telespectadores, que me perguntam se a dita fraga existe mesmo. Não sei se existe. A telenovela é ficção e quem vê as imagens sem conhecer a região pode pensar que a queda d’água do Síbio, em Coleja e o Castelo de Ansiães, na Lavandeira, (ambos no concelho de Carrazeda de Ansiães) são em Vila Flor. O mesmo se passa com o Gavião. As imagens afinal nada têm a ver com a aldeia abandonada do Gavião, em Vila Flor.
Contudo, existe no concelho uma Fraga Amarela. Está localizada na freguesia de Vilas Boas, entre Meireles e Vale Frechoso. O melhor acesso, talvez o único, é a pé. Partindo da estrada N214, próximo (1 Km) do cruzamento para Vale Frechoso, em direcção a poente. Também ali próximo está o marco geodésico do Flor da Rosa, a 643 metros de altitude, que já fotografei várias vezes.

Outras notícias neste Blog, sobre a telenovela "A Outra".

06 abril 2008

Na Linha do Tua - 2


Ontem foi dia de mais uma etapa À Descoberta da Linha do Tua e do Rio. Depois da experiência da primeira etapa que me levou do Cachão à Ribeirinha, pensei na melhor maneira de continuar, em direcção ao Tua. Optei por descer parte da linha na automotora, partindo da Ribeirinha e fazer o caminho de regresso caminhando (2). Depois de estudar um pouco a linha, achei que podia caminhar da Brunheda até à Ribeirinha, e foi isso que eu fiz.
O dia estava bonito, sem nuvens, quente, a convidar para o passeio ao ar livre. Pouco depois das 10 da manhã já estava na Ribeirinha. Estacionei o carro e ainda tive tempo de ir até ao rio tirar algumas fotografias. Às 10:30 chegou a automotora. Transportava 8 viajantes, o condutor, o revisor e um cão. Não era o único interessado em registar as belezas da paisagem em fotografia, havia pelo menos mais três pessoas. Em Abreiro entraram mais 4 pessoas, sem bagagem, com todo o aspecto de viajarem por prazer.

Quase sem dar conta, estava na Brunheda. Desci da automotora e esta continuou em direcção ao Tua. Comecei a caminhada de regresso exactamente às 11 horas. Calculei que percorrer o caminho me levasse 2 horas e 3 para tirar fotografias.
Na maior parte do percurso não há caminho e por isso tinha que caminhar pela linha. Onde fosse possível e interessante, deixaria a linha e desceria até ao rio. Também tinha por objectivo fotografar a flora e fauna. O ano corre muito seco e não há muita vegetação. Com as temperaturas amenas que se fazem sentir, há muitas plantas floridas e por isso não me faltariam motivos para fotografar.
Pensei em subir à ponte para ter uma boa perspectiva da linha e da estação, mas desisti, isso ira levar-me bastante tempo.
A primeira coisa que me surpreendeu, foi a quantidade de vinhas que estão a ser plantadas nas encostas do Tua! Havia muitos grupos a trabalhar em novas vinhas. Ao contrário do que se imagina, existem nas duas encostas do rio muitas terras ainda cultivadas. A maior parte são vinhas, mas há também oliveiras e amendoeiras. A segunda, foi a quantidade de ninhos que há nos barrancos da linha.
Tinha andado cerca de dois quilómetros quando me surgiu a primeira açude. Havia ainda as paredes de uma azenha e como o acesso era fácil, desci ao rio. A construção é grande e robusta. As mós ainda lá estão. Estava eu entretido a tentar fotografar o movimento da água quando um melro-da-água (Cinclus cinclu) vei-o investigar-me. Fiquei excitado, é uma ave difícil de fotografar, não desperdicei a oportunidade. Ao longo de todo o percurso observei muitos cágados, alguns enormes. Estão sempre muito atentos e é difícil aproximarmo-nos deles. Também observei algumas garças-reais, perdizes, melros e melros azuis (Monticola solitarius, como eu). Curiosamente não vi nenhuma ave de rapina.

A segunda açude vim a encontrá-la junta à estação de Codeçais. Também aproveitei para descer ao rio e fazer algumas fotografias. Na ombreia da porta da azenha pode ler-se com facilidade os anos de 1879 e 1939. Neste ponto, faz-se a divisão de 3 concelhos: Carrazeda de Ansiães, Murça e Mirandela. Pouco depois de subir à linha, passou a automotora em direcção a Mirandela.
Nesta zona a vegetação é composta por giestas, freixos, choupos, sobreiros e carrascos. Há também algumas estevas, pilriteiros, torgas e gilbardeiras. Os pilriteiros (Crataegus monogyna) estão particularmente bonitos, carregados de flor, branca, miudinha e cheirosa. As plantas anuais e muitas bolbosas também estão em flor, despertando a minha atenção. Isto já para não falar das violetas selvagens que se encontram ao longo do rio, dos pequenos amores-perfeitos selvagens que estão por todo o lado.
Depois de percorrer pouco mais de 5 quilómetros encontrei a primeira ponte. Identifiquei imediatamente o local. Só podia ser a ribeira que atravessa Freixiel a juntar-se ao Rio Tua. Encontram-se à direita da linha, a poucos metros, ruínas de várias casas. Deve ter existido aqui possivelmente alguma quinta. O rio sofre um estreitamento, as águas correm muito agitadas e fazem muito barulho.
Depois de andar 8 quilómetros estava na estação de Abreiro. Já tinha perdido a conta às fotografias, felizmente a bateria ainda estava para durar e, portanto, podia continuar. Após passar uma zona onde vale é mais aberto, depois da ponte de Abreiro, entra-se na zona mais agreste deste percurso. O rio estreitece de tal forma que parece ser possível saltar de um lado para o outro.

Depois da Ponte do Diabo, desci pelas fragas para fotografar alguns rápidos do rio. Esta zona é muito perigosa, deve haver poços com muita profundidade e águas muito violentas. O barulho era ensurdecedor.
Nas frestas das rochas crescem violetas e Jacinto-dos-campos (Hyacinthoides hispânica) com cores tão delicadas que são difíceis de fotografar. As águas agitadas do rio pareciam agora de outra cor.
Cada curva do rio, cada curva da linha, abrem horizontes para infindáveis composições de cores e enquadramentos. Dividi-me entre os grandes planos das encostas, a vegetação que ladeia o rio e as curvas preguiçosas da linha. O tempo foi passando e aproximava-me cada vez mais da Ribeirinha.
Entretanto verifiquei que estava quase na hora da automotora passar de novo em direcção ao Tua. Tomei posição num ponto alto e esperei pacientemente. Às 16:50 a automotora passou, permitindo-me mais algumas fotografias.
Pouco tempo depois a violência das águas foi diminuindo gradualmente. O rio alargou-se e surgiram enormes árvores nas suas margens. A Ribeirinha estava perto! Abandonei a linha e segui mesmo junto à água até chegar à aldeia. As águas estavam calmas e os reflexos da folhagem formavam harmoniosos quadros.

Cheguei à estação já eram seis horas. Ultrapassei em duas horas a minha previsão, mas fiz o percurso sem pressas, descendo ao rio várias vezes e tirando mais de 1300 fotografias. Não senti cansaço, apenas alguma fadiga nas pernas e o pescoço a ferver do sol que apanhou. Fazendo o percurso pela linha seriam mais ou menos 12 quilómetros. Com as voltas que dei, não faço ideia quantos quilómetros percorri.

Já sinto muita vontade de fazer o resto do percurso até ao Tua.

(Outras fotografias deste passeio percurso podem ser vistas aqui.)

05 abril 2008

De volta ao pedal

No dia 4 de Abril retomei os meus passeios de bicicleta. O mês de Março não foi muito positivo. O facto de estar na exposição de fotografia aos fins-de-semana, o apagamento da máquina fotográfica, o descontentamento com a bicicleta que acusa o mau uso e também um pouco de acomodação, contribuíram para muito sedentarismo.
Munido da nova máquina fotográfica mas com o físico um pouco enferrujado, decidi dar um passeio numa área não muito distante de Vila Flor, tentando percorrer alguns trilhos da prova III Rota da Liberdade, em BTT, que vai ter lugar em Vila Flor no próximo dia 20 de Abril.
Saí em direcção à Fonte do Olmo, mas depois segui pela retaguarda da Quinta de S. Domingos até perto de Samões. Virei a poente em direcção ao campo de futebol de Samões e continuei até ao marco geodésico do Concieiro, perto do Santuário de Santa Cecília. Virei a Sul e foi encontrar a estreita estrada que segue da Barragem para o Seixo de Manhoses. Virei para a barragem. Tentei ladear o Parque de Campismo por sul, mas o trilho que aí existe está agora vedado. Contornei a Barragem por Norte e segui de novo em direcção ao campo de futebol de Samões. Segui depois em direcção à estrada nacional N215, muito próximo da zona industrial de Vila Flor. Subi ao longo da Quinta de Carvas, contornei todo o morro do Facho, por Trás-da-Serra, chegando ao pôr-do-sol ao miradouro da Senhora da Lapa. Aproveitei para admirar a paisagem até o tempo se esgotar. Voltei a Vila Flor.

O passeio não foi muito longo, mas foi o suficiente para “castigar” o corpo e para explorar as potencialidades da nova máquina fotográfica. Não vai ser fácil esquecer todas as potencialidades que permitia um total controlo dos parâmetros da fotografia. Esta máquina é totalmente automática, não permitindo praticamente nada mais do que enquadrar e disparar, o que é muito pouco. Neste primeiro contacto, o entendimento foi difícil. À parte o generoso zoom 10X (equivalente a 280 mm numa câmara analógica), tudo me pareceu muito limitado. Pode ser desconhecimento e falta de habituação, vamos tentar de novo numa próxima oportunidade.
Quilómetros deste percurso, em BTT: 23
Total de quilómetros em bicicleta: 1778

04 abril 2008

BTT - III Rota da Liberdade - 20 de Abril de 2008


No próximo dia 20 de Abril vai ter lugar mais em Vila Flor mais uma prova de BTT, a III Rota da Liberdade. Depois do grande sucesso que a prova teve em Abril de 2007, esperam-se agora um evento ainda melhor, contando já com mais de 140 participantes pré-inscritos.
Na minha opinião, o percurso escolhido, mais em altitude, vai permitir mais frescura, mais variedade na paisagem e talvez até menos pó do que aquele que vivemos, nalguns troços da prova, em pleno Vale da Vilariça, no ano passado. Pelo que percebi, a prova dai decorrer no espaço entre Vila Flor, Samões, Carvalho de Egas, Santuário de Santa Cecília, Gavião, Arco com uma incursão partindo de Samões em direcção a Freixiel mas virando à esquerda no Ribeiro das Olas em direcção a Candoso, descaindo depois para Carvalho de Egas.

No fundo serão 3 provas, Passeio, Meia-maratona e Maratona, de acordo com as capacidades e anseios de cada um. Os três percursos partilham, em parte, os mesmos trilhos, tendo respectivamente 25 , 37 e 50 Km. Novidade também é a utilização dos Parque de Campismo para "quartel-general" da prova, local de partida, banhos e também como local de dormida para quem quiser vir para Vila Flor no dia anterior.
Conheço bem toda a área a percorrer. Mesmo sem saber com exactidão o percurso, no passeio que fiz no dia 4 pude comprovar que se o as condições climatéricas estiverem favoráveis, será uma grande prova.
Mostro neste post algumas fotografias, tiradas no dia 4 de Abril, dos locais a percorrer durante as provas.

Mais informações sobre toda a organização da prova, incluindo inscrições, podem ser encontradas no Blog do Clube de Ciclismo de Vila Flor.

01 abril 2008

Testemunhas - Exposição fotográfica


Terminou ontem a exposição de fotografia, TESTEMUNHAS, que esteve patente na galeria do Centro Cultural em Vila Flor durante todo o mês de Março, com fotografias da minha autoria. Apetece-me tecer algumas considerações, mesmo não sendo um balanço e muito menos uma avaliação.
A ideia de fazer a exposição como complemento do Blog, à Descoberta de Vila Flor, parece-me ter resultado bem. Muitos dos visitantes do Blog fizeram questão de estar presentes, mas muitas outras pessoas, normalmente afastadas da tecnologia e da web, também viram as fotografias.

Em termos de visitantes, não posso dizer se foram muitos ou poucos. Apenas estive presente 3 domingos, pela tarde. Nos dois primeiros domingos do mês, houve bastante movimento na vila e muita gente aproveitou para visitar a exposição. Não tenho qualquer indicador do número de visitantes durante a semana.
Ao escolher expor fotografias a preto e branco e tendo como temática trabalhos em ferro no concelho, sabia de antemão que não seria uma exposição para toda a gente visitar e gostar. Muita gente foi apanhada de surpresa, pelas fotografias. Esperavam lindas paisagens e encontraram pedaços de ferro, a preto e branco. Mas, mais surpreendidas ficavam quando reconheciam que todos os dias passam pelos locais fotografados e nunca se tinham apercebido da beleza que eles têm.

Em termos económicos, dado que coloquei as fotografias à venda pelo preço de 25 euros cada, o negócio foi como era de esperar pouco rentável. Não tive qualquer apoio para fazer a exposição. As despesas com a impressão das fotografias e com as molduras foram na íntegra suportadas por mim. A venda das fotografias pretendia recuperar alguma coisa das centenas de euros que gastei. Digo recuperar alguma coisa, porque mesmo vendendo todas as fotografias não equilibraria as despesas, o preço era simbólico. Vendi algumas, felizmente todas a pessoas que apreciam o que faço. Outras, vou ter o prazer de as oferecer àqueles que me têm incentivado, sem eles não teria havido exposição.
O aspecto mais positivo da exposição foi sem dúvida o meu trabalho. Adorei fotografar os pormenores em ferro; adorei voltar a fazer fotografias a preto e branco. Depois disto, com certeza que vou continuar a fotografar a preto e branco, pormenores em ferro ou não. Na exposição, tal como no Blog, só coloquei o que gosto. Estou satisfeito com o que fiz.

Pelas mensagens que os visitantes deixaram escritas, sou levado a pensar que gostaram. Não faltam palavras de agradecimento pela divulgação de Vila Flor e também de incentivo a continuar. É isso que vou tentar fazer.
Decidi colocar todas as fotografias, em miniatura, aqui no blog. Assim mesmo os que não puderam visitar a exposição vão agora ver as fotografias que estiveram expostas, e se quiserem, fazer alguns comentários.
Além de um vídeo com as 30 fotografias que estiveram expostas (com um bonito fundo musical de Beethoven), vou colocar alguns conjuntos com 37 fotografias, todas as que estiveram na exposição. Vou também colocar a indicação do local fotografado, informação que decidi não colocar durante a exposição.

Primeiro conjunto com 9 fotografias
Primeira linha: A primeira fotografia e terceira foram tiradas no mesmo local. Na Praça da República, em Vila Flor. A fotografia do meio é uma parte da porta do mercado, em Vila Flor.
Segunda linha: A primeira fotografia foi tirada no miradouro, em Vila Flor. A segunda fotografia de uma varanda de uma casa abandonada, na Rua Sidónio Pais, em Vila Flor. A terceira fotografia o portão de uma casa à direita da Casa Africana, na Praça da República.
Terceira linha: A primeira fotografia é um pormenor de um lindo portão no Largo Manuel António Azevedo; a segunda fotografia é um pormenor das grades de uma janela perto do início da Rua do Saco; a terceira fotografia é um portão de uma propriedade no Nabo, junto à capela de Nossa Senhora do Carrasco.

Segundo conjunto com 9 fotografias

Primeira linha: A primeira fotografia é um pormenor do gradeamento da pia baptismal, na igreja de Freixiel; a segunda fotografia é um pormenor do anfiteatro ao ar livre do Centro Cultural, em Vila Flor; a terceira fotografia é um pormenor de uma janela da casa onde está uma farmácia perto do museu.
Segunda linha: A primeira fotografia é da uma varanda de uma casa abandonada na Praça da República, em Vila Flor; a segunda fotografia é da varanda de uma casa em ruínas perto da Fonte Romana, não sei se é na Rua da Misericórdia; a terceira fotografia é o pormenor de uma janela de uma casa situada na Avenida Doutor Francisco Guerra, por detrás da Câmara Municipal.
Terceira linha: A primeira fotografia é um pormenor no telhado da Casa dos Milagres, no santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas; a segunda é um portão de uma garagem no início da Avenida Doutor Francisco Guerra; a terceira fotografia é um pormenor do portão do cemitério, em Freixiel.

Terceiro conjunto com 8 fotografias

Primeira linha: A primeira fotografia é na Praça da República, em Vila Flor; a segunda é uma janela na Rua Doutor Alexandre Alveres Aragão; a terceira é um pormenor da porta do cabido da capela de Nossa Senhora do Carrasco, no Nabo; a quarta é uma varanda na casa onde funciona a farmácia, junto ao museu.
Segunda linha: A primeira fotografia é um pormenor no santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Candoso; a segunda é de um portão no início da Rua Doutor Alexandre Alveres Aragão; a terceira é um pormenor de uma varanda, numa casa em ruínas, na Praça da República; a quarta é um pormenor do portão do cemitério, em Freixiel.

Quarto conjunto com 4 fotografias

Primeira linha: Medalhão numa porta da capela no santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Vila Flor.
Segunda linha: a primeira fotografias apresenta um candeeiro e paisagem, vista do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas; a segunda é também o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas; a terceira é uma varanda, numa casa em frente ao museu.

Freguesia Mistério 14

Terminou mais uma votação na Freguesia Mistério, neste caso a 13ª. Esta votação contou com 23 votos válidos, distribuídos da seguinte forma:
Freixiel (3) 13%
Lodões (2) 9%
Nabo (2) 9%
Roios (1) 4%
Samões (1) 4%
Valtorno (1) 4%
Vila Flor (11) 48%
Vilas Boas (2) 9%

A resposta não era fácil, uma vez que eram dadas muito poucas pistas. A verdade é que a varanda em questão pertence a uma casa em Lodões, que teve apenas 2 votos. A casa em questão é o Solar dos Reimão de Meneses, bem digno de destaque e há muito a merecer uma referência.
A Freguesia Mistério n.º14 é muito simples. Trata-se de mais uma fonte, muito conhecida mas já pouco frequentada. Antigamente era um ponto onde se juntavam muitas mulheres a lavar a roupa, mas hoje não há sinais de roupa branca, só de flores bem alvas de amendoeira .
Em que freguesia podemos encontrar esta fonte?

Participe votando.
Na margem direita do Blog

28 março 2008

Na Linha do Tua - 1


Hoje foi dia de partir à Descoberta. Já há algum tempo que não fazia um largo passeio por terras de Vila Flor. Estive fora uns dias mas o clima também não tem ajudado muito. Felizmente tem chovido alguma coisa mas muito pouco.
A nova máquina fotográfica (Panasonic Lumix DMC-TZ2) chegou por altura da Páscoa, mas ainda mal tive tempo para testar as suas potencialidades.
A aventura foi um pouco diferente do habitual. Fui até ao Cachão de carro; fiz o percurso entre o Cachão e a Ribeirinha a pé e voltei a Vila Flor de carro. Nunca tinha feito uma saída deste género mas pode ser que faça mais no futuro.

O destino do Rio Tua e a Linha do Tua está traçado. Pouco tempo nos resta para gozar as paisagens que nos oferecem. Infelizmente não acredito nos políticos e as promessas não passam disso, promessas. Há quem as esqueça na própria noite das eleições, há quem as faça sem acreditar nelas, há quem prometa para enganar. Vivemos numa época em que a opinião dos outros pouco vale face à inteligência superior que alguns têm, ou julgam ter.
Foi pensando nestas promessas de desenvolvimento que deixei a estação do Cachão. Caminhei ao longo do que resta do complexo nada entusiasmado com o que via. Ao longo da linha escorria uma grande quantidade de água suja e malcheirosa. Pouco depois entrei na tranquilidade da Natureza.




O percurso entre Cachão e Vilarinho das Azenhas pode ser feito por estrada, a poucos metros da linha, mas eu decidi ir pela linha, e, onde fosse possível, aproximar-me do rio.
Neste ponto há altas montanhas para Norte e para Sul sendo cortados a meio pelo rio que, ao longo dos milénios, rasgou o seu próprio caminho. É esta passagem estreita que dá o nome ao lugar, Cachão - local onde a água passa apertada e revoltosa, fazendo bolhas. Conheço lugares com este nome no Rio Douro e no Rio Sabor.

Vêem-se ainda pequenos recantos cultivados. Videiras, laranjeiras, pereiras, macieiras, marmeleiros e bastantes oliveiras são as árvores predominantes. Como árvores selvagens e arbustos encontrei choupos, freixos, salgueiros, sobreiros, urze, giestas, pilriteiro, carqueja, tojo, etc.



Só de vez em quando o sol abria os olhos, cintilando nas folhas juvenis das árvores que ladeiam o rio e dando algum azul à água. Aos poucos minha atenção era desviada para pequenas flores, delicadas, que rompem o manto verde da margem do rio criando um padrão mais colorido. Não faltavam aves saltando de ramo em ramo. Os passeriformes como o pintassilgo, o verdelhão, o tentelhão, o milheiro apareciam por todo o lado. Avistei também um gaio, uma ave de rapina que não consegui identificar, um corvo-marinho e uma garça. Os melros também saltavam nos silvados. Quase já em Vilarinho das Azenhas descobri um ninho com alguns ovos.
Ao chegar perto da ponte de Vilarinho das Azenhas, deixei a linha do comboio. A partir deste ponto, há quase sempre um caminho entre a linha e o rio. As imediações da ponte são muito procuradas pelos pescadores, hoje estavam três pescadores no local.

A caminhada foi perdendo o ritmo. A água neste troço corre mais calma. As represas que alimentavam as várias azenhas, continuam a amansar as águas. Quando nos aproximamos delas o som da água que se precipita ultrapassando as barreiras, dá um ar bucólico, um som que não cansa, mais relaxante do que música clássica.
Fui acordado do meu êxtase pelo som da automotora que descia de Mirandela ao Tua! Tanto queria estar a postos quando a automotora passasse que acabei por me esquecer dela!
Fui seguindo lentamente ao longo do rio, já conhecia o caminho. Segui-o pelo menos duas vezes durante o ano de 2007. Se não fosse o adiantado da hora teria passado horas e horas espreitando cada curva do rio, cada tufo de flores, os ninhos, os montes e as hortas que me receberam à chegada à Ribeirinha.
Percorri aproximadamente 8 km. Apesar do céu escuro e da pouca luminosidade foi um passeio muito agradável.

Leia a continuação desta Descoberta - Na Linha do Tua 2 (Ribeirinha - Brunheda)

Capela de S. Lourenço

A Capela de S. Lourenço, erguida na aldeia do Arco em honra ao santo padroeiro, S. Lourenço.

26 março 2008

Não-poema


Hoje vamos esquecer-nos do poema.
Não vai haver rodeios nem segredos.
Palpar será o fim dos nossos dedos
E o ver e ouvir será o lema.

Que o verde destas vagens inda trema
A fim de adoçar frutos azedos.
E nos bosques, o cuco espante os medos;
Resolva a borboleta o seu teorema.

Que brilhe mais a pérola de orvalho
Tremente, prestes a cair do galho
Sobre um cordeiro a retouçar, sereno.

Palavras... para quê? Ante a grandeza
Dos gestos matinais da Natureza
Tudo se esvai e torna-se pequeno.

Poema de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
A fotografia foi tirada no Arco, no dia 28 de Fevereiro de 2008.

24 março 2008

Telenovela "A Outra", em exibição

Começou hoje a exibição da telenovela "A Outra", na TVI. Não posso negar que tive uma certa curiosidade em ver a novela, à espera de ver aparecer esta vila que é Flor. Uma coisa é certa, novela não é documentário e parece-me que é querer demais, desejar que apareçam grandes planos com imagens bonitas de Vila Flor.
Para balanço do primeiro episódio não esteve mau. Apesar dos louros terem ido todos para Moçambique, a Vila apareceu pelo menos quatro vezes e fiquei a saber que alguns figurantes locais tiverem até direito a viagem a Moçambique! Sempre há alguém a lucrar com a novela!
Espero ver mais alguns dos actores a representarem em Vila Flor. Se coincidir com o meu tempo livre, faço mais algumas fotografias.
Podem ficar a saber mais alguma coisa do enredo aqui. Quem perdeu o primeiro episódio, pode ler um resumo aqui.

Outras notícias neste Blog, sobre a telenovela "A Outra".

23 março 2008

Boa Páscoa

Desejo a todos os visitantes do Blog uma Boa Páscoa, onde quer que se encontrem.

19 março 2008

1000 Fotografias


Hoje já são mil, as fotografias colocadas neste Blog. Pensei numa forma de mostrar algumas, mas não ocorreu nenhum método, nem um critério de selecção aceitável. Decidi fazer um pequeno vídeo com algumas . Não sou muito simpatizante deste tipo de coisas e nunca coloquei um vídeo em qualquer dos meus blogues e páginas web. Procurei saber como se faz e com quê. Aprendi um pouco e consegui fazer um "filme" com mais de 4 minutos, com alguma qualidade de imagem e som. Vale pela aprendizagem e pelas fotografias, mais de 60. A música de fundo é do grupo Epica. Pertence a um género musical que ouvi bastante durante todo o ano de 2007.
A fotografia número mil, é uma bela imagem de Vila Flor, conseguída no dia 8 de Março de 2008, junto à Fonte Romana.