O cheiro embriagante da terra
depois de ter chovido,
nas tardes transparentes de maio,
quando o som dos trovões
se perde na distência
tornado fala intraduzivel
do bosque próximo,
reverberando entre a neblina.
Com este pequeno poema dou a conhecer o novo livro do Dr. João de Sá, Pelo Sinal da Terra. Trata-se de um livro de poemas, edição do autor, em Março de 2010.
Tive o prazer de receber um exemplar assinado e autografado pelo autor, que assim se lembrou do Blogue À Descoberta de Vila Flor e de todos os que o acompanham. O meu agradecimento sincero.
A fotografia foi tirada no alto do Facho, em Vila Flor.
18 maio 2010
13 maio 2010
A Primavera nos caminhos de Vila Flor
Com a Primavera a continuar húmida (e fria) as flores ainda povoam a maior parte dos caminhos de Vila Flor. Estas flores são as tão conhecidas dentes-de-leão (Taraxacum officinale). O seu nome científico officinale não lhe vem por acaso, sendo esta uma planta com grandes poderes. Praticamente tudo nela (raiz, folhas, flores e sementes) pode ser utilizado (ou para fazer infusões ou mesmo para comer, em salada). Também tem contra-indicações...
06 maio 2010
Freguesia Mistério 37
Depois de algum tempo de pausa, eis-nos de regresso à Freguesia Mistério.
É cada vez mais difícil encontrar algum "mistério", uma vez que muita coisa já foi divulgado no Blogue. Prova disso foi a Freguesia Mistério n.º 36, que teve uma percentagem de respostas correctas nunca alcançada!
Participaram 21 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (1) 5%
Candoso (1) 5%
Lodões (1) 5%
Nabo (1) 5%
Sampaio (1) 5%
Seixos de Manhoses (1) 5%
Vila Flor (1) 5%
Vilarinho das Azenhas (1) 5%
Vilas Boas (13) 62%
A resposta certa era mesmo Vilas Boas. Esta alameda de eucaliptos, conhecida com a designação "Recta" está no caminho da aldeia ao escadório do Santuário, no Cabeço. Começa perto da fonte milagrosa de Nossa Senhora e segue até às escadas, sempre em linha recta. É uma bonita alameda,apesar de ser de eucaliptos. Não é fácil fotografa-la devido ao contraste de luz no interior e no exterior da alameda. Também existem postes eléctricos e cabos, que estragam bastante a estética. A opção pela fotografia a preto e branco foi também uma forma de disfarçar alguns defeitos.
O novo desafio é mais difícil de acertar. Como se pode ver na fotografia trata-se de mais uma fonte. Está muito próxima de uma estrada, embora não seja visível da mesma. Passei nesse local alguma dezena de vezes antes de ver a fonte, o que só aconteceu no final do terceiro ano de "descobertas"!
A freguesia é pequena, situada a alguma altitude.
Vamos lá a arriscar palpites... (Freguesia Mistério n.º37, na margem direita do Blogue).
É cada vez mais difícil encontrar algum "mistério", uma vez que muita coisa já foi divulgado no Blogue. Prova disso foi a Freguesia Mistério n.º 36, que teve uma percentagem de respostas correctas nunca alcançada!
Participaram 21 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (1) 5%
Candoso (1) 5%
Lodões (1) 5%
Nabo (1) 5%
Sampaio (1) 5%
Seixos de Manhoses (1) 5%
Vila Flor (1) 5%
Vilarinho das Azenhas (1) 5%
Vilas Boas (13) 62%
A resposta certa era mesmo Vilas Boas. Esta alameda de eucaliptos, conhecida com a designação "Recta" está no caminho da aldeia ao escadório do Santuário, no Cabeço. Começa perto da fonte milagrosa de Nossa Senhora e segue até às escadas, sempre em linha recta. É uma bonita alameda,apesar de ser de eucaliptos. Não é fácil fotografa-la devido ao contraste de luz no interior e no exterior da alameda. Também existem postes eléctricos e cabos, que estragam bastante a estética. A opção pela fotografia a preto e branco foi também uma forma de disfarçar alguns defeitos.
O novo desafio é mais difícil de acertar. Como se pode ver na fotografia trata-se de mais uma fonte. Está muito próxima de uma estrada, embora não seja visível da mesma. Passei nesse local alguma dezena de vezes antes de ver a fonte, o que só aconteceu no final do terceiro ano de "descobertas"!
A freguesia é pequena, situada a alguma altitude.
Vamos lá a arriscar palpites... (Freguesia Mistério n.º37, na margem direita do Blogue).
05 maio 2010
Cabeço de S. Cristóvão
No mês de Fevereiro fiz uma longa caminhada no termo de Vilas Boas de que não dei notícia, aqui, no Blogue. O tempo vai passando e as fotografias estavam algures perdidas entre alguns Gigabytes que não param de crescer. Hoje "esbarrei" com elas. Numa altura em que atrai o meu olhar é o colorido das flores, olhar para estas rochas ciclópicas leva-me de novo a percorrer o cume dos montes, os mais altos e mais agrestes que existem no concelho.
01 maio 2010
À Descoberta de Vila Flor, na V Rota da Liberdade
Realizou-se em Vila Flor, no dia 25 de Abril, a V Rota da Liberdade em BTT, organizada pelo Clube de Ciclismo de Vila Flor (CCVF). Trata-se de uma prova que, ano após ano, tem trazido cada vez mais praticantes de BTT ao concelho. Preparada para dar resposta a diferentes graus de praticantes e de dificuldade, realizaram-se em simultâneo três provas: a Maratona, com 60 Km, a Meia-maratona, com 40 km e a Mini-maratona, com 14 km. Realizou-se também um passeio pedestre destinado essencialmente a acompanhantes. Ao contrário de anos anteriores, a minha participação ficou limitada à função de repórter, que tentei cumprir da melhor maneira.
Estiveram presentes as mais importantes equipas da região mas também outras que se deslocaram centenas de quilómetros para poderem participar na prova. Participaram perto de 180 atletas, sendo a Meia-maratona a que teve maior adesão (102 participantes).
A Rota da Liberdade é apreciada pelos bons trilhos seleccionados, mas também pelas paisagens fantásticas e vegetação luxuriante nesta época. Este ano foram percorridos trilhos nos termos das freguesias de Vila Flor, Seixo de Manhoses, Carvalho de Egas, Samões e Roios, com uma subida acumulada de 1184 metros (Meia-maratona), alternando troços com graus de dificuldade variada. Como me desloquei de automóvel entre vários pontos escolhidos ao longo do percurso, não me pude aperceber de tudo, mas posso afirmar que os diferentes percursos eram magníficos. A par do colorido das flores, sempre presente, houve também o factor água, com os atletas a cruzarem vários ribeiros, com bastante caudal, refrescando e trazendo mais beleza ao traçado.
Embora se pense que 70 quilómetros são muita pedaladas, o primeiro classificado demorou menos de 3 horas a percorre-los, o que me obrigou a saltar alguns pontos de reportagem para poder fazer algumas fotografias dos mais rápidos.
O reforço aconteceu em Roios, na sede da Junta de Freguesia. Entre outras coisas, os atletas (e eu) puderam saborear um bom presunto e folar de Vila Flor que era de comer e chorar por mais.
O almoço foi servido no refeitório da Escola EB2,3/ S de Vila Flor. O grande número de atletas quase inviabiliza a realização do almoço num restaurante. No refeitório cada um é servido no momento que chega, havendo sempre espaço. Cada vez mais me apercebo que, também nas provas de BTT, há atletas com objectivos completamente diferentes: há os que participam pela competição, e lutam afincadamente pelos primeiros lugares; mas também os que participam pelo convívio. Para estes últimos a refeição é tão importante para a prova. A convivência destes dois grupos nem sempre é fácil, não em termos das relações, mas na exigência da organização. A prova tem que ser competitiva mas não demasiado, tem que ser extensa, mas não demasiado, a refeição tem que ser boa, mas não pesada ou cara, etc.
Tive a acompanhar-me ao almoço o amigo Rui Guerra, que, mais uma vez, serviu de cicerone aos participantes no Percurso Pedestre. Bem me custou não os acompanhar. Fizeram um percurso da Barragem do Peneireiro ao Gavião, com passagem pela quinta de Valtorinho, onde provaram um “licor” de videira só comparável ao folar que eu comi em Roios.
A logística da prova obrigou o CCVF a uma grande mobilização. Estiveram envolvidas perto de 40 pessoas, entre sócios do clube, escuteiros, bombeiros, enfermeiros e elementos da GNR.
Depois de terminada a prova a organização mostrava-se muito satisfeita com a forma como decorreu. Nuno Palmeirão, presidente da direcção do CCVF, manifestou o seu contentamento pelo facto de ninguém se ter magoado (na IV edição houve alguns acidentes) e com o feedback dos participantes, que prometeram não perder as próximas edições da Rota da Liberdade.
Eu faço um balanço muito positivo desta iniciativa. É bom que coisas destas se repitam no concelho. São centenas de pessoas que nos visitam, algumas comem e dormem cá, e, sobretudo, partem com uma ideia muito positiva das potencialidades desta região sendo potenciais turistas, em eventos desportivos e não só.
Não pedalei na V Rota da Liberdade. Senti alguma tristeza por não o ter feito. Quem gosta destas coisas sabe do que eu estou a falar. Quando vi partir os atletas, novos e menos novos, masculinos e femininos, magros e outros nem tanto, apeteceu-me muito seguir com eles. Por outro lado, sem o cansaço das subidas e descidas, tive paciência (e tempo) para me preocupar com questões técnicas da fotografia, experimentando, tentando fazer algo pessoal numa área que não é o que faço ou gosto de fazer, a fotografia de eventos desportivos. Foi esta a minha contribuição no Clube de Ciclismo, de que sou sócio.
Parabéns ao CCVL.
Estiveram presentes as mais importantes equipas da região mas também outras que se deslocaram centenas de quilómetros para poderem participar na prova. Participaram perto de 180 atletas, sendo a Meia-maratona a que teve maior adesão (102 participantes).
A Rota da Liberdade é apreciada pelos bons trilhos seleccionados, mas também pelas paisagens fantásticas e vegetação luxuriante nesta época. Este ano foram percorridos trilhos nos termos das freguesias de Vila Flor, Seixo de Manhoses, Carvalho de Egas, Samões e Roios, com uma subida acumulada de 1184 metros (Meia-maratona), alternando troços com graus de dificuldade variada. Como me desloquei de automóvel entre vários pontos escolhidos ao longo do percurso, não me pude aperceber de tudo, mas posso afirmar que os diferentes percursos eram magníficos. A par do colorido das flores, sempre presente, houve também o factor água, com os atletas a cruzarem vários ribeiros, com bastante caudal, refrescando e trazendo mais beleza ao traçado.
Embora se pense que 70 quilómetros são muita pedaladas, o primeiro classificado demorou menos de 3 horas a percorre-los, o que me obrigou a saltar alguns pontos de reportagem para poder fazer algumas fotografias dos mais rápidos.
O reforço aconteceu em Roios, na sede da Junta de Freguesia. Entre outras coisas, os atletas (e eu) puderam saborear um bom presunto e folar de Vila Flor que era de comer e chorar por mais.
O almoço foi servido no refeitório da Escola EB2,3/ S de Vila Flor. O grande número de atletas quase inviabiliza a realização do almoço num restaurante. No refeitório cada um é servido no momento que chega, havendo sempre espaço. Cada vez mais me apercebo que, também nas provas de BTT, há atletas com objectivos completamente diferentes: há os que participam pela competição, e lutam afincadamente pelos primeiros lugares; mas também os que participam pelo convívio. Para estes últimos a refeição é tão importante para a prova. A convivência destes dois grupos nem sempre é fácil, não em termos das relações, mas na exigência da organização. A prova tem que ser competitiva mas não demasiado, tem que ser extensa, mas não demasiado, a refeição tem que ser boa, mas não pesada ou cara, etc.
Tive a acompanhar-me ao almoço o amigo Rui Guerra, que, mais uma vez, serviu de cicerone aos participantes no Percurso Pedestre. Bem me custou não os acompanhar. Fizeram um percurso da Barragem do Peneireiro ao Gavião, com passagem pela quinta de Valtorinho, onde provaram um “licor” de videira só comparável ao folar que eu comi em Roios.
A logística da prova obrigou o CCVF a uma grande mobilização. Estiveram envolvidas perto de 40 pessoas, entre sócios do clube, escuteiros, bombeiros, enfermeiros e elementos da GNR.
Depois de terminada a prova a organização mostrava-se muito satisfeita com a forma como decorreu. Nuno Palmeirão, presidente da direcção do CCVF, manifestou o seu contentamento pelo facto de ninguém se ter magoado (na IV edição houve alguns acidentes) e com o feedback dos participantes, que prometeram não perder as próximas edições da Rota da Liberdade.
Eu faço um balanço muito positivo desta iniciativa. É bom que coisas destas se repitam no concelho. São centenas de pessoas que nos visitam, algumas comem e dormem cá, e, sobretudo, partem com uma ideia muito positiva das potencialidades desta região sendo potenciais turistas, em eventos desportivos e não só.
Não pedalei na V Rota da Liberdade. Senti alguma tristeza por não o ter feito. Quem gosta destas coisas sabe do que eu estou a falar. Quando vi partir os atletas, novos e menos novos, masculinos e femininos, magros e outros nem tanto, apeteceu-me muito seguir com eles. Por outro lado, sem o cansaço das subidas e descidas, tive paciência (e tempo) para me preocupar com questões técnicas da fotografia, experimentando, tentando fazer algo pessoal numa área que não é o que faço ou gosto de fazer, a fotografia de eventos desportivos. Foi esta a minha contribuição no Clube de Ciclismo, de que sou sócio.
Parabéns ao CCVL.
28 abril 2010
Recordando - Semana Santa (I)
Procissão "Via Crucis", com os momentos mais marcantes da paixão de Jesus, que se realizou no dia 28 de Março de 2010.
25 abril 2010
23 abril 2010
1.º Centenário da Vida e Obra do Sr. Reitor de Sampaio
Pe. José Tibúrcio de Azevedo - Nasceu em Sampaio, na Vilariça, em 1829. E Lá repousa, na Igreja Matriz, desde 1909. Não foi possível apurar a data da sua ordenação. Mas, em Janeiro de 1859, foi nomeado pároco recomendado da sua terra natal e, provavelmente, de Lodões e de Roios. Passa mais tarde a Reitor, o “Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr”, sendo referenciado no Discorsi Del Sommo Pontefice Pio IX , por II Pius, datado de 1878, como «utile dare i nomi nell´idioma originale di questo primo importante pellegrinaggio portoghese: P. José Tiburcio de Azevedo, Reitor de Santo André de Sampaio de Villa Flôr…» assim se mantendo até à sua morte.
O Sr. Reitor nada escreveu sobre si mesmo. Também não consta que outros o tenham feito. Deixou, contudo, memória na tradição oral. Com os testemunhos recolhidos, quase todos em segunda e terceira mão, foi possível reconstituir o perfil humano e sacerdotal desse homem de Deus. Bem cedo a sua acção pastoral ultrapassou os limites geográficos da paróquia. Não que fosse ele a transpô-los. Mas porque, de perto e de longe, as pessoas vinham ter com ele para se aconselharem e confessarem os seus pecados. Bem pode dizer-se que foi o guia espiritual da Vilariça. O seu grande carisma parece ter sido o ministério da Direcção Espiritual que exige muita disponibilidade de tempo, grande capacidade de escuta e muita gratuitidade a vários níveis. O primeiro centenário da sua morte, que ocorre neste ano de 2009, e o Ano Sacerdotal inaugurado por Bento XVI em Junho passado são duas oportunidades a não perder para reavivar a memória daquele que, dalgum modo, e salvas as devidas distâncias, foi Cura d´Ars da Vilariça.
O Sr. Reitor foi certamente mais moderado nos jejuns e penitências que o patrono do Ano Sacerdotal. O seu nome nunca ultrapassou o Vale da Vilariça nem na vida nem na morte. Também nunca será santo de altar. Mas pela sua espiritualidade enraizada na Cruz e nos Corações de Jesus e Maria, pela sua solicitude para com todos os que vinham ter com ele e pelo sentido de rectidão e justiça, o seu nome, está, sem dúvida, inscrito no calendário dos santos anónimos com solenidade anual no 1º de Novembro.
O maior testemunho da sua vida foi e é a Cruz implantada no cume alcantilado do Cabeço de São Pedro. Este monte, visível de toda a Vilariça, delimita os termos de Sampaio, de Lodões e de Roios.
Para os Vilariços, o Monte da Santa Cruz é um lugar mítico, histórico e santo. Mítico porque ele guarda nas profundezas das suas entranhas, os mitos e lendas de todo o Vale; histórico porque foi castro romano cujos vestígios foram estudados pelo Dr. Santos Júnior, da Universidade do Porto; e santo desde que no seu cume foi implantada a Santa Cruz. O Dr. Santos Júnior, no seu estudo publicado, O Castro de Sampaio, (e também de Lodões), alude, juntamente com a tradição, às peregrinações do três de Maio em que a Liturgia celebrava então a Invenção da Santa Cruz.
Com o peso dos anos, a Cruz, que é de zimbro, está hoje ligeiramente inclinada como a Torre de Pisa. Mas, como não goza da sua celebridade, vai tombar mais dia menos dia. Implantada há cerca de 130 anos, é quase por milagre que ela ainda se mantém de pé. Permitirá a Fé e o brio dos Vilariços que se apague este sinal de Esperança em boa hora ali implantado? Guardar religiosamente a velha cruz como preciosa relíquia e implantar uma nova de matéria mais sólida seria a melhor maneira de celebrar o primeiro centenário da morte do Sr. Reitor e o Ano Santo Sacerdotal. Já nem se fala em valorizar culturalmente o lugar. Quem se atreve a subir lá fica pura e simplesmente deslumbrado.
Texto elaborado pelo Pe. Joaquim Leite
18 abril 2010
Caminhada pelo termo de Samões
O Inverno foi rigoroso e a Primavera continua a não nos deixar saborear tranquilamente o Sol, mas, ao longo dos últimos meses tenho feito alguns passeios que têm passado quase despercebidos no Blogue.
No dia 6 de Fevereiro, Sábado fiz uma caminhada no termo de Samões. A minha escolha por esta área destinava-se a verificar se as amendoeiras já se encontravam floridas, mas ainda era demasiado cedo.
Saí de Vila Flor pelo caminho que conduz a Samões. A tarde estava fria e o céu nublado, não permitindo muitas hipóteses para fotografias. Deixei a aldeia seguindo pelo caminho (antiga estrada) que leva a Freixiel. Depois de abandonar das últimas casas desisti do caminho e segui ao acaso pelos lameiros, fotografando as primeiras flores que já despontavam aqui e além. Foi mesmo o curso de água que cativou a minha atenção durante quase todo o percurso. Infelizmente pude verificar que, não poucas vezes, os esgotos de Samões rompem-se e descem ribeira abaixo, contaminando tudo.
Deixei de me preocupar com os caminhos e segui, às vezes facilmente, outras com mais dificuldade, o curso da ribeira. Já depois de ultrapassar a zona de maior declive, onde há algumas pequenas cascatas interessantes, um novo curso de água vindo do Vale Carneiro, vem engrossar o caudal. Esta zona, conhecida por Borralho, é onde tenho encontrado formações rochosas mais interessantes, do género da que existe próximo do Vieiro e que é bastante conhecida. São grandes rochas graníticas completamente escavadas na sua zona inferior com dezenas de covas, umas maiores outras menores.
A ribeira, de que não sei o nome, desagua noutra que se inicia em Carvalho de Egas com o nome de Ribeira do Vimeiro, dando origem à Ribeira da Redonda que segue em direcção a Freixiel.
O lugar das Olgas é um dos pontos onde já passei mais vezes, quer de bicicleta, quer a pé. Aqui confluem alguns caminhos vindos de Carvalho de Egas, Candoso, Freixiel e Samões. Quando a chuva é abundante, como este ano, há alguns regatos que mesmo sem receberem o nome de ribeiras se precipitam pela encosta, vindos dos lados de Candoso, formando longas cascatas.
Foi neste ponto que decidi começar a fazer o meu caminho de regresso. Subi ligeiramente a encosta em direcção a Candoso, flectindo depois para Sul em direcção ao Barreiro, entre Samões e Carvalho de Egas. Já sem luz para mais fotografias, passei Samões e cheguei às portas de Vila Flor, pelo Marco, já noite cerrada. Felizmente não choveu, mas a tarde esteve sempre muito cinzenta, não me deixando saborear completamente a beleza dos locais por onde passei.
No dia 6 de Fevereiro, Sábado fiz uma caminhada no termo de Samões. A minha escolha por esta área destinava-se a verificar se as amendoeiras já se encontravam floridas, mas ainda era demasiado cedo.
Saí de Vila Flor pelo caminho que conduz a Samões. A tarde estava fria e o céu nublado, não permitindo muitas hipóteses para fotografias. Deixei a aldeia seguindo pelo caminho (antiga estrada) que leva a Freixiel. Depois de abandonar das últimas casas desisti do caminho e segui ao acaso pelos lameiros, fotografando as primeiras flores que já despontavam aqui e além. Foi mesmo o curso de água que cativou a minha atenção durante quase todo o percurso. Infelizmente pude verificar que, não poucas vezes, os esgotos de Samões rompem-se e descem ribeira abaixo, contaminando tudo.
Deixei de me preocupar com os caminhos e segui, às vezes facilmente, outras com mais dificuldade, o curso da ribeira. Já depois de ultrapassar a zona de maior declive, onde há algumas pequenas cascatas interessantes, um novo curso de água vindo do Vale Carneiro, vem engrossar o caudal. Esta zona, conhecida por Borralho, é onde tenho encontrado formações rochosas mais interessantes, do género da que existe próximo do Vieiro e que é bastante conhecida. São grandes rochas graníticas completamente escavadas na sua zona inferior com dezenas de covas, umas maiores outras menores.
A ribeira, de que não sei o nome, desagua noutra que se inicia em Carvalho de Egas com o nome de Ribeira do Vimeiro, dando origem à Ribeira da Redonda que segue em direcção a Freixiel.
O lugar das Olgas é um dos pontos onde já passei mais vezes, quer de bicicleta, quer a pé. Aqui confluem alguns caminhos vindos de Carvalho de Egas, Candoso, Freixiel e Samões. Quando a chuva é abundante, como este ano, há alguns regatos que mesmo sem receberem o nome de ribeiras se precipitam pela encosta, vindos dos lados de Candoso, formando longas cascatas.
Foi neste ponto que decidi começar a fazer o meu caminho de regresso. Subi ligeiramente a encosta em direcção a Candoso, flectindo depois para Sul em direcção ao Barreiro, entre Samões e Carvalho de Egas. Já sem luz para mais fotografias, passei Samões e cheguei às portas de Vila Flor, pelo Marco, já noite cerrada. Felizmente não choveu, mas a tarde esteve sempre muito cinzenta, não me deixando saborear completamente a beleza dos locais por onde passei.
11 abril 2010
Gota de Vida
Uma gota de amor
Termina o sofrimento
Dessa tão enorme dor
Finaliza o lamento
Um coração a bater
Por outro que sabe gostar
Bate mais se reconhecer
Aquele que o sabe amar
Amar é vida por vida
A vida gosta de amar
E sem contrapartida
O maior gesto da vida
Dar vida a quem necessitar
Numa gota tão sentida
Poema de Fernando Silva
Fotografia: flores numa seara próximo da Fonte do Olmo, em Vila Flor.
Termina o sofrimento
Dessa tão enorme dor
Finaliza o lamento
Um coração a bater
Por outro que sabe gostar
Bate mais se reconhecer
Aquele que o sabe amar
Amar é vida por vida
A vida gosta de amar
E sem contrapartida
O maior gesto da vida
Dar vida a quem necessitar
Numa gota tão sentida
Poema de Fernando Silva
Fotografia: flores numa seara próximo da Fonte do Olmo, em Vila Flor.
09 abril 2010
Medula: a fábrica da vida
Está patente durante todo o mês de Abril, na galeria de exposições do Centro Cultural, em Vila Flor, a exposição Medula: a fábrica da vida.
Trata-se de uma exposição itinerante constituída por 99 Painéis de Azulejos de realizados em escolas de todo o país,do 1º ciclo ao 12º Ano. Teve por base uma iniciativa dirigida aos mais novos, sensibilizando-os para as Ciências da Vida e, em particular, pela Leucemia e pela importância da doação de medula óssea.
"A Vida é Começo e Fim, mas é sobretudo um Caminho e a forma como vamos nesse Caminho depende de cada um de nós. As crianças podem aprender que a forma como elas atravessam a Vida depende delas. Com outros seres humanos, ajudando e sendo ajudado, elas podem atravessar a Vida dando um pouco delas próprias e produzindo efeitos fantásticos nos seus semelhantes.
A Verdade da Vida é que nós podemos mudá-la, para o Bem e para o Mal, para a Saúde e para a Doença. A Verdade é que muitas pessoas sofrendo de leucemia no mundo precisam de ajuda e as pessoas saudáveis podem salvá-las registando-se como dadores de medula Óssea e dando as Unidades de Sangue do Cordão Umbilical ao nascer, para os Bancos Públicos de Sangue do Cordão Umbilical."
Quem estiver interessado em saber mais sobre esta iniciativa pode consultar este livro em PDF.
Trata-se de uma exposição itinerante constituída por 99 Painéis de Azulejos de realizados em escolas de todo o país,do 1º ciclo ao 12º Ano. Teve por base uma iniciativa dirigida aos mais novos, sensibilizando-os para as Ciências da Vida e, em particular, pela Leucemia e pela importância da doação de medula óssea.
"A Vida é Começo e Fim, mas é sobretudo um Caminho e a forma como vamos nesse Caminho depende de cada um de nós. As crianças podem aprender que a forma como elas atravessam a Vida depende delas. Com outros seres humanos, ajudando e sendo ajudado, elas podem atravessar a Vida dando um pouco delas próprias e produzindo efeitos fantásticos nos seus semelhantes.
A Verdade da Vida é que nós podemos mudá-la, para o Bem e para o Mal, para a Saúde e para a Doença. A Verdade é que muitas pessoas sofrendo de leucemia no mundo precisam de ajuda e as pessoas saudáveis podem salvá-las registando-se como dadores de medula Óssea e dando as Unidades de Sangue do Cordão Umbilical ao nascer, para os Bancos Públicos de Sangue do Cordão Umbilical."
Quem estiver interessado em saber mais sobre esta iniciativa pode consultar este livro em PDF.
Ao contrário do que estava previsto, a esta exposição terminou no dia 18 de Abril, pelo que não pode ser mais visitada, em Vila Flor.
29 março 2010
No Calvário
Endoenças 5 - No Calvário
Meu ombro ampare a Tua Fronte exangue.
Possa sarar a Chaga do Teu Lado.
E fique em minhas mãos depositado,
Da Agonia, o Teu suor de sangue!
Eu sei que não sou digno. No exílio,
Do Reino só se avistam os sinais:
Uma luz ténue, um som e pouco mais.
Mas, entre nós, não há nenhum dissídio!
Falo-Te, aqui, de homem para Homem,
Não de homem para Deus, como quem sabe
Que a Tua Palavra persuade
Mesmo sem ascenderes a outra Ordem!
Não temo, junto a Ti, Morte e Paixão.
Reserva-me a cruz do Bom Ladrão!
Poema de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996
Fotografia: Vila Flor; Via Crucis, 28-03-2010
Meu ombro ampare a Tua Fronte exangue.
Possa sarar a Chaga do Teu Lado.
E fique em minhas mãos depositado,
Da Agonia, o Teu suor de sangue!
Eu sei que não sou digno. No exílio,
Do Reino só se avistam os sinais:
Uma luz ténue, um som e pouco mais.
Mas, entre nós, não há nenhum dissídio!
Falo-Te, aqui, de homem para Homem,
Não de homem para Deus, como quem sabe
Que a Tua Palavra persuade
Mesmo sem ascenderes a outra Ordem!
Não temo, junto a Ti, Morte e Paixão.
Reserva-me a cruz do Bom Ladrão!
Poema de João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996
Fotografia: Vila Flor; Via Crucis, 28-03-2010
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