
No sábado passado tive um convite para almoçar e passar algumas horas, juntamente com alguns amigos, num local que eu desconhecia a
Quinta de Valtorinho (perto de
Seixo de Manhoses). Já tinha passado próximo desta quinta por várias vezes, nas minhas deslocações a pé ou em BTT, entre o
Gavião e o
Arco, mas nunca no seu interior.

Para além da companhia agradável dos amigos, houve algumas surpresas que não estava à espera. A primeira é que o o dono da quinta, tem um hobby há muitos anos; colecciona rochas, raízes, troncos de árvores, etc., procurando neles imagens e fazendo arranjos que são autênticas obras de arte da natureza. A tudo isto juntam-se alfaias, electrodomésticos, moveis, tudo de outras épocas, fazendo-nos viajar no tempo.

O almoço prolongou-se pela tarde dentro, porque iguarias não faltaram, das mais simples às mais elaboradas. Tudo regado um um tinto muito suave, colhido na própria quinta. Este almoço fez-me lembrar que tenho descurado a Gastronomia, neste blogue que se pretende de diferentes descobertas, mas, nesta área, nem todas as experiências têm sido muito positivas.
A meio da tarde houve tempo para uma visita ao
Gavião. Estava como sempre esteve, ao abandono, cada vez mais devorado pelas silvas. Foi no gavião que conheci a planta (uma gramínea) conhecida por sumauma, que servia para encher as almofadas.

De regresso à quinta ainda fizemos um passeio pela vinha, olival e horta, tudo cuidado com esmero e com o mesmo gosto com que se empilham pedras formando presépios ou se entrelaçam raízes simulando dinossauros.

Para terminar o relato desta tarde bem passada lembro também que paisagem que se avista da quinta é magnífica, descendo o olhar encosta abaixo até ao
Nabo percorrendo depois todo o
Vale da Vilariça, perdendo-se depois nos densos carvalhos do
Reboredo ou seguindo até ao
Felgar, onde se desprende da terra.