A Freguesia Mistério n.º51 esteve a votos durante o mês de Setembro de 2011. A resposta não era fácil, mas também não era difícil, principalmente para quem está minimamente atento às andanças do Blogue. A participação foi boa, até acima do habitual, com 13 visitantes a darem a sua opinião.
Os palpites ficaram distributivos da seguinte forma:
Carvalho de Egas (1) 8%
Nabo (1) 8%
Roios (5)38%
Seixos de Manhoses (1) 8%
Trindade (1) 8%
Vale Frechoso (1) 8%
Valtorno (2) 15%
Vilarinho das Azenhas (1) 8%
A resposta certa era freguesia de Roios. A capela de Nossa Senhora das Graças, em Roios, foi o destino da Peregrinação realizada em 29-09-2010. Apesar das diligências efectuadas, não foi possível visitar o seu interior, pelo que apenas me posso ficar pela impressão com que fico após mais de uma dúzia de passagens pelo local. A capela "Foi construída cerca de 1780, conforme data inscrita numa janela. Terá substituído templo anterior existente no local. É um templo barroco, de nave única e capela-mor reentrante. A fachada termina em empena rematada por sineira de um arco. O portal e a janela apresentam uma elegante decoração. No interior, o tecto é em abóbada de madeira. O altar-mor é em talha." Os elementos mais interessantes no fontíspício são os dois óculos quadrifólios. Sobre a torre sineira deve ter havido em tempos uma cruz, no meio dos dois pináculos.
Como curiosidades da capelo podemos acrescentar: em "1844 D. Maria Angélica Pinto de Magalhães, natural de Roios, deixava no seu testamento...à Senhora da Graça 24.000 reis para a compra de um cálice." Em 1905 "morre em Roios Pedro Gomes de Magalhães Pegado e é sepultado na capela".
O desafio para o mês de Outubro é algo mais abrangente, a vista parcial de uma aldeia. Se reparar nos pormenores de alminhas, cruzeiros, igrejas, etc. não é coisa fácil, pode não ser mais simples a identificação de uma aldeia, até porque, por vezes, as fotografias são tiradas de locais muito pouco frequentados pelas pessoas e longe dos acessos principais. No entanto, nas fotografias como esta há sempre elementos que quando analisados isoladamente fornecem pistas que não deixam qualquer dúvida. Por se tratar de uma aldeia, não significa que ela seja freguesia, o que leva a que seja necessário conhecer a composição das freguesias de Vila Flor. Quem não conhece a constituição das freguesias de Vila Flor, não perca tempo. Está em marcha um estudo que conduzirá à reestruturação das freguesias do concelho. Este estudo está a ser conduzido de forma discreta, até porque há que fazer as contas (aos habitantes e votos). Os partidos políticos pensam pouco na economia e no serviços prestados, estão mais preocupados com o limite de mandatos que quase todos os presidentes de junta já atingiram!
Ainda estão a tempo de arriscar um palpite na Freguesia Mistério n.º 52, na margem direita do Blogue.
25 outubro 2011
24 outubro 2011
Peregrinações - Ruínas da capela de S. Domingos (Vieiro)
As caminhadas marcaram o 5º ano do Blogue. Com o recomeço de uma nova etapa, achei que devia dar continuidade a estes momentosos inesquecíveis pelos caminhos do concelho, pelo menos até percorrer todas as localidades, freguesias e anexas. Foi com este intuito que programei mais alguns percursos, no seguimento das Peregrinações do ano passado.
O destino escolhido para o dia 24 de Setembro foi as ruínas da capela de S. Domingos, no lugar de Vieiro, freguesia de Freixiel (a capela está a 4km de Freixiel). Fiz a primeira visita a esta capela em 2007, nas primeiras descobertas do concelho. Posteriormente, sempre que passo no local, mais propriamente na estrada do Vieiro, a poucos quilómetros da aldeia, paro o carro e espreito para as ruínas. Por vezes desço alguns metros de encosta admirando-a mais de perto. Ir até à ao local, desde Vila Flor, a pé, foi a primeira vez que que o fiz.
Sinto-me um privilegiado quando percorro os caminhos às primeiras horas da manhã! A luz é fantástica e a paisagem não parece tão seca como poucas horas depois. Com o outono já bastante avançado, o colorido vem sobretudo dos frutos, alguns cultivados, outros selvagens. Muitas vinhas ainda estavam por vindimar, mas as uvas não pareciam tão boas como noutras zonas do concelho.
Aproveitei esta deslocação para visitar outro local onde já não ia há bastante tempo: o marco geodésico do Pessegueiro. Está situado no ponto mais alto (822 metros) acima da pedreira que está situada perto da estrada. Marca o estremo entre as freguesias de Vilas Boas e Freixiel. Neste local agreste, cheio de pó, nesta altura do ano, avista-se uma grande extensão de paisagem, proporcionando uma bela vista de Freixiel e uma grande extensão de terreno do outro lado do Tua, até à linha do horizonte. O local é tão fantástico e tão isolado que um melro azul o escolheu para sua casa. O seu território preferido é mais em Vale Carneiro e Borralho (Samões), mas avistei-os várias vezes nesta caminhada.
Também os fornos dos figos são presença constante nesta zona do concelho. Encontrei alguns, mas é possível que muitos passem despercebidos, tapados pela vegetação espontânea.
No local conhecido pela Palhona há um enorme cruzeiro em granito. É impossível passar por ali sem notar a sua presença. Muitos cruzeiros marcam locais onde morreram pessoas, não sei se é este o caso, mas penso que não, porque tem grandes dimensões. Esta localização também se pode dever à confluência de vários caminhos neste local. Além da estrada atual, a ligação entre Freixiel e Vilas Boas, por caminhos rurais, pode ser feita passando pela Palhona.
A algumas centenas de metros, por um caminho que segue quase paralelo à estrada, ficam situadas as ruínas da capela de S. Domingos. Estão situadas numa zona bastante mais baixa do que a estrada. É esta a razão de muita gente passar no local e poucos se aperceberem da existência das ruínas. Pelo que dizem os "livros", por ali passava a estrada real Porto-Moncorvo. A capela tinha um alpendre e estava sempre aberta, recebendo os viajantes que circulavam nesta estrada. Foi reconstruida ali entre 1744 e 1766. Existe a convicção de que a sua localização primitiva seria no local S. Domingos, onde existe um habitat romanizado.
A capela apresenta alguns elementos barrocos bastante bonitos. É muito pequena e merecia ser recuperada. Se já há muitos anos era um local de alguns assaltos, sou levado a pensar que nos dias de hoje era capaz de não resistir ao vandalismo. Se pensarmos que mesmo o Santuário de Nossa Senhora da Assunção foi assaltado há poucos dias atrás, notamos que estamos numa época sem valores, em que nada, nem ninguém está seguro.
Terminada a minha caminhada, depois de percorridos cerca de 10 km, subi à estrada e esperei pela minha boleia, junto à fonte de 1955 mas que ainda jorra água abundantemente. Aproveitei para me refrescar.
O destino escolhido para o dia 24 de Setembro foi as ruínas da capela de S. Domingos, no lugar de Vieiro, freguesia de Freixiel (a capela está a 4km de Freixiel). Fiz a primeira visita a esta capela em 2007, nas primeiras descobertas do concelho. Posteriormente, sempre que passo no local, mais propriamente na estrada do Vieiro, a poucos quilómetros da aldeia, paro o carro e espreito para as ruínas. Por vezes desço alguns metros de encosta admirando-a mais de perto. Ir até à ao local, desde Vila Flor, a pé, foi a primeira vez que que o fiz.
Sinto-me um privilegiado quando percorro os caminhos às primeiras horas da manhã! A luz é fantástica e a paisagem não parece tão seca como poucas horas depois. Com o outono já bastante avançado, o colorido vem sobretudo dos frutos, alguns cultivados, outros selvagens. Muitas vinhas ainda estavam por vindimar, mas as uvas não pareciam tão boas como noutras zonas do concelho.
Aproveitei esta deslocação para visitar outro local onde já não ia há bastante tempo: o marco geodésico do Pessegueiro. Está situado no ponto mais alto (822 metros) acima da pedreira que está situada perto da estrada. Marca o estremo entre as freguesias de Vilas Boas e Freixiel. Neste local agreste, cheio de pó, nesta altura do ano, avista-se uma grande extensão de paisagem, proporcionando uma bela vista de Freixiel e uma grande extensão de terreno do outro lado do Tua, até à linha do horizonte. O local é tão fantástico e tão isolado que um melro azul o escolheu para sua casa. O seu território preferido é mais em Vale Carneiro e Borralho (Samões), mas avistei-os várias vezes nesta caminhada.
Também os fornos dos figos são presença constante nesta zona do concelho. Encontrei alguns, mas é possível que muitos passem despercebidos, tapados pela vegetação espontânea.
No local conhecido pela Palhona há um enorme cruzeiro em granito. É impossível passar por ali sem notar a sua presença. Muitos cruzeiros marcam locais onde morreram pessoas, não sei se é este o caso, mas penso que não, porque tem grandes dimensões. Esta localização também se pode dever à confluência de vários caminhos neste local. Além da estrada atual, a ligação entre Freixiel e Vilas Boas, por caminhos rurais, pode ser feita passando pela Palhona.
A algumas centenas de metros, por um caminho que segue quase paralelo à estrada, ficam situadas as ruínas da capela de S. Domingos. Estão situadas numa zona bastante mais baixa do que a estrada. É esta a razão de muita gente passar no local e poucos se aperceberem da existência das ruínas. Pelo que dizem os "livros", por ali passava a estrada real Porto-Moncorvo. A capela tinha um alpendre e estava sempre aberta, recebendo os viajantes que circulavam nesta estrada. Foi reconstruida ali entre 1744 e 1766. Existe a convicção de que a sua localização primitiva seria no local S. Domingos, onde existe um habitat romanizado.
A capela apresenta alguns elementos barrocos bastante bonitos. É muito pequena e merecia ser recuperada. Se já há muitos anos era um local de alguns assaltos, sou levado a pensar que nos dias de hoje era capaz de não resistir ao vandalismo. Se pensarmos que mesmo o Santuário de Nossa Senhora da Assunção foi assaltado há poucos dias atrás, notamos que estamos numa época sem valores, em que nada, nem ninguém está seguro.
Terminada a minha caminhada, depois de percorridos cerca de 10 km, subi à estrada e esperei pela minha boleia, junto à fonte de 1955 mas que ainda jorra água abundantemente. Aproveitei para me refrescar.
21 outubro 2011
20 outubro 2011
Rochedo
Este rochedo em Samões é o guardião de uma grande extensão de terreno.Quando o fotografei, há poucos meses atrás, não imaginava que o cenário em seu redor se iria tornar num deserto esturricado. No incêndio que aí deflagrou no dia 15 de Agosto nem as amendoeiras, videiras ou oliveiras escaparam! Quantas mãos criminosas andaram este verão pelo concelho?!
12 outubro 2011
Libelo Acusatório - XXXII
"O pisar as uvas queria dizer novas emoções. Os rapazes bebiam um copo pequeno da aguardente a fazer no alambique e pisavam, pisavam, cantando e rindo.
Uma noite, o Roberto chegou com a sua perna aleijada e quis pisar uvas com eles. O médico dissera que fazia bem à paralisia e ele queria curar, até perder a vergonha de passar na praça, manquejando e vendo risos nos rostos dos que estavam parados.
Entrou para o lagar e pisou as uvas com gana, esquecendo que era aleijado, que os rapazes riam, pensando no dia em que jogaria futebol como os outros, correria atrás de ilusões e deixaria de chorar às escondidas.
E toda a noite pisou uvas, cantando como sua mãe lhe ensinara, canções que ficaram marcadas nos ouvidos do homem que fazia aguardente e que sentiu tanta amargura a ponto de beber o líquido adocicado para ouvir melhor aquela voz trazida pela angústia do dia que nasce e não é para todos, das sombras nos pensamentos, da ventura egoísta dos outros. E do desprezo que o Roberto começava a sentir por quem não o merecia sequer.
Só não desprezou as uvas que se esmagavam debaixo do seu pé torcido e lhe diziam que haveria de curar e, mais ainda, que ele não era aleijado mas sim os outros, os que riam quando ele passava manquejando.
E, quando de madrugada saiu do vinho mosto, sentiu que estava curado."
Excerto do livro Libelo Acusatório, da autoria de Modesto Navarro, Publicado em 1999 pela Caminho. A primeira edição desta obra foi em 1968, pela Prelo Editora.
A fotografia foi tirada em Seixo de Manhoses, numa manhã de vindima, na Quinta de Valtorinho.
Uma noite, o Roberto chegou com a sua perna aleijada e quis pisar uvas com eles. O médico dissera que fazia bem à paralisia e ele queria curar, até perder a vergonha de passar na praça, manquejando e vendo risos nos rostos dos que estavam parados.
Entrou para o lagar e pisou as uvas com gana, esquecendo que era aleijado, que os rapazes riam, pensando no dia em que jogaria futebol como os outros, correria atrás de ilusões e deixaria de chorar às escondidas.
E toda a noite pisou uvas, cantando como sua mãe lhe ensinara, canções que ficaram marcadas nos ouvidos do homem que fazia aguardente e que sentiu tanta amargura a ponto de beber o líquido adocicado para ouvir melhor aquela voz trazida pela angústia do dia que nasce e não é para todos, das sombras nos pensamentos, da ventura egoísta dos outros. E do desprezo que o Roberto começava a sentir por quem não o merecia sequer.
Só não desprezou as uvas que se esmagavam debaixo do seu pé torcido e lhe diziam que haveria de curar e, mais ainda, que ele não era aleijado mas sim os outros, os que riam quando ele passava manquejando.
E, quando de madrugada saiu do vinho mosto, sentiu que estava curado."
Excerto do livro Libelo Acusatório, da autoria de Modesto Navarro, Publicado em 1999 pela Caminho. A primeira edição desta obra foi em 1968, pela Prelo Editora.
A fotografia foi tirada em Seixo de Manhoses, numa manhã de vindima, na Quinta de Valtorinho.
09 outubro 2011
Freguesia Mistério n.º51
O desafio Freguesia Mistério n.º 50 decorreu durante o mês de Agosto. A pergunta era fácil e a resposta foi na direção certa, coisa que é raro verificar-se.
A fotografia que ilustrava o desafio mostrava apenas uma parte do monumento, facilmente identificável como sendo os três pastorinhos. Seria fácil de prever que junto a eles estaria a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Participaram 11 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (6) 55%
Candoso (1) 9%
Freixiel (1) 9%
Samões (2) 18%
Seixos de Manhoses (1) 9%
Há vários conjuntos com N.ª S.ª de Fátima com os pastorinhos no concelho, nomeadamente em Samões e Valbom. No caso concreto, a imagem mostrava um monumento existente em Benlhevai. Está situada à entrada da aldeia, a poucos metros do cruzamento com estrada nacional.
A imagem de N.ª S.ª de Fátima está numa posição elevada, sobre uma rocha granítica. A seus pés estão as imagens dos três pastorinhos (durante algum tempo faltou um!). O conjunto está sempre cuidado, a maior parte das vezes decorado com flores naturais.
O desafio seguinte foi descobrir a localização do campanário de uma capela. Decorreu durante o mês de Setembro e em breve darei conta dos resultados.
A fotografia que ilustrava o desafio mostrava apenas uma parte do monumento, facilmente identificável como sendo os três pastorinhos. Seria fácil de prever que junto a eles estaria a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Participaram 11 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (6) 55%
Candoso (1) 9%
Freixiel (1) 9%
Samões (2) 18%
Seixos de Manhoses (1) 9%
Há vários conjuntos com N.ª S.ª de Fátima com os pastorinhos no concelho, nomeadamente em Samões e Valbom. No caso concreto, a imagem mostrava um monumento existente em Benlhevai. Está situada à entrada da aldeia, a poucos metros do cruzamento com estrada nacional.
A imagem de N.ª S.ª de Fátima está numa posição elevada, sobre uma rocha granítica. A seus pés estão as imagens dos três pastorinhos (durante algum tempo faltou um!). O conjunto está sempre cuidado, a maior parte das vezes decorado com flores naturais.
O desafio seguinte foi descobrir a localização do campanário de uma capela. Decorreu durante o mês de Setembro e em breve darei conta dos resultados.
04 outubro 2011
De regresso aos caminhos do concelho
O primeiro passeio do sexto ano realizou-e antes mesmo da "cerimónia" de arranque de mais um ano, no dia 3 de Setembro. Além da alegria do regresso aos caminhos do concelho, houve mais dois fatores que fizeram com que eu apreciasse de uma forma especial este passeio: o meu regresso à BTT e a companhia do meu filho mais novo, principiante nas duas rodas.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
19 setembro 2011
Flor do Mês - Setembro 2011
Uma das coisas que vou recuperar de anos anteriores é a Flor do Mês. Durante os anos de 2008 e 2009 escolhi uma flor representativa de cada mês, quase sempre selvagens, quase sempre abundantes e conhecidas. Além da dificuldade que tive em encontrar representantes para todos os meses do ano, também não foi fácil a identificação da espécie. Mas À Descoberta é isso mesmo, ir à procura, saber um pouco mais. Fotografar a natureza dá-me imenso prazer e as flores são dos elementos mais belos coloridos e perfumados que se podem encontrar. Não sei se vou encontrar uma Flor do Mês para mais este ciclo de Setembro a Setembro, mas a preocupação para o conseguir será mais um reforço para sair pelos campos, em longos ou pequenos passeios, de olhar atento e câmara em riste.
A representante do mês de setembro acabei de a fotografar há alguns minutos atrás. Bastou-me sair a porta de casa para aparecer o primeiro exemplar, mas, no final da rua, encontrei imensas plantas, todas elas com bastantes flores.
A Flor do Mês de Setembro é conhecida pelo nome de Tágueda (Inula viscosa (L.) Aiton), mas tem muitas outras designações (Énula-peganhosa, Erva-dificil-cheirosa). Basta um olhar para verificarmos algumas semelhanças com os mal-me-queres ou com a camomila. São plantas da família das compostas (agora Asteraceae), que têm flores muito fáceis de identificar.
Esta espécie é abundante em todo o país e é típica do mediterrâneo. Pertence a um grupo de plantas conhecidas por ruderais, que têm como característica comum instalarem-se com facilidade em ambientes fortemente alterados pela atividade humana como taludes, aterros, berma dos caminhos, etc.
A floração começa em Junho e prolonga-se até Outubro. Chama à atenção a forma como esta planta se mantém verde (e em flor) quando à sua volta tudo seca com o calor do Verão.
Além dos atributos peganhosa, viscosa, cheirosa, as designações em Espanha apontam-na como mata-mosquitos, mata-moscas, mata-pulgas. O aroma que liberta é agradável para uns, desagradável para outros (eu sou neutro). Encontrei algumas borboletas e abelhas a alimentarem-se nas suas flores (há poucas alternativas nesta época do ano). Dada a sua longa floração estival tem interesse para a manutenção das colmeias mas o mel a que dá origem não é muito apreciado.
A utilização medicinal da planta está registada ao longo da história em várias regiões. Os romanos, os árabes e os hebreus conheciam-na bem: tratamento das dores reumáticas, como cicatrizante ou até a utilização das folhas secas como tabaco!
A utilidade desta planta não se fica por aqui. A sua utilidade mais curiosa está ligada à luta biológica e à utilização como inseticida vegetal. A designação de olibarda (em castelhano), está ligada ao reconhecimento do efeito benéfico que a existência desta planta tem na diminuição da mosca-da-azeitona. Não é fácil compreender a relação, mas são insetos que parasitam a tágueda que vão atacar a mosca-da-azeitona. A natureza surpreende-nos com a mais pequena erva da borda da estrada.
Deixo uma lista das Flores do Mês a que dei atenção em anos anteriores.
2009
A representante do mês de setembro acabei de a fotografar há alguns minutos atrás. Bastou-me sair a porta de casa para aparecer o primeiro exemplar, mas, no final da rua, encontrei imensas plantas, todas elas com bastantes flores.
A Flor do Mês de Setembro é conhecida pelo nome de Tágueda (Inula viscosa (L.) Aiton), mas tem muitas outras designações (Énula-peganhosa, Erva-dificil-cheirosa). Basta um olhar para verificarmos algumas semelhanças com os mal-me-queres ou com a camomila. São plantas da família das compostas (agora Asteraceae), que têm flores muito fáceis de identificar.
Esta espécie é abundante em todo o país e é típica do mediterrâneo. Pertence a um grupo de plantas conhecidas por ruderais, que têm como característica comum instalarem-se com facilidade em ambientes fortemente alterados pela atividade humana como taludes, aterros, berma dos caminhos, etc.
A floração começa em Junho e prolonga-se até Outubro. Chama à atenção a forma como esta planta se mantém verde (e em flor) quando à sua volta tudo seca com o calor do Verão.
Além dos atributos peganhosa, viscosa, cheirosa, as designações em Espanha apontam-na como mata-mosquitos, mata-moscas, mata-pulgas. O aroma que liberta é agradável para uns, desagradável para outros (eu sou neutro). Encontrei algumas borboletas e abelhas a alimentarem-se nas suas flores (há poucas alternativas nesta época do ano). Dada a sua longa floração estival tem interesse para a manutenção das colmeias mas o mel a que dá origem não é muito apreciado.
A utilização medicinal da planta está registada ao longo da história em várias regiões. Os romanos, os árabes e os hebreus conheciam-na bem: tratamento das dores reumáticas, como cicatrizante ou até a utilização das folhas secas como tabaco!
A utilidade desta planta não se fica por aqui. A sua utilidade mais curiosa está ligada à luta biológica e à utilização como inseticida vegetal. A designação de olibarda (em castelhano), está ligada ao reconhecimento do efeito benéfico que a existência desta planta tem na diminuição da mosca-da-azeitona. Não é fácil compreender a relação, mas são insetos que parasitam a tágueda que vão atacar a mosca-da-azeitona. A natureza surpreende-nos com a mais pequena erva da borda da estrada.
Deixo uma lista das Flores do Mês a que dei atenção em anos anteriores.
2009
- Janeiro - Capuz-de-Fradinho (Arisarum vulgare Targ.-Tozz)
- Fevereiro - Campainha (Narcissus bulbocodium. L.)
- Março - Aristolóquia (Aristolochia paucinervis)
- Abril - Carqueja (Pterospartum tridentatum)
- Maio - Arçã - (Lavandula stoechas)
- Junho - Perpétuas (Helichrysum stoechas (L.) Moench)
- Julho - Fel-da-terra (Centaurium erythraea Rafn)
- Agosto - Cenoura-brava (Daucus carota L.)
- Setembro - Cebola-albarrã (Urginea maritima L.)
- Outubro - Açafrão (Crocus sativus)
- Janeiro - Urze (Erica australis L.)
- Fevereiro - Amendoeira (Prunus dulcis)
- Março - Nabiça (Brassica napus L.)
- Abril - Giesta-branca (Cytisus multiflorus)
- Maio - Giesta-negral (Cytisus striatus)
- Junho - Cravinas-bravas (Dianthus lusitanus)
- Julho - Alfazema (Lavandula angustifolia)
- Agosto - Fiolho (Foeniculum vulgare Mill)
- Setembro - Merendeiras (Colchicum montanum)
- Outubro - Jacinto (Scilla autumnalis L.)
- Novembro - Medronheiro (Arbutus unedo)
- Dezembro - Musgo
05 setembro 2011
Parabéns! Cinco anos À Descoberta...
É verdade, o Blogue completou cinco anos de existência. Os dias passam e somam semanas, as semanas meses e os meses anos. O blogue vai somando fotografias, palavras e visitantes. O objetivo principal mantêm-se inalterável: descobrir o concelho de Vila Flor, no terreno, percorrendo estradas caminhos e montes em busca das paisagens, das ruínas, dos rostos que fazem de recanto do nordeste um paraíso natural. Ao mesmo tempo são descobertas as palavras, livros de vilaflorenses que não se cansam de cantar a sua terra, que também eles descobriram.
O quinto ano teve como novidade principal as caminhadas, a que chamei Peregrinações. A primeira teve lugar precisamente há um ano atrás e levou-me ao Vilarinho das Azenhas. Seguiram-se mais 25 caminhadas, distribuídas ao longo do ano, com as mais variadas condições atmosféricas. Descobrir o concelho a pé foi fantástico! Só assim se mantém a velocidade necessária para poder ver o que se vai encontrando ao longo do caminho. Estas Peregrinações tiveram mais duas características: a primeira foi a companhia do meu colega e amigo Helder Magueta, a quem agradeço muito. A sua companhia serviu de incentivo e seu interesse pelas rochas, flora e fauna, o seu gosto em conversar, foram elementos que contribuíram para um olhar e um contacto mais próximo, mais rico. A segunda característica, principalmente quando caminhei sozinho, foi a música. Comei a levar um leitor de MP3 com música e apercebi-me que a música dava uma outra dimensão a tudo o que via. É como ver um filme, com paisagens deslumbrantes e com um fundo musical que nos leva a viajar, quase voar, sobre as coisas, abandonando a nossa limitação corporal.
No que diz respeito às notícias tentei manter um equilíbrio. Agora que as pessoas me conhecem, gostam (quase exigem) que eu esteja presente em muito do que acontece no concelho. Este blogue não pode tornar-se um depósito de notícias sobre o concelho. Como o que eu ganho é o simples prazer de conhecer e do contacto com as pessoas, não posso ceder à pressão de me tornar num pseudo-jornalista. O que escrevo no blogue é sempre uma visão pessoal, não são notícias.
Ao longo deste último ano, para além das Peregrinações, marcou-me: a homenagem a o Dr. Cabral Adão, em Setembro; o estudo que fiz sobre os cogumelos selvagens que se apanham na região e que espero continuar este Outono; o cantar dos Reis (são um momento único de contacto com a população do concelho); as amendoeiras em flor (este ano não publiquei muitas fotografias, mas fiz alguns passeios interessantes); a Páscoa (que este ano tentei acompanhar na Vila e nos livros que a descrevem noutros tempos); a TerraFlor (não estive todos os dias, mas participei no máximo possível).
O meu tempo livre é cada vez menos e recorro-me da noite. Escrevo a altas horas da madrugada e nem sempre como deve ser. Por vezes os textos saem com gralhas e com falta de letras e palavras (agora com o acordo ortográfico a coisa complica-se). Com todas as limitações fiz perto de 150 postagens e recebi 185 comentários. Como comentadora mais presente não posso deixar de agradecer à Transmontana. É uma voz amiga e um incentivo À Descoberta. Publiquei perto de 600 fotografias, das 15400 que tirei.
A vertente BTT esteve arredada deste quinto ano de percursos. Fiz 60 km em bicicleta (2056 km nos 5 anos) e 373 km a pé (não contabilizei os dos anos anteriores).
Como incentivo refiro os milhares de visitantes que o blogue continua a receber, 50 000 no último ano, e as muitas mensagens de emails que recebo. A limitação de tempo não me permite responder como desejaria, mas leio tudo com atenção, quase no momento em que escrevem, e aprecio muito que me escrevam ou que comentem no blogue.
E para o futuro? Tenho algumas ideia alinhadas. O importante é manter o entusiasmo. Com o passar dos anos as novidades, os pontos de interesse vão diminuindo. Pretendo regressar ao BTT, continuar a percorrer o concelho, a visitar o museu, a ler e dar a conhecer os livros que os vilaflorenses escreveram. Não faço grandes promessas para além da minha vontade de continuar À Descoberta de todo o concelho. Não é a minha terra natal, mas é a terra que vivo e todos os momentos são únicos.
Números do 5.ºano:
Páginas vistas - 92 132
Visitantes - 49 912
Comentários - 185
Postagens - 150
Km percorridos em BTT - 60
Km percorridos a pé - 373
Fotografias tiradas - 15 400
Fotografias publicadas - 584
Números totais (5 anos):
Páginas vistas - 508 898
Visitantes - 204 890
Postagens - 842
Km percorridos em BTT - 2 056
Fotografias tiradas - 95 475
O quinto ano teve como novidade principal as caminhadas, a que chamei Peregrinações. A primeira teve lugar precisamente há um ano atrás e levou-me ao Vilarinho das Azenhas. Seguiram-se mais 25 caminhadas, distribuídas ao longo do ano, com as mais variadas condições atmosféricas. Descobrir o concelho a pé foi fantástico! Só assim se mantém a velocidade necessária para poder ver o que se vai encontrando ao longo do caminho. Estas Peregrinações tiveram mais duas características: a primeira foi a companhia do meu colega e amigo Helder Magueta, a quem agradeço muito. A sua companhia serviu de incentivo e seu interesse pelas rochas, flora e fauna, o seu gosto em conversar, foram elementos que contribuíram para um olhar e um contacto mais próximo, mais rico. A segunda característica, principalmente quando caminhei sozinho, foi a música. Comei a levar um leitor de MP3 com música e apercebi-me que a música dava uma outra dimensão a tudo o que via. É como ver um filme, com paisagens deslumbrantes e com um fundo musical que nos leva a viajar, quase voar, sobre as coisas, abandonando a nossa limitação corporal.
No que diz respeito às notícias tentei manter um equilíbrio. Agora que as pessoas me conhecem, gostam (quase exigem) que eu esteja presente em muito do que acontece no concelho. Este blogue não pode tornar-se um depósito de notícias sobre o concelho. Como o que eu ganho é o simples prazer de conhecer e do contacto com as pessoas, não posso ceder à pressão de me tornar num pseudo-jornalista. O que escrevo no blogue é sempre uma visão pessoal, não são notícias.
Ao longo deste último ano, para além das Peregrinações, marcou-me: a homenagem a o Dr. Cabral Adão, em Setembro; o estudo que fiz sobre os cogumelos selvagens que se apanham na região e que espero continuar este Outono; o cantar dos Reis (são um momento único de contacto com a população do concelho); as amendoeiras em flor (este ano não publiquei muitas fotografias, mas fiz alguns passeios interessantes); a Páscoa (que este ano tentei acompanhar na Vila e nos livros que a descrevem noutros tempos); a TerraFlor (não estive todos os dias, mas participei no máximo possível).
O meu tempo livre é cada vez menos e recorro-me da noite. Escrevo a altas horas da madrugada e nem sempre como deve ser. Por vezes os textos saem com gralhas e com falta de letras e palavras (agora com o acordo ortográfico a coisa complica-se). Com todas as limitações fiz perto de 150 postagens e recebi 185 comentários. Como comentadora mais presente não posso deixar de agradecer à Transmontana. É uma voz amiga e um incentivo À Descoberta. Publiquei perto de 600 fotografias, das 15400 que tirei.
A vertente BTT esteve arredada deste quinto ano de percursos. Fiz 60 km em bicicleta (2056 km nos 5 anos) e 373 km a pé (não contabilizei os dos anos anteriores).
Como incentivo refiro os milhares de visitantes que o blogue continua a receber, 50 000 no último ano, e as muitas mensagens de emails que recebo. A limitação de tempo não me permite responder como desejaria, mas leio tudo com atenção, quase no momento em que escrevem, e aprecio muito que me escrevam ou que comentem no blogue.
E para o futuro? Tenho algumas ideia alinhadas. O importante é manter o entusiasmo. Com o passar dos anos as novidades, os pontos de interesse vão diminuindo. Pretendo regressar ao BTT, continuar a percorrer o concelho, a visitar o museu, a ler e dar a conhecer os livros que os vilaflorenses escreveram. Não faço grandes promessas para além da minha vontade de continuar À Descoberta de todo o concelho. Não é a minha terra natal, mas é a terra que vivo e todos os momentos são únicos.
Números do 5.ºano:Páginas vistas - 92 132
Visitantes - 49 912
Comentários - 185
Postagens - 150
Km percorridos em BTT - 60
Km percorridos a pé - 373
Fotografias tiradas - 15 400
Fotografias publicadas - 584
Números totais (5 anos):
Páginas vistas - 508 898
Visitantes - 204 890
Postagens - 842
Km percorridos em BTT - 2 056
Fotografias tiradas - 95 475
Parabéns!
O Blogue À Descoberta de Vila Flor completou 5 anos. Na idade dos humanos é uma criança, na idade dos blogues é muito tempo. Em 5 anos os blogues passaram de uma plataforma inovadora onde toda a gente se encontrava a locais mais ou menos interessantes, não conseguindo rivalizar com o Facebook como lugar de encontro e de participação.
Aqui estão guardados mais do que 5 anos de história, são 5 anos de vida.
Aqui estão guardados mais do que 5 anos de história, são 5 anos de vida.
02 setembro 2011
TerraFlor - Dia do Mundo Rural (26-08-2011)
O último dia da feira TerraFlor foi dedicado ao mundo rural. Coincidindo com a feira quinzenal, era certo que haveria muito gente no recinto da feira, local onde se realizaram também os diferentes concursos constantes no programa. O dia estava agradável. Depois de terem caído as primeiras chuvas é habitual a transação de muitas couves, que acompanharão nos campos a sementeira das nabiças (de que darei conta no blogue quando estiverem em flor).
Estavam previstos os seguintes concursos: XXI Concurso da Cabra Serrana; VII Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente; II Concurso de Cão de Gado Transmontano. Havia uma novidade agendada: o I Leilão de reprodutores de Cabra Serrana e Ovelha Churra. Estes concursos trazem a Vila Flor um grande número de criadores, vindos dos mais variados pontos do distrito e dos distritos vizinhos.
Este facto deve-se ao envolvimento da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente (ANCOTEQ) e da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS). Estas associações são responsáveis pelos concursos de ovinos e caprinos fomentando a melhoria de efetivos dos seus associados. A presença de criadores do concelho é, pelo que tenho visto nos últimos concursos, fraca à exceção dos ovinos.
Prestei especial atenção ao concurso de Cão de Gado Transmontano. Não porque goste particularmente destes animais, tenho até algum medo deles e já apanhei alguns sustos nas minhas andanças pelo concelho, mas porque neste concurso se pôde aprender bastante. O técnico que julgou os animais, fê-lo ao microfone, justificando as suas opções com o estalão da raça, distribuído aos concorrentes, mas acessível a toda a gente. Após assistir ao concurso em vários escalões, comecei eu próprio a tentar julgar os animais expostos. É bastante complexo, mas , como tudo, pode aprender-se.
Só foi apresentado um exemplar oriundo do concelho no concurso de Cão de Gado Transmontano, tratou-se de um macho, de um pastor de Freixiel.
Se com os cães até me atrevia a dar uma opinião, com os ovinos e os caprinos limitei-me a assistir e a conversar com alguns criadores. O julgamento era feito por técnicos no mais completo silêncio e os resultados só foram anunciados à hora de almoço.
O leilão de reprodutores começou timidamente, mas melhorou, com várias pessoas a fazerem lances sucessivos. Como as associações davam ao criador 50 euros por cada animal posto em leilão, só foram aceites lances de criadores inscritos nas associações, embora houvesse outros interessados.
O almoço foi servido no polivalente da Escola EB2,3/S de Vila flor, para os criadores e seus familiares.
Da ementa fizeram parte os produtos da região, com destaque para o prato principal, caldeirada de borrego. Foram distribuídos os prémios dos ovinos e caprinos o que atrasou bastante a refeição.
À mesa terminaram as atividades do Dia do Mundo Rural, possivelmente aquele que é o dia maior da TerraFlor.
Ao fim da tarde encerrou definitivamente a Feira de Produtos e Sabores, uma vez que a feira quinzenal só durou até à hora de almoço. Nessa mesma tarde teve início a XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite em Carrazeda de Ansiães. Este figurino da TerraFlor, com este calendário, teve vantagens e desvantagens, mas isso ficará para um balanço posterior.
Estavam previstos os seguintes concursos: XXI Concurso da Cabra Serrana; VII Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente; II Concurso de Cão de Gado Transmontano. Havia uma novidade agendada: o I Leilão de reprodutores de Cabra Serrana e Ovelha Churra. Estes concursos trazem a Vila Flor um grande número de criadores, vindos dos mais variados pontos do distrito e dos distritos vizinhos.
Este facto deve-se ao envolvimento da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente (ANCOTEQ) e da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS). Estas associações são responsáveis pelos concursos de ovinos e caprinos fomentando a melhoria de efetivos dos seus associados. A presença de criadores do concelho é, pelo que tenho visto nos últimos concursos, fraca à exceção dos ovinos.
Prestei especial atenção ao concurso de Cão de Gado Transmontano. Não porque goste particularmente destes animais, tenho até algum medo deles e já apanhei alguns sustos nas minhas andanças pelo concelho, mas porque neste concurso se pôde aprender bastante. O técnico que julgou os animais, fê-lo ao microfone, justificando as suas opções com o estalão da raça, distribuído aos concorrentes, mas acessível a toda a gente. Após assistir ao concurso em vários escalões, comecei eu próprio a tentar julgar os animais expostos. É bastante complexo, mas , como tudo, pode aprender-se.
Só foi apresentado um exemplar oriundo do concelho no concurso de Cão de Gado Transmontano, tratou-se de um macho, de um pastor de Freixiel.
Se com os cães até me atrevia a dar uma opinião, com os ovinos e os caprinos limitei-me a assistir e a conversar com alguns criadores. O julgamento era feito por técnicos no mais completo silêncio e os resultados só foram anunciados à hora de almoço.
O leilão de reprodutores começou timidamente, mas melhorou, com várias pessoas a fazerem lances sucessivos. Como as associações davam ao criador 50 euros por cada animal posto em leilão, só foram aceites lances de criadores inscritos nas associações, embora houvesse outros interessados.
O almoço foi servido no polivalente da Escola EB2,3/S de Vila flor, para os criadores e seus familiares.
Da ementa fizeram parte os produtos da região, com destaque para o prato principal, caldeirada de borrego. Foram distribuídos os prémios dos ovinos e caprinos o que atrasou bastante a refeição.
À mesa terminaram as atividades do Dia do Mundo Rural, possivelmente aquele que é o dia maior da TerraFlor.
Ao fim da tarde encerrou definitivamente a Feira de Produtos e Sabores, uma vez que a feira quinzenal só durou até à hora de almoço. Nessa mesma tarde teve início a XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite em Carrazeda de Ansiães. Este figurino da TerraFlor, com este calendário, teve vantagens e desvantagens, mas isso ficará para um balanço posterior.
01 setembro 2011
Freguesia Mistério n.º50
A Freguesia Mistério n.º49 teve em votação mais um penedo. Desta vez não um penedo no seu ambiente natural, mas uma adaptação do homem. A pergunta era: Em que freguesia podemos encontrar este rochedo? A miniatura da fotografia mostrada apresentavam "as costas", ou seja, o que é possível ver quando se abandona a freguesia em questão. Não podia apresentar a outra face pura e simplesmente porque o nome da freguesia aparece lá escrito.
Participaram 17 pessoas que concentraram os seus palpites apenas em três freguesias. A resposta correta era Valtorno, que obteve 65% dos palpites. Poucas desafios têm tido esta margem de respostas certas. O rochedo que está na fotografia pode ser encontrado junto à freguesia de Carvalho de Egas (perto do cruzeiro e da estrada para a Stª Cecília). Outros semelhantes podem ser visto junto de Alagoa, ou quando se deixa o termo do Mourão para entrar no de Valtorno. Estão, portanto, em todas as entradas (e saídas) da freguesia. Dão as boas-vindas a quem entra e agradecem a quem sai. No concelho de Mogadouro é possível encontrar estas mensagens em todas as freguesias, com marcos em granito e ferro, colocados pela autarquia. Em Vila Flor esta parece-me ser a primeira freguesia a fazê-lo.
Os palpites ficaram distribuídos desta forma:
Freixiel (1) 6%
Vale Frechoso (4) 24%
Valtorno (11) 65%
Vila Flor (1) 6%
O desafio do mês de Agosto consistiu em adivinhar em em que freguesia se poderiam encontrar as imagens mostradas. Está fácil de ver que se trata dos três pastorinhos, com o Francisco em primeiro plano. Há pelo menos três imagens de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos, em três freguesias distintas. O tamanho e o espaço que ocupam permitem aos olhares mais atentos distingui-las. Será que os palpites estão certos?
Participaram 17 pessoas que concentraram os seus palpites apenas em três freguesias. A resposta correta era Valtorno, que obteve 65% dos palpites. Poucas desafios têm tido esta margem de respostas certas. O rochedo que está na fotografia pode ser encontrado junto à freguesia de Carvalho de Egas (perto do cruzeiro e da estrada para a Stª Cecília). Outros semelhantes podem ser visto junto de Alagoa, ou quando se deixa o termo do Mourão para entrar no de Valtorno. Estão, portanto, em todas as entradas (e saídas) da freguesia. Dão as boas-vindas a quem entra e agradecem a quem sai. No concelho de Mogadouro é possível encontrar estas mensagens em todas as freguesias, com marcos em granito e ferro, colocados pela autarquia. Em Vila Flor esta parece-me ser a primeira freguesia a fazê-lo.
Os palpites ficaram distribuídos desta forma:
Freixiel (1) 6%
Vale Frechoso (4) 24%
Valtorno (11) 65%
Vila Flor (1) 6%
O desafio do mês de Agosto consistiu em adivinhar em em que freguesia se poderiam encontrar as imagens mostradas. Está fácil de ver que se trata dos três pastorinhos, com o Francisco em primeiro plano. Há pelo menos três imagens de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos, em três freguesias distintas. O tamanho e o espaço que ocupam permitem aos olhares mais atentos distingui-las. Será que os palpites estão certos?
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