09 março 2013

Mostra TerraFlor 2013 (05)

Cogumelos FungiSousa, produzidos em Benlhevai
 Mais um conjunto de fotografias do que poderá encontrar na Mostra TerraFlor 2013, que vais decorrer nos dias 9 e 10 de Março, junto ao edifício da Câmara Municipal.
Artesanato de Adília Teixeira, de Vila Flor

Frutas e legumes de Santa Comba da Vilariça

Artesanato de Collete Lopes.

05 março 2013

Flores de amendoeira

 Belas tonalidades de flores de amendoeira. Embora todas sejam amendoeiras há cambiantes de tamanho, forma e coloração. A beleza é tal que é difícil decidir quais são as mais bonitas.

04 março 2013

Mostra TerraFlor 2013 (04)

 A Mostra TerraFlor 2013 ainda não terminou. No próximo fim de semana voltarão a estar abertas quer as barraquinhas de produtos da terra quer a exposição/venda de artesanato.
Artesanato de Maria Albertina - Santa Comba da Vilariça
 O artesanato é muito variado e com utilização de técnicas e recursos bastante diferentes, a preços de saldo, porque o dinheiro não abunda. Uma das vantagens do artesanato é que todas as peças são únicas.
Relógios, grafonolas e outros objetos antigos - José Pires
Notou-se alguma variação entre o 1.º fim de semana e o 2.º, que agora terminou, ao nível das pessoas a expor, principalmente no artesanato.
Apesar do movimento não ser muito a ideia é de que está a valer a pena, quanto mais não seja pela publicidade aos produtos.
Artesanato "Barato e Lindo" (Lénia Gonçalves)

02 março 2013

Mostra TerraFlor 2013 (03)

Vinho Holminhos, produzido em Seixo de Manhoses, Vila Flor.
Nos dias 2 e 3 de março vai continuar a venda de produtos regionais e artesanato já iniciada no fim de semana anterior.
Os produtos regionais estão expostos em stands montados para o efeito, em frente à Câmara Municipal
Mostra de artesanato na TerraFlor 2013, em Vila Flor.
Artesanato de Arte Flor - Amélia.
O artesanato está está exposto no Centro Cultural, com a presença de muitos artigos feito de forma artesanal pelos artesãos do concelho de Vila Flor. Atrevo-me a dizer que é a maior concentração de artesãos que já vi em Vila Flor. Acho que supera em número e em variedade a representatividade do concelho conseguida em anteriores certames da TerraFlor.
Fumeiro tradicional "Alheiras da Glória" produzido em Vila Flor.
Além disso haverá animação musical, no sábado no Centro Cultural, às 21 horas com a banda Our Stone.
No Domingo atuarão a Banda Filarmónica da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor e a Escola de Música Zecthóven, junto ao local onde estão estalados os stands com os produtos regionais.
Mostra de artesanato na TerraFlor 2013, em Vila Flor.

28 fevereiro 2013

Nevou em Vila Flor

A neve visitou Vila Flor mais uma vez. O dia amanheceu frio mas, ao contrário de outras localidades do distrito de Bragança, não havia qualquer vestígios de neve.
Pelas dez horas da manhã começou a nevar com bastante intensidade e rapidamente tudo ficou coberto por um manto branco.
Temendo-se dificuldades na circulação dos transportes escolares, a Proteção Civil deu o alerta e os alunos regressaram a suas casas por volta das onze horas da manhã.
A neve caiu sempre acompanhada por alguma chuva. Mesmo assim chegou a tingir à volta de 7 a 8 cm de altura.
Durante a hora de almoço o manto branco foi ficando cheio de buracos e como não voltou a cair neve, à noite apenas alguns vestígios eram visíveis.
Tive sorte uma vez que não estava a trabalhar ás 9 da manhã, o que me permitiu gozar os espetáculo e tirar algumas fotografias. Pelas imagens partilhadas na página Vila Flor, Concelho no Facebook muita gente teve a mesma ideia e conseguiram-se fotografias muito bonitas.

26 fevereiro 2013

Mostra TerraFlor 2013 (02)

Queijo Terrincho, produzido na Quinta da Veiguinha, Vilas Boas.
 Mais alguns produtos que estiveram expostos nos dias 23 e 24 a Mostra de Produtos Regionais e Artesanato, TerraFlor.
De acordo com o programa esta mostra vai desenvolver-se em 3 fins de semana, pelo que é de esperar que no próximo sábado estes produtos voltem a estar expostos e disponíveis para serem comprados.
Vinho Quinta do Granjal, com origem na quinta com o mesmo nome, no Seixo de Manhoses.
 Há produtos para todos os gostos, desde a fruta ao fumeiro, mas os vinho e o azeite são os produtos com mais representatividade no concelho.Não tive tempo ainda para visitar todos os stands, porque estavam fechados, mas espero fazê-lo no próximo fim de semana.
Azeite da Cooperativa de Olivicultores de Vila Flor e Ansiães

25 fevereiro 2013

Mostra TerraFlor 2013 (01)

Decorreu durante os dias 22, 23 e 24 a Mostra de Produtos Regionais e Artesanato, TerraFlor. Foi a primeira vez que o evento TerraFlor de apresentou com este formato, e nesta época do ano, depois de ter mais de uma dezena de edições mas quase todas nos meses de verão.
 Os stands foram montados em frente à Câmara Municipal, mas pairava a dúvida se com os novos acessos os visitantes, nomeadamente os autocarros, continuariam a fazer escala na vila, o que seria de todo conveniente.
O tempo esteve muito frio o que não foi agradável para potenciais visitantes, mas também para os residentes no concelho, que não se sentiram muito confortáveis para passeios com temperaturas tão baixas. 
No Sábado o movimento foi pouco, mas no domingo, também porque houve animação com música e ranchos folclóricos, o espaço esteve bastante mais "agitado".
Deixo algumas fotografias de produtos que estiveram expostos e reservo ainda outras para ir divulgando nos próximos dias.
Nos dias 2 e 3 de maio a mostra e mercado vai repetir-se, estando também programa a animação do espaço, conforme consta do respetivo programa.

23 fevereiro 2013

e de repente é noite (IX)

Demoro-me sob as romãzeiras,
viajante aturdido,
como quem espera que o tempo
se cumpra
para o nascimento de uma vida.
Onde mais permanecemos mais somos,
sabemo-lo dos círculos brancos
dos pastores
no ermo das montanhas.
É esta a verdade que esfolho
sobre um cativeiro de fragmentos
de coração, quando este
se partilhava
por uma demora de invernos
e uma impaciência de dedos
na relva de um paraíso prometido.

Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: tronco de oliveira centenária, em Freixiel.

22 fevereiro 2013

e de repente é noite (V)

Quem deu nome a esses espaços
não sabia do que falava,
para sempre os perdeu
em imóvel espuma de sons.
Todos os matizes do vento
misturados com o sol e a lua
não lhes desenhariam o rosto.
Lembro-me da placenta da tarde
os banhar numa luz crua.
Nevara de véspera.
Ao menos uma centelha de pureza
em nossos olhos.

Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.

21 fevereiro 2013

e de repente é noite (III)

Dizer os ventos que atravessaram
exíguas paisagens, iluminadas as têmporas
de incêndios difundidos
por suas longínquas combustões.
Dizer os sentimentos rebuscados
nos restolhos de ser difícil resistir
sem lhes perdoar não terem inscrito no elmo
o alarme dos nomes proibidos.
Dizer os grânulos de orvalho
que capitularam de cegueira a escoar-se
nas fachadas dos sobressaltos para
a navegação da lava à geometria
das sementes de todos os animais.
Omitir as palavras erguidas no inverno,
pendões esfarrapados, frágeis armas brancas
em nosso infindo combate com a morte.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Oliveira junto ao Rio Tua, em Ribeirinha, Vilas Boas.  

20 fevereiro 2013

e de repente é noite (II)

É para reavivar
as oblíquas luzes da memória
que escrevo este rio de destinos,
este enleio de lugares que se abrem
onde os abismos fecham suas arcas
repletas de deuses visíveis e carnais.
A fronte no cimento dos punhos
sobrevoando o gráfico da febre,
insensível ao nível do mercúrio
no padecimento das insolações.
Já envelheci todos os futuros,
sei que nenhum suplício se modera
antes do seu horóscopo cumprido.
Agora como descobrir virtuosos filtros
para esta descrença que se enreda
em nossos passos nos retratos das paredes
rasurando de tempo a eternidade?
Dizer é o estertor da luz
à beira de um circulo de silêncio
onde as sombras movem a engrenagem da noite,
num vagar oculto de sirgo,
a fim de não sabermos
que turvas solidões é preciso destruir
para que nasça uma alvorada verdadeira.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Rio Tua, em Ribeirinha, Vilas Boas.

19 fevereiro 2013

e de repente é noite (I)

Faço isto em nome de um fogo distante.
Uma cadeira lenta para nova estação
contra o inverno.
O frio são os membros mutilados
de um corpo sem espaço
para implantar audaciosas acústicas.
Talvez os verbos se inflamem
ao mais leve estremecimento dos nomes
e tudo regresse ao início,
à postura estática das coisas.
Cerro os lábios, por precaução,
na periferia do vazio. A língua
no vértice do sal destilado
sobre outroras de celestes mansões.
Só a matéria partilha fulgores
com os náufragos tangenciando o ócio
das habitações da noite,
onde a vida não é mais que transitório
olvido da morte.

 Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Serra do Facho, em manhã de inverno - Vila Flor.