Chegou ao fim o primeiro dia da VIII edição da feira TerraFlor. Não tive tempo para dar uma volta completa à feira.
Nos discursos habituais há algumas notas interessantes, cheias de entusiasmo e optimismo. Destaco algumas palavras do Senhor Presidente da Câmara que focou o facto de, este ano, haver um novo elemento para ser debatido na feira: as acessibilidades. O Facto do IC5 e do IP2 se cruzarem dentro do espaço do concelho pode ser um factor de desenvolvimento importante, e essa janela tem que ser aproveitada.
Estiveram presentes no acto de abertura da feira o Senhor Governador Civil, Jorge Gomes, o Eng. Ricardo Magalhães, Chefe do Projecto da Estrutura da Missão do Douro, alguns presidentes de câmara de concelhos vizinhos e presidentes de juntas de freguesia. Chamou-me a atenção a presença do ex presidente de câmara de Carrazeda de Ansiães, enquanto o actual não estava, vindo a comparecer mais tarde.
Durante a tarde visitei o pavilhão. Os feirantes habituais estão presentes e há alguns produtores novos. É aqui que são apresentados os reis do certame – o vinho e o azeite. Os produtores de vinho apostam em novas marcas, que apontam como de grande qualidade, mostra que o sector não está tão moribundo como se pensava. O azeite também está presente em força, bem como produtores de fruta de Santa Comba da Vilariça. O queijo também é um produto presente em quantidade e qualidade.
Depois de jantar tive muito pouco tempo e não visitei mais nenhum stand. Quando cheguei ao recinto da feira (a entrada foi gratuita) preparava-se para actuar o grupo Filandorra – Teatro do Nordeste. Sou grande apreciador do seu trabalho e tratei de conseguir lugar na “primeira” fila. Depois de alguns problemas com o vento e com o som, o espectáculo começou. A peça representada foi “A Maior Flor do Mundo”, de José Saramago. Adorei! Confesso que nunca li nada de José Saramago. Foi desamor à primeira vista. O seu ar resmungão afastou-me das suas brilhantes (dizem) obras. Gostei tanto daquela história infantil que estou tentado a dar alguma espreitadela noutro livro do autor.
Finda a peça, começaram os espectáculos musicais. A primeira actuação coube ao Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães. É um grupo onde tenho muitos conhecidos e amigos mas que nunca tinha tido o prazer de escutar. Foi um gosto ouvi-los, dei comigo a trautear algumas canções. Muita alegria, boas vozes e bom acompanhamento musical. Parabéns.
Actuaram de seguida os grupos da associação Mirandanças (Associação Para o Desenvolvimento Integrado das Terras de Miranda), com pauliteiros e danças mistas. O colorido e musicalidade e a riqueza das coreografias encheram o palco. Sou um grande apaixonado pelo folclore do Planalto Mirandês, principalmente das danças mistas. Foi bom reencontrá-los em Vila Flor (ainda no mês passado os tinha visto).
Para o final, parece que já é fadário, ficou a Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Flor. A noite já ia adiantada e fazia muito frio. Mais uma vez, eram mais os elementos da banda do que os assistentes. Mesmo assim, não notei nenhum desalento e foi com prazer que tocaram o seu reportório passando por músicas bastante pop como os Abba ou Santana.
Durante o espectáculo foi também homenageada a equipa juvenil de futsal que se sagrou campeã distrital nesta modalidade.
Não posso afirmar que o recinto esteve cheio, nem sequer composto, mas, em conversa com alguns expositores, parece que o negócio até nem correu mal!
Amanhã há mais novidades.
A Maior Flor do Mundo (vídeo no youtube)
Sítio da associação Mirandanças
Blogue do Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães
16 julho 2010
15 julho 2010
A TerraFlor abriu portas
Pouco depois das dezassete horas, depois dos discursos habituais e da banda de Música animar os presentes, deu-se como aberta a VIII TerraFlor, feira de Produtos e Sabores do concelho de Vila Flor.
A primeira volta por parte do recinto deu para ver que grande parte dos produtos mais conhecidos do mercado estão presentes, bem como outros, já "clientes" habituais, vindos de concelhos vizinhos. Durante a tarde algumas barraquinhas nem chegaram a abrir, mas à noite tudo vai ser diferente. Encontramo-nos lá.
A primeira volta por parte do recinto deu para ver que grande parte dos produtos mais conhecidos do mercado estão presentes, bem como outros, já "clientes" habituais, vindos de concelhos vizinhos. Durante a tarde algumas barraquinhas nem chegaram a abrir, mas à noite tudo vai ser diferente. Encontramo-nos lá.
14 julho 2010
06 julho 2010
Canções - Capelinhas
Capelinhas, capelinhas
Lá no alto a abrir em flor
Sois um cantinho do céu (bis)
Um sinal do nosso amor.
Coro
Na luz brilhante da aurora linda
Cheias de encantos de graça infinda
As capelinhas são a alegria
Da nossa Vila luz formosa que nos guia (bis)
Ó capelinhas saudosas
Feitas de graça e de luz
Rosas brancas ao luar (bis)
Onde mora o Bom Jesus.
Bem haja o vento que chora
Lá no alto a soluçar
Orações sonhos de luz (bis)
Melodias de encantar.
Brancas, brancas, Capelinhas
Pela serra a abrir em flor
Sois a alegria da vida (bis)
Sois a luz do nosso amor.
Letra e Música do Reverendo Padre Cassiano Dimas Fais.
Cantada no teatro da JOC, em 1943.
Fotografia: conjunto das Capelinhas, em Vila Flor.
Lá no alto a abrir em flor
Sois um cantinho do céu (bis)
Um sinal do nosso amor.
Coro
Na luz brilhante da aurora linda
Cheias de encantos de graça infinda
As capelinhas são a alegria
Da nossa Vila luz formosa que nos guia (bis)
Ó capelinhas saudosas
Feitas de graça e de luz
Rosas brancas ao luar (bis)
Onde mora o Bom Jesus.
Bem haja o vento que chora
Lá no alto a soluçar
Orações sonhos de luz (bis)
Melodias de encantar.
Brancas, brancas, Capelinhas
Pela serra a abrir em flor
Sois a alegria da vida (bis)
Sois a luz do nosso amor.
Letra e Música do Reverendo Padre Cassiano Dimas Fais.
Cantada no teatro da JOC, em 1943.
Fotografia: conjunto das Capelinhas, em Vila Flor.
05 julho 2010
Freguesia Mistério 38
A Freguesia Mistério esteve em votação durante dois meses. O número de pessoas que arriscam um palpite é muito reduzido, não sei se falta de entusiasmo, se têm medo de errar. Trata-se, apenas, de uma brincadeira e não deve haver receios.
Participaram 15 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Assares (1) 7%
Benlhevai (1) 7%
Mourão (2) 13%
Nabo (2) 13%
Roios (1) 7%
Samões (2) 13%
Santa Comba de Vilariça (1) 7%
Valtorno (1) 7%
Vale Frechoso (1) 7%
Vilas Boas (3) 20%
A resposta não era fácil, mas às vezes o meu objectivo é mais espicaçar a curiosidade das pessoas para, quando passarem, no futuro, por determinados locais, a estarem mais atentas porque há muita coisa à nossa volta que nós não vemos. A resposta certa era Mourão, que teve apenas dois votos. Esta fonte está praticamente debaixo da estrada que dá acesso à aldeia, numa zona chamada "As Fontes", junto a um caminho com pouca circulação. São muito poucos os que se apercebem da sua presença.
O novo desafio é, de novo, uma fonte. Desta vez um fontanário público muito visível, no centro da aldeia. Tem uma placa que indica o "Largo do Pelourinho" e, só insto já reduz as possibilidades a duas ou três aldeias do concelho. Atenção que não basta olhar ao presente, é muitas vezes vezes necessário olhar para a história das freguesias.
Participem votando. A votação é possível na margem direita do blogue, em Freguesia Mistério n.º38.
Participaram 15 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:Assares (1) 7%
Benlhevai (1) 7%
Mourão (2) 13%
Nabo (2) 13%
Roios (1) 7%
Samões (2) 13%
Santa Comba de Vilariça (1) 7%
Valtorno (1) 7%
Vale Frechoso (1) 7%
Vilas Boas (3) 20%
A resposta não era fácil, mas às vezes o meu objectivo é mais espicaçar a curiosidade das pessoas para, quando passarem, no futuro, por determinados locais, a estarem mais atentas porque há muita coisa à nossa volta que nós não vemos. A resposta certa era Mourão, que teve apenas dois votos. Esta fonte está praticamente debaixo da estrada que dá acesso à aldeia, numa zona chamada "As Fontes", junto a um caminho com pouca circulação. São muito poucos os que se apercebem da sua presença.
O novo desafio é, de novo, uma fonte. Desta vez um fontanário público muito visível, no centro da aldeia. Tem uma placa que indica o "Largo do Pelourinho" e, só insto já reduz as possibilidades a duas ou três aldeias do concelho. Atenção que não basta olhar ao presente, é muitas vezes vezes necessário olhar para a história das freguesias.
Participem votando. A votação é possível na margem direita do blogue, em Freguesia Mistério n.º38.
02 julho 2010
Roios - Pastor
Uma das pessoas que encontrei no passeio em Roios no dia 10 de Abril, foi um pastor de um rebanho de cabras, com quem conversei demoradamente. É sempre bom conversar com estes conhecedores profundos dos caminhos de cada freguesia. Com eles descubro muitas vezes caminhos alternativos para os meus passeios seguintes.
01 julho 2010
Um pequeno passeio de bicicleta
Alguns estranharão os meus longos passeios de bicicleta pelas aldeias do concelho, certo é que, desde há um ano para cá, não andei de bicicleta, ou melhor, andei apenas uma vez, dia 10 de Abril. O objectivo foi fazer um teste físico e, por isso, escolhi um percurso bastante fácil: ir a Roios e voltar, por estrada.
Quase mecanicamente meti uma pequena máquina fotográfica no bolso. Não fazia a mínima ideia de como ia correr o passeio, mas sempre daria para tirar algumas fotografias.
Em pleno início de Abril os olivais ganharam um tapete multicolor, com a base verde e decorado a amarelo e branco. Esse foi o espectáculo que encontrei mal deixei as primeiras casas da vila em direcção a Roios. Após algumas paragens deixei-me levar tranquilamente até à aldeia. Não senti dores e isso deu-me segurança para ir mais longe. Percorri as principais ruas da aldeia e conversei um pouco com algumas pessoas. Entusiasmado decidi subir o caminho que passa perto do marco geodésico do Maragato, e depois vai à estrada nacional, que segue para Vale Frechoso. A subida é acentuada, mas sentia-me bem. A meio da subida encontrei um agricultor de Roios, que voltava da lavoura. Mais alguns dedos de conversa e continuei. A vegetação estava exuberante e não resisti a deixar a bicicleta, por alguns instantes e seguir pelos lameiros onde corria um pequeno riacho.
Pouco depois acabou-se a bateria da máquina fotográfica. Foi o momento de me concentrar de novo no pedal. Segui pela estrada até ao Baracão, mas senti-me tão entusiasmado que segui até Samões e depois para a barragem Camilo Mendonça. São muitas as pessoas que procuram este lugar para queimarem algumas calorias ao fim da tarde. Eu também já fui até lá duas ou três vezes, mas caminhar em círculo, à volta da barragem, não faz muito meu género.
Satisfeito com o percurso feito, regressei a casa. Percorri 23 quilómetros quase sem querer, o que me abriu boas perspectivas de “voltar à estrada” em bicicleta. Também fiz algumas fotografias interessantes, apesar de cada vez mais estar habituado a transportar uma máquina fotográfica muito melhor do que a que levei no bolso.
Quase mecanicamente meti uma pequena máquina fotográfica no bolso. Não fazia a mínima ideia de como ia correr o passeio, mas sempre daria para tirar algumas fotografias.
Em pleno início de Abril os olivais ganharam um tapete multicolor, com a base verde e decorado a amarelo e branco. Esse foi o espectáculo que encontrei mal deixei as primeiras casas da vila em direcção a Roios. Após algumas paragens deixei-me levar tranquilamente até à aldeia. Não senti dores e isso deu-me segurança para ir mais longe. Percorri as principais ruas da aldeia e conversei um pouco com algumas pessoas. Entusiasmado decidi subir o caminho que passa perto do marco geodésico do Maragato, e depois vai à estrada nacional, que segue para Vale Frechoso. A subida é acentuada, mas sentia-me bem. A meio da subida encontrei um agricultor de Roios, que voltava da lavoura. Mais alguns dedos de conversa e continuei. A vegetação estava exuberante e não resisti a deixar a bicicleta, por alguns instantes e seguir pelos lameiros onde corria um pequeno riacho.
Pouco depois acabou-se a bateria da máquina fotográfica. Foi o momento de me concentrar de novo no pedal. Segui pela estrada até ao Baracão, mas senti-me tão entusiasmado que segui até Samões e depois para a barragem Camilo Mendonça. São muitas as pessoas que procuram este lugar para queimarem algumas calorias ao fim da tarde. Eu também já fui até lá duas ou três vezes, mas caminhar em círculo, à volta da barragem, não faz muito meu género.
Satisfeito com o percurso feito, regressei a casa. Percorri 23 quilómetros quase sem querer, o que me abriu boas perspectivas de “voltar à estrada” em bicicleta. Também fiz algumas fotografias interessantes, apesar de cada vez mais estar habituado a transportar uma máquina fotográfica muito melhor do que a que levei no bolso.
30 junho 2010
TasOsMontes.Net
A vontade de partilhar na Internet as minhas “viagens” por vilas e aldeias de Trás-os-Montes nasceu há mais de uma década, com os meus primeiros contactos com a Web. A primeira experiência chamou-se “O Trasmontano” e chegou a estar disponível na GeoCities, abarcando todos os concelhos do distrito de Bragança. Morreu principalmente pela minha indisponibilidade para o “alimentar”.
Em 2004 iniciei uma volta pelas freguesias do concelho de Miranda do Douro e fiz nascer o site “À Descoberta de Miranda do Douro”, primeiro da série e que ainda se mantém online. Pela minha vida profissional e pelo gosto pessoal em conhecer e fotografar a região, novos blogues foram aparecendo, tendo o mesmo formato, mas cada um dedicado a seu concelho. No entanto, como são todos dinamizados por mim, acabam por ter muito em comum. Pensei em partilhar algumas postagens entre eles, mas, a opção final foi a criação de um novo espaço, também em formato blogue (por enquanto), que congregue informação disseminada pelos diferentes locais: À Descoberta de Miranda do Douro, À Descoberta de Vila Flor, À Descoberta de Carrazeda de Ansiães, À Descoberta de Mogadouro, À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta, À Descoberta de Torre de Moncorvo e A Linha é Tua (blogue dedicado à Linha do Tua).
A partir de agora toda a (nova) informação dos diferentes blogues será disponibilizada também no espaço TasOsMontes.Net, sem necessidade de andar a saltar de Blogue em Blogue. Tentarei também partilhar, neste espaço, fotografias que tenho colocado na plataforma Flickr, onde tenho mantido uma relativa actividade. Com o tempo pode ser que haja algumas evoluções, uma vez que estou sempre a aprender.
Espero que o novo espaço seja uma janela aberta para o Trás-os-Montes que eu capto, seja em fotografias, seja em palavras.
Em 2004 iniciei uma volta pelas freguesias do concelho de Miranda do Douro e fiz nascer o site “À Descoberta de Miranda do Douro”, primeiro da série e que ainda se mantém online. Pela minha vida profissional e pelo gosto pessoal em conhecer e fotografar a região, novos blogues foram aparecendo, tendo o mesmo formato, mas cada um dedicado a seu concelho. No entanto, como são todos dinamizados por mim, acabam por ter muito em comum. Pensei em partilhar algumas postagens entre eles, mas, a opção final foi a criação de um novo espaço, também em formato blogue (por enquanto), que congregue informação disseminada pelos diferentes locais: À Descoberta de Miranda do Douro, À Descoberta de Vila Flor, À Descoberta de Carrazeda de Ansiães, À Descoberta de Mogadouro, À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta, À Descoberta de Torre de Moncorvo e A Linha é Tua (blogue dedicado à Linha do Tua).
A partir de agora toda a (nova) informação dos diferentes blogues será disponibilizada também no espaço TasOsMontes.Net, sem necessidade de andar a saltar de Blogue em Blogue. Tentarei também partilhar, neste espaço, fotografias que tenho colocado na plataforma Flickr, onde tenho mantido uma relativa actividade. Com o tempo pode ser que haja algumas evoluções, uma vez que estou sempre a aprender.
Espero que o novo espaço seja uma janela aberta para o Trás-os-Montes que eu capto, seja em fotografias, seja em palavras.
22 junho 2010
VIII TerraFlor de 15 a 18 de Julho
Cartaz da feira TerraFlor que vai decorrer entre os dias 15 e 18 de Julho, em Vila Flor. É a VIII edição deste evento dedicado aos Produtos e Sabores do concelho e onde o Azeite ocupa sempre um lugar de destaque.
Este ano é a flor de oliveira que serve de fundo ao cartaz, que divulga as atracções musicais para os quatro dias da feira.
Para uma retrospectiva do que se passou nas edições anteriores basta clicar - aqui -
Este ano é a flor de oliveira que serve de fundo ao cartaz, que divulga as atracções musicais para os quatro dias da feira.
Para uma retrospectiva do que se passou nas edições anteriores basta clicar - aqui -
19 junho 2010
Tabela de Preços do Parque de Campismo de Vila Flor
Tenho recebido algumas mensagens a pedir informação sobre o Parque de Campismo de Vila Flor. Aqui está a tabela de preços actualizada (Junho de 2010) e a Planta do Parque.
Desejo a todos os que o visitarem uma boa estadia e aproveitem para conhecer o concelho, garanto que não se arrependerão.
Desejo a todos os que o visitarem uma boa estadia e aproveitem para conhecer o concelho, garanto que não se arrependerão.
09 junho 2010
Alagoa
Aproximam-se os Santos Populares e, já no ano passado, nesta época me recordei das alminhas que existem em Alagoa. Na semana passado voltei ao local e verifique que estão envoltas num bonito jardim, como habitualmente.
Estas alminhas originalmente estavam fora do povoado, num local chamado Osseira. Penso que estariam num caminho que fazia a ligação entre Alagoa e Vilarinho da Castanheira, respeitando, assim, a norma de implantação destes locais de culto. Em Alagoa há ainda mais duas alminhas, também elas muito antigas.
Verifiquei que foi cortado o parte do pinhal que envolvia a capela de Nossa Senhora de Fátima. Sendo este o ponto mais elevado do concelho de Vila Flor, talvez agora se consiga ter uma paisagem mais bonita a partir do santuário. Ainda estive no local, mas como por ali havia muitas máquinas, acabei por não tirar nenhuma fotografia.
Ver também : Alminhas (8) - Alagoa
Estas alminhas originalmente estavam fora do povoado, num local chamado Osseira. Penso que estariam num caminho que fazia a ligação entre Alagoa e Vilarinho da Castanheira, respeitando, assim, a norma de implantação destes locais de culto. Em Alagoa há ainda mais duas alminhas, também elas muito antigas.
Verifiquei que foi cortado o parte do pinhal que envolvia a capela de Nossa Senhora de Fátima. Sendo este o ponto mais elevado do concelho de Vila Flor, talvez agora se consiga ter uma paisagem mais bonita a partir do santuário. Ainda estive no local, mas como por ali havia muitas máquinas, acabei por não tirar nenhuma fotografia.
Ver também : Alminhas (8) - Alagoa
04 junho 2010
As cores de Março
Logo no início do mês de Março fiz uma das mais longas caminhadas pelo concelho. Também esta caminhada se destinava a localizar locais de depósito de lixo nas freguesias de Candoso e Valtorno para a iniciativa Limpar Portugal.
Actualmente já não preciso de estudar cuidadosamente os percursos a realizar. Conheço grande parte dos caminhos e salto de uns para outros fazendo as escolhas de acordo com factores como o tempo, o interesse ao às vezes o impulso. É uma grande sensação de liberdade sair quase sem rumo, com horas infindáveis para poder percorrer os caminhos, apreciar o recorte das montanhas ou perder-me na pequenez das flores, apenas possível de joelhos, como que venerando a obra do Criador.
Nesta altura ainda as amendoeiras estavam em flor, mas, este ano este espectáculo tão fantástico não teve o brilho de anos anteriores.
O destino era Candoso mas logo à saída de Vila Flor em direcção a Samões me perdi pelas flores que atapetavam os caminhos, brilhando intensamente com a luz do sol. Atravessei Samões e dirigi-me para os campos agrícolas próximos. Sabia que o caminho não tinha saída mas o objectivo era entrar nos terrenos e fotografar as margaridas que cobriam mais de um hectare. Já não foi a primeira vez que vi tantas margaridas, ou margaças, em flor. Este espectáculo é frequentes nestes terrenos férteis próximos de Samões mas também nos olivais de Sampaio, Lodões ou Assares.
Continuei por caminhos rurais até perto das primeiras casas de Carvalho de Egas. O ribeiro, que corria abundantemente, era o que me separava de começar a subida em direcção a Candoso. A caminho é bom mas com as chuvas que caídas havia lama em todo o lado. Em Candoso as ruas estavam esburacadas. As máquinas tinham aberto valas nas ruas para a colocação de esgotos (penso eu). Segui para junto da igreja e depois para a escola primária. Comecei ali a minha tarefa de localização de lixeiras. Não as vou descrever aqui. De perto da escola primária até à estrada nacional já perto do termo de Candoso com Mogo de Malta encontrei tanto, tanto lixo que fiquei horrorizado. Já tinha passado várias vezes em bicicleta nesses caminhos, mas, agora percorrendo-os a pé fiquei com a ideia que infelizmente há muita gente que não gosta mesmo da sua terra. Não são só electrodomésticos são quantidades industriais de entulho, vidro e móveis antigos que ocupam vários hectares. Cada vez mais se reforça a ideia de que as pessoas se preocupam com as aparências, construindo casas bonitas mas despejando todo o lixo ao longo dos caminhos, pela calada da noite ou em plena luz do dia. Que fazem os responsáveis locais? Que faz a GNR?
Já com o sol a pintar de amarelo as copas dos pinheiros, cheguei à estrada nacional quase no ponto onde vai passar o futuro IC5. Pareceu-me boa ideia aproveitar o traçado deste itinerário para regressar a casa, mas vei-o a revelar-se uma péssima opção. Primeiro porque é perigoso circular nestes locais, apesar de ser fim-de-semana e não haver máquinas em manobras, depois porque a chuva e a passagem continuada de máquinas criavam autênticos lamaçais. Quase a chegar a Carvalho de Egas enterrei-me quase até à cinta. Apanhei um valente susto e decidi afastar-me do traçado do IC5 e seguir os caminhos já meus conhecidos. Revelou-se uma atitude sensata, embora não isenta de perigos. A noite chegou e eu com vários quilómetros para percorrer. Não é fácil caminhar em completa escuridão e havia alguns caminhos completamente inundados. Mantendo o sangue frio e usando de todas as cautelas, cheguei a Vila Flor perto das nove da noite.
Foi uma longa caminhada, ao longo de mais de 20 quilómetros. Neste percurso marcou-me o contraste das cores de Maio, no início da caminhada, e a imagem degradante do lixo encontrado em grandes quantidades.
A Junta de Freguesia de Candoso aderiu à iniciativa Limpar Portugal e algum desse lixo foi limpo no dia 20 de Março. Uma coisa é certa: se não houver cuidado, educação e civismo, de pouco adianta andarmos, uns poucos, a apanhar o lixo que muitos fazem.
Actualmente já não preciso de estudar cuidadosamente os percursos a realizar. Conheço grande parte dos caminhos e salto de uns para outros fazendo as escolhas de acordo com factores como o tempo, o interesse ao às vezes o impulso. É uma grande sensação de liberdade sair quase sem rumo, com horas infindáveis para poder percorrer os caminhos, apreciar o recorte das montanhas ou perder-me na pequenez das flores, apenas possível de joelhos, como que venerando a obra do Criador.
Nesta altura ainda as amendoeiras estavam em flor, mas, este ano este espectáculo tão fantástico não teve o brilho de anos anteriores.
O destino era Candoso mas logo à saída de Vila Flor em direcção a Samões me perdi pelas flores que atapetavam os caminhos, brilhando intensamente com a luz do sol. Atravessei Samões e dirigi-me para os campos agrícolas próximos. Sabia que o caminho não tinha saída mas o objectivo era entrar nos terrenos e fotografar as margaridas que cobriam mais de um hectare. Já não foi a primeira vez que vi tantas margaridas, ou margaças, em flor. Este espectáculo é frequentes nestes terrenos férteis próximos de Samões mas também nos olivais de Sampaio, Lodões ou Assares.
Continuei por caminhos rurais até perto das primeiras casas de Carvalho de Egas. O ribeiro, que corria abundantemente, era o que me separava de começar a subida em direcção a Candoso. A caminho é bom mas com as chuvas que caídas havia lama em todo o lado. Em Candoso as ruas estavam esburacadas. As máquinas tinham aberto valas nas ruas para a colocação de esgotos (penso eu). Segui para junto da igreja e depois para a escola primária. Comecei ali a minha tarefa de localização de lixeiras. Não as vou descrever aqui. De perto da escola primária até à estrada nacional já perto do termo de Candoso com Mogo de Malta encontrei tanto, tanto lixo que fiquei horrorizado. Já tinha passado várias vezes em bicicleta nesses caminhos, mas, agora percorrendo-os a pé fiquei com a ideia que infelizmente há muita gente que não gosta mesmo da sua terra. Não são só electrodomésticos são quantidades industriais de entulho, vidro e móveis antigos que ocupam vários hectares. Cada vez mais se reforça a ideia de que as pessoas se preocupam com as aparências, construindo casas bonitas mas despejando todo o lixo ao longo dos caminhos, pela calada da noite ou em plena luz do dia. Que fazem os responsáveis locais? Que faz a GNR?
Já com o sol a pintar de amarelo as copas dos pinheiros, cheguei à estrada nacional quase no ponto onde vai passar o futuro IC5. Pareceu-me boa ideia aproveitar o traçado deste itinerário para regressar a casa, mas vei-o a revelar-se uma péssima opção. Primeiro porque é perigoso circular nestes locais, apesar de ser fim-de-semana e não haver máquinas em manobras, depois porque a chuva e a passagem continuada de máquinas criavam autênticos lamaçais. Quase a chegar a Carvalho de Egas enterrei-me quase até à cinta. Apanhei um valente susto e decidi afastar-me do traçado do IC5 e seguir os caminhos já meus conhecidos. Revelou-se uma atitude sensata, embora não isenta de perigos. A noite chegou e eu com vários quilómetros para percorrer. Não é fácil caminhar em completa escuridão e havia alguns caminhos completamente inundados. Mantendo o sangue frio e usando de todas as cautelas, cheguei a Vila Flor perto das nove da noite.
Foi uma longa caminhada, ao longo de mais de 20 quilómetros. Neste percurso marcou-me o contraste das cores de Maio, no início da caminhada, e a imagem degradante do lixo encontrado em grandes quantidades.
A Junta de Freguesia de Candoso aderiu à iniciativa Limpar Portugal e algum desse lixo foi limpo no dia 20 de Março. Uma coisa é certa: se não houver cuidado, educação e civismo, de pouco adianta andarmos, uns poucos, a apanhar o lixo que muitos fazem.
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