Visto que é uma informação muito procurada, aqui fica a tabela de preços que o Parque de Campismo Municipal de Vila Flor está a cobrar durante o ano de 2009. Continuo a achar que é uma excelente escolha. Mais informação - aqui. A imagem é uma cópia da página 18 da Agenda Cultural editada pela Câmara Municipal.
O Verão está aí e as aldeias transmontanas vão encher-se de gente, música e alegria. Eu gosto de festas mas, este ano, tenho concorrência à altura, os políticos! Decidi publicitar no Blogue todas as festas de Verão do concelho. Para isso basta que me enviem, em formato electrónico ou em papel, o respectivo cartaz. A conta de correio electrónico é geral@descobrirvilaflor.net, mas também podem enviar pelo correio para: À Descoberta Rua de Angola, n.º9 5360-357 – Vila Flor
A fotografia de Nossa Senhora com o Menino foi tirada na procissão de 24/08/2008, em Vila Flor.
Terminou há poucos instantes o espectáculo proporcionado pelos alunos da Academia de Música Zecthoven. Além dos muitos alunos que mostraram as suas habilidades a tocar e a cantar, ajudaram também ao espectáculo o Grupo de Cantares para Vila Flor e alguns cuspidores de fogo. Foram várias centenas de pessoas as que se concentraram no largo junto ao Centro Cultural e apesar da noite fria, a maior parte manteve-se até depois da meia noite. Está de parabéns o professor José Cordeiro, os alunos e todos os que se envolveram no evento.
Com o calor do Verão a fazer-se sentir em força e com o ritmo do trabalho a diminuir, apetece é mesmo descansar à sombra de uma qualquer árvore, se possível junto de um rio ou de um ribeiro onde a musicalidade das águas nos relaxe. É essa sensação de tranquilidade, quase sobrenatural, que tentei captar e transmitir nesta fotografia conseguida junto ao Rio Tua.
Já há algum tempo que a poesia tem estado ausente do Blogue. Os tempos têm estado amargos e muitas das forças são canalizadas para manter a funções básicas em actividade e a mente serena, face a tanta desgraça que se espalha pelo país. Mas a poesia é necessária, e está de volta.
A velha rede de pescar estrelas
Dependurei num gancho de saudade,
Por detrás do portal da minha idade,
Julgando poder eu passar sem elas!
Subo às Capelinhas - alvas celas
Apresando, em azul, a imensidade!
E olho a noite, o alto, a claridade
Das distantes e místicas estrelas...
De novo desejo de as prender
Nos fios dos meus dedos, de as reter
Para além da manhã, ermas e frias...
Mas já não está comigo a antiga rede.
Tudo se esvai, só fica a minha sede
E minhas mãos inertes e vazias...
Soneto de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
O programa possível da VII TerraFlor | feira de produtos e sabores, cedido pelo restaurante O Galo, ontem ao almoço. Espero que até ao dia 16 circule algo mais detalhado...
Para escolher Flor do Mês de Junho tive alguma dificuldade na escolha. Em Junho ainda é possível encontrar um bom leque de espécies em flor e todas elas interessantíssimas para fotografar e, principalmente, para estudar um pouco mais. Investigar as espécies autóctones, pequenas plantas, muitas delas que nos passam despercebidas no dia a dia não pára de me surpreender. É uma pena que todo este potencial não seja convenientemente explorado e se estejam a perder conhecimentos milenares da utilização das plantas na saúde e bem-estar humano.Depois de alguma hesitação escolhi a espécie Helicrhysum stoechas. È conhecida a nível nacional pelos nomes de Marcenilha, Perpétuas, Perpétuas-das-areias, Perpétua-de-flores-encarreiradas, mas na aldeia natal da minha esposa tem o bonito nome de cueirinhos-de-nossa-senhora. Comecei a encontrá-las em flor já em Maio e continua a ser possível vê-las, nos montes, na borda dos caminhos, com o seu amarelo característico e sempre bem frequentadas por alguns insectos que parecem aprecia-las muito. Trata-se de uma espécie pertencente à família das compostas, existente em praticamente todo o país estendendo-se por todo o sul da Europa e Marrocos. Tal como outras compostas, de que temos um bom exemplo na camomila, também esta espécie tem utilizações variadas principalmente ligadas à cosmética (principalmente o Helicrhysum italicum). Assim não é de estranhar que um produto para a protecção da pele do sol ou um creme de noite para diminuição dos “pés-de-galinha” tenha na sua constituição óleo extraído destas plantas. Dada a escassez de outras pétalas coloridas, o Helicrhysum stoechas foi uma das espécies usadas nas passadeiras do Corpo de Deus em algumas aldeias, como pude contactar em Vilas Boas.
As fotografias foram conseguidas durante o mês de Junho na serra do Facho, junto a Vila Flor.
O desafio Freguesia Mistério n.28 tornou-se um dos mais difíceis e menos participado de todos os tempos. Não me admira, também foi um bom desafio para mim e só o descobri por mero acaso, quando na verdade procurava algo completamente diferente. Houve 10 participantes, que votaram em 10 freguesias diferentes e 1 deles acertou. A freguesia mistério é Benlhevai. A votação ficou distribuída da seguinte forma: Benlhevai (1) 10% Freixiel (1) 10% Lodões (1) 10% Mourão (1) 10% Nabo (1) 10% Samões (1) 10% Sampaio (1) 10% Vila Flor (1) 10% Vilarinho das Azenhas (1) 10% Vilas Boas (1) 10% Trata-se de um marco geodésico antigo, em alvenaria, de uma rede que se encontra hoje abandonada. Está situado no Alto da Serra, entre Valfrechoso e Benlhevai e, com atenção, é visível da estrada nacional, bem no alto do monte. O acesso é fácil, mesmo de carro ligeiro, por uma caminho que se dirige para Ribeiral e para Mucha Gata. É único exemplar que conheço no concelho de Vila Flor, mas há pelo menos dois semelhantes no concelho de Carrazeda de Ansiães: um em Parambos (fotografado por Li Cardoso) e outro em Codeçais (fotografado por Jorge Delfim). Com a cartografia digital e os GPS's a rede de marcos geodésicos, entre nós também chamados talefes, vão perdendo a importância e muitos deles estão em risco de se perderem. Penso ainda vir a fazer uma listagem dos marcos geodésicos do concelho, aqui, no blogue. Para compensar, o desafio da Freguesia Mistério n.º29 é muito fácil. É um cruzeiro, como se pode ver na fotografia, é muito interessante e bonito, situado dentro do perímetro de uma freguesia onde há bastantes visitantes do Blogue. Em que Freguesia podemos encontrar este cruzeiro?
Numa das minhas muitas passagens por Vilas Boas fiz esta fotografia de um dos vários cruzeiros que há em Vilas Boas. Este é o cruzeiro de Nossa Senhora do Rosário, da renascença, situado em frente à capela de Nossa Senhora do Rosário. Já fotografei o cruzeiro muitas vezes, mas, nesse dia, o céu estava algo de excepcional.
Realizou-se em Freixiel, no dia 28 de Junho a III Feira de Gastronomia, Artesanato e Produtos Regionais. Nesta terceira edição o cartaz apresentava algumas novidades, uma das delas foi a celebração da Eucaristia no Largo da Ponte Nova. Foram muitos os que estiveram presentes.
Ao início da tarde foi o ponto alto para os mais novos. Tiveram oportunidade de jogarem jogos que não fazem parte do seu quotidiano, mas que fazia parte das brincadeiras das crianças, há algumas décadas atrás.
Na feira participaram alguns particulares, o Lar de Idosos e o Grupo de Bordados. O Grupo de Bordados continua a mostrar grande vitalidade, mostrando um vasto leque de trabalhos: os napperons com rendados delicados, sacos para o pão, toalhas, aventais, pegas, toalhas de mesa, flores feitas em croché, etc. Não faltaram as já habituais barbies vestidas com bonitos vestidos artesanais. Os quadros a ponto cruz eram menos abundantes. Havia também ramos de pequenas flores feitas com missangas e arame.
Seguia-se depois a barraquinha do Lar Santa Maria Madalena da Santa Casa da Misericórdia. Estavam expostos alguns trabalhos feitos pelos utentes e um painel com fotografias onde se documentava a elaboração dos mesmos.
Seguiam-se depois três bancas com produtos da terra: pão, bolos, vinho, azeite, queijo, azeitonas e outras iguarias que fazem os sabores típicos de Freixiel e da região.
Terminava a exposição um conjunto de trabalhos do artesão Bruno Pires. Escultura, desenho, pintura, utilizando as mais variadas técnicas e os mais originais materiais. Da bela madeira de oliveira aos caroços de azeitona ou de cereja, tudo pode ser utilizado para criar uma obra de arte, desde que haja habilidade para executar a obra e paz de espírito para a apreciar.
Por varias vezes as brincadeiras foram interrompidas por fortes trombas de água acompanhadas por violentos trovões, mas ninguém arredou pé.
Foi depois das seis da tarde que se juntou um maior número de pessoas. A actuação dos ranchos folclóricos atraem sempre muita gente. Os habitantes de Freixiel gostam de acarinhar o seu rancho e, este ano, houve até a novidade da actuação de outro rancho, o Rancho Folclórico da Mãe d’Água – Bragança. Foram estes que deram início ao baile, com ritmos bastante animados que os jovens executantes dançaram com muita alegria. Os temas, alguns viras muito alegres, versavam também o trabalho no campo como o linho, ou antigas profissões como a tecedeira.
Chegou depois a vez do Rancho Folclórico de Freixiel, com as suas rápidas coreografias de roda cheias de energia e alegria. Nem as constantes falhas no sistema sonoro cortaram o ritmo, e, uma após outra, tivemos oportunidade de ver e ouvir as canções que habitualmente abrilhanto a actuação do rancho.
O Rancho Folclórico da Mãe d’ Água fez questão de animar a festa por mais algum tempo com o seu grupo de cantares e o público não se fez rogado e começou imediatamente a dançar. Prepararam-se as mesas e foi servido o lanche oferecido pela Junta de Freguesia a todos os presentes. Sardinha, fêveras, barriga de porco, churrasco, pão, vinho e outras bebidas fizeram esquecer as gotas da chuva que teimavam em querem acabar com a festa. Mas a vontade de dançar foi mais forte e a festa continuou com um animado arraial e com os assadores ainda em chamas, para reconfortar os mais resistentes que pretendiam levar a festa pela noite dentro.