Desde finais de Junho que se têm vindo a desenvolver variadas atividades no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. O calendário ditou que este ano a festa grande, calhasse à segunda feira, dia 15 de Agosto. Mesmo assim, durante os dias anteriores, principalmente Sábado e Domingo o movimento já foi grande, quer em peregrinos quer em festejos.
Quando piso o Cabeço invadem-me muitas emoções que poderia agrupar em três grupos: este morro de grandes romarias faz parte das minhas memórias de infância. Não consigo lembrar as Festas do cabeço da minha infância sem que se me dê um nó na garganta. É um misto de alegria, saudade, cheiros, cores e sons que me fazem viajar para outra dimensão e voltar a ser criança. Acarinho estas recordações porque são de ouro, não voltarão ser uma realidade.
No segundo grupo colocaria aquelas que a festa hoje me transmite. Não há sabor a melão recém comprado, nem recheado cabaz, aberto à sombra, em presença de um grande grupo de familiares. Hoje a Festa do Cabeço é um local de encontro de muitos amigos. A fama desta romaria tráz pessoas de Chaves, Mogadouro, de todos os cantos do nordeste e não só. Já não há carrinhas de caixa aberta carregadas de pessoas e os autocarros são cada vez menos. Os parques de estacionamento continuam a crescer, porque hoje todos vamos à festa em carro próprio. Há muito pó, dificuldades em estacionar, mas pouco importa. O som continua animado e a avenida dos melões está invadida de todo o tipo de comércio, desde os vendedores da banha da cobra, às farturas e cebolas.
No terceiro grupo de emoções, talvez o mais relevante de todos, está a fé. Não sou católico praticante, mas tenho uma filosofia de vida baseada em valores cristãos. Ainda há pessoas que vão ao cabeço pela sua fé na virgem. Não podemos esquecer que no 15 de Agosto se festeja a Assunção de Maria ao céu, em corpo e alma. Este dogma já pouco diz à maior parte das pessoas mas o respeito pelos que acreditam fica bem a qualquer um. A Eucaristia que se celebrou na recém benzida Praça Pio XII foi muito pouco respeitada, mas cada um responde por si. Não posso negar que isso me incomoda.
Para os muitos emigrantes que nos visitaram (falava-se tanto francês como português) são momentos que se vivem em locais assim que temperam um ano longe da sua terra natal. Ninguém ama mais a sua terra do que os que estão longe. Para sentir isso é necessário estar longe. Estou certo que a Romaria de Nossa Senhora da Assunção foi uma festa para recordar. Daqui a muitos anos recordaremos, com saudade, o que vivemos nestes dias, por isso não podemos desperdiçá-los.
Continuação de um bom Verão.
18 agosto 2011
16 agosto 2011
Festival de Folclore em Freixiel
A Localvisão TV - Bragança acompanhou o segundo festival de folclore na aldeia de Freixiel. Os quatro ranchos folclóricos dançaram as tradições, mostraram os trajes e costumes de várias regiões do país.
Também pode ver os vídeos da Localvisão sobre:
14 agosto 2011
"A Romaria do Cabeço"
No dia 13 de Agosto, pelas 21 horas, no Centro de Visitantes do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas foi apresentado ao público o livro da autoria, do Padre Joaquim da Assunção Leite, A Romaria do Cabeço, editado pela Câmara Municipal.
Trata-se de um livro que junta a história com alguma ficção, mas que ilustra o que foram as romarias ao cabeço do santuários mas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, do século passado. Começa por fazer uma abordagem da história do cabeço onde está erigido o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ilustrando depois os ambientes que se viviam no percurso para a romaria, no decorrer desta, e no regresso a casa. A linguagem utilizada é a da época, com expressões muito características já muito pouco usadas e quase nunca escritas. Mais para o final do livro são abordados alguns temas teológicos.
Usaram da palavra o Dr. Pimentel, Presidente da Câmara, o Prof. Abílio Evaristo, Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, o Pe. Jorge Delfim, reitor do Santuário, Pe Maia e o autor, Pe Leite. Nas várias intervenções foi realçado o testemunho de vida do Sr. Padre Leite e a importância do livro A Romaria do Cabeço para a história do Santuário.
O Sr. Padre Leite referiu-se ao seu livro como se de "um filho" se tratasse; das dificuldades encontradas e dos desânimos, mas também das colaborações e dos apoios: a Desteque vai suportar a edição da obra.
Ofereceu três exemplares, simbolicamente: uma a Vila Flor, outro à sua terra e à sua gente (de Lodões) e o terceiro ao Santuário. Não foram apresentados mais livros, nem para aquisição, mas estarão disponíveis nos próximos dias, nas festas do Cabeço.
Para terminar a cerimónia, o Grupo Coral de Vilas Boas em conjunto com o Grupo Coral da Igreja Matriz de Vila Flor, interpretaram algumas das quadras que os romeiros entoavam.
Ó senhora d’ Assenção,
Qu’estais lá no Cabecinho,
Botai a bossa benção
A quem bai cá no caminho.
Ó Senhora d’Assenção,
Mandai barrer as areias.
Já lá rompi os sapatos
Num quero romper as meias.
Ó Senhora d’Assenção,
O Vosso Cabeço cai…
Mandai-o alevantar
Com a gente que aqui vai
O Centro de Visitantes esteve cheio, com mais de meia centena de pessoas, e em todo o Santuário a animação já era muita.
Trata-se de um livro que junta a história com alguma ficção, mas que ilustra o que foram as romarias ao cabeço do santuários mas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, do século passado. Começa por fazer uma abordagem da história do cabeço onde está erigido o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ilustrando depois os ambientes que se viviam no percurso para a romaria, no decorrer desta, e no regresso a casa. A linguagem utilizada é a da época, com expressões muito características já muito pouco usadas e quase nunca escritas. Mais para o final do livro são abordados alguns temas teológicos.
Usaram da palavra o Dr. Pimentel, Presidente da Câmara, o Prof. Abílio Evaristo, Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, o Pe. Jorge Delfim, reitor do Santuário, Pe Maia e o autor, Pe Leite. Nas várias intervenções foi realçado o testemunho de vida do Sr. Padre Leite e a importância do livro A Romaria do Cabeço para a história do Santuário.
O Sr. Padre Leite referiu-se ao seu livro como se de "um filho" se tratasse; das dificuldades encontradas e dos desânimos, mas também das colaborações e dos apoios: a Desteque vai suportar a edição da obra.
Ofereceu três exemplares, simbolicamente: uma a Vila Flor, outro à sua terra e à sua gente (de Lodões) e o terceiro ao Santuário. Não foram apresentados mais livros, nem para aquisição, mas estarão disponíveis nos próximos dias, nas festas do Cabeço.
Para terminar a cerimónia, o Grupo Coral de Vilas Boas em conjunto com o Grupo Coral da Igreja Matriz de Vila Flor, interpretaram algumas das quadras que os romeiros entoavam.
Ó senhora d’ Assenção,
Qu’estais lá no Cabecinho,
Botai a bossa benção
A quem bai cá no caminho.
Ó Senhora d’Assenção,
Mandai barrer as areias.
Já lá rompi os sapatos
Num quero romper as meias.
Ó Senhora d’Assenção,
O Vosso Cabeço cai…
Mandai-o alevantar
Com a gente que aqui vai
O Centro de Visitantes esteve cheio, com mais de meia centena de pessoas, e em todo o Santuário a animação já era muita.
13 agosto 2011
12 agosto 2011
IX TerraFlor - feira de produtos e sabores
A TerraFlor, feira de produtos e sabores do concelho de Vila Flor, foi apresentada à comunicação social no dia 11 de Agosto.
O evento, que vai cumprir a sua IX edição, aparece este ano, em moldes completamente diferentes dos habituais, quer nas datas, quer nos espaços que vão ser utilizados. Nas palavras do presidente da edilidade, Dr. Pimentel, as alterações devem-se a duas razões: a primeira tem a ver com a contenção orçamental, esperando-se que a realização de 2011 leve a organização a fazer metade da despesa verificada em 2010 (no conjunto da TerraFlor e Festa de S. Bartolomeu). A segunda razão, é a possibilidade de abranger a comunidade de emigrantes do concelho, que no mês de Agosto se encontra em massa na sua terra natal.
Segundo o porta-voz da comissão organizadora da feira, Eng. Fernando Barros, na escolha da duração do evento e nas datas da sua realização, foram tomados em atenção os eventos já programados nas diferentes aldeias do concelho e até dos concelhos vizinhos (nomeadamente a Feira da Maçã, Vinho e Azeite, em Carrazeda de Ansiães), de forma a não haver sobreposições.
Do dia 22 ao dia 26 de Agosto vão decorrer atividades distribuídas por três vertentes: feira, festa e jornadas técnicas. A vertente feira é cada vez mais a aposta da organização, uma vez que é ela que permite dar a conhecer os produtos da região e potenciar negócios. A festa, vertente também bastante desenvolvida em edições anteriores, assume este ano uma nova configuração com a realização simultânea das grandes festas em honra de S. Bartolomeu, padroeiro da Vila (no dia 24 de Agosto é feriado municipal). As jornadas técnicas estão a cargo das associações agrícolas do concelho, que este ano se uniram todas na organização do evento.
A TerraFlor vai abandonar o seu espaço habitual, deslocando-se para o centro da vila, tendo como espaço principal o parque de estacionamento que está a ser ultimado e que será inaugurado por altura da feira. Aqui serão montados os mais de centena e meia de stands, funcionando o palco de espetáculos em frente à Câmara Municipal, espaço que costuma ocupar nas festas de Agosto.
O dia 26, coincidindo com a habitual feira quinzenal, será dedicado ao mundo rural. Serão realizados concursos de Cabra da Serra, Ovelha Churra da Terra Quente e Cão de Gado Transmontano. Pela primeira vez vai realizar-se um leilão de reprodutores, recebendo os criadores uma subvenção de 50 euros por cada animal posto em leilão.
Este ano também haverá um reforço de expositores de produtos oriundos de Espanha, de localidades com quem o município de Vila Flor tem estabelecido protocolos de cooperação em vários áreas.
Espera-se que a deslocação do certame para o centro da vila possa trazer um maior dinamismo ao comércio tradicional, nomeadamente ao nível da restauração.
Cartaz e Programa da IX TerraFlor
O evento, que vai cumprir a sua IX edição, aparece este ano, em moldes completamente diferentes dos habituais, quer nas datas, quer nos espaços que vão ser utilizados. Nas palavras do presidente da edilidade, Dr. Pimentel, as alterações devem-se a duas razões: a primeira tem a ver com a contenção orçamental, esperando-se que a realização de 2011 leve a organização a fazer metade da despesa verificada em 2010 (no conjunto da TerraFlor e Festa de S. Bartolomeu). A segunda razão, é a possibilidade de abranger a comunidade de emigrantes do concelho, que no mês de Agosto se encontra em massa na sua terra natal.
Segundo o porta-voz da comissão organizadora da feira, Eng. Fernando Barros, na escolha da duração do evento e nas datas da sua realização, foram tomados em atenção os eventos já programados nas diferentes aldeias do concelho e até dos concelhos vizinhos (nomeadamente a Feira da Maçã, Vinho e Azeite, em Carrazeda de Ansiães), de forma a não haver sobreposições.
Do dia 22 ao dia 26 de Agosto vão decorrer atividades distribuídas por três vertentes: feira, festa e jornadas técnicas. A vertente feira é cada vez mais a aposta da organização, uma vez que é ela que permite dar a conhecer os produtos da região e potenciar negócios. A festa, vertente também bastante desenvolvida em edições anteriores, assume este ano uma nova configuração com a realização simultânea das grandes festas em honra de S. Bartolomeu, padroeiro da Vila (no dia 24 de Agosto é feriado municipal). As jornadas técnicas estão a cargo das associações agrícolas do concelho, que este ano se uniram todas na organização do evento.
A TerraFlor vai abandonar o seu espaço habitual, deslocando-se para o centro da vila, tendo como espaço principal o parque de estacionamento que está a ser ultimado e que será inaugurado por altura da feira. Aqui serão montados os mais de centena e meia de stands, funcionando o palco de espetáculos em frente à Câmara Municipal, espaço que costuma ocupar nas festas de Agosto.
O dia 26, coincidindo com a habitual feira quinzenal, será dedicado ao mundo rural. Serão realizados concursos de Cabra da Serra, Ovelha Churra da Terra Quente e Cão de Gado Transmontano. Pela primeira vez vai realizar-se um leilão de reprodutores, recebendo os criadores uma subvenção de 50 euros por cada animal posto em leilão.
Este ano também haverá um reforço de expositores de produtos oriundos de Espanha, de localidades com quem o município de Vila Flor tem estabelecido protocolos de cooperação em vários áreas.
Espera-se que a deslocação do certame para o centro da vila possa trazer um maior dinamismo ao comércio tradicional, nomeadamente ao nível da restauração.
Cartaz e Programa da IX TerraFlor
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Lançamento do livro - A Romaria do Cabeço
Lançamento do livro, A Romaria do Cabeço, da autoria do Pe. Joaquim da Assunção Leite, no dia 13 de Agosto às 21 horas, no Santuário de Nossa Senhora da Assunção.
Excerto do livro a ser lançado no dia 13 de Agosto
A Senhora da Assunção e o seu Cabeço fazem parte da herança cultural e espiritual que, dos meus, recebi, sobretudo da minha mãe. Ela, por sua vez, já a recebeu do seu pai que descera do planalto da Terra Fria para ir casar à Terra Quente da Vilariça. Vizinho da Senhora da Assunção, levou consigo as orações, as cantigas, os milagres, as lendas e as tradições do Cabeço, mil vezes contadas nas longas noites de Inverno. Foi certamente por tudo isso que, no baptismo, os meus pais me deram o nome de Joaquim da Assunção. Não tardou muito que a minha mãe tratasse a Senhora por sua comadre e eu, naturalmente, por minha madrinha.
Aos cinco anos, fui pela primeira vez ao Cabeço, à festa de Maio que é a Solenidade da Ascensão do Senhor. Pelo caminho, dizia a minha mãe a uma prima que esta festa é tão grande que nem os passarinhos mexem com os ovos!
Esse foi o dia mais lindo da minha infância!
...
Voltei, mais tarde, ao Cabeço, à Festa Grande de Agosto. À de Setembro, que é a festa da Santa Eufémia, nunca fui. Nessa festa, leiloavam-se as joias, tranças, cereal e outras promessas que os romeiros e peregrinos ofereciam nas três festas do ano de Maio a Setembro.
Excerto do livro a ser lançado no dia 13 de Agosto
11 agosto 2011
10 agosto 2011
Dois carros dos bombeiros destruídos pelas chamas em Vila Flor
Três incêndios no distrito de Bragança consumiram ontem grandes extensões de mato, floresta e pomares. A situação mais grave ocorreu em Vila Flor, onde duas viaturas dos bombeiros foram destruídas pelas chamas, que também se aproximaram de duas aldeias.
Fonte: SIC Notícias
e de repente é noite (XVII)
Onde estavas tu no início desse verão?
Não vieste inclinar-te na semi-obscuridade
do poema, e não se cumpriu
esse perigoso ofício de acrobata
de transferências e ressurreições inacabadas.
Contigo estavam as metáforas mais raras.
Tua fala fixava o inefável de todos os instantes.
Percorria-me um tremor de raiva, a tua ausência.
Despertava para o infinito dos dias
e tudo era um disco negro
no fundo de uma espiral de ouro.
Então, só, eu era eu e as minhas imagens,
mais do que eu e a minha circunstância.
Com elas existia no vozear das esplanadas.
O tu não estares cobria-me de esquecimento
dos nomes das ruas e das pontes
e iluminava-me da discreta melancolia
dos deuses omitidos.
E ficava a ver como quem dorme, paisagens
Suspensas do clamor agudo dos corvos.
E sempre um excesso de brilho
emoldurando a mais profunda noite.
Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: algures, em Candoso.
07 agosto 2011
Freguesia Mistério n.º 49
Durante o mês de Junho decorreu a votação na Freguesia Mistério n.º 49! A participação foi bastante baixa, talvez porque as pessoas estão pouco atentas ao concelho em que vivem, ou então não querem mostrar tudo o que sabem.
Os seis votos contabilizados ficaram distribuídos desta forma:
Seixos de Manhoses (2) 33%
Trindade (1) 17%
Vale Frechoso (1) 17%
Vila Flor (1) 17%
Vilarinho das Azenhas (1) 17%
A resposta certa não era nenhuma das apontadas, uma vez que as alminhas que a fotografia mostrava situam-se em Assares. Está junto à estrada N102 E802, perto do abrigo da paragem dos autocarros, lugar bastante visível. A poucos metros está o caminho que dá acesso à Quinta do Barracão.
Em Santa Comba da Vilariça há umas alminhas muito semelhantes, mas essas poderão aparecer no futuro.
O que se seguiu foi um enorme rochedo à entrada de uma freguesia. Por acaso o que a fotografia mostra é o que é visível à saída, quando se abandona a freguesia.
Os seis votos contabilizados ficaram distribuídos desta forma:
Seixos de Manhoses (2) 33%
Trindade (1) 17%Vale Frechoso (1) 17%
Vila Flor (1) 17%
Vilarinho das Azenhas (1) 17%
A resposta certa não era nenhuma das apontadas, uma vez que as alminhas que a fotografia mostrava situam-se em Assares. Está junto à estrada N102 E802, perto do abrigo da paragem dos autocarros, lugar bastante visível. A poucos metros está o caminho que dá acesso à Quinta do Barracão.
Em Santa Comba da Vilariça há umas alminhas muito semelhantes, mas essas poderão aparecer no futuro.
O que se seguiu foi um enorme rochedo à entrada de uma freguesia. Por acaso o que a fotografia mostra é o que é visível à saída, quando se abandona a freguesia.
06 agosto 2011
Saudades das flores
Quando Agosto começa há muita coisa que muda. desde logo o movimento das pessoas, a dificuldade em estacionar, as festas das aldeias e os incêndios. Também há muita coisa de que se sente saudades: a verdura dos campos; o colorido das flores; a alegria da escola.
Numa passagem por Vale Frechoso durante o mês de Maio, captei o cenário que hoje mostro em fotografia. Contrasta com o dia de hoje, nublado, sombrio, a ameaçar com chuva. No entanto, ainda é cedo para as chuvas que proporcionaram a humidade necessária para a sementeira da primeiras nabiças.
Numa passagem por Vale Frechoso durante o mês de Maio, captei o cenário que hoje mostro em fotografia. Contrasta com o dia de hoje, nublado, sombrio, a ameaçar com chuva. No entanto, ainda é cedo para as chuvas que proporcionaram a humidade necessária para a sementeira da primeiras nabiças.
02 agosto 2011
Lenda de Nossa Senhora do Carrasco
O lugar onde está a capelinha de Nossa Senhora do Carrasco [em Benlhevai] antes era apenas um monte, onde andava, numa ocasião, um lenhador com a sua picareta a arrancar e a cortar lenha. E nisto, ao espetar a picareta num carrasco para o arrancar, ouviu um gemido:
— Ai! Ai! Ai…
E descobriu então a imagem de Nossa Senhora. Estava lá escondida no carrasco. Foi ela que deu aquele gemido para que a não magoasse. O povo fez então ali a capelinha, onde colocaram a imagem e a capela ficou, por isso, com o nome de Nossa Senhora do Carrasco.
PARAFITA, Alexandre, Património Imaterial do Douro (Narrações Orais), Vol. 2, Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2010, p.237
Fotografia: Capela de Nossa Senhora do Carrasco (07-05-2011)
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