21 abril 2011

Prece


Ergue bem alto a Tua Mão direita,
A que perdoa, afaga e anuncia.
A que apartou as trevas e o dia,
Com o gesto breve duma luz perfeita.
Não a suspendas sobre a fronte estreita.

O Infinito nunca se adia.
Venha meu espaço a ser, se espaço havia,
O fecho de capela imperfeita.
Senhor, na hora exacta o golpe certo!

E não pressinta nem perceba o fim
No raio, oculto, cada vez mais perto.

Que o pano desça a encerrar o drama.
E Tua Voz se faça ouvir em mim
E ao dizer o meu nome, apague a chama!

Poema de João de Sá do livro Vila À Flor dos Montes (2008).
Fotografias: Celebrações da Semana Santa 2011, em Vila Flor.

17 abril 2011

Semana Santa (Vila Flor)

Realizou-se hoje, em Vila Flor a via sacra, integrada nas celebrações da Semana Santa. Os quadros vivos representando partes da final da vida de Jesus Cristo são momentos de grande emoção e também alguma espetacularidade, sendo muitos os que se deslocam a Vila Flor, para integrarem a procissão ou somente para assistirem às representações.
Este ano houve algumas diferenças em relação ao ano passado da qual destaco com enorme mérito o grupo coral que abrilhantou os pontos mais altos da Via Sacra em frente aos Paços do Concelho.
As fotografias não registam o som, mas fiquei positivamente surpreendido com a qualidade do grupo coral. Os figurantes também estivem muito bem e ouve momentos de muita emoção.
Mais tarde mostrarei mais fotografias.

Peregrinações – Igreja da Santíssima Trindade (Trindade)

A primeira peregrinação de 2011 aconteceu no dia 9 de Janeiro passado. Além de ser a primeira do ano, houve outras características que a tornaram bastante singular.
A escolha pela igreja da Santíssima Trindade deve-se a vários factores: nunca visitei esta igreja; a Trindade é uma das freguesias mais distantes da sede de concelho e ir até lá a pé era um desafio interessante.
Parti um pouco mais cedo do que o habitual, sabia que seria um percurso difícil e todo o tempo seria pouco. Quando Vila Flor acordou já eu seguia Facho acima, cheio de energia. Ao longe estouravam tiros por todos os lados. Era Domingo, dia de caça ao tordo. Embora já me tivesse aventurado noutras caminhadas aos Domingos, esta pareceu-me particularmente perigosa, principalmente quando me aproximava das aldeias. Apanhei enormes sustos em Roios, em Vale Frechoso e em Benlhevai. Em Vale Frechoso, perto do campo de futebol, senti mesmo os chumbos caírem à minha volta o que me levou a prometer não voltar a sair em dia de caça.

O tempo estava chuvoso e havia muito nevoeiro. Por trás da serra, a caminho de Roios, a paisagem estava cheia de manchas de nevoeiro e os caminhos ganhavam contornos únicos.
Apesar de estar seguro do caminho a seguir até Benlhevai, já percorrido numa caminhada no mês de Dezembro, o nevoeiro não me deixava orientar convenientemente. Conheço praticamente todos os montes e marcos geodésicos. Esses pontos mais elevados são referências que sempre me servem de orientação, qualquer que seja o percurso que faça. Com o nevoeiro, não me podia orientar por eles. Por outro lado, o nevoeiro funcionou como elemento chave em quase todas as fotografias que fiz nesta caminhada. Como sempre o equipamento fotográfico que levava era mínimo e, com a chuva, nem esse podia usar à vontade.
 Para me proteger da chuva vesti um impermeável que funcionou às mil maravilhas contra a chuva mas provoca imenso calor. O percurso feito está cheio de subidas e descidas. Quanto ao calçado, não havia nada a fazer senão sentir a água e a lama e esperar que os pés aguentassem os maus tratos até ao fim do trajecto.  Também tive dificuldade para ultrapassar alguns ribeiros.
 Sentia-me quase um militar num cenário de guerra, a que não faltavam os tiros por todo o lado. A situação mais assustadora vivi-a antes e depois de Vale Frechoso. Mesmo na aldeia, não sei como as pessoas aguentam tanta disparo em redor.
Antes de chegar a Benlhevai, no meio do nevoeiro realizei algumas fotografias interessantes nos pinhais ou com sobreiros. A partir desse local a bateria da máquina fotográfica começou a fraquejar e tive de a economizar no resto do percurso.
 Em Benlhevai tive que pedir ajuda sobre o caminho a seguir. Entrei demasiado na aldeia, quando a solução era muito simples. Basta contornar pelas traseiras as instalações dos cogumelos e seguir sempre em frente. O caminho, que até nem é mau em condições normais, estava completamente enlameado, mas já pouco me afectava. Segue quase paralelamente à estrada nacional e é um bom recurso para fazer também em BTT. Espero utilizá-lo mais vezes.
A certa altura cruzei-me com o que será o IP2. A passagem superior ainda estava a ser construída e tive que descer ao traçado da estrada para seguir em frente.
 Já perto das duas da tarde entrei na aldeia da Trindade. Os restos da fogueira de Natal ainda ocupavam o largo em frente à igreja. Chovia copiosamente e cheguei em tão mau estado que achei melhor não entrar na igreja. Estava a decorrer a Eucaristia dominical que terminou pouco depois.
Estava terrivelmente cansado e encharcado, pelo que me limitei a esperar que me fossem buscar para regressar a Vila Flor de automóvel.
 Foi uma caminhada extenuante, quer pela chuva, quer pelo nevoeiro, quer pelo perigos dos caçadores. Gostei do percurso que segui e espero voltar a fazer essa caminhada. São 18 quilómetros só por caminhos, que, apesar de tudo, me proporcionaram momentos e fotografias interessantes.

16 abril 2011

Peregrinações – Ruínas da Nossa Senhora da Esperança (Benlhevai)

Com o calor que se faz sentir nestes dias é um pouco arrepiante falar das peregrinações realizadas no mês de Dezembro e seguintes, mas foram momentos que merecem a pena ser recordados.
No dia 19 de Dezembro de 2010, Domingo a caminhada foi a Benlhevai, mais concretamente à capela de Nossa Senhora da Esperança. É um lugar onde gosto de ir e que já visitei por várias vezes desde 2007.
O dia estava gélido e no alto da serra do Facho havia muito gente nas árvores. Aliás foi na neste lugar vi durante muitas vezes sinseno, coisa rara de observar na vila. Infelizmente uma das coisas que se pode encontrar também atrás da serra é lixo, espalhado no meio do pinhal, ao longo dos caminhos.
À passagem por Roios foi o encontro com um rebanho de ovelhas e com o seu pastor. Procurar qual o melhor caminho a seguir é uma boa desculpa para meter conversa. É quase certo que quando perguntarmos qual é o melhor caminho, nos vão indicar a estrada. Nos dias de hoje todos procuram o caminho mais rápido porque vivemos numa época em que tudo é vivido à pressa, que não é o que se pretende nestas peregrinações pelo concelho.
Subi perto do marco geodésico do Maragato, sem grande tempo para paragens. Dali avistei Vale Frechoso, mas Benlhevai não se vislumbra. Os ribeiros levavam um caudal considerável e não foi fácil ultrapassa-los nos caminhos, sendo necessário procurar locais mais apropriados, mas com mais silvas.
Chaguei a Vale Frechoso quase a horas da Eucaristia dominical. Depois de um café quentinho num bar, foi surpreendido pelo trabalho realizado na fonte junto à igreja. Conhecia essa fonte de anteriores percursos mas nunca a tinha visto coberta com azulejos. A fonte tem gravado o ano de 1933 mas não tinha grandes atractivos. Foi completamente coberta de azulejos (em azul e branco) que representam cenas rurais. Parece-me que foi beneficiada e é mais um ponto de interesse na aldeia. Pode ser que daqui a 50 anos outros peregrinos venham a falar dela como património histórico...
Chamou-me a atenção a árvore de Natal feita com garrafas plásticas pelas crianças do jardim-de-infância da aldeia. Quando apreciava a obra, apercebi-me que havia movimento no interior da antiga escola primária. Tratava-se de um grupo de jovens, com o seu mestre, que ultimavam algumas peças musicais para apresentação num espectáculo que iria acontecer dali a poucos dias em Vila Flor. Fomos presenteados com uma actuação em primeira mão e ficámos bastante impressionados. Os jovens manejavam as violas e os restantes instrumentos com muita confiança. As vozes também eram agradáveis.
Impelido pelo relógio reiniciei a caminhada em direcção a Benlhevai. Foi a primeira vez que fiz este percurso por caminhos. Mesmo das muitas vezes que por aqui passei em BTT nunca me tinha aventurado nesta direcção. Não segui o caminho planeado mas levou-me na direcção certa. Mais uma vez, ao atingir um ponto mais alto, o gelo e o frio me atormentou com mais intensidade. Benlhevai não estava longe.
Depois de alguns quilómetros por entre pinheiros, sobreiros e castanheiros atingi Benlhevai junto à estrada nacional. Desci ao centro da aldeia por um caminho paralelo ao acesso principal. A capela, destino final da peregrinação, encontra-se fora da aldeia, num pequeno promontório de onde se tem uma bela vista em direcção às casas, mas também em direcção ao vale. Quando saí da aldeia em direcção à capela fiquei espantado! Não se tratava mais de uma capela em ruínas!
Quando estive no local, em Setembro de 2007, tive de romper caminho por entre montes de silvas para fazer algumas fotografias no interior da capela. Quando aí voltei, algum tempo mais tarde, o interior tinha sido limpo e as paredes arranjadas. Agora a capela já tinha telhado, porta e até uma bonita cruz símbolo do sagrado. Está muito bonita.
Fiquei muito satisfeito por verificar que nem tudo se perde. A Junta de Freguesia e a comissão fabriqueira tiveram a sensibilidade para recuperar a capela e foram mais longe: tiveram o bom gosto de não se deixarem levar pela tentação de fazerem bonito descaracterizando o antigo. Fizeram um bom trabalho.
Ao que julgo saber, a capela ainda não foi utilizada depois de realizadas as obras. Estou certo que vai voltar a ser um local de culto e será também um local de muitas recordações para todos os que nela assistiram a muitas celebrações.
O regresso a Vila Flor foi de automóvel. A tarde já se tinha iniciado Há bastante tempo e a vontade ao almoço era enorme.
Foi uma aventura que abriu horizontes e mostrou que é possível fazer caminhadas mais longas e, assim, atingir qualquer ponto do concelho.

GPSies - Vula_Flor_Benlhevai

14 abril 2011

Freguesia Mistério 46

A Freguesia Mistério n.º45 foi bastante participada! Sei que a resposta não era fácil e muitas pessoas responderam à sorte ou pelo conhecimento da distribuição das rochas no concelho. As 37 pessoas que participaram distribuíram os seus palpites da seguinte forma:
Assares (2) 5%
Benlhevai (1) 3%
Candoso (18) 49%
Carvalho de Egas (5) 14%
Freixiel (2) 5%
Mourão (2) 5%
Sampaio (1) 3%
Seixos de Manhoses (2) 5%
Trindade (1) 3%
Vale Frechoso (2) 5%
Vila Flor (1) 3%
Quando se fala em fragas em forma de ovo vem logo à ideia a famosa Fraga do Ovo em Candoso. Ela é realmente colossal, e, acima de tudo, está bem situada, junto de uma estrada nacional. Muitas outras igualmente interessantes estão em locais de mais difícil acesso e são, por norma, mais pequenas. A que aparece na fotografia da Freguesia Mistério fotografei-a no dia 12 de Dezembro entre Samões e Carvalho de Egas. Orientando-me pela Carta Militar, devo dizer que se encontra no termo de Samões, embora mais próxima de Carvalho de Egas. Como podemos ver pelas respostas, ninguém indicou Samões como localização da fraga em questão!
O novo desafio são mais umas alminhas. Comecei já há algum tempo a falar deste património religioso que existe espalhado por várias aldeias do concelho. Mostrei algumas fotografias, outras estão guardadas à espera de uma oportunidade. Estas alminhas que mostro agora estão junto a uma das mais importantes estradas nacionais que atravessam o concelho. Talvez porque os carros passam com alguma velocidade, estou certo que poucos reparam nelas, mas já aí devem estar há bastantes décadas.
Em que freguesia podemos admirar estas alminhas?
Participe, dando o seu palpite (na margem direita do Blogue).

13 abril 2011

Peregrinações – Igreja Matriz de Santa Catarina (Carvalho de Egas)

Carvalho de Egas é aqui tão perto que não há percurso de BTT ou caminhada que parta na direcção poente do concelho que não passe por esta aldeia. No entanto, desde 2007 que tento visitar a sua igreja matriz, orago de Santa Catarina, mas nunca tive sucesso. No dia 12 de Dezembro de 2010 tentei a minha sorte mais uma vez.
O percurso até Santa Cecília, passando por Carvalho de Egas, é o meu preferido quando quero partilhar com alguém as emoções de descobrir o concelho, seja de bicicleta, seja a pé. Já o fiz inúmeras vezes com crianças, jovens e adultos, é muito agradável.
No dia 12 parti sozinho, mais uma vez, em direcção a Carvalho de Egas. Pelo facto de estar sozinho, decidi dar um pouco mais de adrenalina ao percurso, desviando-me de todos os caminhos e estradas que normalmente utilizo. Segui uma rota normal até Samões, mas depois percurri os poucos quilómetros que separam esta aldeia da de Carvalho de Egas, pelos montes, ao estilo de um caçador (mas de imagens).
Sempre que passo na estrada nacional, entre Samões e Carvalho de Egas, o meu olhar foge em direcção a Norte perdendo-se entre rochas, pinheiros e carvalhos sem fim. Mesmo junto à estrada começa um vale cheio de esculturas em granito, daquelas que a própria natureza esculpiu, que perduram e assim hão-de ficar até ao final dos tempos (quem sabe?). É uma zona de giestas e arçãs rasteiras, bem mais fácil de percorrer do que as que se existem em zonas xistosas do concelho, onde as estevas crescem e rasgam a roupa (e a carne) a quem se aventura no seu reino.
Depois de Samões são algumas cristas de quartzitos que afloram nos pontos mais altos e que chamam a atenção. Depois, é o granito que domina, quase até ao Douro, já no concelho de Carrazeda de Ansiães.
É algures nesta zona onde apenas resistem alguns castanheiros e amendoeiras que encontrei inspiração para fotografar algumas rochas curiosas. Este lugar assume nomes como Carvalhal, Barreiro e Chã. Não encontrei nem uma, nem duas mas mais de meia dúzia de rochas dignas de serem mostradas.
Pouco tempo depois cheguei a Carvalho de Egas. O meu destino era a pequena igreja matriz que tem o mais melodioso relógio do concelho. Mais uma vez, estava fechada.
Esta igreja tem gravado na ombreira da porta do frontispício "FESCE ESTA OBRA NO ANNO 1772 SENDO VIGARIO LVIS ESTEVES". Esta será o ano da reconstrução, uma vez que a original poderá ser mais antiga.
Apreciei com atenção todo o exterior. O painel de azulejos policromáticos que representam Santa Catarina tem duas curiosidades: inicialmente estava identificado como sendo Santa Filomena; os quatro azulejos que formam a linha superior estão trocados. Seria preciso rodar o conjunto 180 graus para ficarem certos! Esta curiosidade que se encontram noutros painel de azulejos do concelho!
Este painel é bastante enigmático porque um dos símbolos identificativos de Sta Filomena é uma âncora e o de Sta Catarina é uma roda (onde foi martirizada). Nenhum deles aparece no painel. A palma e a espada são símbolos associados a Sta Catarina.
Para regressar a Vila Flor segui pela Rua da Atafona (seria interessante saber porque se chama assim).
Um pouco mais acima cruzei-me com as obras do IC5. Verifiquei com agrado que está quase concluída uma passagem inferior que irá dar seguimento ao caminho. Por esta via se chega rapidamente ao complexo da albufeira Camilo Mendonça, e tudo em seu redor.

07 abril 2011

Saudade!

A minha terra é uma sede de comarca do distrito de Bragança, chamada, por mercê de vontade real, Vila Flor.
Se «quem o feio ama, bonito lhe parece», que acontecerá com quem ama o bonito? Excede tudo quanto se possa congeminar em alegria íntima, em plenitude de encanto, em sorrisos interiores de aprazimento. Amar a minha terra é amar uma flor, o fulcro da mais bucólica poesia, o molde da beleza, a cor, a graça, a doçura!
Ainda me chegam a cada passo os perfumes da serra, aquela vertente do Facho que se avista logo do Alto de Espinho, no dorso do Marão, divisório e austero.
São estonteantes as emanações do mar amigo, à beira do qual me fiz enteado, por felicidade do destino. Eu já me acostumei a estas paisagens aliciantes, que o mar recorta em quebradas de capricho, cauda verde-clara a brincar permanentemente com os panos verde-escuros da nossa costa arrábida. Mas quando me extasio pelos altos de São Filipe ou de São Luís, gozando a delícia de panoramas duma nobreza sem par; quando me perco, como um ponto num todo, pelo areal imenso e miudinho da Tróia, procurando nos conchais as peças mais bizarras; quando me embriago na alegria picante dos laranjais da beira-Sado, outros mares espumados de folhagem escura, onde as bolas de oiro sorriem aos olhos, pontuando a fortuna do apetite em haustos de cor e fragância; quando os crepúsculos de Outono me prostam numa adoração de hossanas, embebendo-me a alma com melancolias de ametista e oiro... - ah! então a voz do berço vem-me bater aos ouvidos, como um ressaibo de quem sofre ciumes! E que faço eu, meu Deus? Que faço?
Abro o coração e releio as colecções das minhas lembranças. É então que eu julgo sentir as tais nevralgias da alma que nós somos atreitos. É então que eu julgo sentir - saudades!!!

Excerto do livro Paisagens do Norte, do Dr. Cabral Adão, publicado em 1954 e reeditado em 1998 pela Câmara Municipal de Vila Flor.
A fotografia foi-me oferecida por um dos filhos do autor do livro, a quem muito agradeço.

30 março 2011

Prunus spinosa

Prunus espinosa é o nome científico atribuído ao abrunheiro bravo que agora se encontra em plena floração. Esta espécie pode ser encontrada praticamente em todo o concelho por que cresce e desenvolve-se de forma espontânea. É muito frequente em matas e silvados ou na berma dos caminhos, onde luta com bastante sucesso pela sua sobrevivência. Tem espinhos bastante afiados nos caules.
Os seus frutos são pequenos e bastante apetitosos à vista. São, no entanto, muito ácidos, só sendo agradáveis quando estão a cair de maduros. os frutos têm propriedades medicinais, embora não conheça a sua utilização terapêutica na região.
No momento, são as belíssimas flores albas que fazem festa para os insetos(e para os fotógrafos de natureza).

28 março 2011

Freguesia Mistério 45

Estamos quase no final do mês de  março eu eu sem publicar os resultados da Freguesia Mistério n.º44! Agradeço a quem me recordou desse facto. É sinal de que as pessoas estão atentas e seguem este desafio.
A Freguesia Mistério n.º44 pareceu, de facto, muito fácil! Foi, penso eu, a primeira vez que usei como desafio a vista parcial da aldeia, embora tenha limitado bastante o ângulo de visão.
Participaram 31 pessoas e os palpites destrinçaram-se da seguinte forma:
Assares (1) 3%
Benlhevai (13) 42%
Candoso (1) 3%
Lodões (1) 3%
Nabo (5) 16%
Roios (3) 10%
Sampaio (1) 3%
Vale Frechoso (2) 6%
Valtorno (1) 3%
Vila Flor (1) 3%
Vilarinho das Azenhas (1) 3%
Vilas Boas (1) 3%
Os votos na resposta certa, Benlhevai, juntou 13 "apostas", destacando-se desde início. Realmente a freguesia em causa era Benlhevai com a sua simpática aldeia espreitada ao sol. A fotografia foi tirada de uma zona alta, de perto do cemitério.
Com a fotografia completa, seria ainda mais fácil identificar a aldeia. Parabéns a todos os que acertaram.
O desafio que se segue é um pouco mais difícil. Há uma fraga famosa no concelho, conhecida como a fraga do ovo. No entanto, há no concelho mais de uma dezena de formações rochosas com características mais ou menos semelhantes. Umas mais fotogénicas do que outras (dependendo também das condições de luz e do dia em que as fotografo), vou colecionando imagens curiosas à espera de uma oportunidade para as mostrar. Estão espalhadas por todas as freguesias onde predomina o granito, como Vilas Boas, Freixiel, Samões, Carvalho de Egas, Valtorno, Candoso ou Mourão. Numa destas encontrei esta rocha e apeteceu-me empurá-la para tentar move-la.
Em que freguesia podemos encontrar esta rocha?
Quem ainda não deu o seu palpite, tem mais alguns dias para o fazer.

27 março 2011

I Milha Vila Flor

No dia 13 de Março realizou em Vila Flor a prova desportiva,  “I Milha Vila Flor - Marcelo de Azevedo”.
Esta prova foi organizada pela Câmara Municipal de Vila Flor com o Patrocínio do Sr. Manuel de Azevedo, Águas Frise e a colaboração da Associação de Atletismo de Bragança e Clube Desportivo de Vila Flor e integrou-se no programa concelhio das Amendoeiras em Flor 2011, que decorreu de 26 de Fevereiro a 13 de Março.
Esta realização trouxe a Vila Flor bastantes atletas, alguns a título individual, outros integrados em clubes regionais e noutros de renome nacional.
A prova decorreu na Avenida Marechal Carmona, a principal da vila, com partidas e chegadas em frente à Câmara Municipal.
Apesar do estado do tempo muito inconstante, participaram mais de duas centenas de atletas com uma boa participação de atletas locais com grande ênfase para os escalões mais baixos.
Para além de medalhas e medalhões para os primeiros classificados, foram também atribuídos prémios pecuniários, sendo o de valor mais elevado 300€. Foram também atribuídos prémios aos atletas melhores classificados oriundos do concelho.
Foi a primeira vez que se realizou esta prova, mas está praticamente assegurada a sua repetição nos próximos anos.

25 março 2011

À Descoberta de Valtorno - 2.º Passeio de BTT

À Descoberta de Valtorno - 2.º Passeio de BTT, na freguesia de Valtorno, Vila Flor.
27 de Março de 2011.

21 março 2011

Amendoeiras em Flor 2011 (2)

Está quase a terminar a época da floração das amendoeiras.No fim de semana passado, numa deslocação que fiz a Carrazeda de Ansiães pude verificar que nas zonas maia elevadas e frias do concelho ainda há bastantes amendoeiras com flores, mas na Vilariça e à volta da vila já não é possível apreciar esse bonito cenário.
Felizmente eu fiz alguns registos e não vale a pena guardá-los para o próximo ano porque novas flores virão.
Estas fotografias foram feitas num dos meus locais preferidos para fotografar flores de amendoeira, que é num amendoal perto do Arco, depois do cruzamento da estrada o Seixo de Manhoses. Todos os anos vou várias vezes a este local.