Poucos terão sido aqueles que já visitaram a capela de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa. Por sinal, o ponto mais elevado do concelho situa-se neste pequeno lugar, que nem freguesia é. Apesar de pequeno, no mês de Agosto as ruas ganham mais vida e fazem uma grande festa, no santuário rodeado de pinhal, atraindo pessoas dos concelhos de Vila Flor e Carrazeda de Ansiães.
27 setembro 2008
Capela, em Alagoa
Poucos terão sido aqueles que já visitaram a capela de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa. Por sinal, o ponto mais elevado do concelho situa-se neste pequeno lugar, que nem freguesia é. Apesar de pequeno, no mês de Agosto as ruas ganham mais vida e fazem uma grande festa, no santuário rodeado de pinhal, atraindo pessoas dos concelhos de Vila Flor e Carrazeda de Ansiães.
26 setembro 2008
No santuário de Nossa Senhora da Lapa
Ontem subi ao santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Vila Flor, para saborear o final da tarde. O azul do céu por sobre o Miradouro, desafiou-me durante todo o dia, mas só nas últimas horas do dia tive disponibilidade. Foi um dia quente, cheio de luz, um convite à fotografia.Esta era a paisagem que se via em direcção à Foz do Sabor, com Moncorvo deitado a meio da encosta do Reboredo, quem sabe se namorando a Vila.
24 setembro 2008
curiosidade em Candoso

Quando em Janeiro de 2007 estive em Candoso, chamou-me a atenção um painel de azulejos colocado na capela de Nossa Senhora da Assunção, quase no fundo da povoação. Este painel, que não foi mexido, mesmo estando a capela em obras, apresentava alguns erros na colocação de cada um dos azulejos. Nunca esqueci o assunto, porque fui verificando situações semelhantes em muitos locais que fui visitando.
Não no sentido de crítica, mas como curiosidade, venho de novo falar no assunto. Tentei por meios electrónicos colocar cada peça no seu devido sítio. Aquilo que parecia simples, foi-se complicando e senti-me a resolver um complicado puzzle.Não era apenas um ou dois azulejos fora de sítio! No total, são onze azulejos que é necessário mudar de sítio para completar correctamente o painel. Ficam as imagens do painel tal qual ele está; a indicação dos azulejos incorrectamente colocados; a montagem fotográfica dos azulejos onde deveriam estar. Já encontrei situação semelhantes em em Freixiel, em Benlhevai e Carvalho de Egas.
13 setembro 2008
de novo, pela Linha do Tua
Tinha marcado o reencontro com a Linha do Tua no próximo Outono, mas, fiz-lhe uma visita no Domingo passado, e hoje voltei, para um passeio, juntamente com os meus filhos.Escolhi um percurso curto, mas com elementos suficientes para motivar os jovens na caminhada: da estação de Abreiro ao apeadeiro da Ribeirinha. São 4,6 quilómetros, sem pontes nem túneis, que incluiu os dois tipos de paisagem mais marcantes que se podem encontrar ao longo da linha: escarpas rochosas com a linha “talhada” a pulso, terminando na Ribeirinha com a linha entre olival e vinhas.

Chegámos à estação de Abreiro às dez e trinta da manhã. O tempo estava bom. O céu apresentava-se sem nuvens, mas o dia estava fresco, permitindo uma caminhada agradável. Depois de algumas recomendações, seguimos caminho.
O sol batia nas rochas criando grandes contrastes de luminosidade. As ruínas da “ponte do diabo” e a lenda que lhe está associada, cativaram a atenção dos mais novos e ajudaram na motivação.

Depois de uma zona rochosa, onde a água tem dificuldade em passar, estão os restos de um açude, junto à foz da Ribeira do Carneiro. A partir daqui as águas estão calmas, criando um espelho de água natural, que, de certos ângulos, reflectia o azul do céu.
O quilómetro trinta e um é o meu preferido deste percurso. As formações rochosas da margem direita do rio parecem castelos esculpidos em granito onde reina o melro azul. Os espinheiros cobriram-se de drupas, de um vermelho vivo, que apetece trincar. Na verdade estes pequenos frutos são comestíveis! A sua cor viva é um desafio à fotografia, neste período em que não abundam as flores, que tanto gosto de fotografar.

Escalámos uma formação rochosa entre a linha e o rio, que nos permitia uma boa perspectiva. É um local onde subo habitualmente. É um “miradouro” fantástico. Tal como junto à estação de Abreiro, havia pelo menos três pescadores à linha, espalhados pela margem, nesta zona onde as águas já estão de novo agitadas.
A fonte onde me reabastecia de água (aos 31,4 Km), está quase seco, só pinga.
Depois do quilómetro trinta e dois a linha separa-se do rio. Vêm-se ao longe as casas de Barcel. Cheira a uvas maduras e ao longo da linha há muitas oliveiras. Também há uma planta mais estranha, em que muito poucos repararão, é o sumagre. Neste momento está com as sementes cheias e as folhas verdes. Em breve se vão pintar de laranja e vermelho, que eu tanto gosto.
Ao aproximar-nos do apeadeiro da Ribeirinha, questionei a equipa, se queriam fazer o caminho de regresso a Abreiro, ou se telefonávamos ao “carro de apoio”. Era quase uma da tarde e a fome já se fazia sentir. Contente por os ter feito esquecer a televisão e o computador durante uma manhã, acedi a terminar ali o nosso passeio colectivo.
Encontrámos o sr. Abílio, que nos recebeu com alegria. Já se habituou às minhas andanças pela linha e não me deixa sair dali sem umas garrafinhas de água fresca, um saquinho de verduras da horta ou de frutos da época. É um exemplo de bondade.

Deixei os filhos à espera de transporte e regressei sozinho, pela linha, a Abreiro. Como sempre acontece, perdi a noção do tempo, a sensação de fome, a necessidade de chegar. Passava das três da tarde quando cheguei à estação e regressei a Vila Flor.
12 setembro 2008
em Vilarinho das Azenhas
No Domingo passado (dia 7), o passeio aconteceu em Vilarinho das Azenhas. O objectivo era participar na festa, no santuário de Nª Senhora dos Remédios.

Foi um passeio familiar, ao início da tarde. Já todos conheciam Vilarinho das Azenhas, mas nunca tinham subido ao morro onde se situa o santuário. São 398 metros de altitude, nada que se compare com a imponência do Faro, mas, mesmo assim, posso afirmar que é um excelente miradouro. Quando subi ao santuário pela primeira vez, em Janeiro de 2007, imaginei a procissão ao longo do percurso, desde a aldeia, até à pequena capela no topo do monte. Este ano quis ver com os meus próprios olhos.
Quando descia, de carro, em direcção ao Vilarinho, pensei ter-me enganado no dia. A Agenda Cultural, de Vila Flor anunciava a festa de Nossa Senhora dos Remédios, no seu santuário! Não havia movimento, não se via ninguém. Arrisquei seguir de carro até ao santuário. O caminho não está mau, mesmo para um carro ligeiro.
Junto à capela estavam três mulheres que esperavam que alguém chegasse com a chave, para colocarem flores no altar de Nossa Senhora. Fiquei a saber que a missa e a procissão tinham acontecido de manhã, na aldeia, e que não haveria procissão até ao santuário.Decidimos esperar também.

Mesmo com calor, o lugar remete para a introspecção. A visão que se tem de toda a cordilheira coroada pelo Faro é algo de esmagador, faz-nos sentir pequenos. Os monstros rochosos cativam o nosso olhar e assustam-nos, forçando-nos a tentarmos a fuga, rio abaixo, planando sobre a calma do rio amansado por azenhas, onde as rodas já não se ouvem. Da pequena aldeia, a nossos pés, só chegava paz. Nem o estrondo dos foguetes, nem a marcha da banda, nem o ladrar dos cães ou o cacarejar das galinhas. Dos açudes do rio não chegava nenhum som ao santuário. Apenas o reflexo do sol, que não conseguia penetrar nas águas, se multiplicava e subia à montanha, fazendo-nos semicerrar os olhos, não nos deixando ver além da Ribeirinha.
Procurámos a sombra da capela, encostados a uma parede que algum pagão não se importou de manchar, com promessas de amor.

Por fim chegou a chave. Entrámos todos na pequena capela. O interior é muito sóbrio. Destacam-se três altares, com aspecto de terem sido recuperados, possivelmente da igreja. Apenas o central estava ocupado pela imagem de Nossa Senhora dos Remédios. Quer a imagem, quer os altares (e também um púlpito), apresentam um aspecto impecável, fruto de um restauro recente.
Mantive-me afastado, deixando as pessoas fazer as suas orações a que se seguiu o trabalho de decoração da capela. Foram colocados vários arranjos de flores brancas, retiradas dos andores. Esta foi a homenagem possível, no santuário que parece mais distante, numa aldeia que tem pouca gente e onde a fé se alimenta cada vez mais à superfície.
Três carros deixaram o local. Nossa Senhora gozou, durante uma hora, da nossa companhia e ficou na capela perfumada, aquecida pelo sol da tarde, que, por pouco, não derruba a porta, com a vontade de beijar o altar.

Descemos à aldeia, passámos pela igreja e seguimos para o rio. Não imagino ir ao Vilarinho sem fazer uma visita ao rio. As frondosas árvores ostentam os seus frutos. Prestes a terminarem mais uma etapa, bebem a luz do sol, preparando-se para largarem as suas folhas, embaladas rio abaixo, nas águas ainda livres de barragens.
A Linha parecia triste. Abandonada, estendia os seus braços que quase abraçam o céu, num silêncio de enterro. Estará a linha destinada a receber algumas flores apenas em momentos de festa?

Foi um passeio familiar, ao início da tarde. Já todos conheciam Vilarinho das Azenhas, mas nunca tinham subido ao morro onde se situa o santuário. São 398 metros de altitude, nada que se compare com a imponência do Faro, mas, mesmo assim, posso afirmar que é um excelente miradouro. Quando subi ao santuário pela primeira vez, em Janeiro de 2007, imaginei a procissão ao longo do percurso, desde a aldeia, até à pequena capela no topo do monte. Este ano quis ver com os meus próprios olhos.
Quando descia, de carro, em direcção ao Vilarinho, pensei ter-me enganado no dia. A Agenda Cultural, de Vila Flor anunciava a festa de Nossa Senhora dos Remédios, no seu santuário! Não havia movimento, não se via ninguém. Arrisquei seguir de carro até ao santuário. O caminho não está mau, mesmo para um carro ligeiro.
Junto à capela estavam três mulheres que esperavam que alguém chegasse com a chave, para colocarem flores no altar de Nossa Senhora. Fiquei a saber que a missa e a procissão tinham acontecido de manhã, na aldeia, e que não haveria procissão até ao santuário.Decidimos esperar também.

Mesmo com calor, o lugar remete para a introspecção. A visão que se tem de toda a cordilheira coroada pelo Faro é algo de esmagador, faz-nos sentir pequenos. Os monstros rochosos cativam o nosso olhar e assustam-nos, forçando-nos a tentarmos a fuga, rio abaixo, planando sobre a calma do rio amansado por azenhas, onde as rodas já não se ouvem. Da pequena aldeia, a nossos pés, só chegava paz. Nem o estrondo dos foguetes, nem a marcha da banda, nem o ladrar dos cães ou o cacarejar das galinhas. Dos açudes do rio não chegava nenhum som ao santuário. Apenas o reflexo do sol, que não conseguia penetrar nas águas, se multiplicava e subia à montanha, fazendo-nos semicerrar os olhos, não nos deixando ver além da Ribeirinha.
Procurámos a sombra da capela, encostados a uma parede que algum pagão não se importou de manchar, com promessas de amor.

Por fim chegou a chave. Entrámos todos na pequena capela. O interior é muito sóbrio. Destacam-se três altares, com aspecto de terem sido recuperados, possivelmente da igreja. Apenas o central estava ocupado pela imagem de Nossa Senhora dos Remédios. Quer a imagem, quer os altares (e também um púlpito), apresentam um aspecto impecável, fruto de um restauro recente.
Mantive-me afastado, deixando as pessoas fazer as suas orações a que se seguiu o trabalho de decoração da capela. Foram colocados vários arranjos de flores brancas, retiradas dos andores. Esta foi a homenagem possível, no santuário que parece mais distante, numa aldeia que tem pouca gente e onde a fé se alimenta cada vez mais à superfície.
Três carros deixaram o local. Nossa Senhora gozou, durante uma hora, da nossa companhia e ficou na capela perfumada, aquecida pelo sol da tarde, que, por pouco, não derruba a porta, com a vontade de beijar o altar.

Descemos à aldeia, passámos pela igreja e seguimos para o rio. Não imagino ir ao Vilarinho sem fazer uma visita ao rio. As frondosas árvores ostentam os seus frutos. Prestes a terminarem mais uma etapa, bebem a luz do sol, preparando-se para largarem as suas folhas, embaladas rio abaixo, nas águas ainda livres de barragens.
A Linha parecia triste. Abandonada, estendia os seus braços que quase abraçam o céu, num silêncio de enterro. Estará a linha destinada a receber algumas flores apenas em momentos de festa?
11 setembro 2008
Flor do Mês - Agosto 08
O fiolho, ou funcho (Foeniculum vulgare Mill), é uma planta muito vulgar em todo o Portugal. Além de todas as características que fazem desta planta uma espécie “fora de série”, tem a característica de ser uma das poucas que floresce durante os meses mais quentes, incluindo o mês de Agosto.

São tão poucas as espécies vegetais, selvagens, com flor, durante o Verão, que os insectos acotovelam-se para chegar às pequenas flores amarelas do fiolho.
Esta planta é fácil de encontrar em todo o concelho, na berma dos caminhos e estradas. As suas flores não são muito vistosas, tal como as de outras espécies da mesma família (Umbelliferae), como a cenoura, o embude ou a salsa. Floresce nos meses de Julho e Agosto, mas ainda há por aí alguns pés floridos.
Embora no nosso meio a principal utilização do fiolho, seja em chá, feito com caules finos e flores, todas as partes da planta são passíveis de serem utilizadas, para os mais variados fins: são conhecidas as garrafas de anis com um ramo de funcho no interior; as suas sementes moídas são usadas para aromatizar licores; as raízes têm uma função diurética; os caules tenros podem ser usados em saladas e sopas; os seus óleos são usados em perfumaria, em pastas dentífricas, champôs e sabonetes, mas em grandes concentrações podem funcionar com insecticidas!
Caíram já as primeiras chuvas, talvez haja por aí algumas espécies sedentas, para mostrarem as suas flores. Vou continuar à descoberta.

São tão poucas as espécies vegetais, selvagens, com flor, durante o Verão, que os insectos acotovelam-se para chegar às pequenas flores amarelas do fiolho.
Esta planta é fácil de encontrar em todo o concelho, na berma dos caminhos e estradas. As suas flores não são muito vistosas, tal como as de outras espécies da mesma família (Umbelliferae), como a cenoura, o embude ou a salsa. Floresce nos meses de Julho e Agosto, mas ainda há por aí alguns pés floridos.
Embora no nosso meio a principal utilização do fiolho, seja em chá, feito com caules finos e flores, todas as partes da planta são passíveis de serem utilizadas, para os mais variados fins: são conhecidas as garrafas de anis com um ramo de funcho no interior; as suas sementes moídas são usadas para aromatizar licores; as raízes têm uma função diurética; os caules tenros podem ser usados em saladas e sopas; os seus óleos são usados em perfumaria, em pastas dentífricas, champôs e sabonetes, mas em grandes concentrações podem funcionar com insecticidas!
Caíram já as primeiras chuvas, talvez haja por aí algumas espécies sedentas, para mostrarem as suas flores. Vou continuar à descoberta.
05 setembro 2008
Parabéns! Dois anos À Descoberta...

O Blog - À Descoberta de Vila Flor – está de parabéns. São dois anos repletos de viagens, acontecimentos, cores e palavras, pinceladas num quadro imenso, sempre belo, mas inacabado.
Durante um ano houve muitos momentos, quase todos felizes dos quais destaco a exposição de fotografias Testemunhas, que esteve patente na galeria do Centro cultural de Vila Flor, durante todo o mês de Março, a época das amendoeiras em flor e as caminhadas pela Linha do Tua.

Se o que caracterizou o primeiro ano foram as viagens, as visitas aos locais mais recônditos do concelho, neste segundo ano, as deslocações foram menos, mas dediquei a atenção a pormenores que me tinham escapado. Fiz alguns percursos de BTT, perto de 400 quilómetros, mas também fiz caminhadas e muitos percursos de automóvel.
Foi dolorosa a despedida da Nikon Coolpix que me acompanhou durante muito tempo e as fotografias mudaram. As cores estão mais saturadas, mais vivas, em contraste com uma aposta, cada vez mais frequente, no preto e branco.

Os textos também estão diferentes. O contacto com a literatura de alguns autores vilaflorenses, uma das Descobertas mais fascinantes deste segundo ano, abanou-me a prosa. Por outro lado, insultos grosseiros que recebi nos comentários, levaram-me a questionar se valeria realmente a pena continuar a expor-me.
Algumas críticas que fiz à vida local revelaram-me que há muita falta de diálogo a vários níveis. Num meio pequeno como este em que vivemos, todos dependem de poucos, e há muita contenção na emissão das opiniões. Não posso negar que essa constatação “mexeu” comigo e afastou-me de alguns acontecimentos. O que os olhos não vêem o coração não sente...Fico contente quando me reconhecem, me mostram as suas casas, se abrem comigo. Várias pessoas que saíram de Vila Flor há anos, retomaram a ligação à terra, através deste Blogue. Escrevem-me, em privado, agradecendo pelas emoções que as minhas fotografias lhe despertam. Gosto das palavras de incentivo de um conjunto de amigos que me acompanha desde o início do Blogue e que compreendem esta aventura de Descoberta. Não quero, nem por nada, que me tomem por repórter e muito menos que achem que tenho a obrigação de fazer a cobertura de tudo o que se passa. Se fosse repórter, recebia dinheiro e por dinheiro, não apanhava chuva, não esfolava as pernas nas silvas, não subia aos pontos mais altos onde só os lagartos e os gaviões gostam de andar.

Consultando os números (gosto de estatística), é possível chegar às seguintes conclusões: embora as entradas no blogue sejam menos do que as do primeiro ano (176 contra 216 no 1.º ano), os comentários (mais de 450) ultrapassaram largamente os do ano anterior; apenas percorri 456 quilómetros em BTT, menos 1059 do que no ano passado; o número de visitantes (40.425) e de páginas vistas (121.068), corresponde a um crescimento de cerca de 250%; o mês com mais visitantes (ao longo dos dois anos) foi Junho de 2008 e o mês com mais páginas vistas foi Agosto de 2008.

O sucesso do blog À Descoberta de Vila Flor estendeu-se a Carrazeda de Ansiães, a Torre de Moncorvo, a Freixo de Espada à Cinta e, mais recentemente, à Linha do Tua. É que a beleza da paisagem não diminuiu só porque termina o concelho.
Não posso esquecer o agradecimento à minha família, um pedido de desculpas por tantas horas que não passo com eles e por tantas preocupações que acarretam os meus passeios sem destino.

Obrigado Esmeralda, Li, Rui, Euroluso, D. Anita, Monge, Paulo e tantos outros, alguns Anónimos, mas presentes, diariamente, alguns deles antes do sol nascer. Eu sei que estais presentes.
03 setembro 2008
O Som das Musas
Nos dias 19 / 20 e 26 / 27 de Setembro vai decorrer em vários pontos do concelho de Vila Flor o 2.º ciclo de Concertos, O Som das Musas.Os concertos vão ter lugar na Igreja de Freixiel, na Igreja de Seixo de Manhoses, na Igreja Matriz de Vila Flor e no Centro Cultural de Vila Flor.
Mais informação na margem direita do Blog (ou clicar aqui).
01 setembro 2008
Freguesia Mistério 19
Durante o mês de Agosto foi possível fazer palpites sobre a Freguesia Mistério n.º18. Creio que não é difícil para qualquer natural do concelho de Vila Flor identificar no painel de azulejos o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. No entanto, a pergunta não era o que o painel representava, mas sim onde o podemos encontrar.Houve 51 pessoas a participarem e as escolhas ficaram distribuidas da seguinte forma:
Candoso (1) 2%
Freixiel (4) 8%
Lodões (1) 2%
Mourão (1) 2%
Nabo (2) 4%
Samões (1) 2%
Santa Comba de Vilariça (2) 4%
Seixos de Manhoses (2) 4%
Trindade (1) 2%
Vila Flor (14) 27%
Vilas Boas (22) 43%
Já percebi que muitas pessoas escolhem a sua freguesia, outras talvez não tenham percebido bem a pergunta. Embora o painel represente o santuário em Vilas Boas, o painel de azulejos pode ser encontrado numa fonte junto ao jardim de Santa Luzia, perto do final da Avenida Marechal Carmona, em Vila Flor. Não coloco a fotografia da fonte completa, porque nunca a consegui fotografar sem ter carros estacionados à frente.
O novo desafio, é mais complicado. É também um painel de azulejos, simples, mas com uma mensagem bonita.Está na rua de uma das maiores freguesias do concelho.
25 agosto 2008
23 agosto 2008
Fomos enganados
No dia 22, pela tarde, recebi um telefonema de uma empresa que dizia estar a fazer um rasteio contra o risco de AVC. A consulta seria gratuita, caso me quisesse deslocar, hoje ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Flor.
Face aos meus exageros das férias, pareceu-me uma boa ideia. Sou adepto da boa mesa e assenta-me perfeitamente o nome por que são conhecidos os habitantes de Vila Flor.

A voz do outro lado do telefone era muito atenciosa, limitou-se a sugerir que levasse a minha esposa, uma vez que a consulta era gratuita. Perguntou a idade dos dois, a profissão e ligou de novo mais tarde, para indicar o número da consulta, 1105, com marcação para as 15 horas.
A dissimulada pressão para que fossemos juntos, soou-me a marosca, de que somos alvos frequentes, principalmente quem tem o seu nome e número na lista telefónica.
Pouco depois das quinze horas, dirigimo-nos ao quartel dos bombeiros de Vila Flor. Estacionámos o carro perto e surpreendeu-nos o amontoado de gente à porta. Bom, (pensei eu) ou a consulta é mesmo boa, ou algo não está bem. Para completar o quadro, o sr. Presidente da câmara, presente no local, conversava e gesticulava com animosidade junto de um grupo de bombeiros. Não precisei de me aproximar, para compreender o que se passava: fomos enganados.
No interior das instalações estava uma equipa pronta a fazer os “exames” necessários, mas principalmente a recomendar colchões que evitariam os problemas de saúde, incluindo AVC’s. Foi chegando gente de Freixiel, Folgares, Seixo de Manhoses, (alguns de táxi, idosos com canadianas…), gente vinda de todo o concelho. Os ânimos exaltaram-se. Muitas pessoas tinham levado o contacto para o exame a sério, primeiro porque com a saúde todo o cuidado é pouco, depois porque iria realizar-se no quartel dos bombeiros, uma instituição acima de qualquer suspeita.

Pelo que pude compreender, não sei se é a verdade, a empresa “benemérita” tinha alugado o espaço aos bombeiros. Esta oportunidade de negócio envolveu-os na teia, estou certo que de forma inocente. Cientes da má figura por que estavam a passar, os responsáveis pela corporação, pediram desculpa aos presentes, sentindo-se muito incomodados pelo sucedido.
Vendo a minha consulta voar, que, diga-se de passagem, também não consigo no Centro de Saúde de Vila Flor, apesar de lá ter comparecido, este mês, dois dias seguidos, às cinco da manhã, só me restava esperar, para ouvir, em primeira mão, os poucos que subiram e se sujeitaram aos “exames”.
Aqui fica o registo, tal qual foi feito, à excepção dos nomes dos examinados, por mim rasurados. Não deixa de ser curioso a falta do canto superior esquerdo, onde deveria estar a identificação da empresa responsável. Também o local destinado à assinatura do técnico está em branco. A ficha está estruturada para casais, com uma coluna para o senhor e outra para a senhora.
Dado o rumo que as coisas tomaram, o nervosismo acabou por chegar ao improvisado “consultório” onde as perguntas se limitaram a indagar que tipo de colchão as pessoas usavam.
Esta situação, que acabou por causar transtorno na vida das pessoas, em nada ajuda a imagem da instituição onde ocorreu, vem mostrar mais uma vez como há quem se aproveite, até das questões da saúde, para tentar vender os seus produtos. Melhor seria que alguma instituição, desta vez séria, se propusesse a fazer os exames prometidos, porque pessoas preocupadas com saúde não faltaram.
Esta é uma boa “anedota” para os serões dos dias de festa.
Face aos meus exageros das férias, pareceu-me uma boa ideia. Sou adepto da boa mesa e assenta-me perfeitamente o nome por que são conhecidos os habitantes de Vila Flor.

A voz do outro lado do telefone era muito atenciosa, limitou-se a sugerir que levasse a minha esposa, uma vez que a consulta era gratuita. Perguntou a idade dos dois, a profissão e ligou de novo mais tarde, para indicar o número da consulta, 1105, com marcação para as 15 horas.
A dissimulada pressão para que fossemos juntos, soou-me a marosca, de que somos alvos frequentes, principalmente quem tem o seu nome e número na lista telefónica.
Pouco depois das quinze horas, dirigimo-nos ao quartel dos bombeiros de Vila Flor. Estacionámos o carro perto e surpreendeu-nos o amontoado de gente à porta. Bom, (pensei eu) ou a consulta é mesmo boa, ou algo não está bem. Para completar o quadro, o sr. Presidente da câmara, presente no local, conversava e gesticulava com animosidade junto de um grupo de bombeiros. Não precisei de me aproximar, para compreender o que se passava: fomos enganados.
No interior das instalações estava uma equipa pronta a fazer os “exames” necessários, mas principalmente a recomendar colchões que evitariam os problemas de saúde, incluindo AVC’s. Foi chegando gente de Freixiel, Folgares, Seixo de Manhoses, (alguns de táxi, idosos com canadianas…), gente vinda de todo o concelho. Os ânimos exaltaram-se. Muitas pessoas tinham levado o contacto para o exame a sério, primeiro porque com a saúde todo o cuidado é pouco, depois porque iria realizar-se no quartel dos bombeiros, uma instituição acima de qualquer suspeita.

Pelo que pude compreender, não sei se é a verdade, a empresa “benemérita” tinha alugado o espaço aos bombeiros. Esta oportunidade de negócio envolveu-os na teia, estou certo que de forma inocente. Cientes da má figura por que estavam a passar, os responsáveis pela corporação, pediram desculpa aos presentes, sentindo-se muito incomodados pelo sucedido.
Vendo a minha consulta voar, que, diga-se de passagem, também não consigo no Centro de Saúde de Vila Flor, apesar de lá ter comparecido, este mês, dois dias seguidos, às cinco da manhã, só me restava esperar, para ouvir, em primeira mão, os poucos que subiram e se sujeitaram aos “exames”.
Aqui fica o registo, tal qual foi feito, à excepção dos nomes dos examinados, por mim rasurados. Não deixa de ser curioso a falta do canto superior esquerdo, onde deveria estar a identificação da empresa responsável. Também o local destinado à assinatura do técnico está em branco. A ficha está estruturada para casais, com uma coluna para o senhor e outra para a senhora.
Dado o rumo que as coisas tomaram, o nervosismo acabou por chegar ao improvisado “consultório” onde as perguntas se limitaram a indagar que tipo de colchão as pessoas usavam.
Esta situação, que acabou por causar transtorno na vida das pessoas, em nada ajuda a imagem da instituição onde ocorreu, vem mostrar mais uma vez como há quem se aproveite, até das questões da saúde, para tentar vender os seus produtos. Melhor seria que alguma instituição, desta vez séria, se propusesse a fazer os exames prometidos, porque pessoas preocupadas com saúde não faltaram.
Esta é uma boa “anedota” para os serões dos dias de festa.
20 agosto 2008
Uma janela para Vila Flor
"Cheguei à pouco de um passeio - à descoberta - de outras terras. Levei comigo uma janela que dava para Vila Flor. De cada vez que dela me abeirei, descobri pormenores que nunca vislumbrei, enquanto percorri todos os recantos do concelho: subi ao "Frade", desci às profundezas do ribeiro que corre sob Vila Flor, comi pão mergulhado no azeite virgem do lagar, conheci praças gloriosas, escolas que já não existem, avenidas novas e velhos brinquedos. Comi medronhos que entontecem e bebi um "néctar raro, possivelmente o mesmo com que Baco embriagava as sacerdotisas que participavam nos seus orgiásticos rituais". Do alto da janela, o meu olhar alcançava mais longe, quando ainda não havia automóveis em Vila Flor, nem água, nem igreja, nem electricidade... Mas havia neve, perfume das flores e sumo dos frutos. Havia amizade, solidariedade, fé e vontade.Vou revelar-vos o segredo. A janela não tinha vidros, mas sim páginas que se abriam, repletas de pormenores, pinceladas subtis, em tons suaves, com cores de tempo diluídas em sentimento e lágrimas. Nem o mar, nem o sol me conseguiram desviar a atenção dos quadros pintados, ora com neve, ora com as mais perfumadas cores de Primavera, com os tons pastel dos restolhos ou com a cor rosada dos frutos do Outono".
A pessoa que assim "pinta", chama-se João de Sá e a janela "Mãe-d'agua".
Subscrever:
Mensagens (Atom)




