06 maio 2008

À Descoberta... em Torre de Moncorvo

A vontade de descobrir e conhecer não se delimita com fronteiras. Prova disso são as minhas recentes caminhadas ao longo da Linha do Tua, em território pertencente a três concelhos.
Nasceu mais um Blog da série "À Descoberta", desta vez referente ao concelho de Torre de Moncorvo, onde já vivi 4 anos, de que tenho grandes recordações.
O endereço vai estar aqui, sempre, na margem direita do Blog, à espera de uma visita.

http://descobrirtorredemoncorvo.blogspot.com/

03 maio 2008

Na Linha do Tua 4


No dia 1 de Maio tive tempo para mais uma etapa "À Descoberta" da Linha do Tua. O meu plano era fazer o percurso que vai da estação da Brunheda a Foz Tua em duas caminhadas ao longo da linha, mas, com os acontecimentos mais recentes que levaram ao encerramento, precisamente, desse troço da linha, as coisas complicaram-se. Acolhido de um ímpeto daqueles que é difícil controlar, decidi fazer todo o percurso numa só etapa.

Leia toda a história aqui.

Ligação para a 1.ªetapa entre Cachão e Ribeirinha
Ligação para a 2.ªetapa entre a Brunheda e Ribeirinha
Ligação para a 3.ªetapa entre a Cachão e Mirandela
Ligação para a 4.ªetapa entre a Brunheda e Foz-Tua

01 maio 2008

Freguesia Mistério 15

Terminou a votação na Freguesia Mistério 14, referente ao mês de Abril. Foi uma das votações mais concorridas, havendo 37 votantes.
Desde o primeiro momento que a tendência do voto seguiu o rumo certo. Na fotografia está realmente a Fonte do Olmo, em Vila Flor. Trata-se de uma fonte arcada, medieval, situada junto ao Complexo Turístico do Peneireiro. Conta que o nome se deve à existência de um enorme olmo junto dela, mas actualmente apenas podemos admirar nas imediações algumas amendoeiras, que, quando estão floridas, dão mais beleza ao local.
Esta fonte era um local de grande animação. Aqui se juntavam grandes grupos de mulheres a lavar a roupa, que punham a corar, estendida na relva, enquanto grupos de crianças brincavam próximo. Muita gente de Vila Flor ainda guarda boas memórias desses tempos.
A distribuição dos votos foi a seguinte:
Assares (1) 3%
Candoso (1) 3%
Carvalho de Egas (1) 3%
Freixiel (2) 5%
Lodões (2) 5%
Nabo (4) 11%
Roios (2) 5%
Valtorno (1) 3%
Vila Flor (17) 46%
Vilarinho das Azenhas (3) 8%
Vilas Boas (3) 8%
O novo desafio é um nicho com uma imagem de S. João Baptista. Está junto a uma estrada, no interior de uma localidade. Em que freguesia? Tem um mês para mostrar que conhece o concelho.
Participe votando.
Na margem direita do Blog

29 abril 2008

Petição pela Linha do Tua VIVA


Como tenho mostrado pelas fotografias recentes neste Blog, a Linha do Tua é um dos locais mais bonitos de se percorrer no Nordeste Trasmontano. A par disso, é uma importante obra de engenharia feita por aqueles que acreditaram que os que cá viviam, também tinham direitos.
Os movimentos a favor da manutenção da linha (contra a barragem), são muitas vezes acusados de nem saberem onde fica o Tua, de serem estrangeiros. Os que vivemos aqui, e que queremos continuar a viver, também somos capazes de imaginar outro tipo de desenvolvimento, sem destruição do nosso património e sem esvaziamento da região de quase tudo o que foi conquistado com muito esforço. Apregoa-se o desenvolvimento à custa da desertificação, do encerramento, da entrega das poucas coisas valiosas que temos aos grandes interesses económicos.
Os próprios autarcas estão "tão convencidos" das vantagens da construção da barragem, que na reunião que tiveram em Carrazeda de Ansiães a meados de Abril, quando pensavam discutir as contrapartidas a pedir, decidiram criar uma comissão para o estudo do desenvolvimento da região, aceitando como possível a manutenção da Linha do Tua como factor de potencial desenvolvimento.
Aconselho a leitura da Petição pela Linha do Tua neste endereço, e a assinarem-na, como forma de empenhamento na defesa de um património que é nosso, mas que queremos deixar às gerações futuras.

Mais informação aqui:
http://www.alinhadotua.com
http://www.linhadotua.net

A fotografia foi tirada no di 05 de Abril de 2008, perto da estação de Abreiro.

26 abril 2008

Na Linha do Tua - 3


Mais um passeio fantástico pela Linha do Tua, desta vez no concelho de Mirandela. Foi a terceira etapa e percorri a linha entre Cachão e Mirandela. Toda a reportagem pode ser vista no Blog de um amigo meu, de Frechas.

25 abril 2008

Entre a delicadeza das flores e a dureza das rochas


Depois de algumas semanas com dias sombrios, nuvens negras e chuva, foi com alegria que vi chegar de novo o céu azul a Vila Flor. Quando saio de casa, olho o alto do Facho e vejo um céu azul salpicado por nuvens brancas como o algodão, desperta em mim a vontade de percorrer montes e vales, saboreando a Primavera, saciando-me das cores, bebendo o canto das aves.
Saí em direcção a Samões por caminhos já bem conhecidos. Nas bermas explodem flores de todas as cores. A manhã mal tinha despertado! As folhas ainda decoradas com gotas de orvalho, disparavam raios de luz, ofuscando a câmara.

Parei em Samões para um café, mas os bares ainda estavam fechados. Segui pela Rua do Corniteiro n.º2, atravessei a estrada nacional, continuei pelo Carvalhal e comecei a descer para o vale onde corre a Ribeira do Vimieiro. Era a primeira vez que fazia este percurso, não sabia muito bem o que ia encontrar. A paisagem à minha frente estava magnifica! Giestas, sobreiros e enormes pedras combinavam-se num extenso jardim. O amarelo das maias, alternava com o branco, com o violeta do rosmaninho, tudo suportado num manto verde. As rochas, ainda que enormes, apresentavam aqui e além regularidades que demonstravam a intervenção do homem. Todas estas encostas, hoje completamente selvagens, foram no passado cultivadas. Pouco antes de chegar à ribeira avistei uma pega azul (Cyanopica cyanus), ave que nunca tinha visto no concelho.

No fundo do vale corre a Ribeira do Vimieiro, agora com bastante água, em direcção a Freixiel e depois ao Tua. Ao longo da ribeira há verdes lameiros rodeados de freixos. O som da água saltando de pedra em pedra, combinava na perfeição com o cantar dos rouxinóis e felosas. De longe chegava o cantar do cuco, que ecoava nas encostas como se saísse das próprias fragas.

Deliciei-me a fotografar a água, os lameiros, as giestas cheias de flores. Quando cheguei às Olgas, avaliei o tempo que me restava. Já não tinha tempo suficiente para seguir até Freixiel, pelo que decidi começar a subida em direcção a Samões. Um agricultor tinha-me falado de algumas rochas com cavidades naturais que existiriam num monte ali próximo. Chamam-lhe as fragas das janelas! Deixei o caminho e segui em direcção a um local que aparece sinalizado nos mapas como Borralho. Atravessei com dificuldade uma ribeira que junta água desde o Barracão e que vai morrer um pouco mais abaixo juntando-se a mais duas ou três. Este local é conhecido pelo nome de Borrega. Estava bastante desanimado, o caminho terminou! Felizmente avistei um enxertador numa vinha próxima. Fui ter com ele. Surpreendeu-se com o meu interesse pelas fragas, mas indicou-me num monte ali próximo o local que poderia corresponder ao que procurava.

Deixei a bicicleta. O caminho tinha mesmo terminado. Segui a pé, com dificuldade pela muita vegetação existente, até ao local que me indicou. Encontrei realmente fragas escavadas no seu interior. Havia infinitas formas escavadas. Umas pequenas, onde cabia apenas um bugalho, outras muito grandes. Numa delas encontrei um ninho de melro azul (Monticola solitarius), com seis ovos. Foi a primeira vez na minha vida que vi um ninho desta ave. Habitam nestas encostas rochosas, já os tinha encontrado quando subi a Linha do Tua.

Voltei à pressa para a bicicleta. O tempo voou e tinha que regressar rapidamente a Vila Flor. Entrei em Samões pela Rua da Lameira e segui pela estrada até casa.
Quilómetros percorridos em BTT: 15

20 abril 2008

À Descoberta, em BTT (1)


Hoje foi dia de ir À Descoberta, em BTT. Foram mais de uma centena os participantes na III Rota da Liberdade organizada pelo Clube de Ciclismo de Vila Flor. Os dias chuvosos afastaram alguns atletas, mas, os que compareceram, puderam percorrer caminhos de rara beleza, em volta de Vila Flor.
O dia amanheceu cinzento, mas não choveu até à uma da tarde, altura em que grande parte dos participantes já tinha terminado a prova. Os mais aficionados do pedal, tiveram trilhos à sua altura. Os aficionados da natureza, entre os quais me incluo, pudemos admirar paisagens a partir dos pontos altos do concelho e percorrer caminhos cheios de verde, salpicados de flores de todas as cores, escorrendo água em cada curva.

Habituado que estou a percorrer todos os caminhos sozinho, foi agradável percorre-los hoje acompanhado de tantas pessoas.

Está de parabéns a organização da prova. Também eles apostam na Descoberta e divulgação do concelho de Vila Flor.

Quilómetros percorridos em BTT: 20

18 abril 2008

18 de Abril é o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios


Hoje, 18 de Abril é o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. O Ministério da Cultura escolheu como tema deste ano “Património Religioso e Espaços Sagrados” abrangendo não só os locais cristãos mas também outros locais ligados ao culto em épocas anteriores ao cristianismo. A nível nacional estão previstas centenas de iniciativas envolvendo as autarquias, misericórdias, associações, museus e escolas. Pelo que sei não está nada previsto, em Vila Flor. Pode ser uma boa oportunidade para uma visita a alguns dos espaços religiosos de grande valor histórico e artístico existentes no concelho.

A igreja matriz de Vila Flor é um espaço bem digno de uma visita. A sua fachada, a talha dos altares laterais, a capela da Senhora das Graças, a própria imponência do edifício são aspectos a admirar. Pelo concelho há também outros locais de culto com características individuais marcantes, que proporcionam visitas enriquecedoras. Sem querer esgotar as possibilidades atrevo-me a sugerir a igreja matriz de Trindade, a igreja matriz de Valtorno e a igreja matriz de Santa Comba da Vilariça. Aqui mais próximo, a igreja matriz de Roios é também de uma riqueza singular. Para quem aprecia um passeio ao ar livre, mais em contacto com a natureza, há sempre a possibilidade de um passeio ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção ou Santuário de Nossa Senhora da Lapa.

17 abril 2008

Mais gravações em Vila Flor


Vila Flor animou-se mais uma vez com a rodagem de algumas cenas da telenovela “A Outra”, para a TVI. Durante a terça, quarta e quinta-feiras, foram rodadas cenas em vários pontos da vila. As cenas que se decorrem em Vila Flor e que são realmente aqui rodadas, são as que envolvem Zé Bento, Rosa Silva, Clara e a Paulina. Desta vez estiveram em Vila Flor um bom leque de actores, entre os quais várias crianças que espevitaram o imaginário nos alunos das escolas.

Um dos pontos mais utilizados para as filmagens é o Largo dos Condes de Sampaio onde se situa a casa onde vive Rosa Maria (coma a sua filha adoptiva Clara). Foi à porta desta casa que a mãe biológica de Clara, Joana Guerreiro (Núria Madruga) veio bater à porta.
Também foram rodadas cenas referentes ao casamento de Zé Bento com a Rosa, na casa que pertenceu aos Corte Real, na Praça da República, junto à Casa Africana. Ao fim da tarde de hoje as condições atmosféricas adversas dificultaram as cenas filmadas em frente à igreja matriz, envolvendo o padre e Vasco Grilo (Tózé Martinho).
Foram muitos os que participaram como figurantes e muitos mais os que presenciaram de longe o “vamos gravar”, “corta”, “acção”, “vamos repetir”.

14 abril 2008

É madrugada



É madrugada
madrugada sem véspera
e sem manhã

Já canta a passarada
acordam das entranhas da terra
melodias da gravidade pelo vazio
acordam e chilreiam - felizes

Deles tenho o canto
meu
o desencanto
(e) a sua companhia
(e) a memória viva de um morno pranto
Tenho este hábito macabro
gozo do gozo que me silicia
Embala-me o cansaço a mágoa
esse canto sem magia
que aprendi nas costas do diabo
nas tuas costas
e me foge pela madrugada
a troco de um tudo pouco nada

Embala-me esse chilrear manso

Quero que saibais
assim como isto e muito mais
embebedarei o meu descanso

Poema de Manuel M. Escovar Triggo, natural do Vieiro, do livro "Acidentais", publicado em 1987 em Coimbra.
Fotografia(HDR) tirada no Cabeço do Pereiro, em Lodões, no dia 12/04/2008.

13 abril 2008

No Cabeço de Santa Cruz em Lodões


Ontem foi dia de partir À Descoberta. Tinha muita vontade de continuar a minha caminhada pela Linha do Tua, mas o acidente desta semana estragou-me os planos. Vamos esperar as composições voltem a circular entre Mirandela e o Tua para continuar essa aventura.
A ideia do percurso de hoje chegou de França, do sr. Guilherme, emigrante de Lodões. Já há algum tempo que me vinha lembrando da existência de vestígios arqueológicos num cabeço perto de Lodões, conhecido como Cabeço da Santa Cruz, mas cujo nome é Cabeço de S. Pedro.
Já passei muitas vezes perto do Cabeço do Pereiro mas levava sempre outros destinos. Também nas muitas vezes que passo em Sampaio, via a cruz, em cima do morro e aumentava a minha curiosidade.
O dia estava muito pouco convidativo para passeios. Havia muitas nuvens e a chuva fez várias aparições durante a manhã. A meio da tarde clareou um pouco e pareceu-me que poderia ser possível fazer uma visita ao Cabeço de S. Pedro. Convenci o meu filho Rafael a acompanhar-me.
Deixámos o carro na estrada entre Roios e Lodões ali perto do caminho que dá acesso à Quinta de Vale de Cal e continuámos a pé. Há ali 3 cabeços sendo o Cabeço do Pereiro o mais alto (368 metros) e o de melhor acesso. O som da água na Ribeira de Roios a bater nas rochas fez diferença na escolha do percurso. Descemos por um caminho que segue em direcção a Sampaio acompanhando a ribeira de perto, situado entre esta e os três cabeços. Infelizmente também ao longo deste caminho há bastante lixo e ferro velho despejado ao acaso. Já nos encontrávamos a sul do último cabeço quando compreendemos que tínhamos que abandonar o caminho e seguir pelo monte.
O cabeço mais a Sul tem 319 metros de altitude. O acesso pela vertente Sul é muito difícil. É pena ter tão difícil acesso, dava um bom local para treino de escalada! Depois de alguma dificuldade na progressão devido ao mato conseguimos por fim chegar ao topo. Daí conseguimos ver com clareza o Cabeço de S. Pedro, também ele de acesso difícil e com 355 metros de altitude. Aproximámo-nos também pelo Sul, com uma bela visão, mas tivemos que ladear o cabeço para lhe termos acesso pelo Norte.

Foi precisamente no acesso por Norte que encontrámos os primeiros vestígios arqueológicos. Neste cabeço existiu um povoado fortificado, que se prolongou na idade do ferro até ao período do domínio romano. Praticamente inacessível por Este, Sul e Oeste, na vertente Norte do cabeço existiu uma linha defensiva feita de pedras miúda quartzítica. No interior deste linha defensiva os espaços existentes são muito irregulares e encontram-se cobertos por mato denso. Por mais que tentasse procurar alguma ordem não consegui. Encontrei pedaços de argila alguns de vasilhas.
A quantidade de pedra existente na zona mais alta parece sugerir a existência de alguma espécie de torre de vigia, como devem ter existido muitas outras ao longo dos montes que ladeiam o vale.
No alto do cabeço está cravada uma enorme cruz de madeira. Há vestígios de ali ter existido alguma estrutura em ferro talvez uma cruz com um gradeamento de ferro a rodeá-la, mas não se percebe com clareza. Ainda procurei vestígios de alguma cruz em pedra que tivesse sido tombada, mas não encontrei nada. A explicação o topónimo Cabeço de Santa Cruz parece evidente, não sei se há algo mais do que a existência de uma enorme cruz, naquele lugar há pelo menos muitas décadas.
A luz do dia ia diminuindo. Lá no alto, nas Portas do Sol, era onde hoje ele se recolhia e não onde nascia, como o habitual. Já não tivemos tempo de subir ao cabeço mais alto. Regressámos ao automóvel e depois à estrada, de regresso a Vila Flor.

12 abril 2008

Flor do Mês - Março 08


Terminado o período da amendoeira em flor, que ainda se prolongou quase até ao fim do mês de Março na freguesia de Valtorno, chegou a altura de fazer um balanço do que se passou pelo concelho, em termos de floração. Tive a minha actividade de Descoberta (em Vila Flor), bastante limitada, fazendo poucas deslocações pelo concelho. A planta selvagem que floriu durante este mês foi a urze. Há muita urze espalhada por várias encostas do concelho principalmente nos solos xistosos, mas não é esta a minha escolha.
Neste mês a minha escolha não recai sobre a flor de uma planta selvagem, mas de novo sobre uma planta cultivada, trata-se da nabiça. Esta planta, de tão vulgar que é, raramente merece a nossa atenção, mas há quem a aprecie no prato. O nome científico da nabiça é Brassica napus L. e pertence à família das cruciferas (como a couve). É muito utilizada para a alimentação do gado, mas, poucas plantas haverá, que sejam tão aproveitadas para a alimentação humana: comemos as suas raízes (nabos), comemos as suas folhas e caules (quando jovens) e comemos as suas flores (os grelos). Para completar este aproveitamento, na variedade oleifera (conhecida por colza), são aproveitadas as sementes para a produção de óleo.

Tanto as variedades selvagens, como as cultivadas, florescem em Março-Abril, proporcionando uma cor amarelo-canário aos campos e alimento para as abelhas, que procuram as flores com grande entusiasmo.
Quando era jovem recordo de ter roído os nabos crus muitas vezes, mas são mais utilizados para confeccionar sopas. Como com alguma frequência folhas de nabiça, mas estas crescem rapidamente, deixando de ser tão apelativas. Os grelos com batatas cozidas são muito apreciados, acompanhados por carne grelhada ou mesmo uma boa alheira. Também é frequente em Trás-os-montes fazer-se arroz com grelos, muito saboroso.

As fotografias mostram-nos que para além de todo o potencial agrícola da planta, a beleza que confere à paisagem, tornaram o mês de Março único, pintado de amarelo vivo que se combina bem com o azul do céu.
As três fotografias de hoje foram tiradas junto a Vila Flor, num campo de nabiças em flor, que apreciei em fotografia mas que também tive oportunidade de apreciar no prato.