Quase um mês sem escrever neste blogue pode dar a ideia que emigrei. Ainda não aconteceu, mas não significa que não tenha pensado nisso. Entretanto, e como a terra não para, não podemos nós ficar parados, sob pena de cairmos na monotonia dos dias iguais e cinzentos.
As caminhadas têm-se realizado, a menor ritmo, mas sempre entusiasmantes e cheias de cores diferentes consoante a estação do ano.
A 15 de setembro, ainda com os dias de calor bem presentes, e talvez para ganhar coragem para mais um ano de trabalho, a caminhada foi ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas.
O percurso foi o mesmo já tantas vezes seguido. A estrada pode ser o caminho mais rápido e reto, para quem se dirige ao Santuário, mas eu gosto de passar pela aldeia e depois subir o escadório, mais de 400 escadas, até chegar ao cume do cabeço.
O caminho que seguimos foi: Vila Flor - Barracão - Cooperativa de Olivicultores - Pedreira de Freixiel - Quinta do Reboredo - Vilas Boas - Santuário. Este percurso soma perto de 9 km.
No santuário celebrava-se Santa Eufêmia, com bastantes pessoas à volta da capela, na eucaristia ou mesmo a comerem à sombra das muitas árvores existentes.
De regresso a casa ainda pudemos ver uma área ardida junto ao santuário, onde ocorreu um início de incêndio no dia anterior.
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03 dezembro 2013
16 agosto 2012
Imagens que marcaram o dia 15
A 15 de agosto realizam-se as grandiosas festas em honra de Nossa Senhora da Assunção, no santuário, em Vilas Boas.
Um dos momentos autos dos festejos é o lançamento de fogo de artifício.
Visita de Dom Manuel Cordeiro, bispo da diocese Miranda- Bragança em visita à exposição "Vilas Boas na Idade Média", da autoria de Jorge Delfim, patente no santuário.
Um dos momentos autos dos festejos é o lançamento de fogo de artifício.
Visita de Dom Manuel Cordeiro, bispo da diocese Miranda- Bragança em visita à exposição "Vilas Boas na Idade Média", da autoria de Jorge Delfim, patente no santuário.
07 fevereiro 2012
Os caminhos do Cabeço
Se todos os caminhos do mundo vão dar a Roma e os da Europa a São Tiago, todos os caminhos de Trás-os-Montes vão dar ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção. Fica a seis quilómetros de Vila Flor na ponta leste do planalto da Carrazeda. Mas há caminhos e caminhos. Ao longo dos tempos, os romeiros privilegiaram alguns. Um deles passava pela minha terra. Toda aquela gente que vinha dos concelhos de Mogadouro, de Vimioso e de Alfândega da Fé descia, nas vésperas do 15 de Agosto, ao Vale da Vilariça para pernoitar connosco.
Chegavam sempre com ar de quem ia para a festa. À noitinha, acomodavam as bestas no olival da igreja e no do castelo. Depois, vinham os romeiros acomodar-se no Terreiro da Fonte para se refrescarem e cearem. E logo que surgia no céu a primeira estrela, saía do bolso o primeiro realejo, depois outro e outro… E começava o animadíssimo baile dos realejos ao luar de Agosto.
Não há amor como o primeiro
Nem luar como o de Janeiro
Mas lá vem o de Agosto
Que lhe dá no rosto.
Era ali o primeiro arraial do Cabeço: dançavam novos e velhos; os de fora com os da terra; jogos de roda e agarradinhos. Também vinham os fadistas cantar fado ao desafio que é o fado típico na Vilariça. Bebia vinho quem gostava, com tremoços e azeitonas, e água da fonte romana, quem queria. Era o arraial mais lindo daquelas redondezas com inveja dos vizinhos.
Mas nunca a inveja medrou
Nem quem ao pé dela morou.
Depois da meia-noite, esmorecia o baile. Era preciso descansar as pernas para, na madrugada do dia seguinte, palmilhar as poucas léguas que ainda faltavam para chegar ao Cabeço.
Nós, os da terra, sempre partíamos lá para o meio da manhã. Só ficavam os tolos, os velhos e os aleijados com a obrigação de guardarem as casas e acomodarem as crias. Mas ficavam com a parte da merenda a que tinham direito.
Algumas mães dificultavam a ida às filhas. Mas bastava elas dizerem que tinham promessas a cumprir e logo as dificuldades se esvaneciam…
Ó minha mãe, deixe, deixe
Ó minha mãe deixe-m’ ir
Ó arraial do Cabeço.
Bou lá e torno a bir.
Bou lá e torno a bir,
Num sei se birei ó não…
Ó minha mãe deixe-m’ ir
À Senhora d’Assenção.
As filhas aldrabavam. Mas as mães já tinham feito o mesmo às suas… E por aí fora até à Idade Média. Assim rezam as Cantigas de Romaria em que as filhas se iam encontrar com os namorados garantindo às mães que iam pôr velas aos santos ou “candeas queimar”. As mães bem o sabiam como o revela um dos nossos Cancioneiros:
Pois nossas madres vam a Sam Simon
De Val de Prados candeas queimar,
nós, as meninhas, punhemos d’ andar
Com nossas madres, e elas enton
Queimen candeas por nós e por si
E nós, meninhas, bailaremos i.
Nossos amigos todos lá iran
por nos veer, e andaremos nós
bailando ant’eles, fremosas (en) cós,
e nossas madres, pois que alá van,
queimen candeas por nós e por si
e nós, meninhas, bailaremos i.
Nesse tempo, Portugal e a Galiza, unidos como unha e carne, falavam e escreviam a mesma língua. Curiosamente Carolina Michaelis situa este santuário de San Simon em Trás-os-Montes. Já vem de longe este nosso gostinho pelas romarias.
Excerto do livro "A Romaria do Cabeço" da autoria do Sr. P.e. Joaquim Leite. Pode ser adquirido no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas.
04 outubro 2011
De regresso aos caminhos do concelho
O primeiro passeio do sexto ano realizou-e antes mesmo da "cerimónia" de arranque de mais um ano, no dia 3 de Setembro. Além da alegria do regresso aos caminhos do concelho, houve mais dois fatores que fizeram com que eu apreciasse de uma forma especial este passeio: o meu regresso à BTT e a companhia do meu filho mais novo, principiante nas duas rodas.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
18 agosto 2011
Romaria de Nossa Senhora da Assunção (15.08.2011)
Desde finais de Junho que se têm vindo a desenvolver variadas atividades no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. O calendário ditou que este ano a festa grande, calhasse à segunda feira, dia 15 de Agosto. Mesmo assim, durante os dias anteriores, principalmente Sábado e Domingo o movimento já foi grande, quer em peregrinos quer em festejos.
Quando piso o Cabeço invadem-me muitas emoções que poderia agrupar em três grupos: este morro de grandes romarias faz parte das minhas memórias de infância. Não consigo lembrar as Festas do cabeço da minha infância sem que se me dê um nó na garganta. É um misto de alegria, saudade, cheiros, cores e sons que me fazem viajar para outra dimensão e voltar a ser criança. Acarinho estas recordações porque são de ouro, não voltarão ser uma realidade.
No segundo grupo colocaria aquelas que a festa hoje me transmite. Não há sabor a melão recém comprado, nem recheado cabaz, aberto à sombra, em presença de um grande grupo de familiares. Hoje a Festa do Cabeço é um local de encontro de muitos amigos. A fama desta romaria tráz pessoas de Chaves, Mogadouro, de todos os cantos do nordeste e não só. Já não há carrinhas de caixa aberta carregadas de pessoas e os autocarros são cada vez menos. Os parques de estacionamento continuam a crescer, porque hoje todos vamos à festa em carro próprio. Há muito pó, dificuldades em estacionar, mas pouco importa. O som continua animado e a avenida dos melões está invadida de todo o tipo de comércio, desde os vendedores da banha da cobra, às farturas e cebolas.
No terceiro grupo de emoções, talvez o mais relevante de todos, está a fé. Não sou católico praticante, mas tenho uma filosofia de vida baseada em valores cristãos. Ainda há pessoas que vão ao cabeço pela sua fé na virgem. Não podemos esquecer que no 15 de Agosto se festeja a Assunção de Maria ao céu, em corpo e alma. Este dogma já pouco diz à maior parte das pessoas mas o respeito pelos que acreditam fica bem a qualquer um. A Eucaristia que se celebrou na recém benzida Praça Pio XII foi muito pouco respeitada, mas cada um responde por si. Não posso negar que isso me incomoda.
Para os muitos emigrantes que nos visitaram (falava-se tanto francês como português) são momentos que se vivem em locais assim que temperam um ano longe da sua terra natal. Ninguém ama mais a sua terra do que os que estão longe. Para sentir isso é necessário estar longe. Estou certo que a Romaria de Nossa Senhora da Assunção foi uma festa para recordar. Daqui a muitos anos recordaremos, com saudade, o que vivemos nestes dias, por isso não podemos desperdiçá-los.
Continuação de um bom Verão.
Quando piso o Cabeço invadem-me muitas emoções que poderia agrupar em três grupos: este morro de grandes romarias faz parte das minhas memórias de infância. Não consigo lembrar as Festas do cabeço da minha infância sem que se me dê um nó na garganta. É um misto de alegria, saudade, cheiros, cores e sons que me fazem viajar para outra dimensão e voltar a ser criança. Acarinho estas recordações porque são de ouro, não voltarão ser uma realidade.
No segundo grupo colocaria aquelas que a festa hoje me transmite. Não há sabor a melão recém comprado, nem recheado cabaz, aberto à sombra, em presença de um grande grupo de familiares. Hoje a Festa do Cabeço é um local de encontro de muitos amigos. A fama desta romaria tráz pessoas de Chaves, Mogadouro, de todos os cantos do nordeste e não só. Já não há carrinhas de caixa aberta carregadas de pessoas e os autocarros são cada vez menos. Os parques de estacionamento continuam a crescer, porque hoje todos vamos à festa em carro próprio. Há muito pó, dificuldades em estacionar, mas pouco importa. O som continua animado e a avenida dos melões está invadida de todo o tipo de comércio, desde os vendedores da banha da cobra, às farturas e cebolas.
No terceiro grupo de emoções, talvez o mais relevante de todos, está a fé. Não sou católico praticante, mas tenho uma filosofia de vida baseada em valores cristãos. Ainda há pessoas que vão ao cabeço pela sua fé na virgem. Não podemos esquecer que no 15 de Agosto se festeja a Assunção de Maria ao céu, em corpo e alma. Este dogma já pouco diz à maior parte das pessoas mas o respeito pelos que acreditam fica bem a qualquer um. A Eucaristia que se celebrou na recém benzida Praça Pio XII foi muito pouco respeitada, mas cada um responde por si. Não posso negar que isso me incomoda.
Para os muitos emigrantes que nos visitaram (falava-se tanto francês como português) são momentos que se vivem em locais assim que temperam um ano longe da sua terra natal. Ninguém ama mais a sua terra do que os que estão longe. Para sentir isso é necessário estar longe. Estou certo que a Romaria de Nossa Senhora da Assunção foi uma festa para recordar. Daqui a muitos anos recordaremos, com saudade, o que vivemos nestes dias, por isso não podemos desperdiçá-los.
Continuação de um bom Verão.
14 agosto 2011
"A Romaria do Cabeço"
No dia 13 de Agosto, pelas 21 horas, no Centro de Visitantes do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas foi apresentado ao público o livro da autoria, do Padre Joaquim da Assunção Leite, A Romaria do Cabeço, editado pela Câmara Municipal.
Trata-se de um livro que junta a história com alguma ficção, mas que ilustra o que foram as romarias ao cabeço do santuários mas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, do século passado. Começa por fazer uma abordagem da história do cabeço onde está erigido o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ilustrando depois os ambientes que se viviam no percurso para a romaria, no decorrer desta, e no regresso a casa. A linguagem utilizada é a da época, com expressões muito características já muito pouco usadas e quase nunca escritas. Mais para o final do livro são abordados alguns temas teológicos.
Usaram da palavra o Dr. Pimentel, Presidente da Câmara, o Prof. Abílio Evaristo, Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, o Pe. Jorge Delfim, reitor do Santuário, Pe Maia e o autor, Pe Leite. Nas várias intervenções foi realçado o testemunho de vida do Sr. Padre Leite e a importância do livro A Romaria do Cabeço para a história do Santuário.
O Sr. Padre Leite referiu-se ao seu livro como se de "um filho" se tratasse; das dificuldades encontradas e dos desânimos, mas também das colaborações e dos apoios: a Desteque vai suportar a edição da obra.
Ofereceu três exemplares, simbolicamente: uma a Vila Flor, outro à sua terra e à sua gente (de Lodões) e o terceiro ao Santuário. Não foram apresentados mais livros, nem para aquisição, mas estarão disponíveis nos próximos dias, nas festas do Cabeço.
Para terminar a cerimónia, o Grupo Coral de Vilas Boas em conjunto com o Grupo Coral da Igreja Matriz de Vila Flor, interpretaram algumas das quadras que os romeiros entoavam.
Ó senhora d’ Assenção,
Qu’estais lá no Cabecinho,
Botai a bossa benção
A quem bai cá no caminho.
Ó Senhora d’Assenção,
Mandai barrer as areias.
Já lá rompi os sapatos
Num quero romper as meias.
Ó Senhora d’Assenção,
O Vosso Cabeço cai…
Mandai-o alevantar
Com a gente que aqui vai
O Centro de Visitantes esteve cheio, com mais de meia centena de pessoas, e em todo o Santuário a animação já era muita.
Trata-se de um livro que junta a história com alguma ficção, mas que ilustra o que foram as romarias ao cabeço do santuários mas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, do século passado. Começa por fazer uma abordagem da história do cabeço onde está erigido o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ilustrando depois os ambientes que se viviam no percurso para a romaria, no decorrer desta, e no regresso a casa. A linguagem utilizada é a da época, com expressões muito características já muito pouco usadas e quase nunca escritas. Mais para o final do livro são abordados alguns temas teológicos.
Usaram da palavra o Dr. Pimentel, Presidente da Câmara, o Prof. Abílio Evaristo, Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, o Pe. Jorge Delfim, reitor do Santuário, Pe Maia e o autor, Pe Leite. Nas várias intervenções foi realçado o testemunho de vida do Sr. Padre Leite e a importância do livro A Romaria do Cabeço para a história do Santuário.
O Sr. Padre Leite referiu-se ao seu livro como se de "um filho" se tratasse; das dificuldades encontradas e dos desânimos, mas também das colaborações e dos apoios: a Desteque vai suportar a edição da obra.
Ofereceu três exemplares, simbolicamente: uma a Vila Flor, outro à sua terra e à sua gente (de Lodões) e o terceiro ao Santuário. Não foram apresentados mais livros, nem para aquisição, mas estarão disponíveis nos próximos dias, nas festas do Cabeço.
Para terminar a cerimónia, o Grupo Coral de Vilas Boas em conjunto com o Grupo Coral da Igreja Matriz de Vila Flor, interpretaram algumas das quadras que os romeiros entoavam.
Ó senhora d’ Assenção,
Qu’estais lá no Cabecinho,
Botai a bossa benção
A quem bai cá no caminho.
Ó Senhora d’Assenção,
Mandai barrer as areias.
Já lá rompi os sapatos
Num quero romper as meias.
Ó Senhora d’Assenção,
O Vosso Cabeço cai…
Mandai-o alevantar
Com a gente que aqui vai
O Centro de Visitantes esteve cheio, com mais de meia centena de pessoas, e em todo o Santuário a animação já era muita.
12 agosto 2011
Lançamento do livro - A Romaria do Cabeço
Lançamento do livro, A Romaria do Cabeço, da autoria do Pe. Joaquim da Assunção Leite, no dia 13 de Agosto às 21 horas, no Santuário de Nossa Senhora da Assunção.
Excerto do livro a ser lançado no dia 13 de Agosto
A Senhora da Assunção e o seu Cabeço fazem parte da herança cultural e espiritual que, dos meus, recebi, sobretudo da minha mãe. Ela, por sua vez, já a recebeu do seu pai que descera do planalto da Terra Fria para ir casar à Terra Quente da Vilariça. Vizinho da Senhora da Assunção, levou consigo as orações, as cantigas, os milagres, as lendas e as tradições do Cabeço, mil vezes contadas nas longas noites de Inverno. Foi certamente por tudo isso que, no baptismo, os meus pais me deram o nome de Joaquim da Assunção. Não tardou muito que a minha mãe tratasse a Senhora por sua comadre e eu, naturalmente, por minha madrinha.
Aos cinco anos, fui pela primeira vez ao Cabeço, à festa de Maio que é a Solenidade da Ascensão do Senhor. Pelo caminho, dizia a minha mãe a uma prima que esta festa é tão grande que nem os passarinhos mexem com os ovos!
Esse foi o dia mais lindo da minha infância!
...
Voltei, mais tarde, ao Cabeço, à Festa Grande de Agosto. À de Setembro, que é a festa da Santa Eufémia, nunca fui. Nessa festa, leiloavam-se as joias, tranças, cereal e outras promessas que os romeiros e peregrinos ofereciam nas três festas do ano de Maio a Setembro.
Excerto do livro a ser lançado no dia 13 de Agosto
14 julho 2011
Peregrinações - Capela de S. Antonio (Vilas Boas)
O mês de Maio ficou marcado por um conjunto de caminhadas distribuídas pelos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro, ocupando praticamente todos os fins de semana. Por isso, a Peregrinação seguinte só aconteceu no dia 5, já no mês de Junho.
De todas as caminhadas a que chamei Peregrinações, esta foi talvez a única em que a designação faz todo o sentido. No dia 5 de Junho a igreja católica celebrou a Ascensão do Senhor, uma das três grandes festas celebradas no Cabeço de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. As populações de muitas aldeias do concelho e dos concelhos vizinhos, percorrem, há muitas décadas, os caminhos que conduzem ao cabeço, para participarem nesta festa. Foi também a primeira vez que fomos três a fazer a Peregrinação: eu, o meu colega Helder e a minha esposa.
Embora o destino final fosse o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ela foi marcada pela passagem por outros locais de culto, daí a ser chamada Peregrinação à Capela de S. Pedro, para não repetir a da Senhora da Assunção (Peregrinação de 24 de Outubro de 2010).
Podíamos ter esperado por companhia, habitualmente há vários grupos de pessoas a partir de Vila Flor, mas como pretendíamos fazer um percurso passando pela aldeia de Vilas Boas fomos só os três.
O caminho foi o mesmo já seguido noutras caminhadas: Vila Flor - Barracão, Cooperativa de olivicultores - Quinta do Reboredo - Vilas Boas.
Encontrámos os primeiros peregrinos mesmo à chegada a Vilas Boas. Era um grupo de ciclistas que vinham do Vieiro.
Encontrei, há uns tempos, algumas marcações enigmáticas no caminho que liga o Vieiro a Vilas Boas. Nunca cheguei a saber se tinham algo a ver com as peregrinações.
A nossa primeira paragem foi na Igreja Matriz. Eu já a conhecia, mas foi uma boa oportunidade para a mostrar aos meu colegas de caminhada. Quando saímos para a capela de S. Sebastião já se ouvia a Banda Filarmónica de Vila Flor a tocar pelas ruas da aldeia. A capela, situada perto do Pelourinho, estava fechada e seguimos para a capela de S. António.
A capela de S. António fica numa elevação, num dos pontos mais altos da aldeia. É um excelente miradouro. Foi uma ermida. As caraterísticas dignas de destaque são o púlpito exterior, em granito e várias imagens de arte popular no interior. Todas as imagens parecem ser bastante antigas, à excepção da de S. José. Já visitei esta capela vária vezes, uma delas quase no início deste Blogue, em 2007.
Quando nos dirigíamos para a Fonte dos Milagres encontrámos um segundo grupo de peregrinos, estes de Freixiel. Algumas das pessoas estavam a fazer o percurso descalças!
A Fonte dos Milagres estava inundada. Não sei como conseguiram, mas o pequeno nicho com Nossa Senhora da Assunção tinha um arranjo com flores naturais!
Foi junto à fonte que fizemos uma pequena paragem para descanso e retemperamento das forças para a subida ao Santuário. Este acesso, a partir da aldeia, é o mais bonito de todos, mas é bastante cansativo. Nos dias que correm parece que já poucas pessoas sabem andar a pé...
Quando chegamos ao Pórtico já a banda de música se encontrava ali bem como algumas centenas de peregrinos. Subimos à capela no topo do cabeço, onde havia pouca gente, porque tinha saído o andor com Nosso Senhor para o Largo Central, junto do pórtico, lugar para onde se deslocaram as celebrações depois da sua inauguração, em Agosto de 2007. Foi neste local que se celebrou a Eucaristia.
Fizemos o caminho de regresso a Vila Flor também a pé, desta vez utilizando a estrada, que é o percurso mais directo.
Foi bom este misto de contacto com a natureza e de espiritualidade. Não podemos esquecer que 5 de Julho é também o dia em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente.
O céu estava limpo e fazia muito calor. Nada que fizesse adivinhar a tempestade que se havia de abater sobre Vilas Boas ao final de tarde. Foi tanta a chuva que caiu em poucos minutos que provocou estragos consideráveis, com inundações e queda de muros. Foi necessária a interversão dos Bombeiros e da proteção civil.
Percurso: (16,5 km)
De todas as caminhadas a que chamei Peregrinações, esta foi talvez a única em que a designação faz todo o sentido. No dia 5 de Junho a igreja católica celebrou a Ascensão do Senhor, uma das três grandes festas celebradas no Cabeço de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. As populações de muitas aldeias do concelho e dos concelhos vizinhos, percorrem, há muitas décadas, os caminhos que conduzem ao cabeço, para participarem nesta festa. Foi também a primeira vez que fomos três a fazer a Peregrinação: eu, o meu colega Helder e a minha esposa.
Embora o destino final fosse o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ela foi marcada pela passagem por outros locais de culto, daí a ser chamada Peregrinação à Capela de S. Pedro, para não repetir a da Senhora da Assunção (Peregrinação de 24 de Outubro de 2010).
Podíamos ter esperado por companhia, habitualmente há vários grupos de pessoas a partir de Vila Flor, mas como pretendíamos fazer um percurso passando pela aldeia de Vilas Boas fomos só os três.
O caminho foi o mesmo já seguido noutras caminhadas: Vila Flor - Barracão, Cooperativa de olivicultores - Quinta do Reboredo - Vilas Boas.
Encontrámos os primeiros peregrinos mesmo à chegada a Vilas Boas. Era um grupo de ciclistas que vinham do Vieiro.
Encontrei, há uns tempos, algumas marcações enigmáticas no caminho que liga o Vieiro a Vilas Boas. Nunca cheguei a saber se tinham algo a ver com as peregrinações.
A nossa primeira paragem foi na Igreja Matriz. Eu já a conhecia, mas foi uma boa oportunidade para a mostrar aos meu colegas de caminhada. Quando saímos para a capela de S. Sebastião já se ouvia a Banda Filarmónica de Vila Flor a tocar pelas ruas da aldeia. A capela, situada perto do Pelourinho, estava fechada e seguimos para a capela de S. António.
A capela de S. António fica numa elevação, num dos pontos mais altos da aldeia. É um excelente miradouro. Foi uma ermida. As caraterísticas dignas de destaque são o púlpito exterior, em granito e várias imagens de arte popular no interior. Todas as imagens parecem ser bastante antigas, à excepção da de S. José. Já visitei esta capela vária vezes, uma delas quase no início deste Blogue, em 2007.
Quando nos dirigíamos para a Fonte dos Milagres encontrámos um segundo grupo de peregrinos, estes de Freixiel. Algumas das pessoas estavam a fazer o percurso descalças!
A Fonte dos Milagres estava inundada. Não sei como conseguiram, mas o pequeno nicho com Nossa Senhora da Assunção tinha um arranjo com flores naturais!
Foi junto à fonte que fizemos uma pequena paragem para descanso e retemperamento das forças para a subida ao Santuário. Este acesso, a partir da aldeia, é o mais bonito de todos, mas é bastante cansativo. Nos dias que correm parece que já poucas pessoas sabem andar a pé...
Quando chegamos ao Pórtico já a banda de música se encontrava ali bem como algumas centenas de peregrinos. Subimos à capela no topo do cabeço, onde havia pouca gente, porque tinha saído o andor com Nosso Senhor para o Largo Central, junto do pórtico, lugar para onde se deslocaram as celebrações depois da sua inauguração, em Agosto de 2007. Foi neste local que se celebrou a Eucaristia.
Fizemos o caminho de regresso a Vila Flor também a pé, desta vez utilizando a estrada, que é o percurso mais directo.
Foi bom este misto de contacto com a natureza e de espiritualidade. Não podemos esquecer que 5 de Julho é também o dia em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente.
O céu estava limpo e fazia muito calor. Nada que fizesse adivinhar a tempestade que se havia de abater sobre Vilas Boas ao final de tarde. Foi tanta a chuva que caiu em poucos minutos que provocou estragos consideráveis, com inundações e queda de muros. Foi necessária a interversão dos Bombeiros e da proteção civil.
Percurso: (16,5 km)
15 novembro 2010
Peregrinações – Nossa Senhora da Assunção (Vilas Boas)
Quando pensamos em Peregrinações, no concelho de Vila Flor, o que nos vem imediatamente à cabeça é o cabeço de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. Não foi por acaso que escolhi uma fotografia do santuário para encabeçar este conjunto de caminhadas.
Desde o princípio que esteve prevista uma “Peregrinação” ao cabeço, mas, por ser um percurso curto foi ficando para trás à espera de uma oportunidade. Veio a acontecer a no dia 24 de Outubro.
O percurso escolhido previa um trajecto de Vila Flor ao Santuário praticamente sempre por caminhos rurais e o regresso por estrada. Todo o percurso é já muito conhecido de caminhadas anteriores (também o segui na “Peregrinação” a Vilarinho das Azenhas.
A caminhada começou cerca das nove horas da manhã. O caminho, tantas vezes seguido, em direcção à zona industrial surpreendeu-me por se encontrar limpo. Mas a surpresa durou pouco porque apenas cortaram as silvas numa centena de metros, partindo das traseiras do Ecomarché. Gosto muito de percorrer estes caminhos de bicicleta mas, as silvas que crescem sem cessar, são um perigo para as câmaras-de-ar.
Depois do Barracão a direcção é a Cooperativa de Olivicultores. Seguindo em frente rapidamente se encontra a estrada de Abreiro, mas, virando à esquerda em frente à cooperativa, segue-se um percurso bem mais interessante, já por mim seguido nalgumas provas de BTT do CCVF. Junto à aldeia de Samões vi, pela primeira vez(!), um enorme viveiro de faisões. Sou um apaixonado por aves e tentarei no futuro visitar o local (com a devida autorização). Ainda seguida surpreendido com o viveiro quando “esbarrei” com um roço na berma do caminho. Fiquei meio dividido se o devia colher, ou não. Optei por o levar comigo, correndo o risco de se machucar todo na mochila que sempre levo comigo.
Já perto da Quinta do Reboredo, a caminho de Vilas Boas, encontrei mais alguns cogumelos comestíveis. Foi também ao passar pela quinta que tive uma “visão” do paraíso: dois lindos cavalos brancos a pastar. Mesmo a grande distância arrisquei algumas fotografias.
Na continuação do caminho, aproveitei para subir a um morro e explorar de perto alguns rochedos que já me intrigaram há algum tempo. São formas naturais muito curiosas, que abundam um pouco por toda a zona granítica do concelho.
Já na aldeia, fiz um pequeno desvio para subir à igreja. Vilas Boas é uma aldeia que tem muito para admirar e percorrer as suas ruas é sempre um prazer. No entanto, o meu objectivo estava mais acima, no cabeço.
O percurso de Vilas Boas à capelinha de Nossa Senhora da Assunção é para ser feito devagar, não pelo esforço que requer, mas pela grande quantidade de pontos de interesse que se vão encontrando pelo caminho. Apesar de muitas pessoas se deslocarem com frequência ao Santuário, há muita coisa que desconhecem.
Um dos locais mais interessantes é a fonte de Nossa Senhora, quase junto à aldeia. Estava um sol brilhante quando lá chaguei. As folhas douradas dos plátanos criavam um ambiente acolhedor e apeteceu-me ficar ali sentado. Na fonte, a pequena imagem, no seu nicho, tinha sido presenteada com um ramo de flores frescas.
Depois de percorrer bonita e única alameda de eucaliptos entra-se no primeiro troço de escadas, onde podem ser apreciadas estátuas em granito, representando os doze apóstolos. Ali perto é um cruzeiro, simples, mas que marca o lugar da aparição de nossa senhora.
Quando se atinge o topo do cabeço, fica-se sem palavras (e sem fôlego). A paisagem que se avista deste santuário é única. A capela estava fechada. Normalmente está aqui um zelador, mas estava na hora de almoço e ele deve ter-se ausentado para almoçar.
Tal como tinha previsto, a manhã já estava adiantada e já passava do meio dia. O percurso de regresso a Vila Flor foi feito pela estrada em passo bastante acelerado.
Foi uma passeio muito agradável, num dia que se anunciava cinzento, mas que esteve bastante luminoso proporcionando mais uma caminhada memorável.
Desde o princípio que esteve prevista uma “Peregrinação” ao cabeço, mas, por ser um percurso curto foi ficando para trás à espera de uma oportunidade. Veio a acontecer a no dia 24 de Outubro.
O percurso escolhido previa um trajecto de Vila Flor ao Santuário praticamente sempre por caminhos rurais e o regresso por estrada. Todo o percurso é já muito conhecido de caminhadas anteriores (também o segui na “Peregrinação” a Vilarinho das Azenhas.
A caminhada começou cerca das nove horas da manhã. O caminho, tantas vezes seguido, em direcção à zona industrial surpreendeu-me por se encontrar limpo. Mas a surpresa durou pouco porque apenas cortaram as silvas numa centena de metros, partindo das traseiras do Ecomarché. Gosto muito de percorrer estes caminhos de bicicleta mas, as silvas que crescem sem cessar, são um perigo para as câmaras-de-ar.
Depois do Barracão a direcção é a Cooperativa de Olivicultores. Seguindo em frente rapidamente se encontra a estrada de Abreiro, mas, virando à esquerda em frente à cooperativa, segue-se um percurso bem mais interessante, já por mim seguido nalgumas provas de BTT do CCVF. Junto à aldeia de Samões vi, pela primeira vez(!), um enorme viveiro de faisões. Sou um apaixonado por aves e tentarei no futuro visitar o local (com a devida autorização). Ainda seguida surpreendido com o viveiro quando “esbarrei” com um roço na berma do caminho. Fiquei meio dividido se o devia colher, ou não. Optei por o levar comigo, correndo o risco de se machucar todo na mochila que sempre levo comigo.
Já perto da Quinta do Reboredo, a caminho de Vilas Boas, encontrei mais alguns cogumelos comestíveis. Foi também ao passar pela quinta que tive uma “visão” do paraíso: dois lindos cavalos brancos a pastar. Mesmo a grande distância arrisquei algumas fotografias.
Na continuação do caminho, aproveitei para subir a um morro e explorar de perto alguns rochedos que já me intrigaram há algum tempo. São formas naturais muito curiosas, que abundam um pouco por toda a zona granítica do concelho.
Já na aldeia, fiz um pequeno desvio para subir à igreja. Vilas Boas é uma aldeia que tem muito para admirar e percorrer as suas ruas é sempre um prazer. No entanto, o meu objectivo estava mais acima, no cabeço.
O percurso de Vilas Boas à capelinha de Nossa Senhora da Assunção é para ser feito devagar, não pelo esforço que requer, mas pela grande quantidade de pontos de interesse que se vão encontrando pelo caminho. Apesar de muitas pessoas se deslocarem com frequência ao Santuário, há muita coisa que desconhecem.
Um dos locais mais interessantes é a fonte de Nossa Senhora, quase junto à aldeia. Estava um sol brilhante quando lá chaguei. As folhas douradas dos plátanos criavam um ambiente acolhedor e apeteceu-me ficar ali sentado. Na fonte, a pequena imagem, no seu nicho, tinha sido presenteada com um ramo de flores frescas.
Depois de percorrer bonita e única alameda de eucaliptos entra-se no primeiro troço de escadas, onde podem ser apreciadas estátuas em granito, representando os doze apóstolos. Ali perto é um cruzeiro, simples, mas que marca o lugar da aparição de nossa senhora.
Quando se atinge o topo do cabeço, fica-se sem palavras (e sem fôlego). A paisagem que se avista deste santuário é única. A capela estava fechada. Normalmente está aqui um zelador, mas estava na hora de almoço e ele deve ter-se ausentado para almoçar.
Tal como tinha previsto, a manhã já estava adiantada e já passava do meio dia. O percurso de regresso a Vila Flor foi feito pela estrada em passo bastante acelerado.
Foi uma passeio muito agradável, num dia que se anunciava cinzento, mas que esteve bastante luminoso proporcionando mais uma caminhada memorável.
17 outubro 2010
Peregrinações – Nossa Senhora do Rosário (Freixiel)
Na senda das “Peregrinações” já realizadas, seguiu-se no dia 5 de Outubro, Nossa Senhora do Rosário em Freixiel.
Há várias razões para este santuário seja um dos mais importantes do concelho. Desde logo a importância histórica da aldeia de Freixiel, outrora sede de concelho com o mesmo nome, mas também a sua riqueza agrícola; a localização do pequeno “calvário” muito próxima da aldeia, fazendo mesmo parte dela e, não menos importante, a devoção dos habitantes a Nossa Senhora.
A ligação por caminhos rurais entre Vila Flor e Freixiel á dos mais simples, e talvez dos mais antigos. O percurso é feito quase em linha recta, aproveitando a geografia do terreno juntando-se, ou seguindo de perto os cursos de água. Trata-se de um percurso já feito e descrito no blogue por várias vezes. Desta vez houve uma novidade, foi a primeira vez que o fiz acompanhado.
Quase sem darmos por isso estávamos em Samões. Entrámos na aldeia por detrás da igreja e seguimos pela Rua do Salgueiral. Algumas das casas senhoriais estão a ser recuperadas mantendo as características originais, o que é de louvar. Numa delas encontra-se a Capela de S. Francisco, construída em 1872 e pertencente à família Almendra.
Um pouco mais abaixo, junto à fonte, ainda houve tempo para espreitar pela porta envidraçada da capela de Nossa Senhora do Rosário, com o seu cabido e púlpito exteriores.
Depois de abandonar a aldeia, o percurso é muito agradável. Um caminho muito bom, repleto de curiosidades naturais que surgem aqui e além, na berma do caminho. As ribeiras ainda não têm água corrente, mas a erva fresca já se manifesta por todo o lado.
Entre montados e fragas há bonitas vinhas que, este ano se apresentam repletas de suculentas uvas. Foram vários os grupos de vindimadores que encontrámos.
Já à chegada à aldeia de Freixiel fizemos um desvio para visitarmos a tão famosa (e singular) forca. Além do monumento em si, o promontório onde está situada é um excelente miradouro virado para a aldeia. Foi excelente a ideia de colocarem aqui um painel com uma fotografia panorâmica e a sinalização dos principais pontos de interesse.
Seguimos pela Rua do Ribeirinho e depois em direcção ao Pelourinho. Não sem antes termos visitado as antigas (e bonitas) fontes. O Pelourinho de Freixiel está classificado como Imóvel de Interesse Público. É um pelourinho quinhentista de «coluço», tipicamente manuelino.
Depois de uma curta paragem subimos à capela de Nossa Senhora do Rosário, destino final da nossa caminhada. Do alto da escadaria também se têm uma bonita visão da aldeia e de todos os terrenos que a rodeiam.
Nesta capela também existe uma janela de vidro que permite observar o seu interior. Tem até uma lâmpada que se acende quando detecta movimento, coisa pouco habitual em todas as “Peregrinações” já realizadas. Também notei que foi construída uma pequena cobertura por cima da porta que a protege da chuva. Não estava lá da última vez que visitei a capela.
Quando descemos à aldeia, já passava um pouco do meio-dia e meia hora. Seria impraticável tentar regressar a Vila Flor a caminhar. Depois de percorrermos algumas ruas e conversarmos com algumas pessoas, telefonámos para o “carro de apoio” que nos foi buscar a Freixiel a tempo de almoçarmos com a família.
Foi uma (curta) caminhada muito agradável, num dia também muito agradável. Além dos monumentos visitados, das paisagens admiradas e das pessoas com quem trocámos impressões é realçar as saborosíssimas uvas que comemos pelo caminho. As caminhadas no Outono têm alguns atractivos extra.
Há várias razões para este santuário seja um dos mais importantes do concelho. Desde logo a importância histórica da aldeia de Freixiel, outrora sede de concelho com o mesmo nome, mas também a sua riqueza agrícola; a localização do pequeno “calvário” muito próxima da aldeia, fazendo mesmo parte dela e, não menos importante, a devoção dos habitantes a Nossa Senhora.
A ligação por caminhos rurais entre Vila Flor e Freixiel á dos mais simples, e talvez dos mais antigos. O percurso é feito quase em linha recta, aproveitando a geografia do terreno juntando-se, ou seguindo de perto os cursos de água. Trata-se de um percurso já feito e descrito no blogue por várias vezes. Desta vez houve uma novidade, foi a primeira vez que o fiz acompanhado.
Quase sem darmos por isso estávamos em Samões. Entrámos na aldeia por detrás da igreja e seguimos pela Rua do Salgueiral. Algumas das casas senhoriais estão a ser recuperadas mantendo as características originais, o que é de louvar. Numa delas encontra-se a Capela de S. Francisco, construída em 1872 e pertencente à família Almendra.
Um pouco mais abaixo, junto à fonte, ainda houve tempo para espreitar pela porta envidraçada da capela de Nossa Senhora do Rosário, com o seu cabido e púlpito exteriores.
Depois de abandonar a aldeia, o percurso é muito agradável. Um caminho muito bom, repleto de curiosidades naturais que surgem aqui e além, na berma do caminho. As ribeiras ainda não têm água corrente, mas a erva fresca já se manifesta por todo o lado.
Entre montados e fragas há bonitas vinhas que, este ano se apresentam repletas de suculentas uvas. Foram vários os grupos de vindimadores que encontrámos.
Já à chegada à aldeia de Freixiel fizemos um desvio para visitarmos a tão famosa (e singular) forca. Além do monumento em si, o promontório onde está situada é um excelente miradouro virado para a aldeia. Foi excelente a ideia de colocarem aqui um painel com uma fotografia panorâmica e a sinalização dos principais pontos de interesse.
Seguimos pela Rua do Ribeirinho e depois em direcção ao Pelourinho. Não sem antes termos visitado as antigas (e bonitas) fontes. O Pelourinho de Freixiel está classificado como Imóvel de Interesse Público. É um pelourinho quinhentista de «coluço», tipicamente manuelino.
Depois de uma curta paragem subimos à capela de Nossa Senhora do Rosário, destino final da nossa caminhada. Do alto da escadaria também se têm uma bonita visão da aldeia e de todos os terrenos que a rodeiam.
Nesta capela também existe uma janela de vidro que permite observar o seu interior. Tem até uma lâmpada que se acende quando detecta movimento, coisa pouco habitual em todas as “Peregrinações” já realizadas. Também notei que foi construída uma pequena cobertura por cima da porta que a protege da chuva. Não estava lá da última vez que visitei a capela.
Quando descemos à aldeia, já passava um pouco do meio-dia e meia hora. Seria impraticável tentar regressar a Vila Flor a caminhar. Depois de percorrermos algumas ruas e conversarmos com algumas pessoas, telefonámos para o “carro de apoio” que nos foi buscar a Freixiel a tempo de almoçarmos com a família.
Foi uma (curta) caminhada muito agradável, num dia também muito agradável. Além dos monumentos visitados, das paisagens admiradas e das pessoas com quem trocámos impressões é realçar as saborosíssimas uvas que comemos pelo caminho. As caminhadas no Outono têm alguns atractivos extra.
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