Mesmo com mau tempo e com o espectáculo das amendoeiras em flor a entrar numa fase de decadência, é possível encontrar exemplares de rara beleza nas ruas de Vila Flor. Os primeiros pés da Ameixeira-de-jardim a florirem foram dois que se situam à entrada da Praça da República (quem desce da Câmara).
Para quem quiser apreciar o espectáculo completo recomendo um passeio pela Av. Dr. Francisco Guerra (por trás da Câmara Municipal).
15 março 2011
12 março 2011
Desfile de Carnaval
No dia 4 de Março, à tarde, realizou-se um cortejo de Carnaval que juntou todas as crianças do pré-escolar do concelho, os alunos de todas as escolas do primeiro ciclo do e os alunos do 2.ºciclo da Escola EB2,3 de Vila Flor.
Este cortejo e já uma tradição no Carnaval. É organizado pelo Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal sendo uma festa de cor e alegria, apesar do frio que normalmente se faz sentir. Este ano não foi excepção e, apesar da ameaça de chuva, tal não veio a acontecer, permitindo que centenas de crianças tenham percorrido as principais ruas da vila em enorme animação.
Os disfarces envergados pelas crianças, cheios de cor e de materiais reciclados, foram elaborados integrados no tema do Projecto Educativo, sobre o tema Saúde e Sustentabilidade.
A escola de música Zécthoven foi a responsável pela animação musical, abrindo o cortejo com um animado grupo de bombos.
Após a queima do Entrudo, ano após ano relutante em arder, que este ano foi feito pelo Jardim-de-Infância da Santa Casa da Misericórdia, foi distribuído um lanche a todas as crianças.
Este cortejo e já uma tradição no Carnaval. É organizado pelo Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal sendo uma festa de cor e alegria, apesar do frio que normalmente se faz sentir. Este ano não foi excepção e, apesar da ameaça de chuva, tal não veio a acontecer, permitindo que centenas de crianças tenham percorrido as principais ruas da vila em enorme animação.
Os disfarces envergados pelas crianças, cheios de cor e de materiais reciclados, foram elaborados integrados no tema do Projecto Educativo, sobre o tema Saúde e Sustentabilidade.
A escola de música Zécthoven foi a responsável pela animação musical, abrindo o cortejo com um animado grupo de bombos.
Após a queima do Entrudo, ano após ano relutante em arder, que este ano foi feito pelo Jardim-de-Infância da Santa Casa da Misericórdia, foi distribuído um lanche a todas as crianças.
05 março 2011
Pedro Barroso actuou em Vila Flor
No dia 26 de Fevereiro teve lugar no auditório Adelina Campos, em Vila Flor um concerto musical com Pedro Barroso, no âmbito da das festividades da Amendoeira em Flor.
Foi um espectáculo intimista onde os sons e as palavras se combinaram em encantamento, palavra que o próprio Pedro Barroso utilizou com frequência. As canções desfilaram de forma espontânea, umas mais antigas outras mais recentes, pelo menos uma ainda não gravada. Com "Menina dos olhos de água", "Viva quem canta" e "Verdes são os campos" o concerto atingiu os pontos mais altos, mas também o "Fado Quitério" acolheu grandes aplausos. Para os mais atentos às palavras, não devem ter passados despercebidos "Bonita", "Cantarei" ou "Maria Montanha".
É pena que o auditório não tenha enchido, mas cada um sabe a melhor forma de ocupar o seu tempo.
Está de parabéns a Câmara Municipal pelo convite feita a Pedro Barroso. Já não passava um momento assim desde que cá esteve o Fernando Tordo.
Foi um espectáculo intimista onde os sons e as palavras se combinaram em encantamento, palavra que o próprio Pedro Barroso utilizou com frequência. As canções desfilaram de forma espontânea, umas mais antigas outras mais recentes, pelo menos uma ainda não gravada. Com "Menina dos olhos de água", "Viva quem canta" e "Verdes são os campos" o concerto atingiu os pontos mais altos, mas também o "Fado Quitério" acolheu grandes aplausos. Para os mais atentos às palavras, não devem ter passados despercebidos "Bonita", "Cantarei" ou "Maria Montanha".
"falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada
é tão difícil encontrar pessoas assim bonitas"A acompanhar a voz e a guitarra de Pedro Barroso estiveram mais três exímios músicos que mostraram muita qualidade e cumplicidade. Adorei a sonoridade do acordeão e do piano de cauda, mas as violas ou a flauta transversal também estiveram fantásticas. Em suma, foi um espectáculo maravilhoso.
É pena que o auditório não tenha enchido, mas cada um sabe a melhor forma de ocupar o seu tempo.
Está de parabéns a Câmara Municipal pelo convite feita a Pedro Barroso. Já não passava um momento assim desde que cá esteve o Fernando Tordo.
04 março 2011
Olha Vila Flor
Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha Vila Flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
O queijo e o requeijão
Vão sempre à nossa mesa
O chouriço e o salpicão
Produtos à portuguesa
Do mel que saboreei
E dos figos que comi
Outros sabores eu provei
Para não me esquecer de ti
Deixei o vinho a correr
Enquanto o mel fui tirar
Tinha amêndoas para comer
E azeite para apaladar
A alheira tradicional
Aqui tem mais sabor
È feita em especial
Por gentes de Vila Flor
No cesto trago saudade
No coração trago amor
Muita paz e felicidade
São votos de Vila Flor
Foi entre as amendoeiras
Vinhas e Olivais
Tantas raparigas solteiras
Ali deixaram seus ais
Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha vila flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
Poema de Fernando Silva.
Fotografias tiradas em Samões.
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha Vila Flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
O queijo e o requeijão
Vão sempre à nossa mesa
O chouriço e o salpicão
Produtos à portuguesa
Do mel que saboreei
E dos figos que comi
Outros sabores eu provei
Para não me esquecer de ti
Deixei o vinho a correr
Enquanto o mel fui tirar
Tinha amêndoas para comer
E azeite para apaladar
A alheira tradicional
Aqui tem mais sabor
È feita em especial
Por gentes de Vila Flor
No cesto trago saudade
No coração trago amor
Muita paz e felicidade
São votos de Vila Flor
Foi entre as amendoeiras
Vinhas e Olivais
Tantas raparigas solteiras
Ali deixaram seus ais
Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha vila flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
Poema de Fernando Silva.
Fotografias tiradas em Samões.
28 fevereiro 2011
Natureza morta
Cenário posto em palco pelo Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor, na Gala dos Reis 2011.
27 fevereiro 2011
Quadros de Inverno
Tal como anunciei, Sábado aconteceu mais uma "Peregrinação", desta vez tendo como ponto forte um passeio por Samões, na senda das Amendoeiras em Flor. Podem crer que foram quadros de rara beleza, os que encontrei pelo caminho. Deles dou amostra com esta duas fotografias que publico, para animar mais uma semana de trabalho.
As amendoeiras apresentaram-se fantásticas, com o seu mais belo vestido. O dia esteve luminoso com um céu azul, com poucas nuvens. Nas quase 5 horas na "estrada" o sol deixou marcas na minha pele, sinal de que o clima está a mudar e em breve vamos ter grandes transformações na natureza.
O Inverno está a morrer.
As amendoeiras apresentaram-se fantásticas, com o seu mais belo vestido. O dia esteve luminoso com um céu azul, com poucas nuvens. Nas quase 5 horas na "estrada" o sol deixou marcas na minha pele, sinal de que o clima está a mudar e em breve vamos ter grandes transformações na natureza.
O Inverno está a morrer.
25 fevereiro 2011
Amendoeiras em Flor 2011 (1)
Numa passagem que fiz hoje por algumas aldeias do concelho pude verificar que as amendoeiras estão já bastantes vestidas com as suas bonitas pétalas. Este fim-de-semana e o próximo serão os melhores dias para uma visita ao nordeste transmontano para apreciar este espectáculo natural de rara beleza (para quem não se pode deslocar durante a semana).
Para que o prazer da visita se prolongue para lá do regresso a casa, recomendo a compra de produtos da região, embebidos da beleza e dos paladares das paisagens e do saber de séculos de história: destaco o azeite, o vinho e o queijo.
Amanhã eu também vou fazer uma caminhada À Descoberta de algumas amendoeiras em flor. Depois mostrarei alguns pormenores das minhas descobertas.
Fotografia: Amendoeira em flor, Nabo.
Para que o prazer da visita se prolongue para lá do regresso a casa, recomendo a compra de produtos da região, embebidos da beleza e dos paladares das paisagens e do saber de séculos de história: destaco o azeite, o vinho e o queijo.
Amanhã eu também vou fazer uma caminhada À Descoberta de algumas amendoeiras em flor. Depois mostrarei alguns pormenores das minhas descobertas.
Fotografia: Amendoeira em flor, Nabo.
21 fevereiro 2011
Pedro Barroso, em Vila Flor
No próximo dia 26 de Fevereiro vamos ter oportunidade de vermos e ouvirmos Pedro Barroso, no Centro Cultural, em Vila Flor.
É uma oportunidade única de ouvirmos, na minha opinião, uma lenda viva da canção portuguesa. Na sua discografia fascina-me a importância das palavras e a simplicidade com que são ditas. A suas músicas são simples mas com uma melodia onde a voz, os instrumentos e as pausas se combinam na fórmula mágica da beleza. Infelizmente já não há muita gente a fazer música como o Pedro Barroso.
Eis um dos seus maiores sucessos:
Encontramo-nos no Centro Cultural, no dia 26 de Fevereiro.
É uma oportunidade única de ouvirmos, na minha opinião, uma lenda viva da canção portuguesa. Na sua discografia fascina-me a importância das palavras e a simplicidade com que são ditas. A suas músicas são simples mas com uma melodia onde a voz, os instrumentos e as pausas se combinam na fórmula mágica da beleza. Infelizmente já não há muita gente a fazer música como o Pedro Barroso.
Eis um dos seus maiores sucessos:
Encontramo-nos no Centro Cultural, no dia 26 de Fevereiro.
20 fevereiro 2011
Peregrinações – Ruínas da capela de S. Cristóvão (Vilas Boas)
As reportagens das caminhas/peregrinações estão atrasadas, mas, o verdadeiro prazer está em fazê-las e, felizmente, esse prazer tenho-o sentido quase semanalmente pelos caminhos gelados e encharcados do concelho.
Foi já no longínquo 28 de Novembro de 2010 que eu e o meu companheiro de caminhadas partimos para mais uma peregrinação, desta vez às ruínas da capela de S. Cristóvão, em Vilas Boas.
A manhã está gélida. Quando passámos junto a Samões vinha um vento gelado vale de Freixiel que nos fustigava a cara. Em conversa com um pastor da freguesia investigámos a melhor maneira de chagar a Vilas Boas sem pisar o asfalto. Esse percurso não era desconhecido, mas, questionar sobre o caminho é uma boa forma de meter conserva (que eu aproveito muitas vezes).
À medida que caminhávamos sentíamos o gelo ranger sob os nossos pés. O gelo levantava a terra, formando curiosas formações por debaixo dela. Nunca nas caminhadas anteriores me tinha apercebido de tanto gelo, apesar de estar um sol esplêndido.
Com uma temperatura assim não o melhor é não fazer pausas e caminhar depressa para manter o corpo quente. Passámos perto da pedreira e junto à Quinta do Reboredo. Não demorou muito até chegarmos a Vilas Boas. Como era Domingo, aproveitámos para fazer uma passagem pela igreja matriz que estava aberta. Dentro de pouco tempo ia celebrar-se a missa dominical.
Ao caminharmos pelas ruas de Vilas Boas esbarramos sempre com motivos de interesse, sejam eles capelas, cruzeiros, nichos ou simples recantos cheios de beleza na sua rusticidade.
Encaminhámo-nos pela estrada de Meireles até encontrarmos uma estátua representando S. Cristóvão. É também este o cesso para a queijaria onde se fabrica o tão conhecido Queijo Terrincho.
Uma das razões que nos levou a subir ao monte de S. Cristóvão foi o facto da Junta de Freguesia ter aberto um caminho da queijaria às ruínas da antiga capela. Pelo eco que me chegou há o interesse em recuperar a capela. O local é lindíssimo e as ruínas devem ser antiquíssimas. Há ainda algumas pedras trabalhadas da ombreira da porta. As paredes eram feitas de pedra miúda, em xisto. Notam-se algumas pedras no local onde deve ter sido o altar. Não sei se há intenção de recuperar ou simplesmente arrasar tudo e fazer de novo. Acho que seria interessante uma nova construção integrasse algumas pedras da capela original. Não notei preocupação com a preservação.
Não foi a primeira vez que estive no local, mas, era necessário fazer uma longa caminhada para ali chegar. Com o caminho que agora foi rasgado, chega-se lá em poucos minutos (e algum suor).
A nossa caminhada podia ter terminado por ali, nas ruínas da capela de S. Cristóvão, mas, o desafio de subir ao cimo do morro com o mesmo nome não nos deixou parar. É uma escalada que necessita muito esforço e envolve algum risco. Quem tem fobia às alturas não deve fazer aquele trajecto e muito menos olhar para trás.
Depois de alcançado o cume das rochas tem-se uma das visões mais fantásticas que possível gozar no concelho de Vila Flor.
Sentados nas rochas recuperámos a respiração e comemos o que já é a nossa “merenda” típica, fruta.
Já não tivemos coragem para descer pela escarpa por onde subimos. Isso obrigou-nos a contornar o cabeço pelas traseiras, por ponte e voltar ao caminho. Não é tão assustador mas não é isento de riscos, porque é difícil andar por lugares tão agrestes. As urzes rasgam a roupa e as rochas são duras e afiadas como facas. Só com muito cuidado e bastante tempo voltámos ao caminho.
O regresso a Vilas Boas foi muito rápido. Esperámos que nos fossem buscar de carro, no largo do Cruzeiro de Nossa Senhora do Rosário, um dos pontos mais centrais do povoado.
Foi já no longínquo 28 de Novembro de 2010 que eu e o meu companheiro de caminhadas partimos para mais uma peregrinação, desta vez às ruínas da capela de S. Cristóvão, em Vilas Boas.
A manhã está gélida. Quando passámos junto a Samões vinha um vento gelado vale de Freixiel que nos fustigava a cara. Em conversa com um pastor da freguesia investigámos a melhor maneira de chagar a Vilas Boas sem pisar o asfalto. Esse percurso não era desconhecido, mas, questionar sobre o caminho é uma boa forma de meter conserva (que eu aproveito muitas vezes).
À medida que caminhávamos sentíamos o gelo ranger sob os nossos pés. O gelo levantava a terra, formando curiosas formações por debaixo dela. Nunca nas caminhadas anteriores me tinha apercebido de tanto gelo, apesar de estar um sol esplêndido.
Com uma temperatura assim não o melhor é não fazer pausas e caminhar depressa para manter o corpo quente. Passámos perto da pedreira e junto à Quinta do Reboredo. Não demorou muito até chegarmos a Vilas Boas. Como era Domingo, aproveitámos para fazer uma passagem pela igreja matriz que estava aberta. Dentro de pouco tempo ia celebrar-se a missa dominical.
Ao caminharmos pelas ruas de Vilas Boas esbarramos sempre com motivos de interesse, sejam eles capelas, cruzeiros, nichos ou simples recantos cheios de beleza na sua rusticidade.
Encaminhámo-nos pela estrada de Meireles até encontrarmos uma estátua representando S. Cristóvão. É também este o cesso para a queijaria onde se fabrica o tão conhecido Queijo Terrincho.
Uma das razões que nos levou a subir ao monte de S. Cristóvão foi o facto da Junta de Freguesia ter aberto um caminho da queijaria às ruínas da antiga capela. Pelo eco que me chegou há o interesse em recuperar a capela. O local é lindíssimo e as ruínas devem ser antiquíssimas. Há ainda algumas pedras trabalhadas da ombreira da porta. As paredes eram feitas de pedra miúda, em xisto. Notam-se algumas pedras no local onde deve ter sido o altar. Não sei se há intenção de recuperar ou simplesmente arrasar tudo e fazer de novo. Acho que seria interessante uma nova construção integrasse algumas pedras da capela original. Não notei preocupação com a preservação.
Não foi a primeira vez que estive no local, mas, era necessário fazer uma longa caminhada para ali chegar. Com o caminho que agora foi rasgado, chega-se lá em poucos minutos (e algum suor).
A nossa caminhada podia ter terminado por ali, nas ruínas da capela de S. Cristóvão, mas, o desafio de subir ao cimo do morro com o mesmo nome não nos deixou parar. É uma escalada que necessita muito esforço e envolve algum risco. Quem tem fobia às alturas não deve fazer aquele trajecto e muito menos olhar para trás.
Depois de alcançado o cume das rochas tem-se uma das visões mais fantásticas que possível gozar no concelho de Vila Flor.
Sentados nas rochas recuperámos a respiração e comemos o que já é a nossa “merenda” típica, fruta.
Já não tivemos coragem para descer pela escarpa por onde subimos. Isso obrigou-nos a contornar o cabeço pelas traseiras, por ponte e voltar ao caminho. Não é tão assustador mas não é isento de riscos, porque é difícil andar por lugares tão agrestes. As urzes rasgam a roupa e as rochas são duras e afiadas como facas. Só com muito cuidado e bastante tempo voltámos ao caminho.
O regresso a Vilas Boas foi muito rápido. Esperámos que nos fossem buscar de carro, no largo do Cruzeiro de Nossa Senhora do Rosário, um dos pontos mais centrais do povoado.
17 fevereiro 2011
Freguesia Mistério 44
A Freguesia Mistério n.º43 decorreu durante o mês de Janeiro. A questão centrava-se no painel de azulejos que decorava uma fonte. Na altura chamei à atenção para o facto de a fonte já não ser nova, mas a aplicação dos azulejos sim. Eu próprio fiquei surpreendido quando os vi, porque tinha fotografado a fonte sem os azulejos. Sem saber bem porquê, a tendência dos votos inclinou-se para a freguesia de Seixo de Manhoses, que não era a resposta correcta.
A resposta correcta era Vale Frechoso. Não tenho a certeza se aplicação dos azulejos foi em 2009, mas em 2007 eles não estavam ali. A fonte, situada junto à igreja matriz, tem gravado ano de 1933. O conjunto tem várias cenas, de onde destaquei uma. Talvez mais tarde mostre o resto dos azulejos.
Dos 14 participantes válidos, 5 escolheram Seixo de Manhoses. Vale Frechoso não foi apontado nem sequer por um participante!
Foi esta a distribuição dos votos:
Benlhevai (1) 6%
Carvalho de Egas (1) 6%
Nabo (2) 13%
Seixos de Manhoses (5) 31%
Valtorno (1) 6%
Vila Flor (1) 6%
Vilarinho das Azenhas (1) 6%
Vilas Boas (2) 13%
O desafio do mês de Fevereiro, já a decorrer, pretende ser um dos mais fáceis de todos os já colocados. Em vez de um cruzeiro, umas alminhas, fonte ou capela, escolhi uma parte da própria aldeia, que mostra a torre da igreja. Como se pode ver na fotografia em miniatura, trata-se de uma torre sineira lateral, quadrangular. Parece-me bastante fácil.
Quem ainda não participou, ainda o pode fazer.
A Freguesia Mistério n.º44 vai ficar disponível até ao fim do mês de Fevereiro, recolhendo as opiniões de quem quiser participar.
Qual é a freguesia apresentada na fotografia?
A resposta correcta era Vale Frechoso. Não tenho a certeza se aplicação dos azulejos foi em 2009, mas em 2007 eles não estavam ali. A fonte, situada junto à igreja matriz, tem gravado ano de 1933. O conjunto tem várias cenas, de onde destaquei uma. Talvez mais tarde mostre o resto dos azulejos.
Dos 14 participantes válidos, 5 escolheram Seixo de Manhoses. Vale Frechoso não foi apontado nem sequer por um participante!
Foi esta a distribuição dos votos:
Benlhevai (1) 6%
Carvalho de Egas (1) 6%
Nabo (2) 13%
Seixos de Manhoses (5) 31%
Valtorno (1) 6%
Vila Flor (1) 6%
Vilarinho das Azenhas (1) 6%
Vilas Boas (2) 13%
O desafio do mês de Fevereiro, já a decorrer, pretende ser um dos mais fáceis de todos os já colocados. Em vez de um cruzeiro, umas alminhas, fonte ou capela, escolhi uma parte da própria aldeia, que mostra a torre da igreja. Como se pode ver na fotografia em miniatura, trata-se de uma torre sineira lateral, quadrangular. Parece-me bastante fácil.
Quem ainda não participou, ainda o pode fazer.
A Freguesia Mistério n.º44 vai ficar disponível até ao fim do mês de Fevereiro, recolhendo as opiniões de quem quiser participar.
Qual é a freguesia apresentada na fotografia?
16 fevereiro 2011
O Município de Vila Flor de novo na Web
Durante algum tempo o Município de Vila Flor esteve ausente do Ciberespaço. O sítio Web anterior era muito estático, contendo alguma informação sobre o concelho. As actualizações eram quase exclusivamente o cartaz de cinema mensal.
O espaço virtual actual mais vistoso e dinâmico, vem abrir portas ao Município e aos munícipes para novas utilizações. Mais colorido e elegante, será a cara (oficial) de Vila Flor. Para já, ainda está incompleto, como por exemplo Os Serviços On-line (ainda ausentes). Esperamos que aos poucos novas informações e serviços sejam disponibilizados. A mim já me serviu para saber a constituição de alguns órgãos da autarquia e os contactos de Juntas de Freguesia e outras instituições. Estão também disponíveis os horários de vários serviços.
Há muitos e bons exemplos de Sítios web nos municípios vizinhos, Foz Côa, Mirandela, Freixo de Espada à Cinta, só para citar alguns. Temos que nos comparar com os melhores.
O endereço é:
A ligação voltou ao seu lugar, na margem direita do Blogue (Ligações a outros sites - Vila Flor) onde ficará sempre visível.
O espaço virtual actual mais vistoso e dinâmico, vem abrir portas ao Município e aos munícipes para novas utilizações. Mais colorido e elegante, será a cara (oficial) de Vila Flor. Para já, ainda está incompleto, como por exemplo Os Serviços On-line (ainda ausentes). Esperamos que aos poucos novas informações e serviços sejam disponibilizados. A mim já me serviu para saber a constituição de alguns órgãos da autarquia e os contactos de Juntas de Freguesia e outras instituições. Estão também disponíveis os horários de vários serviços.
Há muitos e bons exemplos de Sítios web nos municípios vizinhos, Foz Côa, Mirandela, Freixo de Espada à Cinta, só para citar alguns. Temos que nos comparar com os melhores.
O endereço é:
A ligação voltou ao seu lugar, na margem direita do Blogue (Ligações a outros sites - Vila Flor) onde ficará sempre visível.
14 fevereiro 2011
Quadros
Tinha chovido de noite, pelo que a exuberante vegetação que envolve o lugar, impava de esmaltes vivos, rescendia a frescuns de resinosas, de fenos, de terra húmida. O sol fazia negaças por trás de maços de nuvens alvacentas, boiando no azul mais cristalino que os nossos olhos possam exigir para pintar a candura, sem penumbra de mácula.
Aos gorjeios da passarada, procurando em vão sulcos que o arado abrisse, porque nos campos era descanso em segunda-feira de Páscoa, para cá do rio, misturava-se o sussurro áspero e monótono da água do rego da Quintã, hoje correndo para as leiras do Casal, segundo um calendário que já vem dos trisavós.
Lá fomos, eu e a Maria Rosa, encantado pela formosa companhia que arranjara, lisonjeada pelos meus ditos cidadãos, que lhe correram o rosto feição por feição, tingindo-o de mais rubro e avivando-lhe os olhos de mais brilho; intenções e conversa tão inocentes como eram puras as flores rasteiras por que íamos passando, no rumo de Outoreça.
Derivando para cima, a demandar a encosta, passámos entre espessuras de pinhais e searas de centeio tendo em frente a linha mista dos cumes, eriçada de árvores esguias, sobressaindo das ondulações o cone muito regular do Castelo de Matos.
Dentro duma baixa murada, com talhos de horta e cabana de guardador, havia lindas giestas floridas, umas brancas, outras amarelinhas, que serviam muito bem para o fim em vista. Animado pelo cavalheirismo que o momento requeria, ajudei a Maria Rosa a pular o muro e a galgar as poldras do ribeiro que corta a propriedade de ponta a ponta.
O sítio entusiasmava à meditação. A torrente espumava entre pequenas rochas de granito vestidas de musgos, afogada em avencas e fetos. Numa poça de água, aberta na areia grossa do leito, entretive-me a seguir as evoluções dos «sapateiros» que se ausentavam à tona, mexendo-se velozes, com as patitas untadas sobre a tensão superficial do fluido.
...
Excerto do livro O Homem da Terra, de Luís Cabral Adão (1986)
Fotografia: Rebanho às portas de Vila Flor (Quinta da Paz).
Aos gorjeios da passarada, procurando em vão sulcos que o arado abrisse, porque nos campos era descanso em segunda-feira de Páscoa, para cá do rio, misturava-se o sussurro áspero e monótono da água do rego da Quintã, hoje correndo para as leiras do Casal, segundo um calendário que já vem dos trisavós.
Lá fomos, eu e a Maria Rosa, encantado pela formosa companhia que arranjara, lisonjeada pelos meus ditos cidadãos, que lhe correram o rosto feição por feição, tingindo-o de mais rubro e avivando-lhe os olhos de mais brilho; intenções e conversa tão inocentes como eram puras as flores rasteiras por que íamos passando, no rumo de Outoreça.
Derivando para cima, a demandar a encosta, passámos entre espessuras de pinhais e searas de centeio tendo em frente a linha mista dos cumes, eriçada de árvores esguias, sobressaindo das ondulações o cone muito regular do Castelo de Matos.
Dentro duma baixa murada, com talhos de horta e cabana de guardador, havia lindas giestas floridas, umas brancas, outras amarelinhas, que serviam muito bem para o fim em vista. Animado pelo cavalheirismo que o momento requeria, ajudei a Maria Rosa a pular o muro e a galgar as poldras do ribeiro que corta a propriedade de ponta a ponta.
O sítio entusiasmava à meditação. A torrente espumava entre pequenas rochas de granito vestidas de musgos, afogada em avencas e fetos. Numa poça de água, aberta na areia grossa do leito, entretive-me a seguir as evoluções dos «sapateiros» que se ausentavam à tona, mexendo-se velozes, com as patitas untadas sobre a tensão superficial do fluido.
...
Excerto do livro O Homem da Terra, de Luís Cabral Adão (1986)
Fotografia: Rebanho às portas de Vila Flor (Quinta da Paz).
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