19 outubro 2012
João de Sá - Um ano de Saudade
Arpa eólia
Se queres ouvir o tempo anda comigo,
A sua voz de hera feita idade,
Até à Fonte, está seco o pascigo
Que o vento arqueia e parte por metade.
Queiramos, sob a cúpula romana,
Da Úmbria antiga projecção sem génio,
Saber que a água é de nós que emana,
Desta vagabundagem sem remédio...
Depois, já sob o Arco desse Rei
Troveiro de canções de riso e pranto;
Apuremos o ouvido, a velha grei
É harpa eólia a repartir o canto...
E nada se resuma ao que entardece.
Cada olhar tenha o longe que merece!
Poema do Dr. João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
16 outubro 2012
Freguesia Mistério n.º64
O Desafio Freguesia Mistério n.º63 decorreu durante o mês de Setembro. Não era fácil identificar o altar de uma capela, que ainda por cima, poucas vezes é aberta durante o ano. Mas, pelo menos agora, muita mais gente conhece o seu interior.
Foram poucos os participantes, 4 no total! As respostas foram:
Lodões (2) 50%
Roios (1) 25%
Vale Frechoso (1) 25%
O altar é da capela de S. Círiaco, no Mourão. Esta pequena aldeia tem um conjunto de 3 capelas, todas bastantes interessantes para além da igreja matriz, em que ainda não tive o prazer de entrar. A capela de S. Círico fica no largo com o mesmo nome, também conhecido como Largo da Praça, um dos pontos privilegiados da aldeia. Além do largo propriamente dito e da capela, há nas imediações uma fonte, que corre abundantemente, um tanque, a paragem dos autocarros, um cruzeiro em granito e um nicho do padroeiro da aldeia, S. João Batista.
A melhor altura para ver este espaço com vida e visitar a capela é no dia 23 de Junho, dia dos festejos de S. João, caracterizados no Mourão pela queima do vareiro, tradição já reportada neste blogue há alguns anos atrás.
Como se pode ver pela fotografia o interior da capela está muito cuidado, com o altar em talha restaurado. No exterior o elemento mais bonito é o pequeno campanário em granito, central, sem qualquer sineta.
O desafio para Outubro é uma fonte. Uma fonte de mergulho de descobri muito recentemente, porque nunca tinha encontrado nenhuma referência à sua existência. Encontrei-a por acaso, em estado muito pouco apresentável, razão pela qual a fotografia também não está muito bem enquadrada. Ainda faltam alguns dias para terminar o desafio, depois será revelado o mistério.
Em que freguesia do concelho de Vila Flor podemos encontrar esta fonte?
Os palpites ainda podem ser dados na margem direita do Blogue.
Lodões (2) 50%
Roios (1) 25%
Vale Frechoso (1) 25%
O altar é da capela de S. Círiaco, no Mourão. Esta pequena aldeia tem um conjunto de 3 capelas, todas bastantes interessantes para além da igreja matriz, em que ainda não tive o prazer de entrar. A capela de S. Círico fica no largo com o mesmo nome, também conhecido como Largo da Praça, um dos pontos privilegiados da aldeia. Além do largo propriamente dito e da capela, há nas imediações uma fonte, que corre abundantemente, um tanque, a paragem dos autocarros, um cruzeiro em granito e um nicho do padroeiro da aldeia, S. João Batista.
A melhor altura para ver este espaço com vida e visitar a capela é no dia 23 de Junho, dia dos festejos de S. João, caracterizados no Mourão pela queima do vareiro, tradição já reportada neste blogue há alguns anos atrás.
Como se pode ver pela fotografia o interior da capela está muito cuidado, com o altar em talha restaurado. No exterior o elemento mais bonito é o pequeno campanário em granito, central, sem qualquer sineta.
O desafio para Outubro é uma fonte. Uma fonte de mergulho de descobri muito recentemente, porque nunca tinha encontrado nenhuma referência à sua existência. Encontrei-a por acaso, em estado muito pouco apresentável, razão pela qual a fotografia também não está muito bem enquadrada. Ainda faltam alguns dias para terminar o desafio, depois será revelado o mistério.
Em que freguesia do concelho de Vila Flor podemos encontrar esta fonte?
Os palpites ainda podem ser dados na margem direita do Blogue.
13 outubro 2012
Pilão - Candoso

No dia 22 de setembro a caminhada foi a Candoso, ao marco geodésico do Pilão. Já anteriormente estranhei a designação de Pilão, em vez de Pelão, tal como dizem as pessoas de Freixiel em relação ao vale. A verdade é que em todos os documentos e mapas o marco geodésico aparece com a grafia Pilão, não podendo tratar-se de um simples lapso.
Havia a possibilidade de escolher o caminho mais curto, seguramente o mais rápido, mas a vontade de voltar às Olgas e ao ribeiro do Vimieiro, que alimenta a Ribeira da Redonda, foi mais forte. É uma zona baixa entre Samões e Freixiel de onde partem alguns caminhos rurais que levam a Candoso. Já percorri esses caminhos por várias vezes, a pé e em bicicleta.
A caminhada começou cedo, porque o tempo nunca sobra. O percurso é muito conhecido começando em Vila Flor, seguindo até à zona industrial e daqui a Samões.
O dia estava cheio de sol, mas fresco, isso ajudou a caminhada porque há uma subida acentuada desde o ribeiro do Vimieiro até perto de Valtorno.
Apesar de ter chovido pouco os lameiros dos terrenos mais baixos já apresentavam erva fresca, mas água no ribeiro, nem vê-la.
Já quase no final da subida aproveitámos para visitar um pomar de macieiras. Candoso, na zona mais alta da concelho, tem solos de origem granítica. Não são tão bons para a vinha, mas são melhores para outras culturas como a batata e a produção de fruta, principalmente maçã. Na aldeia já há uma produção assinalável destes frutos.
A passagem pela aldeia de Candoso foi rápida. O nosso objetivo situava-se um pouco mais longe na crista do vale Covo, com uma excelente vista para até à serra do Vieiro e até mais além.
Nas imediações do marco geodésico há algumas formações rochosas dignas de uma nota. Uma delas é uma rocha gigantesca, ligeiramente tombada que forma uma cabana natural onde se podem abrigar várias pessoas. Também os animais procuram aqui abrigo e as andorinhas fazem os seus ninhos no teto da cabana. Não muito distante há outras cavidades naturais, algumas também com alguma dimensão e que podem servir de abrigo a pessoas e animais. Também sobre as fragas há cavidades escavadas, formando curiosas marmitas.
Depois de saltitar de pedra em pedra, espreitar algumas cavernas e tentar escalar algumas rochas mais inacessíveis, chega-se ao ponto mais alto, o marco geodésico do Pilão. Na margem oposta do vale hé outro marco geodésico, perto de Mogo de Malta, chama-se Pedrianes e está a 785 metros de altitude.
A paisagem é de cortar a respiração. São 360º para admirar e o dia estava propício com um céu azul e muita luz.
Numa das primeiras vezes que estive no local fiz uma fotografia panorâmica que permite apreciar a grandeza da paisagem ao longo do Vale Covo. Tem estado offline durante muito tempo, mas decidi republicá-la. Aproveitámos a beleza da paisagem para descansarmos e para recuperar forças com um pouco de água e uma peça de fruta.
O marco geodésico está a 723 metros de altitude. Trata-se de um marco geodésico de 3.ª ordem que já não integra a rede nacional. Tem a forma mais habitual, constituída por uma estrutura em cimento, bem conservada e visível a grande distância.
O caminho de regresso a casa foi mais rápido e sem muita história para contar. Tivemos que voltar a Candoso porque não há nenhum caminho direto do marco geodésico a Carvalho de Egas. Quando chegámos a esta aldeia já a tarde estava adiantada e iríamos, certamente, chegar bastante tarde para o almoço. A solução foi pedir apoio e foram-nos buscar de automóvel junto do restaurante Os Lázaros. O percurso completo, ida e volta tem mais de 21 km e acabámos por fazer a pé um pouco mais de 15 km. Gastámos muito tempo a apreciar espécies vegetais, a ver rochas ou a apreciar a paisagem, também só assim é que tem piada, caso contrário seria melhor ir até à barragem e andar às voltas, como muita gente faz.
Foi uma boa caminhada para começar uma nova temporada. Há ainda muitos Pontos Altos para visitar e muitos km para percorrer, mas vamos com calma.
08 outubro 2012
Flor do Mês - Setembro de 2012
A borragem (Borago officinalis) é uma planta sobejamente conhecida, que desperta à atenção de quem por ela passe, quer pelo belo colorido das suas flores, quer pela quantidade de pelos que existem nas suas folhas. As flores são grandes, pediceladas, pendentes, azuis com escamas brancas e anteras violáceo-escuras. A floração ocorre de Janeiro a Outubro.
É frequente na proximidade das hortas, nos caminhos, nas encostas onde foram despejados restos de limpeza de quintais e entulho, sendo uma planta de crescimento fácil mesmo em terrenos pouco propícios.
É uma planta tipicamente mediterrânica mas as suas qualidades como planta medicinal fizeram com que se espalhasse pelo mundo.
As suas qualidades já eram conhecidas alguns séculos antes de Cristo, sendo muito utilizada pelos romanos. Era apreciada por fazer bem ao corpo, mas também ao espírito, espantando a melancolia e tornando as pessoas mais felizes.
Durante a idade média foi usada na alimentação e é possível que em Trás-os-Montes alguns ainda a conheçam como planta comestível, apesar do aspeto pouco atrativo das suas folhas. À exceção das raízes, toda a planta é utilizada tendo propriedades emolientes, sudoríferas e diuréticas, úteis no tratamento de sintomas relacionados com gripe, bronquite, infeções das vias urinárias, herpes e sarampo, entre outros. É usado o óleo, extraído das sementes e das folhas faz-se chá.
Ultimamente foram descobertas algumas propriedades que aconselham algum cuidado na utilização intensiva da borragem como planta medicinal, principalmente por grávidas.
As fotografias foram tiradas em Candoso, durante o mês de Setembro, mas a borragem é muito abundante nas hortas em redor das aldeias das do concelho.
Outras flores do mês
É frequente na proximidade das hortas, nos caminhos, nas encostas onde foram despejados restos de limpeza de quintais e entulho, sendo uma planta de crescimento fácil mesmo em terrenos pouco propícios.
É uma planta tipicamente mediterrânica mas as suas qualidades como planta medicinal fizeram com que se espalhasse pelo mundo.
As suas qualidades já eram conhecidas alguns séculos antes de Cristo, sendo muito utilizada pelos romanos. Era apreciada por fazer bem ao corpo, mas também ao espírito, espantando a melancolia e tornando as pessoas mais felizes.
Durante a idade média foi usada na alimentação e é possível que em Trás-os-Montes alguns ainda a conheçam como planta comestível, apesar do aspeto pouco atrativo das suas folhas. À exceção das raízes, toda a planta é utilizada tendo propriedades emolientes, sudoríferas e diuréticas, úteis no tratamento de sintomas relacionados com gripe, bronquite, infeções das vias urinárias, herpes e sarampo, entre outros. É usado o óleo, extraído das sementes e das folhas faz-se chá.
Ultimamente foram descobertas algumas propriedades que aconselham algum cuidado na utilização intensiva da borragem como planta medicinal, principalmente por grávidas.
As fotografias foram tiradas em Candoso, durante o mês de Setembro, mas a borragem é muito abundante nas hortas em redor das aldeias das do concelho.
Outras flores do mês
- Setembro de 2009 Cebola-albarrã (Urginea maritima L.)
- Setembro de 2008 Merendeiras (Colchicum montanum)
07 outubro 2012
Freguesia Mistério 63
A Freguesia Mistério do mês de Agosto foi uma das mais "difíceis" de sempre! Tratava-se de saber em que freguesia se encontrava determinada sinalética. Não teria escolhido a fotografia se não encontrasse nela algo invulgar, muito pouco frequente em Trás-os-Montes, onde todos os visitantes se queixam com falta de informação. Também não seria de admirar se as placas sinalizadoras estivessem em Vila Flor, invadida por obras de arte semelhantes trazidas pelas novas vias de acesso. O curioso da situação é que as placas se encontram numa aldeia, que, penso eu, terá muito pouco trânsito e onde os visitantes e residentes têm muito poucas hipóteses de se perderem.
Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode pode ser encontrada sinalética? Vejamos as respostas, 17 no total.
Benlhevai (2) 12%
Carvalho de Egas (1) 6%
Lodões (1) 6%
Samões (1) 6%
Santa Comba de Vilariça (2) 12%
Trindade (1) 6%
Vale Frechoso (2) 12%
Vila Flor (5) 29%
Vilas Boas (2) 12%
Como vemos Vila Flor recebem 29% dos palpites, mas não se trata da resposta certa. A sinalética apresentada nas fotografias está na aldeia de Vale Frechoso, bem perto da igreja Matriz.
A avenida da Igreja é também a estrada Municipal 603 que faz a ligação a Santa Comba da Vilariça. A rua que parte em direção ao centro da aldeia não sei se também é a Francisco António Pereira.
Esta preocupação em sinalizar todos os espaços públicos da aldeia, até com algum exagero, é também notória nos números das casas, havendo portas com várias placas com o mesmo número.
A existência do Ecoponto e de várias placas para o não vazamento de lixo é um aspeto bastante positivo, é pena é que a fossa dos esgotos contamine com frequência as águas da ribeira (problema comum a muitas freguesias do concelho).
O desafio do mês de Setembro voltou-se (de novo) para o sagrado. É o interior de uma capela onde estive muito poucas vezes. Numa das aldeias mais distantes da sede de concelho.
Em que freguesia podemos encontrar a capela com este altar?
As respostas já foram dadas, em breve voltaremos ao assunto.
Já está no "ar" o desafio para Outubro. Trata-se de uma fonte de mergulho muito pouco conhecida da maioria das pessoas, até dos habitantes da própria aldeia. Onde se situa? Os palpites podem ser deixados na margem direita do blogue na Freguesia Mistério nº64.
Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode pode ser encontrada sinalética? Vejamos as respostas, 17 no total.
Benlhevai (2) 12%
Carvalho de Egas (1) 6%
Lodões (1) 6%
Samões (1) 6%
Santa Comba de Vilariça (2) 12%
Trindade (1) 6%
Vale Frechoso (2) 12%
Vila Flor (5) 29%
Vilas Boas (2) 12%
Como vemos Vila Flor recebem 29% dos palpites, mas não se trata da resposta certa. A sinalética apresentada nas fotografias está na aldeia de Vale Frechoso, bem perto da igreja Matriz.
A avenida da Igreja é também a estrada Municipal 603 que faz a ligação a Santa Comba da Vilariça. A rua que parte em direção ao centro da aldeia não sei se também é a Francisco António Pereira.
Esta preocupação em sinalizar todos os espaços públicos da aldeia, até com algum exagero, é também notória nos números das casas, havendo portas com várias placas com o mesmo número.
A existência do Ecoponto e de várias placas para o não vazamento de lixo é um aspeto bastante positivo, é pena é que a fossa dos esgotos contamine com frequência as águas da ribeira (problema comum a muitas freguesias do concelho).O desafio do mês de Setembro voltou-se (de novo) para o sagrado. É o interior de uma capela onde estive muito poucas vezes. Numa das aldeias mais distantes da sede de concelho.
Em que freguesia podemos encontrar a capela com este altar?
As respostas já foram dadas, em breve voltaremos ao assunto.
Já está no "ar" o desafio para Outubro. Trata-se de uma fonte de mergulho muito pouco conhecida da maioria das pessoas, até dos habitantes da própria aldeia. Onde se situa? Os palpites podem ser deixados na margem direita do blogue na Freguesia Mistério nº64.
03 outubro 2012
Rancho de Vila Flor
REFRÃO
Rancho da vila, somos airosas,
Somos rainhas, não há igual,
Somos mais jovem e mais formosas,
Somos rainhas de Portugal.
I
Quando nossas bocas cantam
Nossas tão lindas canções
Há rouxinóis nas gargantas
Guitarras nos corações
REFRÃO
II
Ó Vila For ó vila
Dás de beber a quem passa
Tens a fonte no caminho
E o chafariz na praça
REFRÃO
III
Ó Vila Flor ó vila
Rodeada de olivais
No cimo tens varandinhas
Onde padecem meus ais
REFRÃO
IV
Vila Flor és um encanto
Onde meus olhos abri
E mal na serra os pregai
Logo uma graça colhi
REFRÃO
V
Ó Vila Flor ó vila
Província de Trás-os-Montes
No dia que te não vejo
Meus olhos são duas fontes
REFRÃO
VI
Adeus adeus Vila Flor
As costas te eu vou virando
Minha boca se vai rindo
Meu coração vai chorando
REFRÃO
A canção é do Rancho de Vila Flor.
Rancho da vila, somos airosas,
Somos rainhas, não há igual,
Somos mais jovem e mais formosas,
Somos rainhas de Portugal.
I
Quando nossas bocas cantam
Nossas tão lindas canções
Há rouxinóis nas gargantas
Guitarras nos corações
REFRÃO
II
Ó Vila For ó vila
Dás de beber a quem passa
Tens a fonte no caminho
E o chafariz na praça
REFRÃO
III
Ó Vila Flor ó vila
Rodeada de olivais
No cimo tens varandinhas
Onde padecem meus ais
REFRÃO
IV
Vila Flor és um encanto
Onde meus olhos abri
E mal na serra os pregai
Logo uma graça colhi
REFRÃO
V
Ó Vila Flor ó vila
Província de Trás-os-Montes
No dia que te não vejo
Meus olhos são duas fontes
REFRÃO
VI
Adeus adeus Vila Flor
As costas te eu vou virando
Minha boca se vai rindo
Meu coração vai chorando
REFRÃO
A canção é do Rancho de Vila Flor.
29 setembro 2012
Vinhas
Uma das zonas do concelho onde existe bastante vinha e onde se produzem vinhos com muita qualidade. É também o único lugar do concelho onde já participei na vindima. É no termo de Seixo de Manhoses junto ao Gavião. Ao longe avista-se Vila Flor
28 setembro 2012
e de repente é noite (XXX)
![]() |
| Latada com belos cachos de uvas (Vila Flor) |
O tempo torna-se a montanha
suspensa sobre o vale.
A toada das vides oculta-se
na imobilidade dos bagos maduros.
Já não se ouve o tropel de Agosto
ao longo da púrpura dos ermos.
O ar sabe às húmidas meditações
das naves sem vitrais.
Um tear oculto urde cintilações
em torno do rapaz.
Torna-se fogo
tudo o que nele é corpo.
E os pássaros renascem nos seus olhos.
![]() |
| Cabeço de São Pedro, também conhecido como Cabeço de Santa Cruz (Lodões) |
26 setembro 2012
Freguesia Mistério n.º62
A votação na Freguesia Mistério n.º61 decorreu durante o mês de julho. Com as férias a espreitar e com o calor a convidar a sair de casa, a participação foi pouca (e pouco certeira). O enigma estava representado por um relógio de sol. Não existem muitos no concelho e os poucos que há nem sempre estão bem localizados e presados. Lembro-me que quando comecei a percorrer o concelho existia um relógio de sol no jardim de Santa Luzia, em Vila Flor. Hoje ninguém sabe do seu paradeiro.
Os palpites sobre a localização deste relógio de sol ficaram distribuídas da seguinte forma:
Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode pode ser encontrado este relógio de sol?
Benlhevai (1) 20%
Freixiel (1) 20%
Roios (1) 20%
Seixos de Manhoses (2) 40%
Como se pode ver apenas 5 pessoas arriscaram um palpite, duas referindo Seixo de Manhoses. O relógio de sol está numa casa de Vale Frechoso, na Avenida da Igreja, entre a Rua da Fonte e a Rua da Portela. Nas últimas vezes que passei por lá verifiquei com tristeza que colocaram uma antena parabólica à frente do bonito relógio. Estou em crer que haveria mais alguns metros de parede para além das posição do relógio, mas deve ter faltado sensibilidade a quem instalou a antena.
O Desafio para o mês de agosto consistiu na localização de num completo conjunto de placas indicadoras. Isso não seria razão para ser desafio se não fosse algo pouco "normal" de encontrar pelo concelho. Em breve será revelado o segredo.
Os palpites sobre a localização deste relógio de sol ficaram distribuídas da seguinte forma:
Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode pode ser encontrado este relógio de sol?
Benlhevai (1) 20%
Freixiel (1) 20%
Roios (1) 20%
Seixos de Manhoses (2) 40%
Como se pode ver apenas 5 pessoas arriscaram um palpite, duas referindo Seixo de Manhoses. O relógio de sol está numa casa de Vale Frechoso, na Avenida da Igreja, entre a Rua da Fonte e a Rua da Portela. Nas últimas vezes que passei por lá verifiquei com tristeza que colocaram uma antena parabólica à frente do bonito relógio. Estou em crer que haveria mais alguns metros de parede para além das posição do relógio, mas deve ter faltado sensibilidade a quem instalou a antena.
O Desafio para o mês de agosto consistiu na localização de num completo conjunto de placas indicadoras. Isso não seria razão para ser desafio se não fosse algo pouco "normal" de encontrar pelo concelho. Em breve será revelado o segredo.
22 setembro 2012
Flor do Mês - Agosto de 2012
O mês do calor já terminou e este ano foi anormalmente seco. A floração das plantas destina-se à propagação da espécie e não à satisfação dos caprichos do bicho humano de forma que muito gostaríamos de campos de flores em pleno agosto, mas as condições do meio não são favoráveis para a quase totalidade das espécies. No entanto, a natureza não para de nos surpreender e sempre aparecem exceções, algumas dignas de referência.
A flor escolhida para representar o mês de agosto de 2012 é conhecida pelo nome de cardo-amarelo, cardol ou espinho-de-cabeça e tem como nome cientifico Carlina hispanica ( não sei se a Carlina corymbosa é a mesma espécie).
Trata-se de uma espécie pertence à família das Asteraceae/Compositae própria de zonas mediterrânicas e que se desenvolve facilmente nas bordas dos caminhos ou em terrenos incultos. Estes cardos crescem facilmente em todos os tipos de solos. O facto de possuírem espinhos talvez não os tornem muito e merecedores da nossa atenção, mas um olhar atento encontraria aspetos muito curiosos nesta planta. A possibilidade de conseguirem florir nos meses de julho e agosto pode estar relacionada com o facto de possuírem um rizoma, como raiz, o que lhes proporciona algumas reservas extra em meses de privação. Este rizoma é grosso e profundo.
As folhas são muito espinhosas, e são uma boa defesa.
As flores reúnem-se numa inflorescência típica das compostas (Asteraceae), das quais conhecemoss muito bem os malmequeres e as margaridas. Olhando com atenção verificamos que existem centenas de pequenas flores no disco central, essas sim as verdadeiras flores. As flores também estão fortemente defendidas por brácteas espinhosas que formam uma estrela.
Em Espanha é conhecido por cardo cuco e cabeça de galinha (não percebi porquê). Não encontrei referências ao uso medicinal desta planta, mas em contrapartida um parente seu, o Eryngium campestre ou cardo corredor tem múltiplas aplicações. Como é uma espécie também frequente no concelho, pode ser que um dia fale nele.
As sementes de cardo são muito apreciadas pelos pintassilgos, mas as flores também são procuradas por muitos insetos de entre os quais as borboletas. Numa altura do ano em que o alimento é escasso, nada pode ser desperdiçado.
Outras flores do mês
A flor escolhida para representar o mês de agosto de 2012 é conhecida pelo nome de cardo-amarelo, cardol ou espinho-de-cabeça e tem como nome cientifico Carlina hispanica ( não sei se a Carlina corymbosa é a mesma espécie).
Trata-se de uma espécie pertence à família das Asteraceae/Compositae própria de zonas mediterrânicas e que se desenvolve facilmente nas bordas dos caminhos ou em terrenos incultos. Estes cardos crescem facilmente em todos os tipos de solos. O facto de possuírem espinhos talvez não os tornem muito e merecedores da nossa atenção, mas um olhar atento encontraria aspetos muito curiosos nesta planta. A possibilidade de conseguirem florir nos meses de julho e agosto pode estar relacionada com o facto de possuírem um rizoma, como raiz, o que lhes proporciona algumas reservas extra em meses de privação. Este rizoma é grosso e profundo.
As folhas são muito espinhosas, e são uma boa defesa.
As flores reúnem-se numa inflorescência típica das compostas (Asteraceae), das quais conhecemoss muito bem os malmequeres e as margaridas. Olhando com atenção verificamos que existem centenas de pequenas flores no disco central, essas sim as verdadeiras flores. As flores também estão fortemente defendidas por brácteas espinhosas que formam uma estrela.
Em Espanha é conhecido por cardo cuco e cabeça de galinha (não percebi porquê). Não encontrei referências ao uso medicinal desta planta, mas em contrapartida um parente seu, o Eryngium campestre ou cardo corredor tem múltiplas aplicações. Como é uma espécie também frequente no concelho, pode ser que um dia fale nele.
As sementes de cardo são muito apreciadas pelos pintassilgos, mas as flores também são procuradas por muitos insetos de entre os quais as borboletas. Numa altura do ano em que o alimento é escasso, nada pode ser desperdiçado.
Outras flores do mês
- Agosto de 2009 Cenoura-brava (Daucus carota L.)
- Agosto de 2008 Fiolho (Foeniculum vulgare Mill)
21 setembro 2012
Rosas - Vilas Boas/Vale Frechoso

Já estive no local várias vezes. Principalmente quando as urzes e a carqueja se encontram em flor é bonito de observar a paisagem envolvente. Não sendo o melhor local para observar a paisagem (desde o Barracão, em Samões) nesta crista entre os 500 e os 600 metros de altitude, permite, sobretudo, apreciar o vale que se estende para norte passando por Mirandela até aos confins da Terra Quente. Já para sul, em direção à Vilariça, os pontos de observação são mais escassos, sendo necessário aproximar-mo-nos mais do vale em Roios, Vale Frechoso ou Benlhevai.
Desta vez o passeio foi feito em BTT, no dia 12 de Agosto. A falta de rodagem na bicicleta levou-me a optar pela estrada, fazendo várias saídas para os caminhos a fim de procurar vistas mais alargadas. Mesmo sem praticar bicicleta há muito tempo, a sensação foi muito boa.
Deixei a bicicleta na estrada e subi ao marco geodésico. São pouco mais de 1000 metros, mas não há caminho e a erva seca a dar pelo joelho não é muito agradável. Para compensar o céu estava azul, a prometer ótimas fotografias.
Este marco geodésico está completamente isolado, sobre um rochedo, o que permite fotografá-lo a toda à toda a volta sem qualquer entrave, só mesmo os fios da rede de condução da eletricidade causam algum desequilíbrio.
A viagem foi tão rápida que decidi ir um pouco mais longe subindo à Penha do Corvo, um bom miradouro que, estranhamente, não tem nenhum marco geodésico (mas o do Alto da Serra está perto).
Na estrada há uma subida um pouco acentuada, com curvas, e antes de se iniciar a descida para Benlhevai há um caminho rural que leva ao ponto mais alto, onde se ultrapassam os 660 metros de altitude. Não foi a primeira vez que estive neste local, mas como tinha tempo disponível dediquei-me à exploração de algumas cavernas que existem nos rochedos virados a norte. Há várias passagens estreitas e covas proporcionando abrigos naturais para quaisquer condições atmosféricas! Fiquei surpreendido. Estou convencido que estes abrigos devem ter sido já utilizados por pastores e caçadores e, quem sabe, por humanos num período mais remoto da vida na terra. Não conheço nada que se pareça com estes abrigos, embora no Faro também existam alguns.
Ao longe avista-se o cabeço da Pedra Luz, com o seu marco geodésico, onde espero ir em breve, mas a vista perde-se até à Serra dos Passos, no concelho de Mirandela, onde a ocupação humana deixou marcas que permitem situá-la alguns milhares de anos antes de Cristo. Estes lugares elevados, com covas, ofereciam uma proteção imprescindível à sobrevivência dos humanos de então.
Este meu interesse espeleológico não me fez esquecer de admirar tudo em redor, incluindo a aldeia de Vale Frechoso, bem visível da crista rochosa virada para a estrada.
Abandonei o local e rumei por um caminho rural até Vale Frechoso. Tratou-se apenas de variar o percurso porque o objetivo do dia estava cumprido. Atravessei a aldeia, à hora de almoço, sem encontrar viva alma! Segui por caminhos até ao local chamado Carvalhinho, onde apanhei novamente a estrada asfaltada (N214) para regressar a casa. O cansaço e a falta de prática começaram a sentir-se e as pernas a fraquejar. Felizmente o percurso era bastante plano e ainda cheguei a casa a horas decentes para o almoço.
Não encontrei referências sobre este marco geodésico nas fontes que normalmente utilizo, o que me leva a pensar que tenha sido retirado da rede já há bastante tempo. Estes cones, mais pequenos, eram geralmente vértices geodésicos de 3.ª categoria e não há muitos semelhantes no concelho. A forma elegante e a sua posição elevada fizeram com que eu escolhe-se uma fotografia do marco geodésico da Rosa para identificação deste tipo de percursos com o nome de Pontos Altos.
Nota - Junto ao marco geodésico da Rosa um toco de esteva queimada furou-me uma bota e espetou-se-me no pé. As botas eram quase novas, mas estes restos de estevas queimadas são como facas, atravessando mesmo os pneus dos tratores!
Durante o resto do mês de Agosto tive que recorrer ao Centro de Saúde, pôr em dia as minhas vacinas contra o tétano e tomar alguns medicamentos. Não nada de grave mais mais um alerta de que o perigo espreita quando e onde menos se espera.
08 setembro 2012
Santa Comba da Vilariça - S. Bernardo
As festas em honra de S. Bernardo, em Santa Comba da Vilariça, tiveram lugar nos dias 17 e 18 de Agosto. Aproveitei o fato de estar em Vila Flor para fazer uma visita à aldeia e acompanhar a procissão.
Santa Comba da Vilariça é uma grande aldeia, que me dá muito prazer fotografar e encontra-se refastela no belo e fértil vale da Vilariça, de horizontes largos e céu azul.
Cheguei a Santa Comba a meio da tarde. O movimento nas ruas era pouco e só a banda de música de Rebordelo alegrava o largo enquanto os poucos ouvintes se refugiavam nas sombras das árvores.
Na igreja já os andores estavam preparados para a majestosa procissão. As pessoas da aldeia em geral e as zeladoras dos altares, em particular, têm muito brio na decoração dos andores., em grande número, mais de uma dúzia! Estavam todos espetaculares, com flores naturais das mais variadas espécies e cores, todos muito harmoniosos com as imagens, que diferem bastante em tamanho umas das outras.
Curiosamente não foi dado qualquer destaque ao andor de S. Bernardo, que se encontrava no meio dos restantes sem nada que o identificasse ( a quem não conhecesse a imagem). Tenho visto nalgumas festas, e aprecio, a colocação de uma pequena placa identificativa das imagens nos altares. Algumas não são uma tarefa fácil para leigos (e mesmo para estudiosos de arte sacra). Não raras vezes as imagens não corresponde ao santo venerado.
O andor de Santa Comba, estava ao fundo da igreja. É de realçar que Santa Comba não é a padroeira da aldeia. A sua imagem até já esteve na sacristia, mas agora está na capela mor, lateralmente, do lado do evangelho, perto do padroeiro S. Pedro. Não sei as origens da festa a S. Bernardo, mas penso que não existe na aldeia nenhuma capela devota a esta santo.
Gostei de ver a imagem de S. Jorge, montado no seu cavalo. Numa das últimas vezes que passei por Santa Comba em bicicleta a sua capela andava em obras. Gostava de um dia lhe fazer uma visita.
Menos familiares para mim, e que necessitei de alguma ajuda para identificar as imagens foram S. Lúcio e S. Judas Tadeu. Além dos andores que já referi havia ainda o de S. Sebastião (com uma capela no Calvário), Menino Jesus, Nossa Senhora do Rosário, Santo António, Nossa Senhora de Fátima, Sagrado Coração de Jesus, Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Claro que o mais importante na religião cristã é a fé e não o tamanho da imagem ou os enfeites do andor, mas foi impossível não notar a beleza dos arranjos.
Vadiei pela aldeia, espreitando alguns recantos. O sol escaldante foi adormecendo e com ele a luz, elemento primordial da fotografia (tal como a fé para a igreja). Temi que quando a procissão saísse já o sol estaria adormecido para os lados de Vale Frechoso.
Notei que as pessoas de Santa Comba têm bastante vaidade nas suas casas. Estão muito arranjadas (salvo raras exceções) e as ruas limpas.
A procissão começou a sair da igreja às 19 horas. Alguém "plantou" um carro no largo em frente à igreja! Falta de estacionamento ou excesso de protagonismo? Coisas destas acontecem em todo lado, então em Vila Flor... nem se fala...
A volta pelas ruas da aldeia é longa e demorada. Quando os primeiros andores chegaram à Rua do Cais já o sol os pintava de dourado no seu último adeus e havia ainda muito caminho para percorrer.
Se devo louvar a o empenho no arranjo e transporte de andores, bandeira e estandartes não posso deixar de referir que muitas pessoas assistem ao "espetáculo" das suas varandas. Não estarei eu a contribuir para essa cultura? É possível. É o fruto dos tempos que atravessamos. Parece-me que há que reformular as práticas religiosas.
Quando a procissão recolhei à igreja matriz abandonei Santa Comba. À noite houve muita animação com o grupo Golpe de Estado, que já se fazia ouvir quando passei pelo largo da Eiras.
Santa Comba da Vilariça é uma grande aldeia, que me dá muito prazer fotografar e encontra-se refastela no belo e fértil vale da Vilariça, de horizontes largos e céu azul.
Cheguei a Santa Comba a meio da tarde. O movimento nas ruas era pouco e só a banda de música de Rebordelo alegrava o largo enquanto os poucos ouvintes se refugiavam nas sombras das árvores.
Na igreja já os andores estavam preparados para a majestosa procissão. As pessoas da aldeia em geral e as zeladoras dos altares, em particular, têm muito brio na decoração dos andores., em grande número, mais de uma dúzia! Estavam todos espetaculares, com flores naturais das mais variadas espécies e cores, todos muito harmoniosos com as imagens, que diferem bastante em tamanho umas das outras.
Curiosamente não foi dado qualquer destaque ao andor de S. Bernardo, que se encontrava no meio dos restantes sem nada que o identificasse ( a quem não conhecesse a imagem). Tenho visto nalgumas festas, e aprecio, a colocação de uma pequena placa identificativa das imagens nos altares. Algumas não são uma tarefa fácil para leigos (e mesmo para estudiosos de arte sacra). Não raras vezes as imagens não corresponde ao santo venerado.
O andor de Santa Comba, estava ao fundo da igreja. É de realçar que Santa Comba não é a padroeira da aldeia. A sua imagem até já esteve na sacristia, mas agora está na capela mor, lateralmente, do lado do evangelho, perto do padroeiro S. Pedro. Não sei as origens da festa a S. Bernardo, mas penso que não existe na aldeia nenhuma capela devota a esta santo.
Gostei de ver a imagem de S. Jorge, montado no seu cavalo. Numa das últimas vezes que passei por Santa Comba em bicicleta a sua capela andava em obras. Gostava de um dia lhe fazer uma visita.
Menos familiares para mim, e que necessitei de alguma ajuda para identificar as imagens foram S. Lúcio e S. Judas Tadeu. Além dos andores que já referi havia ainda o de S. Sebastião (com uma capela no Calvário), Menino Jesus, Nossa Senhora do Rosário, Santo António, Nossa Senhora de Fátima, Sagrado Coração de Jesus, Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Claro que o mais importante na religião cristã é a fé e não o tamanho da imagem ou os enfeites do andor, mas foi impossível não notar a beleza dos arranjos.
Vadiei pela aldeia, espreitando alguns recantos. O sol escaldante foi adormecendo e com ele a luz, elemento primordial da fotografia (tal como a fé para a igreja). Temi que quando a procissão saísse já o sol estaria adormecido para os lados de Vale Frechoso.
Notei que as pessoas de Santa Comba têm bastante vaidade nas suas casas. Estão muito arranjadas (salvo raras exceções) e as ruas limpas.
A procissão começou a sair da igreja às 19 horas. Alguém "plantou" um carro no largo em frente à igreja! Falta de estacionamento ou excesso de protagonismo? Coisas destas acontecem em todo lado, então em Vila Flor... nem se fala...
A volta pelas ruas da aldeia é longa e demorada. Quando os primeiros andores chegaram à Rua do Cais já o sol os pintava de dourado no seu último adeus e havia ainda muito caminho para percorrer.
Se devo louvar a o empenho no arranjo e transporte de andores, bandeira e estandartes não posso deixar de referir que muitas pessoas assistem ao "espetáculo" das suas varandas. Não estarei eu a contribuir para essa cultura? É possível. É o fruto dos tempos que atravessamos. Parece-me que há que reformular as práticas religiosas.
Quando a procissão recolhei à igreja matriz abandonei Santa Comba. À noite houve muita animação com o grupo Golpe de Estado, que já se fazia ouvir quando passei pelo largo da Eiras.
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