Chegaram as férias e as Descobertas em família. Fomos a
Freixiel, passear um pouco e comer uma merenda ao ar livre. Aqui fica a reportagem, também ela feita em família.

Contagiados pelo entusiasmo de uma amiga de
Freixiel, residente em
Lisboa e neste momento a passar férias no nosso encantador Trás-os-Montes, no dia 23 de Julho, fomos - À Descoberta - de
Freixiel.
Depois de um pequeno repouso, após o almoço, por volta das 17 horas partimos ao encontro da nossa amiga.
Ao chegarmos a
Freixiel, já ela estava à janela da casa da sua mãe, ansiosa pela nossa chegada. Arrumámos nas mochilas um pequeno farnel, alguma água, e partimos.
Descemos a
Rua Queimada e passámos à do
Ribeirinho. Ainda
espreitámos a capela de
S. Sebastião e seguimos em direcção à forca.

O dia estava luminoso. O Sol aquecia, mas o ar que se fazia sentir, não deixava que este perturbasse a nossa caminhada. O caminho estava bem cuidado e limpo o que facilitou bastante a progressão.
Nos campos, o verde das videiras carregadas de cachos de uvas, sobrepunha-se ao tom amarelado das ervas, secas e quebradiças.
Ao longo do passeio, fomos ouvindo, com agrado, as histórias e lembranças que a nossa companheira ia contando. Com a alegria e o entusiasmo de uma criança, ia recordando cada canto, cada árvore, cada som, cada bocado de terra. Tudo tinha uma história e a saudade era bem visível.
No
Pelão, já nada era como antes. Já não se ouvia o trabalhar dos motores de rega, as vozes dos vizinhos a cumprimentarem-se de longe, o som dos chocalhos das ovelhas. O espaço das hortas, era agora muito reduzido, comparado com o de outros tempos. Havia ainda uma que se assemelhava às de outrora. Tinha algumas batatas, feijões, o rego das alfaces e alguns pés de milho, que cresciam nas suas bordas.

As rochas sucediam-se contrapiadas com alguns sobreiros, que aparentavam já muitos anos de vida, e outras espécies vegetais.
Já muito perto do nosso destino, a
Crica da Vaca, deparámos com uma rocha gigantesca. Os pequenos ainda pensaram em subir ao seu topo, mas sem a ajuda de material de escalada era impossível. A
Crica da Vaca era perto. Um fio de água fresca e cristalina, bastante abundante, escorria por entre as rochas.
Soube bem, beber uns goles desta água!
Atravessámos o ribeiro e fomos sentar-nos numa rocha bem lisa, que serviu de sala e de mesa para o nosso
piquenique. Estendemos a toalha, ainda por estrear. Das mochilas tirámos um delicioso pão centeio, uns bijus, para os mais pequenos, o fiambre e um saboroso queijo, já em fatias, para facilitar as coisas.

Os pêssegos estavam de comer e chorar por mais, já para não falar da meloa, que era doce como o mel. Comemos até não querer mais. Tudo estava muito bom, mas eram horas de voltar.
Tomámos o caminho de volta já com
os raios de sol a esconderem-se por detrás das montanhas. Chegámos à aldeia por volta das 20 horas.
Foi muito agradável este fim-de-tarde em família, em contacto com toda a beleza que a Natureza exala.