São sensivelmente duas da manhã e Vila Flor encontra-se coberta por um manto branco, de neve. Está muito frio. A neve tem caído com alguma intensidade, mas, às vezes é intercalada com a queda de chuva. Quando o dia clarear tanto podemos ter uma paisagem completamente branca, como a neve pode ter desaparecido com a chuva. Também é possível que haja muito gelo e que as estradas estejam intransitáveis.
11:00 - 21-Dez. Durante a noite formou-se uma camada de gelo em tudo que estava molhado. As plantas dobravam com o peso do gelo e parecia tudo vidrado.
Às nove da manhã o gelo tinha desaparecido. Penso que deve ter chovido bastante e a temperatura subido.
Durante a manhã tem chovido bastante e parece-me que todas as estradas estão circuláveis. Ainda se vê muita neve, mas está a derreter com a chuva que continua a cair.
21 dezembro 2009
16 dezembro 2009
Nevou em Vila Flor
Hoje fui surpreendido por um amanhecer diferente, havia muita neve em Vila Flor. Por várias razões, não tenho acompanhado as notícias, não estava a par das previsões do tempo, pelo que foi uma completa surpresa. Só me apercebi do que se passava quando saltei da cama para me preparar para ir para o trabalho. A visão que tenho da casa onde moro não é nada má, permite ter uma panorâmica da Vila. Foi assim como acordar sonhando!
Vesti-me à pressa, comi qualquer coisa, agarrei no equipamento fotográfico e, antes das nove, já eu andava pela parte antiga da Vila a fotografar alguns recantos, com medo que a neve derretesse de repente. Fui à escola, inteirar-me do que se passava. Estavam presentes apenas pouco mais de uma dezena de alunos, que se divertiam construindo um boneco de neve. Os autocarros dos transportes escolares não chegaram. Pelo que ouvi, alguns ainda partiram das aldeias, mas tiveram que dar meia volta e regressar ao local de partida.
Era muito difícil circular nas estradas. A neve estava bastante gelada, o que a tornava escorregadia e perigosa. Pelas 10 horas da manhã recomeçou a nevar com muita intensidade. Foi o sinal definitivo que o dia de trabalho estava perdido. Foi pena, porque até tinha bastantes coisas programadas, mas, paciência.
Regressei ao coração da vila para continuar o meu passeio. Não fui o único a registar tão bonito momento em fotografia. Havia outros "turistas" a "saborear" a neve e o dia sem trabalho.
À tarde não nevou, começou mesmo a chover.
A noite está fria e poucas amostras de neve persistem. Caem algumas gotas e o nevoeiro cobre toda a vila. Se a noite não arrefecer o suficiente para congelar as estradas, amanhã será possível circular sem problemas.
Vesti-me à pressa, comi qualquer coisa, agarrei no equipamento fotográfico e, antes das nove, já eu andava pela parte antiga da Vila a fotografar alguns recantos, com medo que a neve derretesse de repente. Fui à escola, inteirar-me do que se passava. Estavam presentes apenas pouco mais de uma dezena de alunos, que se divertiam construindo um boneco de neve. Os autocarros dos transportes escolares não chegaram. Pelo que ouvi, alguns ainda partiram das aldeias, mas tiveram que dar meia volta e regressar ao local de partida.
Era muito difícil circular nas estradas. A neve estava bastante gelada, o que a tornava escorregadia e perigosa. Pelas 10 horas da manhã recomeçou a nevar com muita intensidade. Foi o sinal definitivo que o dia de trabalho estava perdido. Foi pena, porque até tinha bastantes coisas programadas, mas, paciência.
Regressei ao coração da vila para continuar o meu passeio. Não fui o único a registar tão bonito momento em fotografia. Havia outros "turistas" a "saborear" a neve e o dia sem trabalho.
À tarde não nevou, começou mesmo a chover.
A noite está fria e poucas amostras de neve persistem. Caem algumas gotas e o nevoeiro cobre toda a vila. Se a noite não arrefecer o suficiente para congelar as estradas, amanhã será possível circular sem problemas.
Noite de fados - 19 de Dezembro
No dia 19 de Dezembro, pelas 19 horas vai ter lugar no Centro Cultural de Vila Flor, uma grande noite de fados, com Cidália Moreira.
15 dezembro 2009
14 dezembro 2009
No coração do nevoeiro
Quanta magia se descobre no coração do nevoeiro! Um longo passeio pelo Parque de Campismo de Vila Proporcionou-me momentos mágicos, como este.
08 dezembro 2009
Concurso de Montras e Presépios e Gala de Cantar dos Reis
À semelhança dos anos anteriores a Câmara Municipal de Vila Flor vai organizar, também este ano, um Concurso de Montras e Presépios e a gala de Cantar dos Reis.
Para o concurso de Montras e Presépios é necessário proceder à inscrição até ao dia 22 de Dezembro. Podem concorrer qualquer casa comercial (nas montras) e
Freguesias, Escolas, Associações/instituições, Grupo de pessoas (rua, bairros) do Concelho. Os presépios têm que estar obrigatoriamente no exterior dos edifícios.
No ano passado o 1.º prémio valia 120€ e o 5.º, 50€
Concurso de Montras e Presépios, em 2008
A gala de Cantar os Reis aberto a todas as instituições do concelho tem sido muito concorrida. O acontecimento terá lugar no Centro Cultural de Vila Flor, dia 10 de Janeiro (Domingo), às 14h30m.
Estive presente nesta gala, nos últimos anos e as reportagens continuam por aqui, no blogue.
2009
Para o concurso de Montras e Presépios é necessário proceder à inscrição até ao dia 22 de Dezembro. Podem concorrer qualquer casa comercial (nas montras) e
Freguesias, Escolas, Associações/instituições, Grupo de pessoas (rua, bairros) do Concelho. Os presépios têm que estar obrigatoriamente no exterior dos edifícios.
No ano passado o 1.º prémio valia 120€ e o 5.º, 50€
Concurso de Montras e Presépios, em 2008
A gala de Cantar os Reis aberto a todas as instituições do concelho tem sido muito concorrida. O acontecimento terá lugar no Centro Cultural de Vila Flor, dia 10 de Janeiro (Domingo), às 14h30m.
Estive presente nesta gala, nos últimos anos e as reportagens continuam por aqui, no blogue.
2009
- Gala Cantar dos Reis 2009 (1)
- Gala Cantar dos Reis 2009 (2)
- Gala Cantar dos Reis 2009 (3)
- Gala Cantar dos Reis 2009 (4)
- Gala Cantar dos Reis 2009 (5)
- Gala Cantar dos Reis 2009 (6)
- Gala Cantar dos Reis 2009 (7)
- Gala Cantar os Reis (1)
- Gala Cantar os Reis (2)
- Gala Cantar os Reis (3)
- Gala Cantar os Reis (4)
- Gala Cantar os Reis (5)
- Gala Cantar os Reis (6)
07 dezembro 2009
Medronhos
Medronhos fotografados perto do Arco. Os medronheiros estão cobertos de flores e frutos maduros. Além de serem um lindo espectáculo para o olhar são também um alimento excelente para as aves que deles se alimentam.
04 dezembro 2009
Súplica
Manda-me um grão, um só, da terra querida
Tatuada de voos de narcejas.
Meneios de pinheiros e carquejas.
Algo que tenha ritmos de vida.
Não esqueças o bálsamo da ferida
Que ainda me lacera. E as cerejas,
Em folhas de videira, em que tu estejas
Mesmo em cor e aroma resumida...
E um copo de resina e os dedos
- Os mais hábeis no jogo das sementes -
Afeitos à tormenta, à dor, aos medos.
Manda-me o que puderes e me desperte
Para um novo incêndio de poentes
Que com a minha terra me concerte!
Poema de João de Sá, Vila à Flor dos Montes, 2008.
Fotografia: Vila Flor, do alto da serra.
Tatuada de voos de narcejas.
Meneios de pinheiros e carquejas.
Algo que tenha ritmos de vida.
Não esqueças o bálsamo da ferida
Que ainda me lacera. E as cerejas,
Em folhas de videira, em que tu estejas
Mesmo em cor e aroma resumida...
E um copo de resina e os dedos
- Os mais hábeis no jogo das sementes -
Afeitos à tormenta, à dor, aos medos.
Manda-me o que puderes e me desperte
Para um novo incêndio de poentes
Que com a minha terra me concerte!
Poema de João de Sá, Vila à Flor dos Montes, 2008.
Fotografia: Vila Flor, do alto da serra.
29 novembro 2009
Cogumelos (3)
No Sábado saí em direcção a Benlhevai à procura de um fungo muito especial no tronco dos velhos castanheiros. Não encontrei o dito fungo, conhecido pelos nomes de Vaquinhas ou Línguas de Vaca, mas tirei algumas belas fotografias aos castanheiros e apanhei uma boa quantidade de Sanchas ou Pinheiras. Já integraram o meu almoço de hoje, mas guardei algumas em fotografia para poder mostrar.
28 novembro 2009
Flor do Mês - Outubro de 2009
Estamos praticamente no final de Novembro e eu ainda não seleccionei a flor para representar o mês de Outubro. A minha escolha recaiu mais uma vez numa pequena flor, pouco vistosa mas que quase toda a gente conhece o nome: açafrão.
O açafrão é uma planta bolbosa, da família das Iridáceas, da qual se extrai o uma especiaria tão apreciada como cara. Para a obtenção de um quilo de açafrão são necessárias mais de 100 mil flores das quais apenas se aproveita os estigmas e estiletes.
Esta flor, de cores e aromas tão delicados, tinha que habitar este concelho que é Flor. É endémica em toda a Península Ibérica. A espécie que pode ser encontrada em flor, um pouco por todo o concelho, durante os meses de Outono é a Crocus sativus que eu tenho visto na beira dos caminhos, na bordadura de alguns lameiros ou bosques.
As fotografias foram obtidas em Roios a 17 de Outubro de 2009.
O açafrão é uma planta bolbosa, da família das Iridáceas, da qual se extrai o uma especiaria tão apreciada como cara. Para a obtenção de um quilo de açafrão são necessárias mais de 100 mil flores das quais apenas se aproveita os estigmas e estiletes.
Esta flor, de cores e aromas tão delicados, tinha que habitar este concelho que é Flor. É endémica em toda a Península Ibérica. A espécie que pode ser encontrada em flor, um pouco por todo o concelho, durante os meses de Outono é a Crocus sativus que eu tenho visto na beira dos caminhos, na bordadura de alguns lameiros ou bosques.
As fotografias foram obtidas em Roios a 17 de Outubro de 2009.
26 novembro 2009
Alminhas, Padrões de Portugal Cristão
Encontrei no museu Berta Cabral, em Vila Flor, um pequeno livro de 1955, escrito por P.e Francisco de Babo, “Alminhas” Padrões de Portugal Cristão, (3.ª edição). Interessei-me imediatamente, pois há muito tempo que não lia nada sobre o tema Alminhas que, em tempos, comecei a publicar no Blogue. O livro não correspondeu às minhas expectativas. É basicamente um incentivo à construção e recuperação das alminhas mas permite saber qual o espírito da época a respeito deste peculiar devoção do purgatório. Este culto das alminhas faz pleno sentido em conjugação com outros rituais como o Dia dos Fieis Defuntos, as missas do de saimento e sétimo dia. Também existiu em grande parte das paróquias a confraria das Almas, ainda subsistindo algumas pelo país.
A respeito das Alminhas, diz:
Em 1955 o Ministro das Obras Públicas determina que a Junta Autónoma das Estradas promovesse a conservação dos nichos existentes junto às estradas nacionais em conjunto com a reparação destas. A conservação das restantes competia às Autarquias Locais e Juntas Fabriqueiras, podendo o estado comparticipar através do Fundo de Desemprego.
1.ª Fotografia - Alminhas junto à estrado do Seixo de Manhoses.
2.ª Fotografia - Alminhas em Lodões.
3.º Fotografia - Alminhas na base de um cruzeiro em Vilas Boas.
A respeito das Alminhas, diz:
“Eram estas, em tempos que foram, nota benta e espiritual da paisagem e polvilhavam o solo de Portugal de lés a lés, postadas humildemente à beira dos caminhos das aldeias, vilas e povoados, gritando de contínuo aquelas labaredas vermelhas rusticamente pintadas, no contraste do verde, do escuro ou do branco ambiente.As alminhas lembravam aos vivos o purgatório, mas destinavam-se também à recolha de esmolas, com as quais se celebravam missas pelas almas. Os mealheiros da altura ou eram metálicos de madeira ou de barro, sendo necessário parti-los para retirar as dádivas.
E as almas simples dos que passavam, com fé viva e alma amiserada a crepitar no peito, rezavam baixo um pai-nosso e uma ave-maria, parando a contemplar a Senhora meiga do Carmo ou do Alívio, e as chamas ardentes e rubras onde as almas se esbraseavam em sofrimento e dor. Tiravam do bolso ou da algibeira, quase desprovida, pequeninas moedas da sua penúria, óbulo da viúva precioso e rico dos olhos de Deus e lançavam-no pela greta da caixinha de ferro ou da soleira furada de granito, adrede ali dispostas.
E, ao cabo, de tantos grãozinhos se faria o pão gostoso para a fome, quero dizer, as pequeninas oferendas haviam de juntar-se e converter-se, os pequeninos sacrifícios, na riqueza imensa do Santo Sacrifício do Altar, grandioso sufrágio das pobres Detidas e individadas. Serão o seu resgate do cárcere do Fogo”.
“Que belos que são e como pincelam a paisagem esses nichos esparsos por aldeias, vilas e cidades, de Norte a Sul do país, à beira de caminhos, estradas, ruas e praças!Percebe-se ao longo de todo o livro um forte apelo à construção de nichos, cruzeiros e disseminação de mealheiros. Um grande movimento nacional para que em cada aldeia, em cada bairro, o solo seja sacralizado com a presença de “Alminhas”. O movimento tem tal poder que começam a ser enviados painéis para a construção de alminhas noutros pontos do antigo império.
Quantos deles esperam alma pia e carinhosa para uma restauração em forma, avivando-lhes a pintura ou substituindo-a por um painel azulejado, limpando-lhes o rebordo de pedra ou reaformoseando-lhes a arquitectura! Quanta vez será necessário dar maior solidez à caixa das esmolas embutida na base imunizando-a da cupidez sacrílega de vulgares ratoneiros! Mas a frequente inspecção e recolha das esmolas ali acumuladas será sempre de recomendar às pessoas encarregadas de velar por tão santa tarefa e a maneira mais eficaz de evitar furtos do sagrado pecúlio.”
Em 1955 o Ministro das Obras Públicas determina que a Junta Autónoma das Estradas promovesse a conservação dos nichos existentes junto às estradas nacionais em conjunto com a reparação destas. A conservação das restantes competia às Autarquias Locais e Juntas Fabriqueiras, podendo o estado comparticipar através do Fundo de Desemprego.
1.ª Fotografia - Alminhas junto à estrado do Seixo de Manhoses.
2.ª Fotografia - Alminhas em Lodões.
3.º Fotografia - Alminhas na base de um cruzeiro em Vilas Boas.
17 novembro 2009
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