31 maio 2011

Candoso (02)

Há dias, numa passagem por Candoso em mais uma "peregrinação", parei um pouco junto a um espaço com pequenas hortas que existe no centro da aldeia. É muito curiosa a forma esmerada com que tratam estes pequenos canteiros, apesar de cada vez haver menos gente a cuidá-los. Mas foi a roseira, coberta de rosas vermelhas, que foi a minha escolha para partilhar hoje. Isto também porque, em todas as aldeias, por estes dias, podemos apreciar bonitos jardins cheios de flores de todas as cores.

24 maio 2011

Cantos da Montanha ( VI -10 )


Um dia,
talvez nos encontremos
num espaço sem caminhos.
Terá de ser longe,
onde não chegue a chuva nem o vento,
mas onde se ouça o canto de uma fonte
em que bebamos, juntos,
e nossos lábios se unam
para sempre
na música reverberante da água.

Poema do livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha (Canto VI, 10).
Fotografia: no alto do monte do Facho, em Vila Flor.

23 maio 2011

Peregrinações – Capela de Nossa Senhora do Carrasco (Nabo)

As caminhas do mês de Fevereiro tiveram um elemento extra de entusiasmo, as amendoeiras em flor. A primeira aconteceu a 12 de Fevereiro e teve como destino a capela de Nossa Senhora do Carrasco, no Nabo. Este destino, em direção a terras mais quentes da Vilariça, iria permitir encontrar as primeiras amendoeiras em flor, como de facto aconteceu.
O percurso seguido, ao contrário do habitual, é muito pouco utilizado por mim. A saída aconteceu ao fundo da vila, na Volta dos Tristes, por um caminho que segue para o Cardal, exatamente no ponto onde se desenvolvem grandes obras para a travessia do IC5. Utilizo poucas vezes este caminho mais por receio dos cães, que já me fizeram passar por alguns apertos. Como nesta caminhada éramos dois, sentia-me mais sossegado.
 Depois de algum tempo de caminhada em que apenas nos despertaram a atenção as cebolas albarrãs que despontavam com grande energia, e um rebanho de ovelhas que esperava o seu pastor, chegámos à estrada nacional 215, junto à Quinta do Ramalhão.
Atravessada a estrada, o percurso continua pela encosta, numa zona que penso que se chama Godeiros (há outros Godeiros, no junto à albufeira, no Nabo). Foi nesta zona que fomos surpreendidos pelas primeiras flores de amendoeira. Primeiro alguma meia dúzia, mas, depois, algumas árvores completas, em todo o seu esplendor.
A aldeia do Nabo, sempre visível, estava já rodeada de muitas amendoeiras floridas. Entrámos na aldeia pela Rua da Mãe d’Agua. Quisemos visitar a fonte de mergulho que existe do outro lado do ribeiro, mas, havia tanto lixo no caminho, que nos vimos mal para lá chegar.
A capela de Nossa Senhora do Carrasco fica situada numa elevação. No Roteiro de Vila Flor da autoria de Cristiano Morais é dito que se trata de antiga capela de Nossa Senhora do Rosário. Do grande carrasco que parece ter existido na parede do cabido da capela, e que deu origem ao nome de Senhora do Carrasco, não há vestígios. É um lugar muito tranquilo.
 A capela tem um aspeto robusto e parece recente embora seja românica. Não há nenhuma indicação da data em que foi erigida. O cabido exterior tem um bonito portão em ferro forjado que já fotografei por várias vezes. O largo em redor, espaçoso, chama-se simplesmente Largo da Capela.
O interior da capela também é muito bonito. O altar ocupa toda a parede frontal e destaca-se nele a imagem de Nossa Senhora do Carrasco com o Menino, que segura uma pomba. A capela está sempre muito bem cuidada.
 Depois de restabelecidas as forças, preparámo-nos para o percurso de regresso. Fizemo-lo seguindo pela Rua do Rebentão, em direção ao Arco. Embora tenha grande declive, trata-se de uma estrada, onde a progressão é sempre mais fácil.
Chegámos ao Arco já com a hora bastante adiantada pela tarde. Com a barriga a dar horas, pareceu-nos melhor pedir para nos irem buscar, e assim aconteceu. Regressámos a Vila Flor de carro, depois de termos percorrido um pouco mais de 10 km a pé.
O reencontro com as amendoeiras em flor muito gratificante e abriu perspetivas para as semanas seguintes.

22 maio 2011

Termo de Roios

Foi em Janeiro, entre Roios e Vale Frechoso algures perto do marco geodésico do Maragato. Durante a Primavera tenho passado várias vezes do mesmo local e, em contraste com as flores, recordo este dia de Janeiro em que o nevoeiro dava ao relevo e à vegetação visão diferente.

20 maio 2011

Coração na fala

Qualquer relevo ao sol é um altar.
Toda a curva de serra é um regaço.
O que nos vê tem júbilo de abraço.
Tempos e modos de alma, o verbo amar!

Ressuma ausência o acto de chegar.
Somos o centro e queremos mais espaço:
Acaso um outro mês antes de Março,
A fim de a Primavera antecipar.

Meu zénite de anjos verdadeiros,
Minha Vila Flor, alvares primeiros
De uma alba quase comungada!

Quero dizer-te mais, e fico mudo.
Não te descrevo, sinto-te - e é tudo.
Não te amo, adoro-te - mais nada!

Soneto de João de Sá, do livro Vila À Flor dos Montes (2008).
Fotografia: Pinheiros; próximo de Roios.

16 maio 2011

Peregrinações - Capela de Nossa Senhora das Graças (Roios)

Foi já no longínquo Janeiro que partimos em mais uma "Peregrinação" à Descoberta do concelho.
O destino estava muito próximo:  Roios, mesmo por detrás da serra. Na selecção deste destino pesou o estado do tempo, muito inconstante a tender para o chuvoso e a hora adiantada da partida, não permitindo grandes distâncias. Como habitualmente escolhemos como destino uma local religioso, neste caso a capela de Nossa Senhora das Graças.
Para ir de Vila Flor a Roios, sem ser pela estrada normal, há várias alternativas, todas elas atravessando a serra, terreno que me faz lembrar histórias de encantar, onde os lobos são presença quase obrigatória. Os tempos mudaram e, cada vez que percorro este espaço agreste sonho encontrar-me com algum desta ser desta espécie, mas nunca aconteceu.
Escolhemos para chegar a Roios um caminho muito interessante, contornando a serra por Norte. É um caminho muitas vezes utilizado que parte das traseiras do Ecomarché e vai sair à zona industrial, no Barracão. De junto das instalações que actualmente ocupam os bombeiros voluntários parte um caminho que contorna o Facho, passando junto ao depósito de aterro que existia atrás da serra.
Verificámos que o espaço estava fechado e vedado mas, infelizmente, os efeitos verificavam-se ao longo dos caminhos. Com o aterro fechado o linho foi despejado noutros locais não muito distantes, mostrando a falta de civismo que ainda é apanágio de muitas pessoas que por aqui habitam. Não há interesse nas autoridades em identificar e punir os culpados, porque o que não faltavam eram facturas e outros documentos que permitiriam facilmente chegar à origem dos lixos.
Como a descer todos os santos ajudam, rapidamente chegámos ao centro de Roios. Questionámos algumas pessoas sobre quem nos poderia facultar o acesso à capela de Nossa Senhora das Graças. Batemos às portas certas mas, por má vontade, ou por desconfiança acabámos por não ter acesso ao interior da capela. Trata-se de uma capela do início do século XVIII. Segundo Cristiano Morais a antiga capela estava junto ao ribeiro e foi mudada e ampliada porque a ela acorriam muitos romeiros. A água da fonte junto da capela era considerada miraculoso. Ainda hoje existe uma fonte de mergulho situada por debaixo do recinto da capela, a que se tem acesso descendo por degraus em pedra ao leito do ribeiro. Em cima, por detrás da capela, está uma fonte mais recente.
Não conseguimos ter acesso à capela mas facultaram-nos o acesso à igreja matriz. Já estive no interior desta igreja por várias vezes e já a considerei uma das mais bonitas do concelho.
Os altares em talha dourada e o tecto da capela-mor são aspectos dignos de serem admirados. Há um altar já no corpo da igreja que não parece ser contemporâneo dos restantes.
De volta zona da capela, entrámos no café para saciarmos a sede. O dono do estabelecimento já se encontrava a almoçar. Um prato bem típico da nossa região nesta época: batatas cozidas, com grelos e alheira (não faltando o vinho e o azeite).
Foi com água na boca que iniciámos o caminho de regresso a Vila Flor. Subir de Roios às Caplinhas é um bom exercício físico e obriga a várias paragens para recuperar o fôlego. Depois de atingirmos o santuário ainda parámos mais um pouco para restaurar o ritmo cardíaco. Restou-nos descer, calmamente à vila para o almoço, quem sabe se uma bela alheira grelhada.

Percurso (11,5 km, realizado no dia 15 de Janeiro de 2011)
GPSies - VilaFlor_Roios_VilaFlor

15 maio 2011

Freguesia Mistério 47

A Freguesia Mistério n.º 46 foi uma das menos participadas de sempre. Não sei de foi pela dificuldade em identificar a freguesia ou se por qualquer outro motivo, mas, um dos objectivos desta brincadeira é que as pessoas se interroguem e procurem saber/conhecer um pouco mais do concelho de Vila Flor.
Os palpites dos 5 participantes ficaram distribuidor da seguinte forma:
Freixiel (1) 20%
Nabo (1) 20%
Sampaio (2) 40%
Santa Comba de Vilariça (1) 20%
Sampaio tem realmente umas alminhas. Ainda não apareceram na Freguesia Mistério porque nunca consegui uma fotografia delas do meu agrado, e já fiz muitas tentativas.
As alminhas que a fotografia mostram são na Trindade. Durante muitos anos anos a passar pelo local, uma vez que as alminhas estão junto à estrada nacional foi com grande espanto que as descobri. acredito que o mesmo se passe com muitas pessoas. Já devem ter passado no local dezenas ou centenas de vezes, mas nunca reparam neste marco religioso que se encontra a poucos metros do portão de entrada para a antiga Escola Primária e do cruzamento com a estrada que vem do vale da Vilariça. A estrutura é muito simples e o painel em azulejo faz-me lembrar as alminhas existentes em Benlhevai, que deve ser a freguesia com mais "alminhas" no concelho.
O desafio seguinte é, quanto a mim, bem mais fácil. É mais um painel de azulejos mas representa uma Nossa Senhora (estamos no mês de Maria) muito venerada no concelho. Talvez o mais fácil seja mesmo identificar a imagem da Senhora, porque depois é fácil saber a aldeia (isto se conhecerem minimamente as festas e romarias do concelho, ou se têm estado atentos a este blogue). O painel está num sítio muito visível e por mim muito visitado.
Os palpites já começaram mas espero que quem ainda não o fez, mostre que conhece o concelho ou arrisque um palpite.
Em que freguesia podemos encontrar um painel em azulejo com esta imagem?

10 maio 2011

As cores do momento

No dia 30 de Abril participei numa caminhada no alto da Serra de Bornes, organizada pela Câmara Municipal de Alfândega da Fé. Quando me dirigia para a serra, ainda bastante cedo, não resisti a fazer algumas paragens pelo caminho para registar o momento e o local. Duma destas paragens resultou este trabalho. Foi conseguido próximo de Vale Frechoso. O monte, ao fundo, é o grandioso Faro, vigilante do Cabeço de Nossa Senhora da Assunção.

09 maio 2011

A caminho da Trindade

Estas são mais algumas imagens que realizei em Janeiro quando realizei uma caminhada de Vila Flor à Trindade. Apesar do mau tempo e das dificuldades que senti, foi uma aventura muito entusiasmante e que me proporcionou alguns momentos fotográficos únicos com o nevoeiro que esteve sempre presente ou mais próximo, ou à distância.
A igreja da Tindade é românica
Rolos de arame retirados de uma vinha, próxima da Trindade.

24 abril 2011

Domingo de Páscoa

O dia da Ressurreição surgiu radioso. Se é aceitável achar-se colaboração do sol nas festas sagradas da cristandade, eu direi que o sol é diferente em certos dias festivos, o ar mais compassivo, a temperatura mais acariciadora. Como que se nota perplexidade nos elementos, o ar suspende a respiração, a Natureza pasma-se, recolhendo-se em quietudes de seivas para dar sua oração a Quem na cria. Há Páscoas com tempestades de chuva, de manhã à noite. Mas isso não conta.
Diz-se apenas que o sol quando vem à festa, fá-lo integrado conscientemente na solenidade. Só assim se compreende a bênção do céu sobre os estandartes encarnados da procissão que sai da igreja matriz após a missa, e desce a Rua da Igreja, sobe a Praça com garbo e impecável organização; depois, vai a Santa Luzia, e regressa pela Rua de S. Martinho, Estrada e Largo do Município. A bênção era lançada pelas pombas, que eu via sempre, ébrias de alegria, rodopiando no fluido azul da cúpula, a alvejar inocências ao olhar risonho do astro da vida, cioso da prodigalidade com que distribui a luz em que plantas e animais satisfazem a ânsia de alegria e cor!
As festas de igreja correram como se desejava. Os rapazes do Grupo trabalharam exaustivamente, dia e noite. Emagreceram, perderam interesses. Mas cumpriram brilhantemente a tarefa que se propuseram.
À porta traseira da sacristia, estavam eles, pela tarde, empenhados numa partilha difícil: a divisão do círio pascal em partes iguais, troféus bentos para guardar nos cantos dos oratórios ou sobre as peanhas dos santos caseiros. E à noite, no monumental teatro, lá se apresentaram, frescos como alfacers, desempenhando com a graça mais subtil os papéis de «O Cabo d'Ordes», que arrancavam trovoadas de riso na plateia.
O Aureliano lá estava; e como se falara em cena das «Danças do Príncipe Igor», tomou nota e nessa mesma noite escrevia para o Porto a pedir os discos.

Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografias: Vila Flor

22 abril 2011

Quarta, quinta e sexta-feira santa

Quarta-feira de trevas. Era a perdição do rapazio por causa das matracas. Não havia bicho careto que não fizesse umas matracas. Com três tábuas, seis furos e um fio, era um aparelho feito, pronto a matracar! Dumas me lembra, que o meu sapateiro apresentou numa ocasião, com perto dum metro de comprido. E o Henriqueto, assim lhe chamavam, era marau! Metias-as debaixo do capote, lá mesmo ao fundo da igreja. E durante os ofícios, sacava delas... tracla tracla tracla... Quem sabia lá que era o Henriqueto que assim prevaricava?! Fartava-se de gozar, com um risinho amariolado. O pior foi quando o Padre António descobriu! Se o sapateiro apanhou ou não com elas, já me não lembra. Mas não mais se tomaram a ouvir!
Quando chegava o fim dos ofícios e os padres batiam palmadas nos livros, oh barulho ensurdecedor! E quem é que acabava com aquela música!? Um desaforo, as tais matracas.
As solenidades religiosas de quinta e sexta-feira santa decorriam com o máximo relevo que a liturgia prescreve, não faltando um único preceito ao desenrolar das cerimónias, mais rigorosas e luzi das que as congéneres das grandes cidades, saiba-se.
Ninguém se eximia ao uso dum sinal de luto, por pequeno que fosse, fato, gravata ou singelo peitilho negro. O ar de todos era compungido ou simplesmente respeitoso. A
igreja enchia-se de chales e fatos pretos, os dois dias eram guardados, a vida inteira vivia o drama da Paixão, como desgosto que pertencesse a cada família habitante, quer de jornaleiros quer de ricaços. As ruas eram juncadas de alecrins e arreçãs, nome nortenho do rosmaninho.
Após uma gestação de tanto rigor, não admira que as aleluias saíssem esfuziantes, atingindo o delírio, mesmo, nas ruas, onde os Judas estoiravam, casacas esventradas vertendo palhuço e cinza pelo rombo. Os sinos tocam até lhes cair o badalo ou racharem, como por vezes aconteceu. O rapazio vai em bando pelas portas dos abastados a pedir rebatinha, que as meninas de casa lançam em tabuleiros: nozes, figos secos, amêndoas ou moedas de tostão, gozando o teatro dos atropelos, com a fúria de cada um apanhar a maior parte. E os fomos pejavam-se de empadas (folares) e bolos doces, obrigatórios na ementa do domingo de Páscoa.

Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografias: Cerimónias da Semana Santa 2011, em Vila Flor.

21 abril 2011

Domingo de Ramos

 "Em minha casa, os ramos eram feitos de oliveira com três camélias e uma peneirinha de alecrim a enfeitar, atadas com laço de seda. E da palmeira do jardim, fazia-se larga distribuição de palmas enormes pelos obreiros. A missa, meia igreja estava repleta de ramos, a mór parte muitos altos, fachoqueiros de dois e três metros, num agitar constante como floresta basta fustigada de sueste. Primeiro, ondulação,branda; depois, brandir nervoso, como chap chap era tão notório que o Padre António, santo velho! vinha de lá, da lá, da sacristia e desatava às noladas com o breviário na cabeça dos que apanhava à mão. «Para que tivessem respeito, que se lembrassem do lugar onde estavam. Depois, na rua, que brincassem à vontade. Ali, não!».
A missa decorria numa unção de beleza e simplicidade, de que o véu espesso das minhas saudades não me deixa já conceber qualquer descrição. Sei que nesses dias tinha o coração em festa, sentia-me inteiramente feliz, o meu pensamento era de azul, o mais garrido azul que o céu da minha terra mostrava naquelas manhãs de Primavera pascal. Os cânticos das Filhas de Maria, o órgão, os tapetes «ricos», um dos quais já quiseram roubar para o Museu Abade de Baçal, as opas de seda «moirée» dos Irmãos do Santíssimo, o incenso, as fatiotas esticadinhas... onde, mais encanto e singeleza?!...
Às noites, ensaiava-se o espectáculo que o Grupo levava à cena no domingo de Páscoa: duas comédias, orquestra, variedades, monólogos e cançonetas. O teatro era em primeiro andar, por baixo um lagar de azeite e por cima telha vã. A iluminação era de acetilene, assentando o gasómetro gerador num cantinho do andadouro dos bois. O páleco, como lhe chamava um carola daquelas festas, lá estava, regular, vamos andando. Ribalta, caixa do ponto, gambiarras, bambinelas, cortinas, dois cenários, camarim, pano de boca, de enrolar, enfim... um palcozinho! A plateia enchia-se na véspera com cadeiras pedidas ao Club, ao tribunal, e casas particulares de mobílias mais abonadas. Ao todo, quê? trezentos lugares, talvez."

Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografias: Domingo de Ramos em Zedes (Carrazeda de Ansiães) e em Samões.