04 janeiro 2009

Gala Cantar dos Reis 2009 (3)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis 2009 (2)

O terceiro grupo a actuar na Gala de "Cantar dos Reis" representava a escola de música Zecthoven. Quase duas dezenas de jovens tocaram, cantaram e interpretaram algumas cenas do viver de outros tempos. Fizeram-se acompanhar de alguns objectos tradicionais como aros e uma froncela, um crivo, uma panela de ferro, ferro de passar a brasas e várias vasilhas.
Era grande o leque de instrumentos que tocaram, desde a bateria à guitarra eléctrica, passando por cavaquinhos, violas, pandeiretas, etc.
A presença das crianças, muitas trajando vestuário a que estão muito pouco habituados, é um bom indício de que a tradição não se perde nos próximos anos. Também é interessante verificar que este grupo tem "engrossado" de ano para ano.
Interpretaram a tão conhecida canção de Zeca Afonso, Natal dos Simples e Vimos dar as Boas Festas. O professor de música Zé Cordeiro, coordenou e dirigiu todo o grupo.
Vimos dar as Boas Festas

Vimos dar as Boas Festas
Boas Festas vimos dar
Que nasceu o Deus Menino
Nas palhinhas ao luar

Boas Festas, Boas Festas
Aqui haja neste dia
Já Nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

Ò que família tão pura
Nós viemos encontrar
Tenha a bênção do menino
Que nasceu para nos salvar.

Ficamos agradecidos
Pela nossa gentileza
Boa tarde até ao ano
Voltaremos com certeza.

Andamos de casa em casa
Por atalhos e caminhos
Os corações sempre em brasa
Como outrora os pastorinhos.

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (4)

Gala Cantar dos Reis 2009 (2)

Continuação de: Gala Cantar dos Reis (1)

O segundo grupo a actual na gala "Cantar dos Reis" foi o Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor. Este grupo, constituído por 12 elementos, tem feito um grande esforço na divulgação da música portuguesa, representando Vila Flor em vários locais do país e no estrangeiro.
Iniciaram a sua actuação descendo no anfiteatro executando Cantamos à hora da ceia, uma adaptação de uma cantiga de 1940.

Refrão
Sai fumo na chaminé
Já nos cheira a salpicão
Ponham a caneca ao lume
Nós damos animação.


I
Venham ouvir-nos cantar
Trazemos recordações
Canção de reis para alegrar
Revivemos tradições

II
Vimos à hora da ceia
Pouco antes de deitar
O petróleo na candeia
Pouco mais há-de durar

III
Quem somos ides saber
Mas somos gente de bem
Abri queremos dizer
Cantai connosco também

IV
Votos que o vosso lar
Seja um ninho d'amor
Cantamos p'ra desejar
Um ano novo melhor

V
Alegres vamos cantar
Valores saem de dentro
Aos novos vamos deixar
Tradições no nosso tempo

VI
Cansados de caminhar
P'ra vos trazer alegria
Com saudades de cantar
Cantar-vos os reis neste dia

VII
A cantar vimos pedir
P'ra nós o fundamental
Um obrigado a sorrir
Um abraço fraternal
Interpretaram também "Pastores da Serra", uma canção muito ritmada, muito conhecida destas galas de Cantar dos Reis, mas que entusiasma sempre a plateia.

Pastores da Serra

I
Somos um grupo d'amigos
Nossa voz, alto ouvireis
De amor, somos mendigos
Em troca cantamos reis

Refrão
Pastores da serra, vinde ouvir cantar
Já nasceu Jesus, para o mundo salvar.

II
Pinheiro de abas tortas
Tua rama está a cair
Venham, abram vossas portas
Para os nossos reis ouvir.

III
P'rá aquecer e caminhar
Da pipa ou garrafão.
Um peguilho a acompanhar
Um copo de carrascão.

IV
Somos gente sem abrigo
Em noite fria de reis
Vem cantar, e sê amigo
Como nós então direis

V
Trazemos viva na alma
Cultura e tradição
Lê-se nas linhas da palma
O que sente o coração

VI
Caminhamos ao relento
Nas trevas, à chuva fria
Às escuras. Mas cá dentro
Há uma estrela que nos guia

VII
Com archotes e fogueiras
Por entre vales e a serra
Vimos cantar as janeiras
Tradição da nossa terra

VIII
Vimos cantar boas festas
Haja alegria no povo
O nosso grupo deseja, muita paz
Bom ano novo

IX
Vimos dar a despedida
Desejar, paz e amor
Boas festas, toda a vida
São votos, de Vila Flor

Como já é habitual neste grupo etnográfico transportou para o palco um quadro de uma cozinha tradicional repleto de objectos doutros tempos, não faltando também alguns prátos típicos: rojões, milhos, feijão cicharro com batatas e couves tudo acompanhado por um bom vinho, azeite e ao de Vila Flor.

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (3)

Gala Cantar dos Reis 2009 (1)


Realizou-se no dia 4 de Janeiro, no Auditório Adelina Campos, do Centro Cultural, em Vila Flor, pelas 14:30, mais uma gala dedicada a "Cantar dos Reis". Tratou-se de um evento já com tradição, organizado pela Câmara Municipal de Vila Flor e da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor.
Na introdução ao espectáculo foi lembrada a tradição de cantar os reis, mas também a ligação de Vila Flor a um rei em particular, D. Dinis, que baptizou a então Póvoa de Além Sabor como Vila Flor. Foram também lembrados nomes de vilaflorenses que têm contribuído para engrandecer o nome da vila e torná-la conhecida pelo mundo fora: Graça Morais, Raul Sá Correia, Modesto Navarro, João de Sá, Dr. Vaz, dos mais recentes, Maximino Correia, Berta Cabal, Eduardo Cabral, Júlia d’Almendra, Trigo de Morais, Adelina Campos, dos mais antigos.
O espaço disponível foi-se compondo e, quando a Banda de Música da A. C. R. de Vila Flor ocupou o palco, o espaço estava completamente cheio. A banda, que se mantém com grande dinamismo já há 26 anos, interpretou dois temas: On Christmas Night e Noite Mágica.
O grupo, constituído por gente muito jovem, também cantou os Reis!

Boas Festas vimos dar
A esta terra de amor
Bom dia de Reis desejar
Ao Povo de Vila Flor

Terra humilde e obreira
Generosa e de louvor
Tem como sua mensageira
A Banda de Vila Flor.

Continua: Gala Cantar dos Reis 2009 (2)

Freguesia Mistério 23

A participação na votação na Freguesia Mistério n.º 22 terminou a 31 de Dezembro. Houve 31 votações válidas com uma forte tendência para a resposta correcta. Eu já espera esta tendência, uma vez que noto um número cada vez mais elevados de visitantes do Blogue, ligados a Santa Comba da Vilariça. Essa era a resposta correcta. Aqui fica uma fotografia com a rocha completa, à frente da Junta de Freguesia de Santa Comba da Vilariça. Também fica uma fotografia com o interessante presépio que fizeram na sua cavidade. No dia que visitei Santa Comba, não havia condições atmosféricas para uma fotografia melhor, porque estava muito gelo e nevoeiro, mas, junto do presépio havia também uma grande árvore de Natal.
A votação ficou distribuída da seguinte forma:
Candoso (1) 3%
Carvalho de Egas (1) 3%
Freixiel (3) 10%
Lodões (3) 10%
Nabo (1) 3%
Samões (2) 6%
Santa Comba de Vilariça (9) 29%
Seixos de Manhoses (1) 3%
Trindade (3) 10%
Vila Flor (5) 16%
Vilarinho das Azenhas (1) 3%
Vilas Boas (1) 3%
O próximo desafio, Freguesia Mistério n.º23, é mais um cruzeiro. Pelo aspecto é bem antigo e está numa das maiores freguesias do concelho. Talvez pouco o conheçam, porque está numa rua de pouco movimento. Este desafio é já o anúncio de uma ideia que pretendo desenvolver em 2009. fazer um levantamento do maior número possível de cruzeiros, nichos e alminhas, existentes no concelho.
Participem votando.

03 janeiro 2009

Calendario para 2009

Foi em Janeiro de 2008 que comecei a escrever sobre a Flor do Mês. Passado um ano, houve alguma evolução quer nos textos quer no tratamento que dei às imagens que os ilustraram. A partir de certa altura comecei a criar um painel com a Flor do Mês, de forma a puder ser usado como Papel de Parede, no computador.
Agora, pareceu-me boa ideia pegar de novo nas 12 escolhas feitas ao longo do ano e criar um Calendário para 2009. O formato está pensado para ser impresso, não para ser usado no computador. Assim, os mais saudosistas, podem ter durante 2009, uma bocadinho de Vila Flor, pendurado na parede. O resultado final está bastante interessante, digno de ser impresso numa tipografia, mas em época de crise há outras prioridades. Aqui ficam os 12 meses para poderem ser descarregados e impressos ao ritmo de cada um.




















31 dezembro 2008

Flor do Mês - Dezembro de 08

Em nenhum mês tive tanto trabalho em descobrir a Flor do Mês, como em Dezembro! E, ainda bem que assim foi, porque acabei por escolher a flor que não existe ou seja a não flor. Passo a explicar: para quem como eu acredita na evolução das espécies, compreende com facilidade que há milhares de anos atrás nenhum ser vivo seria como é hoje. Acontece que a flor, tal qual a conhecemos hoje, é uma adaptação altamente especializada das folhas das plantas tendo em vista a reprodução. Os meus alunos riem em surdina quando lhes digo que quando estamos a cheirar ou a cortar uma flor, estamos a cortar os órgãos sexuais das plantas. É que as flores também têm sexo, a maior parte delas tem os dois sexos!
Há milhares de anos as plantas não possuíam certamente a complexidade que hoje têm, nem ao nível da reprodução, nem ao nível do próprio sistema vascular. As plantas vulgarmente designadas Plantas sem flor, não podem ter flores mas isso não impede que a sua reprodução seja sexuada. É precisamente aqui que entra a curiosidade da escolha destas plantas no mês de Dezembro.
Estas plantas chamadas cientificamente de briófitas (bryon, quer dizer musgo em grego), não têm vasos condutores de seiva, por isso não podem crescer muito. O transporte de substâncias dá-se por difusão entre as células.
Explicar a fecundação é impossível sem recorrer a uma série de “palavrões”, vou tentar ser simples, é sempre bom aprender.
Basicamente os musgos têm duas gerações, numa delas ocorre a reprodução. A parte mais verde do musgo, ou seja aquilo que normalmente estamos habituados a ver é o gametófito e aquela a que um leigo poderia chamar “flores” são os esporófitos. No topo do esporófito está uma cápsula (anterídio), que tem dentro anterozóides. É precisamente a água que faz com que essa cápsula se rompa e permitem também aos anterozoides, que são flagelados (têm um “rabinho” como os espermatozóides!) consigam nadar até à oosfera fecundando-a (os arquegônios crescem também no gametófito e cada um produz uma oosfera). A água é imprescindível neste processo, por isso a reprodução acontece no Inverno e os musgos vivem em locais sombrios, nas rochas, no chão ou nos troncos das árvores.
As fotografias foram tiradas num dia geladíssimo, 27 de Dezembro, atrás da serra e junto dos ribeiros de Roios. Estão representados quatro espécies de musgo distintas. Foi um grande desafio e fiquei muito contente com o resultado.

30 dezembro 2008

Procurando o caminho

Meireles tem sido nos meus passeios um dos locais mais inacessíveis do concelho. Eu sei que parece estranho, uma aldeia situada no coração de um vale revelar-se pouco acessível, mas de facto assim é. Nas minhas andanças, de BTT, a pé ou de carro, procuro quase sempre caminhos alternativos. A estrada asfaltada não é o lugar certo para quem quer andar devagar.
Das várias vezes que me desloquei a Meireles, sempre tive imensas dificuldades, porque procurei sempre uma abordagem pelo nascente, ou seja por terrenos de Vale Frechoso. O vale tem muitos acessos pelo poente, embora também haja zonas bastante rochosos, como o Faro. Hora, estou em crer que estas duas localidades não se devem dar muito bem, porque nunca procuraram abrir uma via de comunicação entre elas.
A minha mais recente tentativa de encontrar um caminho aconteceu no dia 20 de Dezembro. Fui de carro até cerca de 1,5 km do cruzamento da estrada de Vale Frechoso com a N214. Do lado esquerdo da estrada há uma zona de giestal onde foram abertas muitos corta fogos numa área ainda pertencente a Vale Frechoso que penso chamar-se Feiteira e Carvalhinho.
À minha esquerda via ao longe a Fonte do Seixo e o Cabeço dos Gaviões, onde adoro subir. À minha direita via recortado no horizonte o marco geodésico da Rosa, onde também já estive algumas vezes. À frente, entre mim e Meireles, adivinhava (mas não via) alguns cabeços rochosos, incluindo a Fraga Amarela.
Mal me afastei um pouco do caminho cheguei (de novo) à conclusão de que não é fácil andar por aqui. O mato é composto por giestas, estevas, carquejas, urzes e silvas. Atinge mais de um metro de altura e rasga tudo onde se espeta, seja tecido, seja carne. Encontrei dois bandos de perdizes, pelo menos elas gostam de andar nestes locais.
Procurei um ponto alto para me localizar. Os afloramentos rochosos atraíram-me e tentei romper por entre o mato para os alcançar. Desisti de procurar um caminho!
Quando me aproximei dos rochedos, uma ave de rapina que neles vigiava a paisagem, levantou voo. No meio da vegetação descobri algumas pedras ainda cobertas de geada. Há muitos amontoados de pedras soltas por todo o lado, estes terrenos devem outrora ter sido utilizados para a cultura de cereal. Pareceu-me que estes amontoados tinham uma configuração intencional, em curva, como que protegendo um pequena zona plana junto às rochas.
Aqui pode ter existido um castro! Há em redor muitos locais com evidências semelhantes, quase todas elas em pontos altos, com uma enorme protecção natural. São exemplos o Cabeço, o Faro, o Maragoto, o Facho, só para citar alguns. O lugar onde me encontrada estava naturalmente protegido num raio de mais de 180º, bastava uma pequena muralha para proteger quem quer aqui se quisesse proteger. Em termos de subsistência, o vale fértil, um pouco mais abaixo, a menos 200 metros de altitude não faltam bons terrenos e água, onde até rolavam moinhos. Pode ser imaginação minha, mas também pode não ser.
Em direcção ao aterro sanitário intermunicipal elevava-se uma escarpa rochosa que parecia intransponível. Impelido pela adrenalina das alturas, dirigi-me para ela. Havia várias grutas naturais escavadas nas rochas. Devem ter sido usadas durante séculos por pastores e caçadores, e sabe-se lá por quem mais. Numa delas havia uma curiosa construção de pedras soltas, estava ali a mão do homem. Noutra, muito maior, que tinha até uma abertura no tecto, adivinhava-se o desenho de algumas paredes rústicas já desaparecidas. Senti-me um verdadeiro homem das cavernas. O cenário ajudava a transportar-me para o época das cavernas, com a luz leitosa a tentar rasgar o nevoeiro do vale que, pouco a pouco, se sumiu num cachão do Tua, no Cachão. A luz, o frio e o silencia era tudo o que ali chegava. Sentei-me nas rochas sorvendo a paisagem, até que o sol se abeirou do Cabeço.
Quando o sol se escondeu, senti frio. De regresso à estrada surpreendi algumas codornizes que se preparavam para passagem a noite no restolho. Os últimos raios de sol pintavam de mosto o cume de Bornes.
Mais uma vez não descobri um caminho para Meireles, mas, e depois? É olhar que permite os mais belos passeios, mesmo quando os nossos passos não nos permitem atravessar todos os vales.

29 dezembro 2008

Mais presépios

Parece-me que a crise também se sente nos presépios e na iluminação de Natal. A quantidade é menor e a qualidade também não é muito surpreendente.
O presépio situado no escadório da Câmara Municipal, já é nosso conhecido. No ano passado esteve no Rossio, este ano mereceu esta posição de destaque. Não custava muito terem-lhe colocado uma lâmpada, para as noites de inverno não parecessem tão escuras.
Há um outro presépio na Praça da República, que pode passar desapercebido.
Não consegui encontrar o presépio que habitualmente faz o grupo de Escuteiros.
O presépio do Jardim-de-infância da Santa Casa da Misericórdia, arrecadou no ano passado o 1.º prémio no concurso de presépios. Este ano está igualmente bonito, ocupando uma grande área. Só é pena não o montarem mais próximo do gradeamento, para poder ser admirado com maior facilidade.
O presépio da Junta de Freguesia de Valtorno tem sido nos últimos anos, um dos meus preferidos. Este ano também já lhe fiz uma visita. Esperei que o sol se escondesse, mas a iluminação não se ligou e tive que me vir embora. Pareceu-me haver algum descuido na sua montagem, com imagens partidas e colocadas na colina sem grande sentido estético. O "pastor" assustador do ano passado, não apareceu por lá.

Para ver fotografias dos presépios de 2007
- Concursos de Montras e Presépios
- Uma visita a alguns presépios, em Vila Flor

28 dezembro 2008

Presépio no Rossio

Presépio luminoso no Rossio, em Vila Flor.

Presépio


Este é um dos bonitos presépio que pude admirar na Valonquinta, na Quinta do Valongo, em Vila Flor.

Presépio - Roios

À semelhança do ano passado, na freguesia de Roios fizeram um belíssimo presépio. Ainda pode ser admirado, junto à igreja matriz.

27 dezembro 2008

Salvé, Vila Flor

Ó Terra de encantos, terra fagueira,
Nobre vila, altas tradições -
Salvé, Vila Flor, ó mensageira
De grande história às gerações.

Terra de belezas que fazem sonhar
Quem sobre ti se puser em adoração.
Houve-se a tua voz na solidão,
Até melhor à luz terna do luar.
Salvé, Vila Flor, vila das pombas
Que passam a vida sempre a arrulhar
Em sois de Primavera, pelas alfombras
Sempre a voar, voar ... e voar...

Salvé Vila Flor, vila de amores,
Ó vila de encantos, sejas bem-vinda.
Sim! Vila terna, como és linda,
Terra querida dos nossos maiores...


O poema escrito por J. N. Fonseca foi publicado no jornal Notícias de Mirandela, em 15-10-1960.
A primeira fotografia mostra Vila Flor, depois do pôr do sol, em Dezembro de 2008.
A segunda fotografia mostra o início do vale onde se encontra Meireles. O Cabeço é visível na linha do horizonte.