É sempre com alguma ansiedade que aguardamos pelo aparecimento das flores das amendoeiras. Eu, diariamente, quando me dirijo da casa para o trabalho e do trabalho para casa, "espreito" algumas amendoeiras que rodeiam Vila Flor.
Hoje escolhi o percurso pedestre para mais uma "Peregrinação" pelos caminhos do concelho com o objectivo de me encontrar com as primeiras amostras, do que é um bonito espectáculo, que é as amendoeiras floridas. Não foi preciso procurar muito, porque as primeiras flores foram captadas ainda dentro da vila!
Nas encostas que se estendem até ao Nabo fui encontrar toda a beleza que procurava. Compreensivelmente as primeiras flores aparecem em zonas onde a temperatura é mais amena, mas nem sempre nos de menor altitude. A maior parte dos anos, as primeiras flores vêm-se perto de Meireles ou então Sampaio.
Se tudo correr bem (e estou a falar das condições atmosféricas) este ano todas as amendoeiras se vão vestir de uma espesso manto rosa ou branco. Primeiramente nas encostas do vale da Vilariça e do Tua, terminando quase um mês depois, com as últimas pétalas a aparecerem nos aldeias de maior altitude do concelho, como Candoso e Valtorno.
Já comecei a receber as primeiras mensagens pedindo informações sobre quais os melhores dias para visitar o concelho. A partir deste momento já é possível apreciar esse bonito quadro das amendoeiras em flor. Isso quer dizer que no próximo fim de semana é uma boa altura para visitar a região. A última semana de Fevereiro e a primeira semana de Março, são, normalmente, as melhores semanas.
Ainda não é conhecido o Programa das Festas das Amendoeiras em Flor do Município de Vila Flor, mas, sabe-se pela Agenda Cultural que irá decorrer entre 19 de Fevereiro e 6 de Março. Foz Côa já deu a conhecer o seu programa, que será desenvolvido entre 25 de Fevereiro e 13 de Março.
Quando me é possível gosto de fazer algumas viagens pelos concelhos de Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, mas também nos concelhos de Alfândega da Fé e Mogadouro há muitas amendoeiras (além de Foz Côa, na outra margem do rio Douro).
Este será um assunto a que, certamente, voltarei.
12 fevereiro 2011
11 fevereiro 2011
Fraga do Ovo
Penso que já publiquei várias fotografias da Fraga do Ovo, em Candoso: a cores, a preto e branco, com muita luz ou ao por do sol, mas a fotografia de hoje é diferente. Foi captada no dia 28 de Janeiro depois de dois dias em que houve uma considerável queda de neve.
Durante dois dias, o trânsito para Carrazeda de Ansiães esteve condicionado, pelo menos durante parte do dia.
Durante dois dias, o trânsito para Carrazeda de Ansiães esteve condicionado, pelo menos durante parte do dia.
10 fevereiro 2011
Vento da minha terra
Ai que tristeza me traz
O vento da minha terra!
Tear que faz e desfaz
Um palmo de céu e serra,
Ora com frios de paz...
Ora com tramos de guerra...
Traz-me notícias de amigos
Que no caminho ficaram,
Deixando já de se ver!
E de outros que vão morrendo,
Definhando, esmorecendo,
Na ilusão de crescer,
Só porque nunca sonharam!
Dos mortos fica a saudade,
Mágoa dos desaparecidos
Aos que ainda têm idade
Mas que de si mesmo esquecidos,
Lembremos, por lealdade,
Que os sonhos desmedidos
São a única verdade.
Ai vento de Vila Flor,
Traz-me novas de alegria,
Bem preciso de calor,
Que a noite vai longa e fria.
Não me fales mais de dor,
Mas da manhã que anuncia
Um novo espaço de amor.
Já o vento sossegou,
E minha terra magoada
Foi uma luz que esfriou
Mal chegou a madrugada.
Há quem a queira esquecida.
Há quem a queira negada.
Querem-na outros erguida,
Divulgada, engrandecida,
Como mulher recatada
Mas por todos possuída!
Poema de João de Sá do livro Vila À Flor dos Montes (2008).
Fotografias: Capelinhas e Cerejeiras junto à Quinta da Pereira, em Vila Flor.
O vento da minha terra!
Tear que faz e desfaz
Um palmo de céu e serra,
Ora com frios de paz...
Ora com tramos de guerra...
Traz-me notícias de amigos
Que no caminho ficaram,
Deixando já de se ver!
E de outros que vão morrendo,
Definhando, esmorecendo,
Na ilusão de crescer,
Só porque nunca sonharam!
Dos mortos fica a saudade,
Mágoa dos desaparecidos
Aos que ainda têm idade
Mas que de si mesmo esquecidos,
Lembremos, por lealdade,
Que os sonhos desmedidos
São a única verdade.
Ai vento de Vila Flor,
Traz-me novas de alegria,
Bem preciso de calor,
Que a noite vai longa e fria.
Não me fales mais de dor,
Mas da manhã que anuncia
Um novo espaço de amor.
Já o vento sossegou,
E minha terra magoada
Foi uma luz que esfriou
Mal chegou a madrugada.
Há quem a queira esquecida.
Há quem a queira negada.
Querem-na outros erguida,
Divulgada, engrandecida,
Como mulher recatada
Mas por todos possuída!
Poema de João de Sá do livro Vila À Flor dos Montes (2008).
Fotografias: Capelinhas e Cerejeiras junto à Quinta da Pereira, em Vila Flor.
09 fevereiro 2011
Plante-se uma árvore
Plante-se uma árvore.
Cresce, cresce voltada para o céu.
De repente, rasga-se uma janela
onde Deus se mostra
e nós desaparecemos.
Poema de João de Sá, do livro Pelo Sinal da Terra (2010).
Imagem. Trabalho tendo por base a fotografia de um castanheiro próximo da aldeia de Mourão.
Cresce, cresce voltada para o céu.
De repente, rasga-se uma janela
onde Deus se mostra
e nós desaparecemos.
Poema de João de Sá, do livro Pelo Sinal da Terra (2010).
Imagem. Trabalho tendo por base a fotografia de um castanheiro próximo da aldeia de Mourão.
05 fevereiro 2011
Peregrinações – Capela de N. S. de Fátima (Alagoa)
Tenho um conjunto de caminhadas do conjunto “Peregrinações” por partilhar no blogue, mas, a realizada no dia 29 de Janeiro teve alguns atractivos extra e é dela que eu vou “falar”.
A escolha recaiu no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa. Esta preferência, prendeu-se, entre outras razões, com o facto de ter havido queda de neve nos dias 27 e 28 de Janeiro. Este santuário é o ponto mais alto do concelho e, seguramente um dos mais frios. Ainda ontem, numa deslocação a Carrazeda, pude verificar que ainda há alguns vestígios de neve, que aí se mantém há mais de uma semana.
Devido ao frio houve bastante indecisão na partida de Vila Flor, que acabou por acontecer um pouco depois das 10 horas da manhã. Havia algumas nuvens, mas o sol brilhava (o que não significa que não fizesse muito frio). O percurso escolhido, sem ser grande novidade, pretendia também levar o meu acompanhante nesta “Peregrinação” por caminhos diferentes dos já percorridos anteriormente: uma passagem por Carvalho de Egas, Nossa Senhora do Castanheiro, Valtorno, ruínas da capela de Santo Apolinário, Alagoa e Santuário de Nossa Senhora de Fátima. O regresso, desde inicio que estava previsto ser feito de carro. Dada a hora adiantada da partida já seria uma aventura conseguirmos chegar ao destino sem entrarmos muito pela tarde adentro.
O primeiro ponto de realce aconteceu junto ao campo de futebol de 11 de Samões. As obras do IC5 vão avançando e já é possível utilizar uma passagem superior entre Samões e a barragem Camilo Mendonça. Já junto a Carvalho de Egas o traçado é difícil e as máquinas continuam a desgastar o rijo granito. O acesso à aldeia pelo caminho escolhido não foi fácil. Futuramente haverá uma passem inferior mas os acessos ainda não estão criados, nem está para breve a sua criação.
Em Carvalho de Egas fizemos uma rápida passagem em frente à igreja e na antiga escola primária, sede da associação Alegre Atitude. Por sorte estavam a decorrer aulas de educação musical, sendo possível visitar o interior. Além de um bar, foi criado uma pequena cozinha e a “sala de aulas” recuperada para utilizações variadas. É um excelente aproveitamento do espaço (embora em preferisse que continuasse com as funções para que foi criado, sinal de que haveria muitas crianças na aldeia). Atravessámos toda a aldeia, subimos em direcção ao santuário de Santa Cecília e depois cortámos à direita em direcção à igreja de Nossa Senhora do Castanheiro.
Neste local começámos a encontrar os primeiros vestígios de neve, localizada nos locais mais sombrios. Mas na aldeia, situada a uma cota inferior, não havia vestígios dela.
Pouco depois das 12 horas estávamos em Valtorno. Depois de uma espreitadela nalgumas curiosidades da aldeia, tudo muito rapidamente, seguimos em direcção às ruínas da capela de Santo Apolinário. Valtorno é uma aldeia cheia de história e valeria a pena visitar a antiga capela de Nossa Senhora do Rosário, ou mesmos as suas curiosas fontes.
Não me recordava muito bem do percurso a seguir para a capela, pois em tantos anos À Descoberta, apenas estive aí uma vez, em Junho de 2007. O meu sentido de orientação esteve correcto e chegámos, pouco depois de deixarmos a aldeia. Em volta da capela há imensa água. Custa até a acreditar como a construíram num local tão pantanoso! Não foi possível aproximarmo-nos muito.
A caminho do povoado de Alagoa, por caminhos com grande inclinação, foi aumentando a quantidade de neve. Talvez tenha atingido a altura de 10 cm de altura nalguns locais! Apesar disso, por ali passou um veículo pesado e algum rebanho.
Atingida a estrada do Vilarinho, e dado o adiantado da hora, não seguimos para a aldeia. Decidimos seguir a corta-mato, pelo meio dos pinhais, até ao alto do santuário. Nesta zona havia mesmo muita neve! Apesar do cansaço, a paisagem era deslumbrante e justificou plenamente a escolha e o esforço para ali chegar.
No alto do monte está em uma casa em construção. Em redor foram abatidos muitos pinheiros que abriram bastante o horizonte. Agora sim, está aqui um excelente miradouro.
Como seria de esperar, a pequena capela que me lembra sempre um barco, estava fechada. Embora desejasse lá entrar, o seu interior é do mais simples que se pode imaginar.
No alto do cabeço, a mais de 850 metros de altitude, ligámos para casa para nos virem buscar. Nesse entretanto, descemos ao povoado, onde também ainda havia bastante neve, que derretia aos poucos e caía em gélidas gotas dos beirais dos telhados.
A nossa caminhada terminou em frente da capela do Espírito Santo, no centro da aldeia. Uma pomba esculpida sobre a porta é bem ilustrativa do culto aí praticado. Ainda encontrámos alguns habitantes, mas àquela hora já nem valia a pena tentar encontrar quem nos abrisse a porta da capela.
Foram cerca de 15 quilómetros de boa disposição e bonitas paisagens. Quase nem demos pelo cansaço e a neve trouxe uma motivação extra a esta caminhada. Foi simplesmente fantástica!
Percurso da Caminhada
A escolha recaiu no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa. Esta preferência, prendeu-se, entre outras razões, com o facto de ter havido queda de neve nos dias 27 e 28 de Janeiro. Este santuário é o ponto mais alto do concelho e, seguramente um dos mais frios. Ainda ontem, numa deslocação a Carrazeda, pude verificar que ainda há alguns vestígios de neve, que aí se mantém há mais de uma semana.
Devido ao frio houve bastante indecisão na partida de Vila Flor, que acabou por acontecer um pouco depois das 10 horas da manhã. Havia algumas nuvens, mas o sol brilhava (o que não significa que não fizesse muito frio). O percurso escolhido, sem ser grande novidade, pretendia também levar o meu acompanhante nesta “Peregrinação” por caminhos diferentes dos já percorridos anteriormente: uma passagem por Carvalho de Egas, Nossa Senhora do Castanheiro, Valtorno, ruínas da capela de Santo Apolinário, Alagoa e Santuário de Nossa Senhora de Fátima. O regresso, desde inicio que estava previsto ser feito de carro. Dada a hora adiantada da partida já seria uma aventura conseguirmos chegar ao destino sem entrarmos muito pela tarde adentro.
O primeiro ponto de realce aconteceu junto ao campo de futebol de 11 de Samões. As obras do IC5 vão avançando e já é possível utilizar uma passagem superior entre Samões e a barragem Camilo Mendonça. Já junto a Carvalho de Egas o traçado é difícil e as máquinas continuam a desgastar o rijo granito. O acesso à aldeia pelo caminho escolhido não foi fácil. Futuramente haverá uma passem inferior mas os acessos ainda não estão criados, nem está para breve a sua criação.
Em Carvalho de Egas fizemos uma rápida passagem em frente à igreja e na antiga escola primária, sede da associação Alegre Atitude. Por sorte estavam a decorrer aulas de educação musical, sendo possível visitar o interior. Além de um bar, foi criado uma pequena cozinha e a “sala de aulas” recuperada para utilizações variadas. É um excelente aproveitamento do espaço (embora em preferisse que continuasse com as funções para que foi criado, sinal de que haveria muitas crianças na aldeia). Atravessámos toda a aldeia, subimos em direcção ao santuário de Santa Cecília e depois cortámos à direita em direcção à igreja de Nossa Senhora do Castanheiro.
Neste local começámos a encontrar os primeiros vestígios de neve, localizada nos locais mais sombrios. Mas na aldeia, situada a uma cota inferior, não havia vestígios dela.
Pouco depois das 12 horas estávamos em Valtorno. Depois de uma espreitadela nalgumas curiosidades da aldeia, tudo muito rapidamente, seguimos em direcção às ruínas da capela de Santo Apolinário. Valtorno é uma aldeia cheia de história e valeria a pena visitar a antiga capela de Nossa Senhora do Rosário, ou mesmos as suas curiosas fontes.
Não me recordava muito bem do percurso a seguir para a capela, pois em tantos anos À Descoberta, apenas estive aí uma vez, em Junho de 2007. O meu sentido de orientação esteve correcto e chegámos, pouco depois de deixarmos a aldeia. Em volta da capela há imensa água. Custa até a acreditar como a construíram num local tão pantanoso! Não foi possível aproximarmo-nos muito.
A caminho do povoado de Alagoa, por caminhos com grande inclinação, foi aumentando a quantidade de neve. Talvez tenha atingido a altura de 10 cm de altura nalguns locais! Apesar disso, por ali passou um veículo pesado e algum rebanho.
Atingida a estrada do Vilarinho, e dado o adiantado da hora, não seguimos para a aldeia. Decidimos seguir a corta-mato, pelo meio dos pinhais, até ao alto do santuário. Nesta zona havia mesmo muita neve! Apesar do cansaço, a paisagem era deslumbrante e justificou plenamente a escolha e o esforço para ali chegar.
No alto do monte está em uma casa em construção. Em redor foram abatidos muitos pinheiros que abriram bastante o horizonte. Agora sim, está aqui um excelente miradouro.
Como seria de esperar, a pequena capela que me lembra sempre um barco, estava fechada. Embora desejasse lá entrar, o seu interior é do mais simples que se pode imaginar.
No alto do cabeço, a mais de 850 metros de altitude, ligámos para casa para nos virem buscar. Nesse entretanto, descemos ao povoado, onde também ainda havia bastante neve, que derretia aos poucos e caía em gélidas gotas dos beirais dos telhados.
A nossa caminhada terminou em frente da capela do Espírito Santo, no centro da aldeia. Uma pomba esculpida sobre a porta é bem ilustrativa do culto aí praticado. Ainda encontrámos alguns habitantes, mas àquela hora já nem valia a pena tentar encontrar quem nos abrisse a porta da capela.
Foram cerca de 15 quilómetros de boa disposição e bonitas paisagens. Quase nem demos pelo cansaço e a neve trouxe uma motivação extra a esta caminhada. Foi simplesmente fantástica!
Percurso da Caminhada
02 fevereiro 2011
27 janeiro 2011
Esfinge
Andam horas à procura
de um número que as faça
um dia
Enlevo de doçura
que por traição enlaça
cores desfeitas a fazerem nastros
de cor sem cor
folhas bailando, muitas... muitas... em redor,
luzes a acender e a apagar e lembram
astros.
- olhos fechados
caindo, correndo, fulgindo
mas sempre presos num lugar sem ponto.
Raio de sol
não venhas queimar
a barca do destino...
Esperança de luz
que surjas matutino
e quede anos à procura de um só dia
no
pêndulo sem lei
da eternidade...
Nascimento Fonseca (Notícias de Mirandela, 02/03/1969)
de um número que as faça
um dia
Enlevo de doçura
que por traição enlaça
cores desfeitas a fazerem nastros
de cor sem cor
folhas bailando, muitas... muitas... em redor,
luzes a acender e a apagar e lembram
astros.
- olhos fechados
caindo, correndo, fulgindo
mas sempre presos num lugar sem ponto.
Raio de sol
não venhas queimar
a barca do destino...
Esperança de luz
que surjas matutino
e quede anos à procura de um só dia
no
pêndulo sem lei
da eternidade...
Nascimento Fonseca (Notícias de Mirandela, 02/03/1969)
26 janeiro 2011
Freguesia Mistério 43
A Freguesia Mistério n.42 decorreu durante o mês de Dezembro. Participaram 19 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Candoso (1) 5%
Freixiel (5) 26%
Lodões (1) 5%
Nabo (3) 16%
Sampaio (3) 16%
Santa Comba de Vilariça (1) 5%
Vale Frechoso (1) 5%
Valtorno (2) 11%
Vilarinho das Azenhas (1) 5%
Vilas Boas (1) 5%
São poucas as vezes em que a tendência se inclina para a resposta certa, mas, desta vez, aconteceu. O bonito cruzeiro que a fotografia mostra pode ser admirado na freguesia de Freixiel. Está situado junto à estrada M629, estrada que faz a ligação da sede de freguesia com Folgares, onde não vou já há algum tempo. A posição elevada, o fresco de Cristo pintado na cruz em pedra e o arranjo do espaço envolvente, fazem deste lugar um bonito recanto de Freixiel. As quatro bases de pilares distribuídas em redor da cruz dão a entender que a mesma deve ter estado, em dada altura, coberta por uma estrutura. Coberturas do género podem ser encontradas em cruzeiros de Samões e Valtorno.
O desafio para o mês de Janeiro de 2011 é um painel de azulejos. Trata-se de uma aplicação muito recente numa fonte já bastante antiga. O facto de se tratar de uma obra recente, aumenta a dificuldade na sua identificação, mas, o importante é despertar o interesse em conhecer o local. Venham daí os palpites.
Em que freguesia podemos encontrar uma fonte onde foi aplicado este painel de azulejos recentemente?
(A resposta é dada na margem direita do blogue no desafio Freguesia Mistério n.º 43).
Candoso (1) 5%Freixiel (5) 26%
Lodões (1) 5%
Nabo (3) 16%
Sampaio (3) 16%
Santa Comba de Vilariça (1) 5%
Vale Frechoso (1) 5%
Valtorno (2) 11%
Vilarinho das Azenhas (1) 5%
Vilas Boas (1) 5%
São poucas as vezes em que a tendência se inclina para a resposta certa, mas, desta vez, aconteceu. O bonito cruzeiro que a fotografia mostra pode ser admirado na freguesia de Freixiel. Está situado junto à estrada M629, estrada que faz a ligação da sede de freguesia com Folgares, onde não vou já há algum tempo. A posição elevada, o fresco de Cristo pintado na cruz em pedra e o arranjo do espaço envolvente, fazem deste lugar um bonito recanto de Freixiel. As quatro bases de pilares distribuídas em redor da cruz dão a entender que a mesma deve ter estado, em dada altura, coberta por uma estrutura. Coberturas do género podem ser encontradas em cruzeiros de Samões e Valtorno.
O desafio para o mês de Janeiro de 2011 é um painel de azulejos. Trata-se de uma aplicação muito recente numa fonte já bastante antiga. O facto de se tratar de uma obra recente, aumenta a dificuldade na sua identificação, mas, o importante é despertar o interesse em conhecer o local. Venham daí os palpites.
Em que freguesia podemos encontrar uma fonte onde foi aplicado este painel de azulejos recentemente?
(A resposta é dada na margem direita do blogue no desafio Freguesia Mistério n.º 43).
25 janeiro 2011
Capela de Nossa Senhora do Carrasco
Ficou por publicar na reportagem da Peregrinação anterior, uma fotografia da capela de Nossa Senhora do Carrasco, no Nabo. O recinto é um espaço agradável e sempre sossegado. Na fonte junto à buganvília da fotografia mato muitas vezes a sede. Há também uma acácia, que sem ser muito apreciada por algumas pessoas (pelas alergias que causa), empresta muito colorido ao local.
24 janeiro 2011
Peregrinações – Capela de Santa Cruz (Nabo)
Já distante o dia 21 de Novembro em que fiz uma memorável caminhada ao Nabo, mas, foi tão emocione (e não só), que não posso deixar de partilhar algumas dessas imagens e emoções captadas ao longo de alguns quilómetros por caminhos por muito poucos percorridos.
Mais uma vez tive a companhia do colega de trabalho e ultimamente de caminhadas, Helder Magueta.
Partimos de Vila Flor ao início da manhã, num dia fresco e cinzento, mostrando-se pouco convidativo para passeios na natureza. O destino da “Peregrinação” seria a Capela de S. Cruz, mas pretendíamos aproveitar para visitar a nova Barragem, a Pala do Conde e o cabeço de Nossa Senhora do Carrasco. Pelo caminho também pretendíamos passar por locais interessantes de visitar como o Arco ou a aldeia abandona do Gavião.
Caminhar por locais assim, é uma verdadeira aventura. Nunca sabemos o quê ou mesmo quem vamos encontrar, mas por isso é que este Blogue se chama À DESCOBERTA....
A primeira paragem aconteceu na Fonte do Olmo, junto ao novo Estádio Municipal. É um local que visito com frequência na Primavera, à “caça” de flores, insectos (e cobras!) e que fica no caminho para o Arco. Passámos junto ao cemitério, onde algumas pessoas já cuidavam das sepulturas dos seus familiares; atravessámos toda a aldeia, de cima abaixo. Em todas as portas e esquinas havia garrafas e garrafões cheios de água! Estou em crer que os cães, no Arco, terão muita dificuldade em fazerem as suas necessidades, uma vez que (julgo) toda essa água se destina a demove-los de urinarem nos locais.
O percurso até à aldeia abandonada do Gavião é a subir mas com uma paisagem deslumbrante. Mas não foi só a vista em direcção ao vale que nos agradou, os medronheiros que crescem em matagais por uma vasta área apresentavam frutos maduros, para comer, e vistosos, para fotografar.
Também as ruínas das casas da pequena aldeia são sempre um desafio para a fotografia e nem mesmo a vontade de seguir caminho me impediu de fazer alguns disparos tentando captar a alma do local, a preto e branco, é claro.
As descidas são sempre agradáveis e quando iniciámos o percurso em direcção ao Nabo a progressão foi rápida. As coisas não são bem como parecem e, muito tempo a descer, acaba por ser tanto ou mais cansativo do que caminhar a subir.
Pelo caminho fomos surpreendidos por vários alimentadores para perdizes e até perdizes que nos deixaram aproximar a poucos metros de distância! Também fomos apanhados por uma chuvada que algumas nuvens escuras despejaram sobre nós, mas estávamos preparados para enfrentar o mau tempo e nada nos fez parar.
Passámos a poente da aldeia e continuámos em direcção a sul, bem ao coração do vale, onde se situava a antiga fortificação de Godeiros.
Foi a primeira vez que ali estive desde que a barragem do Arco e do Ribeiro Grande foi concluída. Num dos meus primeiros passeios em Junho de 2007 percorri toda esta área à procura de vestígios arqueológicos. Havia imensos, até para um leigo como eu. No âmbito da construção da barragem foram feitos estudos arqueológicos em Godeiros e no Monte Couquinho.
Os especialistas encontraram vestígios desde a época contemporânea até à época proto-histórica. Muitos fragmentos cerâmicos medievais e romanos. O alto de Godeiros, onde se elevaria a torre de vigia escapou, mas as partes mais baixas forram alagadas pelas águas da barragem.
Felizmente o nível da água estava bastante baixo e ainda podemos ver os locais onde foram feitas prospecções arqueológicas. Também a fraga conhecida como a Pala do Conde, sobre a qual foi escavada uma sepultura, estava acima do nível da água. Foi muito interessante voltar a este local.
O Nabo estava ainda muito distante, bem como a capela de Santa Cruz. Já com alguma vontade ao almoço iniciámos o caminho que nos conduziria à aldeia.
Junto ao caminho encontrámos a antiga capela de Santa Cruz ou de Nossa Senhora da Conceição. É uma construção muito simples. O elemento mais curioso no local é mesmo o elegante cruzeiro que se encontra em frente à capela.
Satisfeitos por chegarmos ao objectivo da nossa caminhada, restava-nos caminhar mais um pouco até alcançarmos o povoado, onde o carro de apoio, nos veio buscar. A curiosidade levou-nos ainda ao cimo da aldeia, à Nossa Senhora do Carrasco, de onde seguimos até à igreja Matriz. Aqui, já exaustos e esfomeados, esperámos pelo “resgate”, que não demorou a chegar.
Esta caminhada de uma manhã (e quase meia tarde) foi cansativa mas repleta de locais interessantes e contrastes de cor. Foram 15 quilómetros que não me importo de repetir no futuro.
Mais uma vez tive a companhia do colega de trabalho e ultimamente de caminhadas, Helder Magueta.
Partimos de Vila Flor ao início da manhã, num dia fresco e cinzento, mostrando-se pouco convidativo para passeios na natureza. O destino da “Peregrinação” seria a Capela de S. Cruz, mas pretendíamos aproveitar para visitar a nova Barragem, a Pala do Conde e o cabeço de Nossa Senhora do Carrasco. Pelo caminho também pretendíamos passar por locais interessantes de visitar como o Arco ou a aldeia abandona do Gavião.
Caminhar por locais assim, é uma verdadeira aventura. Nunca sabemos o quê ou mesmo quem vamos encontrar, mas por isso é que este Blogue se chama À DESCOBERTA....
A primeira paragem aconteceu na Fonte do Olmo, junto ao novo Estádio Municipal. É um local que visito com frequência na Primavera, à “caça” de flores, insectos (e cobras!) e que fica no caminho para o Arco. Passámos junto ao cemitério, onde algumas pessoas já cuidavam das sepulturas dos seus familiares; atravessámos toda a aldeia, de cima abaixo. Em todas as portas e esquinas havia garrafas e garrafões cheios de água! Estou em crer que os cães, no Arco, terão muita dificuldade em fazerem as suas necessidades, uma vez que (julgo) toda essa água se destina a demove-los de urinarem nos locais.
O percurso até à aldeia abandonada do Gavião é a subir mas com uma paisagem deslumbrante. Mas não foi só a vista em direcção ao vale que nos agradou, os medronheiros que crescem em matagais por uma vasta área apresentavam frutos maduros, para comer, e vistosos, para fotografar.
Também as ruínas das casas da pequena aldeia são sempre um desafio para a fotografia e nem mesmo a vontade de seguir caminho me impediu de fazer alguns disparos tentando captar a alma do local, a preto e branco, é claro.
As descidas são sempre agradáveis e quando iniciámos o percurso em direcção ao Nabo a progressão foi rápida. As coisas não são bem como parecem e, muito tempo a descer, acaba por ser tanto ou mais cansativo do que caminhar a subir.
Pelo caminho fomos surpreendidos por vários alimentadores para perdizes e até perdizes que nos deixaram aproximar a poucos metros de distância! Também fomos apanhados por uma chuvada que algumas nuvens escuras despejaram sobre nós, mas estávamos preparados para enfrentar o mau tempo e nada nos fez parar.
Passámos a poente da aldeia e continuámos em direcção a sul, bem ao coração do vale, onde se situava a antiga fortificação de Godeiros.
Foi a primeira vez que ali estive desde que a barragem do Arco e do Ribeiro Grande foi concluída. Num dos meus primeiros passeios em Junho de 2007 percorri toda esta área à procura de vestígios arqueológicos. Havia imensos, até para um leigo como eu. No âmbito da construção da barragem foram feitos estudos arqueológicos em Godeiros e no Monte Couquinho.
Os especialistas encontraram vestígios desde a época contemporânea até à época proto-histórica. Muitos fragmentos cerâmicos medievais e romanos. O alto de Godeiros, onde se elevaria a torre de vigia escapou, mas as partes mais baixas forram alagadas pelas águas da barragem.
Felizmente o nível da água estava bastante baixo e ainda podemos ver os locais onde foram feitas prospecções arqueológicas. Também a fraga conhecida como a Pala do Conde, sobre a qual foi escavada uma sepultura, estava acima do nível da água. Foi muito interessante voltar a este local.
O Nabo estava ainda muito distante, bem como a capela de Santa Cruz. Já com alguma vontade ao almoço iniciámos o caminho que nos conduziria à aldeia.
Junto ao caminho encontrámos a antiga capela de Santa Cruz ou de Nossa Senhora da Conceição. É uma construção muito simples. O elemento mais curioso no local é mesmo o elegante cruzeiro que se encontra em frente à capela.
Satisfeitos por chegarmos ao objectivo da nossa caminhada, restava-nos caminhar mais um pouco até alcançarmos o povoado, onde o carro de apoio, nos veio buscar. A curiosidade levou-nos ainda ao cimo da aldeia, à Nossa Senhora do Carrasco, de onde seguimos até à igreja Matriz. Aqui, já exaustos e esfomeados, esperámos pelo “resgate”, que não demorou a chegar.
Esta caminhada de uma manhã (e quase meia tarde) foi cansativa mas repleta de locais interessantes e contrastes de cor. Foram 15 quilómetros que não me importo de repetir no futuro.
22 janeiro 2011
Inverno
Desenha-se a manhã corda de lira
Soando-me cá dentro, neste misto
De foto de álbum e rota de imprevisto,
Prova que, hora a hora, o tempo expira...
No escano, um livro que eu nunca abrira.
E o fumo esboça o que não avisto
Ou se entremostra e foge, e não desisto,
Antes que a bruma me atinja e fira.
Vagos, ouvem-se os sinos de Samões...
Vai chover mais. Já atingiu Lodões
A rebofa. No Vale, há já miséria.
E, ao lar, do lume a face calma
Oferece-me a percepção da alma
E o justo sentido da matéria.
Poema do Dr. João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
Fotografia: montagem representando a zona envolvente à Barragem do Peneireiro, em Vila Flor.
Com uma saudação especial para a Transmontana, que hoje está de parabéns.
21 janeiro 2011
Freguesia Mistério 42
A votação na Freguesia Mistério n.º 42 decorreu durante o mês de Novembro de 2010. Participaram 14 pessoas e a votação ficou distribuída da seguinte forma:
Benlhevai (1) 7%
Candoso (1) 7%
Freixiel (2) 14%
Mourão (1) 7%
Roios (1) 7%
Sampaio (1) 7%
Samões (1) 7%
Seixos de Manhoses (2) 14%
Vale Frechoso (2) 14%
Vila Flor (1) 7%
Vilarinho das Azenhas (1) 7%
Pela número de votantes e pela distribuição dos votos é visível a dúvida. Não é de admirar, trata-se de um pormenor na parede de uma igreja e é possível que poucos reparem nele. Embora Seixo de Manhoses, Freixiel e Vale Frechoso tenham ficado na primeira posição (apenas com 2 votos), as pedras que a fotografia mostram encontram-se na bonita e antiga igreja matriz de Valtorno. Não sei faziam parte de uma anterior porta e assim foram deixadas numa das muitas remodelações que esta igreja sofreu.
O enigma seguinte (que decorreu durante o mês de Dezembro), estava representado por mais um cruzeiro. Em que freguesia podemos encontrar este cruzeiro, era a pergunta. Brevemente publicarei os resultados.
Entretanto, já está disponível a desafio Freguesia Mistério nº 43, representada por um recente painel de azulejos. Participem.
Benlhevai (1) 7%Candoso (1) 7%
Freixiel (2) 14%
Mourão (1) 7%
Roios (1) 7%
Sampaio (1) 7%
Samões (1) 7%
Seixos de Manhoses (2) 14%
Vale Frechoso (2) 14%
Vila Flor (1) 7%
Vilarinho das Azenhas (1) 7%
Pela número de votantes e pela distribuição dos votos é visível a dúvida. Não é de admirar, trata-se de um pormenor na parede de uma igreja e é possível que poucos reparem nele. Embora Seixo de Manhoses, Freixiel e Vale Frechoso tenham ficado na primeira posição (apenas com 2 votos), as pedras que a fotografia mostram encontram-se na bonita e antiga igreja matriz de Valtorno. Não sei faziam parte de uma anterior porta e assim foram deixadas numa das muitas remodelações que esta igreja sofreu.
O enigma seguinte (que decorreu durante o mês de Dezembro), estava representado por mais um cruzeiro. Em que freguesia podemos encontrar este cruzeiro, era a pergunta. Brevemente publicarei os resultados.
Entretanto, já está disponível a desafio Freguesia Mistério nº 43, representada por um recente painel de azulejos. Participem.
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