04 outubro 2006

Carícia Real


Desabrochou a sécia no regaço
Do monte, sobre um plaino de verdura
E logo o Céu Azul, num terno abraço,
Abençoou a flor, vermelha e pura.

Chamou-lhe Póvoa, o Homem deu-lhe um Paço
De abóbada e colunas, deu-lhe altura
Na Lusitânia antiga, deu-lhe espaço.
E a sécia em mil sécias se depura.
A jardineira lua, com luar
As rega, e o vergel, suma delícia,
Recrudesce de graça e de esplendor.

Até que um Rei, poeta singular,
Preso do encanto, fez-lhe uma carícia:
- “Bendita sejas flor das vilas… Flor!”

Cabral Adão

Auto-retrato

4 comentários:

Atento disse...

Olá.
Foi bom ver a actualização deste espaço.
O Trabalho dá frutos.
Fico sempre deslumbrado pelas transparências que o olhar da máquina retém, bom momento esse que partilhas connosco.
Os endereços que nos apresentas quase parece uma mini enciclopédia.
Afinal por aí ainda se ouve o tocar da concertina enquanto se passeia?.
Vale sempre a pena mudar.
Um abraço.
At Ento.

Xo_oX disse...

Mesmo nos dias menos bons, com muitas núvens e alguma chuva, a máquina descobre a beleza das pequenas coisas e os reflexos do melhor de nós.
Porquê procurar longe o que está ao lado?
Espero ver-te amanhã a levantar a bandeira da nossa luta, porque por vezes também temos que acordar, nem tudo são FLORes.
Um abraço

Jofre Alves disse...

Visitei este espaço com muito agrado e prazer, pelo seu profundo interesse, de modo que voltarei sempre e mais vezes. Parabéns.

Li Malheiro disse...

Olá.
O tempo não era de flores mas, estava lindo de sol e bandeiras coloridas, para cima de trinta mil. Eu estava lá, na luta, a mostrar a minha indignação pela forma que querem alterar, desvirtuar e esvaziar, o nosso ECD, tão duramente negociado, e aprovado na Assembleia da Republica à 16 anos.
Enviei-te uma foto.
Um abraço
Li