17 maio 2009

Alminhas (5 e 6) - Candoso

Hoje vou falar de duas Alminhas na freguesia de Candoso. Optei por juntar as duas precisamente porque se encontram no mesmo local, apenas distanciadas pela largura de um caminho.
As mais antigas, com aspecto de terem sido assentes na parede recentemente (a fotografia tem poucos dias, mas já assim estavam quando fiz a minha primeira visita a Candoso em 2007), estão sobre uma parede pouco acima do nível do solo. Este simples bloco em granito tem aproximadamente meio metro de altura. O retábulo está em baixo relevo e revela ainda alguns sinais de pintura, em tons de azul. Estas alminhas são muito antigas e estou em crer que em tempos tenham ocupado outra posição, talvez mesmo o lugar onde estão as outras Alminhas, de construção mais recente.
As alminhas com um painel de azulejo policromático representando Cristo na cruz e as almas do purgatório, tem a data de 1955. Têm também o nome António Pedro Rodrigues, escrito em arco, por cima do retábulo que actualmente está protegido com um vidro com caixilho em alumínio. Parece haver por baixo do retábulo uma ranhura que seria para a recolha de esmolas, mas a protecção em vidro não permitem a sua introdução. Por baixo do retábulo está gravada em mármore a seguinte frase: "Dai-lhe Senhor o eterno descanso". Também o nome e o ano estão gravados num semi-círculo em mármore. A frente é toda em cimento ficando a dúvida se as alminhas foram construídas neste material ou o cimento apenas foi usado para aplicar o mármore e o caixilho com vidro. A cruz sobre as alminhas também parece de cimento. Há algumas vergas de ferro que saem do conjunto, perto da cruz, que não se percebe bem a razão da sua existência, talvez para prender alguma coisa.
Estas alminhas situam-se na bifurcação de um caminho, mesmo ao fundo da aldeia, perto da capelinha da Senhora da Assunção. Este caminho dá acesso ao terrenos da freguesia, mas também a Carvalho de Egas, Samões ou mesmo Freixiel. É, portanto, uma localização típica das antigas alminhas.
Existe em volta um canteiro de jardim bastante cuidado com dois lilases brancos, uma roseira e mais algumas plantas, tudo muito cuidado.

10 maio 2009

Fotografia + ( Final)

Foi já há mais de dois anos que decidi facilitar a possibilidade dos visitantes poderem votar nas primeiras 1000 fotografias do Blogue. Houve mais de 420 votações. Apesar da votação ainda continuar online, não tem havido grandes alterações nas fotografias preferidas e acho que está na altura de a encerrar.
As fotografias preferidas (de entre as primeiras 1000) são:

VilaFlor300 (73 votos) 17%
VilaFlor229 (69) 16%

VilaFlor821 (28) 7%

VilaFlor03 (10) 2%

VilaFlor473 (9) 2%

VilaFlor270 (9) 2%
Gostos, são gostos não há nada a contrapor. Agradeço a todos os que participaram nesta escolha e aqui deixo mais uma vez as fotografias.
VilaFlor300 - Tirada no Miradouro da Senhora da Lapa em Vila Flor
VilaFlor229 - Aldeia do Nabo, numa das minhas primeiras visitas.
VilaFlor821 - Vegetação na Quinta de S. Domingos (fotografia tirada pelo meu filho Rafael)
VilaFlor03 - Igreja de Vila Flor, vista do jardim do 7.º Centenário.
VilaFlor473 - Fonte Romana, em Vila Flor.
VilaFlor270 - Paisagem (tirada na serra entre Freixiel e o Vieiro).

08 maio 2009

Alminhas (4) - Benlhevai

Continuando a ronda pelas Alminhas do concelho, vamos até Benlhevai. Já publiquei uma fotografia destas alminhas num dos primeiros passeios que fiz a esta aldeia.
Estão situadas fora do povoado, mas a curta distância, numa bifurcação do caminho que conduz à capela de Nossa Senhora da Esperança.
Na base das alminhas está um bloco de granito e o próprio painel, em azulejo monocromático, está num bloco granítico embora a área à volta do painel esteja preenchida com cimento. Esta quantidade de cimento mostra que estas alminhas, tal como estão, não devem ser muito antigas, resta a dúvida se já ali estavam antes, ainda sem painel de azulejo, ou se já foram criadas assim.
O painel de azulejo está bastante danificado, foi mal montado mas é muito bonito. As figuras representadas têm sombras delicadas e muito detalhe. Está representada Nossa Senhora com o Menino ao colo. Dois anjos retiram algumas almas do purgatório enquanto outras continuam a purgar as suas penas. No meio das chamas à direita vê-se um homem com barbas que tem aspecto de pertencer ao clero. À esquerda vê-se uma mulher que chora abundantes lágrimas enquanto tenta consolar alguém.
Tal como outros painéis, também aqui há 4 azulejos que foram colocados fora do lugar, o que significa que apenas dois estão correctos. Colocando cada azulejo no seu devido lugar, tem-se uma visão mais perfeita do conjunto.

05 maio 2009

Flor do Mês - Abril 2009

No mês de Abril as flores foram tantas que se tornou difícil a escolha. Podia ter escolhido a mais delicadas, as mais raras, as mais perfumadas, as mais fotogénicas, mas escolhi mais pela abundância embora, nunca possamos julgar pelas aparências.
A escolha recaiu na carqueja, ou carqueija, como nós dizemos. O seu nome científico é Pterospartum tridentatum e pertence à família Fabaceae mais conhecidas por leguminosas. O nome da família (Fabaceae ) talvez derive do facto de todas as plantas que a integram produzirem pequenas vagens (como a ervilheira o feijoeiro ou a acácia), mas um dos aspectos mais curiosos prende-se com o facto de serem leguminosas. Grande parte das espécies desta família apresentam simbiose das suas raízes com bactérias do género Rhizobium e semelhantes, que fixam o nitrogénio da atmosfera, uma característica ecológica de extrema importância uma vez que contribui para o enriquecimento do solo.
A carqueja tem mais aspectos curiosos como seja o facto de praticamente não possuir folhas. A função fotossintética é feita pelo caule, que para o efeito apresenta duas espécies de asas que se prolongam ao longo dele em posições opostas, funcionando como folhas.
Em Portugal estão identificadas 3 subespécies de carqueja, mas a sua identificação não é muito fácil. São muito abundantes, principalmente a norte. A floração acontece entre Março a Junho mas é nos meses de Abril e Maio que se faz a colheita da flor, tão tradicional nas nossas aldeias.Cresce bem em matos, matagais e terrenos incultos. No concelho está espalhada por todos os locais principalmente nos pontos mais elevados onde existe vegetação rasteira, partilhando o espaço com giestas, estevas e arçãs e também o tojo, "parente" muito próximo da carqueja. Encontro carqueja com frequências nas freguesias de Trindade, Benlhavai, Valefrechoso, Roios, Vilas Boas, Freixiel e Candoso, mas é possível que também seja abundante nas restantes.
A lenha de carqueja (estamos a falar de um arbusto) já foi bastante usada para aquecimento dos fornos de cozer o pão, mas actualmente é pouco usada como combustível. As suas flores são colhidas e secas. Com elas se faz o tão conhecido chá de carqueja indicado para hipertensão, constipações, tosse, bronquite, diabetes, rins e bexiga. Mas é na culinária que a carqueja ganha cada vez mais adeptos. Cá em casa, são usadas as partes terminais de pequenos caules para temperar carne estufada, principalmente coelho. É famoso o arroz de carqueja mas ainda não provei.
A carqueja também é utilizada para aromatizar licores.
Por último, e como o verão se aproxima, o chá de carqueja ajuda no emagrecimento devido à sua função diurética.

02 maio 2009

Freguesia Mistério 27

A Freguesia Mistério n.º26 esteve em votação durante o mês de Abril. Talvez pareça demasiado pormenor perguntar em que freguesia fica determinado portão, mas este não é um portão qualquer: quer pela sua beleza quer pela sua anormal localização.
Houve 35 votações e, desde cedo, a tendência estava certa. O portão encontra-se na freguesia de Vilas Boas, mais concretamente na Quinta da Peça, onde se produz um excelente vinho, a caminho da Ribeirinha.
A votação ficou distribuída da seguinte forma:
Freixiel (1) 3%
Lodões (3) 9%
Nabo (3) 9%
Samões (1) 3%
Valtorno (2) 6%
Vila Flor (9) 26%
Vilarinho das Azenhas (2) 6%
Vilas Boas (14) 40%
Este portão talvez fosse a entrada principal da quinta, mas quando foi rasgada a estrada, a entrada mudou, mas o portão ficou e ainda bem. É um cenário pictórico quando se olha o portão em direcção ascendente porque se vê recortado contra o azul do céu. Mas também é fotogénico ao fim da tarde, ou ao pôr-do-sol, recortado contra a imensidão da paisagem com serras sem fim que se sucedem até avistar o Marão. Esta quinta é rica em história, talvez eu possa um dia "descobrir" mais à cerca dela e o dos seus habitantes, já no tempo dos romanos.
A fotografia foi tirada no dia 23 de Fevereiro de 2009, depois de uma caminhada do Cachão à Ribeirinha. Vi as nuvens começarem a aparecer por detrás do Faro, quando ainda estava na Ribeirinha. Senti que ia presenciar um momento único, belo, mágico e subi estrada acima com ansiedade. Valeu a pena. Foi dos momentos fotográficos mais entusiasmantes que vivi nos quase 3 anos À Descoberta de Vila Flor.
O novo desafio é de novo uma capela. Pequena, muito cuidada, tem no centro um bem conhecido santo popular. Pode parecer fácil mas eu andei quase dois anos para a "descobrir"!
Em que freguesia podemos encontrar esta capela? Dê o seu palpite.





Freguesia Mistério 27


Em que freguesia podemos encontrar esta capela?










28 abril 2009

À Descoberta, na IV Rota da Liberdade

No dia 26 de Abril saí mais uma vez à descoberta do concelho em BTT. Desta vez acompanhado de centenas de ciclistas e alguns caminhantes (que o amigo Rui Guerra fez questão de acompanhar). A minha palavra de maior apreço vai para o Clube de Ciclismo de Vila Flor que, mais uma vez, trouxe a Vila Flor centenas de pessoas levando-as à descoberta das nossos trilhos, das nossas paisagens, da nossa gastronomia e da nossa simpatia. Há provas bem evidentes, nos comentários que os participantes fazem quer no blogue do Clube quer noutros fóruns dedicados ao BTT.
Mesmo sem andar muito “rodado” nas duas rodas, não quis perder a oportunidade, até porque nas duas edições anteriores em que participei percorri locais fantásticos e descobri outros caminhos para conhecer o concelho sem ser à pressa, pelas estradas de asfalto.
E foi assim que desbravei outros caminhos pelo Seixo, Candoso, Carvalho de Egas, Samões e Vila Flor. Não me aventurei a descer a Freixiel. Próximo dos 70 quilómetros neste tipo de terreno e a este ritmo, já é demais para mim!
Fiz o meu percurso sem pressas, com paragens constantes para fotografar os atletas. Destes, alguns tinham alguma ânsia de chegarem à meta, outros rolaram tranquilamente, em pequenos grupos, apreciando as paisagens e o dia luminoso e bastante fresco, o que ajudou bastante.

Já a poucos quilómetros da meta, quis o destino que uma distracção e um abuso de confiança, me provocassem uma queda bastante aparatosa. Fui levado ao hospital distrital de Bragança para fazer algumas radiografias a um ombro e à caixa torácica. Apesar de muitas dores, não estava nada partido e regressei a casa com um braço ao peito e a recomendação de um longo período de descanso. O que mais me dói, é que não posso mover o braço direito para tirar fotografias, por isso os visitantes do Blogue vão ter que se contentar com as que tenho em arquivo.

23 abril 2009

Companhia agradável

A maior parte das minhas viagens "À Descoberta" são feitas em solitário, mas, às vezes, consigo convencer alguém a acompanhar-me. Aqui fotografei o meu filho mais novo, no meio do Rio Tua, a tentar captar a agitação das águas junto à ponte, em Vilarinho das Azenhas.

18 abril 2009

O rio Tua na Ribeirinha

Hoje fui visitar o Rio Tua à Ribeirinha. O dia não estava muito bom, mas a fotografia até nem ficou mal.
Está a decorrer este fim de semana o 1.º Festival de Canoagem da Terra Quente e o rio está cheio de animação e cor. Foi pena que não vi nenhuma representação do concelho (onde até há clubes a praticarem canoagem). Amanhã, domingo as actividades decorrem mais a jusante já nos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó.

16 abril 2009

De BTT a Vale Frechoso

O meu reencontro com os passeios em BTT aconteceu no dia 26 de Março. Já há bastante tempo que não saía a pedalar, há algumas razões para isso, mas também há bastantes para eu quebrar este meu jejum das duas rodas.
Optei por um percurso curto, sem dificuldades, só para praticar um pouco. A escolha recaiu sobre Vale Frechoso.
Segui pela estrada apreciando a paisagem. Só com Vale Frechoso à vista é que fiz a primeira paragem. Encostei a bicicleta na berma da estrada e segui a pé em direcção ao marco geodésico da Rosa, no Monte Rosa. O que me encanta neste cabeço de 643 metros de altitude (além do curioso nome) é a vegetação rasteira que o rodeia, excelente para apreciar as primeiras amostras da Primavera. Tudo em redor estava florido! As giestas de flores brancas, várias variedades de urze e a carqueja. Foi mesmo a carqueja que mais me cativou. O amarelo quente, a lembrar o mel, destacava-se no azul do céu, quando olhado de um ângulo perto do solo. Curiosamente as abelhas não procuram as flores de carqueja.
Depois de passar bastante tempo sentado no chão numa tentativa de captar todo o colorido da vida perto do solo, parti em direcção à aldeia de Vale Frechoso. Não tinha um percurso estudado, iria percorrer as principais ruas à espera de ser surpreendido por algum pormenor que me escapou em visitas anteriores.
Quando se chega à aldeia temos o S. Lourenço a receber-nos, no seu nicho recente e bem cuidado. S. Lourenço é o padroeiro de Vale Frechoso, já o era no séc. XIII, embora a igreja ainda não fosse a actual.
À esquerda está a capelinha dedicada a Nossa Senhora de Lurdes, num local elevado, bem exposto ao sol e aos elementos. Também em Samões há uma capelinha dedicada a Nossa Senhora de Lurdes.
Outro dos locais de passagem obrigatória é o Largo da Fonte. É um dos pontos centrais da aldeia. Aqui se realiza a festa de Verão (10 de Agosto), se situam os lavadouros, água potável, um pequeno jardim, o coreto e a Fonte Romana ou Fonte Velha. Tal como outras também assim apeladas no concelho, não é uma verdadeira fonte romana mas sim medieval, o que não lhe retira o interesse. Pena que a sua posição quase soterrada, não a torna muito estética nem visível.
Pela Rua da Igreja vêem-se algumas das construções mais interessantes da aldeia: a Casa Paroquial e uma antiga casa abastada com uma cerca muito interessante em ferro forjado. A Casa Paroquial é uma casa-solar do Séc.XVIII. É impossível não reparar no seu bonito portal, mas fica ainda mais bonito quando a rama de videira tem folhas que se entrelaçam sobre ele. A casa com a vedação em ferro mostra alguns sinais de decadência, mas daria excelentes fotografias de pormenores do trabalho em ferro.
Fui de seguida à igreja matriz, não é fácil encontrá-la aberta. Sobe o olhar desconfiado das pessoas que rezavam, tirei algumas fotografias do aspecto geral. Felizmente alguns dos presentes já me conheciam e sossegaram os olhares desconfiados. Nas escadas que sobem para o coro está gravada a era de 1860, não percebi porquê, uma vez que a igreja terá sido mudada para este local em 1750. Os altares poderão estar relacionados com o período entre essas datas, mas muito interessantes são mesmo as imagens em granito colocadas no frontispício e que foram recuperadas da anterior igreja.
Depois de sair da igreja dei um longo passeio pelas principais ruas da aldeia: Rua do Arco, Rua do Outeiro, Rua do Castelo, Rua Francisco António Pereira, Rua da Portela, Rua das Eiras, etc. Aqui e ali apreciei vestígios de tempos com mais vida, encontrando-se agora as casas em ruínas, como que petrificadas no tempo e no espaço.
É de reforçar o topónimo Castelo. Existe mesmo um castro romanizado, onde não tive ainda a oportunidade de estar. Pelo que dizem os habitantes da aldeia, poucos vestígios existem, mas tal não se deverá à devastação provocada pela primeira guerra mundial, mas sim a causas muito anteriores a esse acontecimento. Está aí reportado o aparecimento de duas lucernas, que são pequenas lamparinas a azeite usadas pelos romanos há 2 mil anos! É um local que me falta conhecer este Cabeço do Castelo ou Castelo de Valadares.
Ao circular de novo à frente da igreja, vi as pessoas que estavam a sair. Passei mais de uma hora à conversa com algumas idosas que me falaram animadamente da sua aldeia. Fez-me falta um gravador, mas quem sabe não o levarei na próxima visita!
Já depois das dezoito horas parti de regresso a casa. Escolhi seguir um percurso alternativo e desci por caminhos rurais em direcção a Roios. O sol já estava baixo e não me permitiu muitas mais fotografias. Ainda assisti quando os últimos raios de sol beijaram o cabeço de Nossa Senhora da Assunção.
Foi um passeio muito agradável. Percorri 22 quilómetros em BTT e passei uma excelente tarde de sol em contacto com a natureza e com as pessoas de Vale Frechoso. Nesta aventura - À Descoberta - só custa partir.

Ligações:

15 abril 2009

Papel de Parede (em azul)

Depois de uns dias de pausa, À Descoberta nos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães, estamos de volta ao ritmo normal dos dias em Vila Flor. Eu começo os dias com a cor azul, quando saio de casa e olho o Facho. "Pintei" o Blogue em tons de azul e deixo uma bonita fotografia para usar como papel de parede, enquanto não chega outro mais colorido com as tonalidades da Primavera.
A fotografia foi tirada em Fevereiro quando voltava da Ribeirinha, já muito próximo de Vilas Boas.

08 abril 2009

Paraíso


São férias! Anda a Paz à minha volta
Em asas de alegria e de bondade
Que me levam a alma desenvolta
A pairar num azul de f'licidade.

A Natureza é minha e tem verdade
Na fontinha a cantar, na ovelha solta,
De lã macia e branca, na revolta
Da sombra que reclama claridade!

O convívio é melhor, tem mais candura,
Há um mútuo amor que se revela
No sorriso de toda a criatura...

Lança-se à noite a mão a cada estrela,
De manhã bebe-se o sol em taça pura,
E a vida é um paraíso! E a vida é bela!!!

Soneto de Cabral Adão, publicado no jornal "Notícias de Mirandela".

04 abril 2009

Flor do Mês - Março 2009

Chegou a Primavera, não faltam candidatas a Flor do Mês de Março. Escolhi uma que talvez não seja das mais conhecidas, mas é sem duvida das mais curiosas. À primeira vista pode ser confundida com a Flor do Mês de Janeiro de 2009, mas não, nem sequer pertence à mesma família.
Esta flor pertence à família Aristolochiaceae, e é a espécie Aristolochia paucinervis Pomel. Segundo o registo do Jardim Botânico da UTAD existe em todos o país sendo conhecida por vários nomes todos eles curiosos: Aristolóquia; Aristolóquia-fibrosa; Aristolóquia-longa; Aristolóquia-menor; Erva-bicha; Erva-bicha-dos-hervanários; Estolóquia; Estrelamim; Pistolóquia.
As plantas desta família são normalmente trepadoras, mas não é o caso. Gosta de matos, campos cultivados e beira dos caminhos. A floração acontece de Março a Julho. As folhas são cordiformes e as flores são verde-amarelo com listado roxo.
Estas plantas não causam muita simpatia nas pessoas, havendo mesmo quem lhe atribua a causa de algumas doenças, no entanto, analisando o seu nome científico podemos ficar a saber que:áristos = excelente e lochia(locheía) = relativo ao parto. São, portanto, plantas que foram usadas na idade média como benéficas para o parto. Os frutos parecem pequenos melões, razão porque em espanha também é conheciado por meloeira (e orelhas do diabo!).
Estas fotografias foram tiradas no dia 19 de Março de 2009, junto à Fonte do Olmo (Vila Flor, perto do Parque de Campismo).

Flor do Mês - Março de 2008