14 março 2012

Assares (03)

Aspeto do Vale da Vilariça junto de Assares. A aldeia acabou por ficar no meio de duas estradas: a N103/E802 e a recente IP2 que é visível na fotografia.

13 março 2012

Carnaval 2012 (2)

Estas são mais duas fotografias do desfile de Carnaval que aconteceu no dia 17 de Fevereiro, em Vila Flor, com as crianças das escolas do concelho.

Outras 2 fotografias.

12 março 2012

Ainda há amendoeiras em flor

Estão a terminar as iniciativas dos municípios relacionados com a Amendoeira em Flor. Como habitualmente, foram muitos os que percorreram a região, principalmente em autocarros.
Se no início as minhas expectativas quanto ao espetáculo natural eram algumas, com o passar dos dias, e como nos locais onde vivo e onde trabalho há amendoeiras em redor, elas foram-se dissipando. A falta de chuva não diminuiu a beleza das amendoeiras, apenas a floração foi atrasada, mais pelo frio do que pela falta de chuva.
Longe de terminar, o espetáculo ainda vai a meio. Ontem foi a primeira vez que saí, máquina às costas, com o objetivo de fotografar as amendoeiras em flor. Fiquei realmente satisfeito. Há manchas muito bonitas, embora as pétalas já estejam a cair.
 Tal como sempre disse, a floração é escalonada em altitude e ainda vai haver amendoeiras em flor durante muitos dias. Neste momento o máximo de floração está ao nível de Vila Flor, mas nas zonas de maior altitude do concelho de Vila Flor e de Carrazeda de Ansiães a floração ainda se vai prolongar por mais uma semana.
Espero ter oportunidade de ainda me deslocar ao concelho de Carrazeda a ver como estão por lá as coisas, entretanto, deixo algumas das imagens de captei ontem, em Samões, Arco e Vila Flor.

11 março 2012

A história do dia

A história do dia decorrido foi contada pelo homem sentado à mesa do café. O papel aceitou as palavras e o cigarro apagou-se. Calma sem mentiras invadiu o recinto e não houve quem dissesse miséria.
Chegou o cão e quis carícias. O homem baixou a mão esquerda e passou-a pelo focinho e pelos olhos e pelo corpo daquele ser que chegava atraído pela solitária figura do homem ali sentado, que viera de longe, daquele lugar que fica para lá das montanhas e parece diferente; deixou tudo o que escutava e dizia palavras eloquentes e veio sem saber por entre nuvens; o Sol rompeu finalmente e nos rostos dos companheiros de viagem nada se modificou: estavam mortos.
Agora, o cão adormeceu debaixo da mesa. Todos se vão embora e ficam os dois, esquecidos, dormindo.
A história está escrita e só necessita de ser apreendida para que um grito soe, longínquo.
As conversas são finalidades implicadoras com a hora de adormecer e no cinema muita gente boceja. A fita é pouco divertida, embora lhe tivessem dado os prémios que os cartazes anunciam.
Há quem tenha remorsos, mas continue a encarar a vinda do Sol como uma passagem diária. Então, a Lua fica escondida, tão envergonhada e triste que pede caridade às nuvens. E elas sentem o dever de não lhe descobrirem as lágrimas e vão por caminhos indirectos até ao fim da noite, sempre cuidadosas e macias. Descobrem, por fim, que já não existem faces cavadas pelo sofrimento alheio, e choram.
A história espera. O cão dorme. E o homem também...

Do livro Libelo Acusatório, da autoria de Modesto Navarro.
A primeira edição deste livro aconteceu em 1968, pela Prelo Editora, e a segunda em 1999 pela Caminho.
Fotografia: Oliveiras, em Roios.

09 março 2012

Carnaval 2012 (1)

O desfile de Carnaval com os as crianças do pré-escolar, primeiro e segundo ciclos, aconteceu no dia 17 de Fevereiro, em Vila Flor. Embora fotografar no meio da multidão e do barulho não seja uma coisa que faço habitualmente, houve momentos e "quadros" que pode valer a pena recordar. Aqui vemos duas crianças vindas de Samões, com as suas vistosas jubas de leão!

08 março 2012

Fonte Romana - Vila Flor

Fonte Romana - Vila Flor
Conjunto hidráulico de planta em U invertido, delimitado por muro em cantaria de granito, em aparelho irregular, terminado em friso e cornija, que constitui o seu capeamento, integrando ao centro da ala central fonte de espaldar e tendo adossado à ala esquerda tanque bebedouro e à direita banco de cantaria, junto à qual, e já fora do espaço que o U delimita, se ergue fonte de mergulho sobreposto por mirante. FONTE DE MERGULHO de planta quadrangular simples, em cantaria de granito, de aparelho regular, com as juntas preenchidas a cimento, superiormente terminada em moldura de perfil curvo. Face principal virada a N., rasgada por vão em arco de volta perfeita, com a zona inferior protegida por pequeno murete em granito e fechado com portão em ferro, pintado de verde, decorado com volutas estilizadas e tendo a inscrição: "CM / MCMXCIV"; no interior, possui a nascente a 3 m de profundidade. Sobre a fonte de mergulho, ergue-se um mirante alpendrado, igualmente de planta quadrada, suportado por quatro pilares de faces almofadadas, tendo adossados meios colunelos de capitéis jónicos, e, a meio de cada uma das faces, por quatro colunelos iguais, assentes em soco com cornija saliente, e suportando arquitrave, com friso decorado por carrancas nos ângulos e, nas faces viradas a E. e N. por outras carrancas com trombetas, tendo ainda a do lado E. a inscrição "1578 ANOS". Cobertura em domo, de tijolo, rebocado e coroado por pináculo, coroado por volutas jónicas, interiormente rebocada e pintada de branco, assente em trompas de ângulo. FONTE DE ESPALDAR, de planta rectangular e corpo em cantaria de granito, de aparelho regular, com face principal delimitada por pilastras toscanas, coroadas por plintos paralelepipédicos, rematados por esferas de cantaria, e terminado em empena contracurvada, com cornija, integrando ao centro escudo, decorado por outro mais pequeno ostentando flor-de-lis, rematado por cartela recortada e ornamentada por ramo de três flores em alto relevo. Tem inferiormente, junto às pilastras, duas bicas de configuração circular, ostentando canalização recente. Em frente do espaldar surge tanque de planta rectangular, bastante baixo. Esta fonte é ladeada por dois pequenos vãos, em arco de volta perfeita e gradeados, rasgados no pano do muro, ao nível do pavimento. Ao longo de toda a ala esquerda do U e extravasando a mesma, dispõem-se o TANQUE BEBEDOURO, de planta rectangular, cujo muro forma espaldar, tendo a meio cartela rectangular com a inscrição "O. P. A. S. S. H. 1934"; o tanque possui as paredes em cantaria de granito, de aparelho irregular, com bordo bastante saliente e facetado. O recinto delimitado pelo U apresenta pavimento desnivelado e em terra.

Fonte do texto e mais informação: SIPA

07 março 2012

Flor do Mês - Fevereiro de 2012

Fevereiro já lá vai e a Flor de Fevereiro ficou por escolher. Não que não tenham aparecido por aí algumas espécies a mostrarem um pouco da sua graça, mas a quantidade e a qualidade das flores não facilitou a tarefa. Assim, bastou fazer uma busca no mês de Fevereiro de anos anteriores (e já lá vão 6!) para encontrar algumas espécies capazes de representarem o referido mês. A escolha recaiu na Margaça (Chamaemelum fuscatum), Margaça-de-Inverno ou Margaça-fusca.
O nome margaça é também utilizado na região para a camomila, mas a Margaça-de-Inverno, tal como o nome indica, floresce em pleno inverno, estendendo-se a floração de Dezembro a Agosto. Durante o mês de Janeiro observei os primeiros exemplares nas zonas mais quentes do concelho, nas Peregrinações a Assares e Santa Comba da Vilariça. Embora seja abundante em todo o concelho (e em todo o Portugal) é junto à aldeia de Samões que tenho encontrado os mais belos campos repletos desta planta. São muito frequentes em olivais e vinhas, mas também em terrenos de poisio. Gostam de terrenos encharcados.
Pertence à ordem Asterales, família Asteraceae eu prefiro dizer que é da família das Compostas, porque foi assim que aprendi. As pétalas são brancas e o disco central é amarelo vivo com inflorescências hermafroditas e tubulosas. Os frutos formam aquénios.
Desde criança que conheço esta flor. Brincávamos com elas ao bem-me-quer, mal-me-quer, enquanto arrancávamos as pétalas uma, a uma.
Apesar de ter as mesmas caraterísticas medicinais de outras margaças como a mançanila (Chamaemelum nobile), não é usada como tal. Não conheço nenhuma utilização para esta bonita planta, no entanto, noutras regiões, ela é utilizada não como medicinal, mas como comestível, mas com o nome vulgar de pamposto. As suas folhas podem ser aproveitadas para confecionar vários pratos, sendo utilizadas como legume, nomeadamente em sopas! Encontrei pelo menos duas receitas com pampostos, da zona de Rio Maior.
 Por aqui, onde as até a vila é Flor, estas e outras flores são apenas aproveitadas para regalo dos nossos olhos, principalmente quando formam mantos brancos visíveis à distância.

Outras Flores de Fevereiro:

  • Fevereiro de 2009 - Campainha (Narcissus bulbocodium. L.) 
  • Fevereiro de 2008 - Amendoeira (Prunus dulcis)

05 março 2012

Peregrinações - Capela de S. Sebastião (Santa Comba)

Quase um ano após a reinauguração a capela de S. Sebastião, em Santa Comba da Vilariça foi o destino de mais uma caminhada da série Peregrinações, a 14 de Janeiro.
Para não variar, o dia estava muito frio, para não dizer gelado. O nevoeiro nem sequer foi esperado, porque apareceu mal demos os primeiros passos em direção à Serra. Quer o gelo, quer o nevoeiro, longe de se tornarem uma dificuldade, acabaram por ser elementos que proporcionaram momentos únicos, fezendo desta caminhada uma das mais marcantes, em termos fotográficos.
Para evitar erros anteriores, devidos ao nevoeiro, a solução seria seguir apenas por caminhos já conhecidos e, não havendo outra hipótese, utilizar as estradas.
Mais uma vez o percurso consistiu na subida à Serra, Roios, Vale Frechoso, Benlhevai e, depois, Santa Comba da Vilariça.
Gilbardeira (Ruscus aculeatus)
O raios de sol que tentavam penetrar por entre as árvores e o nevoeiro que tentava apagá-los, obrigaram-me a paragens frequentes e demoradas, pelo que os primeiros quilómetros da caminhada não foram muito rápidos. Depois de passarmos Roios as coisas melhoraram e rapidamente atingimos Vale Frechoso. Os lameiros que antecedem a aldeia, ao longo do curso de água, apresentaram-se nesse dia com uma beleza diferente, proporcionada pelo nevoeiro. Ofereciam cenas cheias de mistério, dignas de fazerem parte de um filme.
A passagem pela aldeia foi rápida. Havia tanto nevoeiro que apenas alguns gatos se aperceberam da nossa presença. Decididamente não estava um dia convidativo para as pessoas saírem para a rua.
Optámos por um dos caminhos alternativos que nos levaram ao Alto da Serra, praticamente onde começam os soutos dos castanheiros que tanto caracterizam Benlhevai. E foi no Alto da Serra (há aí um marco geodésico que marca os 690 metros de altitude) que tivemos o atrevimento de fazer o que não tínhamos ideia de fazer - seguir por um caminho completamente desconhecido. Entretidos a observar os cogumelos que ainda eram abundantes, apesar de a maior parte estar estragado pelo gelo, seguimos por um caminho descendente pelo meio do pinhal.
Perto de Vale Frechoso
Rapidamente perdemos toda a orientação. No meio do nevoeiro, sem ver o alto dos montes que sempre são os pontos de referência para a orientação, começámos a ponderar termos que virar para trás. Para piorar as coisas, o caminho terminou de repente num olival. Era difícil andar no meio das giestas porque estavam encharcadas. Procurámos uma saída em redor do olival  e acabámos por seguir por um trilho estreito que nos levou a um verdadeiro caminho. Respirámos de alívio. Com sorte o caminho levar-nos-ia a Benlhevai ... e assim aconteceu. Entretanto passámos por locais com uma beleza difícil de descrever, mas que as fotografias ilustram (com alguma dificuldade).
Já na aldeia, decidimos seguir até Santa Comba da Vilariça por estrada. Tínhamos perdido muito tempo e já passava da uma hora da tarde. Assim fizemos.
Não houve muito tempo para apreciar o IP2 e os belos pomares de fruteiras, à medida que nos aproximávamos da aldeia. A vontade era mesmo chegar ao destino. Os quilómetros já eram muitos. calçado estava molhado e cheio de lama, mas como o percurso era agora alcatroado e descendente, não havia grande grandes problemas.
Sanchas (Lactarius deleciosus)/Canários (Tricholoma equestre)
Chegámos às primeiras casas às duas horas menos um quarto, da tarde. A fome já tinha passado e, desta vez, comemos a fruta que normalmente levamos e raramente comemos!
A capela de S. Sebastião está situada à entrada de Santa Comba, para quem se aproxima vindo de Benlhevai. Fica numa pequena elevação a que chamam Calvário. Ali perto está uma padaria e um dos cruzeiros medievais, o tal que se pensava ser um Pelourinho e que perdeu a classificação de Monumento Nacional.
A capela de S. Sebastião reabriu ao culto em Janeiro de 2011, depois de ter sido alvo de recuperação e de ter sido arranjado todo o espaço envolvente. A primeira impressão é muito positiva. Há canteiros para jardim, bancos e espaço para estacionamento de automóveis. Tudo arranjado para que a pequena capela, virada a poente, possa "respirar".
 Capela de S. Sebastião (Santa Comba da Vilariça)
No exterior não há grandes elementos arquitetónicos a referir, além de torre sineira, central, mas sem qualquer sino. É elegante e tem alguns motivos gravados.
No interior o altar em talha dourada do Séc. XVII contrasta com as paredes caiadas de branco. Foram instalados dois focos nas paredes laterais que iluminam a imagem de S. Sebastião e fazem brilhar os dourados do altar. Numa das paredes laterais está um altar com a imagem de Santo António. Completam o conjunto de imagens uma de Nossa Senhora de Fátima e outra do Sagrado Coração de Jesus.
Todo o interior respira beleza e mostra o carinho e atenção com que é cuidada, bem evidente nos arranjos de verdes e flores que tinha. Esta capela, é, sem dúvida, mais um elemento de vaidade para os habitantes de Santa Comba e eu pude ver estampada no rosto de alguns habitantes no Calvário com quem falei.
 Interior da capela de S. Sebastião (Santa Comba da Vilariça)
Terminada a visita à capela., percorremos o espaço que nos separava da Escola de 1.ºCiclo, implementada no largo mais espaçoso da aldeia. Foi aí o ponto de encontro com o transporte que nos trouxe de volta a Vila Flor.

Perfil de altitude (altimetria)
Diferenças de Altitudes 428 Metros (Altitude desde 276 Metros para 704 Metros)
Subida acumulada 474 Metros
Descida acumulada 762 Metros
GPSies - VilaFlor_SantaComba

03 março 2012

Chove em Vila Flor!

Poderá não ser uma grande coisa, mas é um bom motivo de satisfação. Neste ano, completamente atípico, esta é a primeira vez que vejo algumas gotas de chuva nos últimos meses. Ainda terça-feira passei pela barragem do Peneireiro e o cenário é preocupante. As estatísticas dizem que em 2005 estivemos pior, mas, nunca na minha vida vi as reservas de água tão em baixo.
Acho qu não vai chover significativamente, mas que seja uma amostra para que março e abril compensem estes meses de seca absoluta. Também é importante para o blogue. Ele segue os ritmos da natureza e precisa que a natureza esteja bem, para poder mostrar as belezas deste concelho que se que apresenta como paraíso natural.

Coração na Fala


Qualquer relevo ao sol é um altar.
Toda a curva de serra é um regaço.
O que nos vê tem júbilo de abraço.
Tempos e modos de alma, o verbo amar!

Ressuma ausência o acto de chegar.
Somos o centro e queremos mais espaço:
Acaso um outro mês antes de Março,
A fim de a Primavera antecipar.

Meu zénite de anjos verdadeiros,
Minha Vila Flor, alvores primeiros
De uma alba quase comungada!

Quero dizer-te mais, e fico mudo.
Não te descrevo, sinto-te - e é tudo.
Não te amo, adoro-te - mais nada!

Soneto de João de Sá, do livro Vila à Flor dos Montes, 2008.
Fotografia: Atrás da Serra.

02 março 2012

A caminho do Vieiro

Um dos tantos caminhos percorridos, por belas paisagens do concelho. Este fica em território de Vilas Boas, perto do marco geodésico do Pessegueiro (por cima da pedreira).

01 março 2012

Albufeira da Laça

Albufeira da Laça, na ribeira com o mesmo nome. Fica numa zona pouco conhecida do concelho, algures entre Roios e Vale Frechoso. Penso que não é visível de nenhuma estrada, mas o traçado do IC5, pouco antes de chegar a Lodões, sobre uma ponte altíssima, passa sobre a Ribeira da Laça.