02 fevereiro 2012

Em Novembro

Durante o mês e novembro fiz algumas caminhadas pela serra, tendo como principal objetivo a procura de cogumelos. Tinha prometido a mim mesmo fazer algumas reportagens sobre esta iguaria, mas o ano não correu de feição. As chuvas que teimaram em não cair, foram adiando, adiando, aquela que seria a altura propícia para o desenvolvimento dos cogumelos (o que não significa que não se tenham desenvolvido mais tarde, uma vez que os tenho encontrado durante todo o mês de janeiro!).
Se a busca dos cogumelos foi, em parte infrutífera, limitando a pouco mais do que os exemplares que aparecem nas fotografias, as caminhadas serviram sobretudo para proporcionarem bons momentos fotográficos. Estávamos na altura ideal para fotografar o outono, com bonitas folhas de castanheiros e carvalhos, com os medronheiros carregados de frutos, bem como as oliveiras.
Nem sempre o que se encontra é inspirador e belo. Desde que a lixeira foi encerrada surgem cada vez mais montes de lixo, monstros e entulho espalhados pelos caminhos. Numa das vezes encontrei muito, muito lixo, que incluía muitas matrículas de automóveis e documentos, faturas e  documentos fiscais que permitiam facilmente identificar a sua proveniência. Caso estranho, numa das caminhadas de janeiro verifiquei que esse lixo tinha sido removido! O que se terá passado? Gostava de ver mais fiscalização e punição dos infratores.
Dá a impressão que o desenvolvimento não se está a manifestar em civismo, pelo menos por parte de um bom grupo de pessoas, entre os quais empresários de várias áreas, umas vez que os lixos, na maior parte das vezes, não são de origem doméstica.
Descer a serra até perto de Roios permite encontrar uma espécie de microclima que se estende ao longo de vários cursos se água que passam junto da povoação. Neles crescem cogumelos e fetos de várias espécies, protegidos por tojos e silvas que até os animais selvagens têm dificuldades em ultrapassar.
No regresso a casa ainda é o colorido das folhas das videiras que existem em volta de Vila Flor, que desperta à atenção.

01 fevereiro 2012

Fonte da Almoinha (Valbom)

Valbom é uma aldeia anexa à freguesia de Trindade que faz fronteira já com Vilares da Vilariça já de Alfândega da Fé, tendo a barragem de permeio.
Fica à direita da via que vem da Ponte do Sabor e segue para Macedo, perto da Ribeira da Vilariça.
Não sendo uma povoação muito grande, torna se aconchegada com o casario à volta da Capela de S. Gregório, numa leve encosta sobre o vale.
Valbom tem duas tabernas, um negociante e dois pastores com outros tantos rebanhos de ovelhas. Têm ainda um forno de cozer o pão. Moinhos havia dois, mas a construção da Barragem de Vilares da Vilariça fê los desaparecer.
O local mais frequentado pelos seus habitantes é o Largo da Cruz, ou então junto à Taberna.
Em Valbom existe uma Fraga que chamam dos Namorados e que tem várias letras e sinais cruciformes. Nos Arrodeios aparecem sepulturas antigas. E na povoação pode se visitar também o Solar, antiga Casa Paroquial dos vigários que residiam naquela aldeia, bem como a Fonte da Almoinha (que é medieval e tem arcada).
Fonte do texto: Virgílio Tavares, Conheça a Nossa Terra -Vila Flor, Editora Cidade Berço, 2001.

31 janeiro 2012

Flor do Mês - Janeiro 2012

 Demorei algum tempo a escolher a flor para representar este mês de janeiro, prestes a findar. Por um lado o leque de escolha é bastante reduzido, depois, as fotografias nem sempre saem como o desejado e não ia mostrar uma flor triste, sem cor. Até foi bom, porque a minha escolha acabou por recair numa espécie bastante bonita e interessante.
A calêndula (Calendula arvensis) tem um colorido que não passa despercebido durante os meses de inverno. Podemos encontrá-la nas encostas da berma da estrada e em terrenos incultos mas é nos terrenos cultivados, como olivais e vinha que ela está bastante presente durante o mês de janeiro. Em todo o vale da Vilariça rivaliza com as margaças (talvez a Chamaemelum fuscatum)e algumas Brassicaceas a alegrar os campos bastante despidos de folhas e de alegria.
A calêndula tem uma parente bastante próxima que quase toda a gente conhece, a calêndula officinalis, muito frequente nos jardins e já conhecida e utilizada como planta medicinal por gregos, romanos, árabes e outras civilizações do oriente. A calêndula escolhida para representar o mês de janeiro tem as flores mais pequenas do que a espécie usada nos jardins, mas partilha com ela a maior parte das características.
É frequente em todo a península Ibérica, nos Açores e Madeira, mas também em grande parte da Europa e África. Trata-se de uma planta anual, que pode atingir mais de 25 cm de altura, com flores alaranjadas ou amareladas. De acordo com os registos da UTAD, a floração ocorre de dezembro a maio. As características botânicas são complexas e por vezes aborrecidas para quem não se interessa por esta matéria, mas há algumas características que são facilmente identificáveis por um leigo. Uma delas é a flor em capítulo, ou seja com um vasto conjunto de flores num disco central, rodeado por um conjunto de flores periféricas que identificamos como "as pétalas". Esta "flor" é sobejamente conhecida nas margaridas, mal-me-queres, girassol ou gerbera.
Os romanos chamavam-lhe solsequium, que significa seguir o sol, uma vez que a calêndula tem um comportamento semelhante ao girassol, seguindo o sol de acordo com a rotação da terra. Ao cair da noite as flores fecham e só se abrem ao nascer do dia.
Toda a planta pode ser usada para fim medicinais, desde as flores às raízes. Na sua composição entram algumas substâncias com interesse medicinal, de entre os quais a calendulina. Tem uma lista enorme de utilizações: uso interno (fervendo flores ou folhas em água ou leite - funciona como regulador do fluxo menstrual, reduz inflamações, aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e ativa a circulação, servindo ainda como remédio para o estômago, intestino, ulceras gástricas ou infeções causadas por bactérias; uso externo (sob a forma de pomada) - pode ser usada contra queimaduras, contorções, eczema, hemorroides, etc.
É incrível mas não conheço nenhuma utilização desta planta, no concelho!
Em Espanha esta planta tem alguns nomes curiosos, como erva vaqueira, erva do podador, erva lava-mãos, cu-de-velha, pata-de-galo, unha-de-gato, flor dos mortos, etc. Em Portugal a lista é mais curta: Calendula; Erva-vaqueira; Malmequer-dos-campos; Vaqueira.
Quando passar pelos campos nos próximos meses e vir esta planta. é bom lembrar que está ali um espécie vegetal cheia de potencial.

As fotografias foram tiradas durante o mês de Janeiro, entre Roios e Lodões.
Outras Flores do Mês de Janeiro:

30 janeiro 2012

Arrematação de S. Sebastião (2012)

Teve lugar ontem, em Freixiel, a tradicional arrematação de S. Sebastião, que todos os anos acontece por esta altura, mais dia menos dia.  O dia de S. Sebastião foi dia 20, mas este evento, nos últimos anos, tem ocorrido mais próximo do fim do mês.
Estes peditórios, seguidos de arrematação, não são únicos no concelho, mas, em Freixiel, esta antiga tradição mantém-se viva e é significativa, em oposição a outras que se realizavam no concelho (como o peditório seguido de leilão do Menino Jesus, no Seixo de Manhoses). Em Freixiel também se realizava no dia primeiro do ano o peditório para o Menino Deus.
 S. Sebastião tem em Freixiel uma pequena capela, situada na Portela da Forca, a nascente da aldeia. Estas capelas, a nascente das vilas, foram mandadas construir por D. Manuel I (no séc. XVI) para proteger os habitantes da peste. É simples, sendo apenas de assinalar o arco gótico da porta.
A par da força que esta tradição ainda mantém, é de realçar também a existência do habito de levar a leilão algumas embalagens "surpresa" conhecidas como Segredos. Quem "pica" e acaba por comprar estas caixas, por vezes ricamente embrulhas com fitinha colorida e tudo, não faz a mínima ideia do que elas contêm, havendo mesmo a convicção que possam conter coisas pouco agradáveis, como ratos ou outros animais de pequeno porte. Por isso, o leilão dos Segredos não atinge montantes significativos, mesmo havendo uma boa quantidade deles. Os Segredos foram os primeiros produtos a ser leiloados. Todos os que vi abrir tinham um conteúdo agradável, tal como figos secos, chávenas, chocolates, rebuçados, lenguiças, etc. Registei apenas a existência de uma pedra, possivelmente para aumentar o peso da caixa!
Significativa é a quantidade e bolos que vão a leilão. Todos são acompanhados por garrafas que vão do vinho verde, ao vinho do Porto, passando pelo whisky. Por vezes o preço alcançado mal daria para pagar a garrafa da bebida, quanto mais o bolo! Mas, dada a quantidade de produtos que são arrematados, é costume conseguirem-se algumas centenas de euros que revertem para o altar de S. Sebastião.

Os produtos da terra, principalmente batatas, cebolas, azeite e figos secos, são aguardados com alguma expectativa, sendo uma oportunidade de os conseguir a preços mais vantajosos do que os praticados no comércio. Também o fumeiro marca uma boa presença, sendo, por vezes os produtos que atingem preços mais elevados. As línguas de porco eram muitas vezes oferecidas para leilão, mas este ocorria em qualquer domingo, depois da missa, não sendo um produto muito oferecido para a arrematação de S. Sebastião. Disseram-me que, nalguns domingos, havia mais de 10 línguas para arrematação, mas neste leilão apenas havia uma! Esta situação é compreensiva porque praticamente acabaram as matanças tradicionais do porco e também se alteraram os hábitos alimentares das pessoas.
Embora me queira parecer que havia menos produtos de que em anos anteriores e alguma retração na hora de "mandar", a oferta era abundante e variada e juntou no adro da igreja um bom número de pessoas. É de registar que vêm pessoas de fora, expressamente para comprarem neste leilão.
O dia esteve agradável, cheio de sol, proporcionando uma tarde muito agradável.

28 janeiro 2012

Ao crepúsculo

No dia 29 de outubro fiz mais uma pequena caminhada nos arredores de Vila Flor.
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros

27 janeiro 2012

Capela de Sto António (Ribeirinha)

Pormenor da sineira da capela de Santo António, na Ribeirinha.
Fotografias da capela: interior - interior - exterior - exterior.
Tudo sobre a Ribeirinha.

26 janeiro 2012

Caprichos da natureza

Rochedo, perto da aldeia do Vieiro, fotografado na caminhada realizada à Ribeirinha em Outubro de 2011.

24 janeiro 2012

Peregrinações - Capela de São Gregório (Valbom)

No mês de Outubro aconteceu mais uma longa caminhada, que teve como destino a aldeia de Valbom, num dos pontos do concelho mais afastados de Vila Flor, no sopé da serra de Bornes. Tratou-se de um verdadeiro desafio. Este trajeto já tinha sido tentado uma vez, mas não foi concluído, terminando a viagem em Benlhevai, por falta de tempo.
A partida aconteceu bem cedo, e valeu a pena. Quando o sol surgiu lá para os lados do Felgar (Torre de Moncorvo) o céu cobrou-se de um rosa muito invulgar. Nunca tinha visto o céu com semelhante tonalidade.
A avenida andava em obras e o IC5 ainda não tinha sido concluída. Decidimos ir pela estrada até Roios, com a intenção de variarmos o percurso, mas também o de observarmos as obras de mais perto.
As obras da estrada podem ser vistas de várias maneiras; com admiração pela obra realizada; com expectativa com o hipotético desenvolvimento que vão trazer ou pela destruição que causam e o seu impacto na natureza. A caminho de Roios impressionou-me mais a destruição.
A passagem por Roios, Vale Frechoso e Benlhevai foi o mais rápida possível. Todos os caminhos já foram anteriormente percorridos noutras "Peregrinações". O tempo estava ameno e havia pessoas a trabalharem nos campos. Estávamos na altura das castanhas, mas a o ano não foi benéfico e as poucas que havia eram de muito má qualidade. Há castanheiros espalhados por quase todas as aldeias das zonas mais frias do concelho, mas creio que deve ser ao longo desta linha que seguimos que há mais, principalmente em Roios e Benlhevai.
Já há algumas pessoas que estão habituadas à nossa passagem. Quando as encontramos não podemos evitar alguns momentos de conversa, mas sempre a olhar para o relógio, para não se desperdiçar muito tempo.
Depois de passarmos sobre o IP2 (entre Benlhevai e Trindade) entrámos num percurso realmente novo. Os últimos quilómetros até Valbom nunca foram percorridos a pé e foi mesmo uma novidade fazê-los. A paisagem para o vale da Vilariça é sempre digna de se admirar. Neste pouco, quase no início do vale, avista-se a barragem da Burga e a freguesia de Vilares da Vilariça, já pertencente a Alfândega da Fé.
Valbom é uma aldeia bastante pequena pertencente à freguesia da Trindade. Já a visitei várias vezes anteriormente, mas tem a desvantagem de estar num extremo e por isso não é local de passagem para outras caminhadas.
Já chegámos a Valbom ao início da tarde. Mesmo com a preocupação de não perder tempo, a distância é muita, e o percurso não é propriamente plano.
Conseguimos que alguém nos mostrasse a pequena capela de S. Gregório. Apesar de pequena está muito bem arranjada e é bastante bonita. O último restauro aconteceu em 2008. A simplicidade das linhas da capela são compensadas pela beleza do seu interior e pelas imagens interessantes que apresenta. Todas as imagens estão restauradas. A mais curiosa, e já falei dela em visitas anteriores é a de Nossa Senhora do Parto.
No passado existia grande devoção a esta Nossa Senhora, por parte das grávidas em final de gestação e por parte dos familiares das mesmas. Faziam-se promessas para que no momento do parto tudo corresse bem e, pouco tempo depois do nascimento a promessa tinha que ser paga. Por vezes eram os familiares que se dirigiam à pequena capela para pagamento da promessa. Com a diminuição dos partos e também com a sua realização em unidades hospitalares este ritual foi-se perdendo.
Curioso é também o facto de existir na sacristia uma imagem de Santa Filomena. A iconografia não deixa lugar para dúvidas; tem uma âncora, uma palma e algumas flechas. Esta imagem não está restaurada, como as restantes e ocupa um lugar afastado do centro de culto. Tal facto pode dever-se às dúvidas que se levantaram há mais de cem anos sobre a sua santidade. Tendo vivido supostamente no séc. III, só no séc. XVIII é que a igreja lhe começou a prestar culto, em Itália. Apesar de o culto a Santa Filomena se ter difundido ao longo de muitos anos, a sua santidade, e mesmo a sua existência, são questionadas.
Terminada a visita à capela, pouco mais havia a fazer. Enquanto esperámos pelo transporte para casa ainda fizemos uma visita à fonte de Almoinha, que é um local interessante da aldeia, quer e pela fonte em si, quer pelo espaço circundante. É um local muito agradável, principalmente no verão.
Percurso:
Dintância: 18,37 km
Diferenças de Altitudes: 301 Metros (Altitude desde 380 Metros para 681 Metros )
Subida acumulada: 522 Metros
Descida acumulada: 698 Metros

A capela de São Gregório foi Freguesia Mistério 22, em 2008.

23 janeiro 2012

e de repente é noite (IV)

Por onde caminhamos é o dia.
Na cabeça, a fala das coisas,
sem sabermos dos fios que a ligam
à sonolência da alma.
Rasga-se um postigo no infinito, e, de lá, a paz da tarde
contempla-nos no dócil ensombro
do esquecimento das avencas
no fundo da mina.
Adestramo-nos no manual das nuvens,
para uma hipótese de salvação.
E molda-se-nos à concha das mãos
tudo o que transbordou da corola das horas
por excesso de luz ou de sentido.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Vila Flor (21-01-2012)

20 janeiro 2012

Perdidos

Esta fotografia foi tirada no sábado passado, perto de Benlhevai, no decurso de uma caminhada que nos levou a Santa Comba da Vilariça. Chamei-lhe perdidos porque as caminhas pelo meio do nevoeiro têm sido bastante conturbadas, havendo momento de pura desorientação. Mas, neste caso, valeu a pena. O cenário de alguns dos locais por onde passámos valeu o esforço.

18 janeiro 2012

Freguesia Mistério n.55

A Freguesia Mistério n.º 54 aconteceu durante o mês de dezembro. O enigma estava representado pela imagem parcial de uma aldeia, questionando de que freguesia se tratava. Acredito que não seja tarefa fácil identificar os locais com uma simples fotografia, ainda por cima em tamanho minúsculo. Além de que as possibilidades de fotografar uma aldeia são infindáveis. A aldeia representada era Freixiel.
A localização geográfica de Freixiel, rodeada por montanhas de altitude considerável, fazem com que seja possível ver a aldeia dos mais diversos ângulos, qual deles o mais bonito. Mas esta possibilidade não ocorre só ao longe, havendo "miradouros" perto da aldeia, ou mesmo dentro dela. São o caso do promontório onde se eleva a Forca e o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. A fotografia em questão foi tirada ainda de mais perto, perto da igreja matriz, junto ao Lar Santa Maria Madalena. As casas que se vêm pertencem à Rua Queimada que se prolonga em direção ao vale da Cabreira. Formação rochosa sempre atenta e dominante é o Pé-de-cabrito, já em território de Ansiães, mas que se destaca no perfil do horizonte.
Responderam à pergunta 10 pessoas. Os seus palpites ficaram distribuídos desta forma:
Assares (1) 10%
Freixiel (4) 40%
Roios (1) 10%
Sampaio (1) 10%
Valtorno (1) 10%
Vilas Boas (2) 20%
Embora a tendência tenha seguido na direção certa, não ultrapassou os 40%! Há que continuar a estar atento ao blogue, para ir conhecendo aos poucos os povoados que integram o concelho de Vila Flor.
O desafio que se segue, em janeiro de 2012, representa mais uma aldeia. Desta vez não é sede de freguesia. É uma vista que muitos dos habitantes do concelho já viram, falta saber é se estavam atentos o suficiente para se lembrarem dela.
A freguesia pertence a aldeia mostrada na fotografia?
Participem, indicando o vosso palpite, até ao fim do mês de janeiro, na margem direita do blogue.

17 janeiro 2012

A caminho do Facho

Numa das caminhadas de janeiro, após deixar o nevoeiro que pairava sobre a vila, admirei os raios de sol que penetravam por entre os pinheiros e sobreiros da encosta. No alto do Facho, próximo de Vila Flor, o sol era intenso, mas o ar estava frio.