Não estive presente na abertura e primeiros dias da IX TerraFlor, mas fiz questão de participar no colóquio Agricultura – Comercialização e Estratégias de Mercado, que teve lugar no dia 25 de Agosto, com início pouco depois das 14 horas. Embora a agricultura não seja uma presença constante na minha vida, sou filho de agricultores, está presente na minha formação académica e bastava interessar-me pelo que se passa em Vila Flor, concelho marcadamente rural para me interessar pelo assunto. O Azeite é o produto referência do certame e já tinha tido um dia que lhe foi inteiramente dedicado (que perdi, com muita pena minha).
O programa das apresentações fazia pensar que os temas estariam mais relacionados com as hortícolas e com a fruta, com grande interesse para a agricultura do vale da Vilariça, mas também para outros pontos do concelho onde se produz fruta, como por exemplo Candoso.
Não estranhei, mas as cadeiras do anfiteatro do Centro Cultural ficaram maioritariamente vazias. Este será um dos pontos em que os agricultores do concelho também têm que melhorar bastante: acreditar nos técnicos especializados e procurar informação atualizada como forma de melhorar a rentabilidade das suas explorações.
O colóquio iniciou-se com a algumas breves palavras proferidas pelo representante da TerraFlor, Eng. Fernando Barros. Congratulou-se por ver envolvidas todas as associações de agricultores do concelho e lamentou a falta de assistência para escutar as apresentações de grande interesse para a agricultura concelhia.
O primeiro orador do colóquio Eng. Augusto Ferreira (da CONFAGRI) louvou o trabalho da Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, sua parceira. Dentro do tema Desafios e oportunidades para o sector hortofrutícola no contexto atual, começou por fazer uma abordagem à Política Agrícola Comum e à situação de Portugal à evolução da realidade europeia. A PAC consome cerca de 40% do orçamento comunitário, embora este valor tenha vindo a baixar. Falou depois na produção frutícola a nível global e das dificuldades que o sector se debate. Uma das maiores dificuldades na comercialização no caso português está na falta de organização dos produtores de forma a poderem melhorar a qualidade, terem mais eficiência na produção e maior poder de negociação.
A Engª Marta Baptista (Fenafrutas) apresentou o tema O Sector hortofrutícola e o mercado. Visão do sector cooperativo. Mostrou dados estatísticos das exportações e das importações de Portugal de diversos produtos agrícolas. Focou a atenção nos produtos hortícolas e nas frutas. Apresentou de forma sintética as dificuldades que estes sectores apresentam e quais as soluções possíveis, nomeadamente: reforço da organização; marketing; baixar os custos de produção; formação para diretores, gestores e sócios; redimensionamento das cooperativas; promoção; melhoramento da competitividade e certificação de produtos.
Reforçou a importância do cooperativismo, apresentou as exigências mínimas para a constituição de uma organização de produtores e as vantagens que daí podem advir em de apoios económicos e em competitividade.
No tema 3 – Regadio da Vilariça – situação atual e perspetivas futuras, usou da palavra o Eng. Fernando Brás, presidente da Associação de Beneficiários do Regadio do Vale da Vilariça. A associação pretende fazer a gestão de todo o perímetro de rega, desde a barragem da Burga até à Foz do Sabor. Há ainda um longo caminho a percorrer com o levantamento de todas as parcelas do regadio e a implementação de contadores da água gasta por telegestão. Será necessária a união dos agricultores para a reconversão e formação de blocos de produção, tendo em atenção as características dos solos e a água disponível. Não basta ter água, é necessário saber geri-la como um bem comum, escasso e que é necessário rentabilizar. Reforçou também a necessidade de uma melhor organização.
No período de perguntas e respostas destacaram-se duas ideias: é necessária uma maior organização dos produtores; é cada vez mais difícil negociar e chegar às bancas das grandes superfícies.
Terminado o colóquio, pelas 17 horas e trinta minutos, seguiu-se uma prova de produtos no recinto da feira.
As diferentes associações de produtores disponibilizaram amostras que foram degustadas pelos participantes do colóquio e por alguns visitantes da Feira que foram passando pelo local. Desde o azeite, passando por várias marcas de vinho, queijo, pimentos e tomates, frutos secos, em calda ou em compota, até às salsichas de carne de ovelha e de cabra. Foi um desfilar de sabores como nunca em tinha saboreado em todas as edições da TerraFlor em que estive presente.
27 agosto 2011
Festas em honra de S. Bartolomeu
No dia 24 de Agosto realizaram-se em Vila Flor as festas em honra de S. Bartolomeu. Como habitualmente foram muitos os que marcaram presença, quer nas cerimónias religiosas quer no arraial que se realizou no espaço em frente aos Passos do Concelho.
Integraram a majestosa procissão um vasto conjunto de andores ricamente enfeitados com flores naturais as imagens mais significativas da igreja matriz da vila e da igreja da Misericórdia, mas também outras que mais raramente são vistas pela população. É o caso de Nossa Senhora da Lapa, S. Sabastião, S. Luzia e Nossa Senhora da Encarnação.
A Banda Filarmónica da ACR de Vila Flor marcou o ritmo e a procissão percorreu as principais ruas da vila que estavam apinhadas de gente.
À noite houve animação musical com as atuações do Grupo de Música Tradicional da ACR Vila Flor e do Grupo Musical Norte Música.
Para terminar o dia das festas de S. Bartolomeu, realizou-se um grande espetáculo de fogo de artifício à meia noite.
Dia 24 de Agosto é feriado municipal em Vila Flor e, também por isso, a população das diferentes freguesias deslocou-se em massa para a sede de concelho, onde também puderam visitar a IX TerraFlor, Feira de Produtos e Sabores do concelho de Vila Flor. Isto é, não esquecendo a fé, que também é um dos motivos porque muita gente se desloca a estas festas. S. Bartolomeu é o patrono da vila e os crentes do concelho têm-lhe muita devoção.
A cerimónias religiosas iniciaram-se com a celebração da Eucaristia às onze horas e terminaram com a realização da procissão que teve lugar às seis da tarde.Integraram a majestosa procissão um vasto conjunto de andores ricamente enfeitados com flores naturais as imagens mais significativas da igreja matriz da vila e da igreja da Misericórdia, mas também outras que mais raramente são vistas pela população. É o caso de Nossa Senhora da Lapa, S. Sabastião, S. Luzia e Nossa Senhora da Encarnação.
A Banda Filarmónica da ACR de Vila Flor marcou o ritmo e a procissão percorreu as principais ruas da vila que estavam apinhadas de gente.
À noite houve animação musical com as atuações do Grupo de Música Tradicional da ACR Vila Flor e do Grupo Musical Norte Música.
Para terminar o dia das festas de S. Bartolomeu, realizou-se um grande espetáculo de fogo de artifício à meia noite.
26 agosto 2011
1.ª Gincana em Bicicletas
No dia 24 de Agosto, no Largo das Finanças, pelas 15 horas realizou-se a 1.ª Gincana em Bicicletas. Esta iniciativa foi organizada pelo Clube de Ciclismo local e teve a colaboração do Município e da Junta de Freguesia de Vila Flor. Tratou-se de uma atividade desportiva e recreativa com o objetivo de proporcionar algum exercício físico aos jovens entre os 6 e os 12 anos, mas também incentivá-los a estilos de vida saudáveis e ao gosto pela bicicleta.
O trajeto era fácil, quando feito com calma, mas como os tempos eram cronometrados a precipitação levou os participantes a sofrerem algumas penalizações. No entanto, a competição não era o que se pretendia, uma vez que todos os participantes receberam as mesmas lembranças, independentemente dos tempos praticados.
O Clube de Ciclismo de Vila Flor tem já alguns anos de história e organiza várias provas e passeios ao longo do ano, em BTT, mas também em estrada. Tem feito algum esforço do sentido de despertar nas crianças e jovens o gosto pela prática de desporto ligado à bicicleta.
O trajeto era fácil, quando feito com calma, mas como os tempos eram cronometrados a precipitação levou os participantes a sofrerem algumas penalizações. No entanto, a competição não era o que se pretendia, uma vez que todos os participantes receberam as mesmas lembranças, independentemente dos tempos praticados.
O Clube de Ciclismo de Vila Flor tem já alguns anos de história e organiza várias provas e passeios ao longo do ano, em BTT, mas também em estrada. Tem feito algum esforço do sentido de despertar nas crianças e jovens o gosto pela prática de desporto ligado à bicicleta.
Os participantes não foram muitos, mas os que estiveram fizeram-no com muito prazer e alegria.
Está de parabéns o Clube de Ciclismo de Vila Flor e a organização da IX TerraFlor, uma vez que esta iniciativa se integrou no programa daquele evento, que decorre na Vila até ao dia 26 de Agosto.
24 agosto 2011
Desolação
Cheguei há poucas horas de um passeio À Descoberta de outras terras. À chegada fui surpreendido por um cenário desolador: uma vasta área das freguesias de Roios, Vilas Boas e Vale Frechoso foi consumida pelo fogo reduzindo a cinza muita vegetação espontânea e algumas árvores de fruto. É também o habitat de numerosas espécies que foi destruído, facilitada a erosão e destruição dos magros solos.
Este Verão está a ser doloroso para Vila Flor no que toca a fogos florestais.
Um bom feriado.
Este Verão está a ser doloroso para Vila Flor no que toca a fogos florestais.
Um bom feriado.
IX TerraFlor - mais actividades (2)
IX TerraFlor - Agricultura - Comercialização e Estratégias de Mercado, - Programa
Dia 25 de Agosto de 2011, no centro Cultural em Vila Flor, às 14:00 horas.
Dia 25 de Agosto de 2011, no centro Cultural em Vila Flor, às 14:00 horas.
23 agosto 2011
e de repente é noite (XXXII)
Já ninguém lembra o que sobrou de nós.
E tanto foi, do tamanho dos sonhos.
Já poucos sabem onde ficava a casa.
Os que ainda a recordam, hoje,
chamam-lhe campo-santo ou terra de ninguém.
O sol passa de longe, e mais aviva
as arestas do grito sitiado.
O peso dos destroços avalia-se
com a balança do silêncio.
Resta-nos, em segredo, instalar
o nosso desespero. Dar a sua cor
às aéreas paredes.
A alegria exige múltiplas palavras.
E a nós já nem nos resta um nome completo.
Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: algures, no Alto da Caroça em Vila Flor.
19 agosto 2011
18 agosto 2011
Romaria de Nossa Senhora da Assunção (15.08.2011)
Desde finais de Junho que se têm vindo a desenvolver variadas atividades no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. O calendário ditou que este ano a festa grande, calhasse à segunda feira, dia 15 de Agosto. Mesmo assim, durante os dias anteriores, principalmente Sábado e Domingo o movimento já foi grande, quer em peregrinos quer em festejos.
Quando piso o Cabeço invadem-me muitas emoções que poderia agrupar em três grupos: este morro de grandes romarias faz parte das minhas memórias de infância. Não consigo lembrar as Festas do cabeço da minha infância sem que se me dê um nó na garganta. É um misto de alegria, saudade, cheiros, cores e sons que me fazem viajar para outra dimensão e voltar a ser criança. Acarinho estas recordações porque são de ouro, não voltarão ser uma realidade.
No segundo grupo colocaria aquelas que a festa hoje me transmite. Não há sabor a melão recém comprado, nem recheado cabaz, aberto à sombra, em presença de um grande grupo de familiares. Hoje a Festa do Cabeço é um local de encontro de muitos amigos. A fama desta romaria tráz pessoas de Chaves, Mogadouro, de todos os cantos do nordeste e não só. Já não há carrinhas de caixa aberta carregadas de pessoas e os autocarros são cada vez menos. Os parques de estacionamento continuam a crescer, porque hoje todos vamos à festa em carro próprio. Há muito pó, dificuldades em estacionar, mas pouco importa. O som continua animado e a avenida dos melões está invadida de todo o tipo de comércio, desde os vendedores da banha da cobra, às farturas e cebolas.
No terceiro grupo de emoções, talvez o mais relevante de todos, está a fé. Não sou católico praticante, mas tenho uma filosofia de vida baseada em valores cristãos. Ainda há pessoas que vão ao cabeço pela sua fé na virgem. Não podemos esquecer que no 15 de Agosto se festeja a Assunção de Maria ao céu, em corpo e alma. Este dogma já pouco diz à maior parte das pessoas mas o respeito pelos que acreditam fica bem a qualquer um. A Eucaristia que se celebrou na recém benzida Praça Pio XII foi muito pouco respeitada, mas cada um responde por si. Não posso negar que isso me incomoda.
Para os muitos emigrantes que nos visitaram (falava-se tanto francês como português) são momentos que se vivem em locais assim que temperam um ano longe da sua terra natal. Ninguém ama mais a sua terra do que os que estão longe. Para sentir isso é necessário estar longe. Estou certo que a Romaria de Nossa Senhora da Assunção foi uma festa para recordar. Daqui a muitos anos recordaremos, com saudade, o que vivemos nestes dias, por isso não podemos desperdiçá-los.
Continuação de um bom Verão.
Quando piso o Cabeço invadem-me muitas emoções que poderia agrupar em três grupos: este morro de grandes romarias faz parte das minhas memórias de infância. Não consigo lembrar as Festas do cabeço da minha infância sem que se me dê um nó na garganta. É um misto de alegria, saudade, cheiros, cores e sons que me fazem viajar para outra dimensão e voltar a ser criança. Acarinho estas recordações porque são de ouro, não voltarão ser uma realidade.
No segundo grupo colocaria aquelas que a festa hoje me transmite. Não há sabor a melão recém comprado, nem recheado cabaz, aberto à sombra, em presença de um grande grupo de familiares. Hoje a Festa do Cabeço é um local de encontro de muitos amigos. A fama desta romaria tráz pessoas de Chaves, Mogadouro, de todos os cantos do nordeste e não só. Já não há carrinhas de caixa aberta carregadas de pessoas e os autocarros são cada vez menos. Os parques de estacionamento continuam a crescer, porque hoje todos vamos à festa em carro próprio. Há muito pó, dificuldades em estacionar, mas pouco importa. O som continua animado e a avenida dos melões está invadida de todo o tipo de comércio, desde os vendedores da banha da cobra, às farturas e cebolas.
No terceiro grupo de emoções, talvez o mais relevante de todos, está a fé. Não sou católico praticante, mas tenho uma filosofia de vida baseada em valores cristãos. Ainda há pessoas que vão ao cabeço pela sua fé na virgem. Não podemos esquecer que no 15 de Agosto se festeja a Assunção de Maria ao céu, em corpo e alma. Este dogma já pouco diz à maior parte das pessoas mas o respeito pelos que acreditam fica bem a qualquer um. A Eucaristia que se celebrou na recém benzida Praça Pio XII foi muito pouco respeitada, mas cada um responde por si. Não posso negar que isso me incomoda.
Para os muitos emigrantes que nos visitaram (falava-se tanto francês como português) são momentos que se vivem em locais assim que temperam um ano longe da sua terra natal. Ninguém ama mais a sua terra do que os que estão longe. Para sentir isso é necessário estar longe. Estou certo que a Romaria de Nossa Senhora da Assunção foi uma festa para recordar. Daqui a muitos anos recordaremos, com saudade, o que vivemos nestes dias, por isso não podemos desperdiçá-los.
Continuação de um bom Verão.
16 agosto 2011
Festival de Folclore em Freixiel
A Localvisão TV - Bragança acompanhou o segundo festival de folclore na aldeia de Freixiel. Os quatro ranchos folclóricos dançaram as tradições, mostraram os trajes e costumes de várias regiões do país.
Também pode ver os vídeos da Localvisão sobre:
14 agosto 2011
"A Romaria do Cabeço"
No dia 13 de Agosto, pelas 21 horas, no Centro de Visitantes do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas foi apresentado ao público o livro da autoria, do Padre Joaquim da Assunção Leite, A Romaria do Cabeço, editado pela Câmara Municipal.
Trata-se de um livro que junta a história com alguma ficção, mas que ilustra o que foram as romarias ao cabeço do santuários mas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, do século passado. Começa por fazer uma abordagem da história do cabeço onde está erigido o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ilustrando depois os ambientes que se viviam no percurso para a romaria, no decorrer desta, e no regresso a casa. A linguagem utilizada é a da época, com expressões muito características já muito pouco usadas e quase nunca escritas. Mais para o final do livro são abordados alguns temas teológicos.
Usaram da palavra o Dr. Pimentel, Presidente da Câmara, o Prof. Abílio Evaristo, Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, o Pe. Jorge Delfim, reitor do Santuário, Pe Maia e o autor, Pe Leite. Nas várias intervenções foi realçado o testemunho de vida do Sr. Padre Leite e a importância do livro A Romaria do Cabeço para a história do Santuário.
O Sr. Padre Leite referiu-se ao seu livro como se de "um filho" se tratasse; das dificuldades encontradas e dos desânimos, mas também das colaborações e dos apoios: a Desteque vai suportar a edição da obra.
Ofereceu três exemplares, simbolicamente: uma a Vila Flor, outro à sua terra e à sua gente (de Lodões) e o terceiro ao Santuário. Não foram apresentados mais livros, nem para aquisição, mas estarão disponíveis nos próximos dias, nas festas do Cabeço.
Para terminar a cerimónia, o Grupo Coral de Vilas Boas em conjunto com o Grupo Coral da Igreja Matriz de Vila Flor, interpretaram algumas das quadras que os romeiros entoavam.
Ó senhora d’ Assenção,
Qu’estais lá no Cabecinho,
Botai a bossa benção
A quem bai cá no caminho.
Ó Senhora d’Assenção,
Mandai barrer as areias.
Já lá rompi os sapatos
Num quero romper as meias.
Ó Senhora d’Assenção,
O Vosso Cabeço cai…
Mandai-o alevantar
Com a gente que aqui vai
O Centro de Visitantes esteve cheio, com mais de meia centena de pessoas, e em todo o Santuário a animação já era muita.
Trata-se de um livro que junta a história com alguma ficção, mas que ilustra o que foram as romarias ao cabeço do santuários mas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, do século passado. Começa por fazer uma abordagem da história do cabeço onde está erigido o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ilustrando depois os ambientes que se viviam no percurso para a romaria, no decorrer desta, e no regresso a casa. A linguagem utilizada é a da época, com expressões muito características já muito pouco usadas e quase nunca escritas. Mais para o final do livro são abordados alguns temas teológicos.
Usaram da palavra o Dr. Pimentel, Presidente da Câmara, o Prof. Abílio Evaristo, Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, o Pe. Jorge Delfim, reitor do Santuário, Pe Maia e o autor, Pe Leite. Nas várias intervenções foi realçado o testemunho de vida do Sr. Padre Leite e a importância do livro A Romaria do Cabeço para a história do Santuário.
O Sr. Padre Leite referiu-se ao seu livro como se de "um filho" se tratasse; das dificuldades encontradas e dos desânimos, mas também das colaborações e dos apoios: a Desteque vai suportar a edição da obra.
Ofereceu três exemplares, simbolicamente: uma a Vila Flor, outro à sua terra e à sua gente (de Lodões) e o terceiro ao Santuário. Não foram apresentados mais livros, nem para aquisição, mas estarão disponíveis nos próximos dias, nas festas do Cabeço.
Para terminar a cerimónia, o Grupo Coral de Vilas Boas em conjunto com o Grupo Coral da Igreja Matriz de Vila Flor, interpretaram algumas das quadras que os romeiros entoavam.
Ó senhora d’ Assenção,
Qu’estais lá no Cabecinho,
Botai a bossa benção
A quem bai cá no caminho.
Ó Senhora d’Assenção,
Mandai barrer as areias.
Já lá rompi os sapatos
Num quero romper as meias.
Ó Senhora d’Assenção,
O Vosso Cabeço cai…
Mandai-o alevantar
Com a gente que aqui vai
O Centro de Visitantes esteve cheio, com mais de meia centena de pessoas, e em todo o Santuário a animação já era muita.
13 agosto 2011
12 agosto 2011
IX TerraFlor - feira de produtos e sabores
A TerraFlor, feira de produtos e sabores do concelho de Vila Flor, foi apresentada à comunicação social no dia 11 de Agosto.
O evento, que vai cumprir a sua IX edição, aparece este ano, em moldes completamente diferentes dos habituais, quer nas datas, quer nos espaços que vão ser utilizados. Nas palavras do presidente da edilidade, Dr. Pimentel, as alterações devem-se a duas razões: a primeira tem a ver com a contenção orçamental, esperando-se que a realização de 2011 leve a organização a fazer metade da despesa verificada em 2010 (no conjunto da TerraFlor e Festa de S. Bartolomeu). A segunda razão, é a possibilidade de abranger a comunidade de emigrantes do concelho, que no mês de Agosto se encontra em massa na sua terra natal.
Segundo o porta-voz da comissão organizadora da feira, Eng. Fernando Barros, na escolha da duração do evento e nas datas da sua realização, foram tomados em atenção os eventos já programados nas diferentes aldeias do concelho e até dos concelhos vizinhos (nomeadamente a Feira da Maçã, Vinho e Azeite, em Carrazeda de Ansiães), de forma a não haver sobreposições.
Do dia 22 ao dia 26 de Agosto vão decorrer atividades distribuídas por três vertentes: feira, festa e jornadas técnicas. A vertente feira é cada vez mais a aposta da organização, uma vez que é ela que permite dar a conhecer os produtos da região e potenciar negócios. A festa, vertente também bastante desenvolvida em edições anteriores, assume este ano uma nova configuração com a realização simultânea das grandes festas em honra de S. Bartolomeu, padroeiro da Vila (no dia 24 de Agosto é feriado municipal). As jornadas técnicas estão a cargo das associações agrícolas do concelho, que este ano se uniram todas na organização do evento.
A TerraFlor vai abandonar o seu espaço habitual, deslocando-se para o centro da vila, tendo como espaço principal o parque de estacionamento que está a ser ultimado e que será inaugurado por altura da feira. Aqui serão montados os mais de centena e meia de stands, funcionando o palco de espetáculos em frente à Câmara Municipal, espaço que costuma ocupar nas festas de Agosto.
O dia 26, coincidindo com a habitual feira quinzenal, será dedicado ao mundo rural. Serão realizados concursos de Cabra da Serra, Ovelha Churra da Terra Quente e Cão de Gado Transmontano. Pela primeira vez vai realizar-se um leilão de reprodutores, recebendo os criadores uma subvenção de 50 euros por cada animal posto em leilão.
Este ano também haverá um reforço de expositores de produtos oriundos de Espanha, de localidades com quem o município de Vila Flor tem estabelecido protocolos de cooperação em vários áreas.
Espera-se que a deslocação do certame para o centro da vila possa trazer um maior dinamismo ao comércio tradicional, nomeadamente ao nível da restauração.
Cartaz e Programa da IX TerraFlor
O evento, que vai cumprir a sua IX edição, aparece este ano, em moldes completamente diferentes dos habituais, quer nas datas, quer nos espaços que vão ser utilizados. Nas palavras do presidente da edilidade, Dr. Pimentel, as alterações devem-se a duas razões: a primeira tem a ver com a contenção orçamental, esperando-se que a realização de 2011 leve a organização a fazer metade da despesa verificada em 2010 (no conjunto da TerraFlor e Festa de S. Bartolomeu). A segunda razão, é a possibilidade de abranger a comunidade de emigrantes do concelho, que no mês de Agosto se encontra em massa na sua terra natal.
Segundo o porta-voz da comissão organizadora da feira, Eng. Fernando Barros, na escolha da duração do evento e nas datas da sua realização, foram tomados em atenção os eventos já programados nas diferentes aldeias do concelho e até dos concelhos vizinhos (nomeadamente a Feira da Maçã, Vinho e Azeite, em Carrazeda de Ansiães), de forma a não haver sobreposições.
Do dia 22 ao dia 26 de Agosto vão decorrer atividades distribuídas por três vertentes: feira, festa e jornadas técnicas. A vertente feira é cada vez mais a aposta da organização, uma vez que é ela que permite dar a conhecer os produtos da região e potenciar negócios. A festa, vertente também bastante desenvolvida em edições anteriores, assume este ano uma nova configuração com a realização simultânea das grandes festas em honra de S. Bartolomeu, padroeiro da Vila (no dia 24 de Agosto é feriado municipal). As jornadas técnicas estão a cargo das associações agrícolas do concelho, que este ano se uniram todas na organização do evento.
A TerraFlor vai abandonar o seu espaço habitual, deslocando-se para o centro da vila, tendo como espaço principal o parque de estacionamento que está a ser ultimado e que será inaugurado por altura da feira. Aqui serão montados os mais de centena e meia de stands, funcionando o palco de espetáculos em frente à Câmara Municipal, espaço que costuma ocupar nas festas de Agosto.
O dia 26, coincidindo com a habitual feira quinzenal, será dedicado ao mundo rural. Serão realizados concursos de Cabra da Serra, Ovelha Churra da Terra Quente e Cão de Gado Transmontano. Pela primeira vez vai realizar-se um leilão de reprodutores, recebendo os criadores uma subvenção de 50 euros por cada animal posto em leilão.
Este ano também haverá um reforço de expositores de produtos oriundos de Espanha, de localidades com quem o município de Vila Flor tem estabelecido protocolos de cooperação em vários áreas.
Espera-se que a deslocação do certame para o centro da vila possa trazer um maior dinamismo ao comércio tradicional, nomeadamente ao nível da restauração.
Cartaz e Programa da IX TerraFlor
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