01 abril 2012
29 março 2012
VI Rota da Liberdade
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| Passeio de Natal, 2011 |
Desde início que este blogue esteve ligado às duas rodas, não na vertente competição, mas porque a bicicleta é proporciona uma forma diferente de conhecer o concelho.
Nas provas de BTT aparecem pessoas muito diferentes. Grupos de amigos que integram clubes e que se deslocam e participam, pelo prazer de conviver e conhecer; praticantes sérios da modalidade, que lutam pelos segundos e pouco se importam pela paisagem; amantes das duas rodas que curtem a tecnologia, as marcas, os acessórios; pessoas de meia idade que usam o BTT como prática física para manter a saúde, apreciadores do convívio e da natureza e da comida, etc. Não sei bem em qual me incluir, mas, a verdade é que é muito bom andar de bicicleta, vencer os obstáculos, sentir o vento na cara e percorrer os caminhos mais impensáveis, nos cantos mais remotos.
Em todas as edições o traçado das diferentes provas variou, percorrendo grande parte do concelho. A Maratona com uma extensão entre os 60 e os 70 km é normalmente a mais atrativa, em termos de paisagem e de grau de dificuldade, mas, não é para todos, uma vez que exige bastante.
Além da possibilidade de fazer uma prova mais longa ou mais curta (meia-maratona) há, por norma, um passeio pedestre para os acompanhantes dos atletas, que não sejam adeptos das duas rodas.
O traçado ainda não é conhecido, mas vai valer a pena.
Blogue do Clube de Ciclismo de Vila Flor
Blogue da Rota da Liberdade
28 março 2012
Amendoeiras em flor - Despedida
A primavera chegou e a natureza vai-se transformado, seguindo o ritmo da vida. As amendoeiras, que fizeram as delícias de milhares de visitantes que por aqui passaram, também perdem o seu alvor; Mas ainda há algumas flores, para alguém que esteja atrasado.
No fim de semana passado o passeio foi ao Mourão e em Valtorno e Mourão ainda havia bonitas amendoeiras em flor.
Com estas fotografias me despeço. Adeus até p'ró ano.
No fim de semana passado o passeio foi ao Mourão e em Valtorno e Mourão ainda havia bonitas amendoeiras em flor.
Com estas fotografias me despeço. Adeus até p'ró ano.
27 março 2012
Flor do Mês - Março de 2012
Procurei para Março de 2012 uma flor à altura de representar um concelho com o nome de Flor. A maior representante de Março é, sem dúvida, a flor da amendoeira, mas essa já foi escolhida par Flor do Mês de Fevereiro de 2008. Mas, Março é já um mês florido e as candidatas são mais do que os dedos das mãos.
Decidi escolher uma que penso que foge ao conhecimento geral. Apostei mais na raridade do que na representatividade em termos de área. A flor do mês é um narciso, mais conhecidos entre nós como campainhas. O seu nome científico é Narcissus rupicola. Descobri os primeiros exemplares no concelho de Carrazeda de Ansiães, há alguns anos atrás. Encontrei depois alguns pés em Miranda do Douro e fiquei eufórico quando os vi pela primeira vez no termo de Samões. Em todos os locais em que os encontrei a população resumia-se a uma mancha no topo de uma formação rochosa. Por mais que tenha procurado em redor, não encontrei mais exemplares!
No dia onze de Março desloquei-me ao termo de Samões, de propósito para fotografar esta flor. Não o fiz ao acaso, uma vez que, desde 2007 que tenho alguns pés numa vaso, em casa. Nunca consegui uma flor, nem para a amostra, mas este ano foi a exceção. Floriram em força, com as suas flores amarelo-canário, para meu contentamento. Pensei que a floração no meio natural aconteceria alguns dias mais tarde, mas por pouco não apanhava nada. Não sei se pela seca, se pelo calor, a floração aconteceu cedo, mas ainda consegui alguns exemplares no auge da floração.
A planta pertence à ordem das Iridales, família Alliaceae. É natural da Península Ibérica e do Norte de África (principalmente Marrocos). Inicialmente pensei tratar-se da espécie Narcissus calcicola, mas, tal como o nome indica, esta é típica do calcário, ao contrário da rupícola, que prefere a altitude acima dos 600 metros. Até agora tenho seguido a notação do Jardim Botânico da UTAD, mas, foi recentemente posto on-line um sítio web puramente espetacular, cheio de ilustrações que é dirigido a pessoas com poucos conhecimentos (O endereço é http://www.flora-on.pt). A classificação agora atribuída é: Ordem: Asparagales; Família: Amaryllidaceae; Género: narcissus. Várias espécies de narcisos abundam pelos campos e pelos jardins, nesta época. Também lhe chamamos junquilhos. Existiam no canteiro em meia-lua em frente à Câmara, quem desce para a Praça da República, mas foram arrancados há poucos dias. A maior parte dos narcisos são de cor amarela-choque, inconfundíveis.
A sua reprodução faz-se por bolbos, quer nas espécies de jardim, quer nas espécies selvagens. Na espécie que representa este mês, os pedúnculos raras vezes atingem os 10 cm de altura, uma vez que crescem nas frestas ou em cima das fragas, com escassos centímetros de terra.
Ao contrário de outras espécies que tenho escolhido, não encontrei nenhuma referência à utilização do narciso para fins medicinais ou culinários. A sua utilização é só ornamental sendo comercializados bolbos de muitas espécies, entre as quais esta, que faz um vaso lindíssimo. A sua beleza é tal que convém lembrar um pouco da origem do termo narciso e narcisista. Narciso era um belo jovem (na mitologia Grega) que se apaixonou pela sua imagem refletida nas águas. Ainda hoje os narcisos têm a sua flor virada para o solo, como que a admirarem a sua imagem refletida. Narcisista é a pessoa que tem paixão por si próprio. É um conceito muito conhecido da psicologia e da psicanálise, sendo apontado como uma característica comum a todos, principalmente nos adolescentes, mas que vai desaparecendo com a passagem para a vida adulta. Psicologia à parte... os narcisos são muito bonitos e dão mais cor ao mês de Março.
Outras flores de março:
Decidi escolher uma que penso que foge ao conhecimento geral. Apostei mais na raridade do que na representatividade em termos de área. A flor do mês é um narciso, mais conhecidos entre nós como campainhas. O seu nome científico é Narcissus rupicola. Descobri os primeiros exemplares no concelho de Carrazeda de Ansiães, há alguns anos atrás. Encontrei depois alguns pés em Miranda do Douro e fiquei eufórico quando os vi pela primeira vez no termo de Samões. Em todos os locais em que os encontrei a população resumia-se a uma mancha no topo de uma formação rochosa. Por mais que tenha procurado em redor, não encontrei mais exemplares!
No dia onze de Março desloquei-me ao termo de Samões, de propósito para fotografar esta flor. Não o fiz ao acaso, uma vez que, desde 2007 que tenho alguns pés numa vaso, em casa. Nunca consegui uma flor, nem para a amostra, mas este ano foi a exceção. Floriram em força, com as suas flores amarelo-canário, para meu contentamento. Pensei que a floração no meio natural aconteceria alguns dias mais tarde, mas por pouco não apanhava nada. Não sei se pela seca, se pelo calor, a floração aconteceu cedo, mas ainda consegui alguns exemplares no auge da floração.
A planta pertence à ordem das Iridales, família Alliaceae. É natural da Península Ibérica e do Norte de África (principalmente Marrocos). Inicialmente pensei tratar-se da espécie Narcissus calcicola, mas, tal como o nome indica, esta é típica do calcário, ao contrário da rupícola, que prefere a altitude acima dos 600 metros. Até agora tenho seguido a notação do Jardim Botânico da UTAD, mas, foi recentemente posto on-line um sítio web puramente espetacular, cheio de ilustrações que é dirigido a pessoas com poucos conhecimentos (O endereço é http://www.flora-on.pt). A classificação agora atribuída é: Ordem: Asparagales; Família: Amaryllidaceae; Género: narcissus. Várias espécies de narcisos abundam pelos campos e pelos jardins, nesta época. Também lhe chamamos junquilhos. Existiam no canteiro em meia-lua em frente à Câmara, quem desce para a Praça da República, mas foram arrancados há poucos dias. A maior parte dos narcisos são de cor amarela-choque, inconfundíveis.
A sua reprodução faz-se por bolbos, quer nas espécies de jardim, quer nas espécies selvagens. Na espécie que representa este mês, os pedúnculos raras vezes atingem os 10 cm de altura, uma vez que crescem nas frestas ou em cima das fragas, com escassos centímetros de terra.
Ao contrário de outras espécies que tenho escolhido, não encontrei nenhuma referência à utilização do narciso para fins medicinais ou culinários. A sua utilização é só ornamental sendo comercializados bolbos de muitas espécies, entre as quais esta, que faz um vaso lindíssimo. A sua beleza é tal que convém lembrar um pouco da origem do termo narciso e narcisista. Narciso era um belo jovem (na mitologia Grega) que se apaixonou pela sua imagem refletida nas águas. Ainda hoje os narcisos têm a sua flor virada para o solo, como que a admirarem a sua imagem refletida. Narcisista é a pessoa que tem paixão por si próprio. É um conceito muito conhecido da psicologia e da psicanálise, sendo apontado como uma característica comum a todos, principalmente nos adolescentes, mas que vai desaparecendo com a passagem para a vida adulta. Psicologia à parte... os narcisos são muito bonitos e dão mais cor ao mês de Março.
Outras flores de março:
- Março 2009 - Aristolóquia (Aristolochia paucinervis)
- Março 2008 - Nabiça (Brassica napus L.)
26 março 2012
Peregrinações - Capela de Santa Marinha (Meireles)
Já vai longa a lista de Peregrinações, restando apenas uma das inicialmente previstas. Trata-se da capela de Santa Marinha, na aldeia de Meireles, freguesia de Vilas Boas.
Apesar desta aldeia estar situada a poucos quilómetros de Vila Flor, o acesso a Meireles, por caminhos rurais, é complicado, para não dizer impossível. Todas as vezes que tentei fazer Vila Flor-Meireles ou Meireles-Vila Flor, quer a pé, quer de bicicleta, nunca o consegui. Não conheço nada a que se possa chamar um caminho que faça a ligação da estrada N214 (Samões - Trindade) a Meireles. Por várias vezes foram feitas provas de todo-terreno que abriram alguns trilhos, mas, com o passar do tempo, acabam por ser cobertos pela vegetação espontânea. Não seria preciso muito para abrir uma ligação, faltando abrir talvez menos de dois quilómetros.
Com tanta facilidade, até pode parecer que seria um curto passeio até Meireles, mas, para o melhor e para o pior, o nevoeiro decidiu marcar presença, proporcionando boas fotografias e alguma dificuldade em encontrar Meireles, não muito longe, mas escondida no nevoeiro. O elemento mais emocionante foi mesmo o nevoeiro, porque a falta de chuva faz com que os campos tenham um aspeto bastante triste.
O percurso tinha alguns desvios para o tornar mais longo e acabou por proporcionar bonitas paisagens, vistas de locais com alguma altitude.
À saída de Vila Flor já havia algum nevoeiro. Não cobria toda a vila, aproximando-se timidamente vindo do Nabo. É uma paisagem bastante habitual, com o nevoeiro a chegar às Portas da Vila, às vezes cobrindo metade dela, mas não conseguindo fazer frente a outras correntes que sopram do Barracão.
Subimos às Capelinhas, e depois ao miradouro. Embora Vila Flor seja sempre bonita quando vista daqui, pela manhã, a luz entra pelas Portas do Sol e é ainda mais esplendorosa. O nevoeiro não a deixava romper, mas, mesmo assim o cenário era digno de admiração.
Pela crista da montanha chega-se ao marco geodésico do Facho, bem no alto da Quinta das Escarbas. Depois, o caminho chega ao fim. Há alguns anos atrás o Clube de Ciclismo de Vila Flor abriu um trilho para por ali passar a Rota da Liberdade e tenho-o utilizado desde então. Não é fácil segui-lo porque as silvas estão a tomar conta dele, mas é de grande ajuda. Passámos depois pelo lugar onde existia o aterro, entretanto selado. A cenário é sempre muito triste. Como não têm acesso ao aterro, despejam o lixo em qualquer parte da serra.
Atingimos a estrada e seguimo-la durante algum tempo. O nevoeiro espreitava, vindo do Cachão, cobrindo Meireles. Deixámos a estrada por algum tempo para subirmos ao Cabeço dos Gaviões, perto da Fonte de Seixas. Não podíamos escolher melhor miradouro! A visão encheu-nos a alma. Quando pensei nesta série de caminhas/peregrinações não pensei sentir tantas emoções a percorrer os caminhos, que até já conhecia.
Já perto do cruzamento para Vale Frechoso deixámos a estrada em direção à Fraga Amarela. Mais uma vez o cenário ficou admirável.
Quando nos aproximámos do local onde precisamente termina o caminho, entrámos no nevoeiro. Eu aprecio o nevoeiro, em termos fotográficos, mas deixou-nos completamente "às aranhas". Neste caso, havia a topografia do terreno que não deixava dúvidas - para chegar a Meireles seria necessário descer. O local onde nos deslocávamos ardeu no verão passado. A vegetação não causava problemas, mas havia muitas rochas, quartzíticas afiadas que descemos com todo o cuidado. Orientámo-nos pelo canal de uma ribeira temporária que estava completamente seca. Passámos num local, penso que se chama Feteira, com enormes sobreiros, que no meio do nevoeiro pareciam monstros gigantescos.
Quando chegámos a terreno mais seguro, o nevoeiro não se via, estava por cima. Encontrámos alguns aldeãos que ficam muito surpreendidos quando nos viram sair do nevoeiro. Encontrámos a Ribeira de Meireles, já minha conhecida de outras viagens que fiz a Meireles.
Eram quase duas da tarde e ainda não tínhamos chegado a Meireles! Não foi pela distância, nem pelas dificuldades do percurso, foi sim pela beleza das paisagens. Por várias vezes subimos ao alto das fragas e ficámos durante muitos minutos a admirar a distância. Que bom é poder saborear estes momentos...
Entrámos em Meireles pelo fundo do povo, exatamente onde se encontra a capela.
A construção é simples, caiada de branco, possivelmente da segunda metade do Séc. XIX. O estilo é barroco. Em granito apenas a torre sineira, central, muito simples, com dois pináculos e uma cruz em trevo. Não foi possível entrar na capela. Ainda andámos quase meia hora pela aldeia e não encontrámos um único habitante! A fotografia que mostro foi tirada em 2008 e mostra como o interior é simples mas muito luminoso e bonito. Na falta de altar, a cruz de Cristo está em lugar de destaque. Tenho dificuldade em identificar a imagem de Santa Marinha, sem os seus elementos característicos. A história da vida desta santa é fantástica, embora seja difícil saber até onde vai a verdade e onde começa a lenda. Ainda há poucos dias que fotografei uma pintura de Santa Marinha, ao lado das suas oito irmãs, na bonita igreja de Lavandeira, concelho de Carrazeda de Ansiães.
Caminhámos pela aldeia para nos aproximarmos da estrada, onde nos foram buscar de carro. A fome, o cansaço e o adiantado da hora, não permitiram olhar a aldeia como ela merece. Terei que voltar a Meireles.
Apesar desta aldeia estar situada a poucos quilómetros de Vila Flor, o acesso a Meireles, por caminhos rurais, é complicado, para não dizer impossível. Todas as vezes que tentei fazer Vila Flor-Meireles ou Meireles-Vila Flor, quer a pé, quer de bicicleta, nunca o consegui. Não conheço nada a que se possa chamar um caminho que faça a ligação da estrada N214 (Samões - Trindade) a Meireles. Por várias vezes foram feitas provas de todo-terreno que abriram alguns trilhos, mas, com o passar do tempo, acabam por ser cobertos pela vegetação espontânea. Não seria preciso muito para abrir uma ligação, faltando abrir talvez menos de dois quilómetros.
Com tanta facilidade, até pode parecer que seria um curto passeio até Meireles, mas, para o melhor e para o pior, o nevoeiro decidiu marcar presença, proporcionando boas fotografias e alguma dificuldade em encontrar Meireles, não muito longe, mas escondida no nevoeiro. O elemento mais emocionante foi mesmo o nevoeiro, porque a falta de chuva faz com que os campos tenham um aspeto bastante triste.
O percurso tinha alguns desvios para o tornar mais longo e acabou por proporcionar bonitas paisagens, vistas de locais com alguma altitude.
À saída de Vila Flor já havia algum nevoeiro. Não cobria toda a vila, aproximando-se timidamente vindo do Nabo. É uma paisagem bastante habitual, com o nevoeiro a chegar às Portas da Vila, às vezes cobrindo metade dela, mas não conseguindo fazer frente a outras correntes que sopram do Barracão.
Subimos às Capelinhas, e depois ao miradouro. Embora Vila Flor seja sempre bonita quando vista daqui, pela manhã, a luz entra pelas Portas do Sol e é ainda mais esplendorosa. O nevoeiro não a deixava romper, mas, mesmo assim o cenário era digno de admiração.
Pela crista da montanha chega-se ao marco geodésico do Facho, bem no alto da Quinta das Escarbas. Depois, o caminho chega ao fim. Há alguns anos atrás o Clube de Ciclismo de Vila Flor abriu um trilho para por ali passar a Rota da Liberdade e tenho-o utilizado desde então. Não é fácil segui-lo porque as silvas estão a tomar conta dele, mas é de grande ajuda. Passámos depois pelo lugar onde existia o aterro, entretanto selado. A cenário é sempre muito triste. Como não têm acesso ao aterro, despejam o lixo em qualquer parte da serra.
Atingimos a estrada e seguimo-la durante algum tempo. O nevoeiro espreitava, vindo do Cachão, cobrindo Meireles. Deixámos a estrada por algum tempo para subirmos ao Cabeço dos Gaviões, perto da Fonte de Seixas. Não podíamos escolher melhor miradouro! A visão encheu-nos a alma. Quando pensei nesta série de caminhas/peregrinações não pensei sentir tantas emoções a percorrer os caminhos, que até já conhecia.
Já perto do cruzamento para Vale Frechoso deixámos a estrada em direção à Fraga Amarela. Mais uma vez o cenário ficou admirável.
Quando nos aproximámos do local onde precisamente termina o caminho, entrámos no nevoeiro. Eu aprecio o nevoeiro, em termos fotográficos, mas deixou-nos completamente "às aranhas". Neste caso, havia a topografia do terreno que não deixava dúvidas - para chegar a Meireles seria necessário descer. O local onde nos deslocávamos ardeu no verão passado. A vegetação não causava problemas, mas havia muitas rochas, quartzíticas afiadas que descemos com todo o cuidado. Orientámo-nos pelo canal de uma ribeira temporária que estava completamente seca. Passámos num local, penso que se chama Feteira, com enormes sobreiros, que no meio do nevoeiro pareciam monstros gigantescos.
Quando chegámos a terreno mais seguro, o nevoeiro não se via, estava por cima. Encontrámos alguns aldeãos que ficam muito surpreendidos quando nos viram sair do nevoeiro. Encontrámos a Ribeira de Meireles, já minha conhecida de outras viagens que fiz a Meireles.
Eram quase duas da tarde e ainda não tínhamos chegado a Meireles! Não foi pela distância, nem pelas dificuldades do percurso, foi sim pela beleza das paisagens. Por várias vezes subimos ao alto das fragas e ficámos durante muitos minutos a admirar a distância. Que bom é poder saborear estes momentos...
Entrámos em Meireles pelo fundo do povo, exatamente onde se encontra a capela.
A construção é simples, caiada de branco, possivelmente da segunda metade do Séc. XIX. O estilo é barroco. Em granito apenas a torre sineira, central, muito simples, com dois pináculos e uma cruz em trevo. Não foi possível entrar na capela. Ainda andámos quase meia hora pela aldeia e não encontrámos um único habitante! A fotografia que mostro foi tirada em 2008 e mostra como o interior é simples mas muito luminoso e bonito. Na falta de altar, a cruz de Cristo está em lugar de destaque. Tenho dificuldade em identificar a imagem de Santa Marinha, sem os seus elementos característicos. A história da vida desta santa é fantástica, embora seja difícil saber até onde vai a verdade e onde começa a lenda. Ainda há poucos dias que fotografei uma pintura de Santa Marinha, ao lado das suas oito irmãs, na bonita igreja de Lavandeira, concelho de Carrazeda de Ansiães.
Caminhámos pela aldeia para nos aproximarmos da estrada, onde nos foram buscar de carro. A fome, o cansaço e o adiantado da hora, não permitiram olhar a aldeia como ela merece. Terei que voltar a Meireles.
19 março 2012
Peregrinações - Capela de Nossa Senhora do Rosário (Lodões)
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| Pelourinho de Vila Flor |
Como quase sempre aproveitei a luz da manhã para fazer algumas fotografias em Vila Flor. Não é só o facto de a luz ser diferente e mais favorável, mas também porque há pouco movimento e a tranquilidade é inspiradora.
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| Caminho cortado pelo IC5 |
Seguimos pela estrada até à Valonquinta, antiga Quinta de S. Gonçalo. Logo a seguir à quinta havia uma caminho vicinal que utilizei em tempos, mas o IC5 cortou-o e não ficou nenhuma alternativa.
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| Ponte sobre a Ribeira de Roios |
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| Lodões, no vale da Vilariça |
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| Cabeço de Santa Cruz |
Foi um excelente momento para saborear uma peça de fruta e apreciar a paisagem em redor, antes de descermos ao vale e atravessarmos a ribeira da Laça.
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| Caminho próximo de Lodões |
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| Capela de Nossa Senhora do Rosário |
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| Fonte Romana, em Lodões |
Não foi possível entrar na capela. Estava em obras e afirmaram-nos que não havia nada no interior, por isso não nos esforçámos em encontrar a chave. Haverá que voltar mais tarde, quando as obras tiverem terminado.
A caminhada terminou junto à igreja matriz, mais propriamente na fonte Romana. Este é um dos monumentos mais interessantes da aldeia. Tem gravada a data de 1680 e está num espaço agradável, mas só quando as glicínias estiverem com folhas e flores.
A caminhada não foi muito longa, ultrapassando pouco os 9 quilómetros, mas o tempo impecável fez com que todo o percurso fosse feito com muita calma apreciando a paisagem que nesta zona do concelho proporciona vistas fantásticas do vale da Vilariça.
18 março 2012
Foste-te gabar garoto
Foste- te gabar garoto
Que me tinhas dado um cravo
Nem foi cravo nem foi rosa
Foi um lençinho bordado
Numa ponta tinha a lua
Noutra o sol arraiado
No meio tinha o letreiro
Dos nossos tempos passados
Os nossos tempos passados
Ninguém os há-de saber
Temos a fonte romana
Que ainda se pode ver
As ruas de Vila Flor
A praça é um coração
Temos a Rua do Saco
E a de S. Sebastião
Ó Vila Flor ó vila
Das províncias és capital
És a vila mais bonita
Deste nosso Portugal
Canção cantada e dançada pelo Rancho de Vila Flor.
Que me tinhas dado um cravo
Nem foi cravo nem foi rosa
Foi um lençinho bordado
Numa ponta tinha a lua
Noutra o sol arraiado
No meio tinha o letreiro
Dos nossos tempos passados
Os nossos tempos passados
Ninguém os há-de saber
Temos a fonte romana
Que ainda se pode ver
As ruas de Vila Flor
A praça é um coração
Temos a Rua do Saco
E a de S. Sebastião
Ó Vila Flor ó vila
Das províncias és capital
És a vila mais bonita
Deste nosso Portugal
Canção cantada e dançada pelo Rancho de Vila Flor.
17 março 2012
Pelourinho de Freixiel
Trata-se de um pelourinho manuelino erguido sobre um soco quadrado de quatro degraus que compensam o desnível do terreno.
A coluna, de base quadrangular com os cantos chanfrados, tem, junto à base, uma argola esculpida. O fuste, de 6,42 m de altura, é hexagonal e tem no seu topo as arestas decoradas com florões, de modo a transformar o hexágono em quadrado.
O capitel, paralelepipédico com os cantos chanfrados, tem as faces parcialmente côncavas, decoradas com florões e outros motivos.
O remate é igualmente paralelepipédico, e ostenta numa face as armas nacionais e nas outras símbolos heráldicos, hoje pouco perceptíveis; é encimado por uma pequena pirâmide.
A coluna, de base quadrangular com os cantos chanfrados, tem, junto à base, uma argola esculpida. O fuste, de 6,42 m de altura, é hexagonal e tem no seu topo as arestas decoradas com florões, de modo a transformar o hexágono em quadrado.
O capitel, paralelepipédico com os cantos chanfrados, tem as faces parcialmente côncavas, decoradas com florões e outros motivos.
O remate é igualmente paralelepipédico, e ostenta numa face as armas nacionais e nas outras símbolos heráldicos, hoje pouco perceptíveis; é encimado por uma pequena pirâmide.
16 março 2012
A Casa
A casa é longe, só a angústia é perto.
E não se avista a hora de chegar!
E, de sobra, sabemos que um deserto
É feito de areias e luar.
São as areias o meu peito aberto.
E a lua a distância tutelar,
Onde a casa é um palor incerto
Tornado a própria acção de procurar.
E vamos de jornada. Só partidas
Espargem sal e fogo em nossas feridas
A florirem rosas, onde a onde...
O trem sempre em adeus. E, da janela,
A casa, longe, cada vez mais bela
Quando ao aceno já ninguém responde!
Soneto de João de Sá, do livro "Vila à Flor dos Montes", 2008.
Fotografia: Praça da República, Vila Flor.
E não se avista a hora de chegar!
E, de sobra, sabemos que um deserto
É feito de areias e luar.
São as areias o meu peito aberto.
E a lua a distância tutelar,
Onde a casa é um palor incerto
Tornado a própria acção de procurar.
E vamos de jornada. Só partidas
Espargem sal e fogo em nossas feridas
A florirem rosas, onde a onde...
O trem sempre em adeus. E, da janela,
A casa, longe, cada vez mais bela
Quando ao aceno já ninguém responde!
Soneto de João de Sá, do livro "Vila à Flor dos Montes", 2008.
Fotografia: Praça da República, Vila Flor.
15 março 2012
Caminho, em Roios
Este é um caminho existente em Roios, interessante para caminhadas ou para BTT. Vai desde a aldeia até à Quinta do Galego, passando por Jomais, junto ao marco geodésico do Maragôto. No percurso descendente a entrada no caminho é junto à Fonte do Seixa.
14 março 2012
Assares (03)
Aspeto do Vale da Vilariça junto de Assares. A aldeia acabou por ficar no meio de duas estradas: a N103/E802 e a recente IP2 que é visível na fotografia.
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