02 setembro 2010

Recordar - Vila Flor em Festa

Também em Vila Flor se realizaram grandes festas, nos dias 21, 22, 23 e 24 de Agosto. Confesso que não acompanhei de perto o evento, pois praticamente não saí de casa nesses dias, mas as noites estiveram animadas e ainda fiz o gostinho ao pé, no arraial de Sábado.
Com alguns dias de atraso divulgo o vídeo que a LOCALVISÃO fez no primeiro dia das festas.

Recordar - Romaria N. Sra da Assunção

No dia 15 de Agosto encontrava-me bastante longe de Vila Flor e de Vilas Boas, onde se realizou a tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Assunção. Para os que não puderam estar e para os que estiveram mas querem recordar, deixo vídeo feito pela Localvisão sobre a Romaria.

30 agosto 2010

Quadros singelos

Numa casa humilde em Roios fui encontrar este bonito arranjo. Quem é pobre também tem sensibilidade, por vezes muita.

27 agosto 2010

Festas em honra de S. Bartolomeu (2/2)





A procissão tem, de ano para ano, mais dificuldade em percorrer as ruas da vila, tal é a quantidade de automóveis estacionados indiscriminadamente por todo o lado. Parece-me que uma melhor planificação do trânsito na tarde do dia 24 poderia proporcionar uma tarefa bem mais fácil para os que transportam os andores. E porque não proibir o estacionamento em volta do Pelourinho e colocar o som da igreja para o exterior?

25 agosto 2010

Festas em honra de S. Bartolomeu (1/2)

Realizaram-se nos dias 21, 22, 23 e 24, em Vila Flor, as festas festas em honra de S. Bartolomeu. Com um programa diferente do tradicionalmente apresentado, houve uma peça de teatro, lançamento de um livro e espectáculos musicais nos três últimos dias.
No dia 24, dia de S. Bartolomeu, realizou-se a festa religiosa com Eucaristia, às 11 horas e uma majestosa procissão às 18 horas.
Nos próximos dias vou publicar algumas fotografias que recolhi durante a procissão.



03 agosto 2010

Vila Flor vem para a rua

Vila Flor vem para a rua
S. Bartolomeu é teu
S. Pedro deu-te a lua
E o mundo escureceu
Comprei-te um manjerico
E trago-te um balão
Em casa e que eu não fico
Ó meu rico S. João.

Refrão:
Vila Flor és linda na noite de S. João
Vila Flor és bela em cada coração
Vila Flor menina que brilhas sem parar
És vila pequenina que Deus veio abençoar.

Vila Flor faz sorrir
Na noite de S. João
Cantigas a florir
Danças de mão em mão
Há arcos enfeitados
Onde brilham as estrelas
E rosas perfumadas
Que para ti são as mais belas

Refrão:
Vila Flor és linda na noite de S. João
Vila Flor és bela em cada coração
Vila Flor menina que brilhas sem parar
És vila pequenina que Deus veio abençoar.

28 julho 2010

A linha (que era nossa)

A minha posição a respeito da barragem que pretendem construir em Foz Tua é conhecida: sou incondicionalmente contra a destruição da linha do Tua e do vale único que ela percorre. Não me venham acenar com a bandeira do desenvolvimento ou com a bandeira das reservas de água. É apenas o interesse do grande capital mascarado de solidariedade para com o interior.
Não seria mais fácil e rentável dedicarmos alguma atenção ao que temos e que muitas vezes está ao abandono? Claro que quando as coisas estão abandonadas não dão lucro e foi isso que aconteceu à linha do Tua. Em Vila Flor todas as atenções vão para o Vale da Vilariça e o Vale do Tua está esquecido.
Há pouco tempo fiz um passeio na Linha do Tua, entre Abreiro e a Ribeirinha. Esta fotografia é uma das que tirei nessa tarde.

Para mais informações sobre a Linha do Tua podem consultar o blogue que criei e mantenho dedicado exclusivamente à Linha do Tua - A Linha é TUA.

27 julho 2010

Oliveiras

Um fim de tarde tranquilo na Quinta da Paz. A luz doce e rasteira acentua o manto de pequenas flores amarelas.

19 julho 2010

VIII TerraFlor - 18 de Julho

O quarto e último dia da TerraFlor foi também o mais "longo". As actividades iniciaram-se às sete horas na Zona de Caça Associativa do Nabo, com uma largada de perdizes.
Durante toda a manhã realizaram-se no recinto da feira, em anexo ao espaço ocupado pela TerraFlor, o XX Concurso de Cabra Serrana, o VI Concurso de Ovelha Churra da Terra Quente e o I Concurso de Cão de Gado Transmontano.
Estes concurso trazem a Vila Flor o verdadeiro mundo rural, com pastores e criadores vindos de todo o distrito e até alguns de além Douro. Não sei se foi impressão minha, mas, os criadores do concelho, não se fazem representar em grande número, embora aqueles que o fazem consigam ganhar diversos prémios nos vários concursos.
O I Concurso de Cão de gado Transmontano despertou a minha atenção e foi aquele onde passei mais tempo. Já no ano passado houve uma mostra destes animais para preparar o concurso que se realizou este ano. A norte do distrito estes concursos são frequentes, mas, nos concelhos mais a sul do distrito não. Vila Flor pode ocupar um espaço na promoção desta raça de cães de guarda.
Apesar de corpulentos, são muito dóceis e não houve a mais ligeira escaramuça! Até eu que não sou muito animado para me aproximar destes animais, circulei à vontade por entre eles, sem qualquer receio.
Para a primeira edição do concurso, a adesão foi muito boa, com cerca de 40 animais inscritos nas várias categorias. Foi muito interessante ouvir o Juiz Internacional do Clube Português de Canicultura, Dr. Jorge Rodrigues, a fundamentar as suas pontuações, realçando aspectos positivos e negativos de cada animal. Foi uma boa lição sobre esta raça.
Depois de realizados os concursos, teve lugar o tradicional almoço de criadores e pastores. Tenho que agradecer à organização, na pessoa do Eng. António Neves, que, mais uma vez, me convidou a participar no almoço.
O almoço foi também uma boa oportunidade para conhecer mais de perto os espaços destinados à restauração existentes na TerraFlor. Tenho defendido que deviam ser atribuídos a comerciantes locais, mas, pelos vistos não há candidatos! Mesmo assim, este ano mantiveram-se dois restaurantes locais, o Ti Carlos e o Piri-piri. Na sorte tocou-me almoçar no Ti Carlos, mas não resisti a ir ao espaço do Piri-piri pedir um pratinho de cordeiro para provar. Todos os restaurantes (três) serviram caldeirada de cabrito ou cordeiro. O vinho, garantiram-me, que era da terra, mesmo o do restaurante de Bragança. Assim é que deve ser.
Depois do almoço foram entregues os prémios: taças, diplomas de participação, mas, principalmente, cheques, que alguns criadores coleccionavam todos satisfeitos.
A feira abriu mais cedo, mas só voltei ao recinto depois de jantar. A entrada foi, de novo, gratuita.
A noite musical, designada Noite TerraFlor, tinha um formato já conhecido de anos anteriores. Até os intervenientes foram os mesmos, mas, isso não significa menos interesse. Antes pelo contrário, esteve no recinto um número considerável de pessoas, que foi diminuindo a poucas dezenas, com o aproximar da meia-noite.
A iniciar o espectáculo esteve a Escola de Música Zécthoven, modernamente designada Academia. São muitos os jovens e crianças que aí aprendem os primeiros acordes e ou aperfeiçoam a sua sensibilidade e destreza musical. São muitos, mas todos tiveram lugar no palco, com maior ou menor interversão. O ponto alto da sua actuação foi o medley dos Xutos, animado com a recordação do espectáculo da noite anterior.
Actuou, de seguida, o Rancho Folclórico de Freixiel. Além das suas já habituais danças de roda, das suas vozes sempre afinadas e excelente acompanhamento musical, brindaram-nos com duas danças novas, que muito foram apreciadas.
Seguiu-se no palco a Grupo de Cantares de Vila Flor. Apesar da designação "cantares" é na dança que têm os seus principais trunfos. São presença sempre habitual em todos os eventos que se realizam ao longo do ano, como nos Reis, ou na Amendoeira em Flor.
Este ano houve uma novidade. Alguns elementos deste grupo treinaram  crianças para dançarem as suas tradicionais danças! Foi uma alegria ver os mais pequeninos dançando animadamente no palco, como se já o fizessem há muito tempo.
Houve ainda espaço para poesia, com um jovem a recitar quadras de sua autoria.
Para terminar a festa actuou o Grupo de Musica Tradicional da Associação Cultural de Vila Flor. Já havia poucas pessoas no recinto, mas as poucas que havia, eram animadas e não demorou muito para que começassem a dançar com bastante energia.
Foi também com a actuação deste grupo que aconteceu o mais bonito momento musical do dia, na minha opinião, a interpretação do fado "A Lenda da Fonte".
O último acontecimento da feira foi o sorteio do Cabaz de Produtos Regionais, com valor aproximado de 300 euros.

18 julho 2010

VIII TerraFlor - 17 de Julho

O terceiro dia da TerraFlor estava previsto para ser o must da feira, e foi. Costuma-se dizer que à terceira é de vez, e assim aconteceu.Foi a enchente total.
Só fui ao recinto da feira depois do jantar.Não tinha convite nem livre trânsito, por isso tive que desembolsar 3 € para o bilhete. As aparências à entrada não eram nada animadoras! Eram vinte e uma e trinta e o recinto estava bastante despido.
Os Gigantones de Valtorno já desfilavam pelo recinto da feira. Este grupo é presença habitual, bem como praticamente em todos os eventos organizados pela Câmara Municipal.
Pouco depois, num pequeno palco, num espaço alternativo actuaram algumas escolas musicais do concelho. Primeiramente exibiu-se um grupo de alunos de Freixiel. Primeiro os mais novos e depois os mais adultos. Encantaram o público, principalmente o de Freixiel que costuma deslocar-se em bloco para apoiar os seus grupos, quer seja o rancho folclórico ou outro. Actuaram posteriormente alunos de Vale Frechoso/Benlhevai. Interessou-me o facto de apenas existirem aulas de música nestas freguesias, mas as opiniões que recolhi não foram nada pacíficas e não interessa reproduzi-las aqui.
Todos os jovens (e menos jovens) praticantes se esforçaram e mostraram ter um longo e promissor futuro à sua frente, assim queiram eles continuar a frequentar aulas de música, e as mesmas lhe sejam proporcionadas.
Já antes destas actuações havia um pequeno grupo de jovens que marcava o lugar em frente ao palco principal para desfrutar de um lugar de qualidade no concerto dos Xutos.
Falaram-me de um desfile de moda em determinado local da feira. Percorri todo o recinto e não encontrei nada. Garantiram-me que aconteceu, mas não fazia parte do programa da feira e foi tão rápido que não o consegui localizar!
Já bastante depois das onze da noite é que se ouviram os primeiros acordes dos grandes reis do dia 17, os Xutos e Pontapés. Também eu me tinha aproximado da linha da frente, junto do palco, para melhor conseguir fazer algumas fotografias. Já me doíam os pés e não era o único impaciente porque já se tinham ouvido assobios por duas ou três vezes.
O som dos Xutos invadiu o espaço e as mentes pondo toda a gente a saltar. Confesso que não sou grande apaixonado pela sua música. Nem sei bem porquê, uma vez que acompanhei de perto o nascimento e desenvolvimento do rock em português e conheço bem praticamente todas as suas músicas (e quem não conhece?!). As músicas de que gostamos são aquelas que nos despertam emoções, independentemente de ser música clássica tocada pela mais famosa orquestra sinfónica ou um ritmo de baile tocado pelo organista da aldeia que se sentou connosco nos bancos da escola. Inexplicavelmente há sons que nos tocam, outros não. Mas a música que se fez ouvir tocava fundo a alma de muita gente que gritava, gesticulava e dançava a cada nova interpretação, pedindo sempre mais. A banda em palco, madura, profissional como poucas, correspondia, brincava, fazia parecer que tudo era fácil e  colocou a assistência ao rubro.
Só quando, já depois da meia noite, abandonei o local onde me encontrava deslocando-me para um local mais afastado do recinto, me apercebi que este estava completamente cheio. Havia muitos adolescentes, era o grupo mais numeroso e entusiasta. O seu espírito rebelde deve rever-se nas letras que os Xutos cantam.
A aposta neste grupo foi uma ganha (dizem que foram pagos a preço de ouro). Havia quem afirmasse que nunca nas oito edições da TerraFlor tinha visto tamanha enchente, mas outros comparavam-na à que aconteceu com o concerto do Tony Carreira. A maior que eu tenho memória aconteceu com o Quim Barreiros!
O grupo terminou a sua actuação à uma da madrugada, depois de ter voltado uma primeira e uma segunda vez ao palco. Mesmo assim, ainda se gritava - Contentores!
No final do espectáculo alguns resistentes não arredaram pé até conseguiram um muito desejado autógrafo. Pensei nos visitantes do blogue e, também eu me juntei aos caçadores de autógrafos. A minha admiração ao Zé Pedro pela paciência que teve com todos nós.
Depois da debandada geral a música continuou, noutro palco, com um Dj. Ainda se ouviu durante algumas horas, mas, à hora que vos escrevo, quase cinco da manhã, o silêncio é total. Também ontem houve animação até às quatro da madrugada. Pode haver crise mas o álcool tem sempre uma grande venda e ainda hoje foi necessário chamar a ambulância para levar alguns mais descuidados ao hospital!
Por hoje chega. Espero amanhã (Domingo) acordar a tempo de acompanhar os concursos de Cabra Serrana, Ovelha Churra e Cão de Gado Transmontano.
Amanhã à noite há folclore, da terra ... flor.

17 julho 2010

VIII TerraFlor - 16 de Julho

O acontecimento mais marcante do segundo dia da TerraFlor foram as declarações proferidas pelo senhor ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, no Colóquio realizado no Centro Cultural de Vila Flor (em Vila Flor), às 10 da manhã, com o tema Potencial das Estruturas de Transporte no Desenvolvimento Regional. Não estive presente no colóquio, mas, ao fim da manhã fui surpreendido com uma chuva de notícias no espaço virtual que falavam de Vila Flor! Na resposta a uma questão colocada pelo público o senhor ministro deu a entender que "nós vamos ter que pagar" os milhões que estão a ser gastos na construção do IP2 e no IC5, com o pagamento de portagens (ver notícia no Sol). Já pela tarde veio o desmentido/esclarecimento, mas, com a experiência que temos dos políticos, não sei no que podemos acreditar.
Só fui ao recinto da feira, depois de jantar. Hoje a entrada era paga, mas, mesmo assim havia mais gente que ontem.
A receber os mais novos estava de novo o grupo de teatro Filandorra, com histórias para crianças contadas à moda antiga. Desta vez não fiquei a ouvir as histórias e aproveitei para visitar mais alguns stands da feira e falar com alguns artesãos e produtores do concelho.
Todas as barraquinhas estavam mais recheadas de que ontem, sinal de que estavam preparadas para mais público, o que se verificou. 
A animação musical da noite esteve a cargo do grupo One Vision com um tributo aos Queen. Sou grande apreciador desta banda inglesa, que acompanho já há muitos anos. Embora o grupo tenha perdido parte da sua alma com a morte prematura do seu vocalista carismático Freddy Mercury, continuo a gostar da sua música vendo no seu guitarrista uma sensibilidade invulgar para tocar guitarra e compor música. Isto para dizer que foi a música dos Queen que me levou ao recinto da feira. Levou-me a mim e a algumas centenas de pessoas que se juntaram em frente ao palco para ouvirem a banda. Não sei se chegariam a ser milhares uma vez que as pessoas não paravam muito. Mais uma vez a noite esteve muito fria.
Valeu a pena ir assistir ao concerto. O grupo tocou os maiores sucessos dos Queen com uma qualidade muito boa, quer na execução musical, quer na voz (com o devido respeito ao original, porque não deve haver muitas vozes como as do Freddy Mercury pelo mundo fora). Foi interessante verificar que, para além dos quarentões, como eu, e até gente com mais idade, também há bastantes jovens que apreciam a música dos Queen. Muitas figuras conhecidas da vila estavam lá, a abanar o capacete, sem problemas, com a música a faze-los recuar no tempo.
Verifica-se  que a TerraFlor cresceu do primeiro para o segundo dia, esperando-se que amanhã (Sábado) seja o dia grande, com os Xutos e Pontapés a servirem de chamariz.

16 julho 2010

Sobreiro

Sobreiro, entre Candoso e Valtorno.