12 junho 2008

Santa Comba


Portão, em Santa Comba da Vilariça.

09 junho 2008

Olhar... e mais nada


Há momentos em que as palavras estão a mais. Basta olhar... mais nada.
Vilas Boas, 3 de Junho de 2008 (16:15)

05 junho 2008

Dia Mundial do Ambiente

Hoje, Dia Mundial do Ambiente , pensei seriamente em publicar algumas fotografias com as atrocidades contra o ambiente, que tenho encontrado um pouco por todo o concelho. Não diferindo nada dos concelhos limítrofes, a coisa que mais me têm chocado, é a quantidade de lixo despejado ao longo das bermas de todas as estradas e caminhos. À velocidade que a maioria dos carros circula, o lixo passa desapercebido. Mas, se passarmos de bicicleta ou a pé, é chocante a quantidade de electrodomésticos, entulho, serrim e outros materiais, despejados às toneladas nas bermas! A título de exemplo, aponto a estrada de Vila Flor a Lodões com duas grandes lixeiras: uma, logo depois das Portas do Sol e a segunda a meio caminho entre Roios e Lodões. Também entre Santa Comba e Valbom há enormes quantidades de lixo. Entre Vilarinho das Azenhas e o Cachão, também há um ponto de vazamento de lixo, que desce encosta abaixo até à Linha do Tua.

Falando nos caminhos, não há escolha. Desde os mais circulados, aos mais afastados e de difícil acesso, há lixo por todo o lado. É pena que o Facho esteja cheio de lixo; que os caminhos que dão acesso ao complexo da Barragem do Peneireiro, estejam cheios de lixo; nos caminhos em redor de Valtorno só há lixo, etc.
Outro dos problemas que detecto no concelho está nas linhas de água. Todas as linhas de água que atravessam as freguesias, à saída, vão completamente poluídas. Quase todas as aldeias têm fossas, mas as mesmas, descarregam directamente para os ribeiros e, o espectáculo é degradante. Muitas vezes há hortas ao longo desses cursos de água! Podia dar muitos exemplos, podia mostrar fotografias.
A terceira questão, prende-se com a utilização de adubos e pesticidas na agricultura. Há bastante utilização de herbicidas nos olivais. O problema está bem patente na falta de água potável nas fontes das freguesias. Se por um lado os habitantes detestam a água da rede pública, muitas das fontes que têm água dos poços e minas, está imprópria para consumo.
Já alguém ouviu falar em Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente? A GNR local só é visível em dias de filmagem de telenovela ou para ordenar o transito quando os pais vão buscar os seus filhos à escola.
A autarquia, que devia dar o exemplo, nem sempre o faz. Onde vão parar os arbustos, a relva cortada e outros detritos da zona do Parque de Campismo? E do Santuário de Nossa Senhora da Lapa?
A principal arma para a preservação do ambiente está no civismo de cada um. A sensibilização e a fiscalização podem ajudar, mas é necessária uma preocupação e uma prática ecológicas constantes.
A fotografia que escolhi é um festival de vida e cor. Os maus exemplos, infelizmente, são mais visíveis.

04 junho 2008

Verde a amarelo

Quando pensei que já me tinha despedido do vermelho vivo das papoilas, fui encontrar junto à rotunda do Barracão, perto de Samões um campo pintado de vermelho e amarelo. Este campo devia ter trigo, mas a natureza decidiu pintá-lo de cores mais selvagens, mais agressivas. Não consegui ficar a olhar de longe. Desci a rampa e mergulhei no colorido, entontecido como as abelhas que rodopiavam de flor em flor que brilhavam com os últimos fios dourados que aqueceram o dia.

03 junho 2008

Ribeirinha

Vista parcial da Ribeirinha, freguesia de Vilas Boas. Em primeiro plano, à esquerda está a estação da Ribeirinha, na Linha do Tua.

01 junho 2008

Crianças de hoje


Há muitas lágrimas! Há choro de crianças
Órfãs de Mãe e também de Pai...
Há fome e sede... só se ouvem ais!
Há muitas lágrimas, há choros de crianças.

Há miséria triste a rir por todos cantos,
Há tristeza e mágoa, há muita amargura.
Há crianças nuas a pedirem mantos,
Existem muitas almas a reclamar doçura.

Há crianças pobres, crianças miseráveis,
Tristes botõezinhos de esbelta beleza...
Cheiinhas de fome, não encontram mesa
Essas crianças loiras - quase insaciáveis.

Brancas flores do campo, prados de boninas,
Lindas rosas brancas de corola a abrir...
Há muitas crianças que podiam rir
Se houvesse amantes dessas criancinhas.

Poema escrito por J. Nascimento Fonseca, publicado no jornal Esperança em Maio de 1961.
O poema era "Dedicado a todas as crianças infelizes, especialmente às vítimas pelo terror em Angola".
A fotografia mostra alguns dos elementos mais jovens do Grupo Folclórico de Freixiel.

Freguesia Mistério 16

A Freguesia Mistério 15, do mês de Maio, chegou ao fim. Foram contabilizados 35 votos distribuídos da seguinte forma:

Assares (1) 3%
Benlhevai (1) 3%
Candoso (3) 9%
Freixiel (3) 9%
Lodões (3) 9%
Mourão (12) 34%
Nabo (4) 11%
Samões (3) 9%
Sampaio (1) 3%
Vila Flor (4) 11%
Apesar de desde muito cedo a tendência ter sido para a resposta certa, Mourão, verifica-se que apenas atingiu a percentagem de 34%. Mesmo assim, fiquei surpreendido com o número de respostas certas, visto Mourão ser bastante afastado das principais vias de comunicação do concelho.
O desafio que se segue é mais uma fonte. Está praticamente ao nível do solo e é possível que passe despercebida a quem ao lado dela circula.
Em que freguesia podemos encontrar esta fonte?


Participe votando.
Na margem direita do Blog

28 maio 2008

Desafiando as alturas e as estações

(27-05-2008) Já há alguns dias que não fazia um passeio em Vila Flor. As condições climatéricas não têm sido as mais favoráveis e também houve uma série de solicitações que me afastaram da Descoberta de Vila Flor.
Hoje tive tempo e coragem, para desafiar o clima e as alturas, num passeio arriscado mas cheio de emoção.
Já fez um ano desde a minha primeira subida ao Cabeço de S. Cristóvão e à Serra do Faro, situados na freguesia de Vilarinho das Azenhas. Este conjunto de cabeços são, sem sombras de dúvidas, os locais mais agrestes e mais inacessíveis do concelho (além de serem os de maior altitude, só ultrapassados pelo Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa). Objectivo era apanhar um pouco de ar fresco, apreciar a paisagem das alturas e arejar a mente.
O tempo nem estava mau quando cheguei a Vilas Boas! Fiz um curto passeio pelo Largo da Lamela, para apreciar o pelourinho e dirigi-me, pela Rua da Nora em direcção a Vilarinho das Azenhas. Desta vez fui de carro. Além de chegar mais rápido ao local, posso levar a reflex digital, à qual já me habituei e que me custa dispensar.
A menos de um quilómetrode deixar a aldeia, deixei o automóvel e comecei a subida a pé. Dispunha de três alternativas: a primeira era partir da Vilas Boas pelo caminho junto à queijaria e ladear as montanhas pelo lado nascente; a segunda seria apanhar a estrada de Vilarinho das Azenhas e seguir o caminho, a meia encosta, a poente dos montes; a terceira seria seguir mais ou menos o eixo Sul-Norte, atravessando sucessivamente cada um dos cabeços. Como já percorri a primeira e a segunda hipóteses, optei pela terceira, de longe a mais difícil e arriscada de todas.

O céu apresentava algumas nuvens mas havia boas abertas com sol. À medida que subia, a aldeia foi ganhando outra dimensão e o cabeço de Nossa Senhora da Assunção ficando mais próximo. Estamos na Primavera, não consigo ficar indiferente ao colorido das flores. Deixei o olival e entrei no monte que apresentava vestígios de ter sido cultivado. Havia oliveiras, amendoeiras e até algumas figueiras. Curiosamente também havia grande quantidade de alecrim! Tenho encontrado alecrim em estado selvagem ao longo do Rio Sabor, mas, em Vila Flor, foi a primeira vez que o encontrei. Encontrei também muita urze, estevas, sargaços, pinheiros, carrascos e alguns sobreiros. Quando cheguei junto da escarpa, achei que era dificuldade a mais para mim e optei por procurar uma passagem mais fácil, ladeando o cume por Poente.

Aqui encontrei grande quantidade de Gladiolus italicus. Não sei como são conhecidos em Vila Flor mas a nível nacional são conhecidas como cristas-de-galo, espadana-das-searas, calças-de-cuco ou simplesmente gladíolo. Já perderam a sua pujança máxima. Fiquei muito entusiasmado quando encontrei esta espécie pela primeira vez, em Santa Comba da Vilariça. Este ano, quando fiz a descida da Linha do Tua a pé, encontrei extensos “canteiros” de gladíolos floridos, com uma beleza rara.
Depois da primeira “escalada”, para espanto meu, o Cabeço de S. Cristóvão estava ainda mais a cima, desafiando-me com altivez. Esta montanha tem um conjunto de pelo menos cinco montes alinhados: o primeiro, sobranceiro a Vilas Boas tem 762 metros de altitude; o segundo, conhecido pelo Cabeço de S. Cristóvão, eleva-se a 792 metros; o terceiro, onde nunca estive, tem 778 metros de altitude; o quarto atinge 757 metros; o último, o maior de todos, tem 822 metros de altitude e é conhecido pela Serra do Faro.

Mesmo com bom tempo, é um grande desafio subir ao alto destes colossos rochosos. Não sabia o que me esperava, ainda estava no início dos meus tormentos. Antes que começasse a subir ao segundo cabeço, voltou a chuva. Procurei abrigo nos rochedos e pouco tempo depois a chuva parou. Recomecei a subida. A vegetação molhada depressa me encharcou a roupa e as botas e os rochedos pareciam ter sabão.
Na primeira vez que subi ao alto do Cabeço de S. Cristóvão (17-02-2007), escrevi que este era o lugar mais fantástico onde já tinha estado, em todos os meus passeios por Vila Flor. Mantenho o que disse. Mesmo com condições atmosféricas adversas, o que se avista deste ponto, é algo de cortar a respiração. Apesar de não ser o mais alto dos cabeços, são 360 graus de paisagem que vale a pena admirar.

Ali mesmo aos meus pés descobri um ninho. Pensei tratar-se de melro das rochas, mas não, era mesmo de melro comum (Tordus merula). Não foi fácil conseguir fotografá-lo.
Segui para o terceiro cabeço. Recomeçou a chover. À primeira vista achei que não conseguiria subir ao alto deste monte. É muito íngreme, com rochas nuas e extensas. Comecei a subida pelo Poente mas tive que contornar todo o monte acabando por escalá-lo por Norte. Afinal era fácil, só que eu não conhecia o local.

A minha roupa estava encharcada e a máquina fotográfica embaciada. Mantive-me no alto do cabeço a receber alguns raios de sol, que a espaços, conseguiam romper a espessa camada de nuvens. Apareceu o arco-íris sobre Meireles. Saído do Cachão, um conjunto de nuvens começou a subir o vale, passou sobre Meireles e veio enroscar-se em volta do Cabeço de Nossa Senhora da Assunção.
Pareceu-me avistar algumas ruínas encostadas a enormes blocos de rochas, desci do cabeço e dirigi-me para esse local. De facto encontrei ruínas de uma habitação com várias divisões. As paredes eram muito largas e ainda têm mais de um metro de altura. Não sei se seria um ponto de apoio para alguma prospecção mineira ou se representam algo mais antigo.

Passei ao lado do quarto cabeço. Já era muito tarde e o céu estava escuríssimo, chovia torrencialmente na Ribeirinha.
O quinto cabeço, o maior de todos é já meu conhecido. Contornei-o pelo Poente e subi facilmente ao topo, onde está um enorme marco geodésico. O nome de Faro pode significar a utilização humana para sinalização e defesa. Ali podemos encontrar paredes derrubadas, que atestam a existência de um castro. O local é perfeito: é de difícil acesso; tem no topo uma pequena plataforma, bastante regular, onde caberia um povoado de consideráveis dimensões. O problema seria: onde é que estes seres das montanhas iam buscar a água?!
Numa carqueija, encontrei mais um ninho, desta vez de uma escrevedeira (Embezina cia).
Começou de novo a escurecer. Preparava-se a pior tormenta de todas. Comecei a descida lenta, porque o perigo de escorregar era muito, em direcção a Vilarinho das Azenhas. A distância até encontrar um caminho pareceu-me infinita. É extremamente difícil caminhar neste terreno mesmo quando está seco. Há muitas rochas, silvas, estevas queimadas, tudo a dificultar a progressão.
A meio da encosta tive que parar. Era impossível fazer a descida a chover daquela forma. Há um refúgio debaixo de uma enorme rocha, onde cabem várias pessoas de pé, foi aí que me abriguei. Quando a chuva diminuiu um pouco, continuei a descida. A noite aproximava-se e depois seria impossível descer.

Quando atingi o caminho recuperei a calma. Agora já sabia o rumo a tomar. Mesmo completamente encharcado e gelado, ainda tive entusiasmo para tirar algumas fotografias ao pôr-do-sol.

27 maio 2008

Contra-tempos

Desafiando o clima parti à reDescoberta de alguns locais bem altos. A caminhada foi difícil, cheia de perigos e encharcada. As fotografias são muitas, para contar a história. Por esta que hoje mostro, não é difícil adivinhar por onde andei.

19 maio 2008

Dia de 1ª Comunhão


No dia 18 de Maio realizou-se na igreja matriz de Vila Flor a cerimónia da Primeira Comunhão de mais de duas dezenas de crianças. Foi um acto de fé, com muita alegria e participação.

18 maio 2008

Dia Mundial dos Museus

Dia 18 de Maio é o Dia Mundial dos Museus. Aproveite o dia para fazer uma visita ao Museu Drª Berta Cabral, em Vila Flor.
A fotografia mostra uma grafonola existente no museu.

Manchas de cor

Ninguém consegue ficar insensível ao vermelho vivo de uma papoila. Então que dizer de uma berma de estrada cheia de papoilas? Ou então de um campo enorme cheio de papoilas? Este colorido pode ser apreciado junto à Fonte do Olmo, em Vila Flor, muito próximo das Piscinas Municipais descobertas.
É assombrosa a quantidade de papoilas em flor! Pena que tudo à volta esteja cheio de finos e postes eléctricos e de telefone, que prejudicam o enquadramento.