No dia 14 de Novembro saí pela segunda vez à procura de cogumelos. Dirigi-me para uma zona de pinhal perto da barragem do Peneireiro, onde tinha encontrado alguns rocos na minha primeira saída. Durante uma hora quase não encontrei nada. Já se encontram poucos rocos e, os poucos que se vêem, já estão bastante adiantados e não vale a pena colhe-los. Ainda bem que sobram alguns. Não podemos esquecer que o que se apanha dos cogumelos é apenas uma pequena parte do organismo, ou seja, os corpos frutíferos que têm por função propagar os esporos. É importante não destruir os cogumelos que não apanhamos.
Passada mais de uma hora parti em direcção ao Seixo de Manhoses apenas com dois exemplares de cogumelo.
Fiz uma paragem num pinhal. Deixei a máquina fotográfica no carro e dei uma volta de reconhecimento. O meu entusiasmo aumentou quando vi, bastante escondida, a primeira sancha. Voltei ao carro rapidamente, pensando para mim: - Pode não dar para o almoço, mas vai dar uma bela fotografia.
Encontrei de seguida uma grande quantidade de sanchas, quase todas bastante grandes e alguns rocos. A certa altura cruzei-me com um casal de idosos que já traziam um cesto cheio, inclusive com alguns moncosos! Além de me facilitarem algumas fotografias, até me ofereceram os três moncosos mais bonitos! Acabei por ainda encontrar mais alguns.
Entusiasmei-me e só voltei para casa após a uma da tarde, depois de me telefonarem para lembrar o almoço. Procurar cogumelos é das actividades mais relaxantes e interessantes que conheço. Infelizmente, desse meu passatempo de criança (passatempo útil uma vez que os cogumelos tinham um papel importante na nossa alimentação nesta época do ano) pouco resta. Por isso, foi com grande entusiasmo que saboreei toda a manhã nesta actividade.
Voltei para casa com a quantidade suficiente para fazer um bom guisado. Os poucos rocos que trouxe acabaram por ir para o lixo. As sanchas estavam excelentes, tal como os moncosos.
Também touxe um roco, à parte, que me ofereceu dúvidas quanto à espécie. Como não encontrei ninguém com quem confirmar se era mesmo comestível ou não, acabou por ir também para o lixo.
Se tiver oportunidade, vou repetir a experiência. Talvez assim consiga fazer um pequeno levantamento fotográfico sobre cogumelos do concelho.
Variedade de que falo no texto:
Rocos (roques, fusos, frades) - Macrolepiota procera
Sanchas (setas) - Lactarius deliciosus
Moncosos - Boletus edulis
16 novembro 2009
11 novembro 2009
Amoras
As amoras são já uma recordação dos passeios de Verão. Esta fotografia foi tirada junto de um dos moinhos de água do ribeiro de Valtorno.
09 novembro 2009
Freguesia Mistério 33
Durante o mês de Outubro esteve em votação a Freguesia Mistério n.º 33. Participaram 15 pessoas, que distribuíram os votos da seguinte forma:
Candoso (2) 13%
Freixiel (1) 7%
Lodões (2) 13%
Nabo (7) 47%
Valtorno (1) 7%
Vilarinho das Azenhas (1) 7%
Vilas Boas (1) 7%
Mais uma vez a votação no Nabo se destacou, mas não era essa a freguesia em questão. O painel de azulejo que a fotografia documenta pode ser encontrado em Valtorno. Está no primeiro andar de uma casa abandonada e completamente em ruínas. Apresenta a curiosidade de ter um sulco escavado em volta do painel, o que demonstra claramente que alguém tentou arrancar os azulejos, não sei se os proprietários se outras pessoas. Como se nota no canto inferior direito, não foi possível descolar os azulejos, e, por isso, ainda lá continuam.
O enigma que já está disponível desde o dia 1 de Novembro representa um nicho. Sempre é mais visível do que um painel de azulejos numa casa em ruínas! O nicho é muito bonito, mas o vidro da porta está demasiado justo. Além de ser difícil tirar fotografias à imagem da Sagrada Família que está no interior, por vezes fica completamente embaciado com a humidade não se conseguindo ver nada.
Este nicho em granito está numa freguesia onde o granito não abunda.
Em que freguesia podemos encontrar este nicho?
Participe indicando o seu palpite na margem direita do Blogue - Freguesia Mistério n.º33.
Candoso (2) 13%
Freixiel (1) 7%
Lodões (2) 13%
Nabo (7) 47%
Valtorno (1) 7%
Vilarinho das Azenhas (1) 7%
Vilas Boas (1) 7%
Mais uma vez a votação no Nabo se destacou, mas não era essa a freguesia em questão. O painel de azulejo que a fotografia documenta pode ser encontrado em Valtorno. Está no primeiro andar de uma casa abandonada e completamente em ruínas. Apresenta a curiosidade de ter um sulco escavado em volta do painel, o que demonstra claramente que alguém tentou arrancar os azulejos, não sei se os proprietários se outras pessoas. Como se nota no canto inferior direito, não foi possível descolar os azulejos, e, por isso, ainda lá continuam.
O enigma que já está disponível desde o dia 1 de Novembro representa um nicho. Sempre é mais visível do que um painel de azulejos numa casa em ruínas! O nicho é muito bonito, mas o vidro da porta está demasiado justo. Além de ser difícil tirar fotografias à imagem da Sagrada Família que está no interior, por vezes fica completamente embaciado com a humidade não se conseguindo ver nada.Este nicho em granito está numa freguesia onde o granito não abunda.
Em que freguesia podemos encontrar este nicho?
Participe indicando o seu palpite na margem direita do Blogue - Freguesia Mistério n.º33.
06 novembro 2009
05 novembro 2009
Diospiros
No concelho de Vila Flor há alguma produção de diospiros, nomeadamente na vila onde há um pomar bastante extenso, com uma produção considerável, principalmente enquanto as geadas não têm efeitos.
A planta foi introduzida na Europa no séc. XVIII, vinda da China e do Japão. Também é conhecido por cáqui, caque ou dióspiro.
As árvores da família do diospiro são conhecidas por terem uma madeira muito dura como é o caso do ébano.
Encontrei algumas plantações de dispospiros nos arredores de Roios. As plantas ainda são jovens mas já estão carregadinhas de frutos. Foi aí que fiz algumas fotografias destes doces frutos.
A planta foi introduzida na Europa no séc. XVIII, vinda da China e do Japão. Também é conhecido por cáqui, caque ou dióspiro.
As árvores da família do diospiro são conhecidas por terem uma madeira muito dura como é o caso do ébano.
Encontrei algumas plantações de dispospiros nos arredores de Roios. As plantas ainda são jovens mas já estão carregadinhas de frutos. Foi aí que fiz algumas fotografias destes doces frutos.
03 novembro 2009
O Som das Musas
Todos os concertos vão ter lugar no Centro Cultural de Vila Flor.
02 novembro 2009
29 outubro 2009
Agonia solar
Hora de sombra e fim. A luz vermelha
Do sol exausto, é cinza na ramagem;
Os pulsos latejando, a fria aragem
É gelha, funda em perfil de velha.
No fluir dum riacho cor de telha,
Da tarde aérea, a subtil imagem
Derrama o pranto ardente da viagem
Que, por momentos, o seu vulto espelha.
Do Facho vem um anúncio de inquietude.
E o corpo harmonioso da virtude
Transmuta-se em arbusto de saudade...
E a hora, a treva, o vento, a água triste
É tudo o que, no mundo, sofre e existe
Sem ódio, sem revolta e sem vaidade!
Soneto de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
Do sol exausto, é cinza na ramagem;
Os pulsos latejando, a fria aragem
É gelha, funda em perfil de velha.
No fluir dum riacho cor de telha,
Da tarde aérea, a subtil imagem
Derrama o pranto ardente da viagem
Que, por momentos, o seu vulto espelha.
Do Facho vem um anúncio de inquietude.
E o corpo harmonioso da virtude
Transmuta-se em arbusto de saudade...
E a hora, a treva, o vento, a água triste
É tudo o que, no mundo, sofre e existe
Sem ódio, sem revolta e sem vaidade!
Soneto de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
27 outubro 2009
Cogumelos
Hoje aproveitei algum tempo livre para tentar a minha sorte na apanha de cogumelos. A apanha não foi significativa, 3 apenas, mas foi o suficiente para poder fazer algumas fotografias. Já há vários anos que espero poder fotografar e mostrar algumas variedades de cogumelos comestíveis do concelho, pode ser que este Outono se proporcione.
23 outubro 2009
As primeiras flores
Depois das primeiras chuvas começam a aparecer as primeiras flores do Outono. Nas capelas fui encontrar as merendeiras (Colchicum montanum) Flor do Mês em Setembro de 2008. Já há outras, mas são todas pequenas bolbosas que conseguiram armazenar reservas para agora poderem florir com a queda de apenas algumas gotas de água.
Durante esta semana choveu com alguma intensidade. Não é ainda suficiente para fazer correr as ribeiras ou engrossar os rios. Faz muito frio e espera-se que continue a chover.
Também já sonho encontrar cogumelos selvagens, já foram encontrados alguns exemplares.
Durante esta semana choveu com alguma intensidade. Não é ainda suficiente para fazer correr as ribeiras ou engrossar os rios. Faz muito frio e espera-se que continue a chover.
Também já sonho encontrar cogumelos selvagens, já foram encontrados alguns exemplares.
22 outubro 2009
Natureza Harmoniosa
Vagueio nos campos destas terras
Em jeito de... passeio,
Por estas encostas fartas
E rasos vales de natureza,
Que embelezam estas correntezas,
Espelham toda a bondade
De valados de... riqueza,
Cachos de saudade.
Trepo por estes caminhos pedestais
Que me provocam liberdade
Que procriam o meu voltar
Aqui rememoro a minha juventude
Nestas terras de arrebatar
De giestas de... ternura,
Das flores à verdura
Onde as urzes proclamam,
As estevas me chamam
Num convite irrecusável,
Entre fragas... admiráveis
Neste pedaço adoro o céu
Este sítio também é meu
Aqui abraço a natureza bela
Que vejo desta janela
Chamada Campo... meu paraíso,
Porque estas flores campestres
Que só em passeios pedestres
Me oferecem o que mais... preciso,
Paz... natureza... paz
Poema de Fernando Silva
Fotografia: Sobreiros em Vale Covo (Freixiel)
Em jeito de... passeio,
Por estas encostas fartas
E rasos vales de natureza,
Que embelezam estas correntezas,
Espelham toda a bondade
De valados de... riqueza,
Cachos de saudade.
Trepo por estes caminhos pedestais
Que me provocam liberdade
Que procriam o meu voltar
Aqui rememoro a minha juventude
Nestas terras de arrebatar
De giestas de... ternura,
Das flores à verdura
Onde as urzes proclamam,
As estevas me chamam
Num convite irrecusável,
Entre fragas... admiráveis
Neste pedaço adoro o céu
Este sítio também é meu
Aqui abraço a natureza bela
Que vejo desta janela
Chamada Campo... meu paraíso,
Porque estas flores campestres
Que só em passeios pedestres
Me oferecem o que mais... preciso,
Paz... natureza... paz
Poema de Fernando Silva
Fotografia: Sobreiros em Vale Covo (Freixiel)
20 outubro 2009
Caminhada pelo vale Covo
Fez ontem um mês que fiz uma caminhada memorável entre as freguesias de Candoso e Freixiel. Já várias vezes falei do vale escavado entra Candoso e Mogo de Malta, Vale Covo, e circulei pelas suas encostas, mas nunca o tinha explorado com calma, a pé. O percurso que estudei, com algum pormenor, partia de Candoso, percorria o vale até Freixiel e regressava a Candoso por outro caminho, percorrendo o cume das montanhas.
Fui de carro até Candoso: Deixei-o no fundo da aldeia, junto das alminhas, onde me pareceu melhor situado para o regresso.
Subi a rua principal até junto da igreja e parti em direcção ao poente pela rua do Malbarato. Pensei em subir à capela de Nossa Senhora da Assunção, mas não foi necessário. Assim que deixei as últimas casas da aldeia entrei, de repente, no coração das fragas decoradas aqui e além por frondosos sobreiros. Também havia alguns castanheiros e pequenas courelas com oliveiras bem cuidada.
Uma família de corvos vigiava-me dos fraguedos mais altos. Quando era criança aprendi a olhar estas aves com superstição, mas agora sei que os corvos são muito inteligentes e úteis. Vivem em grupos familiares constituídos por um casal e um ou dois filhos. Acompanharam-me dos céus durante grande parte da tarde, alternando entre as duas encostas do vale.
O caminho desce em zig-zag pela encosta de encontro ao centro vale. Concentrei a minha atenção nas árvores. Os sobreiros são excelentes sobreviventes! Nem os incêndios, nem a seca, muito menos o abandono conseguem matar estas árvores fantásticas, que apresentam uma impressionante verdura, quando o resto da vegetação agoniza pela falta de água. De onde em onde avistam-se antigos fornos de secar os figos. Aquele vale está cheio deles, tal como a Cabreira e a zona do Vieiro. Também encontrei algumas construções em ruínas.
Eram quase dezoito horas quando cheguei à “crica da vaca”. Para quem não sabe é uma nascente, em que a água “nasce” das rochas. Curiosamente ainda corria abundantemente! Repus as minhas reservas de água e rebusquei alguns bagos de uva nas vinhas recentemente vindimada. Estava praticamente a um terço do meu percurso e já as sombras cobriam parte do vale. Acelerei o passo até chegar à entrada de Freixiel, mais concretamente à forca. Durante alguns minutos saboreei a tranquilidade da aldeia, indiferente ao meu olhar. A luz chegava pela abertura por onde a ribeira da Cabreira se esgueira em direcção ao Tua.
Abandonei o local e parti a toda a pressa pelo caminho da Redonda que liga a Samões. A luz foi-se esvaindo e o céu cobrou-se de todas as cores que o fogo pode conter. A preocupação de andar o caminho não foi suficientemente forte para me fazer andar. Rendi-me ao colorido do horizonte e captei cada silhueta de sobreiro, cada rochedo dourado, cada sombra no caminho.
Só quando a noite caiu por completo parei de fotografar o por do sol. Faltavam-me sensivelmente 5 quilómetros para chegar a Candoso e tinha sério receio de me perder. A zona que percorria é muito, muito agreste. È um percurso íngreme e, talvez por isso, me orientei melhor. Quando encontrei um caminho meu conhecido sosseguei um pouco. Já tinha estado naquelas paragens no dia 18 de Julho de 2007 quando subi ao marco geodésico do Pelão.
O tempo rendia e não havia maneira de vislumbrar ao longe as luzes de Candoso! De repente, do meio da noite, surgiram algumas luzes. Cheguei à aldeia já depois das oito e meia da noite. Foi uma caminhada longa, mais de 12 quilómetros. Se demorei muito, foi porque gozei o tempo e me fartei de tirar fotografias. Este percurso é excelente, quem sabe vou repeti-lo noutra época do ano.
Percurso:
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