28 abril 2010
Recordando - Semana Santa (I)
Procissão "Via Crucis", com os momentos mais marcantes da paixão de Jesus, que se realizou no dia 28 de Março de 2010.
25 abril 2010
23 abril 2010
1.º Centenário da Vida e Obra do Sr. Reitor de Sampaio
Pe. José Tibúrcio de Azevedo - Nasceu em Sampaio, na Vilariça, em 1829. E Lá repousa, na Igreja Matriz, desde 1909. Não foi possível apurar a data da sua ordenação. Mas, em Janeiro de 1859, foi nomeado pároco recomendado da sua terra natal e, provavelmente, de Lodões e de Roios. Passa mais tarde a Reitor, o “Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr”, sendo referenciado no Discorsi Del Sommo Pontefice Pio IX , por II Pius, datado de 1878, como «utile dare i nomi nell´idioma originale di questo primo importante pellegrinaggio portoghese: P. José Tiburcio de Azevedo, Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr…» assim se mantendo até à sua morte.
O Sr. Reitor nada escreveu sobre si mesmo. Também não consta que outros o tenham feito. Deixou, contudo, memória na tradição oral. Com os testemunhos recolhidos, quase todos em segunda e terceira mão, foi possível reconstituir o perfil humano e sacerdotal desse homem de Deus. Bem cedo a sua acção pastoral ultrapassou os limites geográficos da paróquia. Não que fosse ele a transpô-los. Mas porque, de perto e de longe, as pessoas vinham ter com ele para se aconselharem e confessarem os seus pecados. Bem pode dizer-se que foi o guia espiritual da Vilariça. O seu grande carisma parece ter sido o ministério da Direcção Espiritual que exige muita disponibilidade de tempo, grande capacidade de escuta e muita gratuitidade a vários níveis. O primeiro centenário da sua morte, que ocorre neste ano de 2009, e o Ano Sacerdotal inaugurado por Bento XVI em Junho passado são duas oportunidades a não perder para reavivar a memória daquele que, dalgum modo, e salvas as devidas distâncias, foi Cura d´Ars da Vilariça.
O Sr. Reitor foi certamente mais moderado nos jejuns e penitências que o patrono do Ano Sacerdotal. O seu nome nunca ultrapassou o Vale da Vilariça nem na vida nem na morte. Também nunca será santo de altar. Mas pela sua espiritualidade enraizada na Cruz e nos Corações de Jesus e Maria, pela sua solicitude para com todos os que vinham ter com ele e pelo sentido de rectidão e justiça, o seu nome, está, sem dúvida, inscrito no calendário dos santos anónimos com solenidade anual no 1º de Novembro.
O maior testemunho da sua vida foi e é a Cruz implantada no cume alcantilado do Cabeço de São Pedro. Este monte, visível de toda a Vilariça, delimita os termos de Sampaio, de Lodões e de Roios.
Para os Vilariços, o Monte da Santa Cruz é um lugar mítico, histórico e santo. Mítico porque ele guarda nas profundezas das suas entranhas, os mitos e lendas de todo o Vale; histórico porque foi castro romano cujos vestígios foram estudados pelo Dr. Santos Júnior, da Universidade do Porto; e santo desde que no seu cume foi implantada a Santa Cruz. O Dr. Santos Júnior, no seu estudo publicado, O Castro de Sampaio, (e também de Lodões), alude, juntamente com a tradição, às peregrinações do três de Maio em que a Liturgia celebrava então a Invenção da Santa Cruz.
Com o peso dos anos, a Cruz, que é de zimbro, está hoje ligeiramente inclinada como a Torre de Pisa. Mas, como não goza da sua celebridade, vai tombar mais dia menos dia. Implantada há cerca de 130 anos, é quase por milagre que ela ainda se mantém de pé. Permitirá a Fé e o brio dos Vilariços que se apague este sinal de Esperança em boa hora ali implantado? Guardar religiosamente a velha cruz como preciosa relíquia e implantar uma nova de matéria mais sólida seria a melhor maneira de celebrar o primeiro centenário da morte do Sr. Reitor e o Ano Santo Sacerdotal. Já nem se fala em valorizar culturalmente o lugar. Quem se atreve a subir lá fica pura e simplesmente deslumbrado.
Texto elaborado pelo Pe. Joaquim Leite
18 abril 2010
Caminhada pelo termo de Samões
O Inverno foi rigoroso e a Primavera continua a não nos deixar saborear tranquilamente o Sol, mas, ao longo dos últimos meses tenho feito alguns passeios que têm passado quase despercebidos no Blogue.
No dia 6 de Fevereiro, Sábado fiz uma caminhada no termo de Samões. A minha escolha por esta área destinava-se a verificar se as amendoeiras já se encontravam floridas, mas ainda era demasiado cedo.
Saí de Vila Flor pelo caminho que conduz a Samões. A tarde estava fria e o céu nublado, não permitindo muitas hipóteses para fotografias. Deixei a aldeia seguindo pelo caminho (antiga estrada) que leva a Freixiel. Depois de abandonar das últimas casas desisti do caminho e segui ao acaso pelos lameiros, fotografando as primeiras flores que já despontavam aqui e além. Foi mesmo o curso de água que cativou a minha atenção durante quase todo o percurso. Infelizmente pude verificar que, não poucas vezes, os esgotos de Samões rompem-se e descem ribeira abaixo, contaminando tudo.
Deixei de me preocupar com os caminhos e segui, às vezes facilmente, outras com mais dificuldade, o curso da ribeira. Já depois de ultrapassar a zona de maior declive, onde há algumas pequenas cascatas interessantes, um novo curso de água vindo do Vale Carneiro, vem engrossar o caudal. Esta zona, conhecida por Borralho, é onde tenho encontrado formações rochosas mais interessantes, do género da que existe próximo do Vieiro e que é bastante conhecida. São grandes rochas graníticas completamente escavadas na sua zona inferior com dezenas de covas, umas maiores outras menores.
A ribeira, de que não sei o nome, desagua noutra que se inicia em Carvalho de Egas com o nome de Ribeira do Vimeiro, dando origem à Ribeira da Redonda que segue em direcção a Freixiel.
O lugar das Olgas é um dos pontos onde já passei mais vezes, quer de bicicleta, quer a pé. Aqui confluem alguns caminhos vindos de Carvalho de Egas, Candoso, Freixiel e Samões. Quando a chuva é abundante, como este ano, há alguns regatos que mesmo sem receberem o nome de ribeiras se precipitam pela encosta, vindos dos lados de Candoso, formando longas cascatas.
Foi neste ponto que decidi começar a fazer o meu caminho de regresso. Subi ligeiramente a encosta em direcção a Candoso, flectindo depois para Sul em direcção ao Barreiro, entre Samões e Carvalho de Egas. Já sem luz para mais fotografias, passei Samões e cheguei às portas de Vila Flor, pelo Marco, já noite cerrada. Felizmente não choveu, mas a tarde esteve sempre muito cinzenta, não me deixando saborear completamente a beleza dos locais por onde passei.
No dia 6 de Fevereiro, Sábado fiz uma caminhada no termo de Samões. A minha escolha por esta área destinava-se a verificar se as amendoeiras já se encontravam floridas, mas ainda era demasiado cedo.
Saí de Vila Flor pelo caminho que conduz a Samões. A tarde estava fria e o céu nublado, não permitindo muitas hipóteses para fotografias. Deixei a aldeia seguindo pelo caminho (antiga estrada) que leva a Freixiel. Depois de abandonar das últimas casas desisti do caminho e segui ao acaso pelos lameiros, fotografando as primeiras flores que já despontavam aqui e além. Foi mesmo o curso de água que cativou a minha atenção durante quase todo o percurso. Infelizmente pude verificar que, não poucas vezes, os esgotos de Samões rompem-se e descem ribeira abaixo, contaminando tudo.
Deixei de me preocupar com os caminhos e segui, às vezes facilmente, outras com mais dificuldade, o curso da ribeira. Já depois de ultrapassar a zona de maior declive, onde há algumas pequenas cascatas interessantes, um novo curso de água vindo do Vale Carneiro, vem engrossar o caudal. Esta zona, conhecida por Borralho, é onde tenho encontrado formações rochosas mais interessantes, do género da que existe próximo do Vieiro e que é bastante conhecida. São grandes rochas graníticas completamente escavadas na sua zona inferior com dezenas de covas, umas maiores outras menores.
A ribeira, de que não sei o nome, desagua noutra que se inicia em Carvalho de Egas com o nome de Ribeira do Vimeiro, dando origem à Ribeira da Redonda que segue em direcção a Freixiel.
O lugar das Olgas é um dos pontos onde já passei mais vezes, quer de bicicleta, quer a pé. Aqui confluem alguns caminhos vindos de Carvalho de Egas, Candoso, Freixiel e Samões. Quando a chuva é abundante, como este ano, há alguns regatos que mesmo sem receberem o nome de ribeiras se precipitam pela encosta, vindos dos lados de Candoso, formando longas cascatas.
Foi neste ponto que decidi começar a fazer o meu caminho de regresso. Subi ligeiramente a encosta em direcção a Candoso, flectindo depois para Sul em direcção ao Barreiro, entre Samões e Carvalho de Egas. Já sem luz para mais fotografias, passei Samões e cheguei às portas de Vila Flor, pelo Marco, já noite cerrada. Felizmente não choveu, mas a tarde esteve sempre muito cinzenta, não me deixando saborear completamente a beleza dos locais por onde passei.
11 abril 2010
Gota de Vida
Uma gota de amor
Termina o sofrimento
Dessa tão enorme dor
Finaliza o lamento
Um coração a bater
Por outro que sabe gostar
Bate mais se reconhecer
Aquele que o sabe amar
Amar é vida por vida
A vida gosta de amar
E sem contrapartida
O maior gesto da vida
Dar vida a quem necessitar
Numa gota tão sentida
Poema de Fernando Silva
Fotografia: flores numa seara próximo da Fonte do Olmo, em Vila Flor.
Termina o sofrimento
Dessa tão enorme dor
Finaliza o lamento
Um coração a bater
Por outro que sabe gostar
Bate mais se reconhecer
Aquele que o sabe amar
Amar é vida por vida
A vida gosta de amar
E sem contrapartida
O maior gesto da vida
Dar vida a quem necessitar
Numa gota tão sentida
Poema de Fernando Silva
Fotografia: flores numa seara próximo da Fonte do Olmo, em Vila Flor.
09 abril 2010
Medula: a fábrica da vida
Está patente durante todo o mês de Abril, na galeria de exposições do Centro Cultural, em Vila Flor, a exposição Medula: a fábrica da vida.
Trata-se de uma exposição itinerante constituída por 99 Painéis de Azulejos de realizados em escolas de todo o país,do 1º ciclo ao 12º Ano. Teve por base uma iniciativa dirigida aos mais novos, sensibilizando-os para as Ciências da Vida e, em particular, pela Leucemia e pela importância da doação de medula óssea.
"A Vida é Começo e Fim, mas é sobretudo um Caminho e a forma como vamos nesse Caminho depende de cada um de nós. As crianças podem aprender que a forma como elas atravessam a Vida depende delas. Com outros seres humanos, ajudando e sendo ajudado, elas podem atravessar a Vida dando um pouco delas próprias e produzindo efeitos fantásticos nos seus semelhantes.
A Verdade da Vida é que nós podemos mudá-la, para o Bem e para o Mal, para a Saúde e para a Doença. A Verdade é que muitas pessoas sofrendo de leucemia no mundo precisam de ajuda e as pessoas saudáveis podem salvá-las registando-se como dadores de medula Óssea e dando as Unidades de Sangue do Cordão Umbilical ao nascer, para os Bancos Públicos de Sangue do Cordão Umbilical."
Quem estiver interessado em saber mais sobre esta iniciativa pode consultar este livro em PDF.
Trata-se de uma exposição itinerante constituída por 99 Painéis de Azulejos de realizados em escolas de todo o país,do 1º ciclo ao 12º Ano. Teve por base uma iniciativa dirigida aos mais novos, sensibilizando-os para as Ciências da Vida e, em particular, pela Leucemia e pela importância da doação de medula óssea.
"A Vida é Começo e Fim, mas é sobretudo um Caminho e a forma como vamos nesse Caminho depende de cada um de nós. As crianças podem aprender que a forma como elas atravessam a Vida depende delas. Com outros seres humanos, ajudando e sendo ajudado, elas podem atravessar a Vida dando um pouco delas próprias e produzindo efeitos fantásticos nos seus semelhantes.
A Verdade da Vida é que nós podemos mudá-la, para o Bem e para o Mal, para a Saúde e para a Doença. A Verdade é que muitas pessoas sofrendo de leucemia no mundo precisam de ajuda e as pessoas saudáveis podem salvá-las registando-se como dadores de medula Óssea e dando as Unidades de Sangue do Cordão Umbilical ao nascer, para os Bancos Públicos de Sangue do Cordão Umbilical."
Quem estiver interessado em saber mais sobre esta iniciativa pode consultar este livro em PDF.
Ao contrário do que estava previsto, a esta exposição terminou no dia 18 de Abril, pelo que não pode ser mais visitada, em Vila Flor.
29 março 2010
No Calvário
Endoenças 5 - No Calvário
Meu ombro ampare a Tua Fronte exangue.
Possa sarar a Chaga do Teu Lado.
E fique em minhas mãos depositado,
Da Agonia, o Teu suor de sangue!
Eu sei que não sou digno. No exílio,
Do Reino só se avistam os sinais:
Uma luz ténue, um som e pouco mais.
Mas, entre nós, não há nenhum dissídio!
Falo-Te, aqui, de homem para Homem,
Não de homem para Deus, como quem sabe
Que a Tua Palavra persuade
Mesmo sem ascenderes a outra Ordem!
Não temo, junto a Ti, Morte e Paixão.
Reserva-me a cruz do Bom Ladrão!
Poema de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996
Fotografia: Vila Flor; Via Crucis, 28-03-2010
Meu ombro ampare a Tua Fronte exangue.
Possa sarar a Chaga do Teu Lado.
E fique em minhas mãos depositado,
Da Agonia, o Teu suor de sangue!
Eu sei que não sou digno. No exílio,
Do Reino só se avistam os sinais:
Uma luz ténue, um som e pouco mais.
Mas, entre nós, não há nenhum dissídio!
Falo-Te, aqui, de homem para Homem,
Não de homem para Deus, como quem sabe
Que a Tua Palavra persuade
Mesmo sem ascenderes a outra Ordem!
Não temo, junto a Ti, Morte e Paixão.
Reserva-me a cruz do Bom Ladrão!
Poema de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996
Fotografia: Vila Flor; Via Crucis, 28-03-2010
28 março 2010
Semana Santa - Via Crucis
Iniciou-se hoje, Domingo de Ramos, a Semana Santa que é sempre uma ocasião marcante na vida de Vila Flor. Em todas as ruas há decoração alusiva à Páscoa e realizar-se-ão um conjunto de actividades que culminarão na Procissão Pascal e Visita Pascal, já no Domingo de Páscoa.
Hoje realizou-se a "Via Crucis" que significa caminho da cruz, com os momentos mais marcantes da paixão de Jesus.
Um dos momentos altos aconteceu em frente ao edifício dos Passos do Concelho, num cenário previamente preparado. Foram momentos de muita emoção que se reflectiram nos rostos de muitas pessoas que ali estiveram e que acompanharam a procissão. Foram representadas cenas da paixão, incluindo a crucificação e a ressurreição num ambiente de som, luz e cor de cortar a respiração.
Hoje realizou-se a "Via Crucis" que significa caminho da cruz, com os momentos mais marcantes da paixão de Jesus.
Um dos momentos altos aconteceu em frente ao edifício dos Passos do Concelho, num cenário previamente preparado. Foram momentos de muita emoção que se reflectiram nos rostos de muitas pessoas que ali estiveram e que acompanharam a procissão. Foram representadas cenas da paixão, incluindo a crucificação e a ressurreição num ambiente de som, luz e cor de cortar a respiração.
26 março 2010
A árvore do centenário
Há mais de 100 anos que a "Festa da Árvore" se encontra associada aos ideais e valores republicanos, principalmente nos primeiros anos da I República. Actualmente a designação evoluiu para o Dia Mundial da Floresta mas esta ligação à república foi-se mantendo mais ou menos acesa.
Em 2010 celebra-se o centenário da Implantação da República. É neste contexto que que se recuperou a ideia original da "Festa da Árvore" para no dia 21 de Março, Dia Mundial da Floresta se proceder à plantação de uma árvore que simbolicamente se denominou Árvore do Centenário. A cerimónia oficial aconteceu, sem coincidência, na Praça da República, espaço emblemático da vila, cheio de beleza e de história. Estiveram presentes os representantes do poder local e uma turma de alunos de Escola EB2,3/S de Vila Flor porque esta actividade foi também promovida pelo Ministério da Educação.
Eu estive a trabalhar, mas ainda cheguei a tempo de tirar algumas fotografias quando os funcionários da autarquia procediam aos arranjos finais.
A árvore escolhida foi um carvalho americano (Quercus rubra), já com algum porte, que com certeza nos vai maravilhar com as tonalidades de folhas de vermelho vivo, quando chegar a altura própria. Tenho-me deslocado algumas vezes à barragem de Fontelonga, concelho de Carrazeda de Ansiães, para fotografar estas árvores no Outono. A escolha poderia ter recaído numa espécie autóctone, mas no lugar do carvalho estava um hibisco, símbolo de paraísos tropicais.
Também nas escolas se realizaram actividades relacionadas com o Dia Mundial da Florestas, nalgumas na sexta-feira, noutras na segunda-feira, embora sem a pompa que este Festa da Árvore já teve noutras alturas.
Em 2010 celebra-se o centenário da Implantação da República. É neste contexto que que se recuperou a ideia original da "Festa da Árvore" para no dia 21 de Março, Dia Mundial da Floresta se proceder à plantação de uma árvore que simbolicamente se denominou Árvore do Centenário. A cerimónia oficial aconteceu, sem coincidência, na Praça da República, espaço emblemático da vila, cheio de beleza e de história. Estiveram presentes os representantes do poder local e uma turma de alunos de Escola EB2,3/S de Vila Flor porque esta actividade foi também promovida pelo Ministério da Educação.Eu estive a trabalhar, mas ainda cheguei a tempo de tirar algumas fotografias quando os funcionários da autarquia procediam aos arranjos finais.
A árvore escolhida foi um carvalho americano (Quercus rubra), já com algum porte, que com certeza nos vai maravilhar com as tonalidades de folhas de vermelho vivo, quando chegar a altura própria. Tenho-me deslocado algumas vezes à barragem de Fontelonga, concelho de Carrazeda de Ansiães, para fotografar estas árvores no Outono. A escolha poderia ter recaído numa espécie autóctone, mas no lugar do carvalho estava um hibisco, símbolo de paraísos tropicais.
Também nas escolas se realizaram actividades relacionadas com o Dia Mundial da Florestas, nalgumas na sexta-feira, noutras na segunda-feira, embora sem a pompa que este Festa da Árvore já teve noutras alturas.
25 março 2010
V Rota da Liberdade, em BTT
O Clube de Ciclismo de Vila Flor vai, daqui a exactamente um mês realizar a V Rota da Liberdade em BTT. Este acontecimento desportivo já se tornou numa importante forma de promover o concelho, uma vez que atrai atletas de muitos pontos do pais. Todos os anos a organização se esmera para proporcionar as melhores condições de acolhimento mais também não descura a selecção de percursos todos os anos diferentes proporcionando um conhecimento dos contraste que compõem o nosso concelho. Este ano não será excepção.
Há três provas com duração e graus de dificuldades diferentes mas também um percurso pedestre, para acompanhantes dos ciclistas ou outros que se queiram escrever.
Há três provas com duração e graus de dificuldades diferentes mas também um percurso pedestre, para acompanhantes dos ciclistas ou outros que se queiram escrever.
- VI Rota da Liberdade (2009)
- III Rota da Liberdade (2008)
- II Rota da Liberdade (2007)
22 março 2010
Limpar Portugal - Vila Flor (2)
No dia 20 de Março, tal como no resto do país, também em Vila Flor se juntou um grupo de voluntários com o objectivo de limpar as lixeiras clandestinas espalhadas um pouco por todo o concelho. Foi feita uma campanha de angariação de voluntários junto dos jovens, foram contactadas todas as juntas de freguesia do concelho e algumas instituições.
As lixeiras clandestinas foram previamente localizadas, georreferenciadas e caracterizadas. Sem se tratar de um trabalho exaustivo, recorrendo à experiência de alguns atletas do clube de BBT de Vila Flor, foram registadas num espaço criado para o efeito na Internet, cerca de 40 lixeiras.
O dia 20 amanheceu cinzento e chuvoso. Longe da ideia de dormir mais algumas horitas na manhã fria, um grupo de voluntários juntou-se junto à Câmara Municipal e partiu em direcção a Valtorno.
O frio da manhã foi esquecido rapidamente quando se “enfrentou” a primeira lixeira. O grupo dividiu-se e começou a limpeza numa área situada entre Valtorno e o santuário de Santa Cecília, pertencente a Seixo de Manhoses. Os colchões, os sofás, as garrafas, as sanitas eram tantas que rapidamente se encheram as duas viaturas de carga disponíveis. Miúdos e graúdos trabalharam com o mesmo entusiasmo, tomados pela surpresa do espectáculo deplorável que lhes surgiu à frente.
Perto do meio-dia veio a primeira chuvada. Primeiro só algumas gotas, mas logo se seguiram vagas de chuva bastante intensa. Com pena, foram encerrados os trabalhos do período da manhã. Ficou tudo em aberto para a tarde, dependendo do estado do tempo.
Pelas duas da tarde o grupo juntou-se de novo em frente à Câmara Municipal. Havia algumas desistências, mas novos voluntários se juntaram, criando grandes expectativas para o período da tarde.
O grupo dividiu-se, seguindo alguns para Valtorno, para continuarem a tarefa que tinha ficado incompleta e outros para a zona “detrás da serra” na encosta para Roios, onde tinham sido também referenciadas duas lixeiras.
Toda a tarde foi de intensa actividade (felizmente sem chuva), de tal forma que ninguém se lembrou da hora para que estava previsto o termo dos trabalhos, às dezasseis horas. Por telemóvel combinavam-se as descargas no Ecocentro, para conseguir que o mesmo grupo pudesse descarregar e separar os resíduos vindos de diferentes locais. Ninguém mostrou cansaço.
Já perto das dezoito horas os dois grupos reuniram-se numa lixeira próximo da Barragem Camilo Mendonça, já no termo de Seixo de Manhoses. Terminada a tarefa, houve um momento de relaxamento e tiraram-se algumas fotografias para mais tarde recordar. A felicidade estampada nos rostos de todos foi o melhor pagamento que cada um recebeu.
À semelhança do que se passou em Vila Flor, também noutras freguesias se juntaram grupos que limparam espaços indicados pelos respectivos presidentes de junta. Assim aconteceu em Candoso, Trindade (e Valbom), Vale Frechoso e Vilas Boas. Em Valtorno, a limpeza aconteceu no dia 14, por indisponibilidade da maior parte dos voluntários no dia 20.
Uma iniciativa destas tem um saldo incalculável, se pensarmos na sensibilização das crianças e jovens que nela participaram, mas, feitas as contas, o ambiente também ficou bem mais limpo. No concelho participaram cerca de 60 voluntários. Foram recolhidas mais de 12 toneladas de lixo sendo limpa uma dezena de lixeiras clandestinas. Melhor do que as palavras, só as imagens, que mostram como esses locais ficaram depois de terem sido limpos.
Pela minha parte, enquanto coordenador concelhio do Projecto Limpar Portugal, agradeço os apoios concedidos pela Câmara Municipal de Vila Flor, pela Junta de Freguesia de Vila Flor, pelo Clube de Ciclismo de Vila Flor, pelo Ecomarché de Vila Flor e por Fernando Chabert Vaz. Agradeço também ao Agrupamento de Escolas de Vila Flor as facilidades concedidas. Uma palavra de apreço a todos os que disponibilizaram as suas viaturas para transporte dos voluntários e dos resíduos recolhidos. Estão de parabéns as Juntas de Freguesia que conseguiram mobilizar voluntários e recursos.
Vamos manter Portugal limpo.
As lixeiras clandestinas foram previamente localizadas, georreferenciadas e caracterizadas. Sem se tratar de um trabalho exaustivo, recorrendo à experiência de alguns atletas do clube de BBT de Vila Flor, foram registadas num espaço criado para o efeito na Internet, cerca de 40 lixeiras.
O dia 20 amanheceu cinzento e chuvoso. Longe da ideia de dormir mais algumas horitas na manhã fria, um grupo de voluntários juntou-se junto à Câmara Municipal e partiu em direcção a Valtorno.
O frio da manhã foi esquecido rapidamente quando se “enfrentou” a primeira lixeira. O grupo dividiu-se e começou a limpeza numa área situada entre Valtorno e o santuário de Santa Cecília, pertencente a Seixo de Manhoses. Os colchões, os sofás, as garrafas, as sanitas eram tantas que rapidamente se encheram as duas viaturas de carga disponíveis. Miúdos e graúdos trabalharam com o mesmo entusiasmo, tomados pela surpresa do espectáculo deplorável que lhes surgiu à frente.
Perto do meio-dia veio a primeira chuvada. Primeiro só algumas gotas, mas logo se seguiram vagas de chuva bastante intensa. Com pena, foram encerrados os trabalhos do período da manhã. Ficou tudo em aberto para a tarde, dependendo do estado do tempo.
Pelas duas da tarde o grupo juntou-se de novo em frente à Câmara Municipal. Havia algumas desistências, mas novos voluntários se juntaram, criando grandes expectativas para o período da tarde.
O grupo dividiu-se, seguindo alguns para Valtorno, para continuarem a tarefa que tinha ficado incompleta e outros para a zona “detrás da serra” na encosta para Roios, onde tinham sido também referenciadas duas lixeiras.
Toda a tarde foi de intensa actividade (felizmente sem chuva), de tal forma que ninguém se lembrou da hora para que estava previsto o termo dos trabalhos, às dezasseis horas. Por telemóvel combinavam-se as descargas no Ecocentro, para conseguir que o mesmo grupo pudesse descarregar e separar os resíduos vindos de diferentes locais. Ninguém mostrou cansaço.
Já perto das dezoito horas os dois grupos reuniram-se numa lixeira próximo da Barragem Camilo Mendonça, já no termo de Seixo de Manhoses. Terminada a tarefa, houve um momento de relaxamento e tiraram-se algumas fotografias para mais tarde recordar. A felicidade estampada nos rostos de todos foi o melhor pagamento que cada um recebeu.
À semelhança do que se passou em Vila Flor, também noutras freguesias se juntaram grupos que limparam espaços indicados pelos respectivos presidentes de junta. Assim aconteceu em Candoso, Trindade (e Valbom), Vale Frechoso e Vilas Boas. Em Valtorno, a limpeza aconteceu no dia 14, por indisponibilidade da maior parte dos voluntários no dia 20.
Uma iniciativa destas tem um saldo incalculável, se pensarmos na sensibilização das crianças e jovens que nela participaram, mas, feitas as contas, o ambiente também ficou bem mais limpo. No concelho participaram cerca de 60 voluntários. Foram recolhidas mais de 12 toneladas de lixo sendo limpa uma dezena de lixeiras clandestinas. Melhor do que as palavras, só as imagens, que mostram como esses locais ficaram depois de terem sido limpos.
Pela minha parte, enquanto coordenador concelhio do Projecto Limpar Portugal, agradeço os apoios concedidos pela Câmara Municipal de Vila Flor, pela Junta de Freguesia de Vila Flor, pelo Clube de Ciclismo de Vila Flor, pelo Ecomarché de Vila Flor e por Fernando Chabert Vaz. Agradeço também ao Agrupamento de Escolas de Vila Flor as facilidades concedidas. Uma palavra de apreço a todos os que disponibilizaram as suas viaturas para transporte dos voluntários e dos resíduos recolhidos. Estão de parabéns as Juntas de Freguesia que conseguiram mobilizar voluntários e recursos.
Vamos manter Portugal limpo.
20 março 2010
Já é Primavera
Como hoje já coloquei muitas fotografias com lixo no blogue, nada melhor do que a beleza de uma pequena flor para recordar que já estamos na Primavera.
Fotografia tirada em Vila Flor na minha caminhada de Sábado passado.
Fotografia tirada em Vila Flor na minha caminhada de Sábado passado.
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