Romaria de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, Vila Flor.
13 agosto 2011
12 agosto 2011
IX TerraFlor - feira de produtos e sabores
A TerraFlor, feira de produtos e sabores do concelho de Vila Flor, foi apresentada à comunicação social no dia 11 de Agosto.
O evento, que vai cumprir a sua IX edição, aparece este ano, em moldes completamente diferentes dos habituais, quer nas datas, quer nos espaços que vão ser utilizados. Nas palavras do presidente da edilidade, Dr. Pimentel, as alterações devem-se a duas razões: a primeira tem a ver com a contenção orçamental, esperando-se que a realização de 2011 leve a organização a fazer metade da despesa verificada em 2010 (no conjunto da TerraFlor e Festa de S. Bartolomeu). A segunda razão, é a possibilidade de abranger a comunidade de emigrantes do concelho, que no mês de Agosto se encontra em massa na sua terra natal.
Segundo o porta-voz da comissão organizadora da feira, Eng. Fernando Barros, na escolha da duração do evento e nas datas da sua realização, foram tomados em atenção os eventos já programados nas diferentes aldeias do concelho e até dos concelhos vizinhos (nomeadamente a Feira da Maçã, Vinho e Azeite, em Carrazeda de Ansiães), de forma a não haver sobreposições.
Do dia 22 ao dia 26 de Agosto vão decorrer atividades distribuídas por três vertentes: feira, festa e jornadas técnicas. A vertente feira é cada vez mais a aposta da organização, uma vez que é ela que permite dar a conhecer os produtos da região e potenciar negócios. A festa, vertente também bastante desenvolvida em edições anteriores, assume este ano uma nova configuração com a realização simultânea das grandes festas em honra de S. Bartolomeu, padroeiro da Vila (no dia 24 de Agosto é feriado municipal). As jornadas técnicas estão a cargo das associações agrícolas do concelho, que este ano se uniram todas na organização do evento.
A TerraFlor vai abandonar o seu espaço habitual, deslocando-se para o centro da vila, tendo como espaço principal o parque de estacionamento que está a ser ultimado e que será inaugurado por altura da feira. Aqui serão montados os mais de centena e meia de stands, funcionando o palco de espetáculos em frente à Câmara Municipal, espaço que costuma ocupar nas festas de Agosto.
O dia 26, coincidindo com a habitual feira quinzenal, será dedicado ao mundo rural. Serão realizados concursos de Cabra da Serra, Ovelha Churra da Terra Quente e Cão de Gado Transmontano. Pela primeira vez vai realizar-se um leilão de reprodutores, recebendo os criadores uma subvenção de 50 euros por cada animal posto em leilão.
Este ano também haverá um reforço de expositores de produtos oriundos de Espanha, de localidades com quem o município de Vila Flor tem estabelecido protocolos de cooperação em vários áreas.
Espera-se que a deslocação do certame para o centro da vila possa trazer um maior dinamismo ao comércio tradicional, nomeadamente ao nível da restauração.
Cartaz e Programa da IX TerraFlor
O evento, que vai cumprir a sua IX edição, aparece este ano, em moldes completamente diferentes dos habituais, quer nas datas, quer nos espaços que vão ser utilizados. Nas palavras do presidente da edilidade, Dr. Pimentel, as alterações devem-se a duas razões: a primeira tem a ver com a contenção orçamental, esperando-se que a realização de 2011 leve a organização a fazer metade da despesa verificada em 2010 (no conjunto da TerraFlor e Festa de S. Bartolomeu). A segunda razão, é a possibilidade de abranger a comunidade de emigrantes do concelho, que no mês de Agosto se encontra em massa na sua terra natal.
Segundo o porta-voz da comissão organizadora da feira, Eng. Fernando Barros, na escolha da duração do evento e nas datas da sua realização, foram tomados em atenção os eventos já programados nas diferentes aldeias do concelho e até dos concelhos vizinhos (nomeadamente a Feira da Maçã, Vinho e Azeite, em Carrazeda de Ansiães), de forma a não haver sobreposições.
Do dia 22 ao dia 26 de Agosto vão decorrer atividades distribuídas por três vertentes: feira, festa e jornadas técnicas. A vertente feira é cada vez mais a aposta da organização, uma vez que é ela que permite dar a conhecer os produtos da região e potenciar negócios. A festa, vertente também bastante desenvolvida em edições anteriores, assume este ano uma nova configuração com a realização simultânea das grandes festas em honra de S. Bartolomeu, padroeiro da Vila (no dia 24 de Agosto é feriado municipal). As jornadas técnicas estão a cargo das associações agrícolas do concelho, que este ano se uniram todas na organização do evento.
A TerraFlor vai abandonar o seu espaço habitual, deslocando-se para o centro da vila, tendo como espaço principal o parque de estacionamento que está a ser ultimado e que será inaugurado por altura da feira. Aqui serão montados os mais de centena e meia de stands, funcionando o palco de espetáculos em frente à Câmara Municipal, espaço que costuma ocupar nas festas de Agosto.
O dia 26, coincidindo com a habitual feira quinzenal, será dedicado ao mundo rural. Serão realizados concursos de Cabra da Serra, Ovelha Churra da Terra Quente e Cão de Gado Transmontano. Pela primeira vez vai realizar-se um leilão de reprodutores, recebendo os criadores uma subvenção de 50 euros por cada animal posto em leilão.
Este ano também haverá um reforço de expositores de produtos oriundos de Espanha, de localidades com quem o município de Vila Flor tem estabelecido protocolos de cooperação em vários áreas.
Espera-se que a deslocação do certame para o centro da vila possa trazer um maior dinamismo ao comércio tradicional, nomeadamente ao nível da restauração.
Cartaz e Programa da IX TerraFlor
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Lançamento do livro - A Romaria do Cabeço
Lançamento do livro, A Romaria do Cabeço, da autoria do Pe. Joaquim da Assunção Leite, no dia 13 de Agosto às 21 horas, no Santuário de Nossa Senhora da Assunção.
Excerto do livro a ser lançado no dia 13 de Agosto
A Senhora da Assunção e o seu Cabeço fazem parte da herança cultural e espiritual que, dos meus, recebi, sobretudo da minha mãe. Ela, por sua vez, já a recebeu do seu pai que descera do planalto da Terra Fria para ir casar à Terra Quente da Vilariça. Vizinho da Senhora da Assunção, levou consigo as orações, as cantigas, os milagres, as lendas e as tradições do Cabeço, mil vezes contadas nas longas noites de Inverno. Foi certamente por tudo isso que, no baptismo, os meus pais me deram o nome de Joaquim da Assunção. Não tardou muito que a minha mãe tratasse a Senhora por sua comadre e eu, naturalmente, por minha madrinha.
Aos cinco anos, fui pela primeira vez ao Cabeço, à festa de Maio que é a Solenidade da Ascensão do Senhor. Pelo caminho, dizia a minha mãe a uma prima que esta festa é tão grande que nem os passarinhos mexem com os ovos!
Esse foi o dia mais lindo da minha infância!
...
Voltei, mais tarde, ao Cabeço, à Festa Grande de Agosto. À de Setembro, que é a festa da Santa Eufémia, nunca fui. Nessa festa, leiloavam-se as joias, tranças, cereal e outras promessas que os romeiros e peregrinos ofereciam nas três festas do ano de Maio a Setembro.
Excerto do livro a ser lançado no dia 13 de Agosto
11 agosto 2011
10 agosto 2011
Dois carros dos bombeiros destruídos pelas chamas em Vila Flor
Três incêndios no distrito de Bragança consumiram ontem grandes extensões de mato, floresta e pomares. A situação mais grave ocorreu em Vila Flor, onde duas viaturas dos bombeiros foram destruídas pelas chamas, que também se aproximaram de duas aldeias.
Fonte: SIC Notícias
e de repente é noite (XVII)
Onde estavas tu no início desse verão?
Não vieste inclinar-te na semi-obscuridade
do poema, e não se cumpriu
esse perigoso ofício de acrobata
de transferências e ressurreições inacabadas.
Contigo estavam as metáforas mais raras.
Tua fala fixava o inefável de todos os instantes.
Percorria-me um tremor de raiva, a tua ausência.
Despertava para o infinito dos dias
e tudo era um disco negro
no fundo de uma espiral de ouro.
Então, só, eu era eu e as minhas imagens,
mais do que eu e a minha circunstância.
Com elas existia no vozear das esplanadas.
O tu não estares cobria-me de esquecimento
dos nomes das ruas e das pontes
e iluminava-me da discreta melancolia
dos deuses omitidos.
E ficava a ver como quem dorme, paisagens
Suspensas do clamor agudo dos corvos.
E sempre um excesso de brilho
emoldurando a mais profunda noite.
Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: algures, em Candoso.
07 agosto 2011
Freguesia Mistério n.º 49
Durante o mês de Junho decorreu a votação na Freguesia Mistério n.º 49! A participação foi bastante baixa, talvez porque as pessoas estão pouco atentas ao concelho em que vivem, ou então não querem mostrar tudo o que sabem.
Os seis votos contabilizados ficaram distribuídos desta forma:
Seixos de Manhoses (2) 33%
Trindade (1) 17%
Vale Frechoso (1) 17%
Vila Flor (1) 17%
Vilarinho das Azenhas (1) 17%
A resposta certa não era nenhuma das apontadas, uma vez que as alminhas que a fotografia mostrava situam-se em Assares. Está junto à estrada N102 E802, perto do abrigo da paragem dos autocarros, lugar bastante visível. A poucos metros está o caminho que dá acesso à Quinta do Barracão.
Em Santa Comba da Vilariça há umas alminhas muito semelhantes, mas essas poderão aparecer no futuro.
O que se seguiu foi um enorme rochedo à entrada de uma freguesia. Por acaso o que a fotografia mostra é o que é visível à saída, quando se abandona a freguesia.
Os seis votos contabilizados ficaram distribuídos desta forma:
Seixos de Manhoses (2) 33%
Trindade (1) 17%Vale Frechoso (1) 17%
Vila Flor (1) 17%
Vilarinho das Azenhas (1) 17%
A resposta certa não era nenhuma das apontadas, uma vez que as alminhas que a fotografia mostrava situam-se em Assares. Está junto à estrada N102 E802, perto do abrigo da paragem dos autocarros, lugar bastante visível. A poucos metros está o caminho que dá acesso à Quinta do Barracão.
Em Santa Comba da Vilariça há umas alminhas muito semelhantes, mas essas poderão aparecer no futuro.
O que se seguiu foi um enorme rochedo à entrada de uma freguesia. Por acaso o que a fotografia mostra é o que é visível à saída, quando se abandona a freguesia.
06 agosto 2011
Saudades das flores
Quando Agosto começa há muita coisa que muda. desde logo o movimento das pessoas, a dificuldade em estacionar, as festas das aldeias e os incêndios. Também há muita coisa de que se sente saudades: a verdura dos campos; o colorido das flores; a alegria da escola.
Numa passagem por Vale Frechoso durante o mês de Maio, captei o cenário que hoje mostro em fotografia. Contrasta com o dia de hoje, nublado, sombrio, a ameaçar com chuva. No entanto, ainda é cedo para as chuvas que proporcionaram a humidade necessária para a sementeira da primeiras nabiças.
Numa passagem por Vale Frechoso durante o mês de Maio, captei o cenário que hoje mostro em fotografia. Contrasta com o dia de hoje, nublado, sombrio, a ameaçar com chuva. No entanto, ainda é cedo para as chuvas que proporcionaram a humidade necessária para a sementeira da primeiras nabiças.
02 agosto 2011
Lenda de Nossa Senhora do Carrasco
O lugar onde está a capelinha de Nossa Senhora do Carrasco [em Benlhevai] antes era apenas um monte, onde andava, numa ocasião, um lenhador com a sua picareta a arrancar e a cortar lenha. E nisto, ao espetar a picareta num carrasco para o arrancar, ouviu um gemido:
— Ai! Ai! Ai…
E descobriu então a imagem de Nossa Senhora. Estava lá escondida no carrasco. Foi ela que deu aquele gemido para que a não magoasse. O povo fez então ali a capelinha, onde colocaram a imagem e a capela ficou, por isso, com o nome de Nossa Senhora do Carrasco.
PARAFITA, Alexandre, Património Imaterial do Douro (Narrações Orais), Vol. 2, Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2010, p.237
Fotografia: Capela de Nossa Senhora do Carrasco (07-05-2011)
01 agosto 2011
Exposição de Fotografias
Venho convidá-los para o Festival de Artes de Pombal de Ansiães, que vai decorrer em Pombal de Ansiães, concelho de Carrazeda de Ansiães, de 4 a 9 de Agosto de 2011.
Entre um vasto conjunto de manifestações culturais, tenho o prazer de poder partilhar algumas fotografias e histórias de vida a que chamei Profissões Antigas.
Trata-se de uma homenagem a um conjunto de homens e mulheres que, desde tenra idade, exerceram (ou ainda exercem) profissões que aos pouco caíram em desuso. Apesar dos trabalhos árduos que tiveram, sentem orgulho no rumo que tomaram e falam das suas profissões com vaidade.
Para ver a partir do dia 4 de Agosto na sede da Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães.
Programa do Festival de Artes de Pombal de Ansiães, 2011
Entre um vasto conjunto de manifestações culturais, tenho o prazer de poder partilhar algumas fotografias e histórias de vida a que chamei Profissões Antigas.
Trata-se de uma homenagem a um conjunto de homens e mulheres que, desde tenra idade, exerceram (ou ainda exercem) profissões que aos pouco caíram em desuso. Apesar dos trabalhos árduos que tiveram, sentem orgulho no rumo que tomaram e falam das suas profissões com vaidade.
Para ver a partir do dia 4 de Agosto na sede da Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães.
Programa do Festival de Artes de Pombal de Ansiães, 2011
30 julho 2011
Barragem Mourão - Valtorno
Uma passagem pela barragem Mourão- Valtorno proporciona sempre uma bonita paisagem, mas, em Maio, o espetáculo era ainda mais bonito. Começou a encher em 2006, mas tinha algumas fugas o que fez com que em 2008 ainda não estivesse completamente cheia. Depois de algumas reparações o problema está resolvido e quando por lá passei em no dia 1de Maio, era grande o caudal que saía da barragem, porque esta estava cheia.
22 julho 2011
Poemas de Amor Para Vila Flor
Foi lançado no dia 17 deste mês o livro Poemas de Amor Para Vila Flor, da autoria de Abílio Aires. O autor é natural da freguesia do Castedo, em Torre de Moncorvo, mas tem uma estreita ligação, afetiva, e não só a Vila Flor, onde atualmente vive. Lançou, recentemente, outro livro de poemas - À vila das flores Vila Flor Capital do Mundo.
Não compareci no lançamento do primeiro livro, mas estive no do segundo, que decorreu no pequeno auditório do Centro Cultural. Estiverem presentes muito poucas pessoas, não imagino qual seja a razão. Penso que todas as formas de arte devem ser incentivadas e acarinhadas. No caso da escrita, ela só existe para ser lida.
Desconhecia completamente a poesia do senhor Abílio Aires e, desde o dia do lançamento, que tenho andado a ler alguns dos seus poemas. Trata-se de um livro de poesia que fala sobretudo do amor, da adoração da mulher. Também há alguns poemas dedicados a Vila Flor, mas são uma minoria. Como comprei também o primeiro livro verificarei, mais tarde, se nesse a Capital do Mundo é mesmo o enredo central.
Dos poemas que já li, deixo um dos que mais gostei.
Mas colhi seu coração
Trinta e três degraus desci
Para te poder falar
Os mesmos degraus subi
Não a consegui encontrar.
Era uma pena ao descer
Pesado fardo ao subir
Eu fui ali para a ver
Não podia desistir.
Ao bater àquela porta
Porta que não veio abrir
Ela tinha ido à horta
Ver as plantas a florir.
O aroma o perfume
Do cravo da hortelã
Era o mesmo do costume
Naquela linda manhã.
Esperei ao cimo das escadas
Estava ali para a ver
Dizer-lhe duas palavras
Quando a visse descer.
Bela a vi aparecer
Trazia rosas na mão
Rosas que não fui colher
Mas colhi seu coração.
Primeira fotografia: Ameixoeira-dos-jardins (Prunus cerasifera) na Av. Dr. Francisco Guerra, em Vila Flor.
Segunda fotografia: Abílio Aires, autor do livro Poemas de Amor Para Vila Flor no dia do lançamento.
Não compareci no lançamento do primeiro livro, mas estive no do segundo, que decorreu no pequeno auditório do Centro Cultural. Estiverem presentes muito poucas pessoas, não imagino qual seja a razão. Penso que todas as formas de arte devem ser incentivadas e acarinhadas. No caso da escrita, ela só existe para ser lida.Desconhecia completamente a poesia do senhor Abílio Aires e, desde o dia do lançamento, que tenho andado a ler alguns dos seus poemas. Trata-se de um livro de poesia que fala sobretudo do amor, da adoração da mulher. Também há alguns poemas dedicados a Vila Flor, mas são uma minoria. Como comprei também o primeiro livro verificarei, mais tarde, se nesse a Capital do Mundo é mesmo o enredo central.
Dos poemas que já li, deixo um dos que mais gostei.
Mas colhi seu coração
Trinta e três degraus desci
Para te poder falar
Os mesmos degraus subi
Não a consegui encontrar.
Era uma pena ao descer
Pesado fardo ao subir
Eu fui ali para a ver
Não podia desistir.
Ao bater àquela porta
Porta que não veio abrir
Ela tinha ido à horta
Ver as plantas a florir.
O aroma o perfume
Do cravo da hortelã
Era o mesmo do costume
Naquela linda manhã.
Esperei ao cimo das escadas
Estava ali para a ver
Dizer-lhe duas palavras
Quando a visse descer.
Bela a vi aparecer
Trazia rosas na mão
Rosas que não fui colher
Mas colhi seu coração.
Primeira fotografia: Ameixoeira-dos-jardins (Prunus cerasifera) na Av. Dr. Francisco Guerra, em Vila Flor.
Segunda fotografia: Abílio Aires, autor do livro Poemas de Amor Para Vila Flor no dia do lançamento.
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